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Presidente do Irã diz que ameaças dos EUA demonstram fraqueza

10 June 2026 at 21:35

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (10) que as ameaças dos Estados Unidos de ataque contra infraestruturas críticas do país são um sinal de fraqueza, e não de força.

Ele enfatizou que o Irã permanecerá resiliente diante da pressão e das ameaças.

Em uma publicação no X, Pezeshkian classificou a infraestrutura crítica como “a força vital do povo” e disse que ameaçar setores como transporte, eletricidade e água não demonstra poder.

“Ameaçar atacá-la — desde redes de transporte até os setores de eletricidade e água — não é uma demonstração de força, mas sim um sinal de impotência diante da determinação de uma nação”, escreveu.

O presidente iraniano acrescentou que o país continuará confiando na experiência de seus especialistas e na união de seu povo para superar os desafios.

O presidente Donald Trump disse que os EUA retomarão os ataques ao Irã devido ao progresso insuficiente nas negociações para encerrar a guerra.

“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”, comentou o republicano no Salão Oval da Casa Branca nesta quarta, sugerindo que a derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA pelo Irã na costa de Omã justificava a retomada dos ataques.

Entenda como tensão em Ormuz afeta cessar-fogo entre EUA e Irã

Gianni Infantino: “No somos los reyes del mundo, no controlamos a los gobiernos”

10 June 2026 at 21:14

Gianni Infantino sale a escena y el trofeo de la Copa del Mundo le espera en la mesa. Lo levanta como si fuera una botella de agua y lanza una sonrisa burlona. “Estamos en la vigesimotercera Copa del Mundo. Es un momento de júbilo, de alegría. Yo sé que hay otros temas, quisiera pedirles que el enfoque real sea el fútbol”, pidió durante sus primeras palabras ante los medios de comunicación reunidos en el centro de prensa del Estadio Azteca, hoy llamado Ciudad de México.

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© Reuters

Gianni Infantino, presidente de la FIFA, en rueda de prensa este miércoles en Ciudad de México.

El Gobierno chavista intenta retomar el control de las minas de oro venezolanas

10 June 2026 at 21:11

Los helicópteros militares de las Fuerzas Armadas de Venezuela han sobrevolado desde el martes el enclave minero de Las Claritas, al sur del país, en la frontera con Brasil. La maniobra es parte de una operación militar que ha desplegado el Gobierno como paso necesario para cristalizar las inversiones extranjeras que ha ofrecido Estados Unidos. Desde hace años, el lugar está tomado por grupos criminales, entre ellos la guerrilla colombiana del ELN, en complicidad con funcionarios, que son quienes en la práctica explotan el potencial minero de Venezuela.

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© GABY ORAA

Miembros de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana, en Caracas, Venezuela, en septiembre de 2025.

EUA querem garantir que pessoas certas entrem no país para Copa, diz Trump

10 June 2026 at 20:46

O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (10) que seu governo está trabalhando para garantir que “as pessoas certas” entrem nos Estados Unidos para a Copa do Mundo.

Um repórter afirmou ao republicano que algumas pessoas temem que seja cada vez mais difícil conseguir vistos para ir aos EUA para ver a competição.

“Estamos trabalhando nisso em estreita colaboração para garantir que as pessoas certas entrem em nosso país”, respondeu Trump.

Em seguida, o presidente foi questionado se vai assistir aos jogos, afirmando que sim.

“Esta foi a Copa do Mundo mais bem-sucedida de todos os tempos. Nunca venderam tantos ingressos tão rápido. É incrível, porque a gente não pensa em futebol, a gente usa a palavra futebol, futebol americano, certo? Mas você não pensa em futebol neste país. É o maior sucesso”, comentou em outro momento.

As políticas de imigração linha-dura de Trump fizeram com que alguns torcedores estrangeiros se sentissem indesejados nos Estados Unidos.

Um árbitro da Somália que participaria da Copa teve sua entrada negada nos EUA. O país africano é uma das nações que os EUA restringiram totalmente a entrada de cidadãos.

Além disso, o Irã anunciou na terça-feira (9) que sua cota de ingressos para os três jogos da fase de grupos nos EUA foi cancelada.

