Normal view

Flávio se volta à segurança pública por pauta positiva e terreno seguro

18 June 2026 at 07:33

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), decidiu se voltar à temática da segurança pública em busca de uma pauta positiva e um terreno seguro, no qual tem mais domínio e aceitação de sua base, após os abalos provocados pelo pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, e pelo novo tarifaço americano após visita a Donald Trump.

Nesta quinta-feira (18), em São Paulo, Flávio vai anunciar propostas para a área de segurança pública, num pacote chamado “Brasil sem Medo“, com foco no “combate à criminalidade e às facções terroristas”. A expectativa é que aliados também estejam presentes.

Historicamente, a direita costuma levar vantagem em discursos e propostas ligados à segurança pública, um dos temas que ajudaram a impulsionar a ascensão do bolsonarismo em 2018.

A avaliação de aliados de Flávio é que a segurança reúne características consideradas estratégicas para este momento da pré-campanha: é um tema de grande preocupação do eleitorado, permite tentar marcar diferenças em relação ao governo Lula (PT) e recoloca o senador em uma agenda associada à sua trajetória política.

O movimento ocorre após semanas de desgaste e de queda em pesquisas eleitorais.

A estratégia agora deve ser de se concentrar em pautas nas quais o bolsonarismo tradicionalmente avalia ter vantagem, reforçando a segurança em um dos principais eixos da disputa presidencial de 2026.

A iniciativa também reforça um discurso que Flávio vem adotando de forma recorrente, associando o avanço das facções criminosas a uma ameaça à segurança nacional e defendendo medidas mais duras de enfrentamento ao crime organizado.

Nesta semana, para propagandear o anúncio do “Brasil sem Medo” e gerar expectativa em relação ao assunto, a pré-campanha de Flávio postou vídeo produzido por inteligência artificial em que pilota um avião militar ao lado do pai e atira em barcos com identificações do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho). Depois disso, um barco com a identificação do PT, partido de Lula, também aparece no vídeo dando meia volta.

Flávio já deu destaque à segurança pública, com críticas a falas de Lula sobre o tema, ao longo desta quarta (17). Um dos pontos em que a pré-campanha busca capitalizar é a decisão de Trump de classificar facções criminosas em organizações terroristas.

Aliados temem revogação de domiciliar após PM apreender arma de Bolsonaro

18 June 2026 at 07:30

Aliados de Jair Bolsonaro (PL) temem a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente depois que a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu, durante uma blitz, uma arma de fogo registrada no nome do dirigente de direita.

Segundo parlamentares da oposição ouvidos pela CNN, a avaliação é que decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) têm sido desfavoráveis a Bolsonaro, o que aumenta a apreensão dentro do grupo.

Reservadamente, integrantes do entorno do ex-presidente afirmam que “tudo pode acontecer” diante do novo episódio. Eles citam como exemplo decisões tomadas pelo Supremo ao longo das investigações e do julgamento envolvendo Bolsonaro. Os aliados também têm reforçado críticas à atuação da Corte, argumentando que o país vive um “Estado de exceção” e que o ministro Alexandre de Moraes atua como um “agente político”.

 

Deputados da oposição reforçaram nesta quarta essa percepção. Em coletiva no Congresso, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), alegou que Moraes “persegue” a família de Bolsonaro e tem atuado em várias frentes no Supremo. O deputado citou ainda a condenção do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo que apurou uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.

“Infelizmente o STF insiste em persegui-lo. Muitos inocentes foram presos, e o juiz Moraes fez todos os papéis: vítima, acusador, processador”, disse o congressista.

Os aliados insistem que, mesmo depois da apreensão da arma, “não há motivo” para que a Corte mude a decisão sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária temporária em sua casa, em Brasília, desde março. A medida foi concedida devido a problemas de saúde do político. O prazo de 90 dias para que o Supremo reavalie a medida termina em 25 de junho.

Defesa esclarece apreensão de arma

Em esclarecimento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a defesa de Jair Bolsonaro admitiu que a arma apreendida em blitz pela Polícia do Distrito Federal de fato pertencia ao ex-presidente.

Os advogados, porém, disseram que Bolsonaro teria pedido a um segurança de sua equipe que levasse o equipamento para “manutenção”, após o ex-presidente identificar uma “falha”.

Segundo a defesa, integrantes da equipe de segurança de Bolsonaro decidiram, sem conhecimento prévio do ex-presidente, retirar o percussor da arma, peça essencial para o disparo. Isso porque o ex-mandatário faz uso de medicamentos psiquiátricos que afetam sua cognição, o que poderia causar um acidente.

