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Fatura com tokens de IA a explodir: CEO da OpenAI diz que agora custos são um “grande problema”

9 June 2026 at 16:16

O CEO da OpenAI (que detém o ChatGPT), Sam Altman, realizou recentemente um retrato sobre o estado da inteligência artificial (IA). Pelo meio ficou um alerta. Os custos com os tokens, ligados à tecnologia, estão a subir muito rapidamente levando mesmo a que as empresas estejam a estabelecer limites.

Os tokens nada mais são do que as unidades de dados processados pelos modelos de IA, como o Gemini, o ChatGPT, e o Claude, pertencentes à Google, OpenAI e Anthropic.

“No início de 2026, o problema nunca foi levantado. As pessoas estavam totalmente satisfeitas com o valor que estavam a gastar. Agora, os custos da IA ​​são um grande problema”, referiu Sam Altman, durante um evento corporativo, em declarações transcritas pela Business Insider, sobre os custos ligados aos tokens de IA.

Sam Altman salientou durante um evento que há seis anos e ano o maior utilizador de tokens, da OpenAI, tinha um consumo de 100 mil por mês.

“Isso tornava-o muito provavelmente o líder mundial em gastos com tokens”, referiu o CEO da tecnológica. “Passados seis anos e meio este valor está próximo da média per capita mundial. O líder em gastos com tokens na OpenAI utiliza cerca de 100 mil milhões de tokens por mês”, referiu Sam Altman.

E este nem é o maior consumidor de tokens no mundo, algo que o CEO da OpenAI vê como uma “vergonha pessoal”. O consumo é visto por várias empresas, entre as quais a OpenAI, como algo de relevo, ao ponto de ter um ranking sobre quem mais consome. Além disso a tecnológica está também no negócio da venda de tokens.

A Business Insider salienta que a OpenAI deve ter gasto mais de mais de 100 mil milhões de tokens num mês, enquanto que o New York Times chegou a avançar que um funcionário da tecnológica chegou a gastar 210 mil milhões de tokens numa semana. Existe também relatos de que o criador da OpenClaw, Peter Steinberger, já atingiu 603 mil milhões de tokens em 30 dias.

Este consumo de tokens tem sido de tal ordem que já existem empresas a colocar limites nos gastos sendo a Amazon e a Uber alguns desses exemplos, salienta a Business Insider.

Sam Altman referiu que o tópico dos gastos em tokens tem sido de tal ordem que até já originou um meme. “A minha empresa gastou todo o orçamento de 2026 no primeiro trimestre, podem tornar isto mais eficiente?”.

No caso do CEO da Faros AI, Vitaly Gordon, um dos seus engenheiros gastou 40 mil dólares (34 mil euros) em tokens, em maio. “E eu realmente não sei se devo impedi-lo ou se devo andar por aí a dizer a todos os outros para fazerem o mesmo”, disse Vitaly Gordon, citado pela TechCrunch.

E há quem tenha faturas bem superiores. Um consultor para a área da IA, referiu à Axios, que uma empresa encontrou uma conta de 500 milhões de dólares (432 milhões de euros), para o Claude (modelo da Anthropic), depois de não ter definido limites de utilização para os seus funcionários.

Google paga 920 milhões por mês à SpaceX para alugar capacidade computacional

9 June 2026 at 15:38

A Google vai pagar 920 milhões de dólares (795,3 milhões de euros à taxa de câmbio atual), por mês, entre outubro de 2026 e junho de 2029, para alugar capacidade computacional à SpaceX, de acordo com um documento entregue junto do regulador dos mercados norte-americanos (SEC) na passada sexta-feira.

Este acordo surge numa altura em que a SpaceX se prepara para entrar em bolsa esta sexta-feira (12 de junho). O momento será histórico. A empresa de satélites, foguetões, e de inteligência artificial, liderada por Elon Musk, colocara as suas ações a um preço de 135 dólares. Isto deixa a avaliação da empresa em 1,77 biliões de dólares (1,52 biliões de euros). Como resultado a organização deve captar 75 mil milhões de dólares (64,5 mil milhões de euros) superando o máximo de 25,5 mil milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) da Saudi Aramco de 2019.

O banco que vai liderar a oferta pública inicial da empresa (IPO) será o Goldman Sachs. E na dianteira estará também o Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup, e JP Morgan Chase.

A entrada em bolsa da SpaceX tornará Elon Musk o primeiro bilionário da história. Este detém mais de 40% das ações da empresa de foguetões, satélites, e inteligência artificial, e possui 82% do poder de voto.

Esta cedência de capacidade computacional da SpaceX, à Google, resulta do investimento que tem sido feito pela empresa dirigida por Elon Musk em centros de dados (data centers) que possuem mais de dois gigawatts, como assinala a Euronews.

A Alphabet, detentora da Google, é uma das investidoras na SpaceX.

O documento entregue junto da SEC refere que a Google vai utilizar 110 mil unidades de processamento gráfico (GPU), processadores e componentes de memória da Nvidia instalados nos centros de dados da SpaceX.

Mas se a SpaceX não conseguir fornecer essa quantidade de GPU contratada, até 30 de setembro de 2026, a Google pode rescindir o contrato ou aceitar as GPU fornecidas por um valor reduzido após um período de carência de um mês.

