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SpaceX pode abrir a valorizar 30% na estreia em bolsa

bolsa de Lisboa mercados

A SpaceX que faz a estreia na bolsa esta sexta-feira pode abrir a sessão a negociar nos 175 dólares, uma valorização de cerca de 30% face ao preço inicial de 135 dólares, assinala a CNBC.

O canal televisivo salienta que as primeiras indicações de interesse nas ações da empresa de foguetões, satélites, e inteligência artificial, já estão a chegar a Wall Street, e indicam que as acções podem iniciar o dia nos 175 dólares.

A sessão desta sexta-feira em Wall Street já se iniciou, contudo as acções da SpaceX ainda não estão oficialmente a ser negociadas. Mesmo assim os índices norte-americanos estão atualmente no verde. O S&P 500 sobe 0,16% para os 7.406,50 pontos, o Nasdaq valoriza 0,01% para os 25.813,23 pontos, e o Dow Jones avança 0,26% para os 50.982,31 pontos.

SpaceX alocou 30% das acções ao retalho

A empresa inicia a sua estreia em bolsa com 555,6 milhões de ações em negociação, a um preço de 135 dólares cada, sendo que até 30% será alocado ao retalho. O preço inicial das ações colocou a avaliação da empresa em 1,77 biliões de dólares (1.4 biliões de euros).

A SpaceX prevê arrecadar 75 mil milhões de dólares (64,5 mil milhões de euros) com a sua oferta pública inicial (IPO) e com isso fazer uma estreia histórica. Isto porque superaria o máximo de 25,5 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) da Saudi Aramco em 2019.

Elon Musk é o primeiro bilionário da história

Elon Musk faz história ao se tornar o primeiro bilionário de sempre. As suas participações na SpaceX, Tesla, Neuralink e Boring Company superam os 1,02 biliões de dólares (880 mil milhões de euros).

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Bancos levam 500 milhões em comissões com estreia em bolsa da SpaceX

Os bancos que estiveram envolvidos no processo de entrada da SpaceX, que ocorreu esta sexta-feira, em bolsa arrecadaram 500 milhões de dólares (432 milhões de euros) em comissões, de acordo com os cálculos da CNBC.

O Goldman Sachs e o Morgan Stanley devem receber cerca de 100 milhões de dólares (86,4 milhões de euros) cada um. Já o Bank of America, o Citigroup e o JPMorgan Chase devem levar cerca de 75 milhões de dólares (64,8 milhões de euros) cada um.

A CNBC refere que estes bancos devem absorver 85% do total de comissões arrecadar com a oferta pública inicial da empresa de foguetões, satélites, e inteligência artificial, liderada por Elon Musk.

A SpaceX terá oferecido aos bancos, que estiveram envolvidos no seu IPO, um spread bruto de 0,75%. Este valor é bem inferior aquela que é a norma. O professor da Universidade da Flórida, Jay Ritter, especializado neste setor, referiu, citado pela Fortune, que se trata da percentagem mais baixa para uma entrada em bolsa convencional. A norma é que o valor se situe entre 1% e 3%. A título de exemplo as entradas em bolsa do Facebook e da Uber, em 2012 e 2019, tiveram spreads entre os 1,1% e os 1,3%.

Preço inicial ficou em 135 dólares

A SpaceX colocou na sua estreia em bolsa com 555,6 milhões de ações a negociação, a um preço de 135 dólares cada, sendo que até 30% será alocado ao retalho. O preço inicial das ações deixou a avaliação da empresa em 1,77 biliões de dólares (1.4 biliões de euros).

A SpaceX prevê arrecadar 75 mil milhões de dólares (64,5 mil milhões de euros) com a sua oferta pública inicial (IPO) e com isso fazer uma estreia histórica. Isto porque superaria o máximo de 25,5 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) da Saudi Aramco em 2019.

Elon Musk é o primeiro bilionário da história

Elon Musk faz história ao se tornar o primeiro bilionário de sempre. As suas participações na SpaceX, Tesla, Neuralink e Boring Company superam os 1,02 biliões de dólares (880 mil milhões de euros).

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Montepio publica framework para obrigações verdes, sociais e de sustentabilidade

O Banco Montepio publicou, esta sexta-feira, o seu Framework inaugural de Obrigações Verdes, Sociais e de Sustentabilidade (Green, Social and Sustainability Bond Framework, o “Framework”).

Este framework define a abordagem do Banco à emissão de obrigações verdes, sociais e de sustentabilidade, bem como de outros instrumentos de financiamento sustentável, “proporcionando aos investidores transparência sobre a afetação dos fundos a projetos com benefícios ambientais e sociais claros e mensuráveis”.

O documento está enquadrado na estratégia global de sustentabilidade do Banco Montepio e tem como objetivo “canalizar capital para atividades que contribuam para a transição para uma economia de baixo carbono, mais inclusiva e socialmente responsável”.

O framework está alinhado com os Green Bond Principles 2025, Social Bond Principles 2025 e Sustainability Bond Guidelines 2021 da ICMA, “incluindo ainda um exercício de mapeamento, numa base de melhores esforços”, face ao Regulamento da Taxonomia da União Europeia.

“No âmbito ambiental, o framework contempla categorias elegíveis como edifícios verdes, eficiência energética e energias renováveis. Na vertente social, abrange áreas como habitação acessível, promoção do emprego e acesso a serviços essenciais, nomeadamente cuidados de saúde, com foco em populações vulneráveis e desfavorecidas. O Banco Montepio obteve uma Second Party Opinion da DNV, que confirma o alinhamento do Framework com os princípios relevantes da ICMA. O framework e a respetiva Second Party Opinion encontram-se disponíveis para consulta pública no website do Banco Montepio”, diz a instituição bancária.

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JP Morgan diz que investidores afastam-se da ‘debasement trade’ com retirada de capital do ouro e bitcoin

Uma nota de analistas do JP Morgan, divulgada pela publicação The Block, salienta que os investidores do retalho e os institucionais se estão a afastar da ‘debasement trade‘, com a retirada de capital a acelerar na bitcoin e a continuar no ouro.

A debasement trade é a retirada de capital de moedas como o euro e o dólar e o mobilizam para outro tipo de ativos como por exemplo o ouro, a bitcoin, ou o imobiliário.

O banco refere que se verificaram saídas de external traded funds (ETF) de ouro de cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), na semana que terminou a 5 de junho, face às entradas verificadas na semana passada, enquanto que os ETF de bitcoin tiveram saídas graduais crescentes de capital nas últimas quatro semanas.

