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Crise climática é o pior desafio da história humana, diz cientista

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A humanidade nunca enfrentou um desafio tão grande como a crise climática. Ainda assim, muitos parecem não ter entendido ainda a gravidade do problema, alertou o escritor e neurobiólogo italiano Stefano Mancuso nessa terça-feira (9), durante a inauguração do Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ (CCCS) e da Galeria VÃO, no Rio de Janeiro.

"A crise climática é o problema mais grave que a humanidade já enfrentou em toda a sua história. Não se trata de uma crise passageira ou de um ciclo natural superável. Estamos diante de um risco real de extinção da nossa própria espécie se não mudarmos radicalmente a nossa relação com o planeta", lembrou o cientista.

Notícias relacionadas:

Para Mancuso, a obsessão da humanidade em enxergar apenas a si mesma e ignorar a dependência em relação ao reino vegetal é uma das maiores ameaças à sobrevivência do planeta.

"Viver sob uma lógica de monocultura humana, como se pudéssemos existir isolados das outras espécies e sem depender diretamente delas, é uma ilusão perigosa que está nos conduzindo ao colapso", afirmou o cientista.

Professor da Universidade de Florença, Mancuso é uma das maiores referências mundiais em neurobiologia vegetal. Suas obras são publicadas no país pela Ubu Editora, que conta com os títulos A revolução das plantas — vencedor do Prêmio Galileo de divulgação científica em 2018 —, A incrível viagem das plantasA planta do mundoNação das plantas e Fitópolis.

Ciência x opinião

Mancuso defendeu o papel do conhecimento acadêmico diante das transformações climáticas globais e criticou negacionistas que relativizam dados científicos sobre o aquecimento global.

"É uma tremenda estupidez tratar a ciência como se fosse apenas uma opinião, especialmente quando estamos discutindo a crise climática. A ciência trabalha com fatos, evidências e dados consolidados, não com pontos de vista subjetivos que podem ser aceitos ou descartados ao gosto de cada um", afirmou.

Como alternativa prática para conter o aquecimento urbano, o pesquisador defendeu medidas urgentes de renaturalização, como a substituição do asfalto por alternativas verdes. Segundo ele, é preciso agir rapidamente para remover coberturas impermeáveis e arborizar as cidades em massa.

"Temos que retirar 20% das ruas e do asfalto das cidades para dar espaço às plantas. As administrações municipais que fizerem isso primeiro serão as que vão evitar milhões de mortes e poupar gastos econômicos colossais. As outras serão obrigadas a fazê-lo daqui a dez anos, sob regime de emergência, gastando dez vezes mais e carregando na consciência as mortes que poderiam ter sido evitadas", concluiu.

Cidades na floresta

Para ilustrar que a convivência equilibrada entre a urbanização e a natureza é possível, o cientista citou as antigas civilizações na Amazônia.

"As cidades antigas da Amazônia nos mostram um caminho fascinante. Elas não destruíam a floresta para existir: eram criadas dentro da própria floresta, em conexão íntima com ela. É a prova histórica de que o ser humano é capaz de projetar espaços habitáveis que coexistem com a biodiversidade, em vez de aniquilá-la como fazemos na arquitetura moderna", disse.

Como os vegetais representam a maioria da biomassa do planeta, o neurobiólogo sustenta que a sobrevivência humana depende da capacidade de compreender as plantas não como recursos passivos, mas como sujeitos inteligentes.

De acordo com as pesquisas de Mancuso, as plantas apresentam inteligência descentralizada e cooperativa. A tomada de decisões no reino vegetal ocorre de maneira distribuída por todo o organismo, principalmente em suas raízes. Esse modelo horizontal é apontado pelo autor como uma lição de organização coletiva para as sociedades humanas frente às crises contemporâneas.

Caminho dos tribunais

O cientista italiano também apontou caminhos práticos para forçar governantes e grandes corporações a adotarem uma agenda verde real, destacando que o ativismo puramente discursivo não é suficiente.

"Os tribunais têm hoje papel fundamental para garantir que as mudanças aconteçam. A via jurídica, por meio de processos contra governos omissos e empresas poluidoras, tem se mostrado um dos instrumentos mais eficientes e realistas que temos para exigir o cumprimento de metas climáticas e a preservação do meio ambiente", argumentou.

Exposição

Durante visita ao Rio de Janeiro, o escritor inaugurou a primeira exposição da Galeria VÃO, intitulada "Revolução das Plantas" em homenagem a um de seus livros.

A mostra reúne fotografias, instalações, pinturas e gravuras de artistas brasileiros, como Luiz Zerbini, Castiel Vitorino Brasileiro, Ana Kemper, Beta Azevedo, Isa Muriá, Moara Tupinambá, Renata Padovan e Rosana Palazyan, que exploram as intersecções entre natureza e tecnologia. A visitação pública é gratuita e ocorre de terça a domingo, das 10h às 17h.

De acordo com Moises Nascimento, coordenador do CCCS, o novo corredor cultural, vizinho de instituições como o CCBB e os museus de Arte do Rio (MAR) e do Amanhã, busca aproximar a sociedade da produção científica por meio da sensibilidade artística.

“A galeria nasce do desejo institucional de criar um espaço que cultive, na mesma proporção, a mediação e divulgação do conhecimento científico, a fruição artística e a reflexão crítica, fios costurados a partir do diálogo entre os programas Cultura e Educação do Sesc RJ, no intuito de pensar mundos contemporâneos nos quais caibam outros mundos, bem como as diversas formas de habitá-los”, disse ele.

