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Irã diz que acordo aborda Estreito de Ormuz e conflito no Líbano

12 June 2026 at 21:01

O memorando de entendimento entre os EUA e o Irã abordará diversas questões, incluindo o programa nuclear do regime, o alívio das sanções e o bloqueio do Estreito de Ormuz, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, nesta sexta-feira (12).

O acordo, que ainda não foi assinado, inclui uma resolução para o conflito no Líbano “e em todas as outras frentes”, disse Araghchi à televisão estatal iraniana.

O memorando também abordará outras fontes de tensão na relação entre Washington e Teerã, incluindo uma declaração escrita dos EUA afirmando que “respeitam a soberania do Irã”, disse o ministro das Relações Exteriores.

“As ameaças devem parar e o povo iraniano deve ser tratado com respeito”, afirmou.

Araghchi acrescentou que o Irã está pronto para retornar à guerra se os EUA escolherem esse caminho.

“Se os termos do memorando de entendimento não forem cumpridos, o acordo final não será assinado”, disse ele.

Mais cedo, o chanceler iraniano disse que a assinatura do documento “nunca esteve tão próxima”.

Ele também alertou que, até que o acordo seja finalizado, “a mídia deve se abster de especular sobre seu conteúdo”.

“Em consonância com nossa abordagem responsável e transparente, todos os detalhes serão compartilhados com o público oportunamente”, escreveu o chanceler no X.

presidente dos EUA, Donald Trump, republicou a postagem de Araghchi na Truth Social, em meio às declarações de que o entendimento entre os dois países está próximo.

Mais cedo, Trump criticou o regime iraniano após o que considerou descrições imprecisas da proposta terem aparecido na mídia estatal do país.

Entenda os pontos do acordo

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Governo Trump detalha termos de acordo provisório com o Irã

12 June 2026 at 18:40

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos detalhou vários pontos do acordo em negociação com o Irã, apresentando o documento como capaz de cumprir os objetivos do presidente Donald Trump nas tratativas.

Entre os pontos do esboço do acordo estão:

  1. A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  2. O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  3. O Irã seria “aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos”, caso cumpra as disposições do acordo. “Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado”, afirmou o funcionário.

A questão do alívio econômico ao Irã tem sido um dos principais pontos de impasse nas negociações entre os dois países. A fonte insistiu que qualquer flexibilização só ocorrerá após o Irã tomar medidas concretas para cumprir o acordo.

“Os iranianos não recebem nada no momento da assinatura do memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) nem durante a própria negociação”, disse a autoridade.

“O que eles recebem são recompensas econômicas pelo cumprimento de suas obrigações no âmbito do acordo. Portanto, se entregarem o material nuclear conforme prometido, receberão algo. Se desmantelarem seus programas ou instalações nucleares, receberão outra compensação. E, se realmente se comprometerem com a paz e a estabilidade regional, receberão benefícios adicionais além disso”, acrescentou a fonte.

Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

Acordo entre EUA e Irã “nunca esteve tão próximo”, diz chanceler iraniano

12 June 2026 at 17:53

Um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos “nunca esteve tão próximo”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, nesta sexta-feira (10).

Ele também alertou que, até que o acordo seja finalizado, “a mídia deve se abster de especular sobre seu conteúdo”.

“Em consonância com nossa abordagem responsável e transparente, todos os detalhes serão compartilhados com o público oportunamente”, escreveu o chanceler no X.

O presidente dos EUA, Donald Trump, republicou a postagem de Araghchi na Truth Social, em meio às declarações de que o entendimento entre os dois países está próximo.

Mais cedo, Trump criticou o regime iraniano após o que considerou descrições imprecisas da proposta terem aparecido na mídia estatal do país.

Entenda como tensão em Ormuz afeta cessar-fogo entre EUA e Irã

ANP anuncia medidas para evitar desabastecimento de combustíveis no Brasil

12 June 2026 at 15:58

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) aprovou nesta sexta-feira (12) medidas para priorizar ações de resposta aos impactos do conflito no Oriente Médio no mercado brasileiro de combustíveis. A iniciativa inclui subvenções econômicas ao diesel, à gasolina e ao gás de cozinha. 

