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Bill Gates diz que Epstein usou informações pessoais para pressioná-lo

10 June 2026 at 21:45

O bilionário Bill Gates afirmou a membros do Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA que Jeffrey Epstein tentou usar informações sobre sua vida pessoal, incluindo o fato de ter sido infiel em seu casamento, para pressioná-lo, segundo uma cópia de seu discurso de abertura obtida pela CNN.

Gates também afirmou que não tinha conhecimento dos crimes cometidos pelo criminoso sexual

“Eu nunca testemunhei nem tive qualquer indicação de que Epstein estivesse envolvido em conduta criminosa contínua. Nunca fui à sua ilha, ao seu rancho ou à sua casa na Flórida. Nunca vitimizei ninguém. Embora ele possa ter tentado cultivar um relacionamento pessoal, eu nunca estive interessado nisso e nunca retribuí”, disse Gates nesta quarta-feira (10), de acordo com seu discurso preparado.

“Soube que Epstein havia tomado conhecimento de informações sensíveis sobre minha vida pessoal, incluindo o fato de eu ter sido infiel em meu casamento. Esses casos não tinham nada a ver com minhas interações com Epstein, mas foram dolorosos para minha família”, afirmou.

Gates disse que foi apresentado a Epstein em 2011 e que o falecido criminoso sexual condenado prometeu arrecadar bilhões de dólares para a saúde global.

“Lembro-me de saber que Epstein tinha enfrentado problemas legais anteriores, mas não compreendia totalmente a extensão dos crimes que ele cometeu. Aceitei a apresentação sem a devida análise”, disse ele aos legisladores.

Gates caracterizou suas interações com Epstein como “limitadas” e testemunhou que elas terminaram completamente em dezembro de 2014.

“Ele admitiu que conhecia a reputação do Sr. Epstein. Admitiu que sabia que ele [Epstein] havia sido condenado por crimes sexuais, mas, em última análise, em suas palavras, considerava esse relacionamento restrito um meio aceitável de acessar doadores ricos”, disse a deputada democrata Melanie Stansbury sobre o depoimento de Gates durante um intervalo no interrogatório.

O cofundador da Microsoft também alegou em seu depoimento que Epstein tentou usar o que sabia sobre suas infidelidades — “além de muitas mentiras que ele acrescentou” — para pressioná-lo a retomar o contato após o término do relacionamento anterior.

“Ele não teve sucesso nessa tentativa, mas isso demonstra algumas das maneiras pelas quais ele tentou usar minhas interações para promover seus próprios interesses. Eu nunca deveria ter me encontrado com Epstein”, disse Gates, de acordo com seu depoimento preparado.

O encontro com Epstein, disse ele aos parlamentares, representou um “grave erro de julgamento” de sua parte.

O depoimento de Gates a portas fechadas ocorre após a divulgação dos arquivos de Jeffrey Epstein este ano, que levantaram questionamentos sobre seus laços com o falecido criminoso sexual condenado.

Sendo a 15ª entrevista da comissão, a aparição presencial de Gates no Capitólio foi uma das mais importantes até o momento perante os investigadores do Congresso.

Após horas a portas fechadas na quarta-feira, o cofundador da Microsoft deixou o local em meio a uma multidão de repórteres e manifestantes. Ele não respondeu às perguntas gritadas pelos jornalistas.

Falando com repórteres ao chegar na quarta-feira, Gates disse estar “feliz por estar ali voluntariamente para depor e ajudar no trabalho da comissão”, acrescentando que começaria com uma declaração inicial.

“Espero que meu depoimento seja útil para o importante trabalho da comissão em busca de justiça para as vítimas”, disse ele.

O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer, disse à CNN antes do depoimento de Gates que não havia limitações quanto ao escopo das perguntas para a entrevista.

“Tudo está em aberto”, acrescentou o republicano do Kentucky, observando que, embora Gates pudesse não estar “ansioso” para depor, ele estava “disposto” a falar.

Em um dado momento do interrogatório, no entanto, o advogado de Gates disse aos parlamentares que o bilionário não responderia a perguntas sobre seus casos extraconjugais que não estivessem relacionados ao caso Epstein, segundo uma pessoa presente na sala.

O deputado democrata Robert Garcia, principal democrata na comissão, descreveu Gates como “um pouco combativo” durante a entrevista, mas, no fim, “cooperativo”.

“Ele está rebatendo algumas coisas. Acho que isso ficará evidente na transcrição. Mas ele está respondendo às perguntas”, disse Garcia.

Gates está entre as muitas figuras poderosas no círculo de Epstein — de Howard Lutnick a Bill Clinton — que apareceram em vídeos ou fotos divulgados pelo Departamento de Justiça a partir dos arquivos do caso.

Comer disse a repórteres na quarta-feira que planeja convocar mais figuras de destaque, incluindo Alan Dershowitz e o procurador-geral interino Todd Blanche, para depor em julho.

Relação de Gates com Epstein está sob investigação

O painel de supervisão solicitou a cooperação voluntária de Gates depois que um lote de documentos divulgados revelou uma série de alegações gráficas e não verificadas, bem como um grau de coordenação filantrópica entre Gates e Epstein mais detalhado do que se sabia anteriormente.

Como a CNN relatou anteriormente, os elementos mais explosivos da divulgação anterior de documentos envolviam dois rascunhos de e-mails que Epstein parece ter escrito em julho de 2013.

Nessas anotações de fluxo de consciência, repletas de erros de digitação e vitríolo, Epstein parece alegar que facilitou encontros sexuais para Gates e o ajudou a obter medicamentos para esconder uma infecção sexualmente transmissível de sua esposa.

Não está claro quem escreveu as mensagens de rascunho de 2013 salvas na conta de e-mail de Epstein ou se elas chegaram a ser enviadas, mas são endereçadas de Epstein para si mesmo. Embora os e-mails sugiram, na época, algum tipo de ruptura na amizade, os encontros e as trocas de e-mails continuaram durante esse período.

Epstein afirmou em um e-mail que ajudou Gates a obter drogas “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas” e “encontros ilícitos com mulheres casadas”. O e-mail também menciona Gates pedindo a Epstein que fornecesse Adderall para torneios de bridge.

Outro rascunho de e-mail alega que Gates, em lágrimas, pediu a Epstein que apagasse mensagens que faziam referência a uma DST, “seu pedido para que eu lhe fornecesse antibióticos para que você pudesse dar secretamente a Melinda” e que apagasse detalhes pessoais explícitos sobre seu pênis.

As alegações contidas no rascunho do e-mail não foram verificadas nem corroboradas. Não há indicação de que a mensagem tenha sido compartilhada com Gates ou qualquer outra pessoa, e ele não foi acusado de nenhum delito criminal relacionado a Epstein.

Gates foi questionado sobre os rascunhos dos e-mails, incluindo o que fazia referência a uma DST, durante sua entrevista a portas fechadas, disse Garcia aos repórteres. Duas fontes familiarizadas com o depoimento de Gates disseram que ele contestou a alegação de DST, e Garcia observou que Gates testemunhou “que sentia que o Sr. Epstein escrevia e-mails para si mesmo e simplesmente dizia coisas que não eram verdadeiras ou que não aconteceram”.

Gates, disse Garcia, foi “muito claro ao afirmar que nunca foi apresentado a mulheres, meninas ou qualquer pessoa menor de idade pelo Sr. Epstein; ele deixou isso claro diversas vezes, mas continuará sendo questionado sobre esses e-mails”.

Gates já havia negado veementemente as acusações e um representante de Gates declarou anteriormente à CNN.

“Essas acusações são absolutamente absurdas e completamente falsas”, afirmou.

“A única coisa que esses documentos demonstram é a frustração de Epstein por não ter um relacionamento contínuo com Gates e os extremos a que ele chegaria para armar uma cilada e difamá-lo”, acrescentou.

“Embora o Sr. Gates reconheça que o encontro com Epstein foi um grave erro de julgamento, ele nega categoricamente qualquer conduta imprópria relacionada a Epstein e às atividades horríveis nas quais Epstein estava envolvido. O Sr. Gates nunca visitou a ilha de Epstein, nunca participou de festas com ele e não teve qualquer envolvimento em atividades ilegais associadas a Epstein”.

Gates foi questionado sobre os documentos mais recentes em uma entrevista à afiliada da CNN, Nine News, na Austrália, em fevereiro.

“Aparentemente, Jeffrey escreveu um e-mail para si mesmo. Esse e-mail nunca foi enviado, o e-mail é falso. Então, não sei o que se passava na cabeça dele. Isso só me lembra que me arrependo de cada minuto que passei com ele e peço desculpas por ter feito isso”, disse Gates.

“É factualmente verdade que eu só estive em jantares, sabe? Eu nunca fui à ilha. Nunca conheci nenhuma mulher. E então, sabe, quanto mais coisas vierem à tona, mais claro ficará que, embora o tempo tenha sido um erro, não teve nada a ver com esse tipo de comportamento”, acrescentou o bilionário.

Gates também já disse que se arrepende de ter se encontrado com Epstein, declarando a Anderson Cooper, da CNN, em 2021: “Foi um grande erro passar tempo com ele, dar a ele a credibilidade de estar lá”.

