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Volkswagen confirma chegada do ID.4 ao Brasil com vendas ainda em 2026

11 June 2026 at 15:32

A Volkswagen confirmou as vendas do ID.4 no Brasil ainda para este ano. Será o primeiro veículo 100% elétrico da marca comercializado regularmente no país. Até então, o SUV elétrico era disponibilizado por meio do programa de assinatura VW Sign&Drive. 

Produzido na Alemanha, o SUV desembarcará em uma configuração mais avançada do que a disponível por aqui.   

Segundo a montadora, o ID.4 terá ganhos em potência, torque, autonomia e velocidade de recarga em corrente contínua (DC), embora os números oficiais ainda não tenham sido divulgados.

As unidades que foram alugadas no Brasil contam com 204 cv de potência e 31,6 kgfm de torque. Na aceleração, o SUV atinge os 100 km/h em 8,5 segundos. 

A bateria é de 77 kWh, o que garante um alcance máximo de 370 quilômetros, de acordo com os dados oficiais do Inmetro. 

Novo Volkswagen ID.4
Novo Volkswagen ID.4 • Divulgação

Espaço interno e vendas

Outro destaque será o espaço interno. A Volkswagen afirma que o modelo terá um dos maiores entre-eixos e porta-malas entre seus principais concorrentes, característica favorecida pela plataforma MEB, arquitetura desenvolvida exclusivamente para veículos elétricos do Grupo Volkswagen.

Lançado em diversos mercados internacionais, o SUV elétrico acumula mais de 700 mil unidades vendidas em todo o mundo. O ID.4 faz parte da família ID., linha dedicada de veículos elétricos da fabricante alemã. 

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Eletrificação e conectividade redefinem o setor, diz CEO da VW

10 June 2026 at 20:18

Durante o fórum Anfavea Visions, nesta quarta-feira (10), o presidente e CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, traçou o diagnóstico sobre as forças que estão redesenhando a indústria automotiva nacional.

Para o executivo, o mercado vive uma revolução dupla que vai além da simples troca dos motores a combustão pelos elétricos. De acordo com o presidente, a engenharia de software e a digitalização das cabines também ganharam um grande peso estratégico junto à transição energética nas decisões das montadoras.

“A transição energética é o principal fator na mudança do mercado, sem dúvida, mas não é só isso. Há uma transformação muito grande também na parte de conectividade, infotainment, na relação do software com a pessoa e com o celular. É uma revolução à parte. Antigamente não se tinha isso, essa relação era mais distante. Hoje os carros têm uma tecnologia embarcada muito forte. Esse é o segundo grande eixo. A eletrificação e a conectividade são as duas grandes mudanças do setor.”

Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen Brasil

O novo conceito de luxo e a fragmentação do consumidor

Essa injeção de tecnologia eletrônica transformou diretamente as exigências do mercado brasileiro. O representante da alemã apontou que o novo consumidor começa a balizar sua escolha por parâmetros que não faziam parte do ecossistema automotivo tradicional em décadas passadas, como a interatividade digital.

Para ilustrar o ritmo dessa mudança de comportamento, o executivo brinca ao referenciar outro momento da indústria. “Antigamente, luxo era ter ar-condicionado no carro. Hoje em dia todo carro tem, e o que se espera é cada vez mais interatividade com a parte eletrônica”, comparou Possobom.

Ele pondera que o perfil do público se fragmentou conforme as novas opções de deslocamento urbano e rodoviário amadureceram no país:

“Não diria que o comportamento do consumidor mudou, mas, diante dessas novas tecnologias, o consumidor está mais aberto e procura não somente um carro que tenha itens de segurança e dirigibilidade. Ele busca outros tipos de conteúdo que não existiam no passado. O perfil do consumidor muda junto com as mudanças de mobilidade. Hoje muita gente usa carro de aplicativo para se locomover, ou prefere o carro elétrico, pois não pega estrada e fica mais no ambiente urbano. Para as pessoas que viajam mais, a preferência seria o híbrido. Acho que é esse o tipo de mudança que está acontecendo.”

“Não diria que o comportamento do consumidor mudou, mas, diante dessas novas tecnologias, o consumidor está mais aberto e procura não somente um carro que tenha itens de segurança e dirigibilidade. Ele busca outros tipos de conteúdo que não existiam no passado. O perfil do consumidor muda junto com as mudanças de mobilidade. Hoje muita gente usa carro de aplicativo para se locomover, ou prefere o carro elétrico, pois não pega estrada e fica mais no ambiente urbano. Para as pessoas que viajam mais, a preferência seria o híbrido. Acho que é esse o tipo de mudança que está acontecendo.”

‘Way To Zero’: A descarbonização além do escapamento

Outro tema central abordado pelo líder da VW BR foi o cronograma de neutralidade ambiental da companhia. O grupo opera globalmente sob a meta “Way To Zero”, que prevê a neutralidade total de emissões de carbono até o ano de 2050.

No entanto, Possobom chamou a atenção para um detalhe que muitas vezes é ignorado: a sustentabilidade não se restringe ao produto, mas começa no chão de fábrica.

“O Grupo VW tem a meta ‘Way To Zero’; em 2050, ele vai ser neutro em carbono. Todas as filiais do grupo a seguem, e nós, da VW, melhoramos nossa emissão de carbono todo ano, não só na parte dos carros, dos produtos, mas também na parte da produção dos veículos. Como deixar a cadeia de produção mais sustentável? Esse é o nosso trabalho, que envolve fornecedores, etc. Então falam muito de produto, mas não é só isso. Tem que olhar principalmente para a fábrica, para a produção. Boa parte do gás que utilizamos, por exemplo, vem do Biometano, que tem um menor nível de poluição.”

A busca por condições iguais de competição no mercado

O executivo encerrou suas considerações abordando um dos tópicos mais complexos da geopolítica automotiva recente no Brasil: a entrada massiva de novas marcas estrangeiras, sobretudo asiáticas. Possobom adotou uma postura de neutralidade comercial em relação à concorrência, afirmando que novas opções são saudáveis para o mercado, mas fez uma cobrança firme por regras fiscais e cambiais equivalentes para proteger a indústria que investe em manufatura local.

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