Diversos bancos no Irã têm apresentado “problemas”, aumentando a possibilidade de um “ataque cibernético”, segundo a mídia local, que alertou que “nenhuma autoridade oficial confirmou ou negou o ocorrido”.
Diversas redes bancárias — incluindo o Bank Melli, o Bank Tejarat e o Bank Saderat — foram afetadas por atrasos em serviços bancários móveis, internet banking, caixas eletrônicos e leitores de cartão, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars neste sábado (13).
“Algumas fontes relataram a possibilidade de um ataque cibernético, mas até o momento, nenhuma autoridade oficial confirmou ou negou o ocorrido, e não há informações suficientes para uma declaração definitiva”, acrescentou a agência.
No Irã, vários moradores disseram à CNN que estão enfrentando desemprego desenfreado e hiperinflação, enquanto o custo dos combates se agrava com as sanções econômicas impostas pelos EUA.
A violência desencadeada pelos ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã em fevereiro, os ataques retaliatórios de Teerã e os bloqueios paralelos EUA-Irã contra embarcações não aliadas no Estreito de Ormuz, lançaram grande parte da região em um caos econômico marcado pelo aumento dos preços do petróleo e pela insegurança alimentar.
As imagens de arquibancadas com espaços vazios em alguns jogos da Copa do Mundo de 2026 têm gerado questionamentos entre torcedores nas redes sociais. Em determinadas partidas, a ocupação mostrada pelas transmissões parece incompatível com os números oficiais divulgados pela Fifa.
Um dos exemplos mais comentados ocorreu na vitória da Coreia do Sul sobre a República Tcheca, em Guadalajara, na última quinta-feira. Na ocasião, a entidade registrou público de 44.985 pessoas, apenas 679 abaixo da capacidade do estádio, embora diversos assentos vazios fossem visíveis durante a partida.
A diferença foi tema de uma reportagem do jornal esportivo norte-americano The Athletic, que procurou a Fifa para esclarecer como a entidade realiza a contagem oficial de público nos jogos do Mundial.
Como a Fifa calcula o público
Segundo a entidade, o número oficial considera as pessoas que tiveram seus ingressos escaneados e acessaram o perímetro do estádio.
Na prática, isso significa que o torcedor passa a integrar a contagem assim que entra na arena, independentemente de estar sentado em seu lugar no momento da partida.
Dessa forma, também são contabilizadas pessoas que estejam em áreas de alimentação, lojas, bares, corredores internos, camarotes ou setores de hospitalidade.
Por esse critério, o público divulgado não representa necessariamente a quantidade de espectadores ocupando as arquibancadas quando as imagens são captadas pelas câmeras de televisão.
Comportamento dos torcedores influencia percepção
Além da metodologia adotada pela Fifa, outro fator ajuda a explicar a diferença entre os números oficiais e a ocupação visual dos estádios.
Nos Estados Unidos, Canadá e México, países-sede da Copa do Mundo de 2026, é comum que torcedores circulem pelas áreas internas das arenas durante os jogos. Em muitos estádios, espaços de alimentação, entretenimento e convivência fazem parte da experiência oferecida ao público.
A movimentação costuma ser ainda mais intensa em camarotes e setores premium, onde os torcedores têm acesso a serviços adicionais e áreas exclusivas.
Como consequência, determinados setores podem parecer esvaziados em alguns momentos da transmissão, mesmo com milhares de pessoas presentes dentro do complexo esportivo.
Debate também envolve venda de ingressos
A explicação da Fifa, porém, não encerra a discussão sobre a ocupação dos estádios.
Reportagens da imprensa internacional apontaram dificuldades na comercialização de ingressos para algumas partidas da fase de grupos. Às vésperas do início do torneio, cerca de 180 mil bilhetes ainda estavam disponíveis nos canais oficiais de revenda.
O tema ganhou repercussão entre torcedores, que relacionaram a menor procura aos preços praticados em determinados jogos. Em alguns casos, houve redução nos valores dos ingressos para estimular as vendas.
Assim, a diferença entre o público anunciado e a ocupação observada nas arquibancadas pode ser explicada tanto pelo método de contagem utilizado pela Fifa quanto pelo comportamento dos torcedores dentro dos estádios. Isso faz com que os números oficiais nem sempre correspondam à percepção transmitida pelas imagens de televisão.
A tão aguardada oferta pública inicial (IPO) da SpaceX foi oficialmente lançada.
Wall Street comemorou, investidores comuns fizeram tantas ordens de compra que isso causou interrupções temporárias, e o homem mais rico do mundo se tornou o primeiro trilionário do planeta.
As ações da empresa de foguetes e inteligência artificial de Elon Musk fecharam aUS$ 160,95, um aumento de 19,22% em relação ao preço de seu IPO de US$ 135.
Aqui está o maior IPO da história, detalhado em números.
US$ 2 trilhões: O valor de mercado atual da SpaceX a torna a sexta maior empresa de capital aberto dos EUA na sexta-feira (12).
US$ 1,26 trilhão: A fortuna de Musk o torna o primeiro trilionário do mundo. Ele detém quase metade das ações da SpaceX.
1 bilhão: O número de ações da SpaceX que o pacote salarial de Musk lhe permitirá comprar a um preço relativamente baixo. Mas isso só acontecerá se a SpaceX tiver uma colônia em Marte com 1 milhão de pessoas.
500.000: O número de pedidos de compra de ações da SpaceX que a Fidelity recebeu em menos de uma hora. Um número recorde de investidores de varejo, pessoas comuns que negociam ações em oposição a empresas e instituições profissionais, compraram ações.
22.000: O número de funcionários da SpaceX. “Amo as pessoas incríveis da SpaceX, não tenho palavras para descrever”, escreveu Musk em uma publicação no X.
29: O número de satélites Starlink que a empresa lançou em órbita na sexta-feira.
19%: Aumento percentual no primeiro dia de negociação, fechando em US$ 160,95, acima da meta de US$ 135.
3: Grandes ofertas públicas iniciais (IPOs) relacionadas à inteligência artificial são esperadas este ano. A SpaceX foi a primeira, e espera-se que a OpenAI e a Anthropic sigam o mesmo caminho.
2: Pessoas vestidas de astronautas estavam na varanda da Nasdaq no momento do fechamento do pregão.
1: A SpaceX figura entre as maiores ofertas públicas iniciais (IPOs) da história.
John Towfighi, Elisabeth Buchwald e Chris Isidore, da CNN, contribuíram para esta reportagem.
As exportações brasileiras de ovos processados registraram o melhor desempenho para o período entre janeiro e maio desde o início da série histórica, em 2006. O resultado ocorre em meio a uma retração dos embarques totais de ovos e a um mercado interno mais fraco, marcado pela desaceleração da demanda e queda nos preços.
Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), compilados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mostram que o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados nos cinco primeiros meses de 2026. O volume representa uma queda de 32,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques somaram 18,36 mil toneladas.
Somente em maio, as exportações totalizaram 2,18 mil toneladas, recuo de 5,7% frente a abril e de 59% na comparação com maio de 2025.
Apesar da redução no volume total exportado, os ovos processados ganharam espaço na pauta exportadora. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 3,99 mil toneladas dessa categoria, o equivalente a 32% das exportações nacionais de ovos.
Segundo pesquisadores do Cepea, trata-se da maior participação dos produtos processados nas vendas externas para o período desde 2006, indicando uma mudança gradual no perfil das exportações brasileiras do setor.
Enquanto os embarques mostram uma maior presença de produtos com valor agregado, o mercado doméstico enfrenta um cenário de demanda mais fraca. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, após uma primeira quinzena marcada por reajustes positivos, o mercado perdeu força nas últimas semanas.
