Normal view

Amazonas decreta emergência ambiental por causa do El Niño

10 June 2026 at 11:54

O Governo do Amazonas decretou, em caráter preventivo, Estado de Emergência Climática e Ambiental em todo o território estadual. A medida foi tomada com base nas projeções meteorológicas associadas ao fenômeno El Niño e os impactos que ele deve causar até o primeiro semestre de 2027.

Na determinação, publicada no dia 1º de junho, o governo estadual estabeleceu uma série de ações integradas que vão do monitoramento meteorológico à prontidão da Defesa Civil e forças de segurança.

O decreto nº 54.274, assinado pelo governador Roberto Cidade (União Brasil), determina que os órgãos e secretarias da administração pública estadual adotem, com urgência, medidas de prevenção, mitigação e preparação.

O objetivo principal é reduzir os riscos de desastres socioeconômicos e ambientais causados pela severa estiagem, diminuição dos leitos dos rios, ondas de calor e incêndios florestais.

O estado de emergência terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação caso as condições climáticas extremas persistam, segundo a avaliação dos órgãos oficiais de monitoramento.

O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos será o responsável por planejar e articular as ações. Todas as secretarias e entidades estaduais devem agir preventivamente dentro de suas funções.

Confira as determinações para cada órgão do estado:

  • (Defesa Civil): Fica responsável pelo monitoramento do tempo/rios, gestão de desastres e divulgação de informações estratégicas.
  • (Meio Ambiente – SEMA/IPAAM): Vão intensificar a fiscalização, o combate ao desmatamento e a proteção dos recursos naturais.
  • (Produção Rural – SEPROR): Vai orientar e proteger os setores da agropecuária, pesca e aquicultura contra a falta de água.
  • (Bombeiros – CBMAM): Reforço total no combate a queimadas e incêndios florestais.
  • (Segurança Pública – SSP): Fará a integração operacional das forças de segurança nas ações preventivas.
  • (Saúde – SES/FVS): Monitoramento de doenças, da qualidade do ar e dos efeitos do calor na população, além de apoio aos municípios.
  • (Educação – SEDUC): Conscientização de alunos/professores e garantia de segurança para que as aulas não sejam interrompidas.

9h. Maio foi o segundo mais quente alguma vez registado

10 June 2026 at 09:17
Copernicus revela que último mês foi marcado por rápida mudança de clima: de muito frio para uma das ondas de calor mais intensas de sempre. Ainda, PR discursa hoje nas comemorações do 10 de Junho.

9h. Maio foi o segundo mais quente alguma vez registado

10 June 2026 at 09:17
Copernicus revela que último mês foi marcado por rápida mudança de clima: de muito frio para uma das ondas de calor mais intensas de sempre. Ainda, PR discursa hoje nas comemorações do 10 de Junho.

“Em breve”: condições para El Niño estão se fortalecendo, diz Inmet

10 June 2026 at 07:34

As condições para a formação de um novo episódio de El Niño estão se intensificando, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial avançou nas últimas semanas e já coloca o fenômeno próximo de atingir os critérios necessários para sua caracterização oficial. Segundo o órgão, o “cenário sinaliza condições altamente favoráveis ao desenvolvimento e consolidação de um episódio de El Niño em breve, com a persistência da tendência de aquecimento.”

Dados divulgados pelo instituto mostram que a anomalia média da temperatura da superfície do mar na região conhecida como Niño 3.4 passou de -0,03°C em abril para 0,49°C em maio, praticamente ultrapassando o limite que marca o início das condições associadas ao El Niño.

O aquecimento continuou ao longo das últimas quatro semanas. Na primeira semana de junho, a anomalia chegou a 0,7°C, mantendo-se acima de 0,5°C, patamar considerado indicativo do fenômeno. Para os meteorologistas, o cenário é altamente favorável para o desenvolvimento e consolidação do El Niño nos próximos meses.

De acordo com o Inmet, um evento é caracterizado quando o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) permanece igual ou superior a 0,5°C por pelo menos cinco trimestres consecutivos. Com base nas observações recentes e nas projeções dos modelos climáticos, o primeiro trimestre a atingir esse limiar deverá ser o período entre abril, maio e junho deste ano.

