Os planos para a assinatura virtual do acordo provisório foram concretizados no último dia para consolidar o acordo rapidamente e evitar imprevistos de última hora, disseram autoridades familiarizadas com o assunto.
O presidente e o vice-presidente não viajam ao exterior simultaneamente por questões de segurança e continuidade, e Trump tem uma viagem marcada para a cúpula do G7 na França na madrugada de segunda-feira (115).
Levar Vance de um evento de assinatura na Europa a tempo da partida de Trump seria difícil.
Em vez disso, foi oferecida uma assinatura eletrônica para finalizar o acordo provisório. O receio entre alguns dos mediadores é que, quanto mais tempo demorar para que seja assinado, maior a probabilidade de que algo comprometa o progresso ou que uma ou as duas partes descumpram o acordo, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.
Se essas divergências são meras diferenças na comunicação pública ou refletem algo mais profundo que poderia levar ao colapso do acordo, permanece incerto.
Impasse em assinatura
A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) negou neste sábado (13) que um acordo provisório com os Estados Unidos seria assinado no domingo (14) e criticou a “insistência incomum” do presidente americano, Donald Trump, para assinar o acordo nesse dia.
O presidente americano e o Paquistão, mediador do conflito, afirmaram mais cedo neste sábado que o acordo provisório seria assinado no domingo.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os dois lados concordaram com uma estrutura para um acordo de paz e que Islamabad estava se preparando para uma assinatura eletrônica no domingo, seguida de negociações técnicas na próxima semana.
Mais cedo, neste sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a assinatura do acordo “não acontecerá amanhã”.
“A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não está descartada”, disse Baghaei, segundo a agência Tasnim. “No entanto, devido à instabilidade da outra parte, devemos ser cautelosos com quaisquer declarações a respeito desse processo.”
“Este não é um acordo final entre o Irã e os Estados Unidos, mas sim um memorando que descreve os principais pontos de discordância e esclarece que a guerra terminará”, acrescentou o porta-voz iraniano.
Um funcionário americano que falou com repórteres posteriormente se recusou a comentar sobre o cronograma, mas disse: “É um ótimo acordo e um acordo muito forte.”
Não é a primeira vez que os dois lados parecem estar perto de um acordo inicial para encerrar a guerra, que começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, mas Sharif escreveu na rede social X: “Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca.”
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse na sexta-feira (12) que, embora mudanças no acordo ainda sejam possíveis, o acordo provisório demonstra que seu país saiu fortalecido do conflito.
Horas depois dessas declarações, forças americanas abateram vários drones iranianos de ataque unidirecional que se dirigiam para o Estreito de Ormuz, disse à agência de notícias Reuters uma fonte familiarizada com o assunto.
A fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou que os drones representavam uma ameaça ao tráfego comercial. O Comando Central dos EUA confirmou posteriormente a ação e disse que o estreito, uma importante via de acesso ao petróleo mundial, estava aberto.
O acordo provisório proposto prevê a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio naval americano, disseram fontes de todos os lados envolvidos nas negociações. As negociações sobre o programa nuclear iraniano — a justificativa declarada por Trump para iniciar a guerra — ocorreriam posteriormente.
“O Irã vai abrir o Estreito de Ormuz, isso é uma exigência. Ele poderá ser aberto sem pedágio. Assim que isso acontecer, nós suspenderemos nosso bloqueio”, disse o oficial americano que falou neste sábado (13).
“Isso acontecerá em conjunto, e parte da próxima etapa, a fase seguinte, será a desminagem do estreito”, afirmou o oficial, indicando que os países do G7 (Grupo dos Sete) poderiam ter um papel nisso.
Mauricio Pochettino se sentó en la sala de prensa del estadio SoFi de Los Ángeles bastante irritado. Como si Estados Unidos no hubiera ganado y jugado bastante bien en su estreno ante una raquítica Paraguay (4-1) en la madrugada del viernes al sábado, pero los ruidos que venían de las tripas del recinto descolocaron al técnico. Sobre lo que había ocurrido en el césped, eso sí, no podía tener tacha. Después del gran encuentro de su equipo, al argentino le tocó gestionar, además de su enfado, el mensaje y la euforia local tras un triunfo tan rotundo. También algunas actuaciones individuales, como las de Christian Pulisic y Folarin Balogun, gestor y martillo del buen debut local. El seleccionador regateó los elogios individuales y apuntó al colectivo en un intento de potenciar el espíritu gremial al inicio de una empresa tan titánica.
El presidente de EE UU, Donald Trump, ha asegurado este sábado que la tregua con Irán se firmará este domingo. En una ceremonia de la confusión que se ha convertido en rutina en Oriente Próximo, Irán ha negado que la rúbrica del acuerdo de paz se vaya a producir tan pronto.
O Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, viajará à Índia na semana seguinte à cúpula dos líderes do G7 para novas discussões sobre um possível acordo comercial, de acordo com um alto funcionário do governo americano neste sábado (13), acrescentando que um acordo é possível.
O comércio será discutido durante o encontro do presidente Donald Trump com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, na próxima semana, na França, mas não espera-se um acordo comercial na cúpula, segundo o funcionário.
“Sabemos que o primeiro-ministro Modi é bastante ambicioso em relação ao papel que ele vê para a Índia, à importância da relação EUA-Índia”, disse o funcionário a repórteres. “Acreditamos que um possível acordo comercial faça parte disso”.
Trump insistirá em chegar a “um acordo muito bom”, continuou o funcionário. “Acreditamos que um acordo muito bom é possível. Não acho que fecharemos esse acordo no G7”, destacou.
A cúpula do G7, que será realizada de 15 a 17 de junho na cidade francesa de Évian-les-Bains, reunirá líderes das principais economias do mundo, incluindo Donald Trump, além de delegações de alto nível de outros países, como a Índia.
As relações entre Nova Délhi e Washington têm sido tensas devido às tarifas americanas sobre produtos indianos e às repetidas afirmações de Trump — negadas pela Índia — de que ele teve influência para encerrar o breve conflito indiano com o Paquistão no ano passado.
Mas o clima melhorou nas últimas semanas, e o ministro do Comércio indiano, Piyush Goyal, afirmou na semana passada que a primeira parcela de um acordo comercial bilateral poderia ser concluída até meados de julho. A Índia está pressionando por um tratamento tarifário preferencial como parte das negociações de um acordo comercial provisório.
O alto funcionário americano disse que Trump e Modi teriam uma boa oportunidade para avaliar as negociações comerciais, mas que discussões técnicas adicionais provavelmente seriam necessárias para fechar um acordo.
