Carros mais vendidos na China sem modelos a gasolina

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
A BYD lançou um novo modelo elétrico para o mercado brasileiro chamado de Sealion 7. O SUV 100% elétrico tem mais de 4,80 metros de comprimento e desempenho de esportivo. Com preço de R$ 339.990, a reportagem da CNN Brasil separou algumas opções de carros para comprar com esse valor.
O BYD Sealion 7 tem 531 cv de potência, 70,3 kgfm de torque e pode rodar 360 km com uma carga completa. Com essa mecânica, o SUV atinge os 100 km/h em 4,5 segundos e a velocidade máxima é de 215 km/h.
Com esse valor do SUV, uma opção semelhante é o Volvo EC40. O modelo da marca sueca parte de R$ 334.950. A configuração perde na potência, que conta com 238 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos.
A vantagem fica por conta da autonomia. Segundo o Inmetro, o Volvo EC40 pode rodar 385 km com uma carga completa, superando o número do BYD Sealion 7. Em termos de tamanho, contudo, a vantagem fica para o modelo chinês.

Um outro SUV chinês que é posicionado no mesmo patamar do Sealion 7 é o GAC Hyptec HT. Com preço de R$ 314.990, o modelo entrega mais autonomia elétrica.
Na versão Elite, de entrada, são 431 km de autonomia elétrica com uma única carga. O SUV da GAC também é superior em algumas dimensões. Tem 4,93 metros de comprimento (+10 cm), 1,92 de largura e 2,93 metros na distância entre os eixos. O porta-malas tem 670 litros — O BYD tem 500 L.

Com R$ 10 mil a mais no bolso, uma outra alternativa é o Chevrolet Equinox EV. O SUV elétrico tem 304 cv de potência (menos que o Sealion 7), mas ganha com grande vantagem no alcance elétrico.
Segundo dados do Inmetro, o Equinox EV consegue rodar 443 km com uma única carga de bateria completa.
Com os 443 quilômetros de autonomia, a velocidade de recarga é de até 22 kW (AC) e 150 kW (DC). Em apenas 10 minutos nesta última, o motorista pode somar 130 km de autonomia.
No porte, o Equinox é bem semelhante ao Sealion 7. São 4.840 mm de comprimento, 1.954 mm de largura, 1,64 metro de altura e 2.336 kg. O entre-eixos tem 2,95 metros.

Saúde da bateria é o novo “km” do carro elétrico usado; entenda





Os dados, divulgados nesta terça-feira (2), são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A entidade leva em conta as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários novos.
Notícias relacionadas:
“O setor segue em trajetória positiva e demonstra o resultado dos programas como Carro Sustentável e Move Brasil. A demanda permanece consistente e responde a incentivos que reduzem preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que o nosso setor é extremamente dependente de crédito, renda, confiança do consumidor, além da previsibilidade para investimentos”, destacou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
De acordo com a Fenabrave, os veículos que foram incluídos no Programa Carro Sustentável, do governo do Brasil, tiveram aumento nas vendas de 31,4% em relação ao período anterior à implementação do programa.
A comparação foi feita entre o período de 11 de julho de 2025 a 31 de maio de 2026, depois do início do programa, frente a 11 de julho de 2024 a 31 de maio de 2025, antes do início.
Os segmentos de veículos e comerciais leves híbridos e também os veículos e comerciais leves elétricos puros foram os que apresentaram maiores crescimentos nas vendas nos primeiros cinco meses do ano, em comparação a igual período de 2025.
Com crescimento de 77,9% nesse comparativo, os automóveis e comerciais leves híbridos já somam 121.110 veículos vendidos até maio, contra 68.056 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado.
Os elétricos puros tiveram 69.347 unidades vendidas no acumulado do ano, até maio, contra 24.635 comercializadas no mesmo período de 2025, registrando crescimento de 181,5% nos cinco primeiros meses do ano.
A alta chega a 201,3% se for considerado o comparativo de vendas de maio deste ano com maio de 2025.
“O mercado de elétricos segue em expansão, e agora vive uma fase de consolidação no Brasil. A evolução depende não apenas da oferta de veículos, mas também de infraestrutura, informação ao consumidor e previsibilidade regulatória”, ressaltou o presidente da Fenabrave.