Waack: Lula e oposição, cada um de um jeito, apostam em Trump

18 June 2026 at 02:12

Lula disse hoje a Trump para não se meter nas eleições brasileiras. Na verdade, Lula está adorando que Trump se meta nas eleições. Pois acredita que isso lhe trará vantagens nas urnas.

Flávio Bolsonaro também acha que Trump lhe trará vantagens nas eleições. E acredita que mais gente vai votar nele quando diz que conseguiria resolver diretamente com Trump assuntos espinhosos como tarifas comerciais e crime organizado.

Trump no fundo parece meio….desligado. Ao ser indagado hoje sobre as relações com o Brasil, confundiu os irmãos Bolsonaro e as respectivas situações individuais, achando que Flávio teria sido ou iria ser preso por coisas que falou no Texas, onde vive Eduardo.

E ao cruzar com Lula no corredor disse “bom trabalho” ao presidente brasileiro. País que Trump descreveu hoje como complicado, difícil, e que “joga duro”, disse. “Mas ninguém joga tão duro como os Estados Unidos”, completou.

Nesta frase está uma constatação e uma ameaça. Jogar duro é o que os americanos vem fazendo, pois Trump escolheu a coerção – econômica, financeira, tecnológica e, sobretudo, militar – como instrumentos favoritos para alcançar objetivos políticos.

Não estão conseguindo tudo o que querem, mas a constatação continua em pé. A ameaça é a doutrina batizada de donroe, pela qual Trump se declarou o dono de toda esta parte do mundo. A parte onde estamos.

E este é nosso principal problema. Lula ou Bolsonaro – para Trump tanto faz.

Lindbergh pede que Bolsonaro retorne à Papuda após arma achada em blitz

18 June 2026 at 00:51

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu nesta quarta-feira (17) ao STF (Supremo Tribunal Federal) para revogar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). O congressista justificou o pedido depois da apreensão de uma arma do ex-presidente durante uma blitz em Brasília.

Na madrugada de segunda-feira (15), a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu, em blitz, uma arma de fogo registrada no nome de Bolsonaro. A pistola Glock G17, calibre 9mm, estaria até então na residência onde o ex-presidente cumpre da pena.

Por conta do episódio, Farias pede que Bolsonaro retorne ao Complexo Penitenciário da Papuda, sistema do Distrito Federal onde o ex-mandatário estava preso antes de ser transferido para o regime domiciliar.

Em esclarecimento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa de Jair Bolsonaro (PL) admitiu que a arma apreendida em blitz pela Polícia do Distrito Federal de fato pertencia ao ex-presidente.

Segundo o documento anexado no processo, integrantes da equipe de segurança de Bolsonaro teriam decidido, sem seu conhecimento prévio, retirar o percussor da arma, peça essencial para o disparo, porque o ex-presidente faz uso de medicamentos psiquiátricos que afetam sua cognição, o que poderia causar um acidente doméstico.

Para Lindbergh, a justificativa apresentada pela defesa de Bolsonaro seria um atenuante para transferi-lo de volta à Papudinha.

“A prisão domiciliar exige relação de confiança e demanda comportamento compatível com a finalidade da medida. Quem recebe o benefício de cumprir pena em casa deve eliminar, e não preservar, situações de risco incompatíveis com a custódia. O episódio compromete essa confiança e justifica a revogação da medida. A permanência de arma de fogo na residência do condenado, somada ao manuseio e à entrega do objeto para terceiro, revela quebra das condições materiais que sustentam a prisão domiciliar”, diz a petição.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária em sua casa em Brasília desde março. A medida foi concedida devido a graves problemas de saúde. O prazo de 90 dias para que o STF reavalie a medida será em 25 de junho.

Decisão de justiça italiana embasa 52º pedido de impeachment de Moraes

17 June 2026 at 23:18

Com o pedido protocolado nesta quarta-feira (17) pela oposição, o Senado acumula agora 52 solicitações de abertura de processo de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O último deles ocorreu após a Justiça italiana considerar que houve imparcialidade no julgamento da ex-deputada, Carla Zambelli (PL-SP).

Levantamento da CNN identificou os pedidos protocolados no sistema do Senado Federal contra Moraes.

A denúncia crime mais recente foi apresentada pelo deputado Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara. Ele afirma que o ministro é responsável por “perseguir politicamente” Zambelli e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O STF condenou a ex-deputada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal por conta do episódio ocorrido com um jornalista na véspera das eleições de 2022.