A consultoria aponta que o consumo mais contido obrigou o varejo a realizar promoções para manter o giro das mercadorias, pressionando as cotações ao longo da cadeia.
Nas granjas de São Paulo, o preço da caixa com 30 dúzias de ovos recuou 3% na semana, sendo comercializada, em média, a R$ 131,50. No atacado, a queda foi de 2,9%, com a caixa negociada a R$ 136,00, em média.
Segundo a Scot, a queda das temperaturas tem evitado desvalorizações mais intensas, uma vez que o clima mais frio aumenta a durabilidade dos ovos e reduz a pressão por vendas imediatas. Ainda assim, a expectativa para o curto prazo é de manutenção de um mercado enfraquecido, com demanda limitada e preços pressionados.
O exame toxicológico de Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, que morreu após comer um bolo em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, detectou a presença de um anestésico, medicamento sedativo e chumbinho no organismo da criança. O menino morreu nesta quinta-feira (11) após passar 11 dias internado.
De acordo com a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), o laudo aponta a presença de lidocaína, um anestésico local, midazolam, usado como sedativo, além de terbufós-sulfóxido, conhecido popularmente como chumbinho.
O exame foi realizado pelo IMLAP (Laboratório de Toxicologia Forense do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto) e os resultados serão analisados em conjunto com outros elementos reunidos ao longo da investigação.
Antes de morrer, Arthur esteve em coma, e, segundo a família, o quadro de saúde aparentava ser estável. A morte foi confirmada pela direção do Hospital Estadual Ricardo Cruz.
Ainda segundo a PCERJ, o corpo do menino será submetido à necropsia e outras diligências seguem em andamento.
Entenda o caso
A suspeita de envenenamento foi levantada pela família antes da confirmação do laudo, após notarem características compatíveis com a presença de chumbinho no organismo da criança.
“A única coisa que a gente sabe que ele ingeriu antes de começar a passar mal foi esse bolo, né? Então, a única coisa que ele comeu foi esse bolo de chocolate”, disse Mayara Mello, prima do menino.
Em nota, a direção do hospital, por meio da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, lamentou a morte e se solidarizou com a família.
“A direção do Hospital Estadual Ricardo Cruz (HerCruz) informa que, apesar de toda dedicação da equipe médica e multidisciplinar, infelizmente o menino Arthur de Mello da Silva foi à óbito na noite de ontem. A direção da unidade lamenta profundamente a morte de Arthur, se solidariza com a família e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos”, diz a nota.
O caso é investigado pela DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) e a unidade policial já realizou oitiva de testemunhas.
A Anthropic suspendeu o acesso a seus novos modelos de inteligência artificial, Fable 5 e Mythos 5, para usuários estrangeiros. A medida teria sido tomada por ordem de determinação do governo dos Estados Unidos. A decisão vale para qualquer cidadão de outro país, mesmo que esteja dentro do território americano, e também afeta funcionários estrangeiros da própria empresa.
Segundo a companhia, a ordem foi emitida com base em questões de segurança nacional e não especifica quais riscos teriam motivado a decisão.
Em comunicado, a Anthropic disse entender que as autoridades acreditam ter identificado uma forma de contornar as proteções de segurança do Fable 5, mas afirmou que a técnica apresentada envolve vulnerabilidades consideradas limitadas e que capacidades semelhantes podem ser encontradas em outros modelos disponíveis publicamente.
A empresa também declarou que analisou uma demonstração da suposta técnica e encontrou apenas falhas menores, sem benefícios específicos relacionados ao modelo. Nenhum teste teria encontrado até agora um método universal capaz de quebrar as barreiras de segurança do sistema.
A Anthropic defendeu que o Fable 5 foi desenvolvido com mecanismos avançados de proteção para reduzir o uso indevido da tecnologia em atividades relacionadas a ataques digitais. Segundo a empresa, o modelo passou por milhares de horas de testes de segurança antes do lançamento, incluindo avaliações com órgãos governamentais e organizações privadas.
Os demais modelos do Claude continuam funcionando normalmente. O governo dos EUA não fez maiores declarações.
Apesar de ser uma empresa recente, a Anthropic recebeu investimentos bilionários de gigantes da tecnologia, como Google e Amazon, e ganhou destaque por defender uma abordagem voltada à segurança no desenvolvimento de sistemas de IA.
A empresa afirma que sua missão é criar modelos mais confiáveis e com maior controle sobre possíveis usos indevidos.
Era o início de abril e o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, decidiu que era hora de uma reunião presencial com seu superior, o secretário de Defesa Pete Hegseth.
George estava ansioso para conversar com Hegseth após vários problemas em que o chefe do Pentágono influenciou diretamente a carreira de generais do Exército, incluindo um incidente em que ele impediu que quatro coronéis fossem promovidos a generais de uma estrela.
Durante meses, Hegseth pareceu cada vez mais insatisfeito com o Exército e sua liderança, incluindo George.
Isso intrigou aqueles próximos ao chefe do Exército, disseram fontes à CNN, dada a interação limitada que George teve com Hegseth durante seu mandato, e a pouca ou nenhuma comunicação antes da intervenção de Hegseth nas promoções.
Isso se encaixava em um padrão no qual as informações eram mantidas em sigilo no escritório de Hegseth e poucas pessoas fora de seus limites tinham conhecimento de seus planos para o Pentágono, de acordo com as fontes.
Hegseth desconfiava profundamente de muitos ao seu redor — algumas tropas tiveram que assinar acordos de confidencialidade para obter informações sobre as operações, e os testes de polígrafo haviam se tornado comuns.
George queria amenizar um pouco a tensão com Hegseth.
Então, no dia 1º de abril, ele solicitou uma reunião presencial para discutir uma série de prioridades do secretário de Defesa — tecnologia e aprimoramento de equipamentos — e como o Exército estava trabalhando para atendê-las, disse à CNN um oficial do Pentágono, do governo americano e da área de defesa.
A reunião nunca aconteceu. No dia seguinte, o general Randy George foi demitido.
Esta reportagem é baseada em entrevistas com 15 funcionários atuais e antigos do Pentágono e outras pessoas familiarizadas com o funcionamento interno do departamento sob a gestão de Hegseth.
Quase desde o início de seu mandato, segundo diversas fontes, Hegseth demonstrava desconfiança em relação às autoridades ao seu redor — tanto civis quanto militares — e suspeitava de sua lealdade.
Hegseth demitiu mais de duas dezenas de oficiais superiores, afastou um secretário da Marinha com quem teve desentendimentos e, segundo relatos, interveio em promoções em todos os ramos das Forças Armadas, influenciando diretamente a liderança.
Embora a demissão de George tenha sido abrupta e inesperada, ocorrendo enquanto o secretário do Exército, Dan Driscoll, estava fora da cidade e pegando de surpresa os altos comandantes do Exército, a demissão em si não foi. Foi o culminar de meses de tensão entre Hegseth e a alta cúpula do Exército, e George em particular.
Hegseth e outros aliados próximos de Trump se mostraram céticos em relação a George desde o início, em parte porque George atuou como assessor do ex-secretário de Defesa Lloyd Austin durante o governo Biden.
A designação militar apolítica foi um dos vários cargos em uma longa carreira, que incluiu o comando de tropas durante as guerras do Iraque e do Afeganistão, que colocaram George em posição de desenvolver amplos relacionamentos com legisladores.
Randy George, Chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA • Reuters
As demissões e o acesso restrito têm sido uma constante na gestão de Hegseth, embora fontes tenham dito à CNN que o problema não se limita ao gabinete do secretário. Essa cultura permeou outros escritórios do Pentágono, criando um ambiente de disputas internas entre alguns dos principais líderes civis.
