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Pedalada solidária mobiliza comunidade e angaria mais de mil euros para associação

12 June 2026 at 18:11

VTM

Integrada no Roadshow Nacional Territórios Sustentáveis, a atividade foi promovida pela Plataforma de Incubadoras para o Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a Fundação EDP, o IES – Social Business School e a DOURIIS – Incubadora de Inovação Social. O objetivo passou por transformar cada quilómetro pedalado em apoio financeiro para a associação Germinar Caminhos.

Ricardo Narciso, da DOURIIS, destacou a forte adesão da comunidade à iniciativa. “Conseguimos reunir aqui cerca de 100 pessoas para pedalar. Esta pedalada consiste em que, por cada quilómetro pedalado, a Fundação EDP doe um euro a uma associação. Neste caso, a beneficiária é a Germinar Caminhos, uma associação que iniciou o seu percurso com a nossa incubadora”, explicou.

O responsável adiantou ainda que a participação ultrapassou as expectativas iniciais. “Pelo número de inscrições já prevíamos uma boa adesão, mas muitas pessoas que não se inscreveram também compareceram”, afirmou.

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Aliados do Futuro: vamos falar sobre inovação?

12 June 2026 at 14:46
A Aliados Consulting juntou-se ao Observador Lab para lançar um novo podcast, onde líderes e especialistas vão debater sustentabilidade, inovação e economia.

Aliados do Futuro: vamos falar sobre inovação?

12 June 2026 at 14:46
A Aliados Consulting juntou-se ao Observador Lab para lançar um novo podcast, onde líderes e especialistas vão debater sustentabilidade, inovação e economia.

Montepio publica framework para obrigações verdes, sociais e de sustentabilidade

12 June 2026 at 13:58

O Banco Montepio publicou, esta sexta-feira, o seu Framework inaugural de Obrigações Verdes, Sociais e de Sustentabilidade (Green, Social and Sustainability Bond Framework, o “Framework”).

Este framework define a abordagem do Banco à emissão de obrigações verdes, sociais e de sustentabilidade, bem como de outros instrumentos de financiamento sustentável, “proporcionando aos investidores transparência sobre a afetação dos fundos a projetos com benefícios ambientais e sociais claros e mensuráveis”.

O documento está enquadrado na estratégia global de sustentabilidade do Banco Montepio e tem como objetivo “canalizar capital para atividades que contribuam para a transição para uma economia de baixo carbono, mais inclusiva e socialmente responsável”.

O framework está alinhado com os Green Bond Principles 2025, Social Bond Principles 2025 e Sustainability Bond Guidelines 2021 da ICMA, “incluindo ainda um exercício de mapeamento, numa base de melhores esforços”, face ao Regulamento da Taxonomia da União Europeia.

“No âmbito ambiental, o framework contempla categorias elegíveis como edifícios verdes, eficiência energética e energias renováveis. Na vertente social, abrange áreas como habitação acessível, promoção do emprego e acesso a serviços essenciais, nomeadamente cuidados de saúde, com foco em populações vulneráveis e desfavorecidas. O Banco Montepio obteve uma Second Party Opinion da DNV, que confirma o alinhamento do Framework com os princípios relevantes da ICMA. O framework e a respetiva Second Party Opinion encontram-se disponíveis para consulta pública no website do Banco Montepio”, diz a instituição bancária.

Já é possível pedir o apoio aos carros elétricos. Há 10 milhões de euros disponíveis

By: ZAP
12 June 2026 at 12:00
O incentivo à compra de carros elétricos com abate de antigos entrou em vigor esta quinta-feira. Este tem uma dotação global de 10 milhões de euros. O período de candidaturas decorre de 11 de junho a 27 de julho ou até ao esgotamento da verba disponível. Os particulares terão direito a 4 mil euros na compra de veículos novos totalmente elétricos de até 38.500 euros (ou 55 mil euros para mais de cinco lugares). “O apoio é destinado a incentivar a transição para uma mobilidade mais sustentável, através da substituição de veículos com motor de combustão por veículos de emissões

O touro bravo, um aliado da biodiversidade e da agricultura regenerativa

12 June 2026 at 00:12

Nos últimos anos, o debate em torno da Tauromaquia tem sido frequentemente reduzido ao que acontece dentro de uma praça de toiros. No entanto, quem pretenda compreender verdadeiramente a importância do touro bravo para Portugal deve olhar muito para além da arena.