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Crise climática é o pior desafio da história humana, diz cientista

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A humanidade nunca enfrentou um desafio tão grande como a crise climática. Ainda assim, muitos parecem não ter entendido ainda a gravidade do problema, alertou o escritor e neurobiólogo italiano Stefano Mancuso nessa terça-feira (9), durante a inauguração do Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ (CCCS) e da Galeria VÃO, no Rio de Janeiro.

"A crise climática é o problema mais grave que a humanidade já enfrentou em toda a sua história. Não se trata de uma crise passageira ou de um ciclo natural superável. Estamos diante de um risco real de extinção da nossa própria espécie se não mudarmos radicalmente a nossa relação com o planeta", lembrou o cientista.

Notícias relacionadas:

Para Mancuso, a obsessão da humanidade em enxergar apenas a si mesma e ignorar a dependência em relação ao reino vegetal é uma das maiores ameaças à sobrevivência do planeta.

"Viver sob uma lógica de monocultura humana, como se pudéssemos existir isolados das outras espécies e sem depender diretamente delas, é uma ilusão perigosa que está nos conduzindo ao colapso", afirmou o cientista.

Professor da Universidade de Florença, Mancuso é uma das maiores referências mundiais em neurobiologia vegetal. Suas obras são publicadas no país pela Ubu Editora, que conta com os títulos A revolução das plantas — vencedor do Prêmio Galileo de divulgação científica em 2018 —, A incrível viagem das plantasA planta do mundoNação das plantas e Fitópolis.

Ciência x opinião

Mancuso defendeu o papel do conhecimento acadêmico diante das transformações climáticas globais e criticou negacionistas que relativizam dados científicos sobre o aquecimento global.

"É uma tremenda estupidez tratar a ciência como se fosse apenas uma opinião, especialmente quando estamos discutindo a crise climática. A ciência trabalha com fatos, evidências e dados consolidados, não com pontos de vista subjetivos que podem ser aceitos ou descartados ao gosto de cada um", afirmou.

Como alternativa prática para conter o aquecimento urbano, o pesquisador defendeu medidas urgentes de renaturalização, como a substituição do asfalto por alternativas verdes. Segundo ele, é preciso agir rapidamente para remover coberturas impermeáveis e arborizar as cidades em massa.

"Temos que retirar 20% das ruas e do asfalto das cidades para dar espaço às plantas. As administrações municipais que fizerem isso primeiro serão as que vão evitar milhões de mortes e poupar gastos econômicos colossais. As outras serão obrigadas a fazê-lo daqui a dez anos, sob regime de emergência, gastando dez vezes mais e carregando na consciência as mortes que poderiam ter sido evitadas", concluiu.

Cidades na floresta

Para ilustrar que a convivência equilibrada entre a urbanização e a natureza é possível, o cientista citou as antigas civilizações na Amazônia.

"As cidades antigas da Amazônia nos mostram um caminho fascinante. Elas não destruíam a floresta para existir: eram criadas dentro da própria floresta, em conexão íntima com ela. É a prova histórica de que o ser humano é capaz de projetar espaços habitáveis que coexistem com a biodiversidade, em vez de aniquilá-la como fazemos na arquitetura moderna", disse.

Como os vegetais representam a maioria da biomassa do planeta, o neurobiólogo sustenta que a sobrevivência humana depende da capacidade de compreender as plantas não como recursos passivos, mas como sujeitos inteligentes.

De acordo com as pesquisas de Mancuso, as plantas apresentam inteligência descentralizada e cooperativa. A tomada de decisões no reino vegetal ocorre de maneira distribuída por todo o organismo, principalmente em suas raízes. Esse modelo horizontal é apontado pelo autor como uma lição de organização coletiva para as sociedades humanas frente às crises contemporâneas.

Caminho dos tribunais

O cientista italiano também apontou caminhos práticos para forçar governantes e grandes corporações a adotarem uma agenda verde real, destacando que o ativismo puramente discursivo não é suficiente.

"Os tribunais têm hoje papel fundamental para garantir que as mudanças aconteçam. A via jurídica, por meio de processos contra governos omissos e empresas poluidoras, tem se mostrado um dos instrumentos mais eficientes e realistas que temos para exigir o cumprimento de metas climáticas e a preservação do meio ambiente", argumentou.

Exposição

Durante visita ao Rio de Janeiro, o escritor inaugurou a primeira exposição da Galeria VÃO, intitulada "Revolução das Plantas" em homenagem a um de seus livros.

A mostra reúne fotografias, instalações, pinturas e gravuras de artistas brasileiros, como Luiz Zerbini, Castiel Vitorino Brasileiro, Ana Kemper, Beta Azevedo, Isa Muriá, Moara Tupinambá, Renata Padovan e Rosana Palazyan, que exploram as intersecções entre natureza e tecnologia. A visitação pública é gratuita e ocorre de terça a domingo, das 10h às 17h.

De acordo com Moises Nascimento, coordenador do CCCS, o novo corredor cultural, vizinho de instituições como o CCBB e os museus de Arte do Rio (MAR) e do Amanhã, busca aproximar a sociedade da produção científica por meio da sensibilidade artística.