“Tudo o que fazíamos diariamente era calculado com base em: ‘Isso vai manter o chefe empregado ou vai resultar na sua demissão?’”, disse um oficial do Pentágono à CNN. “Todos os dias, cada decisão que tomávamos, esse era um fator de planejamento. É muito incomum que isso seja considerado com tanta importância.”
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse em um comunicado à CNN:
“As fontes anônimas citadas pela CNN são pessoas de fora com uma clara agenda política para difamar o Departamento e minar a liderança da Secretária Hegseth por meio de ataques partidários.”
“Toda organização bem-sucedida passa por mudanças de liderança, e agradecemos àqueles que partiram por seus serviços prestados ao país”, acrescentou. “Medidas decisivas foram tomadas para alinhar a liderança militar com as prioridades do Presidente, do Secretário e de nossos combatentes.”
É um segredo aberto em todo o Pentágono que a capacidade de sobrevivência muitas vezes depende de fazer o mínimo de barulho possível e evitar chamar a atenção de Hegseth e seu gabinete, disseram vários funcionários.
“Às vezes, os líderes precisam tomar decisões ousadas quando estão no comando, às vezes precisam se expor, e o Exército tem tentado promover líderes dispostos a fazer isso”, disse o oficial da defesa. “E, se alguma coisa, isso acabou por esfriar essa ideia.”
George estava no meio de uma reunião com seus diretores seniores do Estado-Maior do Exército quando foi interrompido e informado de que Hegseth estava tentando contatá-lo, disse o oficial do Pentágono.
Ele saiu e Hegseth deu a notícia — uma ligação curta e direta, segundo o oficial da defesa, com poucas explicações. Poucos instantes depois de Hegseth dar a notícia, Jennifer Jacobs, da CBS News, noticiou publicamente a demissão.
Aproximadamente 30 minutos depois, George reuniu novamente sua equipe. “As pessoas tinham visto o tweet”, disse o funcionário do Pentágono. “Foi constrangedor porque todos estavam olhando para ele, sem saber o que ele ia dizer?”
George transmitiu a notícia de forma objetiva, disse o oficial do Pentágono: sem emoções, sem conotação. Sua atitude parecia quase descontraída, como se tentasse amenizar a situação.
“Os funcionários, um a um, foram cumprimentá-lo com um aperto de mão ou um abraço”, lembrou o funcionário. “Foi um momento solene, como se alguém tivesse morrido.”
Na manhã seguinte, o escritório de George já estava vazio.
Controle rígido sobre informações
A rotatividade de pessoal no Pentágono chamou a atenção dos legisladores, mas a demissão de George, em particular, gerou preocupação pública em ambos os lados do espectro político, com legisladores elogiando-o como um oficial íntegro e expressando decepção com sua demissão.
“Não existe ninguém que tenha mais respeito pelo General (Randy) George e seus 42 anos de serviço, sua Purple Heart, sua esposa Patty, seus netos e seus filhos. Eu os adoro”, disse secretário do Exército, Dan Driscoll durante uma audiência da Subcomissão de Defesa do Comitê de Orçamento da Câmara no mês passado, após a destituição de George.
Hegseth, por sua vez, recusou-se a dizer aos legisladores exatamente por que havia demitido George, mas disse que é “muito difícil mudar a cultura de um departamento que foi destruída por perspectivas erradas com os mesmos policiais que estavam lá”.
Os comentários de Hegseth reafirmam que a demissão de George faz “parte dessa guerra cultural indefinível que Hegseth deseja deixar como legado”, disse o oficial do Pentágono.
Mas é o sigilo e a suspeita que estão tendo o maior impacto na tomada de decisões do Pentágono.
Como tem sido o caso durante grande parte de seu mandato, Hegseth manteve os principais planejadores militares à distância na preparação para a guerra com o Irã.
Isso significa que alguns integrantes do Estado-Maior Conjunto — o centro nevrálgico das Forças Armadas para o planejamento e assessoria ao presidente e ao secretário de Defesa — tinham pouca visibilidade do pensamento estratégico do governo Trump, disseram várias fontes.
Isso representou um desafio para os planejadores militares, que foram repentinamente incumbidos de lidar com a logística da movimentação de recursos americanos para a região, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford, que estava operando na costa da Venezuela.
Segundo fontes, esse tipo de tomada de decisão ad hoc, incentivada por Hegseth e pela liderança política do governo, continua a representar um desafio para os comandantes americanos.
“Mais de um ano depois, há uma falta de processos internos claros no Pentágono… causada por uma paranoia generalizada”, disse o funcionário sobre a gestão de Hegseth.
“Tudo é tratado caso a caso porque não há delegação, não há confiança. E se não há delegação nem confiança, não se podem tomar decisões políticas”, acrescentou ele.
Desde o início da guerra, Hegseth e sua equipe têm se concentrado principalmente em apresentar o conflito como um sucesso estrondoso, inclusive em coletivas de imprensa, onde ele criticou veículos de comunicação pela cobertura que descreveu como “incrivelmente antipatriótica”.
Hegseth também priorizou a produção de “vídeos de guerra” para a Casa Branca, enquanto esta defende a decisão de Trump de iniciar o conflito, disse outra fonte, ecoando os esforços do Departamento de Segurança Interna, que tem promovido agressivamente vídeos de fiscalização da imigração para projetar uma imagem de sucesso eficiente.
Mas, à medida que as realidades econômicas da decisão do Irã de fechar o Estreito de Ormuz se tornaram claras, e com Trump cada vez mais frustrado por relatos que contradizem os comentários de Hegseth sobre a capacidade militar remanescente de Teerã, o secretário de Defesa voltou sua atenção para a investigação de vazamentos.
Seguindo o exemplo de Hegseth, o Comando Central dos EUA interrogou repetidamente militares destacados por vazamentos de informações e tentou usar poderes normalmente reservados para assuntos confidenciais a fim de intimidar as tropas e impedi-las de compartilhar qualquer informação, mesmo que não classificada, de acordo com uma das fontes.
Hegseth e as tensões com os chefes das forças armadas
Um dos exemplos mais notórios de conflitos internos durante a gestão de Hegseth foi com o secretário do Exército Dan Driscoll, frequentemente devido à estreita relação que ele mantinha com o vice-presidente dos EUA JD Vance.
A CNN noticiou que Hegseth via a relação de Driscoll com a Casa Branca como uma tentativa de contorná-lo, uma insegurança que culminou em um desentendimento relatado anteriormente no ano passado, no qua ele tentou levar Vance e Trump ao Pentágono.
Secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll • Cheriss May/ NurPhoto via Getty Images
Driscoll e Vance foram colegas na Faculdade de Direito de Yale e continuam amigos próximos. O jovem secretário do Exército também construiu um relacionamento com o presidente, o que ficou evidente quando foi escolhido por Trump para ajudar a persuadir a Ucrânia a retornar à mesa de negociações com a Rússia.
Ainda assim, o funcionário do Pentágono disse que o destino de Driscoll e Hegseth estava traçado “desde o início”.
“Ele simplesmente nutre uma profunda desconfiança em relação ao Exército”, disse o oficial.
Meses antes de Hegseth demitir George, ele removeu o amplamente respeitado vice-chefe do Estado-Maior do Exército, General James Mingus, e o substituiu por seu próprio assessor militar sênior, General Chris LaNeve. Ao posicionar LaNeve como vice-chefe do Estado-Maior, ficou claro que a intenção era que ele eventualmente substituísse George, disseram as fontes — uma teoria que se concretizou quando George foi demitido, deixando LaNeve assumir como chefe do Estado-Maior interino.
Apenas algumas semanas após a aposentadoria forçada de George, autoridades do Pentágono ficaram chocadas com a demissão abrupta do Secretário da Marinha, John Phelan.