As mais de 3 milhões de páginas divulgadas pelo Departamento de Justiça contêm centenas de referências a Gates, incluindo inúmeros e-mails detalhando agendas com reuniões, refeições, telefonemas propostos e tentativas de Epstein de marcar encontros com Gates.

Todas as interações documentadas com Gates ocorreram após a condenação de Epstein em 2008 por acusações relacionadas à prostituição, seja um jantar que os dois compartilharam em 2010 ou um encontro na Noruega em agosto de 2012.

“Gostei muito do café da manhã”, escreveu Gates a Epstein em dezembro de 2014.

Epstein respondeu dizendo, em parte: “como sempre, todos gostaram muito de você” e concluiu convidando Gates para sua ilha particular, que Gates afirma nunca ter visitado. Não há indícios de que Gates tenha aceitado o convite.

Antes do comparecimento de Gates ao Capitólio, o deputado democrata Robert Garcia, principal democrata na Comissão de Supervisão da Câmara, disse ser “muito preocupante” que Gates tenha mantido um relacionamento com Epstein após a condenação do falecido criminoso sexual.

“Já dissemos que não nos importa se você é republicano, democrata ou quem você é. O fato de o Sr. Gates ainda ter mantido contato com o Sr. Epstein mesmo depois de saber da condenação, mesmo sabendo o que ele havia feito, é muito preocupante. Então, queremos saber o que o Sr. Gates sabia, quem mais estava envolvido nesse círculo e por que o Sr. Gates continuou a ter contato com o Sr. Epstein”, disse Garcia na terça-feira.

Entenda o que é o caso Jeffrey Epstein, magnata envolvido em abuso sexual

Reforma tributária é “bomba atômica” para aviação, diz CEO da Latam Brasil

10 June 2026 at 21:30

O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, classificou a reforma tributária como uma “bomba atômica” e um “desastre” para o setor aéreo.

A fala ocorreu durante um evento que reuniu empresas da aviação e do turismo nesta quarta-feira (10), em São Paulo.

Segundo Cadier, atualmente a companhia paga R$ 2 bilhões em impostos por ano, valor que deve passar para R$ 6 bi com a reestruturação na carga tributária.

Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil • Reprodução

 

Na avaliação do executivo, a reforma tributária é “boa” para o país e se faz necessária, mas para alguns setores, como na aviação e no turismo “é uma bomba atômica” e um desastre.

“Com a reforma tributária implementada (…) vai passar para R$ 6 bilhões. No entanto, é importante dizer que quem paga isso não é a Latam. Quem paga é o cliente que está voando”, afirmou.

Cadier afirmou ainda que há uma falta de articulação entre as companhias aéreas, ao dizer que se discute muito a questão das passagens aéreas, deixando o pensando do “ecossistema” de lado.

“Falta um trabalho integrado (…) temos trabalhado muito em como pensar a passagem aérea e não tem colaborado com o setor para pensar o ecossistema”, disse.

Em relação à operação, o executivo afirmou que os impactos da reforma fiscal terá reflexo tanto nas operações domésticas, quanto nas internacionais, diante do país passar a adotar uma tributação superior à praticada na maioria do mercado externo.

“O Brasil vai se colocar absolutamente como pária cobrando uma coisa que ninguém cobra”, alertou.

Risco de redução de rotas

Na aviação, as principais preocupações em relação a reforma fiscal estão no aumento de custo nas passagens e nas tarifas aeroportuárias. Além do fim dos incentivos fiscais de ICMS concedidos pelos estados às companhias aéreas.

Com a mudança, esse tipo de benefício deixa de ser possível. Para manter os incentivos, os estados teriam de usar recursos do próprio orçamento, o que é considerado pouco viável.

“Muita rota só é operada por subsídio no ICMS. Com o fim do imposto, se o estado quiser manter esse incentivo, terá de tirar dinheiro do orçamento público para repassar às companhias, o que não é a realidade”, explicou o Fábio Rogério, CEO da Aeroportos do Brasil.

O ICMS hoje tem peso relevante no custo da aviação, especialmente sobre o QAV, que representa quase 40% do custo total das companhias aéreas. A expectativa é que a alíquota média atual do setor seja de 15% e pode subir para 27,5% com o novo modelo, explicou Rogério.

Com o aumento de custos, especialistas do setor avaliam que a demanda pode cair no setor e, por consequência, as companhias reduzem ou encerram operações para rotas menos rentáveis, afetando principalmente estados ou municípios do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Enquanto isso, os mercados das regiões Sul e Sudeste e o voos para Brasília tendem a concentrar a oferta.

Governo estuda devolução de celular roubado nos Correios, diz Lula

Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (10) que o governo estuda a possibilidade de enviar mensagens para celulares roubados alertando o usuário a devolver o aparelho nas agências dos Correios em vez de uma delegacia. 

“Eu vou disparar o sinalzinho [mensagem] para quem estiver com celular roubado, devolver, porque, senão, haverá consequências”, destacou Lula durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Notícias relacionadas:

Segundo Lula, um estudo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que aponta a existência de cerca de 2,5 milhões de celulares roubados em todo o país.

"Nós temos o cadastro, o endereço e o chassi de 2,5 milhões de celulares roubados. Eu ia apertar um botãozinho e passar a mensagem dizendo que todas as 2,5 milhões de pessoas que estão com o celular roubado têm que devolver", explicou.

Atualmente, o aplicativo Celular Seguro  permite bloquear imediatamente o aparelho, a linha telefônica e as contas bancárias disponibilizadas no smartphone em casos de roubo, furto ou extravio.

Distribuição de renda

Na reunião, Lula defendeu as políticas de distribuição de renda e inclusão social em relação a números isolados de crescimento econômico. 

“O que é importante é que aos poucos a gente vai colocando a parte mais sensível e mais pobre da população dentro do orçamento do país, levando a sério a educação, a saúde e a legalização de terras indígenas”, afirmou.

Ele citou que nesta quinta-feira (11) o governo entregará documentação de terras quilombolas, que a cerimônia marcará "48% de tudo quanto é terra quilombola registrada nesse país.”

O presidente fez críticas à reação do mercado financeiro diante das metas fiscais do governo. “Se a gente tiver um déficit de 0,20% vai cair o mundo.”

Brasil na Copa do Mundo

O presidente Lula desejou que a seleção brasileira vença, neste sábado (13), na partida de estreia da Copa do Mundo de 2026, contra a equipe do Marrocos, em Nova Jersey, Estados Unidos.

“Já errei em 1982, 1986. Mas eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom”.

* Colaborou Marcelo Brandão

Governo estuda devolução de celular roubado nos Correios, diz Lula

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Atualmente, o aplicativo Celular Seguro  permite bloquear imediatamente o aparelho, a linha telefônica e as contas bancárias disponibilizadas no smartphone em casos de roubo, furto ou extravio.

Distribuição de renda

Na reunião, Lula defendeu as políticas de distribuição de renda e inclusão social em relação a números isolados de crescimento econômico. 

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Ele citou que nesta quinta-feira (11) o governo entregará documentação de terras quilombolas, que a cerimônia marcará "48% de tudo quanto é terra quilombola registrada nesse país.”

O presidente fez críticas à reação do mercado financeiro diante das metas fiscais do governo. “Se a gente tiver um déficit de 0,20% vai cair o mundo.”

Brasil na Copa do Mundo

O presidente Lula desejou que a seleção brasileira vença, neste sábado (13), na partida de estreia da Copa do Mundo de 2026, contra a equipe do Marrocos, em Nova Jersey, Estados Unidos.

“Já errei em 1982, 1986. Mas eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom”.

* Colaborou Marcelo Brandão

PT pede que STF apure se “Dark Horse” virou caixa 2 para campanha de Flávio

10 June 2026 at 21:15

O PT (Partido dos Trabalhadores) enviou nesta quarta-feira (11) ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, ficção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na petição enviada ao ministro Flávio Dino, o partido sustenta que a produção pode ter sido utilizada como “caixa 2” para o financiamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026.

O PT pede que o STF investigue “o envolvimento de emendas parlamentares e a destinação dos recursos financeiros relacionados ao filme, bem como a atuação dos agentes públicos, privados e das pessoas jurídicas envolvidas”.

Segundo o documento, há indícios de que o dinheiro destinado oficialmente à produção do filme tenha sido utilizado para promoção político-eleitoral, sob o pretexto da produção audiovisual.

Financiamento de Vorcaro

A petição cita a participação do ex-banqueiro e ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no financiamento do projeto e o envolvimento direto de Flávio nas negociações do financiamento da produção.

À CNN Brasil, Flávio Bolsonaro confirmou o repasse de US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 62 milhões) de Daniel Vorcaro para o filme.

“O que se coloca em discussão é a possibilidade de que recursos milionários tenham sido canalizados para uma peça de propaganda política com impacto direto sobre o processo eleitoral de 2026”, afirma a legenda.

O PT argumenta que, caso seja comprovado que recursos destinados ao filme foram utilizados para promover candidaturas ou movimentados por meio de estruturas destinadas a ocultar sua origem, a situação pode configurar abuso de poder econômico e caixa dois eleitoral.

A legenda também questiona se todo o valor empenhado para a realização do filme foi realmente utilizado na produção.

