Público do CCB sobe 12% para 854 mil em 2025 sem aumento de subvenção pública
O Centro Cultural de Belém encerrou 2025 com um balanço positivo. Por um lado mais público e por outro maior eficiência financeira. Num ano classificado como exigente para o setor, a instituição serviu 854.012 pessoas, um crescimento de 12% face a 2024, mantendo inalterado o valor da subvenção pública. O custo por visitante caiu de 13,79 euros para 12,29 euros, um indicador que, segundo a Fundação, traduz uma melhoria clara de eficiência e maior impacto cultural e social sem acréscimo de financiamento público.
Em paralelo, a Fundação Centro Cultural de Belém registou um resultado operacional positivo de 1,09 milhão de euros. Este desempenho reforça a capacidade da instituição para concretizar os investimentos estratégicos e patrimoniais previstos para os próximos anos. A evolução positiva estendeu-se a outros indicadores: aumentaram as disponibilidades, cresceram as receitas de arrendamento e de aluguer de espaços culturais, e registou-se uma evolução favorável de outros rendimentos.
As contas de 2025, auditadas pela BDO & Associados, mereceram uma opinião sem reservas nem ênfases, o que reflete a solidez da gestão financeira da Fundação. O ano ficou também marcado pelo maior investimento dos últimos cinco anos, num total de 1,72 milhões de euros. Esse montante permitiu avançar com projetos de modernização de infraestruturas e equipamentos, incluindo a instalação de painéis fotovoltaicos, a requalificação técnica de espaços de espetáculo e o início da substituição de elevadores.
Para a administração do CCB, os resultados confirmam a capacidade da instituição para alargar o acesso à cultura, chegar a mais públicos e gerar maior impacto, mantendo uma gestão rigorosa e sustentável. As contas de 2025 servem agora de base ao Plano Estratégico RE-VISITAR 2026-2030, orientado para reforçar a sustentabilidade económica, patrimonial, ambiental e cultural do Centro. Entre as prioridades estão a valorização dos Módulos IV e V, o investimento financiado pelo PRR, a modernização dos ativos técnicos e a redução estrutural dos custos energéticos.
Com vista a consolidar novas fontes de receita, será criado um Gabinete de Desenvolvimento Estratégico. A nova estrutura terá como missão identificar oportunidades, dinamizar parcerias, captar apoios, valorizar ativos e desenvolver novos modelos de relação com empresas, públicos e entidades culturais.
Com este desempenho, o CCB considera demonstrada a capacidade de maximizar o impacto do financiamento público. A instituição entra em 2026 com condições reforçadas para prosseguir a sua missão de serviço público, colocando a cultura, os cidadãos e o acesso ao conhecimento no centro da atividade.