A CNN noticiou que Phelan ainda buscava confirmação da Casa Branca sobre a legitimidade de sua demissão quando o porta-voz do Pentágono escreveu no X que Phelan deixaria o cargo “com efeito imediato”.
Alguns funcionários do Departamento de Defesa comentaram que era surpreendente que Phelan tivesse sido removido antes de Driscoll.
Mas diversas fontes disseram à CNN que a relação entre Phelan e Hegseth também azedou nos últimos meses por uma série de motivos, que vão desde a frustração de Hegseth com a lentidão de Phelan em relação às prioridades do governo, até a suspeita sobre a proximidade de Phelan com Trump.
Uma fonte familiarizada com as discussões em torno da demissão de Phelan disse à CNN que o motivo foi uma lista crescente de “deficiências” encontradas em sua abordagem ao trabalho — principalmente o fato de ele ser muito lento em avançar com projetos importantes, como a construção naval, e desencorajar a comunicação direta entre oficiais superiores da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais e o gabinete de Hegseth.
A mesma fonte familiarizada com o assunto disse que Hung Cao , um veterano da Marinha que agora atua como secretário interino da Marinha, foi excluído do processo de tomada de decisões por seu chefe quando era subsecretário da Marinha. Cao conhecia Hegseth antes de ambos ingressarem no governo Trump.
Quase um dia após sua demissão, Trump elogiou Phelan como um “amigo de longa data e empresário de muito sucesso, que fez um trabalho excepcional”.
Trump continuou a elogiar Hegseth, mesmo com fontes dentro e fora do Pentágono especulando ao longo do último ano que o presidente em breve nomearia um novo secretário de Defesa.
Em suas aparições públicas, Hegseth frequentemente fala diretamente para a câmera e, por extensão, para Trump, de uma maneira que agrada ao presidente, segundo fontes da CNN. Até o momento, o presidente não demonstrou disposição para romper com seu secretário de Defesa, apesar da tensão crescente do outro lado do rio.
“O secretário de Guerra Pete Hegseth é a cara do cinema”, disse Trump em uma recente audiência do gabinete, enquanto Hegseth estava sentado à sua esquerda. “Ele adora a guerra.”
Mesmo em esportes diferentes, a Seleção Brasileira e o New York Knicks da NBA dividem uma coincidência que pode ajudar a trazer o tão sonhado “hexa” da Copa do Mundo para o Brasil. Todas as vezes em que o time norte-americano de basquete disputou as finais da liga em ano de Mundial masculino, os brasileiros ergueram a taça do torneio.
A CNN Esportes te convida a viajar no tempo e entender como o destino do Brasil pode estar atrelado à presença do time nova-iorquinao nas finais da NBA. Entenda abaixo:
O que o destino reserva ao Brasil?
Em 1970, os Knicks conquistaram o título da NBA contra o Los Angeles Lakers. No mesmo ano, a Seleção Brasileira chegou à final da Copa do Mundo e conquistou o tricampeonato ao vencer a Itália, com direito a show de Pelé.
Depois de 24 anos, em 1994, o time de Nova York voltou ao palco das decisões da liga. Dessa vez, a franquia foi derrotada pelo Houston Rockets. Porém, os Estados Unidos reservavam um resultado diferente para o Brasil, que se sagrou tetracampeão em solo norte-americano.
O cenário pode voltar a se repetir após 32 anos. Para os supersticiosos, as coincidências são um prato cheio. Os Knicks já estão próximos de conquistar o título da NBA. Agora, resta saber o que o destino reserva ao Brasil na Copa do Mundo de 2026.
Knicks na final
O New York Knicks protagonizou a maior virada da história das finais da NBA na madrugada de quinta-feira (11), recuperando-se de uma desvantagem de 29 pontos para derrotar o San Antonio Spurs no Jogo 4 por 107 a 106, no Madison Square Garden, em Nova York.
Agora, os Knicks lideram a série melhor de sete das finais da NBA por 3 a 1, com a chance de conquistar o título já no sábado (13), em San Antonio, no Jogo 5.
Brasil na Copa
A Seleção Brasileira, embora tenha vivido traumas nas últimas Copas do Mundo, chega à competição como a única que pode ser hexacampeã. O Brasil conquistou títulos nas edições de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.
Mesmo com algumas incertezas, a seleção ainda chega como uma das favoritas para erguer a taça do maior torneio entre países.
No primeiro passo rumo ao “hexa”, o Brasil enfrenta o Marrocos, às 19h deste sábado (13), em Nova Jersey. Já o segundo jogo, é contra o Haiti, no dia 19 de junho, às 21h30, no Estádio da Filadélfia (EUA). A última partida é diante da Escócia, no dia 24 de junho, às 19h, em Miami.
Um policial militar sofreu um acidente de moto, nesta sexta-feira (12), após colidir com um carro durante uma perseguição na rua Francisca Queirós, no Jardim Ângela, zona Sul da cidade de São Paulo. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do acidente.
No vídeo, é possível ver o policial em sua moto seguindo na contramão, quando colide frontalmente com um carro preto e é lançado no ar com o impacto. Veja abaixo:
No momento da colisão, o agente da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) do 37° BPM/M (Batalhão de Polícia Militar) estava acompanhando a movimentação de uma motocicleta em atividade considerada suspeita.
De acordo com a PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo), o helicóptero águia foi acionado imediatamente para prestar socorro à vítima, que foi resgatado e transportado ao Hospital das Clinicas.
O agente estava consciente durante o atendimento e relatou fortes dores na região lombar e nos braços.
A CNN Brasil tenta contato com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). O espaço segue aberto.
O Brasil se habituou a ser campeão com os melhores jogadores do mundo no elenco, e em 1994 e 2002, a situação foi literal. O país levou para a casa a Copa do Mundo e os reconhecimentos da Fifa.
A primeira dobradinha brasileira foi em 1994, ano do tetracampeonato nos Estados Unidos liderado pela genialidade de Romário. O jogador foi eleito o melhor jogador do torneio e levou para casa o Fifa The Best.
Na seleção, foram sete jogos – todos como titular, e cinco gols. Romário foi vice-artilheiro do Mundial e marcou em todas as fases.
No Barcelona a fase também foi excepcional. Na temporada 1993/1994 Romário fez 33 jogos e marcou 30 gols. Recebeu um prêmio como maior goleador do país e somou cinco hat-tricks na temporada, um deles contra o Real Madrid.
A história se repetiu em 2002, no penta. Mesmo desacreditado, Ronaldo calou a boca dos críticos que o questionavam após suas graves lesões. Foram dele os dois gols que sacramentaam o título na grande final contra a Alemanha, quando se tornou o maior artilheiro da história das Copas até então.
Ao todo, Ronaldo marcou oito gols na Copa, em quase todas as fases – só passou em branco nas quartas. Do Mundial brilhante, foi diretamente para o histórico time dos Galáticos no Real Madrid,
Por que demorou tanto?
O fato de um jogador brasileiro só ter sido reconhecido como melhor do mundo após a década de 1990 acende questionamentos: por que a demora, já que tivemos os melhores do Mundo nas campanhas de 1958, 1962 e 1970? A explicação é puramente burocrática.
Por conta disso, nomes históricos do futebol não tiveram a oportunidade de concorrer ao prêmio, como Maradona, Garrincha e Zico.
Já o The Best foi criado após esses títulos, em 1991.
Bola de Ouro “reconhece” Pelé
Em 2015, a tradicional revista francesa aproveitou a edição de 60 anos para revisar toda a lista de campeões e, com as regras atuais, passou a reconhecer antigos atletas também como campeões.