Entre as ações, está a realocação emergencial de equipes e o reforço de recursos humanos e institucionais para áreas técnicas ligadas ao monitoramento do abastecimento nacional e à execução de medidas previstas em quatro medidas provisórias editadas pelo governo. 

A agência também aprovou uma nova etapa de fiscalização contra a abusividade de preços, com início em julho. O plano prevê mais de 3 mil ações entre julho e setembro, volume mais de 40% superior ao registrado entre março e junho.  

Com a mudança, a agência também suspendeu temporariamente ações da Agenda Regulatória 2025-2026 que estavam sob responsabilidade das áreas mais afetadas pelas medidas emergenciais. Segundo a ANP, a suspensão busca concentrar as equipes nas ações consideradas prioritárias diante do cenário de incerteza. 

Entre os temas suspensos estão revisões de normas sobre envio de dados de preços por produtores, importadores e distribuidores; regras para distribuição e revenda de GLP; diretrizes para situações de risco de restrição ou interrupção no suprimento de combustíveis; e critérios usados em processos de fiscalização. 

A agência afirma que as ações regulatórias suspensas devem ser retomadas, assim como a realocação emergencial de servidores deve ser revertida, quando houver normalização das condições que motivaram a decisão.

*Sob supervisão de Fabricio Julião 

Petróleo cai abaixo de US$ 90 com alívio na guerra do Oriente Médio

12 June 2026 at 15:49

Os preços do petróleo operam em queda nesta sexta-feira (12), atingindo o nível mais baixo em quase dois meses, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou novos ataques contra o Irã, diminuindo os temores de uma escalada das hostilidades após os ataques recíprocos ocorridos no início da semana.

Por volta das 11h30, o petróleo WTI, referência nos EUA, caía 1,7%, cerca de US$ 86 o barril.

No mesmo horário, o petróleo Brent recuavam 1,5%, para cerca de US$ 88 por barril.

Ambos os contratos atingiram seu nível mais baixo desde 17 de abril.

Um memorando entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim à guerra no Golfo poderia ser assinado já no domingo, disse uma fonte ocidental à Reuters nesta sexta-feira, com Genebra surgindo como o local mais provável.

Trump cancelou os ataques na quinta-feira, enquanto a agência de notícias iraniana Mehr informou que as negociações finais sobre um memorando de entendimento com os EUA se concentrariam em questões nucleares e econômicas, mas excluiriam discussões sobre o programa de mísseis do Irã.

Enquanto isso, a agência de notícias iraniana IRNA informou que as negociações nucleares ocorreriam dentro de um período de 60 dias após a assinatura do memorando de entendimento.

*Com informações da Reuters 

Trump acusa Irã de mentir sobre termos de acordo provisório com os EUA

12 June 2026 at 14:50

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (12) que os termos divulgados pelo Irã sobre o acordo provisório são falsos.

“Os termos que o Irã divulgou […] NÃO têm nada a ver com os termos que foram acordados por escrito. O que eles disseram, incluindo sua declaração fraca e patética sobre ter um acordo, não tem nenhuma relação com a verdade”, escreveu o presidente em uma publicação na Truth Social. “São pessoas extremamente desonestas. Com elas, não existe negociação de boa-fé.”

Trump afirmou na quinta-feira (11) que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Ele também declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

A agência estatal iraniana IRNA afirmou, nesta sexta-feira (12), que a questão nuclear do Irã não está prevista no atual acordo provisório com os Estados Unidos.

Segundo a agência, “nenhum acordo será firmado sobre a questão nuclear no memorando atual e o Irã não assumirá novos compromissos”.

O texto afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da proposta provisória atual.

A agência informa ainda que o Irã não assume compromissos sobre a transferência de gestão do Estreito de Ormuz. A gestão da via será discutida como uma questão regional “por meio de diálogo e tomada de decisão entre Teerã e Omã”.