“Observámos uma retirada generalizada da debasement trade tanto por parte dos investidores de retalho como institucionais. Esta retirada da debasement trade continuou para o ouro e, se algo mudou, foi acelerada para a bitcoin nas últimas semanas”, disse a nota da instituição bancária divulgada pela The Block.

O JP Morgan refere que os investidores em ouro têm reduzido as suas posições desde o final de fevereiro. Quanto à bitcoin beneficiou da cobertura de posições curtas antes de inverter a tendência no início de maio. A nota divulgada pela The Block salienta que as novas posições curtas podem ter amplificado a queda do ouro esta semana.

O banco diz ainda que a queda do bitcoin parece ter sido amplificada pela menor liquidez nos mercados de ETF e futuros.

Desde o início do ano o ouro já desvalorizou 2% enquanto que a bitcoin caiu 27%.

Ouro e bitcoin a se comportarem como ativos de risco

A nota destaca também a mudança que se tem verificado nas correlações de mercado. A instituição bancária diz que a correlação da bitcoin com os rendimentos reais dos títulos do Tesouro norte-americano a 10 anos tornou-se negativa. Isto surgiu na sequência de um movimento semelhante no ouro no início deste ano. O JP Morgan adianta que a correlação do ouro com o índice bolsista norte-americano S&P 500 aproxima-se da relação tradicionalmente positiva da bitcoin com as ações, indicando que o ouro e a bitcoin se estão a comportar mais como ativos de risco do que como diversificadores de carteiras de investimento.

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Coinbase avança com agentes de IA para negociação na bolsa e pagamentos

A corretora Coinbase confirmou, na quinta-feira, o lançamento de uma ferramenta que permite que agentes de inteligência artificial (IA) realizem transações em bolsa em nome dos utilizadores e realizem pagamentos.

A Coinbase for Agents vai permitir que modelos como o ChatGPT, da OpenAI, ou o Claude, da Anthropic, realizem operações em nome do utilizador.

“A ideia principal é dar aos agentes acesso a dinheiro e, através dessa independência financeira, melhorar as suas capacidades para praticamente qualquer coisa na internet. Na década de 2010, todas as empresas de internet lidaram com a transição do desktop e da web para um ambiente móvel. E agora, no final da década de 2020, estamos a ver exatamente o mesmo a acontecer, com os agentes a tornarem-se os novos principais agentes económicos na internet”, disse a responsável de produto de IA da Coinbase, Lincoln Murr, em declarações à CNBC.

A corretora permite também que agentes realizem pagamentos.

“Percebemos uma procura e um interesse imediatos na possibilidade de os agentes pagarem as coisas de forma autónoma, e isso foi um grande alerta para nós sobre o potencial dos agentes para se tornarem os principais agentes financeiros da internet”, acrescentou Lincoln Murr.

Robinhood permite que agentes de IA façam negociações e compras

A corretora Robinhood também permite o uso de agentes de IA para negociações na bolsa e também para a realização de compras através de um cartão de crédito. anunciou que

“Estamos a lançar o Agentic Trading e o Agentic Credit Card, permitindo aos agentes de IA negociar e fazer compras com cartão de crédito em seu nome. Seja para executar uma estratégia de negociação específica ou simplesmente para comprar o bilhete de avião mais barato disponível, pode criar agentes para ajudar a gerir os seus investimentos e gastos com segurança e autonomia. Agora pode dar aos seus agentes acesso direto ao Robinhood, sem as soluções alternativas ou APIs não oficiais que o impedem noutros locais”, anunciou a corretora no final de maio.

O CEO do Robinhood, Vlad Tenev, referiu que a missão da empresa “sempre foi democratizar” as finanças para todos e, agora, essa missão “estende-se” aos agentes de IA.

“Pode abrir uma conta dedicada para negociação com agente, separada do resto do seu portefólio. Isto significa que o seu agente apenas terá acesso aos fundos que depositar nessa conta. Receberá notificações push sempre que o seu agente realizar uma negociação e poderá visualizar um feed de atividades em tempo real e o seu lucro/prejuízo diretamente nas aplicações da Robinhood. Se precisar de pausar as negociações, pode desligar o agente a qualquer momento com um simples toque”, explicou a corretora.

A corretora referiu que o Agentic Trading foi lançado, nesta fase, em versão beta com suporte apenas para ações inicialmente. “O suporte para opções, criptomoedas, contratos de eventos, futuros e muito mais estará disponível em breve, à medida que sairmos da versão beta”, esclareceu.

Quanto ao Cartão de Crédito Agentic vai permitir que os agentes “gastem” em seu nome. “Durante a configuração, irá ligar o seu agente a um Cartão Robinhood Gold virtual dedicado, definir um limite de gastos específico que é apenas controlado por si e escolher se pretende exigir aprovações manuais ou não. Por defeito, os agentes estão restritos apenas a este cartão virtual individual, sem acesso ao número do seu cartão de crédito principal ou a qualquer outra informação da conta Robinhood”, explicou a corretora.

“Após a configuração e o funcionamento, o agente poderá pesquisar os melhores preços, monitorizar a disponibilidade e fazer compras automaticamente com base nas suas instruções, tudo isto enquanto ganha 3% de cashback. Tal como no trading com agentes, concebemos a experiência do cartão com agentes com segurança e controlo como prioridades máximas. Pode definir limites mensais, visualizar o seu histórico de despesas diretamente na aplicação Robinhood Banking e também eliminar o cartão virtual a qualquer momento com um simples toque”, acrescentou a empresa.

O Cartão de Crédito com Agentes está disponível para os atuais clientes do Robinhood Gold Card, e o suporte para o Robinhood Platinum Card será adicionado mais tarde, ainda este ano, confirmou a empresa.

“Nas próximas semanas e meses, iremos expandir as capacidades do Agentic Trading e do Cartão de Crédito com Agentes e apresentar novos produtos com inteligência artificial destinados ao investidor comum, e não apenas àqueles que se consideram especialistas”, referiu a corretora.

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Goldman Sachs considera que despesas de investimento das hiperescaladoras estão “consideravelmente subestimadas”

O Goldman Sachs considera que as previsões de Wall Street relativamente às despesas de investimento (capex) das hiperescaladoras estão a subestimar de forma “considerável” o investimento em infraestruturas de inteligência artificial (IA).

Numa nota, transcrita pela publicação financeira Investing, o analista do Goldman Sachs, Ryan Hammond, considera que as atuais estimativas dos analistas colocam o investimento em infraestruturas, por parte das hiperescaladoras, nos 920 mil milhões de dólares (795,1 mil milhões de euros) em 2027, o que representa um crescimento de 22%, uma “forte desaceleração” face à subida de 84% prevista para 2026.