A verdadeira questão não é apenas cultural. É também ambiental, económica, social e territorial. O futuro do touro bravo está intimamente ligado ao futuro do montado português, um dos ecossistemas mais ricos, mais sustentáveis e mais valiosos da Europa.

Portugal possui cerca de um milhão de hectares de montado, um sistema agro-silvo-pastoril único no mundo, moldado ao longo de séculos pela interacção harmoniosa entre a actividade humana e a natureza. Reconhecido internacionalmente como um sistema agrícola de Alto Valor Natural, o montado alberga uma biodiversidade extraordinária, contribui para o combate às alterações climáticas, protege os solos da erosão e ajuda a fixar populações em territórios rurais cada vez mais ameaçados pelo abandono. É neste contexto que o touro bravo desempenha um papel absolutamente singular.

Em Portugal, a criação do touro bravo está associada a cerca de 100 mil hectares de montado e pastagens extensivas, integrando uma fileira económica que gera milhares de postos de trabalho directos e indirectos. Para além da sua dimensão cultural, representa um instrumento efectivo de gestão territorial, combate ao abandono rural e preservação da biodiversidade. Num contexto em que a União Europeia procura reforçar a sustentabilidade da pecuária através da futura Estratégia Europeia para a Pecuária e dos mecanismos de remuneração dos serviços dos ecossistemas, o modelo produtivo associado ao touro bravo surge como um exemplo particularmente relevante de compatibilização entre actividade económica, conservação da natureza e coesão territorial.

Os estudos mais recentes sobre agricultura regenerativa, serviços dos ecossistemas e paisagens agro-silvo-pastoris mediterrânicas apontam precisamente o montado e a dehesa como modelos de referência para o futuro da pecuária europeia. Não por acaso, várias contribuições científicas apresentadas no âmbito da preparação da futura Estratégia Europeia para a Pecuária defendem explicitamente o reconhecimento e valorização destes sistemas, incluindo as explorações de touro bravo, pelo seu contributo para a biodiversidade, para o armazenamento de carbono, para a prevenção dos incêndios rurais e para a sustentabilidade económica das regiões de baixa densidade populacional.

Em paralelo, a crescente valorização dos serviços dos ecossistemas no âmbito das políticas europeias, incluindo os mecanismos de Pagamentos por Serviços dos Ecossistemas e os objectivos da Missão Solos da União Europeia, reforça a importância estratégica destas explorações enquanto produtoras de bens públicos ambientais que beneficiam toda a sociedade.

Esta realidade assume particular relevância num momento em que a União Europeia prepara a sua nova Estratégia para a Pecuária e reforça os instrumentos de remuneração dos chamados serviços dos ecossistemas. A própria Comissão Europeia tem vindo a reconhecer que os sistemas pecuários extensivos e agro-silvo-pastoris desempenham um papel fundamental na conservação dos solos, no sequestro de carbono, na prevenção da desertificação, na preservação da biodiversidade e na coesão das comunidades rurais. O montado português constitui um exemplo paradigmático dessa visão europeia, sendo simultaneamente sistema produtivo, património natural e reservatório de biodiversidade.

Ao contrário da esmagadora maioria das produções pecuárias modernas, o touro bravo vive entre quatro e cinco anos em regime extensivo, percorrendo grandes áreas de pastagem natural e montado. Cresce em liberdade, com reduzida intervenção humana, integrado num ecossistema complexo e equilibrado.

Aquilo que hoje Bruxelas designa por agricultura regenerativa é, em muitos aspectos, aquilo que os criadores de touro bravo praticam há gerações. A agricultura regenerativa procura restaurar solos, promover a biodiversidade, aumentar a capacidade de retenção de água, sequestrar carbono e reforçar a resiliência dos ecossistemas. São precisamente estes princípios que encontramos nas herdades de bravo espalhadas por Portugal. Por isso, não será exagerado afirmar que as ganadarias de touros bravos constituem um dos mais antigos e bem-sucedidos exemplos de agricultura regenerativa da Península Ibérica.