Ainda segundo a petição, os valores para a produção superariam os orçamentos de filmes premiados nacional e internacionalmente, enquanto relatos de bastidores veiculados pela imprensa mostram que o projeto teve corte de custos e problemas operacionais, fatos que seriam incompatíveis com o valor de financiamento do projeto.

Equipe de produção

Outro foco da petição é a rede de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao projeto “Dark Horse”.

O PT pede a apuração das relações entre a produtora Go Up Entertainment, sua proprietária Karina Ferreira da Gama, o ICB (Instituto Conhecer Brasil) e outras entidades associadas ao mesmo grupo.

Segundo o partido, investigações já em andamento apuram repasses de recursos públicos ao ICB, assim como possível utilização de contratos públicos e emendas parlamentares a entidades ligadas aos responsáveis pelo filme.

A petição também pede a investigação da participação do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que assina roteiro e produção do filme. O PT afirma que o parlamentar aparece como “agente político interessado” e como destinador de emendas para entidades vinculadas aos responsáveis pela produção.

Outras investigações

No último mês, o MPTCU (Ministério Público junto ao TCU) também solicitou ao Tribunal de Contas que investigue eventuais irregularidades no filme “Dark Horse”.

No requerimento, o MPTCU requer que a Corte decida pela adoção das seguintes medidas:

  • apure eventual utilização de incentivos fiscais, benefícios tributários, mecanismos de renúncia fiscal ou patrocínios incentivados relacionados à produção audiovisual “Dark Horse”;
  • investigue eventual utilização de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, convênios, contratos administrativos, termos de fomento ou instrumentos congêneres vinculados, direta ou indiretamente, à produção “Dark Horse”;
  • apure possíveis aportes financeiros destinados à produção audiovisual provenientes de empresas vinculadas direta ou indiretamente ao Banco Master ou ao Sr. Daniel Vorcaro;
  • apure eventual utilização de estruturas societárias, empresas intermediárias ou mecanismos financeiros destinados à ocultação da origem, titularidade ou destinação dos recursos empregados no empreendimento audiovisual;
  • investigue a rastreabilidade financeira dos recursos mencionados nas reportagens jornalísticas, inclusive quanto ao fluxo financeiro entre pessoas físicas, pessoas jurídicas, fundos de investimento e demais entidades eventualmente envolvidas nas operações relatadas.

Musk pode ficar trilionário com IPO da SpaceX, mas também fará 4,4 mil milionários entre seus funcionários

10 June 2026 at 21:08

Quando Trevor Hise estava prestes a se formar na faculdade, em 2011, seus pais queriam que ele aceitasse o que consideravam um emprego estável na General Electric. Mas Hise havia conseguido um estágio em uma startup pela qual era apaixonado. Contra o conselho dos pais, ele permaneceu na empresa e trabalhou em tempo integral naquela jovem companhia pelos 12 anos seguintes. A startup era a SpaceX, de Elon Musk. Não é só Elon Musk: SpaceX na Bolsa vai criar nova leva de bilionários; confira SpaceX: Brasileiros podem investir no maior IPO da história por meio da B3 Hoje, Hise possui mais de 100 mil ações da SpaceX, acumuladas durante o período em que trabalhou na empresa. Com a fabricante de foguetes prestes a abrir capital nesta semana a US$ 135 por ação, seus papéis provavelmente valem pelo menos US$ 13,5 milhões — uma quantia que ainda lhe parece inacreditável. — A dimensão disso tudo é absurda, disse o ex-engenheiro de lançamentos da SpaceX, hoje com 37 anos, que se considera semiaposentado. Capacidade computacional: SpaceX fecha megacontrato com Google antes de sua abertura de capital A trajetória da SpaceX até a bolsa de valores foi marcada por uma série de recordes. Trata-se da maior oferta pública inicial (IPO) de todos os tempos, da empresa espacial mais dominante do mundo, comandada pelo homem mais rico do planeta. E ela está prestes a criar riquezas geracionais caso suas ações disparem na estreia, impulsionadas por uma impressionante avaliação de mercado de US$ 1,77 trilhão — cinco vezes maior que a capitalização de mercado da General Electric. Espera-se que o IPO da SpaceX torne muitas pessoas ricas ainda mais ricas. O primeiro da fila é Musk, de 54 anos, que provavelmente se tornará o primeiro trilionário do mundo. Seus amigos, investidores de capital de risco do Vale do Silício, empresas de investimento privado e outros que aplicaram recursos na companhia também devem lucrar bilhões de dólares. IPO vai tornar mais de 4 mil funcionários e ex-funcionários da SpaceX milionários NYT Mas há um grupo que vai ganhar uma riqueza transformadora pela primeira vez: os atuais e antigos funcionários da SpaceX. A empresa conta com 22 mil empregados, além de centenas que passaram por ela ao longo dos anos. Alguns eram trabalhadores operacionais remunerados por hora em bases de lançamento; outros passavam dias seguidos em escritórios sem janelas no complexo industrial da SpaceX, no sul do Texas. Para muitos, todo esse esforço está prestes a ser recompensado graças às ações que receberam como parte de sua remuneração. SpaceX: bancos em Wall Street vão à loucura na disputa pelo maior IPO da história Mais de 4.400 funcionários e ex-funcionários da SpaceX provavelmente se tornarão milionários com o IPO, segundo uma análise da Hill.com, plataforma de investimentos sediada em São Francisco. Desses, cerca de 400 devem acumular patrimônios superiores a US$ 100 milhões. — Normalmente, em um IPO, apenas os fundadores se tornam bilionários”, afirmou Andrew Benson, fundador e CEO da Hill.com, empresa que facilitou negociações de ações privadas da SpaceX. — É incomum ver 400 pessoas ultrapassarem a marca de US$ 100 milhões. Isso demonstra a enorme riqueza que está sendo criada aqui. Um porta-voz da SpaceX não respondeu aos pedidos de comentário. Entre os ex-funcionários da empresa, um dos beneficiados é Gavin Petit, de 42 anos, que ingressou na companhia em 2012 como engenheiro responsável por supervisionar lançamentos. Na época, além do salário de US$ 80 mil anuais, recebeu alguns milhares de ações da empresa. Segundo Petit, cada ação valia US$ 13,80. 'Questões de segurança': chineses são barrados em IPO da SpaceX, de Elon Musk Ao longo dos anos, ele optou por receber seus bônus em mais ações da SpaceX. Isso era considerado arriscado, já que os foguetes da empresa ainda não haviam se consolidado e, ocasionalmente, falhavam. Não havia garantia de que seu emprego sobreviveria, explicou. Além disso, era necessário permanecer na empresa por cinco anos ou mais até que todas as ações fossem adquiridas por direito. Petit vendeu parte de suas ações em alguns eventos semestrais de liquidez, quando funcionários podiam negociar suas participações privadas com compradores interessados. Essas vendas o ajudaram a quitar sua casa em Denver. Ainda assim, manteve a maior parte das ações e hoje possui mais de 50 mil papéis, quantidade suficiente para torná-lo milionário várias vezes. Petit deixou a SpaceX em 2023 para trabalhar na Katalyst Space Technologies, empresa de espaçonaves robóticas. Ele afirma não saber exatamente o que fará com sua fortuna nem se venderá suas ações. Como ocorre na maioria das empresas que abrem capital, a SpaceX impõe restrições ao período em que funcionários podem vender seus papéis após o IPO, segundo documentos financeiros da companhia. Todo mundo quer ação da SpaceX? Conheça o banco de investimentos americano que reúne apostas contra o IPO de Musk — A oferta é o equivalente, para a minha geração, ao IPO da Coca-Cola ou do Google. É um evento de enriquecimento comparável a ganhar na loteria. Tive muita sorte de estar envolvido nisso — afirmou. Nem todos os funcionários da SpaceX mantiveram suas ações. Alguns acreditavam que a empresa jamais abriria capital, especialmente porque Musk frequentemente expressava seu desagrado por companhias listadas em bolsa e pela obrigação de divulgar informações regularmente aos acionistas. Circularam rumores de que alguns dos primeiros funcionários da SpaceX chegaram a trocar suas ações por cartões-presente de restaurantes, como o Chili’s. Hoje, segundo diversos empregados da empresa, essas pessoas se arrependem profundamente da decisão. Hise, cujos pais queriam que ele recusasse a proposta da SpaceX, disse compreender as preocupações deles em 2011. Ele cresceu em Cocoa, na Flórida, onde sua mãe vendia móveis e seu pai trabalhava como encanador no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral. — Naquela época, prevalecia a percepção de que a SpaceX era uma startup sem comprovação e que não duraria muito tempo — lembrou. Mas sua aposta fez cada vez mais sentido à medida que o valor de suas ações crescia junto com a valorização da empresa. Hise vendeu parte dos papéis ocasionalmente para pagar seu casamento e a entrada de uma casa, mas manteve a maior parte da participação. Depois de deixar a SpaceX em 2023, passou a investir em vários empreendimentos imobiliários. Com o IPO se aproximando, ele e sua esposa, uma artista, contrataram um planejador financeiro e estão criando uma fundação para doar parte da riqueza recém-adquirida. E quanto aos seus pais, que acreditavam que a SpaceX não era a escolha profissional correta? — Eles estão muito orgulhosos — concluiu Hise.