O banco diz que se o investimento atingir 2% a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), ao nível da expansão que foi feita nos caminhos-de-ferro e nos automóveis, o investimento das hiperescaladoras ficaria em 1,1 biliões de dólares (950 mil milhões de euros) em 2027, o que representaria um crescimento de 45%, um ritmo de subida superior face aos 22% previstos por Wall Street.

O Goldman Sachs considera que a geração de fluxo de caixa livre (cashflow) e a capacidade do mercado de crédito, no grau de investimento, poderia suportar até 1,4 biliões de dólares (1,2 biliões de euros) em despesas de capital, por parte das hiperescaladoras, destaca a nota transcrita pelo Investing.

O analista que apesar do potencial de crescimento nos lucros das hiperescaladoras, por via dos investimento que estão a realizar na área da inteligência artificial, a “expansão da avaliações” e a “dinâmica de posicionamento” sugerem “volatilidade adicional” no futuro.

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Prometheus: startup de Jeff Bezos levanta 12 mil milhões para investir em computação

A Prometheus, a startup de inteligência artificial (IA) que tem como cofundadores o chairman da Amazon, Jeff Bezos, e Vik Bajaj, levantou 12 mil milhões de dólares (10,3 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) numa ronda de investimento que fez subir a avaliação da empresa para os 41 mil milhões de dólares (35,4 mil milhões de euros).

A ronda de investimento contou com o JP Morgan Chase, a BlackRock, o Goldman Sachs, DST Global, Arch Venture Partners, e o próprio Jeff Bezos.

Numa entrevista concedida à CNBC, relativamente à última ronda de investimento da Prometheus, Jeff Bezos referiu que a startup está a desenvolver ferramentas de IA que visam ajudar engenheiros a conceber e fabricar produtos físicos com mais facilidade e rapidez.

À CNBC Jeff Bezos considerou “prematuro” divulgar o que já foi feito pela startup mas disse que os feitos são “realmente notáveis”.

O também chairman da Amazon confirmou que “grande parte” do financiamento que foi levantado nesta última ronda vai para a computação. “E uma das razões pelas quais precisamos de angariar uma quantidade significativa de recursos é porque… o que fazemos exige muito poder computacional e precisamos, sabe, de gerar esses dados”, afirmou.

“O ritmo da nossa criação física atual está muito aquém do ritmo da imaginação humana. Se conseguirmos tornar um pouco mais fácil, ou, com sorte, muito mais fácil, dar vida aos sonhos das pessoas, haverá muito mais invenção e muito mais pessoas envolvidas nisso”, disse Vik Bajaj, citado pela Axios.

A startup, que foi lançada em novembro de 2025 com uma ronda de investimento em que angariou 6,2 mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros) já conta com 150 empregados, que vieram de empresas como a Nvidia, Google Deepmind, OpenAI. Tem escritórios em São Francisco, Londres, Zurique.

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Investidores mantêm corrida aos levantamentos de capital

A corrida aos levantamentos de capital de fundos de crédito não terminou nos primeiros meses do ano. Prolonga-se. Estes fundos estão investidos predominantemente em títulos de dívida emitidos por empresas e acumulam-se receios sobre a capacidade que estas têm de cumprir com as suas obrigações, especialmente na área do software, vista como a mais exposta aos avanços na inteligência artificial.
No primeiro trimestre, a Cliffwater e o Morgan Stanley, que gerem este tipo de fundos, travaram os resgates, impondo restrições. Agora, a Blackstone e o Partners Group confirmaram que limitaram os levantamentos em vários dos seus fundos a 5%.
A Blackstone reportou que recebeu pedidos de resgates de 10%, no segundo trimestre, no seu principal fundo de crédito, o Blackstone Private Credit Fund (BCRED), com um valor estimado de 45 mil milhões de dólares (38,6 mil milhões de euros).
O Partners Group, que tem ativos sob gestão de 185 mil milhões de dólares (158,9 mil milhões de euros), decidiu suspender os resgates do fundo Global Value SICAV a 5%, depois de pedidos de levantamento pelos investidores de 9,8%. Em três fundos evergreen [fundos abertos ou semilíquidos], num valor total de 9,7 mil milhões de dólares (8,3 mil milhões de euros), houve pedidos de levantamento entre 3,5% e 5%. A gestora referiu que iria impor um limite de 5% caso existissem pedidos de resgates superiores.
No primeiro trimestre ‘voaram’ de fundos de crédito 20,8 mil milhões de dólares (17,7 mil milhões de euros), noticiou o “Financial Times”.
O Carlyle Group reportou pedidos de levantamento de 15% do seu principal fundo de crédito privado (Carlyle Tactical Private Credit Fund). A Ares Management confirmou que o seu fundo de crédito (Ares Strategic Income Fund), que está avaliado em 22,7 mil milhões de dólares (19,5 mil milhões de euros) recebeu pedidos que atingiam os 11,6%. Apollo e Blue Owl, como a BlackRock, também anunciaram situações muito idênticas.
Isto levou os bancos centrais a franzirem o sobrolho, avaliando o risco sistémico destes investimentos. Não só nos Estados Unidos, mas também na Europa. “São relevantes para a zona euro não porque as exposições domésticas diretas sejam elevadas, mas sim porque os investidores, os mutuários e os gestores de ativos da zona euro estão ligados aos mercados globais de crédito privado”, refere o Banco Central Europeu.

Preocupação com otimismo
No entanto, esta ansiedade demonstrada pelos investidores não trava o mercado. O crédito privado cresceu significativamente, gerindo atualmente mais de dois biliões de dólares (1,7 biliões de euros) em ativos, e prevê-se que atinja os 3,4 biliões de dólares (2,9 biliões de euros) até 2030.
“Apesar dos desafios recentes, como o incumprimento dos mutuários, o foco regulatório e os resgates de fundos, os gestores de carteiras continuam otimistas quanto ao crescimento, embora reconheçam que a classe de ativos está a entrar no seu primeiro ciclo de crédito significativo, com um aumento da concorrência e pressão sobre os retornos”, considera a consultora PwC, no seu último relatório sobre este mercado, feito a partir de um inquérito a 120 gestores.
Mais de 80% dos inquiridos esperam receber maiores alocações de capital nos próximos 12 meses, o que mostra a vitalidade do mercado.