Com isso, Pelé, que nos deixou em 2022 aos 82 anos, foi reconhecido como vencedor em sete oportunidades: 1958, 1959, 1960, 1961, 1963, 1964 e 1970. Além de Pelé, a France Football também reconheceu que Garrincha, em 1962, e Romário, em 1994, teriam levado a premiação.
Fifa The Best x Bola de Ouro
Os prêmios confundem, mas não são iguais. Criado em 1956 pela revista francesa France Football, o Bola de Ouro é o prêmio individual mais antigo, tradicional e prestigioso do futebol. Considera a temporada europeia, de agosto a julho.
Já o The Best foi criado pela Fifa em 1991. Antigamente chamado de “Jogador do Ano”, foi rebatizado em 2016, e analisa o desempenho em um ano de janeiro a dezembro.
Vale lembrar que, entre 2010 e 2015, ambas as premiações foram unificadas, passando a se chamar Fifa Ballon d’Or. No entanto, a parceria foi encerrada em 2016, quando voltaram a ser realizadas separadamente.
Os termos de um possível acordo que poderia pôr fim à guerra entre os Estados Unidos e Irã ainda estão sendo definidos, mas um de seus principais mediadores sinalizou hoje que um acordo poderia ser finalizado nas “próximas 24 horas”.
“Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca”, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, em uma publicação no X na manhã deste sábado (13), acrescentando que, se o acordo for finalizado, será assinado eletronicamente de imediato.
Caso o acordo seja assinado, serão realizadas “conversas em nível técnico na próxima semana”, disse Sharif.
A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um comentário.
Embora os termos do possível acordo não tenham sido divulgados oficialmente, um alto funcionário do governo dos EUA disse na sexta-feira (13) à CNN que a estrutura incluirá a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos.
O possível acordo também prevê o fim de diversas pressões econômicas sobre o Irã, disse o funcionário, bem como o desmantelamento do programa nuclear de Teerã.
Os detalhes técnicos de como remover o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã ainda precisam ser definidos, informou também à CNN ontem um alto funcionário do governo dos EUA.
Enquanto atletas famosos recebem atenção mundial após uma ruptura do ligamento cruzado anterior, milhares de brasileiros enfrentam a mesma lesão longe dos holofotes. A principal dúvida é quase sempre a mesma: será que vou voltar a jogar como antes?
A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) costuma ganhar destaque quando atinge um grande jogador. Mas ela acontece todos os dias em campos de várzea, quadras, academias e partidas entre amigos. Um giro brusco, uma mudança de direção, um movimento aparentemente simples e, de repente, surge a sensação de que algo saiu do lugar. Muitas pessoas relatam um estalo no joelho, seguido de dor, inchaço e instabilidade.
Depois do diagnóstico, a preocupação vai muito além da cirurgia. O que realmente angustia a maioria dos pacientes é a incerteza sobre o futuro. “Vou voltar a correr?”, “Vou conseguir jogar futebol novamente?” e “Meu joelho voltará a ser o mesmo”?
A boa notícia é que a maioria dos pacientes consegue retornar às atividades esportivas. A má notícia é que isso depende de fatores muito mais complexos do que simplesmente esperar alguns meses após a cirurgia.
O relógio não decide quando o paciente está pronto
Durante muitos anos, o retorno ao esporte foi baseado principalmente no tempo decorrido após a reconstrução do ligamento. Era comum ouvir que o paciente poderia voltar a jogar após seis, oito ou nove meses. Hoje sabemos que essa lógica é insuficiente.
A ciência tem demonstrado que o calendário, sozinho, não é capaz de determinar se o joelho está preparado para suportar novamente os movimentos exigidos pelo esporte. Força muscular, equilíbrio, controle neuromuscular, capacidade de salto, estabilidade dinâmica e confiança do paciente são fatores igualmente importantes.
Por isso, os protocolos modernos utilizam critérios objetivos para avaliar a recuperação. O retorno ao esporte não deveria ocorrer apenas porque determinado período passou, mas porque o joelho demonstrou capacidade funcional adequada para suportar as demandas da atividade. Essa mudança é fundamental porque retornar precocemente aumenta significativamente o risco de uma nova lesão.
Atletas profissionais e pacientes comuns não seguem o mesmo caminho
Quando vemos um atleta de elite voltar aos gramados após uma lesão do LCA, muitas vezes criamos expectativas irreais. Jogadores profissionais contam com equipes multidisciplinares, fisioterapia diária, preparação física individualizada, monitoramento constante e acesso a recursos que não fazem parte da realidade da maioria dos pacientes. O paciente comum precisa conciliar reabilitação com trabalho, família, deslocamentos e limitações de tempo.
Isso não significa que o resultado será pior. Significa apenas que o processo é diferente.
Em muitos casos, a ansiedade para voltar ao futebol ou a outras atividades esportivas leva o paciente a acelerar etapas da recuperação. E esse é justamente um dos maiores riscos. A reabilitação não deve ser encarada como o período entre a cirurgia e a alta médica. Ela é parte essencial do tratamento e influencia diretamente o resultado final.
O que está em jogo além do retorno ao futebol
A preocupação não deve ser apenas voltar a jogar. Deve ser voltar com segurança.
Estudos mostram que pacientes que retornam ao esporte antes de atingir critérios adequados de recuperação apresentam maior risco de re-ruptura do ligamento, além de aumentar a chance de lesionar o joelho contralateral. Outro aspecto importante é o desenvolvimento precoce de artrose. Mesmo quando a cirurgia é bem-sucedida, a lesão do LCA pode aumentar o risco de desgaste articular ao longo dos anos, especialmente quando existem lesões associadas de menisco ou cartilagem.
Por isso, a decisão de operar, o planejamento da reabilitação e o retorno ao esporte devem fazer parte de uma estratégia de longo prazo. A pergunta mais comum no consultório continua sendo: “Vou conseguir jogar bola de novo?” Na maioria dos casos, a resposta é sim. Mas a pergunta talvez devesse ser outra: “Vou voltar preparado para jogar pelos próximos anos?”
Quando o assunto é reconstrução do ligamento cruzado anterior, a ciência moderna tem mostrado que o sucesso não depende apenas da cirurgia. Depende da qualidade da recuperação e do respeito aos critérios que realmente indicam que o joelho está pronto para voltar ao jogo.
*Texto escrito por Dr. Leonardo Addeo, médico ortopedista e professor afiliado da Unifesp (CRM 101483-SP | RQE 43474 / 62248)
Referências bibliográficas e fontes consultadas
International Olympic Committee (IOC) Consensus Statement on ACL Injury
British Journal of Sports Medicine
American Orthopaedic Society for Sports Medicine (AOSSM)
Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy (JOSPT)
O empresário Leonardo Bortoletto e o comentarista da CNN José Eduardo Cardozo debateram, na sexta-feira (12), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se o “combate ao crime passa por redução da maioridade penal?”
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados por 44 votos a 18, após intensos debates entre parlamentares. A proposta agora segue para análise em uma comissão especial antes de chegar ao plenário da Casa.
A medida prevê que adolescentes de 16 e 17 anos acusados de crimes hediondos — como homicídio, estupro e latrocínio — passem a responder criminalmente e possam ser condenados à prisão. Atualmente, menores de 18 anos estão sujeitos apenas a medidas socioeducativas.
José Eduardo Cardozo se posicionou de forma contundente contra a redução da maioridade penal, apresentando argumentos em três frentes distintas. Do ponto de vista jurídico, afirmou que a regra vigente na Constituição constitui uma cláusula pétrea e, portanto, não pode ser alterada por emenda constitucional.
“Se o Congresso Nacional vier a fazer, inevitavelmente o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade ou por maioria imensa de votos, vai declarar inconstitucional esta PEC”, declarou. Segundo ele, apenas uma nova Constituição poderia promover tal mudança.
