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Wall Street fecha no ‘verde’. SpaceX dispara 19%

12 June 2026 at 21:17

Nova Iorque fechou a sessão em terreno positivo, com os investidores animados com a entrada da empresa de Musk na bolsa e com a guerra no Irão.

O índice Dow Jones subiu 0,70% para 51.202,29 pontos, o S&P500 ganhou 0,49% para 7.430,86 pontos e o Nasdaq aumentou 0,31% para 25.888,84 pontos.

A SpaceX disparou 19,22%, a Goldman Sachs subiu 2,61%, a Verizon ganhou 2,46%, a JPMorgan aumentou 2,25%, a American Express somou 2,19% e a Caterpillar avançou 1,47%. Em contraciclo, a Nike perdeu 2,32%, a Apple desceu 1,52%, a Merck&Co derrapou 1,42%, a Amazon deslizou 1,23% e a Boeing recuou 1,16%.

No mercado do petróleo o texano WTI perde 3,83%, fixando o preço do barril nos 84,32 dólares e o Brent perde 3,93% para 86,83 dólares. O gás natural aumentou 1,49%.

No mercado cambial o euro deprecia 0,08% face ao dólar, fixando-se nos 1,1569 dólares.

Elon Musk tornar-se o primeiro trilionário da história

12 June 2026 at 20:28

O empresário norte-americano, Elon Musk, tornou-se no primeiro trilionário do mundo, após a sua empresa de tecnologia aeroespacial, SpaceX, ter entrado em bolsa.

O fundador da Tesla fez história com a entrada da SpaceX em bolsa, onde conseguiu a maior oferta pública inicial (IPO) da história. Após a sua entrada, as ações da empresa já subiram 36%, estando nos 171,14 dólares.

De acordo com a Forbes, o empresário norte-americano terá uma fortuna avaliada em 1,1 biliões de dólares (950 mil milhões de euros), o que o coloca como o primeiro trilionário da história.

A participação de Musk na SpaceX já vale mais de 766 mil milhões de dólares, se somarmos a sua participação na Tesla, de 280 mil milhões de dólares, o património de Musk chega aos 1,04 biliões de dólares.

Só a IPO da SpaceX adicionou mais de 180 mil milhões de dólares à fortuna de Musk, tornando assim mais rico do que os primeiros cinco bilionários do mundo juntos.

De acordo com a “CNBC”, o património líquido do empresário é maior do que o produto interno bruto (PIB) nacional de Taiwan, Irlanda ou Suécia.

Musk foi declarado como bilionário pela Forbes em 2012, com uma fortuna estimada em 2,4 mil milhões de dólares. Em 2019, chegou ao marco dos 20 mil milhões. Mas nos anos seguintes a sua fortuna explodiu e tornou-se o mais rico do mundo, segundo o ranking da Forbes do ano passado.

Ordem celebra protocolo de cooperação com advogados de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau

12 June 2026 at 19:59

Os bastonários das Ordens dos Advogados de Portugal, Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau assinaram esta sexta-feira, em Lisboa, um protocolo que promove a cooperação e formação entre as respetivas classes em temas de interesse comum e em relação à legislação de cada jurisdição.

Firmado no dia em que a Ordem dos Advogados portugueses celebra o seu centenário, o acordo foi dado a conhecer pelo bastonário português João Massano durante a cerimónia, que defendeu a advocacia lusófona como um “ativo estratégico” que deve ser valorizado e fortalecido.

“Portugal possui uma posição única na comunidade jurídica de língua portuguesa: temos uma história partilhada, uma tradição jurídica comum e uma responsabilidade acrescida na promoção da cooperação entre os países lusófonos”, afirmou o líder da classe da advocacia portuguesa, antecipando que “essa cooperação será cada vez mais importante no futuro”. “Os desafios que enfrentamos são comuns e a defesa da Justiça, da Democracia e dos Direitos fundamentais não conhece fronteiras”, acrescentou.

No protocolo enviado ao JE, João Massano, José Luís Domingos (Angola), Júlio Martins Júnior (Cabo Verde), e Januário Pedro Correia (Guiné-Bissau) “reconhecem a importância fundamental de uma cooperação transversal de formação entre os seus membros, sob a raiz de direito comum nos diferentes sistemas jurídicos de Língua Portuguesa e no rigoroso cumprimento das respectivas atribuições legais, nas referidas áreas de atuação e jurisdição”.

Relações institucionais entre as ordens de Portugal e do Brasil

O acordo a nível lusófono acontece poucos dias depois de a Ordem ter confirmado uma reaproximação com a associação congénere no Brasil, como avançou o “Público Brasil”, uma questão abordada por João Massano no encerramento das comemorações que decorreram esta sexta-feira, na Aula Magna. O regime de reciprocidade deixou de existir em 2023.

“Neste ano do Centenário foi igualmente possível retomar um caminho que considero particularmente importante para o futuro da Advocacia portuguesa. Refiro-me ao restabelecimento das relações institucionais entre a Ordem dos Advogados de Portugal e a Ordem dos Advogados do Brasil, circunscrito à cooperação na área da formação”, afirmou o advogado português.

Pacote laboral tem “todas as condições” para “ser derrotado” na próxima semana, afirma CGTP

12 June 2026 at 19:35
Tiago Oliveira, CGTP

O secretário-geral da CGTP afirmou hoje que há “todas as condições” para o pacote laboral “ser derrotado” no parlamento, reiterando que os partidos serão responsabilizados pelo seu posicionamento e acusou o Governo de “encurtar prazos”.

“Há todas as condições para o pacote laboral ser derrotado no próximo dia 18 [de junho] na Assembleia da República, dando resposta ao anseio que existe por parte dos trabalhadores”, afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, referindo-se à discussão da proposta de lei que será debatida em plenário na próxima quinta-feira, e, em princípio, votada na generalidade no dia seguinte, 19 de junho.

Questionado sobre uma eventual descida do documento à fase da especialidade sem votação na generalidade, Tiago Oliveira sublinha que “de qualquer das formas” terá que haver uma votação, dado que nesse cenário terá que ser apresentado um requerimento que será sujeito a votação, pelo que insiste que a proposta “só sobrevive se os partidos permitirem que sobreviva”.