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Hoje é o primeiro dia da nova era em Wall Street. Com mais IA

O dia de hoje ficará para a história como o início de uma nova era para os mercados financeiros. A SpaceX, a não cotada mais valiosa do mundo, é a primeira a entrar em bolsa. Também a Anthropic (a dona do modelo de IA Claude) e a OpenAI (a criadora do ChatGPT) preparam o lançamento de ofertas públicas iniciais de ações e já entregaram documentação preliminar confidencial à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). A empresa liderada por Elon Musk deve angariar 75 mil milhões de dólares (64,5 mil milhões de euros) com a sua oferta pública inicial (IPO na sigla inglesa), superando o máximo de 25,5 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) estabelecido pela Saudi Aramco em 2019.
A SpaceX terá 555,6 milhões de ações em negociação, a um preço de 135 dólares cada, sendo que até 30% será alocado ao retalho. Isto coloca a empresa de foguetões, satélites, e inteligência artificial com uma avaliação de 1,77 biliões de dólares (1,52 biliões de euros), deixando-a como a oitava cotada mais valiosa do mundo. Elon Musk também vai fazer história ao tornar-se o primeiro bilionário do mundo. As suas participações na SpaceX, Tesla, Neuralink e Boring Company elevariam a sua fortuna para os 1,02 biliões de dólares (880 mil milhões de euros).
A Anthropic e a OpenAI, que são a segunda e terceira não cotadas mais valiosas do mundo, prometem transformar os próximos meses num período histórico para os mercados. A última ronda de investimento da criadora do Claude colocou o valor da empresa em 965 mil milhões de dólares (827,9 mil milhões de euros). Já a última ronda de investimento da OpenAI colocou o valor da empresa em 852 mil milhões de dólares (731 mil milhões de euros).
“Recentemente, submetemos um formulário S-1 confidencial. Prevemos que ele seja alvo de uma fuga, por isso estamos apenas a anunciá-lo. Ainda não definimos um cronograma; pode demorar um pouco, pois há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis como empresa não cotada. Mas é uma questão complexa de ponderação e isso dá-nos a opção de abrir o capital mais cedo, se for o melhor caminho”, disse a OpenAI ao regulador.
O “The Wall Street Journal” avançou, em janeiro, que a entrada em bolsa da empresa poderia acontecer no quarto trimestre do ano.

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Bolsa de Lisboa e Europa abrem no verde com perspetiva de novo acordo no Médio Oriente

mercados Lisboa bolsa traders

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta sexta-feira com uma valorização de 0,43% para os 9.064,12 pontos. Europa segue o mesmo caminho. O mercado está a ser influenciado pelo acordo anunciado pelos Estados Unidos no Médio Oriente, na quinta-feira. Mas o Irão negou ter aprovado qualquer texto. Este dia é também marcado pela estreia em bolsa da SpaceX que deve ser histórica. Empresa deve realizar maior levantamento de capital da história e Elon Musk prepara-se para ser o primeiro bilionário de sempre.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a Mota-Engil que valoriza 3,49% para os 4,68 euros, seguida pela Teixeira Duarte que avança 3,36% para os 0,44 euros, e os CTT que sobem 2,44% para os 5,88 euros.

No verde está ainda o Banco Comercial Português (BCP), a EDP Renováveis, a Navigator, a Altri, a Ibersol, a Corticeira Amorim, a Jerónimo Martins, a Semapa, e a Sonae.

A negociar no vermelho encontra-se a Galp Energia que quebra 2,77% para os 19,12 euros, seguida pela REN que quebra 0,29% para os 3,49 euros, e a NOS desliza 0,09% para os 5,35 euros.

No vermelho está ainda a EDP.

Europa está no verde

As principais bolsas europeias estão no verde. O DAX (Alemanha) sobe 1,37% para os 24.540,50 pontos, o CAC 40 (França) valoriza 1,38% para os 8.313,92 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) avança 0,76% para os 10.382,69 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,53% para os 1.068,68 pontos, o IBEX 35 (Espanha) avança 1,76% para os 18.611,81 pontos, e o FTSE MIB (Itália) valoriza 1,32% para os 51.170,50 pontos.

Estas subidas são influenciadas pelo anúncio, na quinta-feira, do Presidente norte-americano, Donald Trump, da suspensão dos ataques militares contra o Irão. O governante disse ainda que os iranianos aprovaram um rascunho de acordo que previa a extensão do cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz e ainda um prazo de 60 dias de para negociações sobre o programa nuclear iraniano. Contudo o Irão já veio negar que tenha assinado um rascunho de acordo com os Estados Unidos.

O petróleo está a ser negociado em baixa com o brent a cair 1,81% para os 88,74 dólares e o crude desvaloriza 1,72% para os 86,20 dólares. Tal se deve à perspetiva de um novo acordo entre norte-americanos e iranianos, que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

O euro está a cair 0,10%, face ao dólar, para os 1,15675 dólares e o euro avança 0,05%, face à libra, para as 0,86306 libras.
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Aproveite bem o tempo quente!

Beber muita água, fazer refeições ligeiras e procurar lugares frescos são algumas das dicas que podemos oferecer para refrescar a todos os consumidores.

É fundamental hidratar o organismo. Mesmo aqueles parecem não ter sede ou transpirar pouco, como os idosos, devem esforçar-se por beber água.

E quando não se “gosta” de água, como dizem frequentemente os mais novos?

As águas aromatizadas são uma excelente forma de dar um sabor diferente e agradável à água.   Por isso, mãos à obra e prepare a sua própria água aromatizada. Pode adicionar fruta cortada e/ou juntar hortícolas, com um toque especial com ervas aromáticas e até especiarias

Sugestões refrescantes e saborosas:

  • água com canela e maçã cortada em meias-luas;
  • água de pepino e limão;
  • água de morangos com hortelã;
  • água com laranja cortada e anis;
  • água com framboesas e mirtilos;
  • água de abacaxi e folhas de menta;
  • água de limão e gengibre.

Os chás e as infusões podem ser bebidos frios ou gelados no verão e preparados lá em casa. Uma das vantagens de os beber é poder optar por uma grande variedade de sabores. Se tiver de controlar a quantidade de cafeína que ingere diariamente, é importante estar atento aos seus teores em algumas infusões, como o chá preto ou o chá verde.

Quanto às refeições, aligeire! Prefira alimentos ricos em fibras, sais minerais e vitaminas, como a fruta e legumes frescos. O leite e o iogurte também são bons aliados da hidratação.

Opte, por exemplo, pela sopa, que é uma ótima forma de se hidratar e de iniciar as refeições. Evite refeições pesadas, com alimentos gordos e bebidas alcoólicas, pois demoram mais tempo a digerir. 