“A galeria nasce do desejo institucional de criar um espaço que cultive, na mesma proporção, a mediação e divulgação do conhecimento científico, a fruição artística e a reflexão crítica, fios costurados a partir do diálogo entre os programas Cultura e Educação do Sesc RJ, no intuito de pensar mundos contemporâneos nos quais caibam outros mundos, bem como as diversas formas de habitá-los”, disse ele.

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Quercus é parceira do primeiro filme português comcertificação ambiental internacional Green Film

A Quercus associou-se à produtora Wonder Maria no apoio à divulgação da longa-metragem “18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, o primeiro filme português a obter a certificação ambiental internacional Green Film, que estreia no
feriado do dia de Portugal dia 10 de junho, nas salas NOS.

Esta parceria nasce do reconhecimento de um projeto cinematográfico que, para além de abordar na sua narrativa a relação entre o ser humano, o território e as alterações climáticas, integrou práticas concretas de sustentabilidade ao longo de todo o processo de
produção, desde a conceção até à rodagem.

Além disso, parte da receita de bilheteira ajudará a Quercus na reflorestação de áreas afetadas pelos incêndios, com 1% dos lucros da produtora Wonder Maria a reverter para o projeto Criar Bosques.

Para a Quercus, este filme constitui um exemplo relevante de como a criação artística pode contribuir para a sensibilização ambiental, promovendo o debate público sobre os impactos das alterações climáticas, a transformação do território e a forma como as comunidades se relacionam com os lugares que habitam.

Esta colaboração aproxima a cultura, o cinema e a ação ambiental, reconhecendo o papel da arte enquanto ferramenta de reflexão,
mobilização e transformação social.

“18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, é uma coprodução entre Portugal, Itália e Argentina e integrou seleções oficiais de festivais internacionais como Tallinn e Mar del Plata, estando igualmente confirmado na seleção oficial do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara.

É o primeiro filme português a obter a certificação ambiental internacional Green Film, distinção que reconhece práticas sustentáveis implementadas em produções audiovisuais. Este reconhecimento foi destacado pela Portugal Film Commission, no âmbito do programa PIC Portugal.

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El Mundial de la contradicción climática: el primero con pausas obligatorias por el calor patrocinado por la mayor petrolera del mundo

El Mundial de fútbol que comienza este jueves será el más largo de la historia, además del más mercantilizado. Pero, además, será el primero en el que se obligará a realizar dos pausas (a mitad de cada tiempo) para la hidratación de los jugadores debido a las amenazas de altas temperaturas que se esperan en las 16 sedes (repartidas por México, Estados Unidos y Canadá). ¿Y si se aprovecharan parte de los tres minutos que durarán las pausas para explicar cómo el cambio climático está detrás de un aumento de las temperaturas extremas? Porque este gran espectáculo deportivo, organizado por la FIFA, no es ajeno a los impactos del calentamiento global.

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© Andrew Milligan - PA Images (PA Images via Getty Images)

Jugadores de la selección de Escocia durante la pausa para hidratación del partido amistoso en New Jersey, EE UU, este lunes.
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Justiça determina fechamento de lixão clandestino em Jacarepaguá

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A Justiça do Rio determinou a paralisação das atividades de um lixão clandestino na comunidade do Outeiro, em Jacarepaguá. A decisão liminar, a pedido do Ministério Público estadual, proíbe ainda a criação de animais no local.

A medida também determina que o estado e o município do Rio de Janeiro apresentem um plano integrado de atuação para conter os danos ambientais e prevenir novos despejos irregulares.

Notícias relacionadas:

Além disso, deverão remover todo o material descartado na área e garantir destinação adequada aos resíduos.

A ação civil pública foi ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural da Capital. 

Segundo a ação, o lixão foi instalado de forma irregular pelos proprietários de um imóvel próximo e, há vários anos, recebe descarte de resíduos de todos os tipos, sem nenhum controle ou licença ambiental.

O local é usado por empresas de transporte de resíduos e de aluguel de caçambas para entulho da construção civil. A prática irregular tem provocado ainda desmatamento e contaminação do solo. 

As investigações também identificaram o funcionamento de uma marmoraria sem licença ambiental na área, além da criação inadequada de animais, como porcos e galos.

O objetivo da decisão é interromper a degradação ambiental provocada pelo lixão e reduzir os riscos à população local, especialmente os relacionados à saúde pública e à possibilidade de explosões causadas pelo acúmulo de gás metano no subsolo da área.

Vistoria

A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) já vistoriam o lugar. Uma medida a ser adotada seria a construção de muros em duas entradas para impedir o acesso de caminhões com entulho de obra e lixo.

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Justiça determina fechamento de lixão clandestino em Jacarepaguá

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A Justiça do Rio determinou a paralisação das atividades de um lixão clandestino na comunidade do Outeiro, em Jacarepaguá. A decisão liminar, a pedido do Ministério Público estadual, proíbe ainda a criação de animais no local.

A medida também determina que o estado e o município do Rio de Janeiro apresentem um plano integrado de atuação para conter os danos ambientais e prevenir novos despejos irregulares.

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Além disso, deverão remover todo o material descartado na área e garantir destinação adequada aos resíduos.

A ação civil pública foi ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural da Capital. 

Segundo a ação, o lixão foi instalado de forma irregular pelos proprietários de um imóvel próximo e, há vários anos, recebe descarte de resíduos de todos os tipos, sem nenhum controle ou licença ambiental.

O local é usado por empresas de transporte de resíduos e de aluguel de caçambas para entulho da construção civil. A prática irregular tem provocado ainda desmatamento e contaminação do solo. 