Há também preocupações de que agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) possam realizar operações para capturar imigrantes irregulares em jogos envolvendo times sul-americanos com grande torcida nos Estados Unidos, embora o governo tenha tentado minimizar esses temores.

*com informações da Reuters

Jogadores do Irã recebem vistos dos EUA para jogar a Copa, diz Casa Branca

Hegseth arenga a las tropas en Guantánamo a estar dispuestas ante “cualquier contingencia” en Cuba

10 June 2026 at 20:38

El secretario de Defensa de Estados Unidos, Pete Hegseth, se ha sumado este miércoles a la campaña de presión de su Gobierno contra el régimen en Cuba, al visitar a las tropas de su país en la base naval de Guantánamo, en el este de la isla, y arengarlas para que estén listas ante “cualquier posible contingencia”.

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El secretario de Defensa, Pete Hegseth (izquierda), saluda a soldados desplegados en la base naval de Guantánamo (Cuba).

EUA fazem “missão secreta” para que petroleiros passem por Ormuz, diz Trump

10 June 2026 at 20:11

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (10) que ordenou ao Exército americano, no mês passado, que executasse uma “missão secreta” de apoio para que petroleiros e navios comerciais atravessassem o Estreito de Ormuz.

Segundo o republicano, isso resultou na passagem de mais de 100 milhões de barris de petróleo pela via navegável.

“No mês passado, ordenei que nossas Forças Armadas dos EUA executassem uma missão secreta para apoiar petroleiros e outros navios comerciais na travessia do Estreito de Ormuz”, escreveu Trump na Truth Social.

“Hoje, tenho o prazer de anunciar que esse esforço resultou na passagem de mais de 100 MILHÕES de barris de petróleo pelo Estreito, chegando ao mercado aberto”, acrescentou.

Trump afirmou ainda que mais de 200 navios comerciais atravessaram Ormuz, argumentando, com isso, que os EUA controlam o estreito — e não o Irã.

“Mais de 200 navios comerciais atravessaram o Estreito em segurança. Esse sucesso estrondoso se deve ao fato de os ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA CONTROLAREM o Estreito de Ormuz — e NÃO o Irã. Suas Forças Armadas foram derrotadas e sua economia está perdida. Acabou para o Irã!”, escreveu ele.

Também nesta quarta, Trump fez alusão à operação, dizendo que esse é o motivo pelo qual os preços do petróleo não dispararam para US$ 250.

“Estamos retirando milhões — o que estou anunciando hoje pela primeira vez — mas temos retirado milhões de barris de petróleo, milhões de barris todas as noites”, disse o presidente a repórteres no Salão Oval da Casa Branca.

“Milhões de barris de petróleo foram retirados, e é por isso que o preço está em US$ 85, US$ 90 o barril, em vez de US$ 250″, alegou.

Há várias teorias sobre a relativa calma do mercado de petróleo durante um choque de oferta tão significativo.

Uma das hipóteses é que os petroleiros que transportam os chamados “fluxos clandestinos” podem estar a contornar o bloqueio desligando os transponders para evitar a deteção, disseram especialistas à CNN anteriormente.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Trump ameaça atacar Irão "com força"

10 June 2026 at 19:40
Após troca de ataques com mísseis e drones, Trump garante que continua a pressionar Teerão a assinar acordo nuclear, e volta a ameaçar o Irão: "Vamos atacá-los com força".

© AARON SCHWARTZ / POOL/EPA

A UFC fight at the White House: Trump’s controversial sporting event sparks a wave of criticism

The image is unprecedented even by Washington standards. A massive four-pronged steel structure known as “The Claw” rises above the White House South Lawn as workers put the finishing touches on the venue that will host UFC Freedom 250. The mixed martial arts event, promoted by President Donald Trump and UFC CEO Dana White, is intended to commemorate the 250th anniversary of American independence.

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© Kevin Lamarque (REUTERS)

Temporary arena for the UFC Freedom 250 fight at the White House on June 9.