Ao avaliar o pedido de extradição de Zambelli, a Corte italiana criticou o julgamento que condenou a ex-parlamentar por invasão ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Zambelli está em liberdade no país europeu mesmo após ser condenada a dez anos de prisão pelo STF em processo relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

A Justiça italiana avaliou que houve “violação ao princípio da imparcialidade e neutralidade do juiz”. O entendimento é que ocorreu uma “dupla função” assumida por Moraes. Ele foi vítima da invasão do CNJ e julgou a ação penal correspondente.

Eduardo condenado pelo STF

Já a Primeira Turma do STF condenou por unanimidade, nesta terça-feira (16), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi fixada em 4 anos e 2 meses de prisão. A sentença deverá começar a ser cumprida em regime semiaberto. Eduardo também foi condenado ao pagamento de 50 dias multa – um dia multa equivale a dois salários mínimos.

No pedido de impeachment, o líder da oposição alegou que o Moraes age politicamente ao emitir decisões e votos contra lideranças da direita. O deputado Cabo Gilberto também disse que há um alinhamento do STF com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Moraes é parcial, violador dos direitos humanos e do processo legal. Iremos apresentar 1 milhão de processos de impeachment se forem necessários. Eu tenho obrigação de lutar pela liberdade do povo”, disse.

De todos os pedidos contra Moraes, sete foram protocolados em 2026. Entre os autores há deputados, senadores e cidadãos.

Impeachment contra ministros

Cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF por eventuais crimes de responsabilidade.

O pedido de impeachment pode ser apresentado por qualquer cidadão, seja parlamentar ou não.

O presidente do Senado é responsável por dar encaminhamento à denúncia. Atualmente, a casa legislativa é presidida por Davi Alcolumbre (União-AP). Até hoje, no entanto, o Senado nunca avançou em um processo de impeachment contra ministros.

Nunes Marques será relator de processo de Flávio contra Lula no STF

17 June 2026 at 22:32

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sorteado nesta quarta-feira (17) para relatar a notícia-crime apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O sorteio foi realizado pelo sistema eletrônico da Corte. Na ação, Flávio pede a abertura de um inquérito para investigar se declarações feitas por Lula durante um discurso em Catalão (GO), no dia 2 de junho, configuraram os crimes de ameaça e incitação ao crime.

Na petição, a defesa de Flávio afirma que Lula insinuou que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mereciam ser enforcados ao chamá-los de “traidores da pátria”.

“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores do que ele, são vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merece os traidores?”, questionou o presidente, ao cometer um ato falho, uma vez que Tiradentes é quem morreu enforcado por ser um dos líderes da Inconfidência Mineira.

Lula criticava a decisão dos Estados Unidos de taxar os produtos brasileiros em até 25% após o encontro de Flávio com o presidente Donald Trump.

"Que não se meta nas eleições do Brasil", atira Lula a Trump

17 June 2026 at 21:10
Trump diz que o Brasil se tornou um "pouco complicado" e que a "situação política ficou um pouco perigosa". Lula respondeu: "Quem tem de aprender com as eleições civilizadas do Brasil é Trump".

© AFP via Getty Images

"Que não se meta nas eleições do Brasil", atira Lula a Trump

17 June 2026 at 21:10
Trump diz que o Brasil se tornou um "pouco complicado" e que a "situação política ficou um pouco perigosa". Lula respondeu: "Quem tem de aprender com as eleições civilizadas do Brasil é Trump".

© AFP via Getty Images

Trump parece confundir Flávio com Eduardo: “Prenderam Bolsonaro Jr.”

17 June 2026 at 20:46

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu Flávio e Eduardo Bolsonaro ao ser questionado sobre as relações com o Brasil durante a Cúpula do G7. Trump disse que “prenderam Bolsonaro Jr.” e que ele estava bem nas pesquisas, no que pareceu ser uma referência à condenação de Eduardo pelo STF.

Trump disse que o Brasil se tornou um país perigoso do ponto de vista político. “Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo público”, afirmou o líder americano quando perguntado sobre a interação com Lula em Évian-les-Bains.

“Acabei de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava bem nas pesquisas e prenderam porque ele fez uma declaração no Texas. Eles o prenderam, ou querem prendê-lo para revelar alguma coisa”, acrescentou.

“Eles jogam muito duro. Mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos”, concluiu Trump, repetindo, sem apresentar provas, as alegações de que os EUA tiveram eleições roubadas. “Nós tivemos eleições fraudadas”, disse.

Trump parece confundir Eduardo com Flávio ao dizer que “Bolsonaro Jr.” estava bem nas pesquisas. Flávio (PL) tem 43% das intenções de voto para o 2º turno, enquanto Lula (PT) tem ampliado a vantagem com a revelação do caso Dark Horse e aparece com 49%, segundo levantamento Nexus/BTG.