As investigações também identificaram o funcionamento de uma marmoraria sem licença ambiental na área, além da criação inadequada de animais, como porcos e galos.

O objetivo da decisão é interromper a degradação ambiental provocada pelo lixão e reduzir os riscos à população local, especialmente os relacionados à saúde pública e à possibilidade de explosões causadas pelo acúmulo de gás metano no subsolo da área.

Vistoria

A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) já vistoriam o lugar. Uma medida a ser adotada seria a construção de muros em duas entradas para impedir o acesso de caminhões com entulho de obra e lixo.

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Em apenas dois meses, já foram recolhidas mais de 10 milhões de embalagens: “Participação expressiva”

O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) recolheu mais de 10 milhões de embalagens desde que entrou em funcionamento, há dois meses, nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ distribuídos por todo o país, anunciou hoje a entidade gestora.

Em comunicado, a SDR Portugal – associação sem fins lucrativos responsável pela implementação e gestão do sistema, operacional desde 10 abril, – considera que “este marco, alcançado ainda na fase de transição da operação, demonstra a efetiva adesão inicial dos cidadãos à ‘Volta’”.

“10 de junho, 10 milhões de habitantes, 10 milhões de embalagens devolvidas: uma coincidência simbólica que assinala a adesão dos consumidores à ‘Volta’”, enfatiza.

O sistema permite aos consumidores recuperarem o valor de depósito de 10 cêntimos por embalagem pago no ato da compra de garrafas e latas de uso único, de plástico, metal e alumínio e inferiores a três litros, mediante a sua devolução nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ existentes em Portugal continental, Açores e Madeira, número que deverá aumentar para mais de 3.000 nos próximos meses.

A estes, juntam-se 50 quiosques ‘Volta’, sobretudo em zonas com forte presença do setor da hotelaria, restauração e cafetaria.

Média de uma embalagem por cidadão

Para a SDR Portugal, este resultado “assume particular relevância tendo em conta que o sistema se encontra ainda numa fase de transição, com a entrada progressiva no mercado de embalagens identificadas com o símbolo ‘Volta’”.

“O valor alcançado – 10.006.067 embalagens recolhidas em apenas dois meses – reflete a participação expressiva dos consumidores e o compromisso das entidades aderentes ao SDR na estabilização de uma rede de recolha nacional, operacional e eficiente”, sustenta.

Citado no comunicado, o presidente da SDR Portugal destaca que este número “corresponde, em média, a uma embalagem devolvida por cada cidadão, mas representa muito mais do que um marco estatístico”.

“Estamos a assistir ao início de uma mudança de comportamentos e confiantes de que Portugal seguirá o percurso dos sistemas de depósito e reembolso mais bem-sucedidos da Europa, contribuindo para o cumprimento das exigentes metas europeias de circularidade e sustentabilidade”, afirma Leonardo Mathias.

Os dados de operação hoje divulgados indicam que as devoluções acontecem com maior frequência ao fim de semana, em especial aos domingos, no que a SDR Portugal diz evidenciar “a adaptação progressiva do sistema às rotinas da população”.

Até 09 de agosto, o sistema encontra-se num período de transição, em que coexistem no mercado embalagens com e sem o símbolo ‘Volta’, à medida que os produtos disponíveis vão sendo progressivamente substituídos pelas novas embalagens integradas na operação.

Assim, a aquisição de embalagens sem o símbolo ‘Volta’ não envolve o pagamento do valor de depósito associado, pelo que estas também não são aceites pelo sistema, devendo antes ser encaminhadas para os respetivos ecopontos.

Os pontos automáticos ‘Volta’ existentes nos supermercados e hipermercados e os quiosques reconhecem as embalagens elegíveis e permitem a devolução do valor de depósito sob diversas formas: vale convertível em numerário, vale de desconto no ponto de venda, carregado num cartão de fidelização ou através de outras soluções digitais, ainda em desenvolvimento. É também possível optar pela doação a instituições de cariz social.

As embalagens podem ser devolvidas em qualquer ponto ou quiosque, independentemente do local de compra, podendo também as embalagens adquiridas em estabelecimentos como cafés, restaurantes ou bares ser entregues nesses locais.

Para serem abrangidas, as garrafas e latas devem conter o símbolo ‘Volta’, o código de barras legível, estar vazias, não amolgadas ou amachucadas e, no caso das garrafas, com tampa.

Segundo destaca a entidade gestora, o SDR é “essencial para que Portugal cumpra as metas europeias de recolha seletiva e reciclagem de embalagens de bebidas de uso único, incluindo o objetivo de atingir 90% de recolha até 2029”.

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Vila Verde lança novo concurso público para recolha do lixo por 13,8 milhões

A Câmara Municipal de Vila Verde vai apreciar, esta quinta-feira, a proposta de abertura de um novo concurso público, com publicitação internacional, para a recolha do lixo no concelho com um preço base de 13,8 milhões de euros.

Recorde-se que, em abril, a Câmara aprovou o acordo para a rescisão do contrato com a Luságua, de prestação do serviço de recolha e gestão de resíduos sólidos urbanos no concelho, no valor de oito milhões de euros.

A rescisão deveu-se ao “reconhecimento da incapacidade da empresa em cumprir integralmente o caderno encargos pelo preço que propôs no âmbito do respetivo concurso público”, justificou, na altura, a autarquia.