Anomalia de temperatura da superfície do mar na primeira semana de junho •

O El Niño é um fenômeno climático associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. Sua ocorrência pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.

O Inmet informou que segue monitorando as condições oceânicas e atmosféricas ligadas ao fenômeno e acompanha as previsões emitidas por centros meteorológicos internacionais. A expectativa é que, até o fim desta semana, o instituto divulgue uma atualização técnica com novas informações sobre a evolução do quadro.

El Niño aumenta preocupação com a dengue

10 June 2026 at 03:19

Um boletim do NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, em tradução livre) projeta o início do fenômeno do El Niño, com uma segunda temporada para o final de 2026.

Cenário reforça preocupação com possibilidades do Aedes aegypti, mosquito que provoca dengue, se proliferar durante temporadas de fortes chuvas. 

A preocupação se dá diante do aumento das temperaturas e temporais que contribuem para a proliferação do mosquito, responsável não apenas pela dengue, mas também doenças como zika e chikungunya.

A médica infectologista e Diretora da CCI (Controle de Infecções) do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo, Dra. Rosana Richtmann, aponta que a atenção precisa ser contínua na população.

“Essa mudança nas condições climáticas acelera o ciclo de vida do mosquito, enquanto as mudanças no regime de chuvas favorecem o surgimento de criadouros. Por isso, a prevenção precisa ser constante, especialmente dentro de casa, onde ocorre a maior parte das transmissões”, explica a doutora.

Para proteção contra a dengue e outras doenças causadas pelo mosquito, é necessário o uso de inseticidas, repelentes e outras medidas complementares, como eliminação de água parada, manter caixas d’água fechadas e higienizar recipientes que acumulam água.

A executiva de controle de pragas da empresa SBP, Letícia Pires, reforça que a atenção nos próximos meses, a atenção deve ser redobrada: “A combinação entre conscientização, hábitos preventivos e o uso de soluções efetivas é essencial para reduzir os impactos da dengue no país.”

O que é o El Ninõ?

O fenômeno climático do El Niño está relacionado com o aquecimento irregular das águas superficiais do Pacífico Equatorial. 

Esse aquecimento altera a circulação atmosférica tropical e influencia o clima de várias regiões pelo planeta Terra. A climatologia o reconhece há muito tempo, mas ainda existem dificuldades em antecipar a sua intensidade exata em cada uma de suas aparições e seus impactos regionais.

Segundo o boletim, as condições neutras ainda predominam no oceano, mas a transição para o El Niño é considerada provável entre maio e julho, com 61% de chance. Para o fim de 2026, a probabilidade de ocorrência de algum nível do fenômeno ultrapassa 90%.

Epidemia de dengue e vacinação

Em 2024, o Brasil enfrentou a pior epidemia de dengue de sua história e chegou a registrar 4.013.746 casos prováveis de dengue, 3.809 mortes, além de 232 óbitos em investigação.

Como uma das principais medidas adotadas, o Ministério da Saúde (MS) incorporou o teste rápido para o diagnóstico da dengue na tabela de procedimentos custeados pelo SUS.

Suspensão de vacina

O Ministério da Saúde afirmou na última segunda-feira (8) que ainda não há prazo definido para a conclusão da investigação envolvendo a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, que teve a aplicação suspensa temporariamente pelo governo federal.

Entre os 42 eventos adversos graves, três casos chamaram a atenção das autoridades sanitárias e passaram a ser investigados de forma aprofundada.

O Ministério da Saúde afirma que ainda não é possível concluir que os eventos foram causados pela vacina. Segundo a pasta, a proximidade temporal entre a imunização e o surgimento dos sintomas não comprova uma relação de causa e efeito.

*Sob supervisão de Thiago Félix, com informações de Laura Toyama e Thomaz Coelho

Conheça mitos e verdades sobre o mosquito da dengue

MP pede medida de prevenção de impacto do EL Niño na Baixada Santista

Logo Agência Brasil

O Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu, nesta segunda-feira (8), por meio de Procedimento Administrativo de Acompanhamento, uma série de esclarecimentos aos nove municípios da região da Baixada Santista para verificar a implementação de políticas públicas prevenção e mitigação dos impactos do fenômeno climático El Niño nessas cidades.