Atrizes de 'A nobreza do amor' aproveitam brecha nas gravações para compromissos internacionais. Saiba os destinos e veja fotos

10 June 2026 at 20:55

O fim de semana de Duda Santos e Theresa Fonseca foi agitado. As atrizes aproveitaram uma brecha nas gravações de "A Nobreza do Amor", trama das 18h da TV Globo, e embarcaram em viagens internacionais. Leia também: Theresa Fonseca fala de 'A Nobreza do Amor' e dos preparativos para o casamento com cineasta alemão Entrevista: Protagonista de 'A Nobreza do Amor', Duda Santos abre coração sobre fama, careira e representatividade Protagonista da novela, Duda foi pela primeira vez para Nova York, nos Estados Unidos, na sexta-feira (5). Em entrevista recente à coluna, a artista revelou que a viagem marcaria o lançamento internacional do longa-metragem “Funk”, selecionado para a mostra norte-americana do Festival de Tribeca 2026. — É um filme sobre o funk feminino. A gente fala da favela a partir do lugar do sonho, e não temos violência neste filme. Vou cantar e, também, reencontrar uma Duda de 2024, mas serei gentil com ela — disse ela, que aproveitou a oportunidade para conhecer a cidade em apenas 72 horas. A trama acompanha MC Sabrina (Duda Santos), uma jovem cantora que busca espaço no funk, do início da carreira, no Morro dos Prazeres, às apresentações nos grandes bailes das favelas do Rio de Janeiro. O elenco também traz nomes como Lellê, MC Nem e TZ da Coronel. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Já Theresa Fonseca viajou a Paris para prestigiar o casamento de Elisa Zarzur e Alexandre Negrão, ex-marido de Marina Ruy Barbosa. Madrinha do casal, a atriz publicou registros na Igreja de La Madeleine, onde foi realizada a cerimônia em 6 de junho, e na capital francesa. Em seguida, ela compartilhou fotos no local da festa: no Castelo de Ferrières, na cidade de Ferrières-en-Brie. A intéprete de Virgínia fez questão de usar acessórios de cabelo parecidos com o da personagem, que é conhecida pelas roupas estravagantes e pelas tiaras decoradas. "É uma aventura", escreveu ela. Confira, abaixo, fotos das viagens de Duda Santos e Theresa Fonseca: Rolês internacionais de fim de semana das estrelas de 'A Nobreza do Amor' Initial plugin text

Correios e gastos tributários; as ressalvas do TCU às contas do governo

10 June 2026 at 20:55

O TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou, com ressalvas, as contas do presidente da República relativas ao exercício financeiro de 2025. Com isso, o parecer prévio será encaminhado ao Congresso Nacional, responsável pelo julgamento definitivo das contas presidenciais.

A modalidade reconhece a conformidade geral das contas com os princípios constitucionais e legais, mas registra não conformidades ou distorções materialmente relevantes. Isso significa que as irregularidades apontadas não comprometem a fidedignidade global das informações, mas evidenciam fragilidades que demandam aprimoramento por parte do Executivo.

A análise da Corte de Contas elenca oito “achados” relacionados a riscos, fragilidades e impactos nas contas públicas.

Correios

O TCU constatou falhas relevantes no procedimento de análise e aprovação de garantia da União aos Correios na aprovação de crédito de R$ 12 bilhões em dezembro de 2025, como parte do plano de reestruturação financeira da estatal.

Na avaliação da Corte de Contas, houve ausência de exame crítico das premissas do Plano de Reestruturação (projeções de receitas, despesas e fluxos de caixa). Segundo o TCU, a validação de dados fornecidos pela própria empresa ocorreu sem verificação independente.

Além disso, o tribunal considerou que a União, como acionista controladora, atuou tardiamente diante do agravamento da situação econômico-financeira da estatal.

Esforço fiscal projeto insuficiente

O governo cumpriu a meta fiscal de 2025, mas foi materialmente insuficiente para estabilizar a dívida pública. Para os auditores do TCU, é necessário um superávit de 1,94% do PIB por ano para estabilizar a dívida em 2029. Para este ano, a equipe econômica projeta um superávit de 0,25% do PIB.

Cumprimento da meta fiscal

O TCU considerou que o alcance da meta de 2025 não se traduziu, na prática, em resultado compatível com o fortalecimento do equilíbrio fiscal. Em seu parecer, o tribunal ressalta a exclusão de R$ 48,7 bilhões do cálculo da meta e uma alteração legal (Lei 15.246/2025) para assegurar o cumprimento da regra fiscal mirando o limite inferior, após a Corte de Contas registrar controvérsia sobre o tema.

Para o TCU, a mudança legal evidenciou flexibilização do parâmetro operacional de ajuste fiscal no curso do exercício, fragilizando a previsibilidade das regras.

Receitas e despesas fora do Orçamento

A fiscalização identificou mecanismos institucionais que permitem a destinação de receitas sem o devido recolhimento à CUTN (Corte Única do Tesouro Nacional) e sem a inclusão nas leis orçamentárias anuais. Para isso, verificou-se a existência de duas estratégias: descaracterização das receitas como públicas e não recolhimento à Conta Única. Entre os arranjos identificados, está a remuneração da PPSA (empresa Petróleo Pré-Sal S.A.) sem trânsito pela CUTN.

Gastos tributários

A renúncia fiscal de 2025 foi estimada em R$ 544,4 bilhões. Segundo o TCU, 74% dos gastos não passaram por avaliação recente, apesar da avaliação periódica ser regra; e 42% dos benefícios criados em 2012 possuem prazo indeterminado ou superior a 5 anos, embora a regra seja vigência máxima de 5 anos.

Alcance das metas do PPA 2024-2027

O TCU aponta que apenas 50,1% dos objetivos do Plano Plurianual foram cumpridas.O órgão indica também que somente 45,1% das entregas atingiram as metas estabelecidas.

Obras paradas

A programação orçamentária da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e dos ministérios das Cidades e do Desenvolvimento Regional incluiu novos projetos sem que os empreendimentos em andamento fossem concluídos. A norma exige que os projetos em andamento e conservação de patrimônio têm prioridade sobre novas inclusões.

Regra de ouro pressionada

As projeções para o período 2026-2029 evidenciam desequilíbrio estrutural e maior dependência de operações de crédito para financiamento de despesas decorrentes. O cumprimento de 2025 foi viabilizado por remanejamento de fontes e uso de superávit de exercícios anteriores (margem de R$ 79,2 bilhões).

As ressalvas às contas públicas registram não conformidades ou distorções materialmente relevantes identificadas na auditoria. Para analisar as inconformidades, a nova metodologia da análise das contas dividiu o relatório em quatro capítulos temáticos:

  • Execução orçamentária e financeira;
  • Conformidade da gestão fiscal;
  • Resultado da atuação governamental;
  • Demonstrações contábeis (Balanço Geral da União).

Os alertas nas Contas do Presidente sinalizam ao Poder Executivo Federal fatores de risco, deficiências ou situações que, embora não configurem irregularidade passível de ressalva, demandam atenção e adoção de providências. Diferencia-se da ressalva por não fundamentar modificação da opinião de auditoria.

Estudantes propõem reforço da ação social e revisão do financiamento do Ensino Superior

10 June 2026 at 20:55

O Movimento Associativo Estudantil (MAE) aprovou propostas para reforçar a ação social, combater o abandono escolar, rever o financiamento do Ensino Superior e rejeitar novas barreiras no acesso a ciclos de estudo durante o último Encontro Nacional de Direções Associativas.

No âmbito da Ação Social e Abandono Escolar, os representantes dos estudantes exigiram, em comunicado, maior universalidade e equidade no alojamento estudantil público, propondo a criação de um grupo de trabalho, “com participação obrigatória dos estudantes”, para combater “as profundas assimetrias regulamentares, de utilização quotidiana e de condições de habitabilidade entre as diferentes instituições”.

Em matéria de transição de graus, foi defendido um regime reforçado de ação social para o 2.º ciclo, a uniformização da informação financeira das propinas e taxas, e a inclusão “de um mecanismo no Orçamento de Estado para a isenção total ou parcial das taxas de inscrição e propinas administrativas para estudantes bolseiros, salvaguardando a autonomia das instituições”.

No combate ao abandono escolar precoce, cujas taxas atingem, de acordo com o MAE, “médias críticas de 13,2% no ensino superior e 15,6% no subsistema politécnico”, o plenário estudantil exigiu a publicação regular de dados sobre esse tema.

Propôs também o lançamento de um programa de promoção do sucesso académico, o reforço de gabinetes de apoio vocacional para alunos do ano de ingresso e maior flexibilidade administrativa para requerer a mudança de curso até ao final do primeiro semestre letivo.

Apesar de reconhecerem alguns “aspetos positivos”, a proposta de revisão do Governo do Regime Jurídico dos Graus e Diplomas do Ensino Superior (RJGDES) mereceu a recusa dos representantes dos estudantes, designadamente quanto à “introdução de critérios técnico-formais como barreiras no acesso à transição de ciclos”.

O Encontro Nacional de Direções Associativas, reunido em Lisboa a 30 e 31 de maio, aprovou ainda a candidatura da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para a organização do próximo encontro, a decorrer em 05 e 06 de setembro em Vila Real.