Agora, em comunicado, a Câmara de Vila Verde adianta que o objetivo “é que o novo concurso público assegure a melhoria do serviço de lixo indiferenciado nas freguesias e promova já “a transição para uma economia circular, por forma a privilegiar a reciclagem e reutilização, assim como diminuir a produção e deposição de resíduos”.

O regulamento para o novo concurso atribui particular importância à avaliação da “capacidade técnica e financeira dos candidatos”, tendo em vista assegurar que os potenciais vencedores tenham condições para executar o serviço proposto.

O vereador do ambiente, Carlos Tiago Alves, invoca a “complexidade técnica do objeto contratual e os riscos operacionais inerentes à prestação dos serviços de recolha de resíduos urbanos”, para justificar a necessidade de “assegurar que apenas aqueles que demonstrem possuir os requisitos exigidos possam apresentar proposta”.

Citado no comunicado, o autarca reconhece que “a experiência adquirida na execução do contrato anterior” pesou na decisão de recorrer ao “Concurso Limitado por Prévia Qualificação”, a par da natureza dos serviços a contratar e do valor estimado – 1.381.900 euros anuais, por um período de 10 anos.

O preço base do procedimento – que será ainda sujeito à apreciação da Assembleia Municipal de 19 de junho – foi determinado com recurso “à análise dos custos históricos do serviço, aos valores de mercado observados para prestações equivalentes, aos elementos recolhidos junto de entidades do setor e ao estudo de avaliação custo-benefício elaborado para o efeito”.

Carlos Tiago Alves faz ainda questão de reiterar o compromisso do município com os objetivos do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030 (PERSU 2030), atendendo às metas em matéria de “recolha seletiva, valorização de resíduos e redução da deposição em aterro, através da adoção de modelos de gestão mais eficientes e sustentáveis”.

Entre os 37 assuntos a apreciar na reunião de Câmara desta quinta-feira, incluem-se ainda o projeto de execução da requalificação da Escola Básica Monsenhor de Araújo e novos investimentos na modernização do sistema de abastecimento de água, para além de diversos protocolos com as freguesias, na área do ambiente e limpezas, dos transportes escolares e obras.

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Preocupación en Madrid por el cambio de sabor y olor del agua: expertos y catadores explican por qué es “tan buena”

La conmoción de los madrileños ha sido total desde que su agua no sabe de la misma manera. Mientras el Papa daba una misa en Cibeles frente a más de un millón de personas la mañana de este domingo, miles de madrileños se levantaban y, al beber su primer vaso de agua del día, descubrían un fuerte sabor y olor. Algunos lo describían como de exceso de cloro, otros como salida de un “hospital” o con gusto a plástico. Uno de los primeros comentarios que se publicaron en la red social X, donde los usuarios se lanzaron a la catarsis, fue el siguiente: “Soy el único al que le ha parecido que el agua de Madrid cambió hoy de ‘sabor’ y ahora huele y sabe como si le metieras un chupo al agua de una manguera...”. A partir de ahí, el agua madrileña comenzó a centrar la conversación en la medida en que el extraño sabor y olor se acentuaba. Para la mañana del lunes, la discusión no había acabado.

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© Diego Radamés (Europa Press)

Una mujer bebe agua en una fuente de Madrid. Foto de archivo.
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A subida do nível do mar está a acelerar. O principal factor não é o que se imaginava

Uma reavaliação aprofundada de dados científicos revelou que o ritmo de subida do nível do mar está a acelerar e o principal factor poderá ser simplesmente o processo conhecido como expansão térmica. Embora o degelo dos glaciares e a redução das camadas de gelo sejam habitualmente apontados como factores que contribuem para a subida gradual do nível do mar, a expansão lenta e contínua dos oceanos passa muitas vezes despercebida. No entanto, um novo estudo, recentemente publicado na revista Science Advances, mostra que é precisamente este fenómeno a principal causa da subida do nível do mar em todo o mundo.

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Ancora un’aggressione al Parco delle Foreste Casentinesi. E la politica plaude

di Enza Plotino

Un Pichetto Fratin al giorno leva il Parco di torno. Una boutade? Macché! Una desolante constatazione quando si entra nel merito di decisioni che stanno smantellando il sistema delle aree protette, anziché migliorarlo. Ogni giorno una spina. Oggi è il turno del Parco nazionale delle Foreste Casentinesi, già aggredito pesantemente e snaturato progressivamente da una destra negazionista ambientale assetata di poltrone, che è al centro di proposte di interventi radicali, in contrasto con il Piano del Parco, che modificherebbero profondamente un’area naturale già gravemente compromessa dagli appetiti locali.

C’è già una diga, dagli anni 70, quella di Ridracoli, nella parte romagnola del Parco di cui si ignorano le criticità, mentre si insiste sul beneficio economico dell’opera. Ma oggi, a causa della crisi idrica che sta preoccupando tante amministrazioni, arriva, da parte di Romagna Acque – l’ente che fornisce il 60% dell’acqua per soddisfare il fabbisogno idropotabile della Romagna – una nuova richiesta di intervento straordinario che coinvolgerebbe un’altra parte del territorio protetto del Parco. “Opere di grande derivazione” per realizzare nuovi attingimenti di acqua dai corsi d’acqua del Parco e condotte di grande derivazione per alimentare il fabbisogno dei Comuni che non siano territorialmente interessati dai vari Parchi. Opere idrogeologiche gigantesche che deformerebbero irrimediabilmente l’ecosistema dei fiumi interessati.