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin e Youtube!

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Procura por ações da SpaceX é quase quatro vezes superior ao preço do IPO

A procura por ações da SpaceX já atingiu os 250 mil milhões de dólares (216 mil milhões de euros), pelas contas feitas pela agência noticiosa Reuters, na passada quarta-feira. Este valor é quase quatro vezes superior aos 75 mil milhões de dólares (64,5 mil milhões de euros) que a empresa de foguetões, satélites e inteligência artificial, liderada por Elon Musk, prevê levantar, esta sexta-feira, numa estreia em bolsa que deverá ser histórica. Recorde pertence à Saudi Aramco que levantou 25,5 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) em 2019 na sua estreia nos mercados financeiros.

A SpaceX terá 555,6 milhões de ações em negociação, a um preço de 135 dólares cada, sendo que até 30% será alocado ao retalho. Este valor é também fora do comum. A norma é ficar entre entre os 5% e os 10%, como assinalou a Fidelity. O preço das ações colocam o valor da empresa nos 1,77 biliões de dólares (1,52 biliões de euros), deixando-a como a oitava cotada mais valiosa do mundo.

Dados da Binance, transcritos pelo Yahoo Finance, salienta que os contratos futuros perpétuos, associados à empresa de Elon Musk, estão a negociar à volta dos 162,50 dólares por ação, 20% acima do preço definido pela oferta pública inicial (IPO na sigla inglesa).

“Os contratos perpétuos na Hyperliquid [uma blockchain] sugerem que há interesse no IPO da SpaceX, mas está longe de ser eufórica. Estes mercados são dominados por traders muito ativos e com elevada tolerância ao risco, e não estão a precificar um prémio significativo em relação a outras empresas que ainda não realizaram IPO. É um sinal útil, mas não garante como o mercado em geral reagirá quando a SpaceX abrir de facto o seu capital”, disse o cofundador da Injective Labs, Eric Chen, em declarações à CNBC, transcritas pelo Yahoo Finance.

“Segundo a Bloomberg, [o IPO da SpaceX] terá atraído mais de 70 mil milhões de dólares (60,7 mil milhões de euros) só em pedidos de investidores de retalho, sendo que estes deverão ter ficado com pelo menos 20 mil milhões de dólares (17,3 mil milhões de euros), dos cerca de 75 mil milhões de dólares (64,5 mil milhões de euros) que a empresa está a colocar, numa operação com elevada procura. Já há análises de mercado a colocar avaliações acima dos 200 dólares por ação [uma subida de 48,1%]”, disse a research do Millennium.

O banco que vai liderar o IPO da empresa será o Goldman Sachs. E na dianteira estará também o Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup, e JP Morgan Chase.

Elon Musk será o primeiro bilionário da história

Elon Musk vai também fazer história ao se tornar o primeiro bilionário de sempre. As suas participações na SpaceX, Tesla, Neuralink e Boring Company elevariam a sua fortuna para os 1,02 biliões de dólares (880 mil milhões de euros).

A posição que Elon Musk possui na SpaceX, onde detém um pouco mais de 40%, está avaliada em cerca de 708 mil milhões de dólares (612,9 mil milhões de euros). Os 12% que detém na Tesla está avaliada em cerca de 180 mil milhões de dólares (155 mil milhões de euros). E na Neuralink e na Boring Company estima-se um valor superior a 20 mil milhões de dólares (17,1 mil milhões de euros). E ainda tem as participações na xAI, que desenvolve inteligência artificial, e na rede social X. No total a fortuna de Elon Musk ficaria nos 1,02 biliões de dólares (cerca de 870 mil milhões de euros). Só 14 cotadas são bilionárias. A saber: Nvidia, Alphabet (proprietária da Google), Apple, Microsoft, Amazon, TSMC, Broadcom, Saudi Aramco, Tesla, Meta, Samsung, Micron, Berkshire Hathaway, e a Eli Lilly.

Anthropic e OpenAI oficializam entrada em bolsa

Este ano deve também ficar marcado pela entrada em bolsa da Anthropic e da OpenAI, que são a segunda e terceira não cotadas mais valiosas do mundo. Estas empresas, lideradas por Dario Amodei e Sam Altman, já oficializaram, em junho, a sua intenção de entrar no mercado de capitais junto do regulador dos mercados norte-americanos (SEC).

A Anthropic, que detém o Claude, manifestou a 1 de junho a sua intenção de entrar em bolsa, de forma confidencial, junto do regulador. Contudo não avançou em que data é que isso vai acontecer. Apenas referiu que isso dependerá das “condições de mercados e de outros fatores”.

Mas em março a Bloomberg avançava que a entrada em bolsa da Anthropic poderia ocorrer em outubro, no melhor cenário.

A Anthropic escolheu os bancos Goldman Sachs e o Morgan Stanley para liderar o seu IPO, avançou a agência noticiosa Bloomberg. Na operação vai participar também o JP Morgan Chase.

A expetativa é que a empresa angarie 60 mil milhões de dólares (52 mil milhões de dólares), o que superaria também o máximo estabelecido pela Saudi Aramco em 2019.

A última ronda de investimento da Anthropic colocou o valor da empresa em 965 mil milhões de dólares (827,9 mil milhões de euros).

A OpenAI formalizou a sua intenção de entrar em bolsa, junto da SEC, a 8 de junho.

“Recentemente, submetemos um formulário S-1 confidencial. Prevemos que ele seja alvo de uma fuga, por isso estamos apenas a anunciá-lo. Ainda não definimos um cronograma; pode demorar um pouco, pois há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis como empresa não cotada. Mas é uma questão complexa de ponderação e isso dá-nos a opção de abrir o capital mais cedo, se for o melhor caminho”, disse a OpenAI ao regulador.

O “Wall Street Journal” avançou, em janeiro, que a entrada em bolsa da empresa poderia acontecer no quarto trimestre do ano.

A última ronda de investimento da OpenAI colocou o valor da empresa em 852 mil milhões de dólares (731 mil milhões de euros).

A empresa terá tido negociações com o CitiGroup e o JP Morgan para que estes bancos trabalhem na entrada em bolsa da empresa, avançou a Bloomberg em junho, citando fontes conhecedoras do processo.

A confirmar-se, o Citigroup e o JP Morgan iriam juntar-se ao Goldman Sachs e ao Morgan Stanley neste processo de entrada em bolsa da empresa detentora do ChatGPT, avançaram as mesmas fontes à agência noticiosa.