Já ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado nessa terça-feira (16) pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação no curso do processo que apurou uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. A pena de 4 anos e 2 meses de prisão deverá ser cumprida em regime semiaberto.

Por unanimidade, os ministros concluíram que o ex-deputado atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do STF e tentar interferir nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, com o objetivo de beneficiar Jair Bolsonaro. A condenação torna Eduardo inelegível por 12 anos com base na Lei da Ficha Limpa.

Além da inelegibilidade, o STF decretou a perda do cargo efetivo que Eduardo mantém na Polícia Federal e impôs 50 dias-multa, no valor de dois salários mínimos cada. A defesa negou o crime de coação e alegou que Alexandre de Moraes deveria ser considerado impedido de atuar no caso por ser uma das autoridades atingidas pelas sanções americanas.

Relação Brasil-EUA

Os presidentes Donald Trump e Lula participaram da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. Foi a primeira vez que eles se encontraram desde que os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de 25% contra produtos brasileiros e classificaram as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. As medidas foram anunciadas após a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca.

Em resposta às declarações de Trump, que classificou o Brasil como “politicamente perigoso”, Lula afirmou que o presidente americano pode ter suas preferências eleitorais e ideológicas, mas deve respeitar a soberania das nações.

“Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro. Do pai, do filho, do neto. Não tem nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil”, declarou Lula. “A única coisa que eu quero é o respeito pelo Brasil”, acrescentou.

PCC e CV terroristas: Quais as consequências da classificação dos EUA?

"Não se meta nas eleições no Brasil", diz Lula a Trump

Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras e respeite o país.

“Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil.”

Notícias relacionadas:

“As eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são problema deles e não são um problema meu. A única coisa que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos Estados Unidos”, completou.

Em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em Évian, na França, Lula disse que, se Trump conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o país.

“Ele tem o direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, concluiu.


>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Entenda

Mais cedo, também em entrevista coletiva no evento, Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso politicamente” e citou a condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Prenderam ele ou querem prendê-lo. Estão tramando algo para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos”, disse.

O ex-deputado federal foi condenado a quatro anos e dois meses anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

Ele foi considerado culpado de atuar em Washington a favor do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras, para intimidar a Suprema Corte e tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

"Não se meta nas eleições no Brasil", diz Lula a Trump

Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras e respeite o país.

“Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil.”

Notícias relacionadas:

“As eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são problema deles e não são um problema meu. A única coisa que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos Estados Unidos”, completou.

Em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em Évian, na França, Lula disse que, se Trump conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o país.

“Ele tem o direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, concluiu.


>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Entenda

Mais cedo, também em entrevista coletiva no evento, Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso politicamente” e citou a condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Prenderam ele ou querem prendê-lo. Estão tramando algo para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos”, disse.

O ex-deputado federal foi condenado a quatro anos e dois meses anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

Ele foi considerado culpado de atuar em Washington a favor do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras, para intimidar a Suprema Corte e tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Bolsonaro diz ao STF que não está proibido de manter arma em casa

Logo Agência Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente é proprietário da arma de fogo que foi apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

A manifestação foi enviada à Corte após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinar que a defesa esclareça o episódio.

Notícias relacionadas:

No documento, os advogados afirmaram que a arma está registrada regulamente em nome de Bolsonaro e possui Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf).

De acordo com a defesa, o ex-presidente, que está em prisão domiciliar, pediu ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que faz parte de sua equipe particular e foi parado na blitz, para levar o armamento para conserto.

Os advogados afirmaram que Bolsonaro constatou que a arma não estava em pleno funcionamento. 

"Recentemente, o peticionário constatou, pelo simples acionamento do ferrolho, sem qualquer necessidade de disparo, que o mecanismo não estava funcionando regularmente", disse a defesa.

Os advogados também afirmaram que a posse do amamento não tem relação com o fim do prazo de 90 dias para encerramento da prisão domiciliar e que Moraes não determinou a apreensão do armamento durante a tramitação do processo da trama golpista, no qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão.

"Consigna-se, ainda, que, apesar da condenação imposta na AP 2668, não foi determinada a entrega de armas, o cancelamento de registros ou qualquer providência semelhante. O peticionário, portanto, não se encontrava em situação irregular", concluiu a defesa.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Apreensão

A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Remédios

A defesa de Bolsonaro também afirmou que a arma chegou a ser retirada da posse do ex-presidente após o caso do rompimento da tornozeleira eletrônica no ano passado.