Google pretende angariar 80 mil milhões de dólares para financiar procura “sem precedentes” por IA

A Google anunciou a 1 de junho que pretendia angariar 80 mil milhões de dólares (68,6 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) com o objetivo de financiar investimento na sua infraestrutura de computação de inteligência artificial (IA) para responder à procura “sem precedentes” de clientes. A Berkshire Hathaway adquiriu 10 mil milhões de dólares (8,5 mil milhões de euros) em ações da tecnológica, numa colocação privada, composta por cinco mil milhões de dólares em ações ordinárias de Classe A a um preço de 351,81 dólares por ação e cinco mil milhões de dólares em ações ordinárias de categoria C a um preço de 348,20 dólares por ação.

A oferta de ações que a Google anunciou na segunda-feira inclui: “Ofertas subscritas simultâneas: ofertas públicas subscritas de 30 mil milhões de dólares (25,7 mil milhões de euros), consistindo em: 15 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros) em recibos de depósito que representam ações preferenciais obrigatórias convertíveis; e 15 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros) em ações ordinárias Classe A e ações de capital Classe C; Oferta no mercado: Programa de oferta no mercado (ATM) de 40 mil milhões de dólares (34,3 mil milhões de euros) para ações ordinárias de Classe A e ações ordinárias de Classe C ao longo do tempo, com início previsto para o terceiro trimestre de 2026”, esclareceu a Google sobre a oferta de ações que está a colocar no mercado.

Remunerações subiram 3% em abril

9 June 2026 at 13:35

As remunerações subiram 3,6% em abril (4,6% no mês anterior), enquanto o emprego e as horas trabalhadas registaram decréscimos de 0,3% e 0,5% (variações de 0,3% e 2,1% em março), respetivamente, divulgou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Os índices de emprego e de horas trabalhadas apresentaram reduções mensais de 0,5% e 5,6% em abril (variações de 0,1% em -3,2% no mesmo mês de 2025), enquanto as remunerações aumentaram 0,7% (1,7% em abril de 2025)”, dizem os dados.

“O Índice de Volume de Negócios na Indústria apresentou, em abril, um aumento homólogo nominal de 9,2% (10,4% em março). Excluindo o agrupamento da Energia, a variação do volume de negócios situou-se em 8,1% (10,7% no mês anterior). Os índices relativos ao mercado nacional e ao mercado externo evoluíram de forma distinta, tendo o primeiro abrandado de 11,7%, em março, para 9,4%, e o segundo acelerado de 8,4% para 9,0% em abril”, indicam os dados do instituto de estatística português.

Ao nível do Volume de Negócios na Indústria, por mercados, as vendas para o mercado nacional aumentaram 9,4% (11,7% no mês anterior), tendo tido uma contributo de 5,9 pontos percentuais (p.p.) para a variação do índice total (7,3 p.p. em março).

“O índice das vendas com destino ao mercado externo cresceu 9,0% (8,4% no mês precedente), tendo contribuindo com 3,4 p.p. para a variação do índice total (3,2 p.p. no mês anterior)”, assinalou o INE.

Os Bens Intermédios e a Energia tiveram um contributo de 3,0 p.p. e 2,7 p.p. (3,1 p.p. e 2,0 p.p. em março), “originados por taxas de crescimento de 9,5% e 13,7%, respetivamente (9,8% e 9,5% no mês anterior)”.

Os Bens de Consumo e os Bens de Investimento “desaceleraram 1,1 p.p. e 8,6 p.p., para variações homólogas de 6,9% e 7,8%, tendo contribuído respetivamente com 2,0 p.p. e 1,5 p.p. para o resultado agregado (2,3 p.p. e 3,0 p.p. em março)”.

A variação mensal do índice de vendas para o mercado nacional ficou 0,8%, em abril (7,7% em março).

Fundos de “outro planeta”: há quem invista milhões em tecnologia alienígena

9 June 2026 at 12:55

Produtos como os external traded funds (ETF) estão a tornar-se cada vez mais especializados permitindo ao investidor ter exposição basicamente a tudo e mais alguma coisa, como assinala esta terça-feira a publicação espanhola El Pais. Até mesmo extraterrestres (aliens), tecnologia “não humana”, ou OVNI.

Em causa está o ETF UFO Disclosure, que pretende tirar proveito do investimento em empresas que possam beneficiar com a “divulgação, confirmação ou exploração, por parte do governo, de tecnologias avançadas” relacionadas com a “inteligência não humana”, assinala a publicação espanhola.

Este ETF é gerido pela Tuttle Capital Management. O seu fundador, Matthew Tuttle, em declarações transcritas pelo El Pais, referiu que a inspiração para este ETF foram vídeos que mostram supostas naves espaciais extraterrestres a moverem-se pelo céu de formas anómalas.

Matthew Tuttle referiu que o fundo é baseada na “lacuna secreta” e na crença de que “os elementos do governo têm sempre uma vantagem de 20 a 30 anos na tecnologia”.

O responsável pela Tuttle Capital Management salientou que se “esta tecnologia existir e for divulgada, será uma mudança de paradigma muito maior” do que a internet ou a inteligência artificial (IA). “Não preciso que os alienígenas sejam reais para que a minha tese funcione, mas é muito mais interessante se forem”, reforçou Matthew Tuttle, em declarações transcritas pela publicação espanhola.