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Subida das taxas de juro “não era absolutamente necessária”, diz ministro das Finanças

O ministro das Finanças considerou hoje que a subida das taxas de juro anunciada pelo Banco Central Europeu devido às pressões inflacionistas da guerra no Médio Oriente “não era absolutamente necessária”, sendo uma “crise diferente da de 2022”.

“Naturalmente há uma preocupação do Banco Central Europeu [BCE]. O BCE, que teve uma ação muito importante em 2022 [na anterior crise energética], entendeu dar este primeiro sinal ao mercado, mas veremos nos próximos meses. Eu mantenho a minha opinião de que podia não ter dado este sinal e não era absolutamente necessário, mas respeito naturalmente o mandato e a independência do BCE”, disse Joaquim Miranda Sarmento.

Falando aos jornalistas portugueses no Luxemburgo, à chegada para a reunião do Eurogrupo, o governante apontou que “esta é uma crise diferente de 2022”, que foi causada pela invasão russa da Ucrânia e que levou a máximos da inflação.

“O Banco Central Europeu, em todo caso, decidiu subir as taxas de juros, mas estamos numa situação muito diferente, quer do ponto de vista da inflação, quer do ponto de vista das taxas de juros do Banco Central”, adiantou o ministro das Finanças.

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Irão: Trump ameaça com novos ataques para controlar petróleo iraniano

O Presidente norte-americano ameaçou hoje que os Estados Unidos vão voltar a atacar o Irão “com muita força” esta noite e assumiu que quer controlar os mercados de petróleo e gás, tal como na Venezuela.

“Os Estados Unidos vão atacar o Irão (cuja Marinha, Força Aérea, radares, defesas antiaéreas e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte da sua capacidade ofensiva, já desapareceram!) com toda a força esta noite”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social.

Além destes ataques, o republicano ameaçou tomar “num futuro não muito distante” a “ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controlo total dos seus mercados de petróleo e gás”, tal como fez na Venezuela e que está, segundo Trump, “a funcionar brilhantemente” tanto para Caracas como para Washington.

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BYD quer tornar-se a maior fabricante automóvel do mundo até 2030

BYD

A fabricante automóvel chinesa BYD pretende tornar-se o maior produtor mundial de veículos até 2030, em termos de produção e de vendas, afirmou o fundador e presidente da empresa, Wang Chuanfu, durante a assembleia anual de acionistas.

Citado hoje pelo portal económico chinês Yicai, Wang considerou que um “sistema tecnológico maduro” permitirá à BYD expandir simultaneamente os mercados doméstico e internacional.

O responsável destacou que o mercado chinês continua pressionado por uma intensa guerra de preços e pela redução dos incentivos fiscais à compra de veículos elétricos.

Após o lançamento de uma nova geração de baterias e de tecnologias de carregamento rápido, concebidas para responder aos principais desafios enfrentados pelos utilizadores de veículos elétricos, Wang prometeu a introdução de “muitas mais” tecnologias “novas e exclusivas” nos próximos dois anos.

Com sede na cidade de Shenzhen, no sul da China, a BYD deixou de fabricar veículos com motores de combustão em 2022 e ultrapassou a norte-americana Tesla como maior vendedora mundial de automóveis elétricos.

Em 2025, as vendas globais da empresa aumentaram 8%, para cerca de 4,6 milhões de veículos, o que a colocou na quinta posição mundial do setor, ainda longe da japonesa Toyota, que vendeu mais de 10 milhões de unidades pelo quinto ano consecutivo, segundo o Yicai.

Wang considerou que a atual conjuntura, marcada pela subida dos preços dos combustíveis devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, é favorável à BYD.

A empresa foi afetada no primeiro trimestre pela redução das isenções fiscais concedidas por Pequim à compra de veículos elétricos, que passaram de 10% para 5%, com um limite máximo equivalente a 2.200 dólares (cerca de 1.900 euros).

Como consequência, as vendas da BYD caíram 30% face ao mesmo período do ano anterior, para pouco mais de 700 mil unidades. No entanto, a recuperação registada nos dois meses seguintes fez com que o balanço dos primeiros cinco meses do ano fosse praticamente idêntico ao de 2025.

A desaceleração do mercado interno levou a BYD, à semelhança de outras fabricantes chinesas, a apostar na internacionalização para sustentar o crescimento.

Em maio, as vendas da empresa no exterior aumentaram 81%, ultrapassando os 160 mil veículos, impulsionadas em parte pela produção local em países como Brasil, Tailândia e, futuramente, Hungria.

Paralelamente, a empresa está a estudar um investimento de cerca de dois mil milhões de euros para instalar uma rede de 3.000 postos de carregamento ultrarrápido de 1.500 quilowatts na Europa até ao final do próximo ano, depois de já ter iniciado a instalação de estações na Alemanha e no Reino Unido.

Segundo Wang, a BYD conseguiu construir uma imagem de marca “premium” nos mercados internacionais, prevendo que a empresa ultrapasse este ano a meta de 1,5 milhões de veículos vendidos no exterior.

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Fundo de resgate da zona euro admite riscos para a economia portuguesa em 2026

O Mecanismo Europeu de Estabilidade admite “riscos negativos” para o crescimento económico de Portugal este ano devido à dependência energética externa face à atual crise, elevados preços da habitação, atrasos nas reformas do PRR e efeitos das tempestades.

“Espera-se que a economia portuguesa permaneça resiliente em 2026, [mas] a relativamente elevada dependência energética externa de Portugal deixa o país exposto a preços elevados da energia, na sequência do conflito no Médio Oriente, o que poderá aumentar a inflação e pesar sobre o crescimento económico, incluindo através de um abrandamento dos principais parceiros comerciais”, assinala o MEE no seu relatório anual, hoje publicado e ao qual a agência Lusa teve acesso.

Num capítulo dedicado a Portugal, o fundo permanente de estabilidade da zona euro elenca “riscos negativos para o crescimento” da economia portuguesa, que “decorrem de episódios de incerteza global, agravamento das tensões geopolíticas, preços da habitação elevados, atrasos nas reformas e nos investimentos financiados pelo fundo europeu de recuperação pós-pandemia [o mecanismo que financia o Plano de Recuperação e Resiliência – PRR], bem como das tempestades ocorridas no início de 2026”.

Lembrando também que “o envelhecimento da população, as alterações climáticas e o aumento dos custos da defesa representam desafios orçamentais significativos a longo prazo”, o MEE sugere que, para enfrentar tal contexto, o país deve “garantir a implementação eficaz dos investimentos financiados pelo PRR e prosseguir reformas estruturais fundamentais”.