"Embora possuísse regularmente o armamento, as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao peticionário, capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante", acrescentou.

Bolsonaro diz ao STF que não está proibido de manter arma em casa

Logo Agência Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente é proprietário da arma de fogo que foi apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

A manifestação foi enviada à Corte após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinar que a defesa esclareça o episódio.

Notícias relacionadas:

No documento, os advogados afirmaram que a arma está registrada regulamente em nome de Bolsonaro e possui Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf).

De acordo com a defesa, o ex-presidente, que está em prisão domiciliar, pediu ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que faz parte de sua equipe particular e foi parado na blitz, para levar o armamento para conserto.

Os advogados afirmaram que Bolsonaro constatou que a arma não estava em pleno funcionamento. 

"Recentemente, o peticionário constatou, pelo simples acionamento do ferrolho, sem qualquer necessidade de disparo, que o mecanismo não estava funcionando regularmente", disse a defesa.

Os advogados também afirmaram que a posse do amamento não tem relação com o fim do prazo de 90 dias para encerramento da prisão domiciliar e que Moraes não determinou a apreensão do armamento durante a tramitação do processo da trama golpista, no qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão.

"Consigna-se, ainda, que, apesar da condenação imposta na AP 2668, não foi determinada a entrega de armas, o cancelamento de registros ou qualquer providência semelhante. O peticionário, portanto, não se encontrava em situação irregular", concluiu a defesa.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Apreensão

A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Remédios

A defesa de Bolsonaro também afirmou que a arma chegou a ser retirada da posse do ex-presidente após o caso do rompimento da tornozeleira eletrônica no ano passado.

"Embora possuísse regularmente o armamento, as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao peticionário, capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante", acrescentou.

Atlas/Focus: Lula supera Flávio no 1º e 2º turnos no Ceará

17 June 2026 at 20:00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) supera o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em cenários de primeiro e segundo turnos na disputa pelo Planalto no Ceará. É o que mostra pesquisa Atlas/Focus divulgada nesta quarta-feira (17).

De acordo com o levantamento, Lula aparece com 53,4% das intenções de voto, contra 25,1% de Flávio em um eventual cenário de primeiro turno. Atrás deles aparecem também Renan Santos (Missão), com 6,4%; Ronaldo Caiado (PSD), com 4,8%; Joaquim Barbosa (DC), com 1,9%; Romeu Zema (Novo), com 1,4%; Samara Martins (UP), com 0,7%; e Augusto Cury (Avante), com 0,2%.

 

Segundo turno

A pesquisa também testou cenários de segundo turno para a Presidência. Novamente, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Confira os resultados nos gráficos abaixo:

Lula x Flávio

Lula x Ronaldo Caiado

Lula x Romeu Zema

Lula x Renan Santos

hierarchy visualization

Metodologia

Foram ouvidos 1.223 eleitores cearenses entre os dias 9 e 14 de junho por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolos CE-03465/2026 e BR-01326/2026.

Confira a íntegra da pesquisa

Tarcísio diz que condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF é “injusta”

17 June 2026 at 19:47

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou nesta quarta-feira (17) como “injusta” a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) e minimizou os impactos da decisão para os planos eleitorais do grupo político nas eleições de 2026.

Em coletiva de imprensa, Tarcísio afirmou que aguarda a apresentação de recurso pela defesa de Eduardo e disse concordar com os argumentos apresentados pelos advogados do ex-parlamentar.

“Eu acho que primeiro temos que aguardar o acórdão sair e temos que aguardar o recurso que a defesa vai protocolar. Eu faço meus os argumentos que a defesa apresentou, então acho que a condenação foi injusta e não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo”, declarou.

O governador acrescentou que a decisão não deve afetar os projetos eleitorais do campo político aliado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não prejudica em nada o transcurso da eleição do nosso grupo, a eleição do Flávio, a eleição dos nossos senadores aqui”, afirmou.

Defesa admite que Bolsonaro pediu conserto em arma após identificar “falha”

17 June 2026 at 19:37

Em esclarecimento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa de Jair Bolsonaro (PL) admitiu que a arma apreendida em blitz pela Polícia do Distrito Federal de fato pertencia ao ex-presidente.

Segundo o documento anexado no processo, integrantes da equipe de segurança de Bolsonaro decidiram, sem conhecimento prévio do ex-presidente, retirar o percussor da arma, peça essencial para o disparo. Isso porque Bolsonaro faz uso de medicamentos psiquiátricos que afetam sua cognição, o que poderia causar um acidente.