Até ao momento, refere o El Pais, o fundo conseguiu arrecadar três milhões de dólares desde que foi lançado em maio.

Mas a publicação espanhola salienta que no mundo dos ETF, para além destas ideias extravagantes, existe também espaço para estratégicas mais invulgares.

Um desses casos são os chamados ETF alavancados. Ou seja, permite exponenciar o ganho, ou perda, de um determinado ativo (seja acção, índice etc…) por três ou cinco vezes, ou até mais. E existem também os ETF inversos, que também podem ter alavancagem. Ou seja se uma acção ou ativo desvalorizar o investidor acaba por ter um resultado positivo. E vice-versa.

O El Pais dá também o exemplo do Nicholas Bitcoin and Treasuries AfterDark ETF. Este produto compra bitcoin quando as bolsas de valores estão fechadas. Logo que a bolsa de Nova Iorque abre o ETF converte todos os ativos que possui em dinheiro. E quando a bolsa nova iorquina fecha volta a ter exposição à bitcoin.

Thijs Povel: “Portugal ainda está muito atrás dos seus pares no capital de risco”

9 June 2026 at 09:45

Thijs Povel tem vasta experiência ao nível das startups e do capital de risco. Este lidera a Dealflow.eu, plataforma apoiada pela União Europeia que liga startups inovadoras, em especial na área de deep tech, a investidores e de capital de risco e a grandes empresas, e é managing partner da Ventures.eu, um fundo europeu de capital de risco.

Em entrevista ao Jornal Económico (JE), Thijs Povel aborda a realidade portuguesa ao nível dos fundos de pensões, e do capital de risco face a outras realidades europeias. E nesse campo Portugal ainda revela atraso.

No campo do capital de risco esse atraso traz consequências. Entre elas: um menor número de empresas portuguesas a atingir escala, um menor número de unicórnios portugueses e um menor número de empregos altamente qualificados ancorados em Portugal.

Outra das carências português, identificados por Thijs Povel, prende-se com o país nunca ter construído grandes fundos de pensões privados e da dependência que possui de capital estrangeiro para rondas de investimento em fase avançada.

Mas mesmo no meio destas carências Portugal tem aspetos positivos. Entre eles, assinala Thijs Povel, o facto de Portugal ser “desproporcionalmente eficaz” na captação de capital estrangeiro.

Thijs Povel deixa também várias dicas sobre como Portugal pode diminuir o fosso face a outras realidades europeias.

Refere que o capital alocado pelos fundos de pensões europeus tem fugido dos fundos de venture capital europeus para os norte-americanos. Como está a situação portuguesa?

Portugal ocupa uma posição diferente da França, dos Países Baixos ou dos países nórdicos, e a definição de “fuga de capitais” aplica-se aqui de forma diferente.

A questão fundamental é a escala. Os ativos de pensões privadas portuguesas totalizaram cerca de 43,6 mil milhões de dólares em 2022 (OCDE via Statista), o que é pouco em termos europeus. A maior parte das poupanças para a reforma portuguesas está no sistema público de repartição da Segurança Social, que não investe nos mercados de capitais, o que também é um problema. Assim, o volume de capital das pensões portuguesas que poderia ser direcionado para capital de risco, nacional ou estrangeiro, é estruturalmente limitado.

O que existe é alocado de forma muito conservadora. No final de 2025, as carteiras dos fundos de pensões portugueses eram constituídas por 63% de dívida, 20% de ações e 11% de imobiliário (IPE/ASF, março de 2026). A exposição ao capital de risco, direta ou indireta, era insignificante.

Embora o mercado de capital de risco em Portugal seja ainda muito reduzido em comparação com outros países europeus, o Banco Português de Fomento desempenha um papel fundamental no estímulo do ecossistema através do Programa Venture Capital e do Fundo de Capitalização e Resiliência (FdCR), com cerca de 300 milhões de euros contratados a fundos de capital de risco portugueses até dezembro de 2025 (Banco Português de Fomento, Programa Venture Capital). A Portugal Ventures continua também a apoiar negócios em fase inicial.

Como se compara Portugal com os seus pares?

Portugal ainda está muito atrás dos seus pares em termos de capital de risco investido per capita. Segundo dados da Aliança Europeia de Nações em Startups (ESNA), em 2025, Portugal recebeu aproximadamente 65,5 mil euros por cada 1.000 habitantes em investimento em startups, em comparação com 309,6 mil euros na Estónia, 233,1 mil euros na Irlanda, 227,6 mil euros nos Países Baixos, 224,1 mil euros na Suécia e 193,9 mil euros na Finlândia (Plataforma de Dados ESNA, 2025). A Estónia, um país com apenas 1,3 milhões de habitantes, angaria quase cinco vezes mais capital de risco per capita do que Portugal. A Irlanda, os Países Baixos, a Suécia e a Finlândia angariam entre 3 a 3,5 vezes mais. Não são diferenças abstratas. Traduzem-se diretamente num menor número de empresas portuguesas a atingir escala, num menor número de unicórnios portugueses e num menor número de empregos altamente qualificados ancorados em Portugal.

E ao nível de fundos?