La richiesta è stata messa nero su bianco nel Regolamento che in base alla legge 394 dovrebbe disciplinare in dettaglio le attività consentite nel territorio del Parco, ma che fino ad oggi non era mai stato approvato. Fino ad oggi però. Perché l’Ente parco, aggirando il divieto di modifica del regime delle acque all’interno dei Parchi nazionali, ha presentato una nuova bozza di Regolamento che contiene proprio la realizzazione di opere di grande derivazione di un fiume, sottraendo allo stesso un quantitativo d’acqua oltre i 100 litri al minuto, per trasferirla direttamente in un grande acquedotto o in un invaso. Il ministro, attraverso i suoi nominati, approva. Gli ambientalisti, Legambiente in testa, denunciano la gravità del progetto che ricadrebbe in un contesto di progressivo abbandono a sé stessa dell’area protetta, minacciata, come la maggior parte dei Parchi italiani, dall’inedia, dalla burocrazia e da un misto di indifferenza e di controllo da parte del potere politico.

In generale tutto il sistema dei Parchi nazionali, ma anche delle aree marine vive una condizione drammatica. Le risorse pubbliche si assottigliano implacabilmente tanto che sta diventando difficile anche far marciare gli automezzi di servizio. I Parchi stanno vivendo, ormai da molti anni, una crisi di sopravvivenza. E, l’elemento più grave di tutti e che sta causando il fallimento di molte gestioni, la progressiva ingerenza sempre più sfacciata della politica locale e nazionale, un controllo sempre più arrogante attraverso nomine ai vertici degli Enti, di discutibili personaggi espressione diretta della politica, quella di un governo di destra e di un Ministero dell’Ambiente, che anziché fungere da propulsore e da garante di tutto il sistema, appare completamente assente salvo per l’imposizione di un carico burocratico surreale e vessatorio.

Si vuole inficiare ogni organismo di controllo e di tutela con trombati politici, fidati personaggi di partito e ogni sorta di improbabili figure che devastano e portano sull’orlo del dissesto vecchi e nuovi presidi ambientali ormai snaturati e inutili. Anche la revisione della legge 394 è diventata preda delle incursioni di chi vuole stravolgere le garanzie democratiche ovunque si annidano. I danni stanno diventando ferite profonde nel sistema protetto che si assottiglia e impoverisce sempre di più.

Ritorniamo ai fondamentali: proteggiamo il nostro territorio per non rimanere seppelliti dalle future catastrofi naturali.

Il blog Sostenitore ospita i post scritti dai lettori che hanno deciso di contribuire alla crescita de ilfattoquotidiano.it, sottoscrivendo l’offerta Sostenitore e diventando così parte attiva della nostra community. Tra i post inviati, Peter Gomez e la redazione selezioneranno e pubblicheranno quelli più interessanti. Questo blog nasce da un’idea dei lettori, continuate a renderlo il vostro spazio. Diventare Sostenitore significa anche metterci la faccia, la firma o l’impegno: aderisci alle nostre campagne, pensate perché tu abbia un ruolo attivo! Se vuoi partecipare, al prezzo di “un cappuccino alla settimana” potrai anche seguire in diretta streaming la riunione di redazione del giovedì – mandandoci in tempo reale suggerimenti, notizie e idee – e accedere al Forum riservato dove discutere e interagire con la redazione.

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Una nuova diga minaccia il Parco nazionale delle Foreste Casentinesi, a rischio l’area protetta. Legambiente: “L’acqua non è merce di scambio”

Una nuova diga all’interno del parco. Fiumi deviati e tubazioni. La minaccia incombe sopra una delle aree più suggestive e “antiche” d’Italia e d’Europa. Le cui acque, dal lato toscano, erano già note a Dante Alighieri, che le citò nella Divina Commedia. E dove, in tempi più recenti, è andato a caccia di foreste “quasi vergini” lo scrittore e divulgatore vicentino, Daniele Zovi: “Eccomi nel cuore della Riserva naturale Sasso Fratino, e di uno dei parchi più belli d’Italia, le Foreste Casentinesi“.

Ci troviamo in un parco di grandissimo prestigio naturalistico, dunque. E patrimonio mondiale dell’Unesco. Quasi 37mila ettari di verde – per dirla con Zovi, un “bosco disetaneo di faggio e abete bianco, arricchito dalla presenza di acero montano, tasso, maggiociondolo e sorbo” – distribuito tra Emilia-Romagna e Toscana. Ma è dal versante romagnolo che stanno sorgendo i problemi. Sì, perché l’Ente parco ha pubblicato sul proprio sito la bozza di regolamento, redatta dal Consiglio del parco stesso, che all’articolo 48, intitolato Opere di captazione idrica, apre per la prima volta alla possibilità di costruire “nuove captazioni idriche” e “opere di grande derivazione”. I sette commi dell’articolo parlano di scopi per “acqua potabile”, di nuove esigenze per “fronteggiare gli effetti negativi dei cambiamenti climatici” (leggi, siccità) e fissano alcuni limiti. Tuttavia chi vive il Parco nazionale delle Foreste Casentinesi, Monte Falterona e Campigna, vede nel nuovo regolamento un grave pericolo.