Autoridades indianas disseram que Trump e Modi devem discutir também questões geopolíticas mais amplas, incluindo segurança energética e possíveis compras indianas de petróleo venezuelano.
A Índia também exigiu na quinta-feira (11) o fim dos ataques dos EUA a navios após três ataques a petroleiros com tripulação indiana nesta semana, incluindo um que matou três marinheiros indianos.
As mortes foram as primeiras relatadas desde o início do bloqueio dos EUA a navios ligados ao Irã, em 13 de abril.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, discutiu os recentes acontecimentos no Estreito de Ormuz na sexta-feira (12) com o homólogo indiano, Subrahmanyam Jaishankar, informou o Departamento de Estado neste sábado (13).
“O secretário enfatizou que todos os navios comerciais devem cumprir imediatamente as ordens das forças americanas, que buscam manter a paz e a segurança no Estreito”, apontou o porta-voz Tommy Pigott. “Ele enfatizou que as violações do bloqueio dos EUA e o transporte ilícito de petróleo iraniano não serão tolerados”.
Em outras notícias comerciais, o Canadá também entrou em contato com autoridades americanas para discutir novas negociações comerciais, segundo a autoridade americana, acrescentando que Washington recebeu bem a decisão de Ottawa de reverter algumas medidas comerciais ameaçadas nos últimos dias, que teriam afetado empresas americanas de streaming.
As discussões sobre o acordo comercial entre EUA, México e Canadá com o Canadá têm sido frequentes, mas informais, e não se esperam grandes avanços na cúpula, acrescentou a autoridade.
A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) negou neste sábado (13) que um acordo provisório com os Estados Unidos seria assinado no domingo (14) e criticou a “insistência incomum” do presidente americano, Donald Trump, para assinar o acordo nesse dia.
A IRGC descreveu o cronograma como um “teste para a equipe de negociação iraniana” e afirmou que o anúncio de Trump ocorre “apesar de negociadores iranianos terem declarado explicitamente que o memorando ainda não foi finalizado e que a assinatura no domingo definitivamente não acontecerá”.
Em uma publicação no Telegram, o grupo sugeriu que Trump pretendia agendar a assinatura para coincidir com seu aniversário, em 14 de junho.
“Alguns observadores acreditam que sua insistência pode ser motivada pelo desejo de usar a ocasião simbolicamente e transformá-la em um evento de autopromoção”, diz a declaração.
O presidente americano e o Paquistão, mediador do conflito, afirmaram mais cedo neste sábado que o acordo provisório seria assinado no domingo.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os dois lados concordaram com uma estrutura para um acordo de paz e que Islamabad estava se preparando para uma assinatura eletrônica no domingo, seguida de negociações técnicas na próxima semana.
Mais cedo, neste sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a assinatura do acordo “não acontecerá amanhã”.
“A possibilidade de isso acontecer nos próximos dias não está descartada”, disse Baghaei, segundo a agência Tasnim. “No entanto, devido à instabilidade da outra parte, devemos ser cautelosos com quaisquer declarações a respeito desse processo.”
“Este não é um acordo final entre o Irã e os Estados Unidos, mas sim um memorando que descreve os principais pontos de discordância e esclarece que a guerra terminará”, acrescentou o porta-voz iraniano.
Um funcionário americano que falou com repórteres posteriormente se recusou a comentar sobre o cronograma, mas disse: “É um ótimo acordo e um acordo muito forte.”
Não é a primeira vez que os dois lados parecem estar perto de um acordo inicial para encerrar a guerra, que começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, mas Sharif escreveu na rede social X: “Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca.”
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse na sexta-feira (12) que, embora mudanças no acordo ainda sejam possíveis, o acordo provisório demonstra que seu país saiu fortalecido do conflito.
Horas depois dessas declarações, forças americanas abateram vários drones iranianos de ataque unidirecional que se dirigiam para o Estreito de Ormuz, disse à agência de notícias Reuters uma fonte familiarizada com o assunto.
A fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou que os drones representavam uma ameaça ao tráfego comercial. O Comando Central dos EUA confirmou posteriormente a ação e disse que o estreito, uma importante via de acesso ao petróleo mundial, estava aberto.
O acordo provisório proposto prevê a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio naval americano, disseram fontes de todos os lados envolvidos nas negociações. As negociações sobre o programa nuclear iraniano — a justificativa declarada por Trump para iniciar a guerra — ocorreriam posteriormente.
“O Irã vai abrir o Estreito de Ormuz, isso é uma exigência. Ele poderá ser aberto sem pedágio. Assim que isso acontecer, nós suspenderemos nosso bloqueio”, disse o oficial americano que falou neste sábado (13).
“Isso acontecerá em conjunto, e parte da próxima etapa, a fase seguinte, será a desminagem do estreito”, afirmou o oficial, indicando que os países do G7 (Grupo dos Sete) poderiam ter um papel nisso.
O GT (grupo de trabalho) do governo brasileiro com o norte-americano voltado a debater tarifas se reuniu virtualmente neste sábado (13). O encontro não foi conclusivo e novas rodadas de negociação já estão marcadas para a próxima semana.
O Brasil foi representado pelo ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC (Desenvolvimento Indústria Comércio e Serviços), e os Estados Unidos por seu representante comercial (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer. Do lado brasileiro, também participaram a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, e os embaixadores Audo Faleiro e Mauricio Lyrio.
Técnicos dos governos voltam a conversar remotamente já na próxima semana. Além disso, ministros brasileiros e Jamieson Greer devem se reunir virtualmente nos próximos 15 dias, segundo apurou a CNN Brasil.
Integrantes da Esplanada dos Ministérios indicaram que o Brasil voltou a apresentar argumentos contrários à investigação da “seção 301” – que propõe uma tarifa de 25% contra produtos brasileiros – e destacar que mantém déficit comercial com os norte-americanos.
Um dos focos da reunião foi defender o combate ao desmatamento no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e rebater críticas neste campo. O Brasil pediu rigor técnico na análise dos dados apresentados, de acordo com interlocutores.
Membros do governo evitam avaliar a disposição dos norte-americanos em fechar um acordo e aguardam as próximas conversas. Como mostrou a CNN Brasil, a gestão federal rejeita atender às demandas dos EUA na “seção 301”, mas considera negociar a redução de tarifas em determinados setores.
O governo acena, por exemplo, com a possibilidade de mudar sua orientação diplomática e retirar o veto imposto a um acordo global sobre comércio eletrônico, no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio), que interessa diretamente à gestão Donald Trump.