O relatório surge numa altura em que a guerra no Irão, desencadeada por ataques israelitas e norte-americanos, continua a pressionar os mercados energéticos, em que os preços elevados da habitação em Portugal dificultam o acesso ao mercado residencial e em que aumentam os apelos para acelerar as reformas e os investimentos do PRR, cujo prazo de execução termina no final de agosto próximo.

A estes fatores juntam-se os efeitos de fenómenos meteorológicos extremos, como as tempestades do início do ano em Portugal, que aumentaram a vulnerabilidade do país e impactaram a produção e as infraestruturas.

Para esta instituição comunitária, a política orçamental portuguesa “deve permanecer prudente e direcionar a despesa em defesa para projetos de investimento com efeitos positivos sobre o restante tecido económico”, já que “estes esforços são essenciais para estimular o crescimento, criar emprego e salvaguardar a sustentabilidade da dívida pública a longo prazo”.

No relatório, o MEE aponta que a economia portuguesa manteve um crescimento sólido em 2025, impulsionado pelo consumo privado e pelo aumento dos rendimentos, enquanto a inflação abrandou, o emprego atingiu níveis recorde e a dívida pública desceu para menos de 90% do PIB devido a excedentes orçamentais.

O documento destaca, ainda, o forte desempenho do setor bancário, com lucros históricos e elevados níveis de solvabilidade, liquidez e qualidade dos ativos.

O MEE adianta que Portugal mantém capacidade para cumprir todas as obrigações devidas ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira em 2026.

“A avaliação do Mecanismo Europeu de Estabilidade indica que os riscos de tensão nos mercados permanecem reduzidos no curto prazo”, adianta.

Portugal esteve sob assistência financeira durante a crise da dívida soberana, entre 2011 e 2014.

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UE denuncia contradição entre necessidade de mão de obra estrangeira e a sua exploração

A necessidade de mão de obra estrangeira nos países da União Europeia (UE) não corresponde ao tratamento dispensado a esses trabalhadores, que enfrentam elevados níveis de discriminação e exploração, segundo um relatório sobre direitos fundamentais publicado hoje.

A Agência dos Direitos Fundamentais (FRA) da UE, no seu relatório anual divulgado hoje, foca com especial atenção a exploração laboral no espaço comunitário, classificando-o como um dos grandes problemas que enfrentam os 27 Estados-membros.

A FRA destaca que os trabalhadores de fora da UE estão a ser cada vez mais utilizados para colmatar a escassez de mão de obra, muitas vezes em contradição com as rigorosas políticas comunitárias de migração e com as posições anti-imigração de alguns dos seus países membros.

Uma vez na Europa, esses trabalhadores estão expostos ao risco de discriminação, racismo e exploração.

A agência da UE assinala, por exemplo, que as autorizações de residência concedidas em ligação a um determinado posto de trabalho expõem esses trabalhadores ao perigo de exploração laboral.

Em 2025, a UE registava uma taxa de vagas de emprego de 2,1%, o que representa milhões de postos de trabalho por preencher, especialmente na construção, saúde, cuidados e na hotelaria.

O relatório refere-se às tentativas de atrair trabalhadores, por exemplo, através de uma plataforma digital de ofertas de emprego acordada em novembro passado, e recorda que a regulamentação proposta oferece garantias e salvaguardas para os imigrantes.

No entanto, as organizações sindicais europeias têm assinalado que existe o risco de práticas de contratação fraudulentas e de problemas no cumprimento dos direitos laborais.

A FRA recorda que, em relatórios anteriores, já tinha salientado que os trabalhadores estrangeiros são mais vulneráveis à exploração, devido à sua dependência em relação aos empregadores para renovar as respetivas autorizações de residência, assim como ao desconhecimento da língua e respetivos direitos.

O relatório sublinha evidências de um aumento do tráfico de pessoas para a UE com o objetivo de exploração laboral, assim como de condições de trabalho precárias dos trabalhadores de países terceiros em comparação com os nascidos nos países da União Europeia.

A FRA presta especial atenção à situação dos trabalhadores deslocados da Ucrânia devido à invasão da Rússia, salientando que, enquanto os cidadãos ucrianianos podem aceder ao mercado de trabalho logo à chegada à UE, os requerentes de asilo de outros países podem ser obrigados a esperar até seis meses.

De acordo com os dados da agência, a taxa de emprego dos imigrantes de países terceiros é 13 pontos inferior à dos nacionais, uma diferença que sobe para 20 quando se trata de mulheres.

Além das taxas de emprego, a FRA alerta que a qualidade do trabalho dos nacionais de países terceiros pode afetar significativamente o seu bem-estar e o risco de viverem na pobreza.

“Os resultados dos inquéritos da FRA apontam para uma elevada insegurança laboral e um emprego precário, particularmente entre os nacionais de países terceiros recém-chegados”, alerta o relatório.

O texto indica que 35% dos estrangeiros de países terceiros têm empregos pouco qualificados, em comparação com 8% da população geral nos 27 países da União Europeia, sendo que quase metade dos trabalhadores de fora da UE desempenha funções para as quais estão sobrequalificados.

Em geral, os imigrantes denunciam que enfrentam muitos obstáculos para aceder ao mercado de trabalho, discriminação e racismo nos respetivos empregos, e um terço deles revela dificuldades em chegar ao fim do mês com os salários que lhes são pagos, o dobro do que se verifica na população em geral.

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SER lidera residências assistidas em Portugal e quer 2.000 camas até 2030

O grupo SER – Senior Exclusive Residences lidera o setor das residências assistidas e dos cuidados continuados em Portugal, com 1.386 camas em funcionamento e a intenção de alcançar duas mil camas até 2030.

A liderança acontece na sequência da aquisição de cinco unidades ao Grupo Naturidade, que representam 296 camas, num investimento de 9,5 milhões de euros, referiu a CoRe Capital, um dos acionistas.

Paralelamente, o SER prevê colocar em funcionamento até novembro mais 430 camas de cuidados continuados, resultantes de um investimento de 22 milhões de euros, lançado em 2024.

“No decurso de 2027, vamos acrescentar 42 camas às unidades que adquirimos ao Grupo Naturidade, fixando-nos nessa altura nas 1.428 camas. Mas não ficaremos por aí: temos um ‘pipeline’ de novos investimentos em avaliação e negociação para alcançar, até 2030, as duas mil camas em operação”, afirmou o CEO do grupo SER, Pedro Capitão.