O padrão repete-se em escala de fundos. Dos 10 principais fundos de capital de risco europeus angariados em 2025, todos estavam domiciliados no Reino Unido, França ou Alemanha (State of European Tech 2025). Nenhum fundo português entrou na lista, e esta ausência reflete-se diretamente na dependência de capital estrangeiro que as scale-ups portuguesas enfrentam quando chegam à Série B e mais além. A Feedzai, a Unbabel e a SWORD Health tiveram de captar capital significativo fora de Portugal para escalar.

Portanto, o problema de Portugal não é a “fuga” do dinheiro das pensões, mas sim o facto de o país nunca ter construído grandes fundos de pensões privados, nunca ter construído fundos domésticos de crescimento em escala e continuar fortemente dependente de capital estrangeiro para rondas de investimento em fase avançada, além de carecer de capital suficiente para rondas de investimento em fase inicial. O reverso da medalha é que Portugal tem sido desproporcionalmente eficaz na captação de capital estrangeiro: de fontes da UE através do FEI, de fundos de capital de risco internacionais que se estabelecem em Lisboa e de capital corporativo e de family offices através do programa Golden Visa.

E que medidas poderia Portugal tomar para inverter o panorama?

Para mudar o panorama, quatro medidas seriam cruciais:

Reforçar o segundo pilar das pensões. Portugal necessita de pensões privadas profissionais e complementares numa escala significativa. Sem elas, não temos capital interno paciente para alocar, ponto final. O relatório Draghi identificou o subdesenvolvimento das pensões privadas em muitos Estados-Membros da União Europeia como um dos principais entraves à competitividade europeia, e Portugal está claramente incluído neste grupo (Resumo do relatório Draghi da European Trade Union Institute (ETUI)).

Adoptar uma versão portuguesa do Tibi [iniciativa francesa que pretendia mobilizar poupança privada para financiar startups e empresas tecnológicas]. Uma carta voluntária que convida as seguradoras, os bancos, os gabinetes de gestão de património familiar e o capital de pensões privado existente em Portugal a investir em fundos de capital de risco portugueses e europeus. A França captou 13 mil milhões de euros desta forma e está agora a exportar o modelo. A Irlanda está a explorá-lo, com a Associação Irlandesa de Capital de Risco a estimar entre 1 e 2 mil milhões de euros em capital institucional inexplorado (Especialista Francês na Irlanda, Abril de 2026). Portugal poderia provavelmente desbloquear montantes proporcionais semelhantes. Esta foi uma das três ações concretas que recomendei enquanto Presidente do Grupo de Trabalho no Volume II do Compêndio da ESNA sobre Investimento.

Utilize o FdCR e o Portugal Ventures como investidores âncora de forma mais agressiva, com um mandato claro para atrair LPs privados. O dinheiro público deve reduzir o risco do dinheiro privado, e não substituí-lo.

Reexamine o equilíbrio entre o capital público em fase inicial e em fase avançada. Há um consenso crescente em Bruxelas de que a Europa precisa de financiar scale-ups em fase avançada para que não tenham de recorrer aos Estados Unidos em busca de capital de crescimento. A European Tech Champions Initiative é o exemplo mais claro, com 20 mil milhões de euros mobilizados para apoiar grandes fundos em fase avançada (EIF, European Tech Champions Initiative). A lógica política é compreensível: os investidores americanos dominam as rondas de crescimento europeias porque os fundos europeus em fase avançada são demasiado pequenos para emitirem contribuições de 100 milhões de euros ou mais. Mas se a concentração do capital público na fase avançada representa o equilíbrio correcto é, creio, uma questão que vale a pena colocar.

Eis porquê: o capital americano é mais ativo nas rondas europeias em fase avançada porque os grandes fundos americanos são de natureza global; investem onde quer que estejam as melhores empresas em fase de crescimento. As startups europeias em fase de crescimento, em rondas de financiamento Série C e seguintes, encontrarão capital com ou sem o ETCI (European Tech Champions Initiative), e o facto de parte desse capital ser proveniente dos Estados Unidos não é necessariamente algo mau. Por outro lado, os investidores em fase inicial são quase sempre locais. Um fundo seed americano não vai ao Porto emitir um cheque de 1 milhão de euros. Portanto, se o financiamento europeu em fase inicial secar, ninguém preencherá a lacuna.

Blackstone tenta livrar-se de dois mil milhões de dólares em fundos de investimento privados

9 June 2026 at 09:41

A gestora de ativos Blackstone está a tentar livrar-se de mais de dois mil milhões de dólares em participações em fundos de investimento privados, numa das maiores transações deste tipo, avançou o Financial Times.

De acordo com a mesma publicação a gestora de fundos, com sede nos Estados Unidos, está a comercializar obrigações de fundo colateralizadas, que irá juntar mais de dois mil milhões de dólares em participações em fundos de aquisição alavancada (LBO, na sigla em inglês), para vender a investidores e seguradoras, referiram fontes conhecedoras do processo ao Financial Times.

Os LBO fazem uso de alavancagem para comprar uma participação de controlo numa empresa.

Gestora restringe levantamento em fundo de crédito

Mais recentemente a Blackstone decidiu restringir os levantamentos no seu principal fundo de crédito, o Blackstone Private Credit Fund (BCRED), avaliado em 45 mil milhões de dólares, pelas contas do The Telegraph.

Estas restrições surgem depois dos investidores no fundo terem pedido resgates de 10% do fundo, o equivalente a 4,5 mil milhões de dólares, no segundo trimestre do ano. A gestora de ativos limitou os resgates a 5% do valor do fundo.