La operación conjunta entre Venezuela y Estados Unidos para matar al Niño Guerrero, líder del Tren de Aragua, una de las bandas criminales más temibles y poderosas del continente americano, es el último episodio del libro del intervencionismo de Washington en América Latina que Donald Trump está escribiendo desde su regreso al poder en 2025. La lista de países afectados va creciendo: a la suerte de protectorado impuesto en Venezuela y la asfixia aplicada sobre Cuba se suman la campaña de ejecuciones extrajudiciales de tripulantes de presuntas narcolanchas en el Caribe y el Pacífico, las operaciones militares conjuntas contra el narco en Ecuador y las injerencias electorales y presiones políticas y de seguridad sobre México, Argentina, Guatemala, Honduras o Chile.
Momento del ataque, compartido por Donald Trump en redes sociales, e imagen de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, alias 'Niño Guerrero', líder de la banda criminal Tren de Aragua.
O presidente Donald Trump afirmou que um acordo com o Irã “está programado para ser assinado amanhã”, acrescentando que “imediatamente após sua assinatura, o Estreito de Ormuz estará ABERTO A TODOS”.
“No momento apropriado, quando tudo estiver calmo, entraremos para recolher a poeira nuclear, enterrada profundamente sob as poderosas montanhas de granito afundadas, graças aos nossos belos bombardeiros B-2 e seus brilhantes pilotos, e a diluiremos e destruiremos, seja no Irã ou nos Estados Unidos”, escreveu Trump.
O presidente disse que “espera que todo esse processo ocorra de forma rápida, fácil e tranquila”, mas acrescentou que, caso isso não aconteça, “temos a alternativa definitiva”.
O memorando de entendimento que está sendo negociado entre os Estados Unidos e o Irã estabelece que, se for assinado, dará início a um período de 60 dias para a realização de negociações “técnicas”, informou uma alta autoridade do governo Trump na sexta-feira (12).
Embora o memorando apresente uma série de compromissos gerais que o Irã deverá aceitar — incluindo o desmantelamento de seu programa nuclear, a reabertura do Estreito de Ormuz e a destruição, pelos Estados Unidos, do material enriquecido iraniano — as negociações altamente técnicas se concentrarão em como implementar e executar esses pontos de forma específica, segundo a autoridade.
Cuando el EE UU-Paraguay se detuvo en el minuto 24 para la primera pausa de hidratación, el narrador de la Fox proclamó: “Y aquí termina el primer cuarto”. Ahí también empieza a cristalizar la terminología del nuevo fútbol que se cocina en este Mundial. Se registraban solo 24 grados y un 68% de humedad en Los Ángeles, pero la voracidad de la FIFA ha instaurado estas nuevas interrupciones comerciales sobre las que ya bromeó con cierto sarcasmo el exfutbolista Alexi Lalas en el partido inaugural: “México 1 - Sudáfrica 0 al final del primer cuarto”, escribió en la red social X. “Lo odio”, respondió la exjugadora y bicampeona del mundo y olímpica Carli Lloyd.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá com líderes do Oriente Médio e participará de uma sessão de trabalho com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, durante a cúpula do G7 na França na próxima semana, informaram altos funcionários do governo americano.
Os líderes do G7 desembarcarão em Genebra, na região francófona do oeste da Suíça, antes de serem transportados pela fronteira até o local da cúpula, na cidade francesa de Évian-les-Bains.
O relacionamento deTrumpcom muitos países integrantes do G7 tem se tornado cada vez mais tenso devido à guerra contra o Irã, entre outras questões.
O que é o G7?
O G7 é a abreviação de Grupo dos Sete, uma organização informal de líderes de algumas das maiores economias do mundo: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
A Rússia foi suspensa indefinidamente do grupo, que na época era conhecido como G8, em 2014 depois que a maioria dos países-membros se aliou contra a anexação da Crimeia. Foi a primeira violação das fronteiras de um país europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
O que o grupo faz?
Os integrantes do G7 se reúnem anualmente em uma cúpula para discutir questões urgentes no cenário global e coordenar políticas. A segurança internacional e a economia global são frequentemente tópicos de discussão. Ao contrário das organizações internacionais formais, o grupo não possui qualquer estrutura administrativa permanente.
O país-sede, que troca a cada ano, é responsável por organizar o encontro e por propor a pauta a ser discutida. Além da cúpula do G7, há uma série de encontros de funcionários do primeiro escalão e do corpo diplomático dos Estados envolvidos.
Há de repente um otimismo recém-descoberto em relação à possibilidade de o governo Trump chegar a um acordo com o Irã para estender o cessar-fogo e começar a encaminhar o fim da guerra — e não apenas na cabeça do presidente Donald Trump desta vez.
Até o ministro das Relações Exteriores do Irã diz que um acordo “nunca esteve tão próximo”.
Mas é importante notar que, mesmo que haja boas razões para o otimismo, isso não seria, por si só, um acordo de paz. É o primeiro passo de um processo muito mais longo.
Chegar até aqui provavelmente foi a parte mais fácil; o que vem a seguir será ainda mais difícil.
O acordo interino em discussão envolveria essencialmente que os dois lados chegassem a um entendimento sobre alguns dos pontos mais simples — como o fim da restrição imposta pelo Irã ao Estreito de Ormuz e o bloqueio norte-americano nas proximidades — enquanto se estabelece um prazo de 60 dias e uma agenda para resolver as questões mais difíceis.
O governo Trump também afirma que o Irã concordou com concessões muito importantes, mas a mídia iraniana apresenta uma versão bastante diferente de um acordo ainda provisório.
A manhã de sexta-feira reforçou a natureza tensa do que está por vir. Após veículos de comunicação ligados ao governo iraniano relatarem detalhes de um possível acordo que pareciam muito favoráveis a Teerã, Trump atacou seus líderes como “pessoas muito desonrosas para lidar”, com quem “não existe tal coisa como agir de boa-fé”.
Então o que Trump estaria tentando resolver com seus contrapartes irremediavelmente desonestos?
Vamos analisar alguns dos possíveis pontos de impasse e por que Trump pode ter dificuldade em vender os termos finais ao público americano como uma verdadeira conquista.
Suspensão do programa nuclear do Irã
Este é o aspecto mais importante de qualquer possível acordo de paz, e é extremamente complexo.
O governo Trump está sinalizando que o Irã estaria concordando em desmantelar seu programa nuclear e se comprometer “indefinidamente” a não construir uma arma nuclear. Mas, mesmo que isso seja verdade, os detalhes de como isso aconteceria e de como seria aplicado no futuro são críticos — e já foram um grande ponto de discórdia antes. Levará certamente semanas apenas para acertar isso.