Mas o “Governo vai tentar, como é óbvio, que o pacote laboral sobreviva o maior tempo possível”, acrescentou, em conferência de imprensa após a central sindical ter reunido o seu Conselho Nacional.

Neste sentido, a CGTP reitera que responsabilizará os partidos com assento parlamentar “relativamente ao seu posicionamento sobre o pacote laboral”, afirmou.

O líder da CGTP criticou o ‘timming’ da discussão, acusando o Governo de tentar por “todos os meios, encurtar prazos, não respeitando os próprios prazos da discussão pública”, lembrando que a discussão pública termina em 02 de julho.

Para o secretário-geral desta central sindical, a concentração convocada para quinta-feira frente à Assembleia da República é, por isso, mais um momento “para que a voz dos trabalhadores seja ouvida”.

Questionado sobre se a CGTP fez algum contacto prévio com a UGT para que esta pudesse ser uma concentração conjunta, Tiago Oliveira indicou a iniciativa foi alvo “de discussão com outras estruturas”, à luz de outras já realizadas, como a greve geral de 11 de dezembro, que contou com a convergência da central liderada por Mário Mourão, ou a greve do passado dia 03.

Não obstante, e não mencionando diretamente o nome da UGT, Tiago Oliveira considerou que foi a “CGTP que, ao longo de todos estes meses de discussão do pacote laboral, tem assumido a condução da luta”.

Já sobre a greve geral de 03 de junho, Tiago Oliveira reiterou que foi “uma grande greve geral”, em que foi dada “uma resposta massiva por parte dos trabalhadores, seja do setor público, seja do setor privado”.

O secretário-geral da CGTP criticou ainda a “falta de disponibilidade e de vontade política” do executivo de Luís Montenegro para responder aos problemas do país, nomeadamente ao nível dos serviços públicos, do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou da educação.

Portugal é campeão da Europa a beber cerveja fora de casa

12 June 2026 at 19:24

Ao Jornal Económico (JE) a secretária-geral da associação, Carlota Burnay, revelou que 70% do consumo de cerveja em Portugal é feito fora de casa, em restaurantes, hotéis e café. Em 2025, o setor contribuiu com 2,5% para o produto interno bruto (PIB) português, segundo dados reunidos pela universidade Nova SBE. “Comparativamente com outros mercados europeus, Portugal foi dos poucos que cresceu no ano passado, cerca de 0,8%”, acrescentou.

A nível de consumo geral, os portugueses bebem 59 litros por ano per capita, o que segundo a responsável está entre a média europeia. Entre as várias tendência discutidas no encontro, a descida do consumo de álcool entre os jovens maiores de 18 anos na Europa é uma das preocupações, “é uma tendência assumida por todos os que estiveram no encontro, sobretudo porque os jovens adultos na Europa estão a sair menos de casa para consumir” [Portugal é das poucas excepções].

Atualmente, o setor cervejeiro que emprega 170 mil empregos diretos, indiretos e induzido e, em 2025 contribuiu com 2,3 mil milhões de euros em impostos, dados da Associação. Entre as reclamações do setor, está falta de “equidade fiscal ”, indicou Carlota Burnay sublinhando que os cervejeiros saem prejudicados em relação a outros com o pagamento do Imposto sobre o Álcool, as Bebidas Alcoólicas e as Bebidas Adicionadas de Açúcar ou Outros Edulcorantes (IABA).

Apesar dos números do consumo do primeiro semestre de 2026 ainda não serem conhecidos a responsável disse que irão refletir o comboio de tempestades que afetou o centro de Portugal, contudo um verão qunete e um mundial de futebol poderão ter bastante influência nas contas finais do ano.

Bruno Proença nomeado diretor-geral do GPEARI em regime de substituição

12 June 2026 at 19:06

O economista e antigo jornalista Bruno Proença foi designado, em regime de substituição, para exercer o cargo de diretor-geral do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI), organismo estratégico do Ministério das Finanças. A nomeação foi publicada esta sexta-feira em Diário da República, através do Despacho n.º 7437-B/2026, assinado pelo ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

A designação surge na sequência da vacatura do cargo, após o anterior titular ter sido nomeado para exercer outro alto cargo público, e manter-se-á até à conclusão do respetivo procedimento concursal conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP).

No despacho, o Governo enquadra a escolha no contexto da reforma da Administração Pública e da reorganização das estruturas do Ministério das Finanças, sublinhando o reforço das competências do GPEARI, que passou a integrar atribuições anteriormente desempenhadas pela extinta Secretaria-Geral do ministério. O executivo considera que a nova fase exige “uma liderança capaz de consolidar a reorganização em curso” e de aprofundar a articulação entre o planeamento, a execução orçamental e a avaliação das políticas públicas.

Além da nomeação, o ministro delega em Bruno Proença um conjunto alargado de competências de gestão e administração, incluindo poderes para autorizar despesas até 500 mil euros, decidir sobre procedimentos de contratação pública, aprovar determinadas alterações orçamentais e autorizar a participação de trabalhadores em ações de formação e deslocações ao estrangeiro.

Licenciado em Economia pelo ISEG, Bruno Proença apresenta um percurso profissional que cruza a administração pública, a comunicação institucional e o jornalismo económico. Atualmente desempenhava funções como coordenador do núcleo de economia e finanças e conselheiro técnico principal na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER), em Bruxelas.

Ao longo da carreira, foi também chefe do gabinete do ministro de Estado e das Finanças no XXIV Governo Constitucional, diretor de comunicação do Banco de Portugal e diretor do Museu do Dinheiro. Passou ainda pela consultora JLM & Associados, onde integrou a direção nas áreas financeira e da sustentabilidade.

Antes da passagem para funções de gestão e assessoria estratégica, construiu uma carreira no jornalismo económico, tendo sido diretor executivo do Diário Económico e jornalista em órgãos como a Agência Lusa, O Independente, a revista Exame e a Euronotícias.