No procedimento instaurado, a promotora Almachia Acerbi, questiona sobre a existência de planos municipais de contingência e prevenção, a realização de obras de drenagem e contenção de encostas em áreas vulneráveis, as ações da Defesa Civil para emissão de alertas e realização de simulados, e a possível articulação entre municípios e os governos estadual e federal para adoção de medidas conjuntas de enfrentamento dos efeitos El Ninõ.

Notícias relacionadas:

“A promotora destacou os alertas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre a elevada probabilidade de ocorrência de um episódio forte de El Niño entre 2026 e 2027, com potencial para intensificar o aquecimento global e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor. Entre os impactos previstos estão prejuízos ao abastecimento de água, à produção agrícola e à saúde pública”, informou o MPSP.

De acordo com o MPSP, o Procedimento Administrativo de Acompanhamento ressalta a possibilidade de chuvas acima da média, com aumento dos riscos de alagamentos em áreas baixas e próximas a canais, além de deslizamentos em morros e encostas habitadas, principalmente em Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, além da ocorrência de ondas de calor e seus impactos sobre a população e a infraestrutura urbana da região.

“Diante desse cenário, o GAEMA recomendou aos prefeitos o reforço dos sistemas de drenagem, a conclusão de obras de contenção em áreas vulneráveis, a ampliação de campanhas educativas, a criação de abrigos temporários para famílias em áreas de risco, o fortalecimento da vigilância sanitária para prevenção de doenças transmitidas por vetores e a integração entre os setores de saúde e assistência social”.

 

MP pede medida de prevenção de impacto do EL Niño na Baixada Santista

Logo Agência Brasil

O Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu, nesta segunda-feira (8), por meio de Procedimento Administrativo de Acompanhamento, uma série de esclarecimentos aos nove municípios da região da Baixada Santista para verificar a implementação de políticas públicas prevenção e mitigação dos impactos do fenômeno climático El Niño nessas cidades.

No procedimento instaurado, a promotora Almachia Acerbi, questiona sobre a existência de planos municipais de contingência e prevenção, a realização de obras de drenagem e contenção de encostas em áreas vulneráveis, as ações da Defesa Civil para emissão de alertas e realização de simulados, e a possível articulação entre municípios e os governos estadual e federal para adoção de medidas conjuntas de enfrentamento dos efeitos El Ninõ.

Notícias relacionadas:

“A promotora destacou os alertas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre a elevada probabilidade de ocorrência de um episódio forte de El Niño entre 2026 e 2027, com potencial para intensificar o aquecimento global e aumentar a frequência de eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor. Entre os impactos previstos estão prejuízos ao abastecimento de água, à produção agrícola e à saúde pública”, informou o MPSP.

De acordo com o MPSP, o Procedimento Administrativo de Acompanhamento ressalta a possibilidade de chuvas acima da média, com aumento dos riscos de alagamentos em áreas baixas e próximas a canais, além de deslizamentos em morros e encostas habitadas, principalmente em Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, além da ocorrência de ondas de calor e seus impactos sobre a população e a infraestrutura urbana da região.

“Diante desse cenário, o GAEMA recomendou aos prefeitos o reforço dos sistemas de drenagem, a conclusão de obras de contenção em áreas vulneráveis, a ampliação de campanhas educativas, a criação de abrigos temporários para famílias em áreas de risco, o fortalecimento da vigilância sanitária para prevenção de doenças transmitidas por vetores e a integração entre os setores de saúde e assistência social”.

 

Inmet alerta para condições favoráveis a novo episódio de El Niño

Logo Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta nesta terça-feira (9) para condições favoráveis a um novo episódio de El Niño.

Esse fenômeno climático global resulta de elevações nos ventos e nas temperaturas da superfície do mar sobre o Oceano Pacífico tropical.

Notícias relacionadas:

De acordo com o Inmet, um evento de El Niño ocorre quando o Índice Oceânico Niño Relativo (Roni) permanece igual ou superior a 0,5°C por, pelo menos, cinco trimestres.