Carta blanca para la campaña de deportaciones de Trump: 240.000 millones de dólares y poca supervisión

10 June 2026 at 19:04

La ley que ha firmado hoy el presidente de Estados Unidos, después de que el Congreso la aprobara ayer, concede 70.000 millones de dólares más a la campaña contra la inmigración que inició nada más regresar a la Casa Blanca. Los nuevos fondos se suman a la ya astronómica cantidad de 170.000 millones de dólares que se destinaron al mismo propósito en la ley presupuestaria (bautizada como “gran y hermosa” por el presidente) que se aprobó en julio de 2025. En total, la astronómica cantidad de 240.000 millones de dólares se destinará hasta el final del mandato de Donald Trump a conseguir la mayor deportación de la historia. La gestión de los fondos se ha puesto en entredicho en un contexto en el que la mayor parte de la población desaprueba la actuación de las agencias migratorias y se rebelan las pésimas condiciones en que se mantiene a los detenidos.

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© AARON SCHWARTZ / POOL (EFE)

Donald Trump muestra la ley 'Secure America' firmada en la Casa Blanca este miércoles.

Lula sobre tarifas dos EUA: não temos que aceitar por dignidade e respeito

10 June 2026 at 19:02

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (10) as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, o Conselhão, o mandatário afirmou que “não temos o dever de aceitar [a taxação] por dignidade e respeito”.

Essa última imputação de taxa que eles colocaram para nós, nós não temos o direito de aceitar por dignidade e respeito ao que nós fazemos aqui com os trabalhadores brasileiros“, disse durante seu discurso.

Lula disse ainda que precisa de um “estudo urgente” sobre o quanto recebe um trabalhador americano e quais são os direitos dados a eles para que um diretor financeiro impute multas a outro país.

“É preciso que vocês me apresentem um estudo urgente do que ganha um trabalhador americano”, afirmou.

“Eu quero saber quais são os direitos que os trabalhadores americanos tem para vir um tal de diretor financeiro não sei das quantas impor multa, impor multa contra o desmatamento. Será que eles não percebem que eles já estão carecas e que nós ainda estamos como jogador, cortando só um pedacinho [de cabelo] aqui do lado?”, acrescentou.

Entenda

Na semana passada, o governo dos Estados Unidos anunciou um novo tarifaço contra 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil.

No documento em que a recomendação da taxação foi feita, os EUA apontam insegurança jurídica, favorecimento do Pix, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, lentidão na concessão de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal.

Pouco depois depois, após uma reunião de emergência para discutir ações, o governo brasileiro rebateu as acusações feitas.

Os EUA afirmam que o Brasil falha em impedir a invasão de terras e a extração ilegal de madeira.

Além disso, cita uma concorrência desleal nos produtos agrícolas produzidos em terras desmatadas ilegalmente, uma vez que esses produtos chegam ao mercado global com custos artificialmente baixos, prejudicando os produtores americanos que seguem normas legais e ambientais.

O governo brasileiro afirmou, por sua vez, que desde 2023 estabeleceu e está cumprindo a meta de zerar o desmatamento até 2030. O desmatamento na Amazônia Legal já foi reduzido em cerca de 50% na comparação com 2022. A área queimada no país como um todo recuou cerca de 40% em 2025 frente à média do período 2017-2024.

Bill Gates declara al Congreso que Epstein intentó usar sus “infidelidades” para presionarle

10 June 2026 at 20:36

El empresario y filántropo Bill Gates compareció este miércoles ante el Comité de Supervisión de la Cámara de Representantes, en Washington, para testificar sobre su relación con el millonario pederasta, Jeffrey Epstein, de cuyos delitos, dijo a los congresistas, no tenía conocimiento. En un encuentro a puerta cerrada, también aseguró que Epstein intentó utilizar información sobre las “infidelidades matrimoniales” del fundador de Microsoft para presionarlo, según se desprende de su declaración inicial anterior al turno de preguntas, distribuida a los medios.

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© EPV

Bill Gates, a su llegada este miércoles al Capitolio.

Trump the unreliable narrator fails to force reality to match his story on Iran

A cycle of threat, detente and deadlock repeats itself wearisomely as the president’s war in Iran drags on

As the story of the US-Iran war is written direct to social media, Donald Trump may be the genre’s premier unreliable narrator.