Saiba o que os veículos de comunicação iranianos disseram sobre o acordo provisório:

  • O documento aborda o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os EUA se comprometeriam a “compelir Israel” a encerrar as hostilidades em Beirute caso o acordo seja assinado
  • Em relação à questão nuclear, o Irã não assumirá novos compromissos imediatamente e participará de negociações nucleares apenas durante o período de 60 dias após à assinatura do documento, “dentro da estrutura de seus princípios fundamentais”, incluindo seu direito ao enriquecimento de urânio
  • Sobre o Estreito de Ormuz, veículos de imprensa iranianos enfatizaram que Teerã não se comprometeria a ceder a gestão do estreito nem a “restaurar as condições” ao seu status pré-guerra
  • O memorando discute apenas “a normalização do tráfego marítimo” na hidrovia e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Os EUA não teriam qualquer participação na gestão do estreito, que seria coordenada apenas regionalmente com as nações costeiras
  • Em relação aos ativos congelados do Irã, o acordo exigiria a liberação de US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados – metade dos quais deve ser disponibilizada imediatamente após a assinatura
  • A agência de notícias IRNA informou que a minuta do documento afirma que o Irã “obteve garantias específicas de terceiros” quanto ao pagamento final
  • Sobre as reparações de guerra, a agência Mehr afirmou que o documento inclui um plano de reconstrução para o Irã totalizando pelo menos US$ 300 bilhões. A agência IRNA informou que o mecanismo específico de implementação será negociado durante os 60 dias
  • Sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e seus aliados, a Mehr disse que houve uma “remoção definitiva” desses tópicos
  • Enquanto isso, a agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que o texto “ainda precisa ser revisado e finalizado pelas instituições competentes no Irã”

Uma pessoa familiarizada com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã informou que um acordo provisório entre os países pode ser assinado já no próximo domingo (14).

Três fontes disseram à CNN que a cerimônia de assinatura deverá ocorrer em Genebra, na Suíça.

O que Trump disse anteriormente?

O presidente americano anunciou na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Ele disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

As fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura seria realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcaria o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

Ainda na quinta-feira, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, Trump afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Líbano, Ormuz e questão nuclear: saiba o que o Irã diz sobre acordo com EUA

12 June 2026 at 14:43

A agência de notícias estatal iraniana IRNA informou que após várias rodadas de revisões, um acordo provisório com os Estados Unidos “chegou efetivamente à sua fase final”, baseado na proposta de 14 pontos do Irã.

Uma pessoa familiarizada com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã informou que um acordo provisório entre os países pode ser assinado já no próximo domingo (14).

Três fontes disseram à CNN que a cerimônia de assinatura deverá ocorrer em Genebra, na Suíça.

O que o Irã diz?

Saiba o que os veículos de comunicação iranianos, incluindo a IRNA e a agência de notícias semioficial Mehr, estão dizendo sobre o acordo provisório:

  • O documento aborda o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano. Os EUA se comprometeriam a “compelir Israel” a encerrar as hostilidades em Beirute caso o acordo seja assinado
  • Em relação à questão nuclear, o Irã não assumirá novos compromissos imediatamente e participará de negociações nucleares apenas durante o período de 60 dias após à assinatura do documento, “dentro da estrutura de seus princípios fundamentais”, incluindo seu direito ao enriquecimento de urânio
  • Sobre o Estreito de Ormuz, veículos de imprensa iranianos enfatizaram que Teerã não se comprometeria a ceder a gestão do estreito nem a “restaurar as condições” ao seu status pré-guerra
  • O memorando discute apenas “a normalização do tráfego marítimo” na hidrovia e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Os EUA não teriam qualquer participação na gestão do estreito, que seria coordenada apenas regionalmente com as nações costeiras
  • Em relação aos ativos congelados do Irã, o acordo exigiria a liberação de US$ 24 bilhões em fundos iranianos congelados – metade dos quais deve ser disponibilizada imediatamente após a assinatura
  • A agência de notícias IRNA informou que a minuta do documento afirma que o Irã “obteve garantias específicas de terceiros” quanto ao pagamento final
  • Sobre as reparações de guerra, a agência Mehr afirmou que o documento inclui um plano de reconstrução para o Irã totalizando pelo menos US$ 300 bilhões. A agência IRNA informou que o mecanismo específico de implementação será negociado durante os 60 dias
  • Sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e seus aliados, a Mehr disse que houve uma “remoção definitiva” desses tópicos
  • Enquanto isso, a agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que o texto “ainda precisa ser revisado e finalizado pelas instituições competentes no Irã”

