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Misericórdia de Santo Tirso alvo de ciberataque no fim de semana

9 June 2026 at 15:37

A Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso foi alvo de um ciberataque no fim de semana que foi detetado na segunda-feira de manhã, revelou hoje à Lusa o provedor, Ricardo Baptista.

Segundo o responsável, os efeitos do ataque informático estão a fazer-se sentir, sobretudo no atendimento nas “unidades médicas de trabalho externo”.

Ricardo Baptista deu como exemplo o imperativo de terem de cancelar as marcações na “clínica de gastroenterite”.

Sem implicações, garantiu, continua o cuidado que prestam aos utentes das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e permanentes.

O ataque foi sinalizado à Polícia Judiciária, confirmou Ricardo Baptista, acrescentando que, entretanto, “fecharam o sistema de forma hermética ao exterior, estando já uma equipa externa a tentar detetar de onde partiu o ataque e o que foi afetado”.

O ataque foi detetado na segunda-feira de manhã, referiu o provedor da Santa Casa, admitindo que tenha ocorrido durante o fim de semana.

Questionado sobre o tempo que vai demorar a repor a normalidade, o responsável referiu que depende do ‘feedback’ que receber sobre “o que foi afetado e onde está o problema”, bem como descobrir ”a vulnerabilidade que permitiu o ataque”.

“Enquanto não tivermos essa informação, é impossível em inconsciência dizer que vai demorar A, B, ou C ou D, porque depende muito da quantidade de serviços que tiverem sido afetados”, disse.

Ricardo Baptista revelou não ter recebido qualquer pedido de resgate até ao momento.

“Demos conhecimento às entidades competentes e responsáveis e aguardamos as indicações”, concluiu.

Num ‘email’ enviado esta manhã pela diretora de Recursos Financeiros e Tecnologia de Informação da misericórdia, Susana Freitas, a que a Lusa teve acesso, é pedido aos colaboradores que adotem comportamentos de segurança.

Na missiva, a Santa Casa pede aos colaboradores para “não ligar, desligar ou reiniciar ou tentar reparar qualquer equipamento por iniciava própria”. Pede também para não abrirem ‘emails’, anexos ou ligações suspeitas.

Os colaboradores não devem ainda inserir pens/dispositivos USB nos computadores até indicação em contrário.

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Era de Famalicão motociclista que morreu após despiste em Santo Tirso

9 June 2026 at 12:44

O motociclista, de 57 anos, que morreu na sequência de um despiste, no domingo à noite, em Santo Tirso, era da freguesia de Delães, no concelho de Famalicão.

O funeral de Albino Paulo Abreu Fernandes realiza-se na quinta-feira, pelas 16:00, na Igreja Paroquial de Delães, indo de seguida a sepultar no cemitério local.

Como O MINHO noticiou, o despiste fatal ocorreu na Estrada Nacional (EN) 105, por volta das 23:30.

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Camionista ferido após despiste em Santo Tirso

8 June 2026 at 23:47

Um camionista ficou ferido, esta segunda-feira, na sequência de um despiste rodoviário, em Santo Tirso, distrito do Porto.

O sinistro ocorreu na Estrada Municipal 556, na localidade de Santa Cristina do Couto, por volta das 15:30.

Por motivos ainda não apurados, o veículo pesado acabou tombado na berma da estrada.

A vítima foi assistida pelos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, que mobilizaram nove operacionais, apoiados por três viaturas.

Foi depois transportada para o Hospital de Famalicão com ferimentos considerados ligeiros.

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Advogados assistentes no processo dos animais mortos em Santo Tirso pedem condenações

8 June 2026 at 20:16

Três dos quatro advogados assistentes no processo sobre a morte de 93 animais num incêndio florestal, em julho de 2020, em Santo Tirso, no distrito do Porto, pediram hoje no Tribunal de Matosinhos a condenação dos cinco arguidos.

Em causa estão mais de 230 crimes de maus-tratos a animais de companhia, abandono e abuso de poder, sendo arguidos um ex-veterinário da Câmara de Santo Tirso, três mulheres donas de dois abrigos de animais ilegais e uma ex-coordenadora municipal da Proteção Civil.

Entre 17 e 19 de julho de 2020, um incêndio proveniente de Valongo consumiu uma parte substancial da floresta na Serra da Agrela, atingindo dois abrigos ilegais.

Face ao avançar das chamas para a serra, na madrugada de 18 de julho, centenas de pessoas tentaram chegar ao “Cantinho das 4 Patas” para auxiliar os animais, uma situação, segundo a acusação, impedido pelo chefe da GNR local e pelas proprietárias que se recusaram a dar acesso ao abrigo ilegal.

No mesmo dia, soube-se que um segundo abrigo na mesma serra, o “Abrigo de Paredes” fora também atingido pelas chamas.