A defesa relata que, recentemente, Bolsonaro percebeu uma falha no funcionamento da pistola ao manusear o ferrolho. Sem identificar a origem do problema, ele teria entregue a arma ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho para que verificasse a falha e realizasse a manutenção necessária. Segundo a defesa, a entrega do armamento ao militar teve como única finalidade a identificação do defeito e o reparo do equipamento.

Os advogados também afirmam que, apesar da condenação imposta a Bolsonaro pela tentativa de golpe, não houve determinação judicial para entrega de armas ou cancelamento de registros, o que afasta qualquer irregularidade quanto a posse do objeto.

“O peticionário, portanto, não se encontrava em situação irregular. De todo modo, teria prontamente entregue o armamento caso houvesse determinação nesse sentido”, disseram os advogados.

A defesa afirma ainda que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma enquanto estiver sob prisão domiciliar. A pistola está sob posse da polícia do Distrito Federal, que abriu um inquérito para apurar o caso.

Entenda

Na madrugada de segunda-feira (15), a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu, em blitz, uma arma de fogo que seria de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O aparato estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, um militar do Exército que conduzia um veículo oficial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Na abordagem, um dos policiais avistou o armamento e pediu explicações a Estácio. O militar afirmou que a pistola seria levada para reparo e depois devolvida ao proprietário.

Na apreensão da arma, a polícia constatou que ela estava registrada no nome de Bolsonaro.

Diante da situação, na terça (15), Moraes solicitou esclarecimentos à defesa do ex-presidente.

O ministro questionou porque, há poucos dias da revisão sobre sua prisão domiciliar, o ex-presidente teria pedido um reparo na pistola.

Polícia abre inquérito sobre arma apreendida atribuída a Bolsonaro

Logo Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu nesta terça-feira (17) um inquérito para investigar o caso da apreensão da arma de fogo que seria de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A arma foi apreendida na última segunda-feira em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Notícias relacionadas:

Em comunicado enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado responsável pelo caso informou ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que a 17ª delegacia de polícia está realizando as diligências para apuração do caso.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Ontem, Moraes deu prazo de 24 horas para a defesa do ex-presidente, que está em prisão domiciliar, explicar a origem da arma de fogo.

A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

Polícia abre inquérito sobre arma apreendida atribuída a Bolsonaro

Logo Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu nesta terça-feira (17) um inquérito para investigar o caso da apreensão da arma de fogo que seria de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A arma foi apreendida na última segunda-feira em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Notícias relacionadas:

Em comunicado enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado responsável pelo caso informou ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que a 17ª delegacia de polícia está realizando as diligências para apuração do caso.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Ontem, Moraes deu prazo de 24 horas para a defesa do ex-presidente, que está em prisão domiciliar, explicar a origem da arma de fogo.

A arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

Chapa de Tarcísio deve ser alterada após Eduardo ser condenado pelo STF

17 June 2026 at 16:49

A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pelo STF (Supremo Tribunal Federal) abriu uma discussão sobre o futuro da chapa do pré-candidato à reeleição em São Paulo, governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), por impactar a primeira suplência da candidatura de André do Prado (PL) — presidente da Assembleia Legislativa — e pré-candidato ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026.

Eduardo foi anunciado na posição depois que o PL escolheu André para se candidatar à cadeira.

O presidente da Alesp afirmou esperar que a decisão seja revertida por meio de recurso e defendeu que Eduardo exerceu seu direito à liberdade de expressão e à imunidade parlamentar enquanto ocupava o mandato de deputado federal.

“Não tinha razão para isso. Ele estava usando o direito dele de liberdade de expressão, de imunidade parlamentar que ele tinha enquanto deputado. Espero agora que nós possamos entrar com recurso no pleno do STF para tentar reverter essa situação e ele ter condição jurídica de estar como meu primeiro suplente ao Senado por São Paulo”, declarou em entrevista ao SBT.

Segundo apuração da CNN Brasil, André do Prado e Eduardo Bolsonaro devem conversar nesta quarta-feira (17) sobre o cenário jurídico e os próximos passos para a composição da chapa ao Senado, uma vez que, “ficha suja” Eduardo não pode ser registrado na candidatura.

Também pré-candidato ao Senado na aliança liderada pelo governador Tarcísio de Freitas, o ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP) manifestou apoio a Eduardo Bolsonaro após a decisão do STF.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Derrite classificou a condenação como um ato de perseguição política.

“Duro golpe da perseguição contra lideranças conservadoras. Minha solidariedade ao deputado Eduardo Bolsonaro, o mais votado da história do Brasil”, afirmou.

Lançamento da pré-candidatura

A condenação também impacta o evento de lançamento da pré-candidatura de André, que contará com a presença do pré-candidato a Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo.