O que dizem os EUA?

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

As fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Trump anuncia avanço em acordo com Irã, mas Teerã evita falar em fim da guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (11) que o confronto com o Irã estaria chegando ao fim após, segundo ele, obter garantias de que Teerã não desenvolverá armas nucleares. A fala, porém, foi recebida com cautela pelo governo iraniano, que negou qualquer desfecho definitivo para a crise.

As negociações entre os dois países avançam em torno de um possível memorando de entendimento dividido em etapas. A primeira prevê a normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz em até 30 dias. Já a segunda abriria um período de cerca de dois meses para discutir um novo acordo nuclear.

Trump chegou a afirmar que o documento pode ser assinado já nos próximos dias. Apesar disso, representantes iranianos ressaltaram que ainda não há uma decisão final sobre os termos apresentados.

Especialistas avaliam que o cenário atual representa mais uma ampliação da trégua existente do que propriamente o encerramento do conflito. Segundo analistas, diversos pontos seguem sem consenso entre as partes.

 Trump afirma que um acordo com o Irã está próximo, mas negociações ainda enfrentam divergências | Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

Entre os principais obstáculos estão a recusa do Irã em discutir seu programa de mísseis balísticos, o apoio a grupos armados aliados na região e a exigência de acesso a parte dos recursos financeiros bloqueados pelos Estados Unidos como condição para avançar nas negociações.

Além dos desafios diplomáticos, Trump enfrenta pressão dentro dos próprios Estados Unidos. O aumento dos preços dos combustíveis, a alta da inflação e a proximidade das eleições legislativas ampliam a cobrança por uma solução rápida para a crise.

No cenário regional, Israel também segue como peça central nas tratativas. O governo de Benjamin Netanyahu mantém posições consideradas sensíveis para um acordo mais amplo, especialmente em relação à atuação de grupos armados no Líbano e na região.

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Questão nuclear do Irã não está no acordo atual com os EUA, diz agência

12 June 2026 at 12:46

A questão nuclear do Irã não está prevista no atual acordo provisório com os Estados Unidos, informou a agência estatal iraniana IRNA, nesta sexta-feira (12).

Segundo a agência, “nenhum acordo será firmado sobre a questão nuclear no memorando atual e o Irã não assumirá novos compromissos”. O texto afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da proposta provisória atual.

A agência informa ainda que o Irã não assume compromissos sobre a transferência de gestão do Estreito de Ormuz. A gestão da via será discutida como uma questão regional “por meio de diálogo e tomada de decisão entre Teerã e Omã”.

A cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã pode ocorrer em Genebra, na Suíça, segundo três fontes, disseram à CNN nesta sexta-feira (12).

Uma pessoa familiarizada com os planos afirmou que a assinatura poderá ser feita já no domingo (14).

As declarações acontecem após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

Pontos do acordo

Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado “o mais alto nível da liderança iraniana” e após a aprovação dos “pontos finais” de um possível acordo.

Mais tarde, durante evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento.

“Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver”, afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Irã não fará transferência da gestão de Ormuz em acordo, diz agência

12 June 2026 at 12:28

A IRNA, uma das agências de notícias estatais do Irã, noticiou nesta sexta-feira (12) que o Irã não assume compromissos sobre transferir a gestão do Estreito de Ormuz no atual acordo provisório com os Estados Unidos.