Um alto funcionário do governo afirmou na sexta-feira a existência de um novo “regime de inspeção”, mas os detalhes ainda são escassos.
Por exemplo, o Irã abriria mão de todo o seu programa nuclear, inclusive das partes que aparentemente poderiam ter uso civil? Ou apenas concordaria em não enriquecer urânio além de certo nível, impedindo teoricamente o acesso a urânio com grau bélico?
Parece ser o segundo caso, com o funcionário afirmando na sexta-feira que “não temos nenhum problema com a ideia de usinas de energia civis no Irã”.
E, de forma crucial, como os inspetores garantiriam que o Irã está cumprindo qualquer acordo?
Trump tem reforçado a ideia de que o compromisso do Irã de não construir uma arma nuclear seria uma grande vitória. Mas, na prática, o Irã afirma há muitos anos que não está fazendo isso.
O verdadeiro ponto central seria como o governo Trump garantiria a conformidade. A complicar ainda mais a situação, o presidente dos EUA precisará deixar claro como o acordo seria melhor do que o negociado pelo governo Obama, já que ele o critica constantemente como fraco demais. Aquele acordo impunha restrições ao enriquecimento de urânio do Irã e tinha o órgão nuclear da ONU verificando o cumprimento.
O grande obstáculo aqui: muitos, dentro do próprio partido de Trump, que dizem que Teerã simplesmente não é confiável para cumprir os termos de qualquer acordo. As declarações de Trump na sexta-feira sobre a falta de confiabilidade do Irã evidenciam esse problema.
Urânio altamente enriquecido do Irã
O urânio já altamente enriquecido também traz seus próprios problemas. O governo Trump afirmou que o Irã precisa entregá-lo, mas ele está enterrado em grande profundidade após ataques aéreos dos EUA há um ano.
E Trump tem feito referências repetidas e explícitas à possibilidade de que os EUA talvez não acabem obtendo esses materiais.
Ele sugeriu que os militares americanos poderiam apenas “enterrar” as áreas e monitorá-las. “Isso está tão fundo no subsolo que eu não me importo com isso”, disse ele em abril.
Também há discussões sobre como o urânio poderia, em vez disso, ser “rebaixado”, de modo a não estar tão altamente enriquecido, mas permanecer em posse do Irã como combustível.
Um alto funcionário do governo afirmou na sexta-feira que o acordo interino envolve que o urânio seja “destruído no local e depois retirado do país”. Mas ele reconheceu que “vai levar um pouco de tempo para descobrir” exatamente como isso será feito.
É difícil ver como Trump poderia vender isso como uma grande vitória sem obter o urânio enriquecido que o Irã já possui.
Ativos congelados do Irã
Aqui é onde a retórica antiga de Trump pode realmente voltar para assombrá-lo. Em 2016, ele e outros republicanos criticaram duramente o governo Obama por entregar ao Irã 400 milhões de dólares em dinheiro em uma transação ligada à libertação de reféns e ao acordo nuclear.
O dinheiro não era estritamente uma doação. Ele foi usado para resolver reivindicações em um tribunal internacional em Haia relacionadas a um fracassado acordo de armas de 1979. Mas a imagem foi muito negativa, e Trump e outros afirmaram que o dinheiro seria usado para o terrorismo.
Os 400 milhões de dólares eram, na verdade, a primeira parcela de 1,7 bilhão de dólares devidos ao Irã.
Hoje, o Irã parece estar exigindo o descongelamento de uma soma muito maior de seus ativos: 24 bilhões de dólares.
Quando a possível liberação desses ativos foi noticiada pela primeira vez em abril, Trump garantiu: “Nenhum dinheiro será transferido de forma alguma, em nenhum sentido ou forma”.
Mas ele pode estar fazendo um jogo semântico, diferenciando entre liberar ativos e entregar dinheiro em espécie. Essa parece ser a linha tênue que o governo Trump pode tentar manter, ao menos julgando pela publicação do vice-presidente JD Vance no X na sexta-feira.
Vance reiterou que o Irã não receberia “dinheiro”, mas acrescentou que “nenhum fundo está sendo liberado apenas por assinar um acordo ou participar de uma reunião”. Isso soa como se os fundos realmente fossem descongelados em algum momento.
Mas, tecnicamente, o pagamento de 2016 também envolvia dinheiro que já estava em posse do Irã.
Com base nas linhas vermelhas públicas do Irã, parece que algum tipo de dinheiro terá de estar envolvido. Mas, se estiver, Trump se expõe a alegações semelhantes de que está entregando dinheiro ao Irã que poderia ser usado para o terrorismo.
Abertura do Estreito de Ormuz
Embora muitos detalhes corram o risco de parecerem semelhantes ao acordo nuclear do governo Obama, o Estreito de Ormuz apresenta uma nova variável nessas negociações.
Afinal, a guerra deu ao Irã uma grande vitória estratégica ali. Ele demonstrou ser capaz de, na prática, fechar o estreito — e afetar negativamente a economia mundial inteira — como forma de alavancagem.
A grande questão aqui não é tanto se o Irã abriria mão do controle efetivo do estreito por agora; o governo Trump certamente exigiria isso. É como o acordo aborda a aparente capacidade do Irã de bloquear o estreito no futuro.
Se essa questão for deixada sem resposta e o restante do acordo parecer muito com o acordo nuclear de Obama, será fácil para os críticos de Trump argumentarem que se trata de um acordo ainda pior.
Grupos por procuração do Irã
No início, Trump e seus aliados disseram que um de seus objetivos mais importantes era garantir que o Irã não pudesse mais financiar seus grupos por procuração — como Hamas e Hezbollah — que espalham o terror na região.
Quando Trump afirmou falsamente há dois meses que o Irã havia concordado com todas as suas exigências, ele disse que isso incluía o compromisso de parar de apoiar todos os grupos por procuração.
Mas depois disso, Trump e o governo praticamente pararam de falar sobre o assunto.
Um alto funcionário do governo disse à CNN na sexta-feira que o Irã está concordando em não financiar grupos terroristas. Mas, novamente, mesmo que isso seja verdade, o detalhe está nos pormenores — como o que isso significa na prática e como será verificado.
E, se Trump não conseguir algo sólido nesse ponto, significará que ele falhou em cumprir um de quatro objetivos principais que estabeleceu no início da guerra.