“Com base nos dados observados no mês de maio e nas projeções, é possível inferir que o primeiro trimestre a atingir esse limiar será abril-maio-junho”, informa o boletim do Inmet.

Monitoramento

O instituto monitora as condições no Oceano Pacífico Equatorial, quanto à Temperatura da Superfície do Mar (TSM), bem como os demais indicadores atmosféricos e oceânicos associados ao fenômeno El Niño.

Ao mesmo tempo, avalia previsões e boletins emitidos pelos principais centros meteorológicos internacionais especializados no monitoramento climático.

A previsão é que o Inmet divulgue, ao final desta semana, nova nota técnica sobre a possível evolução do fenômeno.

Inmet alerta para condições favoráveis a novo episódio de El Niño

Logo Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta nesta terça-feira (9) para condições favoráveis a um novo episódio de El Niño.

Esse fenômeno climático global resulta de elevações nos ventos e nas temperaturas da superfície do mar sobre o Oceano Pacífico tropical.

Notícias relacionadas:

De acordo com o Inmet, um evento de El Niño ocorre quando o Índice Oceânico Niño Relativo (Roni) permanece igual ou superior a 0,5°C por, pelo menos, cinco trimestres.

“Com base nos dados observados no mês de maio e nas projeções, é possível inferir que o primeiro trimestre a atingir esse limiar será abril-maio-junho”, informa o boletim do Inmet.

Monitoramento

O instituto monitora as condições no Oceano Pacífico Equatorial, quanto à Temperatura da Superfície do Mar (TSM), bem como os demais indicadores atmosféricos e oceânicos associados ao fenômeno El Niño.

Ao mesmo tempo, avalia previsões e boletins emitidos pelos principais centros meteorológicos internacionais especializados no monitoramento climático.

A previsão é que o Inmet divulgue, ao final desta semana, nova nota técnica sobre a possível evolução do fenômeno.

Ministro destaca ações contra El Niño e avanços ambientais

Logo Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou, nesta sexta-feira (5), que o governo federal voltou a tratar o meio ambiente como indutor do desenvolvimento e não como obstáculo. O ministro fez um pronunciamento, em rede nacional, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de maio.

Além dos avanços, o ministro falou ainda, sobre os desafios que o país tem pela frente, como a previsão de um novo El Niño para este ano, que eleva o risco de queimadas e as respostas já adotadas diante desse cenário.

Notícias relacionadas:

“Neste ano, diante da previsão de um novo El Niño, reforçamos o monitoramento e colocamos em campo o maior contingente de brigadistas da nossa história. Aumentamos o número de aeronaves e equipamentos de prevenção e combate e apoiamos em mais de meio bilhão de reais os corpos de Bombeiros dos estados onde há mais incêndios florestais”, destacou Capobianco.

Em sua fala, ele enumerou ações realizadas nos últimos três anos e  defendeu que o governo está mostrando que é possível crescer, gerar emprego e renda sem deixar de proteger florestas, águas e biodiversidade brasileiras.

Capobianco destacou a redução do desmatamento em diferentes biomas, como na Amazônia, onde caiu pela metade nos últimos três anos. No Cerrado, a redução foi de 32%, e no Pantanal, 65%. Além disso, ele ressaltou que as áreas protegidas foram ampliadas com a criação de mais de dez novas reservas ambientais e o reconhecimento de terras indígenas e de territórios quilombolas.

“Somadas, elas equivalem em torno de 5 milhões de campos de futebol, desses em que veremos nossa seleção jogar durante a Copa do Mundo que se aproxima. Ao proteger nossos biomas, salvamos a biodiversidade e evitamos lançar na atmosfera milhões de toneladas de gases de efeito estufa”.

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, o país voltou a liderar a transição energética, a partir da substituição de combustíveis fósseis por opções mais limpas, como os biocombustíveis e a eletricidade. Durante o pronunciamento, Capobianco disse que o governo criou estímulos para a renovação das frotas privadas e de transporte público.

"Esses resultados são fruto de um amplo trabalho de cooperação entre o governo do Brasil, os estados e municípios e a sociedade civil. Eles só foram possíveis porque voltamos a investir em ciência, em monitoramento, e a fortalecer instituições importantíssimas, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que foram alvo de tentativas de desmonte em anos anteriores”, mencionou.