“O principal foco do BCRED é proteger o valor para o acionista e gerar resultados sólidos para os investidores. A estrutura de recompra do Fundo proporciona liquidez aos acionistas, alinhada com o ciclo de reembolso esperado dos investimentos, preservando o capital para ser aplicado em ambientes de mercado atrativos”, disse a gestora de ativos, em declarações transcritas pelo The Telegraph.

Relatório Maxyield: Lucros do PSI sobem 6% no primeiro trimestre

9 June 2026 at 09:15
mercados Lisboa bolsa traders

Os lucros do índice bolsista português (PSI) subiram mais de 6%, revela o clube de pequenos acionistas Maxyield no relatório referente ao primeiro trimestre, disponibilizado ao Jornal Económico (JE). O documento integra 15 das 16 cotadas integradas na bolsa portuguesa, tendo em conta que a Teixeira Duarte faz reporte semestral da sua atividade.

“Os lucros trimestrais no primeiro trimestre (1ºT/2026) sofreram um crescimento de 6,4% relativamente ao período homólogo do ano anterior. Verifica-se que 2 (duas) sociedades apresentaram prejuízos, 6 (seis) baixaram o nível de lucros e 7 (sete) aumentaram os resultados. As sociedades que apresentaram prejuízos foram a Ibersol e a Altri. As entidades que baixaram o nível de lucros foram a Corticeira Amorim, os CTT, a Navigator, a Semapa, a EDP e a Jerónimo Martins. As sociedades com aumento dos lucros no 1ºT/2026 foram o BCP, a a EDP Renováveis, a Galp, a Mota-Engil, a Sonae, a REN e a NOS. Assiste-se a uma grande concentração dos resultados, sendo que 4 (quatro) sociedades absorvem 78% dos lucros (EDP, BCP, GALP e Jerónimo Martins)”, salienta o clube.

Ao nível dos rendimento verificou-se uma subida de 2%, de 26 mil milhões de euros para 26,5 mil milhões de euros, salienta a mesma instituição.

“Esta evolução global positiva é acompanhada pela diminuição dos rendimentos de 7 (sete) sociedades, envolvendo a Corticeira Amorim, a Navigator, a Semapa, a Altri, a EDP, a EDP Renováveis e a REN”, sublinha.

“O top five das vendas no 1ºT | 2026 é constituído pela hierarquia Jerónimo Martins, Galp, EDP, Sonae e Mota-Engil que no seu conjunto representam 85% dos rendimentos do universo empresarial PSI e individualmente ultrapassam
o patamar dos mil milhões de euros”, adianta a Maxyield.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) registou uma subida de 5,3% face ao ano anterior ao passar de 4,9 mil milhões de euros para os 5,1 mil milhões de euros.

“Verifica-se que (seis) sociedades baixaram o valor de EBITDA, envolvendo a Altri, a Corticeira Amorim, a Navigator, a Semapa, a EDP e os CTT”, refere.

Relativamente à Rentabilidade Comercial (EBITDA / Rendimentos Operacionais) o relatório do clube salienta que passou de 18,7% para 19,3%. “6 (seis) sociedades baixaram a margem EBITDA, envolvendo a Altri, a EDP, a Navigator, a NOS, os CTT e a Semapa. Relativamente ao 1ºT/2025, cresceu o número de sociedades que aumentaram a margem EBITDA”, diz o documento elaborada pelo clube de pequenos acionistas.

Quanto à despesas de investimento (capex), que traduz o investimento técnico/operacional (não inclui investimentos financeiros), teve uma descida, de 2,5 mil milhões de euros para 2,1 mil milhões de euros.

“A redução global do capex é suportada pelas diminuições na EDP, EDP Renováveis, Galp e REN, sendo que as
restantes sociedades aumentaram o investimento técnico”, refere o relatório.

“A Dívida Liquida Total passou de 46,8 mil milhões de euros no 1ºT/2025 para 44,5 mil milhões de euros no 1ºT/2026, cuja diminuição generalizada, apenas não foi acompanhada pela Altri, Navigator, CTT, REN e Jerónimo  Martins. O rácio Dívida Liquida Total /EBITDA sofreu uma redução significativa, passando de 2,96 no 1ºT/2025 para 2,52 no 1ºT/2026. Este indicador continua a apresentar grande amplitude com o sector energético na polaridade superior, encontrando-se a Galp e a Corticeira Amorim na polaridade inferior”, explica o clube.

“O Cash Flow Bruto de Exploração gerado no 1ºT /2026 atingiu 2,4 mil milhões de euros, revelando uma forte capacidade de autofinanciamento do investimento em capex. A diminuição ocorrida no Cash Flow Bruto de Exploração deve-se à Galp (amortizações e depreciações), sector papeleiro e Corticeira Amorim, sendo que as restantes sociedades observam um aumento deste indicador”, conclui o clube”, adianta a Maxyield.

Bolsa de Lisboa e Europa abrem no verde

9 June 2026 at 08:50

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta terça-feira com uma valorização de 0,22% para os 8.950,59 pontos.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para o Banco Comercial Português (BCP) que sobe 1,15% para os 0,93 euros, seguida pela Teixeira Duarte que avança 1,09% para os 0,41 euros, e a Mota-Engil valoriza 0,54% para os 4,51 euros.