No plano académico, frequenta um doutoramento no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, sendo ainda detentor de um Executive MBA da AESE/IESE Business School.

Ferro Rodrigues pede ao PS para não viabilizar Orçamento do Estado para 2027

12 June 2026 at 18:49

O antigo secretário-geral socialista Ferro Rodrigues pede ao PS que não viabilize a futura proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, alegando que há “claramente” uma aliança política entre PSD e Chega.

“Hoje é um dia importante, o dia em que a aliança do PSD com o Chega pode ser vista claramente”, sustentou Ferro Rodrigues em declarações à agência Lusa, numa alusão à forma como decorreu o debate parlamentar sobre a proposta do Governo que pretende criar a prestação social única e, também, à falhada eleição da candidata indicada pelo PS para provedora de Justiça, Luísa Neto.

No caso da eleição da provedora de Justiça, Ferro Rodrigues acredita que houve uma “atitude traiçoeira” por parte do PSD em relação ao PS. Luísa Neto, atual presidente do Instituto Nacional de Administração (INA), obteve 131 votos favoráveis, num total de 207 deputados votantes, não tendo alcançado os necessários dois terços de aprovações.

Perante este quadro político, o antigo líder socialista espera agora que, “em nome da estabilidade, o PS não continue a colaborar para que a aliança entre PSD e Chega se fortaleça”.

“Espero que o mais rapidamente possível fique bem assinalado que não contam com o PS para a passagem do Orçamento do Estado no Parlamento”, rematou.

Na perspetiva do antigo ministro socialista, “é preciso que o mais cedo possível fique claro que quem governa Portugal é o PSD e a extrema-direita”.

“E que, perante isto, todos devem assumir posição e comportamento”, acrescentou.

Sobre a falhada eleição de Luísa Neto para as funções de provedora de Justiça, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, afirmou hoje à agência Lusa que, se o PS repetir a indicação da atual presidente do INA, apoiará a escolha e “colocará todo o empenho na sua eleição”.

Hugo Soares transmitiu esta posição depois de Luísa Neto, candidata indicada pelo PS com o apoio do PSD, ter falhado os dois terços de votos favoráveis para ser eleita para o cargo de provedora de Justiça.

Já no que respeita ao outro tema visado por Ferro Rodrigues, a proposta do Governo que visa autorizar o executivo a criar a prestação social única, este diploma baixou hoje à fase da especialidade sem votação na generalidade, com votos contra de BE, PCP e do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos e a abstenção do Livre.

Os restantes partidos – PSD, Chega, PS, IL, CDS-PP e deputados únicos do PAN e JPP – votaram a favor desta baixa à especialidade sem votação.

A baixa do diploma sem votação tinha sido anunciada na quinta-feira pelo líder do Chega, André Ventura, por acordo com PSD. E foi hoje concretizada através de um requerimento do Governo, que fixa um prazo de dez dias para a discussão na especialidade na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, sem votação.

André Ventura tinha afirmado que o grupo parlamentar social-democrata aceitou seis das sete exigências do Chega, ficando de fora uma que pretende alargar o prazo de residência em Portugal para que os imigrantes possam receber esta prestação social.

CGD perdeu 500 milhões com projeto espanhol em Sines

12 June 2026 at 18:12

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) soma perdas de cerca de 500 milhões de euros com a Artlant PTA, fábrica de matérias-primas para a indústria das embalagens de plástico em Sines, avança o Expresso.

Passados quase 20 anos, o caso da Artlant PTA continua a ter impacto nas contas da Caixa Geral de Depósitos (CGD). O banco financiou a construção da fábrica de Sines entre 2007 e 2016, concedendo cerca de 529 milhões de euros, mas o projeto, apoiado pelo Governo de José Sócrates, enfrentou vários problemas financeiros e acabou por entrar em insolvência em 2017.

No processo de liquidação da empresa, a CGD recuperou apenas cerca de 20 milhões de euros e poderá receber mais 13,7 milhões, embora esse valor esteja em risco devido a processos da Autoridade Tributária. Se a AT vencer, o banco terminará este dossiê com perdas superiores a 500 milhões de euros, recuperando menos de 4% do dinheiro emprestado.

O fracasso do projeto ficou associado às dificuldades da acionista espanhola La Seda de Barcelona, à forte concorrência internacional e a várias decisões de gestão. O caso foi ainda identificado pela auditoria da EY, em 2017, como um dos créditos mais problemáticos da história recente da CGD.

Se o apoio inicial da CGD à La Seda e à Artlant remonta ao mandato de Carlos Santos Ferreira, o agravamento dos problemas do grupo químico viria a atravessar as presidências de Faria de Oliveira (2008 a 2011) e José de Matos (2011 a 2016). E seria apontado como um dos créditos ruinosos da Caixa numa auditoria feita pela EY em 2017.

Foi em 2007 que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) começou a financiar uma fábrica de matérias-primas para a indústria das embalagens de plástico em Sines, a Artlant PTA. Apadrinhado pelo Governo de José Sócrates, esse investimento acabaria por não correr bem. A fábrica apenas arrancaria no final de 2011, com Portugal já sob assistência da troika e os promotores do projeto, os espanhóis da La Seda de Barcelona (LSB), também em crise. Pouco depois a fábrica entraria em dificuldades. Mas foi preciso chegar a 2026 para preparar o enterro de um dossiê delicado para a Caixa: agora na reta final, o processo de insolvência da Artlant terminará com perdas em torno de 500 milhões para o banco do Estado.

CGD: “A venda da Artlant é importante para o país, pelo caráter exportador da empresa”

Público do CCB sobe 12% para 854 mil em 2025 sem aumento de subvenção pública

12 June 2026 at 17:59
CCB

O Centro Cultural de Belém encerrou 2025 com um balanço positivo. Por um lado mais público e por outro maior eficiência financeira. Num ano classificado como exigente para o setor, a instituição serviu 854.012 pessoas, um crescimento de 12% face a 2024, mantendo inalterado o valor da subvenção pública. O custo por visitante caiu de 13,79 euros para 12,29 euros, um indicador que, segundo a Fundação, traduz uma melhoria clara de eficiência e maior impacto cultural e social sem acréscimo de financiamento público.