Capobianco citou também a retomada da cooperação internacional, com a volta do Fundo Amazônia, com nove países financiadores. Segundo ele, são ações que viabilizaram um volume recorde de R$ 204 bilhões em recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, para o desenvolvimento sustentável no Brasil. Ele mencionou também que o governo federal voltou a investir na recuperação de áreas degradadas e na restauração florestal, alcançando 3,4 milhões de hectares recuperados.

“Hoje, no mundo inteiro, são os critérios ambientais que definem acordos comerciais e abrem as portas do investimento. Ir na contramão dessa tendência pode fechar mercados e isolar o país. Proteger as nossas florestas, os nossos rios e a vida de nossas famílias já seria razão suficiente e é, ao mesmo tempo, uma garantia para o futuro próspero da economia brasileira", afirmou.

 

Ministro destaca ações contra El Niño e avanços ambientais

Logo Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou, nesta sexta-feira (5), que o governo federal voltou a tratar o meio ambiente como indutor do desenvolvimento e não como obstáculo. O ministro fez um pronunciamento, em rede nacional, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de maio.

Além dos avanços, o ministro falou ainda, sobre os desafios que o país tem pela frente, como a previsão de um novo El Niño para este ano, que eleva o risco de queimadas e as respostas já adotadas diante desse cenário.

Notícias relacionadas:

“Neste ano, diante da previsão de um novo El Niño, reforçamos o monitoramento e colocamos em campo o maior contingente de brigadistas da nossa história. Aumentamos o número de aeronaves e equipamentos de prevenção e combate e apoiamos em mais de meio bilhão de reais os corpos de Bombeiros dos estados onde há mais incêndios florestais”, destacou Capobianco.

Em sua fala, ele enumerou ações realizadas nos últimos três anos e  defendeu que o governo está mostrando que é possível crescer, gerar emprego e renda sem deixar de proteger florestas, águas e biodiversidade brasileiras.

Capobianco destacou a redução do desmatamento em diferentes biomas, como na Amazônia, onde caiu pela metade nos últimos três anos. No Cerrado, a redução foi de 32%, e no Pantanal, 65%. Além disso, ele ressaltou que as áreas protegidas foram ampliadas com a criação de mais de dez novas reservas ambientais e o reconhecimento de terras indígenas e de territórios quilombolas.

“Somadas, elas equivalem em torno de 5 milhões de campos de futebol, desses em que veremos nossa seleção jogar durante a Copa do Mundo que se aproxima. Ao proteger nossos biomas, salvamos a biodiversidade e evitamos lançar na atmosfera milhões de toneladas de gases de efeito estufa”.

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, o país voltou a liderar a transição energética, a partir da substituição de combustíveis fósseis por opções mais limpas, como os biocombustíveis e a eletricidade. Durante o pronunciamento, Capobianco disse que o governo criou estímulos para a renovação das frotas privadas e de transporte público.

"Esses resultados são fruto de um amplo trabalho de cooperação entre o governo do Brasil, os estados e municípios e a sociedade civil. Eles só foram possíveis porque voltamos a investir em ciência, em monitoramento, e a fortalecer instituições importantíssimas, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que foram alvo de tentativas de desmonte em anos anteriores”, mencionou.

Capobianco citou também a retomada da cooperação internacional, com a volta do Fundo Amazônia, com nove países financiadores. Segundo ele, são ações que viabilizaram um volume recorde de R$ 204 bilhões em recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, para o desenvolvimento sustentável no Brasil. Ele mencionou também que o governo federal voltou a investir na recuperação de áreas degradadas e na restauração florestal, alcançando 3,4 milhões de hectares recuperados.

“Hoje, no mundo inteiro, são os critérios ambientais que definem acordos comerciais e abrem as portas do investimento. Ir na contramão dessa tendência pode fechar mercados e isolar o país. Proteger as nossas florestas, os nossos rios e a vida de nossas famílias já seria razão suficiente e é, ao mesmo tempo, uma garantia para o futuro próspero da economia brasileira", afirmou.