Num tempo em que tanto se fala de sustentabilidade, importa reconhecer que a criação do touro bravo representa um modelo produtivo profundamente alinhado com muitos dos objectivos ambientais definidos pela União Europeia.

Os benefícios ecológicos são evidentes. As áreas ocupadas pelas ganadarias de bravo funcionam como importantes refúgios para inúmeras espécies de fauna e flora. Em muitas destas propriedades encontram-se algumas das espécies mais emblemáticas da conservação da natureza na Península Ibérica, como o lince-ibérico, a águia-imperial-ibérica, a águia-de-Bonelli, a cegonha-preta, o abutre-preto ou a lontra-europeia. Não é por acaso. A manutenção destes habitats depende da existência de actividades económicas compatíveis com a conservação da natureza. O touro bravo é uma dessas actividades. Sem a gestão proporcionada pelas ganadarias, muitos destes territórios correriam o risco de abandono, degradação ou conversão para utilizações menos favoráveis à biodiversidade.

O montado presta ainda serviços ambientais de enorme valor para toda a sociedade. As suas árvores armazenam carbono atmosférico, contribuindo para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Os seus solos funcionam como importantes reservatórios de matéria orgânica. A vegetação permanente reduz a erosão, protege os recursos hídricos e ajuda a prevenir incêndios rurais através do pastoreio extensivo. São benefícios que aproveitam a todos os portugueses, embora raramente sejam reconhecidos ou remunerados pelo mercado.

É por isso que a União Europeia discute cada vez mais mecanismos de pagamento pelos serviços dos ecossistemas. Quem protege biodiversidade, captura carbono, preserva paisagens e contribui para a saúde ambiental do território presta um serviço público que merece reconhecimento. As ganadarias de bravo enquadram-se plenamente nesta lógica.

Existe ainda uma outra dimensão frequentemente ignorada. O bem-estar animal. O debate público tende a concentrar-se exclusivamente nos momentos da vida do touro em praça. Porém, qualquer avaliação séria e cientificamente fundamentada do bem-estar animal deve considerar a totalidade do ciclo de vida do animal. O touro bravo vive durante vários anos em liberdade, em grandes extensões de terreno, com reduzida intervenção humana e em condições naturais que dificilmente encontram paralelo noutras produções pecuárias contemporâneas. Acresce que toda a actividade taurina se encontra rigorosamente enquadrada por legislação nacional e europeia, sendo sujeita a fiscalização veterinária permanente, desde a criação e transporte dos animais até à sua participação em espectáculos taurinos. Isto não significa que todos tenham de ser aficionados. Significa apenas que o debate deve assentar numa análise completa, informada e honesta da realidade.

Importa igualmente recordar que a criação do touro bravo sustenta uma vasta rede de actividades económicas no mundo rural. Criadores, trabalhadores agrícolas, veterinários, transportadores, fornecedores de serviços, turismo rural, hotelaria, restauração e comércio local integram uma cadeia de valor que gera riqueza, cria emprego e contribui para a fixação de população em regiões onde as oportunidades económicas são frequentemente escassas. Num país confrontado com o despovoamento do interior, a desertificação e o abandono agrícola, estas actividades não podem ser ignoradas.

A discussão sobre os gostos continuará certamente a existir. Faz parte da pluralidade de uma sociedade democrática. Mas há uma realidade que não pode ser esquecida. Sem a actividade associada ao touro bravo, muitas explorações agro-silvo-pastoris perderiam uma parte importante da sua viabilidade económica, aumentando o risco de abandono, alteração do uso do solo e degradação de habitats de elevado valor ecológico. Quando se fala do touro bravo, fala-se de muito mais do que um espectáculo. Fala-se de biodiversidade. Fala-se de agricultura regenerativa. Fala-se de captura de carbono. Fala-se de coesão territorial. Fala-se de emprego rural. Fala-se da preservação de um património natural e cultural que atravessou séculos e chegou até nós.