A integração da Naturidade permitirá igualmente um aumento da dimensão económica do grupo. As nove unidades atualmente operadas pelo SER registaram receitas de cerca de 15 milhões de euros em 2025. Com as 16 unidades em pleno funcionamento, o grupo estima atingir uma faturação de 45 milhões de euros em 2027, ano em que Pedro Capitão acredita que poderá ser de “consolidação do grupo SER como operador de referência do setor em Portugal, uma marca que representa a qualidade de serviço para os segmentos médio e médio-alto nas regiões Norte, Centro e de Lisboa”.

A totalidade das 430 novas camas previstas para este ano será integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), através de contratos celebrados com o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A escassez de camas de cuidados continuados contribui para internamentos hospitalares sociais, “representando mais de 10% do total de internamentos no SNS, gerando custos anuais superiores a 300 milhões de euros” e levando ao “adiamento de muitas intervenções cirúrgicas por falta de camas disponíveis nos hospitais”.

“Há uma aposta clara do SER num setor que o Estado considera uma prioridade nacional, com falta de 30 mil novas camas a médio prazo”, afirmou o sócio da CoRe Capital e presidente do conselho de administração do grupo SER, Pedro Araújo e Sá.

O grupo SER opera nos dois segmentos principais do mercado das residências assistidas: os chamados estabelecimentos residenciais para pessoas de idade (ERPI) e as camas das unidades de cuidados continuados integrados (UCCI) contratadas com a respetiva rede nacional.

Além da expansão da capacidade instalada, o grupo está a desenvolver iniciativas destinadas a reforçar a qualidade dos serviços prestados. Entre elas incluem-se projetos de investigação em parceria com a Universidade do Porto nas áreas das demências, nutrição, fisioterapia, cognição e terapia ocupacional.

O administrador responsável pelas operações, Francisco Ribeiro, adiantou ainda que o grupo pretende certificar todas as suas unidades na metodologia Humanitude nos próximos dois anos, colocando a humanização dos cuidados no centro do modelo operacional.

A CoRe Capital entrou no setor das residências assistidas em 2020 através do fundo CoRe Restart. Em 2024, mobilizou o fundo CoRe Consolida para acelerar a expansão da operação e, em 2025, lançou a marca SER, que passou a concentrar as atividades do grupo neste segmento. O mesmo fundo financiou a recente aquisição das unidades do Grupo Naturidade.

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Macau financia estágios para jovens em empresas chinesas com negócios lusófonos

O Governo de Macau anunciou hoje que vai oferecer cinco mil patacas (536 euros) por mês a residentes que realizem estágios em empresas da China continental com negócios nos países de língua portuguesa e espanhola.

De acordo com a Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), o programa terá a duração de 12 semanas e disponibiliza 15 vagas, em áreas como operações comerciais, recursos humanos, administração, finanças e assuntos jurídicos.

Os estágios vão decorrer na vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha da Montanha), que está sob a tutela do município de Zhuhai, em empresas de “alta qualidade” com presença nos mercados lusófonos e hispânicos, para “reforçar as competências linguísticas e profissionais dos jovens de Macau”.

Podem candidatar-se residentes de Macau com menos de 35 anos, licenciados ou recém-graduados em 2026, desde que possuam as competências exigidas para os postos de estágio e um salvo-conduto para deslocação ao interior da China.

Os portugueses com estatuto de residentes em Macau ficam assim excluídos dos estágios, uma vez que este salvo-conduto é apenas atribuído a pessoas que detém a nacionalidade chinesa.

A DSAL atribuirá a cada estagiário um subsídio mensal de subsistência de cinco mil patacas (536 euros), além de um subsídio único de 500 patacas (36 euros) para transporte de ida e volta e seguro de viagem.

Os participantes terão ainda direito a alojamento e subsídio de almoço durante o período de estágio, ficando as restantes despesas pessoais a seu cargo.

As candidaturas ao programa abrem a 15 de junho, numa iniciativa coorganizada pela DSAL e pela Direção dos Serviços de Assuntos de Subsistência da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, com organização do Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola (CECPS), criado em 2025.

“Com esta medida, o Governo de Macau procura consolidar o papel da região como ponte entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola, ao mesmo tempo que investe na formação e empregabilidade dos jovens locais”, indicou a DSAL.

A China definiu em 2003 Macau como uma ponte entre o país e os países de língua portuguesa, papel que foi expandido pelo novo líder do governo, Sam Hou Fai, para englobar também os 21 países de língua oficial espanhola.

Em abril, durante a primeira visita ao estrangeiro desde que tomou posse, Sam Hou Fai passou por Lisboa e por Madrid, cidade onde assinou 43 acordos de cooperação em áreas como a tecnologia e desporto.

O chefe do Executivo fez ainda questão de realçar que Macau quer aproveitar a plataforma sino-lusófona para se expandir também a Espanha e aos mercados de língua espanhola.

Os planos de integração e cooperação existentes de Macau com a província de Guangdong e a zona económica especial de Hengqin, estabelecida para ajudar a diversificação económica da cidade, oferecem também uma via para a entrada das empresas dos países de língua espanhola na China.

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Irão: Teerão volta a fechar estreito de Ormuz

O Irão voltou hoje a encerrar completamente o estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o transporte de petróleo e gás, em resposta aos mais recentes ataques norte-americanos, anunciou a autoridade marítima iraniana.

“Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região, o estreito de Ormuz está fechado até nova ordem”, afirmou em comunicado a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, que gere a passagem.

O Irão controla o estreito desde o início do conflito desencadeado por ataques norte-americanos e israelitas contra o regime de Teerão a 28 de fevereiro, mas os militares têm permitido a passagem diária de cerca de 20 navios.

A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana disse hoje ter lançado mísseis balísticos contra uma base norte-americana na Jordânia, após anunciar ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, em resposta aos últimos ataques de Washington.

A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra “múltiplos alvos” no Irão como “resposta às agressões” do país persa, de acordo com a justificação do Centcom.

“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje às 17:15 [22:15 em Lisboa] contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe”, o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem na rede social X.

O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmando apenas que os “bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão”.

A agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram ativadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras.

Tanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como Trump anunciaram durante uma conferência de imprensa na quarta-feira que os bombardeamentos contra o Irão seriam retomados nas horas seguintes, depois de ataques anteriores na sequência do abate de um helicóptero norte-americano Apache na segunda-feira, e após Trump ter dito no início da semana que o acordo de paz estaria em fase e últimos acertos e deveria ser assinado em “um ou dois dias”.

Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a acusar Teerão de estar a empatar as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

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