“O futuro da gestão do estreito será resolvido no âmbito de uma questão regional e por meio de diálogo e tomada de decisão conjunta entre Teerã e Omã”, informa a agência.

Sobre o programa nuclear iraniano, a agência diz que “nenhum acordo será firmado sobre a questão nuclear no memorando atual e o Irã não assumirá novos compromissos”. O texto afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da atual proposta provisória.

A cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre os países pode acontecer em Genebra, na Suíça, já no próximo domingo (14), segundo uma pessoa familiarizada com os planos.

Isso acontece depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

Pontos do acordo

Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado “o mais alto nível da liderança iraniana” e após a aprovação dos “pontos finais” de um possível acordo.

Mais tarde, durante evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento.

“Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver”, afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Análise: Trump diz que guerra com o Irã acabou

12 June 2026 at 12:01

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta quinta-feira (11), que os EUA “encerraram a guerra com o Irã”, após afirmar ter obtido um compromisso de que Teerã nunca desenvolverá uma arma nuclear.

A declaração, no entanto, foi imediatamente contestada por representantes iranianos, que negaram qualquer resolução definitiva e reafirmaram que qualquer tratado deverá incluir o Líbano entre suas cláusulas.

Cerca de cinco horas separaram uma ameaça de Trump de tomar o controle da Ilha de Kharg da publicação em que o presidente anunciava a suspensão de ataques programados, alegando ter alcançado algum entendimento com o Irã nas negociações em curso.

O memorando de entendimento

Estados Unidos e Irã caminham em direção a um memorando de entendimento estruturado em duas etapas. A primeira prevê o desbloqueio do tráfego no Estreito de Ormuz em até 30 dias. A segunda estabeleceria uma janela de 60 dias para discussões sobre um novo acordo nuclear, ainda sob premissas e compromissos desconhecidos.

Trump chegou a afirmar que o memorando poderia ser assinado no próximo final de semana, com a participação do vice-presidente americano, JD Vance, na Europa. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, porém, ressaltou que o país ainda não havia tomado uma decisão final.

O pesquisador e professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) Vitélio Brustolin observou que o conteúdo divulgado sobre o memorando pelos portais Axios e Al Jazeera é muito semelhante à proposta apresentada pelo Paquistão em abril, que Trump havia chamado de “totalmente inaceitável“.

Para Brustolin, o que se vislumbra é, na prática, uma extensão da pausa já existente no conflito. “Parece uma pausa maior, uma extensão da pausa aqui”, afirmou.

O especialista alertou ainda que, caso Trump declare oficialmente o fim da guerra, será muito difícil retomar uma ofensiva caso o Irã não cumpra os termos negociados — especialmente no que diz respeito à entrega do urânio enriquecido.

Os pontos de impasse

O pesquisador de Harvard e professor de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo) Hussein Kalout delineou os principais obstáculos às negociações. Segundo ele, o Irã não aceita negociar o abandono do seu programa de mísseis balísticos, que considera um escudo de defesa convencional.

Também resiste a cessar o financiamento e o armamento de grupos armados na região, vistos como uma extensão do seu poderio bélico. Por fim, os iranianos exigem contrapartidas concretas: o desbloqueio de parte dos cerca de US$ 100 bilhões retidos pelos Estados Unidos como condição para abrir mão do urânio enriquecido a 60%.

“O avanço do acordo depende de todas essas variáveis. O que houve entre as partes é a intenção de discutir essas variáveis. Agora, a profundidade delas e o compromisso em torno delas ainda está em processo de evolução”, declarou Kalout.

Pressões internas e o papel de Israel

Trump enfrenta pressões domésticas significativas. Uma pesquisa divulgada recentemente aponta que 81% dos norte-americanos são contrários à forma como ele tem conduzido o conflito, e apenas 27% da população apoia a guerra, segundo Vitelio Brustolin.