No verde está ainda os CTT, a EDP Renováveis, a REN, a Sonae, e a EDP.

A negociar no vermelho encontra-se a Ibersol que desce 1,76% para os 10,06 euros, seguida pela Semapa que desvaloriza 0,86% para os 23 euros, e a Navigator que quebra 0,47% para os 3,41 euros.

No vermelho está ainda a Corticeira Amorim, a Galp Energia, a Altri, e a NOS.

Europa abre no verde

As principais bolsas europeias estão no verde. O DAX (Alemanha) sobe 0,01% para os 24.644,05 pontos, o CAC 40 (França) valoriza 0,03% para os 8.202,06 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) quebra 0,28% para os 10.343,96 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,49% para os 1.050,15 pontos, o IBEX 35 (Espanha) avança 0,53% para os 18.319,98 pontos, e o FTSE MIB (Itália) valoriza 0,89% para os 50.655,50 pontos.

O petróleo está a ser negociado em baixa com o brent a cair 1,08% para os 93,23 dólares e o crude desvaloriza 1,69% para os 89,76 dólares.

O euro está a subir 0,05%, face ao dólar, para os 1,1541 dólares e o euro quebra 0,10%, face à libra, para as 0,86377 libras.

10 Junho: Restrições à residência afastam docentes portugueses de Macau, diz IPOR

9 June 2026 at 08:14

A diretora do Instituto Português do Oriente (IPOR) disse à Lusa que as restrições impostas por Macau aos pedidos de residência têm afastado docentes que estavam interessados em vir trabalhar para a região chinesa.

O Centro de Língua do IPOR tem atualmente 16 professores em Macau e um em Pequim, para dar mais de 100 cursos previstos para este ano, um número semelhante ao registado em 2019, antes da quebra devido à pandemia.

Nos últimos dois anos, o IPOR contratou quatro docentes vindos de Portugal, para substituir outros que “ou regressam a Portugal ou têm outras oportunidades de emprego aqui em Macau”, explicou Patrícia Ribeiro.

Todos vieram como trabalhadores migrantes, recebendo o chamado ‘blue card’, uma autorização limitada ao vínculo laboral, sem os benefícios dos residentes, nomeadamente ao nível da saúde ou da educação.

Desde agosto de 2023 que Macau não aceita novos pedidos de residência de portugueses para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território.

As novas orientações eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999.

Patrícia Ribeiro admitiu que a mudança teve impacto: “algumas das pessoas selecionadas, e já nos aconteceu em alguns concursos, depois de saberem as condições, recusam”.

A dirigente diz que alguns candidatos “não sentem que têm segurança para o futuro em termos de trabalho e também condições para viver em Macau”, nomeadamente que “não lhes compensa financeiramente”.

Ribeiro dá como exemplo uma professora que queria inscrever a filha na Escola Portuguesa de Macau (EPM), onde, sem estatuto de residente, teria de pagar a propina por inteiro.

A EPM cobra anualmente 36.870 patacas (3.940 euros) no ensino primário e 47.700 patacas (5.100 euros) no ensino secundário, valores que caem para menos de metade para alunos residentes, graças a um subsídio do Governo local.

“Ela repensou e não quis vir para Macau nessas condições”, diz a diretora do IPOR.

Em março de 2025, a presidente da Casa de Portugal em Macau (CPM), Maria Amélia António, disse à Lusa que as limitações têm afetado a contratação de profissionais para integrarem a Escola de Arte e Ofícios da associação.

Mencionando a relação estratégica entre a China e o universo de língua portuguesa e o interesse de Pequim na língua portuguesa, a líder associativa lamentou a postura “um pouco contraditória”.

“Não podemos fazer omeletas sem ovos, nós que estamos aqui e que trabalhamos com a cultura portuguesa e com a língua portuguesa, temos muita dificuldade em ter pessoas que substituam aquelas que foram saindo. Saíram muitos portugueses de Macau, e trabalhar nestas áreas com essa falta [de pessoas com essas qualificações] é muito complicado”, rematou Maria Amélia António.

A Lusa tentou voltar a entrar em contacto com Maria Amélia António, mas não obteve resposta.

A Lusa perguntou também ao presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) em Macau se os membros da associação tinham sentido dificuldades em contratar portugueses, mas Carlos Cid Álvares preferiu não comentar.

Macau tem apostado no ensino do português para servir como plataforma de serviços financeiros entre a China e os países lusófonos e, assim, diversificar a economia local, altamente dependente dos casinos.

Mas, em abril, Cid Álvares, também presidente do Banco Nacional Ultramarino, que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos, disse que não basta ensinar a língua portuguesa e que é preciso “olhar para o futuro”.

“Não vejo muito como é que a influência portuguesa se pode manter aqui, mantendo esta situação. Uma coisa é os chineses falarem português, outra coisa muito diferente é os portugueses estarem em Macau”, sublinhou.

A diretora do IPOR, Patrícia Ribeiro, diz que a instituição tem sempre conseguido autorização das autoridades para contratar professores portugueses, mas admite que o processo é agora “um pouco mais moroso”.

Antes de 2023, “era muito mais rápido”, diz. “Nós conseguíamos tratar da obtenção do BIR [Bilhete de Identidade de Residente], que demorava cerca de um a dois meses”, recorda a dirigente.