O ingresso mais barato para a partida entre Estados Unidos e Paraguai, no moderno Sofi Stadium, em Los Angeles, foi comercializado pela FIFA por 1.120 dólares (cerca de 5.500 reais). Outros setores, mais próximos do campo, foram cotados por valores que chegaram a 1.940 dólares (aproximadamente 9.500 reais) nos canais oficiais da entidade.
Assim, na véspera da partida, mais de 4.400 ingressos ainda estavam disponíveis para venda na internet e, para tentar escoar os bilhetes em cima da hora, portais secundários de revenda registraram quedas nos preços, embora o valor ainda estivesse em 800 dólares (4.050 reais).
Pior para os paraguaios, que pagaram caro para ver sua seleção jogar mal em sua estreia na Copa de 2026. Pouco criaram e sofreram constantemente com o ataque veloz e dinâmico dos norte-americanos. O 4x1 no placar final refletiu bem o que a torcida viu em campo.
Existe um ditado comum entre turistas que vão aos EUA. Para gastar sem remorso, costumam dizer: quem converte não se diverte. Nesse caso, os paraguaios nem precisaram descobrir quanto gastaram em guaranis por um assento no estádio em Los Angeles. A diversão ficou só do lado dos donos da casa.
Anitta e Kate Perry no pré-jogo
Uma hora e meia antes de a bola rolar, ainda com muitos espaços vazios nas arquibancadas do estádio de Los Angeles, ocorreu a cerimônia de abertura da Copa para o público norte-americano. Como destaque, a sul-africana Tyla e a brasileira Anitta, que formou um trio com o rapper Rema e a cantora Lisa, do gênero K-Pop.
Mais próximo da partida começar, a cantora Kate Perry, nascida na Califórnia, cantou uma única música tema para um público bem maior, que já conseguia cobrir todas as galerias do estádio com as cores vermelha e branca, em apoio aos Estados Unidos. Por fim, a FIFA divulgou que 70.492 pessoas foram ao Sofi Stadium.
O jogo
O duelo marcava um encontro de dois técnicos argentinos, Maurício Pochettino pelos norte-americanos e Gustavo Alfaro pelos paraguaios. Com a bola rolando, os Estados Unidos continuaram com a festa iniciada na cerimônia de abertura. Logo aos 6 minutos, Pulisic, craque do Milan, da Itália, invade a área paraguaia, McKennie rola para o meio, a bola bate no pé de Bobadilla e vai para o fundo das redes. Gol contra, um presente que nem mesmo os anfitriões esperavam receber tão cedo: 1 a 0.
Aos 15, o lateral-direito Dest teve a chance de fazer o segundo gol, mas adiantou demais a bola, que recebeu livre, e perdeu o ângulo. Tentou cruzar e conseguiu, no máximo, um escanteio. Aos 27, Balogun até fez o segundo gol, mas o lance, dentro da área, foi invalidado por impedimento.
Três minutos depois, não houve como apelar, Balogun recebeu cruzamento rasteiro na área e pegou de primeira, chutando no canto do goleiro Gill: 2 a 0. Era a prova absoluta do grande domínio dos Estados Unidos no 1° tempo.
Aos 37, o zagueiro Richards quase fez de cabeça ao escorar um escanteio, a bola passou raspando a trave do Paraguai. Aos 42, foi Tillman quem perdeu uma ótima oportunidade, concluindo de dentro da área em cima do goleiro Gill.
A impressão era que a festa pré-jogo continuava dentro de campo, só que com outros artistas. Aos 49 minutos, o “popstar” Balogun foi lançado em profundidade, driblou o zagueiro e chutou no ângulo, um belo gol do artilheiro da Copa até então: 3 a 0.
Com a vitória garantida, os Estados Unidos fizeram um 2° tempo bem menos intenso, diminuindo a pressão. A partida caiu de intensidade e qualidade, já que o Paraguai – repleto de jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro – também não conseguia impor um ritmo próprio.
O técnico Maurício Pochettino tirou Pulisic e Balogun, poupando-os para o próximo encontro, diante da Austrália, em Seattle, no dia 19 de junho. Seus jogadores reservas claramente não estavam no mesmo nível.
Assim, o Paraguai reagiu aos 27 minutos e o brasileiro naturalizado paraguaio Maurício. Ele recebeu livre na entrada da área e chutou cruzado no canto do goleiro Freese, diminuindo para 3 a 1.
No lance seguinte, os Estados Unidos tentaram reagir, mas o meia Tillman chutou mal, nas mãos de Gill. Aos 43, Pepi, a poucos metros do gol, conseguiu desperdiçar outra chance clara para os donos da casa.
Mas não fez falta, isso porque aos 52 minutos, Reyna invadiu a área e, de trivela, colocou a bola no canto da rede. Um golaço que fechou o placar: 4 a 1.
Os Estados Unidos mostraram que possuem um time respeitável. Quem sabe agora, os estadunidenses passem a ser empolgar com o “soccer”, com a seleção e com a existência de uma Copa do Mundo em seu território.
Aos paraguaios, que não mostraram nada de especial, o jeito é esperar a recuperação no dia 19 de junho, contra a Turquia, em São Francisco, pela segunda rodada do Grupo D.
Ficha Técnica
Sexta-feira, 12 de junho de 2026
ESTADOS UNIDOS 4 x 1 PARAGUAI
Local: Los Angeles (Estados Unidos)
Juiz: Danny Desmond Makkelie (Holanda)
Público: 70.492
Estados Unidos: Freese, Dest (Weah), Richards, Robinson, Ream e Freeman; Adams, McKennie e Tillman (Reyna); Pulisic (Berhalter) e Balogun (Pepi). T: Maurício Pochettino.
Paraguai: Gill, Alderete, Cáceres (Velazquez), Gustavo Gómez e Júnior Alonso; Diego Gómez (Gamarra), Almirón (Sosa), Cubas e Bobadilla (Maurício); Sanabria (Arce) e Enciso. T: Gustavo Alfaro.
Gols: No 1° tempo: Bobadilla (contra) (6), Balogun (30) e Balogun (49). No 2° tempo: Maurício (27) e Reyna (52).
O ingresso mais barato para a partida entre Estados Unidos e Paraguai, no moderno Sofi Stadium, em Los Angeles, foi comercializado pela FIFA por 1.120 dólares (cerca de 5.500 reais). Outros setores, mais próximos do campo, foram cotados por valores que chegaram a 1.940 dólares (aproximadamente 9.500 reais) nos canais oficiais da entidade.
Assim, na véspera da partida, mais de 4.400 ingressos ainda estavam disponíveis para venda na internet e, para tentar escoar os bilhetes em cima da hora, portais secundários de revenda registraram quedas nos preços, embora o valor ainda estivesse em 800 dólares (4.050 reais).