Está marcado para o próximo sábado (20) um evento de pré-campanha com as presenças de Flávio, Tarcísio e Derrite para formalizar a indicação do PL para a vaga no Senado. Está prevista a participação online de Eduardo, assim como ocorreu no lançamento de Derrite, no mês passado.

“Injustiçado” e “traidor”: parlamentares repercutem condenação de Eduardo

17 June 2026 at 14:53

A decisão da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) de condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, na terça-feira (17), pelo crime de coação no curso do processo repercutiu entre integrantes do Congresso.

Parlamentares aliados ao ex-deputado falaram em “injustiça”, enquanto congressistas ligados ao campo da esquerda celebraram a decisão, chamando Eduardo de “traidor”.

A condenação unânime teve pena fixada em 4 anos e 2 meses de prisão, além de 50 dias de multa equivalente a dois salários-mínimos por dia. A pena deverá começar em regime semiaberto. 

O Supremo concluiu que o parlamentar atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes da Corte e tentar interferir nos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, com o objetivo de beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Ainda segundo os magistrados, por se tratar de condenação proferida por órgão colegiado por crime contra a administração da Justiça, Eduardo fica impedido de disputar eleições desde a data da condenação até 8 anos após o cumprimento integral da pena, podendo se estender até 12 anos inelegível. 

Em nota, o ex-deputado afirma que não recebeu uma notificação formal da condenação, e por isso, diz que “qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula”. 

**NOTA À IMPRENSA**

Tomo conhecimento, mais uma vez pela imprensa, de que supostamente o STF teria formado maioria para me condenar por algum crime que desconheço. Reitero: até hoje não fui citado na forma da lei. Sigo aguardando notificação regular, por carta rogatória, em… pic.twitter.com/BdrSwKTSgE

— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) June 16, 2026

Veja a repercussão

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo em suas redes sociais defendendo seu irmão. “Mais uma grande injustiça contra o Eduardo Bolsonaro”, disse Flávio. 

Eduardo Bolsonaro @bolsonarosp foi mais uma vez INJUSTIÇADO! pic.twitter.com/QXGdUdsNt7

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 16, 2026

Outro integrante da família, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) disse que seu irmão foi “cassado com uma canetada”. 

. @BolsonaroSP , o deputado federal mais bem votado da história do Brasil foi cassado com uma canetada. Foi afastado da Polícia Federal, teve suas contas e as de sua esposa bloqueadas, mesmo sendo pais de dois filhos pequenos para criar, além de sofrer uma série de medidas… https://t.co/hTxTrSBlR5

— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) June 17, 2026

O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), irmão mais novo de Eduardo, também se manifestou: “o Brasil vive tempos sombrios, instituições aparelhadas e perseguindo conservadores”. 

A perseguição não tem fim. A condenação de Eduardo Bolsonaro hoje apenas demonstra que tudo que ele que denunciou tem fundamentos. O Brasil vive tempos sombrios, instituições aparelhadas e perseguindo conservadores. Conte comigo meu irmão @bolsonarosp, juntos, e com a presença de… pic.twitter.com/ydAQIOCvjt

— Jair Renan Bolsonaro (@bolsonaro__jr) June 16, 2026

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou a atuação de Eduardo no país norte-americano com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. 

O parlamentares do PT buscaram apoio internacional contra o impeachment de Dilma e nada foi feito. Dois pesos, duas medidas. Nossa justiça é tudo, menos imparcial. https://t.co/3uL06x6dm7

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) June 16, 2026

A deputada Júlia Zanatta (PL-SP) também prestou solidariedade a Eduardo. “A tirania e a crueldade são um flagelo para os malfeitores e um teste de paciência para os bons”. 

A Primeira Turma do STF é unânime pela condenação de Eduardo Bolsonaro.

“Ele quer pegar o Eduardo Bolsonaro.” Essa foi a fala do juiz auxiliar de Moraes à época.

A roupagem jurídica que deram, desta vez, para um processo puramente político, com um relator que claramente deveria… pic.twitter.com/G7yHz5tmzF

— Júlia Zanatta (@apropriajulia) June 17, 2026

Outro parlamentar que defendeu Eduardo foi o líder do PL (Partido Liberal) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante. “A conta dessa perseguição, mais cedo ou mais tarde, chega”. 

O que a Primeira Turma do STF fez hoje contra Eduardo Bolsonaro não é Justiça: é mais uma demonstração de que a oposição neste país está sendo caçada, uma a uma.