Cardozo destacou que os presídios brasileiros já estão absolutamente superlotados. “Em que presídio vão se colocar esses adolescentes?”, questionou. Ele alertou ainda que a construção de novos presídios leva em média cinco anos e demanda recursos vultosos, que precisariam ser retirados de outras áreas, como educação.
“O sistema prisional brasileiro ficará incontrolável, mais ainda do que já é”, advertiu, recordando que já havia feito esse alerta em audiência pública na Câmara dos Deputados. Cardozo classificou o movimento como “populismo penal”, afirmando que parlamentares reconheciam a irracionalidade da medida, mas temiam perder votos ao se opor a ela.
Leonardo Bortoleto defendeu com igual convicção a redução da maioridade penal, reconhecendo as limitações do sistema prisional brasileiro, mas argumentando que a inércia diante da criminalidade não é uma alternativa aceitável.
Para ele, o Brasil enfrenta uma realidade em que organizações criminosas recrutam jovens deliberadamente porque sabem que eles não serão imputados com o mesmo rigor aplicado a adultos. “A criminalidade recruta jovens porque sabe que eles não serão imputados com o mesmo rigor de um adulto”, afirmou.
Bortoleto reconheceu que encarcerar jovens de 16 e 17 anos é uma medida extrema, mas sustentou que muitos desses adolescentes já são veteranos no crime, tendo sido cooptados por organizações criminosas ainda aos 10 anos de idade.
“Não há a menor dúvida de que não é uma solução nem de perto agradável encarcerar um brasileiro de 16 e 17 anos. Agora, nós não podemos fechar os olhos para uma realidade que é a do país”, declarou. Segundo ele, a redução da maioridade penal poderia, paradoxalmente, proteger os próprios adolescentes, ao desestimular o recrutamento precoce pelo crime organizado.
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A seleção da Inglaterra sofreu um furto de equipamentos de treino antes de sua chegada a Kansas City, informou a polícia local, após um veículo que transportava os materiais para a base da equipe na Copa do Mundo ter sido arrombado.
O incidente ocorreu durante a transferência dos equipamentos da base de pré-torneio da Inglaterra, na Flórida, para a Vila Olímpica de Futebol (Swope Soccer Village), onde deveriam estar instalados antes do início dos treinos da equipe após sua chegada a Kansas City neste sábado (13).
“Estamos investigando um possível furto de equipamentos de um veículo da equipe que chegou a Kansas City com itens faltando esta noite. A investigação está em andamento. Dois suspeitos foram detidos para prosseguimento das investigações”, disse a polícia.
Bolas e chuteiras estavam entre os itens que se acredita terem sido furtados, de acordo com relatos da imprensa britânica.
Autoridades israelenses estão diretamente envolvidas em ataques de colonos que mataram, feriram e deslocaram palestinos na Cisjordânia ocupada, enquanto as forças de segurança israelenses fornecem proteção aos colonos, afirmou uma investigação da ONU na terça-feira (9).
O relatório da Comissão de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado concluiu que as autoridades israelenses permitiram ataques de colonos por meio de apoio financeiro e militar, em um clima de impunidade fomentado por órgãos judiciais e policiais.
O relatório afirma que os ataques contra aldeias palestinas e terras agrícolas aumentaram 130% desde 2023, incluindo incidentes envolvendo grupos de agressores mascarados. Segundo o relatório, as forças de segurança israelenses acompanham os colonos rotineiramente e servem de escudo contra a violência.
O gabinete do primeiro-ministro israelense e as forças armadas não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
Israel rejeita as acusações de que suas tropas protegem colonos durante ataques contra palestinos na Cisjordânia, alegando que tais ações são incidentes isolados que violam o protocolo militar e são investigados.
Grupos de direitos humanos israelenses e palestinos afirmam que essas investigações raramente resultam em punições.
Milhares de colonos israelenses vivem entre milhões de palestinos em terras que Israel capturou na guerra de 1967, onde os palestinos esperam construir um Estado.
A maioria dos países e o principal tribunal da ONU consideram esses assentamentos uma violação do direito internacional, o que Israel contesta, citando laços históricos e bíblicos com a terra.
Bandeira de Israel em assentamento na Cisjordânia ocupada • 16/08/2020 REUTERS/Ronen Zvulun
Pelo menos sete palestinos foram mortos e 832 ficaram feridos no ano passado, e a violência continua em 2026 na forma de ataques quase diários, segundo as Nações Unidas.
“A crescente participação das forças de segurança israelenses em ataques de colonos equivale a um colapso de fato da distinção entre colonos e soldados”, concluiu o relatório.
Foi afirmado que essa violência tem sido usada para promover a política do Estado, incluindo a ocupação ilegal, o deslocamento de palestinos e a anexação de território palestino.
A Comissão documentou casos de agressões, sequestros e abusos de crianças palestinas por colonos.
Em um incidente ocorrido em 19 de abril de 2025, uma menina de 12 anos e seu irmão de 3 anos foram sequestrados sob a mira de uma faca, arrastados para um olival e amarrados a uma árvore com abraçadeiras de plástico até que sua família interveio.
Em julho de 2024, o Tribunal Internacional de Justiça emitiu um parecer consultivo não vinculativo afirmando que a ocupação israelense dos territórios palestinos e seus assentamentos ali são ilegais e devem ser suspensos o mais rápido possível, sendo essa a sua conclusão mais contundente até o momento sobre o conflito.
A Comissão também afirmou que os colonos cometeram ou ameaçaram cometer violência sexual para incitar o medo e assediaram mulheres palestinas.
“Os ataques diários e implacáveis dos colonos israelenses contra os palestinos são intoleráveis — e devem acabar”, disse o chefe da comissão, S. Muralidhar, um ex-juiz sênior indiano. Ele instou a comunidade internacional a pressionar Israel para desmantelar os assentamentos e postos avançados e conter a violência.
Apesar das condenações periódicas e do desmantelamento de alguns postos avançados não autorizados, as autoridades israelenses não tomaram medidas consistentes para impedir os ataques, afirmou o relatório.
Um estudo realizado pela Cela (Clean Energy Latin America), companhia especializada em assessoria financeira e consultoria estratégica para o setor de transição energética, aponta que o financiamento de fontes renováveis tem crescido, mas ainda se mantém distante do pico histórico registrado em 2022.
Os dados, que englobam o período entre 2019 e 2025, revelam que o último ano registrou uma alta anual de 10,6% no volume de financiamento para projetos de geração renovável no Brasil, somando R$ 36,3 bilhões. Ainda assim, o número fica 22% abaixo do patamar de 2022, que alcançou R$ 46,3 bilhões.
Camila Ramos, CEO da Cela, afirma que os principais desafios que mantêm essa distância entre os cenários de 2022 e 2025 são os juros elevados, o curtailment sem mecanismos de ressarcimento e “um mercado que ainda busca os instrumentos adequados para precificar e contratar a complementaridade entre fontes”.
Variação de financiamento por tecnologia
A Cela destaca que o desempenho não é uniforme entre as modalidades de geração de energia e reflete as dinâmicas e os desafios de cada tecnologia.
O estudo destaca a resiliência da geração distribuída solar após seu ápice há quatro anos.
Essa modalidade apresentou o melhor desempenho entre os sistemas em 2022, sendo responsável, sozinha, por mais de R$ 21,8 bilhões em financiamento para renováveis. Nos anos seguintes, registrou números na faixa de R$ 13 bilhões a R$ 14,7 bilhões.
Segundo o estudo, o desempenho observado em 2022 ocorreu em razão do direito adquirido previsto na Lei 14.300, que instituiu o marco legal da micro e minigeração distribuída e determinou que os produtores que protocolassem pedidos de conexão até janeiro de 2023 permaneceriam sob as regras antigas de compensação tarifária até 2045, gerando uma corrida pela tecnologia.