Em paralelo, a Fundação Centro Cultural de Belém registou um resultado operacional positivo de 1,09 milhão de euros. Este desempenho reforça a capacidade da instituição para concretizar os investimentos estratégicos e patrimoniais previstos para os próximos anos. A evolução positiva estendeu-se a outros indicadores: aumentaram as disponibilidades, cresceram as receitas de arrendamento e de aluguer de espaços culturais, e registou-se uma evolução favorável de outros rendimentos.

As contas de 2025, auditadas pela BDO & Associados, mereceram uma opinião sem reservas nem ênfases, o que reflete a solidez da gestão financeira da Fundação. O ano ficou também marcado pelo maior investimento dos últimos cinco anos, num total de 1,72 milhões de euros. Esse montante permitiu avançar com projetos de modernização de infraestruturas e equipamentos, incluindo a instalação de painéis fotovoltaicos, a requalificação técnica de espaços de espetáculo e o início da substituição de elevadores.

Para a administração do CCB, os resultados confirmam a capacidade da instituição para alargar o acesso à cultura, chegar a mais públicos e gerar maior impacto, mantendo uma gestão rigorosa e sustentável. As contas de 2025 servem agora de base ao Plano Estratégico RE-VISITAR 2026-2030, orientado para reforçar a sustentabilidade económica, patrimonial, ambiental e cultural do Centro. Entre as prioridades estão a valorização dos Módulos IV e V, o investimento financiado pelo PRR, a modernização dos ativos técnicos e a redução estrutural dos custos energéticos.

Com vista a consolidar novas fontes de receita, será criado um Gabinete de Desenvolvimento Estratégico. A nova estrutura terá como missão identificar oportunidades, dinamizar parcerias, captar apoios, valorizar ativos e desenvolver novos modelos de relação com empresas, públicos e entidades culturais.

Com este desempenho, o CCB considera demonstrada a capacidade de maximizar o impacto do financiamento público. A instituição entra em 2026 com condições reforçadas para prosseguir a sua missão de serviço público, colocando a cultura, os cidadãos e o acesso ao conhecimento no centro da atividade.

CAP assinala um ano de gestão sustentável de baldios com conferência em Montalegre dia 15 de junho

12 June 2026 at 17:55

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) promove na próxima segunda-feira, 15 de junho, a conferência “Gestão e Produtividade nas Áreas Comunitárias”, no Auditório Multiusos de Montalegre, a partir das 09h30. O encontro marca o primeiro ano de trabalho na dinamização dos Agrupamentos de Baldios e junta cerca de 80 comunidades de baldio envolvidas no projeto.

A iniciativa pretende fazer um balanço do modelo de gestão sustentável dos territórios comunitários lançado há um ano pela CAP, em parceria com três associadas: Valminho Florestal, Aflodounorte e CoopBarroso. O projeto abrange hoje oito Agrupamentos de Baldios — cinco criados em 2025 e três já existentes — que totalizam cerca de 28 mil hectares em 80 comunidades de seis concelhos do Norte: Valença, Alijó, Mirandela, Montalegre, Murça e Sabrosa. A ação decorre no âmbito de um contrato-programa com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e o Fundo Ambiental.

A sessão de abertura, às 10h00, contará com a presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes. Para o encerramento está prevista a participação da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, ainda sujeita a confirmação.

Durante a manhã, o debate vai centrar-se no impacto dos Agrupamentos de Baldios na organização dos territórios, nos modelos de governança entre Estado, CAP e comunidades locais, e nas perspetivas para as políticas públicas. Participam ainda dirigentes da CAP, das organizações dinamizadoras CoopBarroso, Aflodounorte e Valminho Florestal, representantes das comunidades e especialistas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Às 15h00, os participantes visitam o Baldio de Montalegre para conhecer no terreno as iniciativas já desenvolvidas e os resultados alcançados.

Segundo a CAP, o trabalho do último ano reforçou a capacidade de gestão dos territórios comunitários, com maior coordenação das intervenções florestais, prevenção estrutural de incêndios rurais, valorização económica dos recursos endógenos e governança participativa das comunidades.

Neste período, a CAP deu apoio técnico e formação sobre contratação pública, regime jurídico dos baldios e enquadramento fiscal. Foram também estabelecidos contatos com entidades que desenvolvem projetos em territórios de baldio, procurando sinergias para novas oportunidades de valorização.

Entre os principais obstáculos identificados estão a reduzida capacidade administrativa de algumas comunidades, a disponibilidade limitada de recursos locais e litígios sobre limites geográficos das unidades de baldio. A CAP aponta ainda sucessivas alterações à norma técnica que define metas e indicadores do projeto, além de documentos orientadores do ICNF que continuam por concluir.

Para o segundo ano de execução, está prevista a dinamização do cadastro e do inventário florestal nos novos agrupamentos. Nos agrupamentos de continuidade, avança-se com planos de negócios e avaliação de áreas com potencial para o mercado voluntário de carbono.

A dinamização dos Agrupamentos de Baldios é uma das apostas da CAP para criar territórios comunitários mais organizados, produtivos e resilientes, contribuindo para o ordenamento do território, a valorização do mundo rural, o reforço das comunidades locais na gestão dos seus espaços e a prevenção de incêndios rurais.

Setor dos pequenos frutos gera mais de mil milhões de euros e triplica produção em dez anos em Portugal

12 June 2026 at 17:44

O setor dos pequenos frutos em Portugal consolidou-se como uma das fileiras agrícolas mais dinâmicas e relevantes da economia nacional, tendo gerado um impacto económico de 1.037 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto (VAB) em 2025. Os dados constam do estudo Plano de Impactos da Produção e Comercialização de Pequenos Frutos, desenvolvido pela EY-Parthenon para a Lusomorango e a Driscoll’s.

Segundo o relatório, o impacto económico do setor distribui-se entre 252 milhões de euros de efeitos diretos, 309 milhões de euros de efeitos indiretos e 476 milhões de euros de efeitos induzidos. Isto significa que cerca de 76% do impacto total ultrapassa a atividade agrícola propriamente dita, estendendo-se a áreas como logística, comércio, energia, construção, serviços e restauração.