É por isso que a preservação das ganadarias de bravo não deve ser encarada apenas como uma questão cultural ou sectorial, mas também como uma questão de política agrícola, ambiental e territorial, plenamente alinhada com os objectivos europeus de sustentabilidade, resiliência climática, valorização dos serviços dos ecossistemas e desenvolvimento equilibrado das zonas rurais.

Convém ainda não ignorar uma realidade elementar. O touro bravo não é uma espécie selvagem. Existe porque existe uma actividade económica, cultural e social que justifica a sua criação. Sem Tauromaquia, desapareceriam gradualmente as ganadarias de bravo, reduzindo-se drasticamente a viabilidade económica de cerca de 100 mil hectares de montado directamente associados à sua criação. O resultado não seria uma maior protecção do animal. Seria, paradoxalmente, o desaparecimento da própria população de touros bravos e a perda de um dos sistemas agro-silvo-pastoris mais ricos da Europa.

Defender o touro bravo não é apenas defender uma tradição. É defender a natureza. É defender o território. É defender Portugal.

«Maior feira vegan e sustentável» do país marcada para Loulé em Setembro

11 June 2026 at 16:14

A «maior feira vegan e sustentável do país», que celebra a sua 7.ª edição em Loulé, entre 18 e 20 de Setembro, já abriu candidaturas para expositores, comerciantes e projetos sociais e ideias ecológicas inovadoras.

A FAVA – Feira do Ambiente e Vegan do Algarve, organizada pela BENFAZER – Associação para o Bem-Estar Social, Ambiental e Animal, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, também está a receber propostas de atividades e espetáculos para o programa oficial.

Segundo a organização, a FAVA assume-se atualmente como uma das maiores feiras ao ar livre e gratuitas da Europa dedicadas à promoção de práticas de sustentabilidade e do veganismo.

Para a edição de 2026, o grande objetivo da FAVA é «melhorar a experiência das marcas e projetos participantes, dos visitantes, parceiros e colaboradores».

Uma das principais novidades deste ano é a criação de «um recinto exclusivo» no Parque Municipal, desenhado para «estreitar a ligação com as áreas verdes e cultivar um profundo sentimento de pertença e proximidade com a natureza».

A nova edição vai reforçar a experiência gastronómica com vários momentos de degustação de produtos e petiscos, assim como dezenas de opções de alimentação no recinto.

Vai ainda incluir iniciativas novas, como por exemplo o encontro nacional de fornos solares, o mercado de hortícolas biológico, provas radicais, e uma zona de reparações e transformações permanente, que irão compor um programa intergeracional com mais de 100 atividades e espetáculos gratuitos.

A distinção de “Expositor do Ano” mantém-se nesta 7.ª edição, mas chega com um incentivo extra: um prémio monetário no valor de 500 euros para o projeto vencedor.

Segundo a organização, na FAVA 2025 participaram 140 expositores e comerciantes de 20 setores de atividade diferentes, tendo sido servidas 4.125 refeições inteiramente de base vegetal.

O programa contou com 46 entidades envolvidas e 137 atividades e espetáculos totalmente gratuitos, foram distribuídos 730 cheques ao público para consumo na feira e foram oferecidos 1844 produtos de marcas parceiras.

Na última edição, 228 pessoas deram uma nova vida a 1.495 peças de vestuário, calçado ou livros usados, retirando de circulação 210 kg de artigos e poupando recursos ao planeta.

Os empreendedores, artesãos, produtores, marcas e associações que promovam um estilo de vida ecológico, consciente e compassivo devem apresentar a sua proposta de participação através do site oficial.

Estão também abertas as inscrições para oficinas, palestras, aulas de bem-estar, nutrição, espetáculos de música, dança e teatro de rua que se alinhem com os valores do certame.

As vagas para expositores são limitadas, sendo as candidaturas analisadas por critérios de sustentabilidade, relevância e criatividade.

Para as atividades e espetáculos, a originalidade e o impacto na promoção de um estilo de vida sustentável e vegano serão os fatores decisivos de seleção.