Desde quando defender ideias, falar e se posicionar virou crime no Brasil? Eduardo foi condenado por exercer aquilo…

— Sóstenes Cavalcante (@DepSostenes) June 16, 2026

A deputada Caroline de Toni (PL-SC) definiu a decisão do STF como um “absurdo”. “Eduardo Bolsonaro está há mais de um ano exilado nos Estados Unidos, longe da família, dos amigos e de sua atuação política no Brasil, sem saber quando poderá voltar ao seu próprio país”. 

Após condenar o presidente Jair Bolsonaro por um golpe de Estado que nunca existiu, nos deparamos com mais essa decisão.

Eduardo Bolsonaro está há mais de um ano exilado nos Estados Unidos, longe da família, dos amigos e de sua atuação política no Brasil, sem saber quando… pic.twitter.com/9iNF7EDp6x

— Carol De Toni (@CarolDeToni) June 16, 2026

Em contrapartida, ministros do governo e outros deputados progressistas comemoraram a condenação imposta pelo Supremo. 

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) declarou vitória com a notícia da condenação. “Mais uma vitória da nossa soberania contra os GOLPISTAS”. 

🚨 BOAS NOTÍCIAS!

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro acaba de ser condenado por UNANIMIDADE no STF por articular o tarifaço de Trump contra o Brasil para tentar impedir o julgamento de seu pai, o presidiário Jair Bolsonaro.

Mais uma vitória da nossa soberania contra os GOLPISTAS.

— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) June 16, 2026

Já a ex-ministra Anielle Franco considerou a decisão “histórica” e definiu Eduardo como um “falso patriota”. 

HISTÓRICO!

O ministro Alexandre de Moraes acaba de anunciar que Eduardo Bolsonaro foi condenado por unanimidade pelo STF. A pena foi fixada em 4 anos e 2 meses de prisão, além de R$ 162 mil em multas, e o falso patriota fica inelegível.

Compartilhe ao máximo! 🇧🇷👏🏾 pic.twitter.com/cYOWGISBQx

— Anielle Franco (@aniellefranco) June 16, 2026

O ministro da Secretaria-Geral do Governo, Guilherme Boulos, destacou: “Que fique o recado para aqueles que ainda insistem em conspirar contra o Brasil: a traição cobra seu preço!” 

Mais um condenado da família Bolsonaro!

Eduardo Bolsonaro foi condenado hoje a 4 anos de prisão por atuar junto ao governo dos EUA contra o Estado brasileiro. Além disso, ficou inelegível até 2038. Que fique o recado para aqueles que ainda insistem em conspirar contra o Brasil:…

— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) June 16, 2026

Em publicação do X (antigo Twitter), o vice-líder do governo no Congresso Nacional, Bohn Gass (PT-RS) disse: “mais um Bolsonaro condenado”. 

Mais um bolsonaro condenado. O povo brasileiro vê quem é, e do que é capaz essa família. A ladainha da perseguição já não cola, é muito crime pra uma família só. Eduardo pediu que o povo agradecesse ao Trump pelo tarifaço que prejudicou empresas e empregos no Brasil. Traidor!

— Bohn Gass (@BohnGass) June 17, 2026

Por meio de um vídeo, o deputado Rogério Correia (PT-MG) comemorou a condenação e citou as eleições. “O bolsonarismo vai continuar perdendo, em outubro a gente vai politicamente varrer isso do Brasil”. 

Eduardo Bolsonaro condenado por 4×0 , gols contra do tarifaço, tentativa de golpe, boicote ao pix e BolsoMaster. pic.twitter.com/F1FF391csv

— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) June 16, 2026

O deputado Alencar Santana (PT-SP) criticou o fato de Eduardo residir nos Estados Unidos e o chamou de “fujão”. 

Além de fujão, Eduardo Bananinha Bolsonaro agora é oficialmente CONDENADO e muito em breve será um FORAGIDO da Justiça.

O bananinha, cuja vida de luxo nos EUA foi bancada pelo banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master, ou seja, dinheiro roubado dos aposentados do INSS, foi… pic.twitter.com/eY7GuCZSsn

— Dep. Alencar Santana (@AlencarBraga13) June 16, 2026

Já a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) apelidou o ex-deputado de “traidor condenado”. 

Traidor condenado!

Eduardo Bolsonaro trabalhou para que um governo estrangeiro punisse o próprio país. Não existe meio-termo nisso: ou você está do lado do Brasil ou está contra ele.

Por unanimidade, a Justiça decidiu punir quem quis safar a família e a bandidagem, em prejuízo… pic.twitter.com/kg8DFRGn6z

— Tabata Amaral (@tabataamaralsp) June 16, 2026

❌