O estudo foi apresentado esta sexta-feira na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, numa sessão que contou com a presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e do presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, Álvaro Mendonça e Moura.

Produção mais do que triplicou numa década

A produção nacional de pequenos frutos passou de 27,6 mil toneladas em 2015 para 91,4 mil toneladas em 2025, mais do que triplicando em apenas dez anos. Este crescimento foi impulsionado sobretudo pela framboesa, pelo mirtilo e pela amora, culturas de elevado valor acrescentado e forte procura nos mercados internacionais.

Em termos económicos, a produção atingiu 580 milhões de euros em 2025, representando um aumento de 72,6% face a 2020. Para 2026, a projeção aponta para um novo recorde, com o valor da produção a atingir os 645 milhões de euros.

Para Joel Vasconcelos, CEO da Lusomorango, os números demonstram que os pequenos frutos assumem hoje um papel estruturante na economia portuguesa.

“Estamos perante um setor que é muito mais do que a produção agrícola: é uma fileira económica estruturante, com capacidade para gerar riqueza, emprego, rendimento e receita fiscal em Portugal”, afirmou.

Mais de 34 mil empregos gerados

O impacto do setor reflete-se também no emprego. Em 2025, a fileira dos pequenos frutos gerou 34.369 postos de trabalho equivalentes a tempo completo, dos quais 17.433 resultaram diretamente da atividade produtiva.

As previsões da EY-Parthenon apontam para um crescimento para 36.702 empregos em 2026, reforçando a importância do setor para o mercado de trabalho nacional.

As remunerações associadas à atividade atingiram os 629 milhões de euros em 2025, quase o dobro dos 351 milhões registados em 2020. Deste total, 247 milhões correspondem a salários diretos, enquanto os restantes resultam dos efeitos indiretos e induzidos ao longo da cadeia de valor.

Receita fiscal ultrapassa os 276 milhões de euros

O setor contribuiu ainda com 276 milhões de euros em impostos e contribuições sociais em 2025, dos quais 96 milhões resultaram diretamente da atividade produtiva.

Para 2026, a receita fiscal deverá atingir os 298 milhões de euros. Entre 2020 e 2026, o crescimento médio anual da receita fiscal associada à fileira deverá situar-se nos 8,9%, impulsionado pela Taxa Social Única (TSU), IRC, IRS e IVA.

Exportações atingem quase 400 milhões de euros

O estudo destaca também o forte desempenho internacional do setor. Em 2025, as exportações nacionais de pequenos frutos alcançaram os 398 milhões de euros, mais do que triplicando o valor registado há uma década.

Ao contrário da tendência global e europeia, fortemente centrada no morango, Portugal tem vindo a especializar-se em culturas como a framboesa, a amora e o mirtilo, apostando em produtos diferenciados e de elevada qualidade para mercados mais exigentes.

Segundo Eduardo Bremm, diretor de operações da Driscoll’s para Portugal e Espanha, o sucesso da fileira resulta da conjugação de fatores naturais e humanos.

“O país reúne uma combinação muito particular de condições climáticas, diversidade geográfica, perícia técnica e experiência agrícola que permite produzir pequenos frutos com elevados padrões de qualidade, reconhecidos nos mercados internacionais”, afirmou.

Apesar dos resultados positivos, Lusomorango e Driscoll’s defendem que o crescimento futuro da fileira dependerá da existência de políticas públicas estáveis e de investimento estratégico.

Entre as prioridades identificadas encontram-se a melhoria das infraestruturas públicas, a gestão eficiente dos recursos hídricos, a simplificação administrativa, o apoio à inovação, a qualificação da mão de obra e soluções para habitação e mobilidade nos territórios onde a atividade tem maior expressão.

“O crescimento económico não dispensa responsabilidade territorial e social. Para continuar a crescer, o setor precisa de políticas públicas estáveis, investimento em infraestruturas e respostas equilibradas para os territórios onde a atividade está instalada”, concluiu Joel Vasconcelos.

Com um impacto superior a mil milhões de euros, mais de 34 mil empregos gerados e exportações em forte crescimento, a fileira dos pequenos frutos reforça a sua posição como um dos motores mais dinâmicos da agricultura portuguesa e um dos setores com maior potencial de crescimento sustentável nos próximos anos.

Seguro releva papel da advocacia na “defesa da dignidade humana” perante desafios tecnológicos e sociedade que “tende a excluir”

12 June 2026 at 17:44

O Presidente da República Portuguesa relevou o papel da advocacia na “defesa da dignidade humana” perante os desafios da era digital e de uma “sociedade que tende a excluir”, sublinhando o compromisso da Ordem dos Advogados (OA), que acaba de completar cem anos, com “uma justiça mais próxima, acessível e eficaz”.

Num discurso para uma plateia de centenas de profissionais da classe, numa cerimónia que decorre esta sexta-feira na Aula Magna, o Chefe de Estado afirmou que os advogados “enfrentam desafios de enorme complexidade”, sendo “simultaneamente mais necessários e mais desafiados do que nunca”.

“Se os primeiros 100 anos da OA foram marcados pela afirmação da liberdade perante o poder político, os próximos 100 anos serão marcados pela defesa da dignidade humana perante os desafios do poder tecnológico e de uma sociedade que tende a excluir quem considera os seus elos mais fracos”, afirmou António José Seguro.

Entre as grandes missões da advocacia do futuro está, de acordo com António José Seguro, ser “inteiramente coerente com o legado que receberam e com os valores” daquela que foi a primeira ordem profissional a ser fundada em Portugal, há precisamente um século.

Uma “instituição de liberdade e de cidadania, uma voz crítica quando necessária, defensora da legalidade democrática e parceria indispensável da justiça” com um “compromisso com o futuro, independência, liberdade humana, democracia, com uma justiça mais próxima, mais acessível e mais eficaz”, listou.