As condições de participação e os respetivos formulários estão disponíveis no site.

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Afinal, o que é o interesse da sociedade?

11 June 2026 at 00:08

Entre os conceitos técnicos que povoam o direito societário, poucos são simultaneamente tão centrais e tão difíceis de definir como o interesse da sociedade.

O interesse da sociedade é, desde logo, um dos critérios de aferição do cumprimento dos deveres dos gerentes e administradores. A lei exige-lhes que atuem no interesse da sociedade, e não em benefício próprio ou de terceiros. Mas o que significa, na prática, esse interesse?

Durante muito tempo, a resposta parecia simples: o interesse da sociedade correspondia ao interesse dos seus sócios ou acionistas e o interesse destes era tradicionalmente associado à maximização do retorno financeiro. Contudo, a crescente complexidade social, económica e do próprio tecido empresarial revelou uma realidade muito menos linear. Uma empresa não é apenas o somatório dos seus sócios ou acionistas (shareholders). Envolve também – e cada vez mais – os seus stakeholders, isto é, os outros sujeitos relevantes para a sustentabilidade da empresa, tais como trabalhadores, clientes e credores.

A própria lei impõe aos gestores a consideração dos interesses de longo prazo dos shareholders, ponderados os interesses dos demais stakeholders.

O debate e a reflexão continuam abertos. Pode o interesse da sociedade ser identificado apenas com a criação de valor económico para os sócios? Ou deve integrar igualmente preocupações de sustentabilidade, impacto social, reputação e continuidade da própria empresa?

Em tempos de exigências sociais, geopolíticas e económicas crescentes, as preocupações ESG passaram do plano doutrinário para o centro das decisões empresariais.

Os administradores são hoje chamados a tomar decisões cujos benefícios nem sempre são imediatos, mas as empresas com vida longa e saudável são as que se regem por valores além do lucro de cada exercício. Investimentos em sustentabilidade, compliance ou cultura organizacional revelam-se frequentemente determinantes para a preservação e criação de valor no médio e longo prazo.

Este é o ponto axial do conceito: o interesse da sociedade como critério de equilíbrio entre o retorno e o risco, o controlo e o crescimento, entre o presente e o futuro.

Na velocidade dos dias, na pressão dos resultados trimestrais e na rápida transformação tecnológica, importa recordar qual o propósito de cada empresa para que ele não se dilua no meio das conveniências momentâneas dos seus diversos interesses e interessados.

O interesse da sociedade permanece um conceito aberto e a sua importância talvez radique nessa ductilidade: na capacidade de ter presente que governar uma empresa é muito mais do que gerir pessoas e números. É assegurar que a criação de valor económico permanece alinhada com o propósito que lhe confere sentido e horizonte de continuidade.

Os Sabores de Portugal

10 June 2026 at 15:53
Da produção nacional aos mercados internacionais, Alexandra Borges e António Almeida analisam os fatores que impulsionam o sucesso das exportações portuguesas.

Devolvidas 10 milhões de embalagens em 2 meses de "Volta"

10 June 2026 at 14:30
Iniciativa com mais de 2.500 pontos de recolha no país promove a devolução do valor de depósito de 10 cêntimos sobre latas e garrafas que sejam vendidas em supermercados e restaurantes.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Máquinas de reembolso dos depósitos devem chegar a mais de 3.000 nos próximos meses

Devolvidas 10 milhões de embalagens em 2 meses do Sistema de Depósito e Reembolso

10 June 2026 at 11:29

O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) recolheu mais de 10 milhões de embalagens desde que entrou em funcionamento, há dois meses, nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ distribuídos por todo o país, anunciou hoje a entidade gestora.

Em comunicado, a SDR Portugal – associação sem fins lucrativos responsável pela implementação e gestão do sistema, operacional desde 10 abril, – considera que “este marco, alcançado ainda na fase de transição da operação, demonstra a efetiva adesão inicial dos cidadãos à ‘Volta’”.

“10 de junho, 10 milhões de habitantes, 10 milhões de embalagens devolvidas: uma coincidência simbólica que assinala a adesão dos consumidores à ‘Volta’”, enfatiza.