Pior para os paraguaios, que pagaram caro para ver sua seleção jogar mal em sua estreia na Copa de 2026. Pouco criaram e sofreram constantemente com o ataque veloz e dinâmico dos norte-americanos. O 4x1 no placar final refletiu bem o que a torcida viu em campo.
Existe um ditado comum entre turistas que vão aos EUA. Para gastar sem remorso, costumam dizer: quem converte não se diverte. Nesse caso, os paraguaios nem precisaram descobrir quanto gastaram em guaranis por um assento no estádio em Los Angeles. A diversão ficou só do lado dos donos da casa.
Anitta e Kate Perry no pré-jogo
Uma hora e meia antes de a bola rolar, ainda com muitos espaços vazios nas arquibancadas do estádio de Los Angeles, ocorreu a cerimônia de abertura da Copa para o público norte-americano. Como destaque, a sul-africana Tyla e a brasileira Anitta, que formou um trio com o rapper Rema e a cantora Lisa, do gênero K-Pop.
Mais próximo da partida começar, a cantora Kate Perry, nascida na Califórnia, cantou uma única música tema para um público bem maior, que já conseguia cobrir todas as galerias do estádio com as cores vermelha e branca, em apoio aos Estados Unidos. Por fim, a FIFA divulgou que 70.492 pessoas foram ao Sofi Stadium.
O jogo
O duelo marcava um encontro de dois técnicos argentinos, Maurício Pochettino pelos norte-americanos e Gustavo Alfaro pelos paraguaios. Com a bola rolando, os Estados Unidos continuaram com a festa iniciada na cerimônia de abertura. Logo aos 6 minutos, Pulisic, craque do Milan, da Itália, invade a área paraguaia, McKennie rola para o meio, a bola bate no pé de Bobadilla e vai para o fundo das redes. Gol contra, um presente que nem mesmo os anfitriões esperavam receber tão cedo: 1 a 0.
Aos 15, o lateral-direito Dest teve a chance de fazer o segundo gol, mas adiantou demais a bola, que recebeu livre, e perdeu o ângulo. Tentou cruzar e conseguiu, no máximo, um escanteio. Aos 27, Balogun até fez o segundo gol, mas o lance, dentro da área, foi invalidado por impedimento.
Três minutos depois, não houve como apelar, Balogun recebeu cruzamento rasteiro na área e pegou de primeira, chutando no canto do goleiro Gill: 2 a 0. Era a prova absoluta do grande domínio dos Estados Unidos no 1° tempo.
Aos 37, o zagueiro Richards quase fez de cabeça ao escorar um escanteio, a bola passou raspando a trave do Paraguai. Aos 42, foi Tillman quem perdeu uma ótima oportunidade, concluindo de dentro da área em cima do goleiro Gill.
A impressão era que a festa pré-jogo continuava dentro de campo, só que com outros artistas. Aos 49 minutos, o “popstar” Balogun foi lançado em profundidade, driblou o zagueiro e chutou no ângulo, um belo gol do artilheiro da Copa até então: 3 a 0.
Com a vitória garantida, os Estados Unidos fizeram um 2° tempo bem menos intenso, diminuindo a pressão. A partida caiu de intensidade e qualidade, já que o Paraguai – repleto de jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro – também não conseguia impor um ritmo próprio.
O técnico Maurício Pochettino tirou Pulisic e Balogun, poupando-os para o próximo encontro, diante da Austrália, em Seattle, no dia 19 de junho. Seus jogadores reservas claramente não estavam no mesmo nível.
Assim, o Paraguai reagiu aos 27 minutos e o brasileiro naturalizado paraguaio Maurício. Ele recebeu livre na entrada da área e chutou cruzado no canto do goleiro Freese, diminuindo para 3 a 1.
No lance seguinte, os Estados Unidos tentaram reagir, mas o meia Tillman chutou mal, nas mãos de Gill. Aos 43, Pepi, a poucos metros do gol, conseguiu desperdiçar outra chance clara para os donos da casa.
Mas não fez falta, isso porque aos 52 minutos, Reyna invadiu a área e, de trivela, colocou a bola no canto da rede. Um golaço que fechou o placar: 4 a 1.
Os Estados Unidos mostraram que possuem um time respeitável. Quem sabe agora, os estadunidenses passem a ser empolgar com o “soccer”, com a seleção e com a existência de uma Copa do Mundo em seu território.
Aos paraguaios, que não mostraram nada de especial, o jeito é esperar a recuperação no dia 19 de junho, contra a Turquia, em São Francisco, pela segunda rodada do Grupo D.
Ficha Técnica
Sexta-feira, 12 de junho de 2026
ESTADOS UNIDOS 4 x 1 PARAGUAI
Local: Los Angeles (Estados Unidos)
Juiz: Danny Desmond Makkelie (Holanda)
Público: 70.492
Estados Unidos: Freese, Dest (Weah), Richards, Robinson, Ream e Freeman; Adams, McKennie e Tillman (Reyna); Pulisic (Berhalter) e Balogun (Pepi). T: Maurício Pochettino.
Paraguai: Gill, Alderete, Cáceres (Velazquez), Gustavo Gómez e Júnior Alonso; Diego Gómez (Gamarra), Almirón (Sosa), Cubas e Bobadilla (Maurício); Sanabria (Arce) e Enciso. T: Gustavo Alfaro.
Gols: No 1° tempo: Bobadilla (contra) (6), Balogun (30) e Balogun (49). No 2° tempo: Maurício (27) e Reyna (52).
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou no sábado que a assinatura de um acordo-quadro entre Washington e Teerã “não acontecerá amanhã”, apesar da sugestão do Paquistão, principal mediador, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim.
“Este não é um acordo final entre o Irã e os Estados Unidos, mas sim um memorando que descreve os principais pontos de discordância e esclarece que a guerra terminará”, acrescentou o porta-voz iraniano.
Os comentários de Baghaei, que tem atuado como porta-voz da equipe de negociação iraniana, surgem depois que o Paquistão afirmou, no sábado, que os termos potenciais deveriam ser finalizados nas “próximas 24 horas”.
Uma fonte com conhecimento das negociações também disse à CNN que a assinatura eletrônica do acordo era esperada até o final de amanhã, e poderia ocorrer até mesmo antes.
A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um comentário.
O topo do Centro Presidencial Obama, em seu iluminado Salão Nobre, é o lugar ideal para contemplar a vista panorâmica. As paisagens são impressionantes: o complexo se estende ao redor dos lados sul e oeste de Chicago, bem como do azul ultramarino do Lago Michigan.