Para Seguro, que classifica a OA como “uma das instituições mais relevantes da vida civil e democrática portuguesa”, a “independência do adcogado nunca foi um privilégio corporativo. Foi sempre, e continua a ser, uma garantia democrática”.

“Celebrar os 100 anos da OA é celebrar também 100 anos de defesa do Estado de Direito. Não se mede apenas pela existência das leis, mas pela capacidade de garantir que ninguém está acima da lei e que ninguém fica desprotegido da lei; pela existência de tribunais independentes, pela efetividade dos direitos fundamentais, pela possibilidade de cada pessoa encontrar, perante a injustiça, uma voz que a represente e uma instituição que a proteja. Essa voz foi durante um século a voz dos advogados portugueses”.

António José Seguro saudou o bastonário da OA, João Massano, por incluir o tema da inclusão nas comemorações. É um sinal do que a advocacia deve ser: uma profissão que reconhece responsável perante todos os cidadãos. Uma democracia só é verdadeiramente inclusiva quando todos os cidadãos podem conhecer os seus direitos e defendê-los eficazmente. Não podemos falar de democracia sem pensar nos mais vulneráveis. A advocacia faz a diferença na vida das pessoas e essa diferença é mais urgente precisamente onde a vida é mais difícil”.

 OA e Estado Novo

O Presidente da República aproveitou a ocasião para recordar os profissionais que “exerceram a advocacia em tempos difíceis, que durante o Estado Novo assumiram a defesa dos presos políticos perante os Tribunais Plenários”. “Homens e mulheres que compreenderam que defender um cidadão não significa concordar com as suas ideias mas antes afirmar um principio superior: o direito de todos a uma defesa livre, independente e efetiva”.

“A democracia portuguesa tem uma dívida de gratidão com esses vossos colegas, a coragem de defender a dignidade humana quando tal exigia colocar em risco a própria integridade das carreiras, das famílias e a sua liberdade”, sublinhou António José Seguro.

Ações da SpaceX disparam quase 30%

12 June 2026 at 17:44

A SpaceX estreou-se esta sexta-feira, 12, em bolsa, e já regista uma subida de 29,60%, para 164,60 dólares por ação.

A empresa de tecnologia aeroespacial de Elon Musk realizou a maior oferta pública inicial (IPO) da história, com a empresa a estar avaliada em 1,5 biliões de euros.

Este é o mais ambicioso projeto de Musk, que se estreia no Nasdaq e que coloca a empresa nos dois biliões de dólares em valor de mercado, juntando-se à lista das maiores empresas, onde se incluem as tecnológicas Nvidia, Google e Apple.

Musk conseguiu levantar 75 mil milhões de dólares junto dos investidores para o lançamento da empresa em bolsa, numa oferta inicial de 555,6 milhões de ações.

DBRS eleva rating da Caixa Geral de Depósitos para A (high) com tendência “positiva”

12 June 2026 at 17:39

A agência de notação financeira Morningstar DBRS anunciou hoje a subida do rating de emissor de longo prazo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de “A” para A (high), mantendo a tendência em Estável. A agência reviu ainda em alta o rating de curto prazo para R-1 (middle) (anteriormente R-1 (low)) e melhorou a perspetiva dos depósitos de longo prazo de Estável para Positiva.

Esta melhoria reflete a solidez financeira e a resiliência do banco público português, num contexto de forte rentabilidade e consolidação da qualidade dos seus ativos.

Em comunicado a agência de rating anuncia que “elevou os seus credit ratings da Caixa Geral de Depósitos, incluindo o Long-Term Issuer Rating e o Long-Term Senior Debt credit rating para A (high) de “A”. A Morningstar DBRS também elevou o Short-Term Issuer Rating credit rating do Bank para R-1 (middle) de R-1 (low). Simultaneamente, a Morningstar DBRS confirmou os credit ratings de Long-Term Deposits e Short-Term Deposits do Bank em A (high) e R-1 (middle), respetivamente, uma vez que estão ao mesmo nível da República de Portugal (Portugal; com rating A (high) e Positive trend pela Morningstar DBRS). A  DBRS alterou a trend do Long-Term Deposits credit rating do Bank para Positive de Stable. As trends dos restantes credit ratings mantêm-se Stable. A  DBRS também subiu a Intrinsic Assessment (IA) da CGD para A (high) de “A” e manteve a sua Support Assessment em SA3″.

De acordo com a DBRS, a revisão em alta da nota da CGD é sustentada por uma geração de resultados “robusta e resiliente”, impulsionada pelo crescimento sólido do crédito e por uma gestão controlada dos custos operacionais.

Em 2025, a CGD registou lucros recorde de 1.900 milhões de euros (um crescimento de 9,8% em termos homólogos). No primeiro trimestre de 2026, a tendência positiva manteve-se, com os lucros a atingirem os 396,7 milhões de euros.

O rácio de eficiência (cost-to-income) fixou-se em 30,7% no total do ano de 2025 e em 39,1% no primeiro trimestre de 2026, valores que demonstram uma estrutura operacional altamente otimizada.

Apesar da descida das taxas de juro ter pressionado a margem financeira para 2,4% em 2025 (face aos 2,8% em 2024), o primeiro trimestre de 2026 já deu sinais de recuperação, com um crescimento em cadeia de 5,6%.

A agência de rating destacou também a melhoria contínua na qualidade do balanço do banco liderado do por Paulo Macedo. O rácio de crédito malparado (NPL ratio) desceu para 1,4% no final de março de 2026 (abaixo da média europeia de 1,9%).

No que toca à CGD em Moçambique (onde está através do BCI), o rácio de exposição não produtiva (NPE) subiu ligeiramente para 1,7% devido ao incumprimento da dívida soberana de Moçambique. Excluindo este impacto geopolítico específico, o rácio NPE fixar-se-ia nuns limpos 1,0%.

Ao nível da solvabilidade, o grupo CGD apresenta uma posição de capital considerada “forte”, com um rácio CET1 de 21,2% em março de 2026, o que representa uma almofada confortável de 11,8% acima dos requisitos mínimos regulamentares.