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Terapia CAR-T Cell mostra resposta de 87,5% em pacientes com linfoma

Logo Agência Brasil

Um estudo com a terapia celular CAR-T Cell para o tratamento de linfoma e leucemia conseguiu obter uma resposta de 87,5% em pacientes com linfoma não Hodgkin que já haviam passado por outros tratamentos sem sucesso, como quimioterapia, radioterapia e transplante. 

A pesquisa foi desenvolvida no Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde. 

Notícias relacionadas:

Os resultados são preliminares e foram apresentados nesta quarta-feira (10) pelo Ministério da Saúde, que investiu R$ 100 milhões na pesquisa.

“Os resultados são muito animadores e trazem uma esperança para os pacientes que precisam desse tratamento. O Comitê de Inovação, formado pelos diretores da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] reforçou que vai tratar desse produto como um dos produtos inovadores e, com isso, acelerar a avaliação e o acompanhamento que já são feitos permanentemente pela equipe técnica da Anvisa”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O ministro explicou que, como o estudo ainda está em andamento, novos pacientes continuarão sendo recrutados, seguindo os padrões internacionais.

“É preciso acompanhar o paciente por pelo menos um ano a partir da data de aplicação da terapia para analisar os marcadores de segurança e eficácia”, disse Padilha. Como o último paciente foi incluído em maio, estima-se um prazo de cerca de um ano e meio para a conclusão das análises e a possível aprovação do registro.

Atualmente, um tratamento similar na rede privada custa R$ 2,5 milhões. A expectativa do governo é que, ao ser incorporado ao SUS, o tratamento seja oferecido de forma totalmente gratuita. 

O custo de aquisição pelo Ministério da Saúde também deve ser reduzido devido à escala de produção e ao fato de envolver instituições públicas e sem fins lucrativos. A fábrica em Ribeirão Preto, apontada como a maior da América Latina e do Sul Global, tem capacidade para produzir até 1 mil terapias desse tipo.

Foco no público infantojuvenil

A pesquisa clínica da CAR-T Cell também contempla crianças e adolescentes. No caso da leucemia linfoide aguda, o câncer mais comum na infância, responsável por 70% a 80% dos casos infantis, os pacientes recrutados têm entre três e 25 anos de idade. 

Embora mais de 90% das crianças respondam bem à quimioterapia convencional, a terapia celular surge como uma alternativa vital para os 10% que não apresentam resposta ao tratamento padrão. Já para os linfomas, cuja prevalência é significativamente menor em crianças, o recrutamento é voltado para maiores de 18 anos.

Programa Genomas

Padilha disse ainda que o governo federal fez um aporte de R$ 180 milhões para a segunda fase do programa Genomas Brasil. O projeto, que existe desde 2020 e tem a USP de Ribeirão Preto como uma de suas bases, agora incluirá novas universidades, como a Universidade de Brasília (UnB), que terá o primeiro laboratório do gênero na região Centro-Oeste, e mais hospitais do SUS.

“O projeto Genomas é um orgulho para o país. O Brasil é um dos países com maior diversidade genômica, segundo dados do projeto. Isso faz com que o Brasil seja um país com grande potencial para o desenvolvimento de medicamentos”, destacou o ministro.

Ele destacou ainda que a nova lei de pesquisa clínica, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desburocratizou e encurtou os prazos de aprovação de estudos no país, o que aumentou a participação do Brasil no cenário internacional de pesquisas clínicas em 30%, no ano de 2025.

“O mapeamento do exoma, viabilizado por laboratórios parceiros do projeto, passou a ser garantido pelo Ministério da Saúde para todos os centros de especialidades do SUS. Essa tecnologia permite que o diagnóstico de doenças raras em crianças, que antes demorava cerca de sete anos, seja realizado nos primeiros seis meses de vida, antecipando tratamentos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, afirmou Padilha.

Terapia CAR-T Cell mostra resposta de 87,5% em pacientes com linfoma

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Um estudo com a terapia celular CAR-T Cell para o tratamento de linfoma e leucemia conseguiu obter uma resposta de 87,5% em pacientes com linfoma não Hodgkin que já haviam passado por outros tratamentos sem sucesso, como quimioterapia, radioterapia e transplante. 

A pesquisa foi desenvolvida no Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde. 

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Os resultados são preliminares e foram apresentados nesta quarta-feira (10) pelo Ministério da Saúde, que investiu R$ 100 milhões na pesquisa.

“Os resultados são muito animadores e trazem uma esperança para os pacientes que precisam desse tratamento. O Comitê de Inovação, formado pelos diretores da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] reforçou que vai tratar desse produto como um dos produtos inovadores e, com isso, acelerar a avaliação e o acompanhamento que já são feitos permanentemente pela equipe técnica da Anvisa”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O ministro explicou que, como o estudo ainda está em andamento, novos pacientes continuarão sendo recrutados, seguindo os padrões internacionais.

“É preciso acompanhar o paciente por pelo menos um ano a partir da data de aplicação da terapia para analisar os marcadores de segurança e eficácia”, disse Padilha. Como o último paciente foi incluído em maio, estima-se um prazo de cerca de um ano e meio para a conclusão das análises e a possível aprovação do registro.

Atualmente, um tratamento similar na rede privada custa R$ 2,5 milhões. A expectativa do governo é que, ao ser incorporado ao SUS, o tratamento seja oferecido de forma totalmente gratuita. 

O custo de aquisição pelo Ministério da Saúde também deve ser reduzido devido à escala de produção e ao fato de envolver instituições públicas e sem fins lucrativos. A fábrica em Ribeirão Preto, apontada como a maior da América Latina e do Sul Global, tem capacidade para produzir até 1 mil terapias desse tipo.

Foco no público infantojuvenil

A pesquisa clínica da CAR-T Cell também contempla crianças e adolescentes. No caso da leucemia linfoide aguda, o câncer mais comum na infância, responsável por 70% a 80% dos casos infantis, os pacientes recrutados têm entre três e 25 anos de idade. 

Embora mais de 90% das crianças respondam bem à quimioterapia convencional, a terapia celular surge como uma alternativa vital para os 10% que não apresentam resposta ao tratamento padrão. Já para os linfomas, cuja prevalência é significativamente menor em crianças, o recrutamento é voltado para maiores de 18 anos.

Programa Genomas

Padilha disse ainda que o governo federal fez um aporte de R$ 180 milhões para a segunda fase do programa Genomas Brasil. O projeto, que existe desde 2020 e tem a USP de Ribeirão Preto como uma de suas bases, agora incluirá novas universidades, como a Universidade de Brasília (UnB), que terá o primeiro laboratório do gênero na região Centro-Oeste, e mais hospitais do SUS.

“O projeto Genomas é um orgulho para o país. O Brasil é um dos países com maior diversidade genômica, segundo dados do projeto. Isso faz com que o Brasil seja um país com grande potencial para o desenvolvimento de medicamentos”, destacou o ministro.

Ele destacou ainda que a nova lei de pesquisa clínica, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desburocratizou e encurtou os prazos de aprovação de estudos no país, o que aumentou a participação do Brasil no cenário internacional de pesquisas clínicas em 30%, no ano de 2025.

“O mapeamento do exoma, viabilizado por laboratórios parceiros do projeto, passou a ser garantido pelo Ministério da Saúde para todos os centros de especialidades do SUS. Essa tecnologia permite que o diagnóstico de doenças raras em crianças, que antes demorava cerca de sete anos, seja realizado nos primeiros seis meses de vida, antecipando tratamentos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, afirmou Padilha.

Prisão preventiva para homem que assaltou três casas em Santo Tirso

10 June 2026 at 20:38

Um homem de 40 anos detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR) de Santo Tirso, suspeito da autoria de três crimes de furto qualificado, vai aguardar o desenvolvimento do processo em prisão preventiva, anunciou hoje aquela autoridade.

Em declarações à Lusa, o comandante do Destacamento Territorial de Santo Tirso, capitão Rui Coelho, esclareceu que o homem foi detido na noite de segunda-feira e ouvido na terça-feira no Tribunal de Matosinhos, que decretou a sua prisão preventiva.

Os crimes de furto em três residências ocorreram no início deste ano em Vila das Aves, concelho de Santo Tirso, tendo a investigação decorrido, desde então, em Vila das Aves, Santo Tirso, Famalicão e Braga.

No âmbito dessa investigação, os militares conseguiram identificar e localizar o autor dos crimes e recuperar um computador portátil.