O sistema permite aos consumidores recuperarem o valor de depósito de 10 cêntimos por embalagem pago no ato da compra de garrafas e latas de uso único, de plástico, metal e alumínio e inferiores a três litros, mediante a sua devolução nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ existentes em Portugal continental, Açores e Madeira, número que deverá aumentar para mais de 3.000 nos próximos meses.

A estes, juntam-se 50 quiosques ‘Volta’, sobretudo em zonas com forte presença do setor da hotelaria, restauração e cafetaria.

Para a SDR Portugal, este resultado “assume particular relevância tendo em conta que o sistema se encontra ainda numa fase de transição, com a entrada progressiva no mercado de embalagens identificadas com o símbolo ‘Volta’”.

“O valor alcançado – 10.006.067 embalagens recolhidas em apenas dois meses – reflete a participação expressiva dos consumidores e o compromisso das entidades aderentes ao SDR na estabilização de uma rede de recolha nacional, operacional e eficiente”, sustenta.

Citado no comunicado, o presidente da SDR Portugal destaca que este número “corresponde, em média, a uma embalagem devolvida por cada cidadão, mas representa muito mais do que um marco estatístico”.

“Estamos a assistir ao início de uma mudança de comportamentos e confiantes de que Portugal seguirá o percurso dos sistemas de depósito e reembolso mais bem-sucedidos da Europa, contribuindo para o cumprimento das exigentes metas europeias de circularidade e sustentabilidade”, afirma Leonardo Mathias.

Os dados de operação hoje divulgados indicam que as devoluções acontecem com maior frequência ao fim de semana, em especial aos domingos, no que a SDR Portugal diz evidenciar “a adaptação progressiva do sistema às rotinas da população”.

Até 09 de agosto, o sistema encontra-se num período de transição, em que coexistem no mercado embalagens com e sem o símbolo ‘Volta’, à medida que os produtos disponíveis vão sendo progressivamente substituídos pelas novas embalagens integradas na operação.

Assim, a aquisição de embalagens sem o símbolo ‘Volta’ não envolve o pagamento do valor de depósito associado, pelo que estas também não são aceites pelo sistema, devendo antes ser encaminhadas para os respetivos ecopontos.

Os pontos automáticos ‘Volta’ existentes nos supermercados e hipermercados e os quiosques reconhecem as embalagens elegíveis e permitem a devolução do valor de depósito sob diversas formas: vale convertível em numerário, vale de desconto no ponto de venda, carregado num cartão de fidelização ou através de outras soluções digitais, ainda em desenvolvimento. É também possível optar pela doação a instituições de cariz social.

As embalagens podem ser devolvidas em qualquer ponto ou quiosque, independentemente do local de compra, podendo também as embalagens adquiridas em estabelecimentos como cafés, restaurantes ou bares ser entregues nesses locais.

Para serem abrangidas, as garrafas e latas devem conter o símbolo ‘Volta’, o código de barras legível, estar vazias, não amolgadas ou amachucadas e, no caso das garrafas, com tampa.

Segundo destaca a entidade gestora, o SDR é “essencial para que Portugal cumpra as metas europeias de recolha seletiva e reciclagem de embalagens de bebidas de uso único, incluindo o objetivo de atingir 90% de recolha até 2029”.

Devolvidas 10 milhões de embalagens em dois meses do Sistema de Depósito e Reembolso

Até 9 de agosto, o sistema encontra-se num período de transição, em que coexistem no mercado embalagens com e sem o símbolo 'Volta', à medida que os produtos disponíveis vão sendo progressivamente substituídos pelas novas embalagens integradas na operação.

Goldenergy e Panike firmam parceria para fornecimento de biometano

8 June 2026 at 21:41

VTM

A Goldenergy, comercializadora de eletricidade e gás natural, e a Panike, líder no setor da panificação e pastelaria ultracongelada, formalizaram uma parceria estratégica. O objetivo é reforçar a transição energética da indústria de panificação em Portugal através do fornecimento de biometano com garantias de origem certificadas.