As melhorias na notação de crédito refletem a geração de resultados robusta e resiliente da CGD, apoiada por um crescimento de crédito sólido, uma elevada margem de juros líquida, custos operacionais bem controlados e um custo de risco negativo, mesmo num ambiente de taxas de juro mais normalizado

A confirmação dos ratings de depósitos da CGD em A (high) — agora com tendência Positiva — coloca o banco em total alinhamento com a avaliação soberana da República de Portugal (atualmente classificada em A (high) com tendência Positiva pela DBRS).

Para que o rating da CGD volte a subir no futuro, a agência avisa que será necessária uma trajetória contínua de rentabilidade ao longo do ciclo económico e, fundamentalmente, uma subida prévia ou concomitante do próprio rating de Portugal. Por outro lado, uma deterioração material prolongada nos resultados ou na qualidade dos ativos poderá resultar numa revisão em baixa.

Portugal regressa ao mercado com leilão de até 1.250 milhões em dívida a 11 meses

12 June 2026 at 17:30

O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública vai realizar, na próxima quarta-feira, um leilão de Bilhetes do Tesouro (BT), com maturidade em 2027 e um montante indicativo entre 1.000 e 1.250 milhões de euros, foi anunciado esta sexta-feira.

“O IGCP, E.P.E. vai realizar no próximo dia 17 de junho pelas 10:30 horas um leilão da linha de BT com maturidade em 21 de maio de 2027”, anunciou, em comunicado.

O montante indicativo é entre 1.000 e 1.250 milhões de euros, precisou o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

PSI fecha no ‘verde’, impulsionado pelo setor da construção

12 June 2026 at 17:21

A bolsa de Lisboa fechou a semana em terreno positivo, com uma subida de 0,76% para 9.093,82 pontos.

A Teixeira Duarte liderou o dia, com um disparo de 7,76% para 0,4650 euros, seguida da Mota-Engil, que subiu 5,75% para 4,782 euros. Os CTT ganharam 4,36% para 5,99 euros, o BCP aumentou 3,62% para 0,9500 euros, a Semapa somou 2,57% para 23,95 euros e a Jerónimo Martins avançou 0,45% para 17,76 euros.

Em contraciclo, a Galp perdeu 2,77% para 19,12 euros, a EDP Renováveis desceu 0,73% para 13,63 euros, a EDP derrapou 0,33% para 4,467 euros e a Corticeira Amorim deslizou 0,30% para 6,57 euros.

As principais praças europeias fecharam no ‘verde’, com o CAC40 a ganhar 1,83% para 8.350,87 pontos e o Ibex35 a subir 2,59% para 18.764,40 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “sexta-feira de grande otimismo nas bolsas europeias, num dia que marcou a estreia da SpaceX em bolsa. Notas de que os Estados Unidos e o Irão se aproximaram de um acordo de paz provisório destinado a reabrir o Estreito de Ormuz e ajudar a colocar um ponto final a uma guerra, que dura há mais de três meses e tem prejudicado a economia global e feito escalar a inflação, fazem recuar os preços do petróleo e entusiasmam os investidores”.

No mercado do petróleo o texano WTI desce 3,44%, fixando o preço do barril nos 84,69 dólares e o Brent perde 3,53% para 87,19 dólares. O gás natural aumenta 0,94% para 3,116 dólares.

No mercado cambial o euro deprecia 0,06% face ao dólar, fixando-se nos 1,1571 dólares.

Refeições escolares em Lisboa: CML diz querer apoiar “quem realmente precisa”

12 June 2026 at 17:10

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) informou que manterá a gratuitidade das refeições escolares para os alunos dos escalões A e B, e comparticipará em 50% os estudantes do escalão C.

As explicações da CML acontecem depois do jornal ‘Expresso’ ter avançado que o executivo se preparava para realizar alterações aos apoios de ação social escolar (ASE) e que iria deixar de beneficiar os alunos do escalão C.

O jornal revelou que as alterações poderiam levar a que as famílias tivessem um aumento mensal médio de 16,5 euros por aluno nas refeições.

Contudo, a CML esclarece que “um agregado familiar com um filho que tenha um rendimento bruto mensal de 1.000 euros continuará a ser apoiado nas refeições na sua totalidade, encontrando-se abrangido pelo escalão B. No caso de uma agregado familiar com dois filhos e um rendimento mensal bruto de 2.700 euros, enquadrado no escalão C, a Autarquia mantém a comparticipação de 50%”.

A CML salienta que dá apoios “que mais nenhuma câmara no país dá”, e que a sua proposta para o próximo ano tem por base “apoiar quem realmente precisa, em função dos seus rendimentos”.

A proposta vai ser discutida em reunião de Câmara no próximo dia 17.

A Câmara já teve aprovação prévia de algumas medidas de ASE para o próximo ano letivo, que incluem novos apoios, nomeadamente reforço nos apoios para alunos com necessidades de saúde especiais, reforço da verba para as atividades extracurriculares e o apoio, num valor máximo de 100 euros, para a aquisição de equipamentos e materiais específicos à aprendizagem dos alunos a frequentar o 10.º ano de escolaridade pela primeira vez.

Visa e OpenAI parceiras para garantir segurança nas compras com IA

12 June 2026 at 15:56

A Visa e a OpenAI anunciaram uma parceria para levar pagamentos seguros às compras realizadas com agentes, tendo como objetivo garantir transações simples e de confiança nas plataformas da OpenAI.

Em comunicado, a Visa refere que esta colaboração faz parte da iniciativa Visa Intelligent Commerce, que pretende expandir os pagamentos seguros a novos ambientes digitais.

As duas empresas vão explorar diversas aplicações empresariais, desde experiências para programadores a fluxos de trabalho mais automatizados e conversacionais.

A parceria vai integrar as tecnologias de pagamento da Visa nas experiências da OpenAI, o que vai permitir que os programadores e comerciantes aceitem pagamentos iniciados por agentes. A Visa vai ser responsável por toda a infraestrutura de suporte, que inclui rede, tokenização e os sistemas de gestão de risco.