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Enxaqueca refratária: quando os medicamentos não são suficientes e os tratamentos intervencionistas podem mudar a vida do paciente

10 June 2026 at 20:31

A enxaqueca é muito mais do que uma simples dor de cabeça. Considerada uma das doenças neurológicas mais incapacitantes do mundo, ela afeta milhões de pessoas e pode comprometer significativamente a vida profissional, social e familiar dos pacientes. Além da dor intensa, as crises frequentemente são acompanhadas por náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, aos sons e aos odores, podendo durar horas ou até dias. Em casos mais graves, a doença evolui para um quadro crônico, em que o paciente convive com sintomas durante grande parte do mês. Apesar dos avanços da medicina, ainda é comum que pacientes passem anos tentando diferentes medicamentos sem alcançar um controle satisfatório da doença. Segundo o neurocirurgião Dr. Messias Eduardo da Silva, especialista em neurocirurgia funcional, dor e neuromodulação, um dos principais desafios é fazer com que as pessoas compreendam que a enxaqueca é uma doença neurológica complexa e que, muitas vezes, necessita de uma abordagem especializada. "Existe uma tendência de normalizar a dor. Muitos pacientes convivem durante anos com limitações importantes acreditando que não há outras opções além dos medicamentos tradicionais. Felizmente, isso mudou muito nos últimos anos." Uma nova era no tratamento da enxaqueca O avanço do conhecimento sobre os mecanismos cerebrais envolvidos na geração da dor permitiu o desenvolvimento de tratamentos mais direcionados e individualizados. Nos últimos anos, uma nova geração de especialistas passou a incorporar técnicas de neuromodulação e medicina intervencionista ao tratamento da enxaqueca. Entre eles, o neurocirurgião Dr. Messias Eduardo da Silva destaca que o objetivo atual não é apenas tratar a crise quando ela ocorre, mas reduzir sua frequência, intensidade e impacto na vida do paciente. "A medicina moderna passou a atuar diretamente nos nervos e circuitos neurológicos relacionados à dor. Hoje conseguimos oferecer alternativas terapêuticas para pacientes que antes acreditavam não ter mais opções de tratamento." Quando considerar tratamentos avançados? Pacientes com crises frequentes, uso excessivo de medicamentos, limitação das atividades diárias ou falha terapêutica após múltiplas tentativas de tratamento podem se beneficiar de uma avaliação especializada. Entre as opções disponíveis atualmente destacam-se: Bloqueios de nervos periféricos guiados por ultrassom Realizados com auxílio de ultrassonografia, permitem maior precisão na identificação das estruturas envolvidas na dor, proporcionando maior segurança e eficácia ao procedimento. Radiofrequência pulsada Método minimamente invasivo utilizado para modular a atividade de nervos relacionados à dor, podendo proporcionar alívio prolongado em pacientes cuidadosamente selecionados. Aplicação de toxina botulínica (Botox) Reconhecida internacionalmente como uma das principais estratégias para pacientes com enxaqueca crônica, contribuindo para a redução da frequência e da intensidade das crises. Neuromodulação Considerada uma das áreas mais promissoras da neurociência moderna, utiliza estímulos elétricos controlados para modular circuitos neurais envolvidos na percepção dolorosa, oferecendo novas perspectivas para pacientes refratários aos tratamentos convencionais. O tratamento deve ser individualizado Embora os avanços tecnológicos tenham ampliado as possibilidades terapêuticas, os especialistas reforçam que não existe uma solução única para todos os pacientes. A escolha do tratamento depende de fatores como frequência das crises, histórico clínico, exames complementares, presença de outras doenças associadas e resposta a tratamentos prévios. "A avaliação individualizada continua sendo a peça mais importante do tratamento. O objetivo é encontrar a estratégia que permita ao paciente recuperar sua funcionalidade e sua qualidade de vida." O futuro já começou O crescimento da medicina intervencionista e da neuromodulação representa uma mudança importante na forma como a enxaqueca é encarada. Com atuação em neurocirurgia funcional, dor e neuromodulação, o neurocirurgião Dr. Messias Eduardo da Silva integra uma nova geração de especialistas que vêm ampliando as possibilidades de tratamento da enxaqueca refratária através de procedimentos minimamente invasivos e tecnologias avançadas de neuromodulação. Para os especialistas, a principal mensagem é clara: a dor não deve ser aceita como parte inevitável da rotina. "Muitos pacientes chegam ao consultório após anos de sofrimento e descobrem que existem alternativas terapêuticas que sequer imaginavam ser possíveis. A mensagem mais importante é que não é normal viver com dor. Buscar ajuda especializada pode representar uma verdadeira mudança de vida"

BDR da SpaceX estreia na B3 e poderá ser comprado por cerca de R$ 50

10 June 2026 at 20:29

Os investidores brasileiros poderão acessar as ações da SpaceX a partir desta sexta-feira (12), quando a empresa de Elon Musk estreia simultaneamente na bolsa americana e na B3.

O BDR da companhia será negociado sob o código SPCX34 e poderá ser adquirido por valores entre R$ 50 e R$ 70, ampliando o acesso dos investidores locais à empresa de exploração espacial.

A SpaceX atua nos segmentos de tecnologia espacial, com negócios voltados ao desenvolvimento de foguetes, satélites e infraestrutura estelar.

O BDR da companhia passa a integrar a lista de recibos de empresas norte-americanas negociados na bolsa brasileira, ampliando as alternativas de diversificação para investidores locais.

Segundo a B3, o lançamento acontece no mesmo dia do IPO da SpaceX em Wall Street, considerado pela bolsa brasileira como o maior da história do mercado de capitais dos Estados Unidos.

A negociação do BDR poderá ser feita diretamente pelo home broker das corretoras brasileiras, da mesma forma que ações, ETFs e outros recibos de empresas estrangeiras listados na bolsa nacional.

Embora a ação da SpaceX tenha previsão de preço inicial de US$ 135, cerca de R$ 675, a estrutura do BDR foi definida com paridade de 1 para 15. Isso significa que cada ação negociada nos Estados Unidos corresponderá a 15 BRDs no Brasil, reduzindo significativamente o valor necessário para investir na companhia.

Para Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, a estreia do BDR reforça a estratégia de ampliar o acesso dos brasileiros a investimentos internacionais.

“Hoje, os brasileiros já podem dolarizar parte de seu portifólio com as mais conhecidas companhias globais de diferentes setores. Estamos ampliando o leque de opções para quem busca diversificação geográfica e exposição a empresas globais de inovação sem sair do ambiente da bolsa do Brasil”, afirma Masagão.

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados negociados no mercado brasileiro que representam ativos emitidos no exterior.

O instrumento permite que investidores tenham exposição a empresas internacionais e ao dólar sem a necessidade de abrir conta fora do país, realizar remessas internacionais ou operações de câmbio.

Clara lança plataforma de gestão de gastos empresariais que pode ser usada em qualquer país e em qualquer moeda

10 June 2026 at 20:27

A Clara, fintech mexicana focada em cartões corporativos e gerenciamento de despesas para empresas, anunciou hoje, no Web Summit Rio, o lançamento de uma plataforma global para gestão de gastos de empresas. A solução, chamada Clara Global, foi viabilizada com a ajuda de inteligência artificial (IA) e poderá ser usada em qualquer lugar do mundo, em qualquer moeda, dizem os executivos da da startup financeira que é considerada líder neste segmento na América Latina. Web Summit Rio 2026: Acompanhe a cobertura do GLOBO Investimento de US$ 550 milhões: Prefeitura anuncia expansão de hub de data centers A novidade atende a uma demanda dos próprios clientes da empresa cujas operações se estendem além de México, Brasil e Colômbia. Outra novidade da Clara, considerada líder latino-americano em sua área de atuação, é que a ferramenta teve seu código construído inteiramente com IA. Gerry Giacoman Colyer, CEO da Clara Divulgação/Web Summit — Estamos lançando nosso primeiro produto verdadeiramente global que permite que organizações da América Latina usem nosso software de gerenciamento de gastos e reembolso para uma operação em qualquer lugar do mundo, em qualquer moeda, e para poder atender cada vez mais corporações globais — detalhou Gerry Giacoman Colyer, CEO da Clara, em participação no Web Summit Rio hoje. Bilionária brasileira: Luana Lopes Lara diz no Web Summit que Kalshi quer chegar ao Brasil e promete diálogo com governo após veto Ele continuou: — Cada linha de código foi gerada com ferramentas de inteligência artificial e foi feita por uma pequena equipe. Foram três pessoas em questão de semanas fazendo o que estimamos que teria levado dois anos ou mais antes da IA. E muito desse tempo foi dedicado a montar a infraestrutura de segurança e verificações de conformidade que atendem ao nosso alto padrão O que a mineração tem a ver com o futuro da IA? Tudo, diz líder de empresa que inova no setor Embora os usuários do Clara Global possam processar pagamentos feitos com outros cartões, a empresa também lançará seus próprios cartões com suporte a stablecoin que funcionam em qualquer moeda. O lançamento da Clara vem apoiado por um relatório de monitoramento de IA realizado pela empresa. — Reunimos talvez o melhor conjunto de dados em toda a América Latina sobre como as empresas estão gastando em IA. De nossos mais de 30 mil clientes, temos mais de 10 mil, de startups até empresas de grande porte, que estão gastando em IA, e então temos uma noção muito boa das tendências e como elas estão evoluindo na América Latina — acrescentou Colyer. Web Summit Rio 2026: Brasil corre risco de ficar dependente de IA estrangeira, alertam especialistas Indagado sobre o desafio de garantir a segurança das transações da Clara, que são realizadas em escala global, Colyer afirma que a Clara, que trabalha com algumas das maiores empresas da América Latina, garante certificações PCI e outras certificações de segurança: Initial plugin text — Ao longo do tempo, apesar de ver um aumento na sofisticação dos golpistas, a Clara, desde 2023, diminuiu as perdas por fraude em 90%. À medida que vemos os golpistas começando a usar IA cada vez mais, temos nossa própria IA em ação e queremos que nossa IA esteja sempre à frente da IA deles. E, considerando o uso extremo e intenso de IA em compensações como a Clara, reforçamos o nosso quadro com a contratação uma nova profissional sênior no Brasil. Mariana Laje Cardarelli, que também é nossa representante estatutária junto ao Banco Central, e vem com experiência em segurança e proteção de dados, algo que continuamos a levar muito a sério. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú. Initial plugin text