Mas, mais do que isso, é um momento para fazer uma pausa após subir vários andares repletos de história e do legado político do ex-presidente dos EUA Barack Obama, memórias ainda frescas para muitos.
Acima, uma obra de arte monumental do artista Idris Khan cria a ilusão de uma ascensão contínua. Trechos do famoso discurso do presidente Obama em Selma, Alabama, são impressos e sobrepostos, subindo em uma faixa azul até alcançarem uma borda de luz.
Em Selma, e em outros lugares, o ex-presidente frequentemente falava sobre moldar o destino coletivamente. E essa parece ser a mensagem final ao subir pelo museu: o futuro incerto e vasto.
No dia 19 de junho, coincidindo com o Juneteenth, o tão aguardado centro finalmente abrirá ao público. Sua construção durou mais de uma década e custou US$ 850 milhões, um valor que continuou a crescer, tornando-se de longe a biblioteca presidencial mais cara da história.
Isso porque não se trata apenas de um único edifício. Em vez disso, é um campus inteiro, projetado pelos arquitetos Tod Williams e Billie Tsien, e que apresenta 28 novas instalações criadas especificamente para o local, de alguns dos artistas mais importantes da atualidade.
O Museu do Centro Presidencial Obama oferece vistas de Chicago e do Lago Michigan • Cortesia da Fundação Obama
O projeto transforma o conceito tradicional de uma biblioteca presidencial arquivística em um extenso campus de 7,8 hectares que oferece um museu, eventos comunitários, uma horta, uma quadra de basquete com dimensões oficiais da NBA e uma nova filial da Biblioteca Pública de Chicago.
Na preparação para a inauguração, o ex-presidente passou por uma maratona de ações promocionais, jogando Wordle com Stephen Colbert, amenizando (por enquanto) suas desavenças com o astro da NBA Anthony Edwards e desejando um Feliz Dia de Star Wars ao lado de Mark Hamill (que interpretou Luke Skywalker na franquia) em frente ao centro.
A imponente estrutura de granito do museu também já foi chamada de “Obamalisco”, às vezes de forma depreciativa, outras vezes carinhosamente.
A CNN teve acesso antecipado ao centro esta semana, durante o período de inauguração experimental, que recebeu integrantes da comunidade como os primeiros visitantes.
O campus já fervilhava de atividade, mesmo com a conclusão das obras, paisagismo e instalações artísticas. Alunos em excursões escolares chegavam e grupos faziam fila para visitar as exposições, subindo as escadas rolantes até a vibrante janela vertical de 25 metros de altura da artista abstrata Julie Mehretu.
O arquiteto Billie Tsien disse que foi emocionante ver os visitantes lotando o campus. “Você tem a sensação, quando as pessoas entram, olham para cima e sentem que aquilo lhes pertence, que é delas”, disse ela durante uma entrevista no prédio do Fórum do centro.
Os visitantes na escada rolante admiram a janela vertical pintada por Julie Mehretu, “Ascensão do Sol”, que se estende por vários andares • Cortesia da Fundação Obama via CNN Newsource
Grandes transformações
Apesar das comparações pitorescas, Williams e Tsien basearam o formato do museu na imagem de quatro mãos se unindo, promovendo a ideia de que muitas mãos moldam um lugar, segundo o centro. “Não me importo com os nomes”, disse Williams. “Acho que só nos importamos com o que ele é, o que faz e o que será no futuro.”
“Nós o concebemos como um edifício para 500 anos, então cada decisão tomada teve como objetivo criar algo que parecesse duradouro e atemporal”, acrescentou Tsien.
“Espero que, quando as pessoas vierem ao centro, venham com o coração aberto em relação ao futuro da democracia, da imaginação coletiva, da narrativa coletiva e da crença coletiva.”
Independentemente do que se veja no edifício de estilo brutalista, o centro está destinado a se tornar uma importante instituição cultural e um destino imperdível.
Rompendo com a tradição, ele também é administrado pela Fundação Obama, uma organização sem fins lucrativos, em vez do NARA (Arquivo Nacional e Administração de Documentos).
O próprio arquivo presidencial, administrado pelo NARA, será totalmente digitalizado pela primeira vez, o que significa digitalizar cerca de 30 milhões de páginas, segundo a Fundação Obama. Partes do arquivo estão em exibição no museu.
O centro recebeu o apelido de “Obamalisco” devido ao seu formato monolítico. Mas a união de quatro mãos foi uma das referências reais para o formato do projeto do museu • Cortesia da Fundação Obama
Nem todas essas mudanças, nem o preço, foram bem recebidas. Há preocupações constantes sobre o impacto na gentrificação da zona sul da cidade, e a própria localização também foi alvo de controvérsia.
O projeto está inserido no histórico Jackson Park, uma decisão que gerou batalhas judiciais, com um grupo ambientalista processando a cidade de Chicago por permitir a construção de um projeto privado em terreno público. O processo acabou sendo arquivado.
Embora o centro tenha adicionado um total de 1,5 hectare ao parque, partes dele também foram afetadas pela construção, incluindo a remoção de centenas de árvores e o histórico Jardim das Mulheres de 1937, que foi demolido, mas repensado para o novo campus.
Em uma apresentação no centro, a CEO da Fundação Obama, Valerie Jarrett, enfatizou as oportunidades de recreação ao ar livre oferecidas, com um campo de atletismo construído antes das praças e edifícios principais, bem como os jardins e outros espaços verdes (incluindo uma colina para trenó) que foram cultivados desde então.
“Realizamos milhares de reuniões comunitárias para garantir que este campus se integrasse ao tecido urbano, que as pessoas que moram perto deste centro se sentissem donas do espaço e participassem conosco no desenvolvimento dos planos”, disse ela.
Marcadores da era Obama
Dentro do museu, há exposições dedicadas ao legado político do ex-presidente dos EUA, às iniciativas públicas da ex-primeira-dama e a movimentos históricos, como o Movimento pelos Direitos Civis e o Sufrágio Feminino, que os moldaram.
As mostras exibem materiais e objetos de campanha, desde o icônico pôster HOPE de Shepard Fairey até desenhos infantis. Um vídeo que acompanha os esforços populares do ciclo eleitoral de 2008 faz uma contagem regressiva para o momento político transformador, com imagens da campanha eleitoral que capturam o trabalho dos voluntários.
Mas os visitantes também poderão ver como os Obamas influenciaram o design, o estilo e a cultura.