Todas as transações vão ser realizadas segundo as regras definidas pelo utilizador, desde limites de gastos a necessidades de aprovação. Adicionalmente, as operações vão ser protegidas pela tokenização da Visa e por sistemas de monitorização de fraude em tempo real.

Bea Larregle, senior vicepresident and group country manager da Visa para o Sul da Europa, afirma que “a IA vai transformar o comércio de forma mais profunda do que a internet ou a tecnologia móvel alguma vez o fizeram”. “À medida que os agentes de IA se tornam participantes ativos na economia, o foco da Visa é garantir que as transações são de confiança, seguras e fluidas. É essa a infraestrutura que estamos a construir com parceiros como a OpenAI”, refere.

“Ao integrar com o Visa Intelligent Commerce, estamos a construir a infraestrutura para transações agênticas seguras, transparentes e controladas pelo utilizador, a ajudar as pessoas a fazer mais com agentes de IA, mas sempre com a confiança de que os pagamentos estão a ser geridos de forma segura”, aponta Marco Mahrus, head of partnerships, commerce na OpenAI.

Livre propõe aumento da licença parental, 25 dias de férias e trabalhadores em administrações

12 June 2026 at 15:46

O Livre anunciou hoje um conjunto de propostas para alterar a lei laboral que incluem o aumento da licença de parentalidade, a reposição de 25 dias de férias e a inclusão de trabalhadores nos conselhos de administração.

A uma semana do debate na generalidade da proposta do Governo que pretende alterar vários pontos da legislação laboral, que tem sido contestada pelos sindicatos e ainda não reúne consenso parlamentar suficiente para ser aprovada, o Livre reforça as críticas e avança com uma iniciativa em sentido oposto.

“O Livre vai apresentar uma proposta para que a discussão não seja apenas sobre a retirada de direitos, mas sim como reforço de direitos”, disse a líder parlamentar e porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, em conferência de imprensa na Assembleia da República, na qual também participaram Rui Tavares e Jorge Pinto.

O partido elencou seis áreas prioritárias, entre elas, a proteção social e da família, propondo o aumento da licença parental “para que pais e mães possam estar um ano com a sua criança no seu primeiro ano de vida em casa, se for partilhada de forma igualitária e paga a 100%”.

Além disto, o Livre quer que os trabalhadores por turnos tenham direito a aceder à reforma antecipada a partir dos 60 anos e a mais dias de férias, consoante os anos de profissão.

O partido defende “mais tempo para quem trabalha” e por isso avança com a reposição dos 25 dias de férias, 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores e a “menção expressa” da semana laboral de quatro dias no Código do Trabalho “como uma opção” para incentivar as empresas a adotar este regime.

Na ótica do Livre, uma das formas de aumentar a produtividade dos trabalhadores é reforçar a “democracia no trabalho”. Por isso, o partido propõe que empresas com mais de 250 membros sejam obrigadas a ter no seu Conselho de Administração uma representação de trabalhadores.

O deputado e ex-candidato presidencial, Jorge Pinto, salientou que esta proposta não pretende sobrepor-se à representação sindical mas sim complementá-la e que este modelo já existe noutros países.

O partido quer também proibir a caducidade da contratação coletiva até que haja um instrumento que a substitua e um “reforço do direito de informação e de participação dos trabalhadores”.

No que toca a salários, o Livre quer que todos os rendimentos aumentem “consoante a inflação” e também por via do aumento da produtividade.

Outra das prioridades da bancada é a transição tecnológica, com Isabel Mendes Lopes a salientar que qualquer reforma laboral que não tenha em conta matérias como a Inteligência Artificial “está a falhar às pessoas, aos trabalhadores e ao país”.

O Livre defende que todos os trabalhadores devem ter um “acesso equitativo” à inovação tecnológica e ao uso de IA, quer na Administração Pública quer no privado, estabelecendo, por exemplo, que as empresas que recorram a fundos públicos sejam obrigadas a conceder este acesso.

Por outro lado, a deputada propôs a criação de um “fundo para a transição tecnológica” financiado pela tributação dos lucros que resultam dos processos de automação das próprias empresas, “ou, por exemplo, da tributação de data ‘centers’ que se instalam em Portugal”.

Rui Tavares alertou que a Inteligência Artificial “é já hoje em dia uma realidade, mas mal distribuída e de uma forma que não é nem equitativa, nem justa, nem de acesso igual por parte de todos os trabalhadores” o que “pode introduzir graves injustiças no local de trabalho”.

Do ponto de vista ambiental e ecológico, o Livre defende a criação de uma “licença climática” que permita a um trabalhador ter falta justificada no caso de uma calamidade mas também quer garantir que os trabalhadores “em condições adversas, nomeadamente em dias de grande calor, não tenham de o fazer pondo em risco a sua saúde e a sua vida”.

Criação de empresas abranda em maio, e insolvências descem 16%

12 June 2026 at 15:39

As insolvências declaradas diminuíram 16% no mês de maio, com menos 32 empresas face ao período homólogo. No total foram 165 empresas que declararam insolvência durante o mês de maio.

Segundo o Iberinform, nos primeiros cinco meses do ano verificou-se uma redução de 29% nas declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas. Também o número de insolvências declaradas apresentou um decréscimo de 15% até maio.

Lisboa, Porto e Braga foram os distritos onde se registaram o maio número de insolvências declaradas, com 172,143 e 106, processos, respetivamente.

Até maio, Angra do Heroísmo foi o distrito que apresentou a maior taxa de crescimento das insolvências, com um aumento de 200%, seguido da Madeira, com 82%, Vila Real, com 33% e Setúbal, com 19%.

Já Castelo Branco registou o maior decréscimo, de 47%, seguido de Santarém, com 46%, Coimbra, com 38% e Leiria, com 21%.

O setor da indústria extrativa foi o que registou a descida mais expressiva, de 100%, seguido do setor da agricultura, caça e pesca, com 44% e das telecomunicações, com 33%.

À semelhança das insolvências declaradas, as insolvências encerradas também registaram um decréscimo de 1,7%.

A criação de empresas em maio também apresentou uma descida, de 24%, com 3.684 empresas criadas no quinto mês do ano.

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