 

Retorno do El Niño pode atrasar período chuvoso e elevar calor em Goiás

A possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño nos próximos meses colocou especialistas em alerta para os impactos que o fenômeno pode provocar no Brasil e em diferentes partes do mundo. Nesta terça-feira (2), a Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que há 80% de probabilidade de o fenômeno se desenvolver entre junho e agosto, aumentando o risco de eventos climáticos extremos e mudanças no comportamento das chuvas e das temperaturas.

Leia também

Início de junho tem madrugadas frias em Goiás e máximas de até 34,5°C

A entidade também avalia que o El Niño deverá alcançar, no mínimo, intensidade moderada. Além disso, as chances de permanência do fenômeno até novembro ultrapassam 90%. O evento é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, condição que influencia a circulação atmosférica e pode desencadear secas, chuvas intensas e ondas de calor em diversas regiões do planeta.

Pacífico mais quente reforça previsão do fenômeno

Os indicadores monitorados pela OMM mostram que a temperatura do oceano já se aproxima dos níveis necessários para a configuração oficial do El Niño. Em algumas áreas abaixo da superfície do Pacífico, os registros superam em mais de 6°C a média sazonal, fortalecendo as projeções para os próximos meses.

Diante desse cenário, a expectativa é de temperaturas acima da média em grande parte do mundo entre junho e agosto. A condição também amplia o risco de eventos meteorológicos extremos, períodos de calor intenso e irregularidades no regime de chuvas. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, classificou a situação como um alerta climático urgente e destacou que o fenômeno pode agravar os efeitos já observados em decorrência do aquecimento global.

Como o El Niño pode alterar o clima em Goiás

Em Goiás, o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas (Cimehgo) acompanha a evolução das condições no Pacífico e avalia possíveis reflexos sobre o clima do estado. De acordo com o órgão, caso o aquecimento das águas alcance aproximadamente 2°C acima da média, o início do período chuvoso poderá sofrer atraso de até 20 dias.

Na prática, isso significa que outubro pode começar com precipitações irregulares ou até mesmo sem chuvas em parte do território goiano. A situação também preocupa o setor agropecuário, já que a falta de regularidade das precipitações após o plantio pode comprometer o desenvolvimento das lavouras e reduzir a produtividade.

Outro efeito esperado é a elevação das temperaturas. Com menor frequência de chuvas, cidades como Goiânia podem registrar máximas entre 32°C e 34°C, acima dos padrões históricos para a época do ano. O Cimehgo também aponta a possibilidade de períodos com temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média climatológica, principalmente entre setembro e outubro.

Esse cenário favorece a ocorrência de ondas de calor, aumenta os riscos à saúde da população e pode elevar o consumo de energia elétrica em razão da maior utilização de equipamentos de refrigeração.

Impactos nas chuvas motivam monitoramento de órgãos estaduais

Além das temperaturas mais elevadas, especialistas alertam para possíveis alterações no transporte de umidade da Amazônia para a região Centro-Oeste. Com isso, Goiás pode enfrentar períodos mais prolongados de tempo seco e redução da regularidade das chuvas.

A consequência pode ser a diminuição dos níveis de rios, córregos e reservatórios, embora os impactos ainda estejam sendo avaliados. Mesmo quando ocorrerem, as precipitações poderão ser mal distribuídas, com longos intervalos de estiagem entre eventos isolados de chuva. A expectativa dos especialistas é que uma normalização mais consistente do regime chuvoso aconteça apenas entre novembro e dezembro.

Diante da elevada probabilidade de formação do fenômeno, órgãos estaduais já reforçaram as ações de acompanhamento. O Cimehgo mantém monitoramento constante em conjunto com a Defesa Civil para avaliar possíveis impactos relacionados a queimadas, estiagens prolongadas e pressões sobre o abastecimento de água.

Apesar das projeções, especialistas ressaltam que a intensidade dos efeitos em Goiás dependerá da evolução do aquecimento das águas do Pacífico nos próximos meses. A confirmação de um episódio mais intenso será decisiva para determinar a magnitude dos impactos sobre o estado.

The post Retorno do El Niño pode atrasar período chuvoso e elevar calor em Goiás appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

❌