Since the war began, Trump has again and again threatened Iran with fearsome consequences if Tehran doesn’t come to the table and sign a peace deal that the US president said was imminent weeks ago. And he has also repeatedly claimed that an Iran deal is “close” – without any result. (A CNN tally put the number of times he’s claimed it at 38.)

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© Photograph: Saul Loeb/AFP/Getty Images

© Photograph: Saul Loeb/AFP/Getty Images

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Trump dice que está dispuesto a no renovar el TMEC con México y Canadá: “No necesitamos nada de ellos”

10 June 2026 at 17:56

El presidente Donald Trump ha mostrado este miércoles sus reticencias a renovar el tratado de libre comercio con México y Canadá (TMEC), que Estados Unidos firmó en 2020, durante su primer mandato. Según dijo este miércoles el presidente de Estados Unidos en el Despacho Oval de la Casa Blanca, su país no necesita “nada” de sus dos vecinos. “No necesitamos nada de lo que tiene Canadá, no necesitamos nada de lo que tiene México. Pero ellos necesitan todo lo que tenemos. Y tienen que tratarnos mejor”, ha asegurado. Las declaraciones de Trump ocurren a unas horas de la inauguración del Mundial de fútbol, en el que los tres países comprometidos en el acuerdo comercial son los anfitriones.

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© Reuters

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, este miércoles en el Despacho Oval de la Casa Blanca, en Washington.

Copa do Mundo 2026 expõe contradições do governo Trump

10 June 2026 at 17:49

Donald Trump achava que perderia a chance de desfilar no maior palco esportivo do mundo, lamentando em 2018 , quando os EUA ganharam o direito de co-organizar a Copa do Mundo de 2026 daquele ano, que “não estaria aqui” devido aos limites de mandato presidencial.

Mas o retorno político histórico que o tornou apenas o segundo presidente a vencer dois mandatos não consecutivos lhe garantiu mais tempo na política e um papel no gigantesco evento de futebol.

Trump sempre teve um talento especial para se inserir no espírito da época global. Então, ele aproveitou a oportunidade.

Ele exibiu com orgulho uma réplica reluzente da Copa do Mundo que complementava a decoração dourada de seu Salão Oval; acolheu o magnata do futebol Gianni Infantino em sua órbita global MAGA; e, após entregar o troféu ao Chelsea em um torneio de clubes da Fifa nos EUA no ano passado, comemorou com o time como se tivesse marcado o gol da vitória.

Mas a Copa do Mundo de 2026, que começa nesta quinta-feira, pode servir para destacar a discórdia de sua política mais do que seu entusiasmo pelo futebol. Embora Trump possa estar buscando uma nova oportunidade para promover sua onipresença global, muitos críticos no exterior provavelmente se sentirão alienados por declarações que personificam a turbulência e a discórdia de seu segundo mandato.

A final acontece num momento em que a estrela política de Trump está em declínio devido à crescente impopularidade em casa e às derrotas no exterior.

A atribuição do Prêmio da Paz da Fifa a Trump por Infantino — depois de seu amigo ter sido preterido na disputa pelo Prêmio Nobel — agora parece constrangedora após o presidente ter lançado ataques militares contra outra nação classificada para a Copa do Mundo, o Irã.

Donald Trump e Gianni Infantino em evento de sorteio da Copa do Mundo • Photo by Kevin Dietsch/Getty Images

As políticas de imigração linha-dura de Trump, que fizeram com que alguns torcedores estrangeiros se sentissem indesejados nos Estados Unidos, estão ofuscando a contagem regressiva para os jogos de abertura. Um respeitado árbitro somali teve sua entrada negada em um momento em que o governo acusa somalis em Minnesota de fraude. A comunidade nega as acusações.

A seleção senegalesa teria passado por rigorosas verificações de segurança ao chegar para seu período de treinamentos pré-Copa do Mundo, embora a federação tenha afirmado que já esperava o procedimento de segurança e o considerou normal. E o Irã anunciou na terça-feira que sua cota de ingressos para os três jogos da fase de grupos nos EUA foi cancelada.