Este acordo marca a expansão da Goldenergy na introdução de gases renováveis no tecido industrial português, uma vez que a empresa já fornece biometano a setores como a cerâmica e o têxtil, além do turismo. O fornecimento à Panike foi reforçado em junho de 2026, com um aumento dos volumes adquiridos, representando atualmente cerca de 2% do consumo total de gás da empresa.

Henrique Soares, CEO e fundador da Panike, afirmou que “esta incorporação ecológica será implementada nas três unidades industriais da PANIKE – Maia, Santo Tirso e Tondela – e constitui mais um passo na estratégia de sustentabilidade da empresa.” Ele acrescentou que a utilização de biometano complementa os investimentos em eficiência energética e eletrificação, permitindo a descarbonização de processos produtivos que ainda dependem de energia térmica.

Miguel Checa, General Manager da Goldenergy, expressou o seu orgulho em apoiar a Panike na sua jornada rumo à neutralidade carbónica, destacando que a empresa já descarbonizou 15 empresas em Portugal através do biometano. Esta parceria representa a estreia da Goldenergy no abastecimento de biometano ao setor alimentar, alargando a sua quota de descarbonização industrial.

O biometano utilizado garante compatibilidade com as redes de transporte existentes, permitindo à Panike complementar a descarbonização do seu processo de fabrico sem a necessidade de investimentos adicionais em novos equipamentos ou alterações estruturais nas suas linhas de produção atuais.

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Seniores do Funchal fizeram desfile pela sustentabilidade no Mercado dos Lavradores

8 June 2026 at 17:43
A Câmara Municipal do Funchal  realizou, hoje, no Mercado dos Lavradores, um desfile de materiais reciclados, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente. O evento, que contou com o apoio da Unidade de Sensibilização Ambiental da autarquia, envolveu 31 participantes dos ginásios municipais da Barreirinha, de Santo António e de São Martinho, do […]

Porque o crescimento dos SUV eléctricos é um problema para o clima, a saúde e a equidade

4 June 2026 at 23:10
Governos e fabricantes automóveis apresentam os carros eléctricos como o futuro da mobilidade verde. Mas há uma tendência menos visível que põe esta narrativa em causa: os carros eléctricos estão a ficar maiores. A Agência Internacional de Energia informou recentemente que os modelos de maiores dimensões, incluindo os veículos utilitários desportivos (SUV), estão a ocupar uma fatia significativa dos mercados de automóveis eléctricos. Na China, os SUV eléctricos representaram mais de 60% das vendas de carros eléctricos em 2025. Na Europa, correspondiam a quase 75% dos modelos eléctricos vendidos em 2025. Nos EUA, a percentagem era ainda mais elevada, superando

‘Lagoa Wine Talks’ reúnem especialistas e agentes do setor para debater a sustentabilidade na vitivinicultura

4 June 2026 at 23:05

O Município de Lagoa promove, no próximo dia 6 de junho, pelas 17h00, no Convento de S. José, mais uma edição das Lagoa Wine Talks, uma conferência integrada no Lagoa Wine Show, dedicada à reflexão e partilha de conhecimento sobre o setor vitivinícola.  Sob o tema “Sustentabilidade na produção da vinha e do vinho”, o […]

Há uma cidade alemã que tem a sua própria moeda

By: ZAP
4 June 2026 at 15:30
Tudo começou como um projeto escolar para promover os negócios locais numa região remota da Baviera. Agora, a moeda “Chiemgauer” ajuda a reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa. Entre numa padaria ou livraria na zona de Chiemgau, na Baviera, e poderá ver um cliente a pagar com o que parece dinheiro de brincar — notas coloridas estampadas com gafanhotos, joaninhas e outros insetos. “Estima-se que 10 a 15% dos clientes paguem desta forma“, disse um livreiro à DW. Os habitantes locais chamam-lhe “Chiemgauer” e é uma moeda que eles próprios inventaram. Por mais peculiar que possa

Vilamoura Boat Show regressa dcom foco na inovação, sustentabilidade e experiências no Mar