O acidente resultou em várias queixas, posteriormente agregadas numa só, da responsabilidade do PAN, tendo o Ministério Público pedido, no final de 2022, o arquivamento do processo.

O partido acabou por avançar um mês depois com o pedido de abertura da instrução do processo, tendo o Tribunal de Matosinhos decidido levar a julgamento nos exatos termos da acusação os cinco arguidos.

Hoje, nas alegações finais do julgamento, o advogado do PAN, Pedro Perdigão, pediu a condenação das donas dos abrigos, “por morte e maus-tratos de animais de companhia e abandono de animais de companhia”, considerando que “mantiveram os abrigos em condições indignais durante anos”.

Neste contexto, o advogado pediu uma “resposta penal que afirme inequivocamente que a sociedade portuguesa não tolera este grau de crueldade e para que factos não voltem a ser encarados com um mero acaso, um infeliz incidente”.

Na sua intervenção, a advogada das associações Empty Cages e Animal, Alexandra Reis Moreira, alegou ter havido uma “conduta homicida com consequências para os animais” por os proprietários não terem reagido a tempo de evitar que o abrigo fosse atingido pelo incêndio.

Sobre o então veterinário, acrescentou a advogada que a sua “omissão reiterada não pode ser considerada uma dificuldade operacional, até porque se prolongou por uma década”.

Na última alegação do dia, a advogada do Intervenção e Resgate Animal (IRA), Marlene Sequeira, assinalou que a “situação de maus-tratos no ‘Cantinho das 4 Patas’ era conhecida há vários anos”, entendendo, por isso, pedir a condenação dos arguidos “por omissão de deveres”.

O veterinário acabou por ser demitido pela câmara local e alvo de um processo instaurado pela Ordem dos Veterinários.

As alegações finais prosseguem no dia 01 de julho, pelas 09:30.

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Motociclista morre após despiste em Santo Tirso

8 June 2026 at 09:02

Um despiste de um motociclo na Estrada Nacional (EN) 105 em Santo Tirso, distrito do Porto, causou a morte de uma pessoa, disse domingo à Lusa a Proteção Civil.

Fonte da GNR de Santo Tirso indicou à agência Lusa que a vítima mortal é o condutor do motociclo.

O alerta para o acidente foi dado às 23:33, de acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto.

De acordo com a mesma fonte, por volta da 01:30 ainda se encontrava no terreno a viatura médica de emergência e reanimação do Médio Ave, a GNR de Santo Tirso, assim como a GNR da Trofa, para remoção de cadáver.

A EN105 mantém-se transitável.

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Perseguição ‘de filme’ acaba com capotamento em Santo Tirso

5 June 2026 at 21:58

Um casal suspeito de furtos foi detido, esta sexta-feira, na sequência de uma perseguição policial que mais pareceu uma cena de filme. Só acabou quando o carro capotou, em Santo Tirso, distrito do Porto.

De acordo com o Jornal de Notícias, que avança a notícia, os meliantes, ambos com 33 anos, são suspeitos de furtar um automóvel e abastecer combustível sem pagar, no concelho de Felgueiras.

Esta sexta-feira, uma patrulha da GNR, após ter sido alertada para mais um furto de combustível, iniciou a perseguição à dupla. Foram realizados disparos para o ar, mas nada parecia deter o casal, que seguia num carro furtado a alta velocidade e que acabou mesmo por abalroar uma ambulância de transporte de doentes não urgentes dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso que levava utentes para a fisioterapia. Apesar do susto, não se registaram feridos.

Após muitos quilómetros de perseguição, o carro fugitivo acabou por se despistar na Rua Senhor do Padrão, na freguesia de Sequeirô, Santo Tirso.

Perseguição 'de filme' acaba com capotamento em Santo Tirso
Foto: BV Tirsenses

O casal ficou ferido e foi assistido pelos Bombeiros Voluntários Tirsenses, tendo havido mesmo necessidade de transporte a uma unidade hospitalar.

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A escola autónoma de Santo Tirso que há 50 anos faz a ponte para o mundo: “Não há seleção de alunos”

4 June 2026 at 10:11

A Escola da Ponte, a primeira em Portugal a ter um contrato de autonomia, comemora 50 anos em 2026, num percurso que mexeu com o ensino e com a demografia em Santo Tirso, fruto dos alunos estrangeiros que tem.

Quem entra nas suas instalações em São Tomé de Negrelos percebe imediatamente que não é uma escola comum. No pequeno ‘hall’, um aluno do I Ciclo está sentado no chão a fazer um castelo de cartas. Mais à frente outros, sensivelmente da mesma idade, estão também espalhados pelo chão em jogos lúdicos.

Ali, são os adultos que têm de desviar-se.

A gestora da escola, Alexandra Ferreira, explicou à Lusa que se trata de “uma escola que só foi possível surgir após [a revolução de] abril e que é uma escola de abril para toda a sua gente, para o bem e para o mal. Ainda que às vezes isto traga alguns momentos mais amargos”.