Chefe da Nasa defende tripulação da missão Artemis III, composta apenas por homens

10 June 2026 at 20:22

O chefe da Nasa, Jared Isaacman, defendeu nesta quarta-feira a composição da tripulação da terceira missão do programa Artemis, que busca levar seres humanos de volta à Lua, formada exclusivamente por homens. O anúncio de uma tripulação 100% masculina gerou questionamentos e críticas sobre uma possível interferência política, já que, desde seu retorno à Casa Branca, o presidente Donald Trump ordenou que as agências federais eliminassem iniciativas relacionadas à diversidade e inclusão. Após Artemis II: Quando vai haver um pouso na Lua novamente? Artemis II: 'Esse planeta é impossivelmente bonito de todas as altitudes em que o vi', celebra astronauta após retornar à Terra Isaacman, porém, ressaltou nas redes sociais que a seleção da tripulação "não está ligada a decisões políticas". "O Escritório de Astronautas designa a tripulação que oferece à missão a melhor possibilidade de cumprir seus objetivos", afirmou, acrescentando que fatores como perfil, experiência e disponibilidade dos astronautas são levados em consideração. A terceira fase do programa Artemis III consistirá em testar a espaçonave Orion e realizar manobras de encontro e acoplamento com módulos de pouso lunar. Ela não incluirá uma viagem à Lua. A tripulação anunciada na terça-feira inclui os astronautas americanos Randy Bresnik, Andre Douglas e Frank Rubio, além do italiano Luca Parmitano, o primeiro europeu a participar de uma missão Artemis. Promessa de diversidade A Nasa prometeu levar à Lua uma mulher e uma pessoa negra. No ano passado, porém, a Nasa retirou de algumas de suas páginas na internet referências a esse compromisso e, de forma mais ampla, à diversidade. Isso não significa necessariamente que a promessa tenha sido abandonada, mas ela deixou de ser explicitamente mencionada. Isaacman afirmou que aqueles que levantam essa preocupação talvez não conheçam bem a forma como as tripulações são organizadas e lembrou que já há astronautas em treinamento específico para a Lua que se encaixariam melhor em futuras missões de alunissagem. Galerias Relacionadas Musk, Bezos e Isaacman: Entenda o papel dos bilionários no programa lunar dos EUA 'Testemunha passiva' Em fevereiro, a Nasa anunciou que, em vez de ir à Lua, como previsto originalmente para a Artemis III, a missão serviria como um voo de teste para demonstrar a capacidade de encontro e acoplamento com pelo menos um módulo de pouso lunar em órbita baixa da Terra. Essa mudança prepara o terreno para duas tentativas de pouso na Lua pela Nasa em 2028, durante as missões Artemis IV e V. Apesar do otimismo, especialistas expressam ceticismo quanto à viabilidade de fazê-lo até 2028. — Acho que eu e a maioria das pessoas diríamos que não é uma data realista — disse ao New York Times Casey Dreier, chefe de política espacial da Sociedade Planetária. Missão Artemis II retorna à Terra NASA / AFP Segundo Dreier, o envolvimento de empresas privadas, como a Blue Origin e a SpaceX, permite que o plano de voltar à Lua seja realizado a um custo muito menor do que durante a era Apollo — mas também significa que as aspirações lunares da agência estão em grande parte à mercê dos caprichos de dois bilionários, Elon Musk e Jeff Bezos. — É muita potência e muita esperança depositadas em apenas duas pessoas para fornecer uma capacidade que é realmente essencial para um objetivo nacional — disse ele. — A Nasa é uma testemunha passiva do seu próprio destino. Nem a SpaceX nem a Blue Origin concluíram o desenvolvimento de um módulo de pouso lunar. Os foguetes que deveriam levar esses módulos à Lua também não estão prontos: a Starship da SpaceX sofreu repetidas falhas durante voos de teste, e o New Glenn da Blue Origin explodiu e danificou a única plataforma de lançamento da empresa em maio. Essas circunstâncias podem muito bem atrasar a meta da Nasa de pousar na Lua em 2028. Fatores externos, como mau tempo ou paralisações governamentais, também podem afetar esse cronograma. "É irrealista", escreveu Phil McAlister, ex-diretor da divisão espacial comercial da Nasa, em um e-mail. "Ao mesmo tempo, não vou dizer que é impossível." Pousar na Lua sempre foi difícil, mesmo para missões não tripuladas. Em 2023, a Rússia tentou seu primeiro pouso lunar desde a década de 1970, mas a espaçonave colidiu com a superfície. Uma espaçonave japonesa, transportando dois veículos exploradores, pousou de cabeça para baixo na Lua em 2024. A Intuitive Machines, uma empresa privada com sede em Houston, pousou um veículo que tombou de lado no ano passado. A China, por outro lado, tem tido um sucesso notável com os pousos na Lua. Ela enviou veículos exploradores à superfície lunar em 2013 e 2019, e coletou amostras de poeira lunar do lado visível em 2020 e do lado oculto em 2024. O país planeja levar humanos à Lua até 2030. Com AFP e New York Times.

Correios vão ajudar a distribuir veículos para atendimento do SUS

Logo Agência Brasil

Com apoio logístico dos Correios, 5.655 veículos do PAC Saúde serão distribuídos para todos os estados e o Distrito Federal. O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e reforçar os serviços de saúde em regiões urbanas, rurais e de difícil acesso.

A frota inclui ambulâncias, unidades odontológicas móveis, vans e micro-ônibus que ajudarão estados e municípios a ampliar o transporte de pacientes e a oferta de atendimentos médicos e odontológicos.

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A primeira etapa da operação começou na última semana de maio, quando motoristas dos Correios coletaram 68 veículos em montadoras localizadas em Lauro de Freitas (BA), São Mateus (ES) e Sorocaba (SP). Os veículos foram levados ao Hospital das Clínicas da USP, em Ribeirão Preto (SP), antes de seguirem para os destinos finais.

A distribuição mobiliza a estrutura logística nacional dos Correios, responsável por coordenar rotas e entregas simultaneamente em diferentes regiões do país. A operação é considerada estratégica para garantir que os veículos cheguem aos municípios beneficiados, inclusive em localidades remotas.

Com a chegada dos novos veículos, a expectativa é ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, reduzir dificuldades de deslocamento para consultas e tratamentos e fortalecer o atendimento prestado pelo SUS.

O PAC Saúde integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e reúne investimentos voltados à modernização e expansão da infraestrutura da saúde pública. Entre as ações previstas estão a aquisição de veículos e equipamentos, além da ampliação da rede de atendimento em todo o país.

Correios vão ajudar a distribuir veículos para atendimento do SUS

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A frota inclui ambulâncias, unidades odontológicas móveis, vans e micro-ônibus que ajudarão estados e municípios a ampliar o transporte de pacientes e a oferta de atendimentos médicos e odontológicos.

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A distribuição mobiliza a estrutura logística nacional dos Correios, responsável por coordenar rotas e entregas simultaneamente em diferentes regiões do país. A operação é considerada estratégica para garantir que os veículos cheguem aos municípios beneficiados, inclusive em localidades remotas.

Com a chegada dos novos veículos, a expectativa é ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, reduzir dificuldades de deslocamento para consultas e tratamentos e fortalecer o atendimento prestado pelo SUS.

O PAC Saúde integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e reúne investimentos voltados à modernização e expansão da infraestrutura da saúde pública. Entre as ações previstas estão a aquisição de veículos e equipamentos, além da ampliação da rede de atendimento em todo o país.

Homofobia na Câmara do Rio? Ex-secretário de Saúde recorrerá à Justiça e à Comissão de Ética contra vereador que o chamou de 'bicha pão com ovo'