Já a resiliência seria explicada pelo menor impacto da nova regulação graças à simultaneidade entre geração e consumo, mantendo a modalidade mais atrativa ao consumidor, além da carteira remanescente de projetos remotos com direito adquirido. Trata-se de usinas de geração compartilhada e de autoconsumo remoto protocoladas antes de janeiro de 2023 e que seguem sendo financiadas.
As grandes usinas fotovoltaicas, por sua vez, recuaram de R$ 15,1 bilhões registrados em 2022 para R$ 9 bilhões em 2025.
O levantamento atribui a queda à alta da Selic, que elevou significativamente o custo de capital dos projetos, e à produção concentrada no período diurno, que provoca excesso de oferta e pressão sobre os preços da energia. O cenário é agravado pelo curtailment e pela ausência de mecanismos de ressarcimento.
A Cela aponta que, em média, 17,1% das usinas foram atingidas por curtailment entre abril de 2024 e março de 2025, o que, somado à ausência de mecanismos de compensação pelos cortes forçados, se tornou um dos principais entraves para essa fonte de geração.
O financiamento de energia eólica registrou R$ 12,5 bilhões em 2025, após ter alcançado R$ 8,9 bilhões em 2024, o menor valor da série histórica, período também marcado pelos juros elevados e pelo curtailment. A consultoria destaca que o mercado livre de energia e a autoprodução ampliaram a base de projetos viáveis fora do ambiente regulado.
A energia eólica também passou a ocupar um papel estratégico na composição de contratos do mercado livre e passou a ser procurada por consumidores interessados em compor portfólios capazes de entregar energia de forma mais constante ao longo do dia.
Os financiamentos em BESS (Battery Energy Storage System) atingiram R$ 126 milhões em 2025, um crescimento em comparação com os R$ 117 milhões de 2024, mas ainda distante do maior número registrado pela tecnologia, que foi de R$ 280 milhões em 2023.
Ainda assim, a pesquisa aponta que a irregularidade dos mecanismos de captação de recursos para esses projetos, somada à redução drástica dos custos dos sistemas de armazenamento — que recuaram 90% desde 2010 —, faz com que os dados não reflitam plenamente o desenvolvimento da tecnologia. Além disso, parte relevante dos sistemas contratados ainda está incluída nas linhas de financiamento fotovoltaico.
O documento também destaca que os primeiros leilões dedicados exclusivamente ao armazenamento podem ser realizados ainda em 2026, o que pode inaugurar uma nova fase para a tecnologia, com impacto direto nos volumes de financiamento.
A CEO da consultoria avalia ainda que a energia eólica e os sistemas de armazenamento vêm ganhando um papel estratégico no setor elétrico, ao se mostrarem capazes de solucionar desafios da rede. Segundo ela, essa tendência deve se refletir nos volumes de financiamento dos próximos anos.
O jovem meia-atacante Arda Güler será a principal referência da Turquia em seu retorno à Copa do Mundo após mais de duas décadas. A seleção estreia no Grupo D neste sábado, diante da Austrália, no BC Place, em Vancouver.
O técnico Vincenzo Montella não esconde a admiração pelo talento de seu camisa 10.
“Ele tem talento, intuição e ótima leitura de jogo. Sabe quando desacelerar, quando acelerar as ações e também sabe fazer gols. Tem um rosto inocente, mas é muito inteligente”, afirmou o treinador.
“É um jogador de alto nível e sabe lidar com a pressão.”
Preocupação física
Apesar da confiança depositada em Güler, existe uma preocupação em relação à sua condição física. O meia sofreu uma lesão muscular na parte final da temporada pelo Real Madrid, problema que o afastou dos compromissos decisivos da equipe espanhola.
Suas participações nos amistosos contra Macedônia do Norte e Venezuela ajudaram a reduzir os temores, mas o desafio promete ser complicado. A Turquia terá pela frente uma Austrália experiente em Copas do Mundo, que alcançou as oitavas de final no Catar 2022 antes de ser eliminada pela campeã Argentina.
Além disso, os australianos chegam embalados pela experiência acumulada em participações consecutivas no torneio, enquanto os turcos voltam ao maior palco do futebol mundial pela primeira vez em 24 anos.
Cientistas da NOAA (Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera), principal agência climática dos Estados Unidos, confirmaram oficialmente o retorno do El Niño. O fenômeno já está ativo no Oceano Pacífico e as projeções indicam que ele pode se intensificar significativamente nos próximos meses, com potencial para se tornar um episódio de forte intensidade histórica.
De acordo com um relatório divulgado na manhã desta quinta-feira (11), a NOAA aponta uma probabilidade de 60% de que o El Niño atinja intensidade forte até o final do ano, o que representa um agravamento considerável das previsões climáticas globais.
O que é o El Niño e como ele se desenvolve
O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes explicou que o El Niño consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico na região equatorial central. “Quando essa temperatura fica acima de meio grau, numa média de 30 anos, e durante três meses, caracteriza-se o início do El Niño”, afirmou.
Atualmente, a temperatura da região está 0,7°C acima da média histórica, configurando um evento de fraca intensidade, mas com tendência de crescimento. Segundo Pedro Côrtes, essa temperatura pode ultrapassar 2°C nos próximos seis meses, o que caracterizaria um El Niño forte.
Impactos esperados no Brasil
Pedro Côrtes destacou que os efeitos do fenômeno no Brasil seguem um padrão bem definido: aumento das chuvas na região Sul, tendência de secas no Norte e no Nordeste, e risco elevado de incêndios florestais no Centro-Oeste.
“Houve episódios, como recentemente, onde nós tivemos com o El Niño as enchentes no Rio Grande do Sul e secas históricas na Amazônia”, recordou o analista, citando rios que ficaram com volume de água drasticamente reduzido, isolando comunidades inteiras e causando mortes de animais.
O analista também alertou que o aquecimento global potencializa os efeitos do El Niño, independentemente da intensidade do fenômeno. “A gente não precisa ter um El Niño forte para que as consequências sejam exacerbadas em função do aquecimento global”, disse Pedro Côrtes.
Ele lembrou que a tragédia no Rio Grande do Sul, em abril de 2024, ocorreu quando o El Niño já estava em fase de enfraquecimento, o que demonstra a gravidade dos impactos mesmo fora do pico do fenômeno.
Fator que pode moderar os efeitos no Brasil
Pedro Côrtes apontou um elemento que pode ajudar a reduzir a intensidade dos impactos no país: Oscilação Decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês), fenômeno que alterna fases de águas quentes e frias no norte do Oceano Pacífico ao longo de décadas.
“Nós estamos numa fase fria e quando essa fase fria ocorre, nós não temos um evento tão forte para o Brasil”, explicou. Ainda assim, o analista foi categórico: “De qualquer forma, a gente vai enfrentar problemas com ele.”
Mais de 8 milhões vivem em áreas de risco
O pesquisador do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) Giovanni Dolif alertou que o Brasil conta com mais de 8,5 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco, muitas das quais sequer têm conhecimento dessa situação. “Muitas dessas pessoas não têm noção de que vivem em uma área de risco”, afirmou.
Ele recomendou que a população busque informações junto à Defesa Civil para identificar o tipo de risco ao qual está exposta — seja inundação ou deslizamento de terra — e saiba como agir diante de alertas. Giovanni Dolif destacou ainda que a pressão da sociedade sobre as autoridades contribui para acelerar ações preventivas.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
Trabalhadores começaram a remover o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma parede externa do Kennedy Center na madrugada deste sábado (13), segundo imagens registradas por uma equipe da CNN.