Isso ocorre após preocupações de que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) possam realizar batidas para capturar imigrantes indocumentados em jogos envolvendo times sul-americanos com grande torcida nos Estados Unidos, embora o governo tenha tentado minimizar esses temores.

Enquanto isso, os preços exorbitantes dos ingressos têm impedido muitos torcedores de assistir aos jogos, levando a acusações de que a Fifa vê a Copa do Mundo mais como uma forma de arrecadar dinheiro do que como uma celebração dos torcedores tradicionais da classe trabalhadora do futebol.

Os preços inacessíveis dos ingressos são uma metáfora para as crises de acessibilidade que assolam as sociedades ocidentais e para as desigualdades econômicas enfrentadas pelos países do Sul Global. Até mesmo Trump se incomodou com os ingressos que custavam US$ 1.000 para o primeiro jogo da seleção dos EUA. “Eu certamente gostaria de estar lá, mas, para ser honesto, também não pagaria esse preço”, disse ele ao New York Post .

De forma mais ampla, o segundo mandato conturbado de Trump, marcado pela imposição de tarifas a economias concorrentes e por críticas severas às sociedades de aliados próximos, criou uma atmosfera de tensão global que contrasta com as alegações da Fifa de promover a união e a alegria. Por um breve momento, cogitou-se um boicote europeu depois que Trump exigiu que a Dinamarca devolvesse a Groenlândia.

Este não é o primeiro evento esportivo global a ser atingido por uma tempestade política. Os EUA lideraram um boicote às Olimpíadas de Moscou devido à invasão soviética do Afeganistão. A última Copa do Mundo no Catar foi marcada por acusações de violações dos direitos humanos, incluindo a morte de trabalhadores migrantes na construção dos estádios.

Antes do início da competição, quase todos os grandes eventos esportivos são assolados por manchetes negativas sobre política, comercialização e acesso. Mas a hiperpolitização da Copa do Mundo de 2026, co-organizada com Canadá e México em um momento de antagonismo no Hemisfério Ocidental, tem um ingrediente adicional que quase garante a polarização: Trump.

Bajulação de Infantino à Trump pode ter efeito contrário

A tendência do presidente dos EUA de gerar reações extremamente positivas e negativas tem direcionado a atenção para a decisão de Infantino de se alinhar tão estreitamente com o líder americano.

O presidente da Fifa tem sido presença constante em Washington e em Mar-a-Lago. Ele até compareceu à cúpula de paz de Trump sobre Gaza, no Egito, no ano passado. Após o comício de posse do presidente americano para seu segundo mandato, ele declarou no Instagram: “Juntos, faremos não apenas a América grande novamente, mas também o mundo inteiro.”

Essa aparente demonstração de apoio pareceu entrar em conflito com os estatutos da Fifa, que enfatizam sua neutralidade em questões políticas. Infantino, no entanto, defendeu sua amizade com Trump em um encontro na Irlanda do Norte no ano passado. “Acho absolutamente crucial para o sucesso de uma Copa do Mundo ter uma relação próxima com o presidente”, disse Infantino, segundo a Agence France-Presse.

Ainda assim, as controvérsias que antecedem o torneio levantam a questão de quanta influência a Fifa realmente conquistou junto a Trump.

“Infantino poderia dizer: ‘O que eu preciso fazer como presidente desta organização para garantir apoio político e garantir que tudo corra bem?’”, disse Alexander Cooley, pesquisador sênior não residente do Conselho de Assuntos Globais de Chicago. Mas a Fifa pode ter caído em uma armadilha política. “Acho que o que estamos vendo é que o governo Trump realmente não se importa com a opinião pública global.”

Infantino não seria a primeira figura global a descobrir que bajular um presidente americano que exige demonstrações de respeito traz poucos resultados. Muitos líderes europeus lisonjearam o presidente durante seu primeiro ano de volta ao cargo, mas não conseguiram aplacar sua fúria, o que levou as relações transatlânticas ao seu ponto mais baixo em décadas.

Cooley, que também é professor de ciência política no Barnard College, argumentou que a equipe de Trump pode estar fazendo uma jogada clássica de imigração para agradar sua base eleitoral com o tratamento dado aos torcedores, delegações e árbitros da Copa do Mundo. “Se o mundo está indignado ou decepcionado com isso, quem se importa?”, disse Cooley, parafraseando um possível sentimento da administração.