Desde o início das hostilidades, o preço do galão de gasolina subiu cerca de 50% nos postos americanos, e a inflação atingiu 4,20% — a maior dos últimos três anos. As eleições legislativas de novembro, que definirão o controle da Câmara e do Senado, pressionam o republicano a apresentar uma resolução célere.

Senadores como Lindsey Graham, Ted Cruz, Roger Wicker e Mitch McConnell já criticaram publicamente as negociações, comparando-as ao acordo firmado durante o governo de Barack Obama — que os republicanos sempre repudiaram.

No que diz respeito a Israel, Brustolin destacou que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, precisa se manter no poder diante de quatro acusações de corrupção internas, de uma possível responsabilização pelos ataques de 7 de outubro de 2023 e de uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional.

“Israel está fazendo a vontade específica do Netanyahu, que não necessariamente é o interesse de Israel”, afirmou. Netanyahu condiciona a retirada do sul do Líbano ao desarmamento do Hezbollah — condição que o grupo armado recusa, mesmo sob pressão do próprio governo libanês.

Kalout concluiu que Trump teme, acima de tudo, chegar a um acordo que, no contexto interno americano, seja percebido como semelhante ao tratado firmado pelo governo Obama.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Assinatura de acordo entre EUA e Irã deve acontecer na Suíça, dizem fontes

12 June 2026 at 10:46

A cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã deverá ocorrer em Genebra, na Suíça, segundo três fontes, disseram à CNN nesta sexta-feira (12).

Essa assinatura poderá ocorrer já no domingo (14), segundo uma pessoa familiarizada com os planos.

Isso acontece depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (11) um “grande acordo” que poderia resolver a guerra com o Irã, sugerindo que ele seria finalizado nos próximos dias.

Trump disse que previa uma cerimônia de assinatura do documento em breve, possivelmente na Europa, com a presença do vice-presidente JD Vance. No entanto, autoridades iranianas ainda não confirmaram se um acordo foi alcançado.

Duas fontes com conhecimento das negociações diplomáticas disseram que a cerimônia de assinatura será realizada em Genebra – não muito longe de onde Trump e uma delegação americana participarão da cúpula do G7 na próxima semana, na França.

Uma dessas fontes afirmou que a cerimônia de assinatura marcará o início da “segunda fase” das negociações diplomáticas, enquanto as autoridades trabalham na implementação do memorando de entendimento.

Diversas fontes afirmaram que o memorando está sendo chamado de “Declaração de Islamabad”, em reconhecimento ao papel fundamental de mediação desempenhado pelo Paquistão.

No entanto, nada foi confirmado, e uma fonte iraniana sugeriu que Viena, capital da Áustria, também estava sendo considerada.

Pontos do acordo

Durante a tarde de quinta-feira (11), em uma publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que cancelou ataques e bombardeios que estavam programados para ocorrer durante a noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada após as negociações com o Irã terem alcançado “o mais alto nível da liderança iraniana” e após a aprovação dos “pontos finais” de um possível acordo.

Mais tarde, durante evento no Salão Oval, Trump voltou a defender que as partes estão muito próximas de um entendimento.

“Os documentos estão praticamente finalizados, então vamos ver”, afirmou ele.

O presidente americano também informou que o acordo prevê o compromisso iraniano de abandonar qualquer busca por armas nucleares e que, em troca, os Estados Unidos encerrariam imediatamente o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.

Além disso, Trump declarou acreditar que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, aprovou o entendimento.

Mais tarde, durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, ele afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje […] Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão”, declarou o presidente americano.

Resposta iraniana

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, classificou as notícias sobre um acordo fechado como “mera especulação”. Segundo ele, Teerã ainda não tomou uma decisão definitiva.

“Até o momento, o Irã não chegou a uma decisão final sobre qualquer acordo”, disse à agência estatal IRNA.

Baghaei também acusou Washington de alterar posições ao longo das negociações e declarou que as ações militares americanas têm dificultado o processo diplomático.

“Desde o início, o status das negociações estava claro para nós, e grande parte do texto já havia sido finalizada. No entanto, os americanos continuaram mudando suas posições”, declarou Baghaei, segundo a IRNA.

