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IA para criar enzimas que degradam plásticos

10 June 2026 at 00:36
Doutorado em Química pela Universidade do Porto, Alexandre Pinto usa inteligência artificial para desenhar enzimas que degradam plásticos, com foco no PET e outras classes.

© LUÍS MIGUEL FONSECA/LUSA

De todos os plásticos produzidos, apenas 0,1% são reciclados com métodos químicos

A dura missão de um barco para tirar montanhas de lixo do Rio Pinheiros

10 June 2026 at 01:48

Considerado o principal afluente do Tietê, o canal do Rio Pinheiros tem enfrentado problemas históricos com esgoto clandestino, carga orgânica elevada e toneladas de lixo, por cerca dos 25 quilômetros que percorre pela cidade de São Paulo.

Ao todo, diariamente cerca de cem toneladas de lixo são retiradas diariamente. O processo de dragagem é feito por barco que auxilia em todo processo, desde a ‘escavação’ dos resíduos profundos, até mesmo empurrar a embarcação com três vezes o seu tamanho. O custo mensal é de cerca de R$ 5 milhões.

A CNN Brasil teve acesso, em primeira mão, ao novo plano do Governo de São Paulo, que promete aumentar em 20% a coleta do lixo flutuante e aumentar de oito para onze, o total de embarcações atuando diariamente ao longo do canal Pinheiros.

“A estrutura será composta por cinco conjuntos formados por embarcação e retroescavadeira embarcada, responsáveis pela retirada dos resíduos acumulados nas barreiras flutuantes, além de seis barcos menores”, segundo plano detalhado da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de SP).

Com o objetivo de tratar a poluição, o programa governamental é realizado pela SP Águas (Agência de Águas do Estado de São Paulo).

Para especialistas todo processo ainda é tímido e abaixo do ideal. “A qualidade da água tem se mantido numa qualidade péssima, sempre sendo um dos piores pontos de monitoramento dos relatórios que a SOS Mata Atlântica lança anualmente”, alerta Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica.

Ações em conjuntas são necessárias, segundo Veronesi: “Precisa de um esforço ainda maior, porque o desafio é gigante. Precisa realmente de muito mais ação, tanto do parte da população, mas principalmente por parte do governo do Estado, da Sabesp e também das empresas privadas”.

Processo de limpeza

Ao longo de todo processo desenfreado de urbanização da cidade no século XX, toda bacia hidrográfica do Pinheiros foi prejudicada. Idealmente toda água que desembocasse no canal, deveria ser tratada antes, mas ligações irregulares e clandestinas sufocam o rio há décadas.  

“Os resíduos flutuantes são compostos, principalmente, por lixo, vegetação aquática e materiais transportados pela correnteza, como galhos, troncos e outros detritos que permanecem na superfície da água. Já os resíduos retirados do fundo do canal correspondem, predominantemente, aos sedimentos acumulados no leito, como areia, silte e lodo, podendo também conter resíduos sólidos depositados ao longo do tempo”, informou a assessoria da SP Águas à CNN Brasil.

Após as coletas, os resíduos são encaminhados para o Essencis, considerado o maior aterro sanitário do Brasil, localizado no município de Caieiras (SP).

Metas do programa

As ações realizadas no Canal do Rio Pinheiros têm como objetivos promover a remoção contínua de resíduos flutuantes e sedimentos acumulados.

À CNN Brasil, a SP Águas explicou que o Canal do Rio Pinheiros conta com um canal de navegação mantido pelos serviços de desassoreamento, com profundidade aproximada de 1,5 metro ao longo do eixo do leito, permitindo a circulação de embarcações. A manutenção dessas condições depende da continuidade das ações de limpeza e desassoreamento.

Já em relação ao uso comum para população, não há previsão, apenas afirmação de investimento assegurado até 2029, voltados à ampliação do saneamento e à recuperação dos rio.

 

Questionada sobre a questão de ligações clandestinas que prejudicam a qualidade da água, a SP Águas explicou que a responsabilidade é  da concessionária responsável pelos serviços de saneamento na região.

“A melhoria da qualidade da água é resultado de um conjunto de ações integradas que envolvem diferentes órgãos e instituições públicas, cada um atuando dentro de suas competências. No caso específico da identificação e regularização de ligações clandestinas de esgoto, essa atividade é de responsabilidade da concessionária responsável pelos serviços de saneamento na região, atualmente a Sabesp.”, diz trecho do posicionamento do órgão.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

IA para criar enzimas que degradam plásticos

10 June 2026 at 00:36
Doutorado em Química pela Universidade do Porto, Alexandre Pinto usa inteligência artificial para desenhar enzimas que degradam plásticos, com foco no PET e outras classes.

© LUÍS MIGUEL FONSECA/LUSA

De todos os plásticos produzidos, apenas 0,1% são reciclados com métodos químicos

Gaia prorroga contrato de recolha e limpeza de lixo

8 June 2026 at 23:37
A Águas de Gaia, que representa o município no contrato com a Suma, destacou a necessidade de assegurar, sem qualquer interrupção, a prestação da recolha de lixo, sendo um serviço público essencial.

© ESTELA SILVA/LUSA

O processo de lançamento de um novo concurso terá consumido demasiado tempo para produzir efeitos a partir de 8 de julho

Foto de acampamento no Everest expõe lixo e gera críticas à superlotação

Uma imagem compartilhada pela alpinista russa Angelina Angelova chamou atenção nas redes sociais ao mostrar a quantidade de resíduos acumulados no Acampamento IV do Monte Everest. Localizado a 7.900 metros de altitude, o ponto é a última parada dos escaladores antes da subida final ao cume da montanha.

Ao divulgar a foto, Angelova destacou que os materiais espalhados ao redor das barracas seriam vestígios deixados por expedições anteriores. A publicação rapidamente viralizou e gerou milhares de comentários cobrando medidas mais rígidas para preservar a região.

A repercussão reacendeu críticas sobre a crescente presença humana no Everest. Em maio deste ano, o lado nepalês da montanha registrou um recorde: 274 pessoas alcançaram o topo em um único dia. Ao longo da temporada, o Nepal emitiu 494 permissões de escalada, cada uma vendida por cerca de US$ 15 mil.

Registro feito a quase 8 mil metros de altitude mostra resíduos espalhados no último acampamento | Foto: Reprodução/Instagram

Especialistas alertam que o aumento do fluxo de visitantes contribui não apenas para o acúmulo de lixo, mas também para congestionamentos perigosos na chamada “zona da morte”, área próxima ao cume onde a concentração de oxigênio é extremamente baixa.

Nos últimos anos, o governo nepalês tem adotado iniciativas para minimizar os impactos ambientais. Dados do Exército do Nepal apontam que mais de 110 toneladas de resíduos foram retiradas das montanhas entre 2019 e 2023 por meio de campanhas de limpeza.

Outro desafio enfrentado pelas autoridades é o descarte de dejetos humanos. Desde 2024, os escaladores são obrigados a utilizar sacos específicos para armazenar as fezes e transportá-las de volta ao final da expedição. A medida foi criada para reduzir a contaminação em uma das regiões mais visitadas do Himalaia.

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