O futebol, e não a política, costuma ser o vencedor

A final da Copa do Mundo é amplamente considerada o maior evento esportivo do mundo. Segundo a Fifa, 1,5 bilhão de espectadores assistiram à final no Catar em 2022. Trump frequentemente se maravilha com a magnitude do evento, tendo dito no ano passado no Salão Oval: “(É) como três Super Bowls por dia durante um mês.”

O presidente, um grande fã de esportes, adora plateias enormes e a intensidade da publicidade. Não é de se admirar que ele se sinta atraído por um espetáculo tão gigantesco.

É de se esperar que Trump se manifeste ao longo do torneio nas redes sociais ou em quaisquer controvérsias dentro ou fora de campo, mantendo seu hábito de usar o esporte para disseminar mensagens sociais, culturais e políticas. Durante seu primeiro mandato, por exemplo, ele frequentemente criticava o ex-quarterback da NFL Colin Kaepernick e outros jogadores que se ajoelhavam em protesto contra a brutalidade policial.

Mas misturar esporte e política pode ser contraproducente. Ele foi duramente vaiado após aparecer em um jogo das finais da NBA em Nova York na noite de segunda-feira. E sua ânsia de se apropriar do sucesso alheio pode ofuscar o momento. O triunfo do hóquei dos EUA sobre o Canadá na final das Olimpíadas de Inverno deste ano transformou um momento de união nacional em um de divisão política depois que Trump e o diretor do FBI, Kash Patel, se intrometeram nas comemorações da vitória da equipe.

Líderes mundiais frequentemente tentam explorar as Copas do Mundo. Alguns — como o primeiro-ministro britânico Harold Wilson após o triunfo da Inglaterra na Copa do Mundo de 1966 — se envolveram na bandeira. A junta militar argentina usou a vitória do país como sede em 1978 como propaganda.

A realização da Copa do Mundo de 2018 pelo presidente russo Vladimir Putin buscou restaurar o prestígio internacional após ele ter sido ostracizado pela anexação da Crimeia. Críticos descartaram a Copa do Mundo do Catar e o próximo torneio de 2034 na Arábia Saudita como uma “lavagem de imagem” promovida por regimes antidemocráticos.

Isso levou os críticos a argumentarem que Infantino se vê tanto como uma figura geopolítica quanto como jogador de futebol. Sua proximidade com líderes como Trump e o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman reflete uma era em que proprietários multibilionários e fundos soberanos do Oriente Médio detêm muitos dos principais clubes, enquanto homens fortes e oligarcas dominam a vida política e corporativa.

Ainda assim, grandes eventos esportivos geralmente resistem às tentativas de políticos interessados ​​em se apropriar deles. As Copas do Mundo são definidas por momentos de brilhantismo futebolístico, como o drible desconcertante do lendário holandês Johan Cruyff na final de 1974 ou a goleada de Paolo Rossi que levou a Itália ao título em 1982.

As polêmicas que ficam na memória geralmente acontecem dentro de campo — como o infame gol de mão de Diego Maradona, o famoso gol Mano de Dios, nas quartas de final de 1986 contra a Inglaterra, ou a impressionante cabeçada de Zinedine Zidane que contribuiu para a derrota da França para a Itália na final de 2006.

Momento do gol de Maradona que ficou conhecido como "La mano de Diós"
Momento do gol de Maradona que ficou conhecido como “La mano de Diós” • Photo by Allsport/Getty Images

Em algum momento do próximo mês, um segundo de brilhantismo ou um acesso de emoção irá sublinhar por que as Copas do Mundo, mesmo em suas versões modernas, corporativizadas e politizadas, fazem o mundo parar.

O político nato Infantino entende isso melhor do que ninguém. No Fórum Econômico Mundial em Davos, este ano, ele observou que, no Catar, o furor político se dissipou assim que o futebol começou.

“Quando a coisa engrenou e a mágica aconteceu, praticamente não tivemos incidentes”, disse ele.

Jogadores do Irã recebem vistos dos EUA para jogar a Copa, diz Casa Branca

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