Il parco è nato nel 1993 su impulso della legge 394/91. All’interno presenta già, poiché ereditata dagli anni Settanta-Ottanta, una grande diga da 60 milioni di metri cubi annui, posta in un’area incontaminata, e gestita da Romagna Acque per il fabbisogno dei paesi e delle città a valle, fino al mare: è l’invaso di Ridracoli. Il Piano del parco, adottato nel 2002, vieta espressamente la costruzione di altre dighe o opere di grande derivazione, sia per scopi idropotabili sia per scopi idroelettrici. Ora, però, interviene il nuovo regolamento (il documento non venne mai approvato, poiché nel 2004 il Parco venne commissariato e per tutti questi anni è rimasto solo sulla carta). “La legge 394/91 stabilisce il divieto ma, al contempo, permette una deroga attraverso il regolamento” spiega Enzo Valbonesi, per dieci anni presidente del Parco delle Foreste Casentinesi, già presidente di Federparchi e oggi a capo del Circolo Legambiente Alto Bidente. “Ma la deroga riguarda, per fare un esempio, il fabbisogno di una casa, o di una frazione. Perché a essere vietate sono le grandi derivazioni. Cosa si intende? Come minimo un prelievo di acqua di cento litri al minuto“.

Caso chiuso? Non proprio. Perché a volere la nuova diga sono in tanti. Dalle città capoluogo di provincia, quindi da Rimini a Cesena, da Forlì a Ravenna, fino a Confindustria e, naturalmente, Romagna Acque. Tanto che in passato erano stati presentati, con l’assenso dei sindaci, due progetti che prevedevano dighe da 20 milioni di metri cubi d’acqua, nel fiume Rabbi o nel Bidente. E, da quanto si apprende, lo stesso ministero dell’Ambiente – a cui verrà inviato il regolamento dopo il 15 di luglio, data limite entro la quale i cittadini avranno facoltà di inviare le proprie osservazioni – è favorevole all’operazione. “Né il Parco nazionale del Gran Paradiso, né lo Stelvio, né le Dolomiti bellunesi, né il Parco nazionale d’Abruzzo consentono, all’interno dei loro regolamenti, la costruzione di queste opere” continua Valbonesi. “Anche perché, specialmente sulle Alpi, le derivazioni già le hanno. Hanno detto basta, su scala industriale acqua non se ne preleva più”.

Eppure per Valbonesi “questo potrebbe costituire un precedente per gli altri parchi. Ed è paradossale che un parco, anziché tutelare i suoi fiumi, preveda di svenderli. Già prelevano 60 milioni di metri cubi d’acqua, che senso ha prenderne altra? Non è una merce di scambio, non è una royalty. Ci sono altri strumenti per garantire l’approvvigionamento idrico a scopo potabile, a partire dal risparmio: facendo manutenzione, riducendo le perdite”. Secondo Valbonesi “non è un caso che proprio in questi giorni si stia prevedendo di dare il via libera alla realizzazione, sul litorale di Rimini, di una piscina ogni due stabilimenti balneari“. Al di là di ciò, all’interno del parco, che è sito di Rete Natura 2000, sono presenti sei specie di anfibi di interesse comunitario – perciò inquadrati dalla Direttiva Habitat – e due specie di pesci.

A tutto questo si aggiunge che la presidenza del parco è vacante da un anno e mezzo: a guidarlo è la vicepresidente, nonché vicesindaca di Bagno di Romagna, Claudia Mazzoli. Il ministero dell’Ambiente, come prevede la legge, ha inviato una terna di nomi per il nuovo presidente, affinché le due Regioni esprimano la loro posizione. Ma i tre candidati, secondo le indiscrezioni, sono tutti toscani e legati a Fratelli d’Italia. Va da sé che per una ragione o per l’altra, né Eugenio GianiMichele De Pascale hanno approvato.

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Faro hasteia Bandeiras Azuis e reforça acessibilidade, segurança e sustentabilidade nas praias do concelho

O Município de Faro assinalou esta terça-feira, 9 de junho, o hastear oficial das Bandeiras Azuis nas praias de Faro, Ilha da Barreta (Ilha Deserta), Ilha do Farol e Ilha da Culatra, distinguindo, uma vez mais, a qualidade ambiental, a segurança e os serviços disponibilizados nestas zonas balneares do concelho.

Para além da Bandeira Azul, foram igualmente hasteadas as distinções Qualidade de Ouro e Praia Zero Poluição, reconhecimentos que reforçam o compromisso contínuo do Município de Faro com a preservação ambiental, a gestão sustentável do território e a promoção de um turismo responsável. A acessibilidade voltou a merecer especial atenção nesta época balnear.

Na Praia de Faro, junto ao Parque de Campismo, foi hasteada a bandeira “Praia Acessível”, que certifica as condições existentes para garantir o usufruto da praia por todas as pessoas, independentemente das suas capacidades físicas. Para além das habituais cadeiras anfíbias, das rampas e do tapete de acesso ao mar, foi instalada uma nova pérgula e um deck de apoio, proporcionando maior conforto e melhores condições de utilização aos visitantes com mobilidade reduzida ou outras limitações. Ainda no âmbito da valorização dos espaços balneares, foram colocadas três poltronas produzidas com materiais reutilizados, integrando o código de conduta para a utilização responsável da praia, bem como um sistema de limpeza dos pés que permite remover a areia sem desperdício de água. Paralelamente, foram realizadas diversas intervenções de manutenção e melhoria das infraestruturas existentes, contribuindo para uma experiência mais confortável e agradável para residentes e visitantes. A qualidade e segurança das praias continuam a ser uma prioridade para o Município.