Atualmente, o estabelecimento alberga 275 alunos distribuídos por grupos (turmas) entre a pré-escola e o 9.º ano, continuando a cumprir o sonho do professor José Pacheco, que a criou em setembro de 1976.

Em 2005, foi assinado o primeiro contrato de autonomia, então o primeiro do país, seguindo-se em 2013 um novo contrato rubricado para a manutenção da autonomia de ensino, contou a gestora (diretora).

“Eles não estão organizados por turmas. Trabalham de forma autónoma, em grupo, a gestão dos núcleos não está associada a ciclos, necessariamente”, continuou a responsável de uma escola onde o 1.º, 2.º e 3.º ciclos têm a denominação de Inovação, Consolidação e Aprofundamento, respetivamente.

“Não há seleção de alunos”

Assinalando que na Escola da Ponte “não há seleção de alunos” e que são “as famílias que fazem a escolha da escola”, a responsável contou, a título de exemplo, que para o próximo ano letivo, para a pré-escola, “estão à volta de 38 pessoas inscritas e só há 22 vagas”.

Sobre a ausência de testes, o antigo aluno André Martins explicou sobre os métodos de avaliação, por exemplo, que “um aluno só se propõe quando realmente sabe que tem capacidade sobre esse tema”.

Alexandra Ferreira acrescentou: “Não há o teste para a turma, há a proposta de uma avaliação, pode ser escrita ou não, mas tem em conta o percurso dele, o percurso que ocorreu durante a quinzena, ou mais que uma quinzena”.

António Silva é aluno do 9.º ano e desloca-se todos os dias de Paços de Ferreira para aprender em Santo Tirso e, a poucos meses de abandonar a escola, admite que “vai ser difícil, mas pelo bem, porque esta escola preparou para isso”, enquanto ao seu lado, e também do 9.º ano, Lily Nunes, aluna do 9.º ano, referiu que a sua “maior dificuldade não vai ser tanto a transição”, mas sim “aceitar” que saiu de um grupo onde está desde a pré-escola.

O toque brasileiro da Escola da Ponte nasceu da ajuda que o pedagogo Rubem Alves deu no início do projeto ao fundador da instituição, José Pacheco, e que depressa ganhou fama e trouxe alunos do outro lado do oceano Atlântico, contou a gestora.

“Temos pais do Porto que vieram viver para aqui e outros de Lisboa. Atualmente, temos um pedido de uma família dos Países Baixos”, disse, revelando depois terem entre os atuais alunos, “crianças da China, que vieram do Bali, do Brasil, Inglaterra e das Filipinas”.

“Ninguém se sente inferiorizado, nem superior por estar aqui”

Esta atração, sublinhou, decorre do facto de defenderem “uma escola democrática, solidária, igual para todos, mas adaptada à diferença de cada um”.

“Ninguém se sente inferiorizado, nem superior por estar aqui”, frisou.

Para além disso, continuou a gestora, a escola é muito procurada para acolher crianças com necessidades educativas especiais, mas também pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), por tribunais, psicólogas e terapeutas da fala.

Polémica recorrente nas escolas nacionais, o uso do telemóvel, contou António Silva, também presidente da assembleia geral de alunos, foi resolvida de forma progressiva pelos alunos.

No anterior ano letivo, contou, aproviaram a criação do dia sem telemóvel, acabando a situação por evoluir, no corrente ano letivo, para a abolição do uso diário no 3.º Ciclo, acompanhando as medidas decretadas pelo Governo para o 1.º e 2.º ciclos, explicou o aluno.

“Soltou um lado de nós que não estava presente e um lado de nós que é melhor para nós mesmos e para os nossos colegas. Com isso, alarguei o meu grupo de amizades”, acrescentou o jovem, uma leitura partilhada por Lily Nunes para quem a ausência de telemóveis obriga os alunos a ”socializar”.

“Falo hoje com gente com quem não o faria antes”, admitiu.

Presente na conversa com a Lusa, o presidente da associação de pais, Tiago Sousa, testemunhou a forma peculiar como foi cativado para inscrever os filhos gémeos.

Próximos passos passa por alargar a oferta educativa até ao 12.º ano

“Nós somos de Santa Maria da Feira e, quando vim conhecer instituição, foi um miúdo de 6 anos que me acompanhou na visita à escola. Fiquei convencido, não precisei de ver mais nada”, relatou.

Questionada se os próximos passos da Escola da Ponte passam por alargar a oferta educativa até ao 12.º ano, Alexandra Ferreira admitiu-o como um objetivo, mas ainda sem horizonte definido.

“Estamos com um grande problema de instalações. Se nos fossem atribuídas novas instalações, poderíamos pensar nisso. Nós precisamos de mais espaço para crescer, mas, nos tempos mais próximos, isso não está em cima da mesa”, explicou.

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