10 June 2026 at 20:19

Declarações em plenário do vereador Marcelo Diniz (PSD) contra o ex-secretário municipal de Saúde Daniel Soranz (PSD) podem acabar no Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio e na Justiça. Soranz ingressou com representação no Legislativo e anunciou que vai entrar com processos civil e criminal contra o vereador de seu partido. Em discurso, nesta terça-feira (9). Diniz chamou o ex-secretário de “vagabundo” e usou a expressão homofóbica “bicha pão com ovo”. Atração: jornais britânicos repercutem sucesso turístico da Rocinha impulsionado por vídeos de drones nas redes sociais Iphan: palacete e jardins da Casa Firjan, em Botafogo, viram Patrimônio Cultural Brasileiro — Fica evidente a agressividade e o descontrole do vereador Marcelo Diniz. Violência e homofobia não podem ser tolerados — ressaltou o ex-secretário na tarde desta quarta-feira. “Não passam despercebidas a carga intimidatória das expressões ´você está mexendo com a pessoa errada' e 'você entrou num guerra que não vai vencer', reforçadas pela masculinidade que as acompanha. Conquanto a indeterminação do mal anunciado possa suscitar controvérsia quanto à tipificação penal autônoma da ameaça (artigo 147 do Código Penal), o que aqui releva é o propósito manifesto de intimidação somada à ofensa discriminatória, inscrevendo o episódio no campo da violência política” — diz o trecho inicial da representação. Esse documento, assim como a nota de retratação e pedido de desculpas divulgada na noite desta quarta-feira por Diniz, serão analisados pela Mesa Diretora, que deliberará ou não pelo encaminhamento do assunto para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Os dois são candidatos a deputado federal pelo PSD, e Soranz esteve nesta quarta-feira em comunidades do Itanhangá — como Tijuquinha, Muzema e Morro do Banco —, reduto de Diniz. — Passei o dia falando com moradores e visitando unidades da região; não me intimido — afirmou Soranz. No perfil oficial da Associação de Moradores da Tijuquinha no Instagram, o presidente Wernon Presley publicou que repudiava “todo o tipo de ataque preconceituoso a qualquer cidadão, principalmente Soranz, que deu e continua dando grande contribuição para nossas comunidades. Ele merece respeito”. No plenário, na terça-feira, Diniz fez críticas à gestão da saúde e disse que faltam medicamentos e médicos em unidades da Zona Sudoeste. Citou ainda uma suposta convocação de servidores para um evento político. No final do discurso, fez ofensas ao ex-secretário: “O secretário está convidando as pessoas da saúde para ir lá, para ir lá poder encher, fazer palanque político. Ele está garantindo para a pessoa o seguinte: quem for lá, ele vai dar uma folga. Eu vou provar, eu tenho mensagem. Então, secretário, você é um vagabundo, você tá mexendo com a pessoa errada, aqui tem homem, eu sou vereador da cidade e sou homem. Você entrou numa guerra que não vai vencer, nem a própria classe da saúde vota em você, ninguém gosta de você. Bicha pão com ovo”. Quase no fim da sessão, Marcelo Diniz fez uma mea-culpa. Voltou ao microfone para pedir que a última frase dele fosse desconsiderada. Num vídeo publicado em sua redes sociais, Soranz respondeu ao vereador: “não se trata de discutir política pública de saúde. Se trata de violência política, e violência política precisa ser combatida”. Declarou ainda que continuará atuando em áreas do Itanhangá: “não é nenhum vereador que se acha dono de um território que vai me impedir de entrar lá e de conquistar votos no período eleitoral”. O que dizem os vereadores Líder do PSD, o vereador Marcio Ribeiro, através de sua assessoria, disse que “está disposto a conversar para compreender melhor a situação e buscar os entendimentos necessários. Como em qualquer questão, é importante ouvir todas das partes envolvidas para entender os fatos e avaliar da melhor forma possível quais encaminhamentos podem ser dados”. A presidência da Casa não se manifestou. Já Marcelo Diniz divulgou a seguinte nota oficial: “Em relação aos fatos ocorridos durante a sessão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro realizada nesta terça-feira (09/06/2026), o vereador Marcelo Diniz esclarece que suas manifestações ocorreram no contexto de críticas à gestão da saúde pública municipal e à situação enfrentada diariamente pela população que depende dos serviços oferecidos pela rede pública. O pronunciamento teve como objetivo denunciar problemas recorrentes, como a falta de atendimento adequado, a demora para realização de exames e procedimentos, a escassez de medicamentos e as dificuldades enfrentadas por milhares de cidadãos que aguardam por assistência médica. Em nenhum momento houve a intenção de atacar, ofender ou discriminar qualquer pessoa ou grupo. O vereador reconhece que, em meio à indignação diante do sofrimento da população e ao compromisso de defender os interesses dos moradores do Rio de Janeiro, algumas expressões utilizadas podem ter sido interpretadas de forma diversa daquela pretendida. Por essa razão, ainda durante a própria sessão, solicitou a retirada das expressões questionadas dos registros oficiais, reafirmando que não compactua com qualquer forma de preconceito ou discriminação. Marcelo Diniz mantém integralmente suas críticas políticas e administrativas à condução da saúde pública municipal, exercendo o papel constitucional de fiscalização do Poder Executivo e de defesa dos interesses da população. Por fim, o vereador reafirma seu compromisso com o respeito a todas as pessoas, com o diálogo democrático e com a luta por uma saúde pública digna, eficiente e acessível para todos os cariocas”. À noite, o vereador divulgou uma segunda nota, desta vez se retratando e pedindo desculpas. No comunicado, publicado no Instagram de Diniz, ele reconhece que usou “expressões totalmente inadequadas e infelizes” e que adotou um tom “desrespeitoso e totalmente incompatível com o padrão de civilidade que deve nortear as discussões no parlamento”. Acrescenta que não teve “intenção de promover discriminação” e que as expressões usadas foram “um excesso verbal impensado e um erro grave no uso da linguagem popular”.

Eletrificação e conectividade redefinem o setor, diz CEO da VW

10 June 2026 at 20:18

Durante o fórum Anfavea Visions, nesta quarta-feira (10), o presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, traçou o diagnóstico sobre as forças que estão redesenhando a indústria automotiva nacional.

Para o executivo, o mercado vive uma revolução dupla que vai além da simples troca dos motores a combustão pelos elétricos. De acordo com o presidente, a engenharia de software e a digitalização das cabines também ganharam um grande peso estratégico junto à transição energética nas decisões das montadoras.

“A transição energética é o principal fator na mudança do mercado, sem dúvida, mas não é só isso. Há uma transformação muito grande também na parte de conectividade, infotainment, na relação do software com a pessoa e com o celular. É uma revolução à parte. Antigamente não se tinha isso, essa relação era mais distante. Hoje os carros têm uma tecnologia embarcada muito forte. Esse é o segundo grande eixo. A eletrificação e a conectividade são as duas grandes mudanças do setor.”

Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen Brasil

O novo conceito de luxo e a fragmentação do consumidor

Essa injeção de tecnologia eletrônica transformou diretamente as exigências do mercado brasileiro. O representante da alemã apontou que o novo consumidor começa a balizar sua escolha por parâmetros que não faziam parte do ecossistema automotivo tradicional em décadas passadas, como a interatividade digital.

Para ilustrar o ritmo dessa mudança de comportamento, o executivo brinca ao referenciar outro momento da indústria. “Antigamente, luxo era ter ar-condicionado no carro. Hoje em dia todo carro tem, e o que se espera é cada vez mais interatividade com a parte eletrônica”, comparou Possobom.

Ele pondera que o perfil do público se fragmentou conforme as novas opções de deslocamento urbano e rodoviário amadureceram no país:

“Não diria que o comportamento do consumidor mudou, mas, diante dessas novas tecnologias, o consumidor está mais aberto e procura não somente um carro que tenha itens de segurança e dirigibilidade. Ele busca outros tipos de conteúdo que não existiam no passado. O perfil do consumidor muda junto com as mudanças de mobilidade. Hoje muita gente usa carro de aplicativo para se locomover, ou prefere o carro elétrico, pois não pega estrada e fica mais no ambiente urbano. Para as pessoas que viajam mais, a preferência seria o híbrido. Acho que é esse o tipo de mudança que está acontecendo.”

“Não diria que o comportamento do consumidor mudou, mas, diante dessas novas tecnologias, o consumidor está mais aberto e procura não somente um carro que tenha itens de segurança e dirigibilidade. Ele busca outros tipos de conteúdo que não existiam no passado. O perfil do consumidor muda junto com as mudanças de mobilidade. Hoje muita gente usa carro de aplicativo para se locomover, ou prefere o carro elétrico, pois não pega estrada e fica mais no ambiente urbano. Para as pessoas que viajam mais, a preferência seria o híbrido. Acho que é esse o tipo de mudança que está acontecendo.”

‘Way To Zero’: A descarbonização além do escapamento

Outro tema central abordado pelo líder da VW BR foi o cronograma de neutralidade ambiental da companhia. O grupo opera globalmente sob a meta “Way To Zero”, que prevê a neutralidade total de emissões de carbono até o ano de 2050.

No entanto, Possobom chamou a atenção para um detalhe que muitas vezes é ignorado: a sustentabilidade não se restringe ao produto, mas começa no chão de fábrica.

“O Grupo VW tem a meta ‘Way To Zero’; em 2050, ele vai ser neutro em carbono. Todas as filiais do grupo a seguem, e nós, da VW, melhoramos nossa emissão de carbono todo ano, não só na parte dos carros, dos produtos, mas também na parte da produção dos veículos. Como deixar a cadeia de produção mais sustentável? Esse é o nosso trabalho, que envolve fornecedores, etc. Então falam muito de produto, mas não é só isso. Tem que olhar principalmente para a fábrica, para a produção. Boa parte do gás que utilizamos, por exemplo, vem do Biometano, que tem um menor nível de poluição.”

A busca por condições iguais de competição no mercado

O executivo encerrou suas considerações abordando um dos tópicos mais complexos da geopolítica automotiva recente no Brasil: a entrada massiva de novas marcas estrangeiras, sobretudo asiáticas. Possobom adotou uma postura de neutralidade comercial em relação à concorrência, afirmando que novas opções são saudáveis para o mercado, mas fez uma cobrança firme por regras fiscais e cambiais equivalentes para proteger a indústria que investe em manufatura local.

Análise: expansão de carros elétricos traz impactos para o país

 

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