Durante toda a época balnear é assegurada a limpeza diária das instalações sanitárias, incluindo equipamentos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. São igualmente realizadas colheitas e análises regulares à qualidade da água e da areia, garantindo condições adequadas para uma utilização segura dos espaços balneares. As praias do concelho dispõem ainda de vigilância permanente por nadadores-salvadores e de todos os equipamentos de segurança necessários para assegurar a proteção e o bem-estar dos banhistas.

No âmbito do Programa Bandeira Azul, o Município de Faro promove também um conjunto alargado de ações de educação ambiental dirigidas à comunidade escolar, aos utilizadores das praias e à população em geral. Estas iniciativas, desenvolvidas nas escolas, no Polo Ambiental e nos diversos espaços balneares do concelho, procuram sensibilizar para a importância da conservação dos recursos naturais e incentivar a participação ativa de todos na proteção do ambiente.

Com estas distinções e investimentos, o Município de Faro reafirma o seu compromisso com a qualidade ambiental, a inclusão, a segurança e a valorização sustentável do seu património natu-ral, consolidando o concelho como um destino de excelência para residentes e visitantes.

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Ennesimo allevamento crudele: Essere Animali con Selvaggia Lucarelli per una proposta di legge contro le gabbie

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a firma di Chiara Caprio

Per molti consumatori la denominazione DOP sull’etichetta dei prodotti che acquistano al supermercato è sinonimo di garanzia di qualità e, nel caso di prodotti animali come salumi e affettati, di pratiche di allevamento rispettose del benessere animale. Eppure, se il disciplinare non lo vieta espressamente, anche un prodotto etichettato come DOP può provenire da allevamenti in cui gli animali trascorrono parte o l’intera vita in gabbia. È il caso di mille scrofe allevate in una grande struttura in provincia di Treviso, di cui nelle scorse settimane Essere Animali ha mostrato immagini a dir poco scioccanti.

Il 28 maggio l’associazione ha diffuso, in collaborazione con Selvaggia Lucarelli, video inediti consegnati all’associazione da un ex dipendente dell’azienda. Nei filmati venivano documentate gravi violenze nei confronti degli animali da parte dell’allevatore e di altri operai, dolorose mutilazioni per i suinetti maschi, centinaia di cuccioli senza vita nelle gabbie parto, l’utilizzo massiccio di farmaci, decine di carcasse abbandonate all’esterno dell’allevamento e gabbie parto fatiscenti e pericolose per gli animali. Le immagini hanno raggiunto milioni di persone indignate per le condizioni dell’allevamento.

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La settimana seguente, il 5 giugno, Essere Animali è tornata a mostrare nuovi filmati inediti raccolti a maggio di quest’anno, che confermano come alcune delle problematiche già documentate siano la normalità. Ancora una volta le immagini hanno mostrato la presenza di centinaia di cuccioli morti nelle gabbie, carcasse abbandonate all’esterno della struttura, scaffali e frigoriferi ricolmi di farmaci utilizzati per il trattamento di infezioni batteriche, problemi respiratori e infestazioni parassitarie. A preoccupare è anche la presenza diffusa di topi in tutte le aree dell’allevamento e persino nelle mangiatoie.

Con questa attività di documentazione, l’associazione è tornata a denunciare non solo le irregolarità e i maltrattamenti sugli animali, ma anche una crudeltà che in Italia è ancora legale: l’allevamento in gabbia. Sono circa 600mila le scrofe allevate in queste condizioni nel nostro Paese, insieme a 17 milioni di galline ovaiole, 13 milioni di conigli, 1,5 milioni di vitelli e 8 milioni di quaglie.

Per questo motivo il 12 marzo scorso Essere Animali ha depositato una proposta di legge d’iniziativa popolare per introdurre anche in Italia il divieto dell’utilizzo di gabbie per tutte le specie allevate. Una pratica su cui anche l’Autorità europea per la sicurezza alimentare (Efsa) si è pronunciata, mettendo nero su bianco cosa significa per un animale vivere in gabbia: questi sistemi impediscono agli animali di esprimere comportamenti fondamentali come camminare, girarsi, esplorare l’ambiente e socializzare, aumentando quindi le loro sofferenze.

La proposta di legge è parte della campagna Gabbie Vuote e ha già ricevuto il supporto di oltre 42mila persone che hanno firmato sulla pagina dedicata del Ministero della Giustizia, insieme a personalità provenienti da mondi e sensibilità diverse, come appunto l’autrice e scrittrice Selvaggia Lucarelli, la cheffe Chiara Pavan, la fumettista Zuzu, il maratoneta ex atleta olimpionico Riccardo Bugari.

Nel 2021, la Commissione Europea aveva ufficialmente accolto l’Iniziativa dei Cittadini Europei “End the Cage Age”, firmata da oltre 1,4 milioni di cittadini e sostenuta da più di 170 organizzazioni, tra cui Essere Animali, impegnandosi a presentare entro il 2023 una proposta per eliminare gradualmente l’allevamento in gabbia. Ma questa promessa, ad oggi, non è stata mantenuta, tradendo le aspettative di milioni di persone.

Intanto in Europa, diversi Paesi hanno già introdotto divieti o forti limitazioni all’uso delle gabbie negli allevamenti intensivi. Non c’è motivo per cui anche l’Italia non possa fare lo stesso. Secondo i dati dell’ultimo Eurobarometro oltre 9 italiani su 10 sono favorevoli a questo divieto, la politica ascolterà le loro richieste?

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