Com uma autorização de trabalho a demorar “cerca de quatro a seis meses”, o IPOR tem de “antecipar muito” a avaliação dos recursos humanos, para que os novos professores possam chegar a tempo, explica Ribeiro.

A diretora diz que as autorizações de trabalho também aumentam a papelada no que toca aos protocolos que o IPOR celebrou para dar aulas de português em outras instituições, incluindo a Universidade de São José.

“Uma pessoa que tem um ‘blue card’ normalmente tem que ter um local de trabalho específico. E isso quer dizer que, quando fazemos alterações, tem que ser sempre reportado”, diz Ribeiro.

10 Junho: Menos portugueses emigram para Macau e maioria tem vínculo precário

9 June 2026 at 08:02

O número de portugueses que emigraram para Macau tem vindo a cair e, nos últimos dois anos, a maioria chegou à região chinesa com vínculos laborais precários.

Numa resposta escrita à Lusa, a Polícia de Segurança Pública (PSP) de Macau disse que o número de trabalhadores migrantes de nacionalidade portuguesa – ou seja, que chegam a Macau sem o estatuto de residente – passou de 39 no final de 2023 para 78 no fim do ano passado.

Macau não aceita desde agosto de 2023 novos pedidos de residência de portugueses para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território.

Em resultado, o número de portugueses a tornar-se residente de Macau caiu de 70 em 2023 para 23 no ano passado, muito longe do recorde máximo de 390 registado em 2013, de acordo com dados fornecidos à Lusa pela Direção dos Serviços de Identificação.

A PSP disse que recebeu 14 pedidos de residência de portugueses em 2025, dos quais 10 foram aceites, todos por reunião familiar. Dos restantes, dois ainda estão a ser analisados, enquanto um foi rejeitado e outro cancelado.

As novas orientações, que eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999, apenas deixam como alternativa para os portugueses o chamado ‘blue card’.

Esta autorização está limitada ao vínculo laboral, sem os benefícios dos residentes, nomeadamente ao nível da saúde ou da educação, e, em caso de despedimento, o trabalhador tem apenas oito dias para sair de Macau.

A única alternativa para garantir o bilhete de identidade de residente passa agora por uma candidatura ao programa de captação de quadros qualificados, que entrou em vigor em julho de 2023.

O programa procura captar, nomeadamente com benefícios fiscais, quadros do setor financeiro e das áreas de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico, entre eles Prémio Nobel.

Em 2024, o então secretário-geral da Comissão de Desenvolvimento de Talentos, Chao Chong Hang, admitiu que a maioria das 464 candidaturas aprovadas vinha da China continental (80%) ou da vizinha região de Hong Kong (10%).

Em abril passado, o novo coordenador da comissão, Kong Chi Meng, disse que a terceira fase do programa, que começou em dezembro e decorre durante um ano, valoriza mais quadros com diplomas de universidades de Portugal e do Brasil.

Também o terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico (2026-2030) de Macau, que está em consulta pública até 28 de junho, prevê a otimização do programa de captação de quadros qualificados, “no sentido de criar elementos favoráveis à captação de quadros qualificados internacionais e dos países de língua portuguesa”.

Em 10 de setembro, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, disse que “as coisas estarão encaminhadas” quanto a uma solução para as restrições à residência de portugueses em Macau.

Montenegro falava durante uma visita oficial à China e ao Japão, que incluiu uma passagem por Macau e um encontro com Sam Hou Fai, o primeiro líder do Governo da região semiautónoma chinesa a falar português.

Na altura, o primeiro-ministro revelou que a Comissão Mista Portugal-Macau iria reunir-se entre 04 e 06 de fevereiro de 2026, pela primeira vez desde 2019, antes da pandemia de covid-19. Algo que não chegou a acontecer.

Montenegro e Sam Hou Fai voltaram a encontrar-se em abril, em Lisboa, mas da visita não saíram quaisquer novidades sobre as restrições à residência de portugueses em Macau.

Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong.

10 Junho: Presidente da República dá hoje início às comemorações na ilha Terceira

9 June 2026 at 07:54

O Presidente da República, António José Seguro, vai dar hoje início às comemorações oficiais do Dia de Portugal na ilha Terceira, na sua primeira deslocação à Região Autónoma dos Açores.

António José Seguro escolheu o professor universitário açoriano Miguel Monjardino, nascido em Angra do Heroísmo, para presidir às comemorações do 10 de Junho deste ano, as primeiras do seu mandato presidencial, com sede nesta cidade açoriana.

A chegada do chefe de Estado à ilha Terceira está prevista para as 11:00 locais (12:00 em Lisboa) de hoje. A cerimónia do hastear da bandeira, que normalmente marca o arranque das comemorações, está agendada para as 15:00 locais, no Pátio da Alfândega, em Angra do Heroísmo.

No fim de semana, antes das comemorações em território nacional, o Presidente da República celebrou o Dia de Portugal no estrangeiro, junto de emigrantes portugueses e lusodescendentes no Luxemburgo, onde esteve acompanhado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, no domingo.

Hoje, António José Seguro irá reunir-se com a representante da República na Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa, açoriana, natural de Angra do Heroísmo, a primeira mulher a desempenhar este cargo, para o qual foi nomeada em abril pelo chefe de Estado.