3 June 2026 at 17:27

A Marina de Vilamoura volta a receber, entre os dias 6 e 14 de junho, a 29ª edição do Vilamoura Boat Show, um dos mais emblemáticos eventos náuticos realizados em Portugal. Ao longo de nove dias, visitantes, profissionais do setor e entusiastas da náutica poderão conhecer as mais recentes novidades do mercado, experimentar soluções inovadoras […]

Município de Olhão voltou a homenagear profissionais do mar nas comemorações do Dia do Pescador

3 June 2026 at 07:01

O Município de Olhão assinalou este domingo, 31 de maio, o Dia do Pescador, com uma cerimónia de homenagem aos profissionais ligados ao mar, numa iniciativa que decorreu no Auditório Municipal Maria Barroso e que reuniu pescadores, armadores, aquicultores, representantes do setor e população em geral.

A celebração teve início com a palestra “Valorização e Sustentabilidade de Recursos Marinhos Partilhados – O Caso do Atum em Portugal”, dedicada à reflexão sobre a preservação dos recursos marinhos e a sustentabilidade da atividade piscatória.

Seguiu-se a cerimónia de entrega de distinções, que reconheceu o contributo de homens e mulheres que diariamente ajudam a afirmar Olhão como uma referência nacional da economia do mar. 

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, destacou a importância estratégica do setor para o concelho e os desafios que enfrenta atualmente.

“O setor enfrenta hoje desafios concretos: alterações climáticas, custos de operação elevados, pressão sobre os recursos e uma renovação geracional que tarda. Mas a capacidade de adaptação e a resiliência sempre foram marcas dos olhanenses e é com essa convicção que o Município tem trabalhado para que a pesca e a aquacultura tenham futuro, competitividade e capacidade de atrair novas gerações, criando oportunidades e investimento”, afirmou.

O autarca sublinhou, ainda, que “Olhão continua a afirmar-se como referência nacional na economia azul, o que, para nós, é um orgulho”. Ricardo Calé aproveitou, igualmente, a ocasião para reforçar a necessidade de intervenção urgente nas infraestruturas do Porto de Pesca de Olhão.

“Continuaremos a lutar e exigir, quer da tutela, quer da Docapesca, que sejam efetuadas as reabilitações dos pontões de acesso às embarcações e do cais de combustível, fundamentais à segurança dos profissionais do setor que diariamente utilizam estas infraestruturas”, afirmou, acrescentando que o Município já manifestou disponibilidade para colaborar na requalificação dos acessos e no processo de renovação e modernização do porto, que completou recentemente 70 anos.

Os distinguidos na edição de 2026 do Dia do Pescador foram:

– Arrasto – Novo Peixe de Ouro;

– Cerco – Selma;

– Polivalente Local – VIP, Até Já, Vencedor e Mãezinha;

– Polivalente Costeira – Mar Bravo e André Sousa;

– Armação – Tunipex e Real Atunara;

– Aquicultura e Moluscicultura – Relíquias da Paisagem e José Manuel Prata;

– Mariscador Apeado – José da Cruz de Brito Amador;

– Mulher na Pesca – Alcina Sousa;

– Mulher na Aquicultura – Anabela Maria Arrais Pereira;

– Pescador Mais Antigo – Manuel Bruno Gouveia Carrada;

– Pescador Mais Novo – Tiago Fernando Pereira Sousa;

– Pescador em Progressão – Dinis Gonçalves Matos;

– Homem na Indústria Conserveira – Mário Rodrigues Soares;

– Mulher na Indústria Conserveira – Maria Fátima Sousa dos Santos;

– Prémio Mérito – Maria Alexandra Anica Teodósio;

– Prémio Carreira – António Valeriano Picoito Rolão.

As comemorações terminaram com uma demonstração de ronqueio de atum e uma degustação, proporcionando aos participantes uma experiência ligada às tradições marítimas e gastronómicas que fazem parte da identidade de Olhão.

Com esta iniciativa, o Município voltou a prestar homenagem aos profissionais do mar e a reafirmar o seu compromisso com um setor que continua a desempenhar um papel fundamental na economia, cultura e identidade do concelho.

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