Já o parlamentar da ala linha-dura do Irã, Ebrahim Rezaei, alertou que Trump pode estar agindo de forma enganosa ao anunciar um “grande acordo” para encerrar a guerra, defendendo, em vez disso, que o Irã mantenha seus ataques.

“A probabilidade de Trump estar enganando é alta”, afirmou Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano.

François Jozic, director del Sónar: “Boicotear la cultura no soluciona los problemas de Oriente Próximo”

12 June 2026 at 04:30
François Jozic, director del Festival Sónar, fotografiado en su despacho.

François Jozic es desde el pasado mes de octubre el nuevo director del Sónar, la gran cita de música electrónica de Barcelona. Ante sí tiene el nada desdeñable reto de mantener el nivel y personalidad de un festival que siempre fue de autor. Los tres directores que llevaron la cita a lo más alto, Enric Palau, Ricard Robles y Sergio Caballero, se desvincularon de Sónar tras la accidentada edición de 2025: medio centenar de artistas y colectivos cancelaran su presencia por la relación del festival con el fondo proisraelí KKR.

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François Jozic, director del Festival Sónar, fotografiado en su despacho.

Demacrado y con decenas de kilos menos tras 530 días preso de Israel sin cargos

12 June 2026 at 04:30

La vista, en el Tribunal Supremo de Israel, es a puerta cerrada. A nadie se le escapa que el encarcelamiento de Hussam Abu Safiya (sin cargos y en base a acusaciones secretas que ni siquiera su abogado conoce) es, quizás, el que más movilización internacional ha generado, con peticiones de liberación de la Organización Mundial de la Salud, el Comité Internacional de la Cruz Roja o Amnistía Internacional. Es el pediatra que dirigía el hospital Kamal Adwan de Gaza y que se erigió en voz de denuncia de la invasión israelí, hasta que las tropas lo arrestaron en diciembre de 2024. Lo apresaron dentro del hospital, el único que seguía funcionando en el norte de la Franja.

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Sala del Tribunal Supremo antes del inicio de la vista de Hussam Abu Safiya, este miércoles en Jerusalén

© Reuters TV (REUTERS)

Hussam Abu Safiya, en la pantalla, en la vista del Tribunal Supremo de Israel, este miércoles en Jerusalén.

Trump diz que assinatura de acordo com o Irã pode ocorrer até o fim de semana

11 June 2026 at 22:06

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que a assinatura de um acordo com o Irã pode ocorrer em breve, possivelmente até o fim de semana. Segundo ele, a negociação teria como resultado o compromisso de que o Irã não terá uma arma nuclear.

Trump disse que os documentos finais devem ser concluídos nos próximos dias e que a assinatura pode ocorrer na Europa. "O Estreito de Ormuz será reaberto após a formalização do acordo", disse Trump em coletiva de imprensa no Salão Oval.

De acordo com Trump, o vice-presidente JD Vance seria o responsável por assinar o entendimento. "Acabamos de fazer um ótimo acordo para encerrar a guerra com o Irã", afirmou.

Minutos após a fala de Trump, o Irã afirmou que o país ainda não aprovou nenhum acordo. "Nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos foi aprovado", afirmou a agência estatal Fars.

RECUO DE ATAQUES

Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, mesmo sob um acordo de cessar-fogo assinado por ambas as partes.

A nova escalada começou após a queda de um helicóptero militar das forças dos EUA durante um sobrevoo na região do Estreito de Ormuz. Após o episódio, Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e disse que teria de revidar.os EUA bombardearam sistemas de defesa no território iraniano e radares em Ormuz. O Irã revidou com ataques a uma base norte-americana no Bahrein.

O Irã, por sua vez, anunciou o fechamento completo do Estreito de Ormuz, garantindo que a investida travava as negociações que haviam sido iniciadas. 

 

 

© MARK SCHIEFELBEIN/ ESTADÃO CONTEÚDO

Donald Trump, presidente dos EUA
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