Na quarta-feira, 10 de Junho, a cerimónia militar do Dia de Portugal terá lugar no Cerrado do Bailão, em Angra do Heroísmo, com discursos do Presidente da República e do presidente das comemorações, Miguel Monjardino, especialista em relações internacionais.

O Dia de Portugal é comemorado na ilha Terceira numa altura em que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América, no contexto da guerra contra o Irão, tem suscitado polémica. O Presidente da República não comentou este assunto em público até agora.

Em matéria de segurança e defesa, António José Seguro tem afirmado que a União Europeia “não pode continuar dependente dos Estados Unidos” e deve reforçar a sua “autonomia estratégica”, com “mais coordenação, melhores investimentos e uma visão verdadeiramente comum”, procurando “economias de escala” e optando por “comprar europeu”.

Sobre a relação com os Estados Unidos da América, defendeu que deve continuar a ser “um dos eixos estruturantes da política europeia”, mas como “uma parceria entre iguais, em que a Europa afirma os seus interesses, contribui com o seu peso e não abdica dos seus valores”, mesmo quando isso implica “tensões com posições com Washington”.

Hoje, o Presidente da República terá ainda um encontro com jovens, na Academia da Juventude, na cidade da Praia da Vitória, receberá cumprimentos do corpo diplomático acreditado em Portugal, no Palácio dos Capitães-Generais, e irá assistir a um concerto na Praça Velha, em Angra do Heroísmo, seguido de um espetáculo de fogo de artifício, na baía de Angra.

Na quarta-feira, a seguir à cerimónia militar do 10 de Junho, o programa do chefe de Estado inclui um almoço com a população, no Pavilhão Multiusos do Porto Judeu, e a cerimónia do arriar da bandeira nacional.

António José Seguro, que iniciou funções como Presidente da República em 09 de março, decidiu prosseguir o modelo de duplas comemorações do 10 de Junho, em Portugal e junto de comunidades emigrantes portuguesas no estrangeiro, iniciado pelo seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, em 2016.

Em 18 de março, o novo chefe de Estado anunciou que a ilha Terceira e o Luxemburgo iriam acolher as comemorações oficiais deste ano.

De acordo com uma nota divulgada na altura pela Presidência da República, a escolha da ilha Terceira “assume significado especial por homenagear as autonomias regionais, que este ano assinalam 50 anos desde a sua consagração constitucional”.

Consumidor esclarecido fica mais bem servido!

9 June 2026 at 07:45

As contas da casa incluem serviços públicos essenciais como água, eletricidade, gás, telecomunicações, saneamento e resíduos. Saber ler as faturas e reduzir consumos ajuda a evitar erros, poupar dinheiro e a defender os teus direitos no dia-a-dia. Estes serviços têm regras específicas de proteção do consumidor.

Compreender as faturas dos serviços públicos essenciais permite detetar erros, ajustar consumos, reduzir despesas e exercer os teus direitos.

A DECO, através do seu projeto TUDO A QUE TEM DIREITO, quer garantir que todos os cidadãos recebem informação, apoio, aconselhamento e, quando necessário, ajuda na resolução dos seus problemas de consumo.

Para ser um consumidor de serviços públicos essenciais esclarecido e controlar os seus gastos, a DECO deixa-lhe algumas dicas de poupança:

  1. Energia – atenção ao peso da fatura no orçamento:

Controle leituras reais (evita estimativas);

Escolha a tarifa certa (simples ou bi-horária);

Verifique a potência contratada;

Evite serviços adicionais desnecessários.

DICA DE POUPANÇA:

Pode mudar de comercializador, sem custos e de forma simples;

Existe a Tarifa Social da Energia, atribuída automaticamente a famílias vulneráveis.

  1. Gás natural – informe-se:

O consumo varia ao longo do ano e influencia o valor a pagar.

  • Confirme o escalão;
  • Verifique leituras regularmente;
  • Adote hábitos mais eficientes

DICA DE POUPANÇA:

Use o micro-ondas para reaquecer alimentos e a chaleira elétrica para ferver água.

 

  1. Água – cuidado com o desperdício

O valor depende do consumo, escalões e tarifas do teu município;

A fatura inclui água, saneamento e resíduos;

Quanto mais consumir, mais paga.

 DICA POUPANÇA:

Prefira duches, feche torneiras e evite descargas sanitárias desnecessárias. Há tarifas sociais e familiares — informe-se no seu município.

  1. Telecomunicações: esteja atento

Pequenas alterações podem ajudar a poupar muito no valor da fatura. Confirme mensalidade, extras, descontos e fidelização.

DICA POUPANÇA:

Na mudança de operador, comunique sempre por escrito. Em casos como desemprego, pode suspender ou terminar o contrato sem penalização.

 

Conhecer os seus DIREITOS enquanto consumidores de bens e serviços é o primeiro passo para ser um cidadão mais ativo, interventivo e participativo. Acompanhe o projecto da DECO – TUDO A QUE TEM DIREITO – que pretende tornar os serviços de informação e apoio ao consumidor mais acessíveis e próximos em todo o território nacional.

Este projeto é cofinanciado pela União Europeia, através do Single Market Programme

 

 

 

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Siga-nos nas redes sociais Facebook, BlueSky, Instagram, Linkedin e Youtube!

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