A medida ocorre após o histórico centro de artes cênicas não cumprir o prazo estabelecido por um juiz federal para retirar o nome de Trump do edifício e solicitar mais tempo para executar a determinação.
Advogados do Departamento de Justiça que representam o centro afirmaram na noite de sexta-feira que, embora os trabalhos estivessem em andamento, tempestades na região de Washington provocaram atrasos. Segundo eles, as equipes esperavam concluir a remoção do nome de Trump “nas primeiras horas” deste sábado.
O juiz distrital Casey Cooper havia fixado o prazo das 23h59 de sexta-feira (12) para que o centro comprovasse o cumprimento da ordem judicial. Até o momento, o magistrado não respondeu ao pedido da instituição para obter mais tempo.
As equipes começaram a montar andaimes sob a sinalização externa do prédio na sexta-feira. Pouco antes das 2h da madrugada de sábado, trabalhadores passaram a cobrir a estrutura com lonas, bloqueando praticamente toda a visão do progresso dos trabalhos, enquanto pessoas reunidas abaixo gritavam “Vergonha!”.
Pouco depois das 3h, as equipes aparentemente começaram a retirar as letras, segundo imagens gravadas através de uma pequena abertura na cobertura dos andaimes.
Mais cedo, na sexta-feira, um tribunal de apelações manteve a decisão de um juiz federal que determinava que o Kennedy Center removesse o nome do presidente do edifício até o fim do dia, rejeitando uma tentativa de última hora da instituição de suspender temporariamente a decisão enquanto o processo judicial prossegue.
O tribunal não explicou os motivos da decisão em uma breve ordem sem assinatura. O painel era composto pelos juízes Gregory Katsas, indicado por Trump, Patricia Millett, indicada pelo ex-presidente Barack Obama, e Robert Wilkins, também indicado por Obama.
Os magistrados solicitaram que novos argumentos escritos fossem apresentados ainda neste mês sobre o pedido do centro para suspender a decisão de primeira instância, que exige a remoção do nome de Trump do edifício, do site, de materiais promocionais e de outros espaços. Porém, enquanto a disputa judicial continua, o centro deve, por ora, cumprir integralmente a determinação.
Nos últimos dias, a instituição já havia revertido a mudança em alguns locais, mas manteve na fachada as letras que formavam a inscrição “The Donald J. Trump and”, enquanto tentava evitar o cumprimento da ordem de Cooper.
Em uma petição de 22 páginas apresentada ao tribunal de apelações, advogados do Departamento de Justiça repetiram diversos argumentos já apresentados ao juiz, incluindo que restaurar agora o nome original do centro poderia causar confusão ao público caso vençam posteriormente a contestação judicial.
Eles também argumentaram que o cumprimento da decisão poderia comprometer doações privadas à instituição. O departamento citou regras internas segundo as quais recursos devem ser devolvidos aos doadores caso o nome de Trump seja retirado dos registros, materiais de marketing, identidade visual, fachada ou qualquer outro local associado ao centro.
“Todo esse dinheiro, centenas de milhões de dólares, terá de ser imediatamente devolvido ou deixará de ser recebido pelo centro”, afirmou o departamento ao tribunal.
Manifestantes pedem retirada do nome
Na tarde de sexta-feira, enquanto os andaimes eram parcialmente montados, os trabalhos foram interrompidos devido à chegada de fortes tempestades à região e à apresentação do pedido de suspensão da decisão à corte de apelações.
Um pequeno grupo de manifestantes acompanhou a movimentação durante todo o dia, gritando palavras de ordem como “Tirem isso daí” e, em determinado momento, chamando os trabalhadores de “heróis”.
A deputada democrata Joyce Beatty, de Ohio, que lidera a contestação judicial, esteve no local para acompanhar os trabalhos e posar para fotos sob os andaimes.
“Sabemos que estamos do lado certo da justiça e da lei”, disse Beatty, sob aplausos dos manifestantes. “Não importa o que aconteça, continuaremos lutando pela família Kennedy.”
“Eles vão nos enfrentar a cada passo. Haverá uma batalha judicial em cada etapa”, acrescentou.
A sinalização com o nome de Trump foi instalada em dezembro, após o conselho de administração aprovar a homenagem ao presidente, que promoveu amplas mudanças na direção e na programação da instituição. A alteração gerou críticas da família Kennedy e motivou ações judiciais.
Em reunião realizada na quinta-feira, o conselho também aprovou uma resolução elogiando a “profunda dedicação” de Trump ao centro artístico e criando o “Trump Kennedy Center Fund”. Segundo uma autoridade do Kennedy Center ouvida pela CNN, o fundo tem como objetivo captar recursos privados adicionais para financiar a instituição.
Os valores arrecadados seriam somados aos US$ 257 milhões destinados pelo Congresso por meio da lei orçamentária conhecida como “One Big Beautiful Bill”.
Não está claro se o presidente fará alguma contribuição pessoal ao fundo que leva seu nome.
Uma investigação da Polícia Federal revelou uma nova arma do crime organizado para o tráfico internacional de drogas por rotas marítimas, principalmente para a Europa: as narcolanchas.
Nessa quinta-feira (11), a superintendência da PF na Bahia realizou uma operação contra um esquema de tráfico de cocaína da Máfia dos Balcãs. O fluxo começava com a obtenção da droga em países latinos como Bolívia, Peru e Colômbia, passando pelo Brasil, com parada na Àfrica Ocidental para então chegar aos países europeus.
A complexa rota do tráfico transoceânico culmina em destinos importantes na Sérvia, Croácia e Bósnia. Os portos brasileiros de Santos e de Salvador servem como intermediários cruciais para a viagem pelo Atlântico, até a chegada em Cabo Verde, por exemplo, onde ocorre o reabastecimento e transbordo para à Europa.
No transporte da droga, inovações são cada vez mais utilizadas para dificultar o rastreamento do fluxo criminoso pelas autoridades. As narcolanchas, supervelozes, semi-rígidas ou infláveis, são usadas para transporte rápido em rotas curtas ou para abastecer embarcações maiores em alto-mar.
Elas são projetadas para atingir velocidades acima de navios de patrulha convencionais, representando maior desafio tático para forças de segurança marítima no Oceano Atlântico. Com os veículos, o crime organizado explora os seguintes pontos:
Maior dificuldade de interceptação em tempo real;
Design compacto e semi-rígido reduz a visibilidade em radar e inspeção visual
Transporte de carga entre embarcações maiores em alto-mar, fora do alcance das autoridades
A investigação aponta que modelos de embarcações também são utilizados como “espinha dorsal” da rota marítima do tráfico. Veleiros são usados em longas travessias e “narcossubmarinos” são projetadas para máxima discrição. A Marinha Portuguesa já apreendeu um submergível que transportava mais de 1,7 tonelada de cocaína.
A apreensão do veleiro “Oceania Dos” com 2,8 toneladas de cocaína em 2023, interceptado a 600 milhas náuticas de Cabo Verde, originou a investigação que culminou na operação “Balcãs”, dessa quinta.
O Cartel dos Balcãs é um dos principais compradores de cocaína exportada do Brasil, com uma crescente demanda pela droga cada vez mais pura e lucros que alimentam outras atividades criminosas como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
Mesmo com o aumento da fiscalização pela Polícia Federal e Marinha de diversos países, o crime organizado têm alterado rotas, métodos e dinâmicas. Um exemplo são os itinerários constantemente alterados para evitar padrões detectáveis pelas agências de inteligência.
Além das narcolanchas, a tecnologia subaquática com Narcossubmarinos e embarcações semissubmersíveis tornam as interceptações cada vez mais complexas.
As múltiplas camadas de intermediários, passando por exemplo por Brasil e África Ocidental, dificultam também a identificação dos líderes das organizações criminosas