Isso inclui alguns dos looks icônicos de Michelle Obama, como o casaco e o vestido verde-dourado desenhados para ela pela falecida Isabel Toledo no dia da posse, em 2009, e o vestido que ela usou, desenhado por Michelle Smith, da marca Milly, quando posou para o retrato de Amy Sherald na Galeria Nacional de Retratos.
(O igualmente icônico terno bege do ex-presidente não foi incluído, pois Jarrett disse que o doou).
Uma exposição com alguns dos looks icônicos da ex-primeira-dama Michelle Obama está localizada no 4º andar do museu • Cortesia da Fundação Obama via CNN Newsource
Há também uma réplica em tamanho real do Salão Oval, onde os visitantes podem se sentar na escrivaninha.
Embora Obama não seja o primeiro a ter uma réplica desse tipo em uma biblioteca presidencial — George W. Bush, Ronald Reagan e Jimmy Carter, entre outros, seguiram a tradição, ela se destaca em um momento em que o Salão Oval atual passou por uma mudança drástica de gosto e estilo.
De um estilo discreto, tornou-se excessivamente dourado durante a presidência de Trump.
Quando a sala ainda estava em construção, o ex-designer de interiores da Casa Branca, Michael Smith, teve um primeiro vislumbre emocionante dela em março, em um vídeo publicado pela Fundação Obama.
“Não pensei que isso fosse me emocionar”, disse ele, fazendo uma pausa para assimilar a situação.
Arte ambiciosa por toda parte
Em todo o campus, 30 artistas criaram uma série de obras permanentes específicas para o local, em uma escala que seria desafiadora até mesmo para uma importante instituição de arte contemporânea.
Com curadoria de Virginia Shore, ex-diretora adjunta do programa Arts in Embassies, a coleção coloca em diálogo artistas contemporâneos consagrados e outros menos conhecidos, muitos com fortes ligações com Chicago.
Diversas obras são de grande escala, incluindo a enorme pintura tátil da cidade de Mark Bradford; a tapeçaria de quase dois andares adornada com miçangas e guizos de Nick Cave e Marie Watt ; e a escultura arqueada ao ar livre de Martin Puryear, uma homenagem a Martin Luther King Jr.
“City of the Big Shoulders” (Cidade dos Grandes Ombros), de Mark Bradford, é uma das obras mais importantes do museu, exibindo um mapa vibrante de Chicago. Mas também examina algumas das práticas desiguais, como o redlining, que prejudicaram a cidade • Cortesia da Fundação Obama
Outros são encontros mais fortuitos, como a escultura de Richard Hunt de um pássaro alçando voo de um livro em um pátio tranquilo perto da biblioteca, ou um mosaico de Rashid Johnson na Cozinha Didática do centro, ao lado de uma horta de frutas e verduras.
O artista Theaster Gates, que homenageou a vida e a beleza negras no edifício Forum do centro com um friso de imagens de arquivo das revistas Ebony e Jet, também é vizinho do centro com seus projetos de revitalização cultural por meio da Rebuild Foundation.
Em uma entrevista exclusiva no final do ano passado, ele disse à CNN: “Espero que, quando as pessoas vierem ao centro, venham com o coração aberto para o futuro da democracia, da imaginação coletiva, da narrativa coletiva e da crença coletiva”.
O artista Theaster Gates exibe imagens de arquivo da beleza e da vida negra no edifício do Fórum, onde os visitantes se reunirão para participar de programas gratuitos • Cortesia da Fundação Obama
Juntos, os artistas “realmente ajudam a contar uma história sobre comunidade, sobre encontros, sobre o poder da arte para ativar e energizar as pessoas”, disse a diretora do museu, Louise Bernard.
“Esta foi uma oportunidade para eles realmente exaltarem um senso de esperança que está intrínseco ao seu trabalho, e por isso vemos peças verdadeiramente cativantes em sua sensibilidade”, acrescentou ela.
“Elas falam sobre o poder e o lugar de Chicago. Falam sobre a ideia de diferentes vozes e práticas se unindo. Falam sobre memória, lugar e o poder da cor para transportar as pessoas.”
Um navio-tanque foi atingido por um projétil desconhecido na costa de Omã, informou neste sábado (13) a UKMTO (Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido).
O incidente ocorreu na sexta-feira (12), segundo a UKMTO, a seis milhas náuticas a leste de Omã.
Todos os tripulantes a bordo do navio foram considerados a salvo pela UKMTO (Organização Marítima e de Transporte do Reino Unido) e nenhum impacto ambiental foi relatado. O navio-tanque está seguindo para seu próximo porto de escala, informou a Organização.
O Estreito de Ormuz está efetivamente fechado há 105 dias, interrompendo o fornecimento de 20% do petróleo mundial para os mercados globais, além de gás natural liquefeito e fertilizantes necessários para o funcionamento da economia global, o que provocou um aumento drástico nos preços do petróleo.
Embora o Irã tenha afirmado repetidamente que o estreito está funcionando normalmente, o acesso a essa via navegável crucial tem se mostrado difícil. O tráfego foi significativamente reduzido, com apenas algumas embarcações cruzando o estreito diariamente.
Os ataques a embarcações na região tornaram-se comuns, com petroleiros sendo atingidos tanto pelo Irã quanto pelos Estados Unidos. Na quarta-feira (10), um ataque americano a um petroleiro comercial com bandeira de Palau matou três marinheiros indianos e provocou indignação pública em toda a Índia.
Diversos bancos no Irã têm apresentado “problemas”, aumentando a possibilidade de um “ataque cibernético”, segundo a mídia local, que alertou que “nenhuma autoridade oficial confirmou ou negou o ocorrido”.
Diversas redes bancárias — incluindo o Bank Melli, o Bank Tejarat e o Bank Saderat — foram afetadas por atrasos em serviços bancários móveis, internet banking, caixas eletrônicos e leitores de cartão, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars neste sábado (13).
“Algumas fontes relataram a possibilidade de um ataque cibernético, mas até o momento, nenhuma autoridade oficial confirmou ou negou o ocorrido, e não há informações suficientes para uma declaração definitiva”, acrescentou a agência.
No Irã, vários moradores disseram à CNN que estão enfrentando desemprego desenfreado e hiperinflação, enquanto o custo dos combates se agrava com as sanções econômicas impostas pelos EUA.
A violência desencadeada pelos ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã em fevereiro, os ataques retaliatórios de Teerã e os bloqueios paralelos EUA-Irã contra embarcações não aliadas no Estreito de Ormuz, lançaram grande parte da região em um caos econômico marcado pelo aumento dos preços do petróleo e pela insegurança alimentar.
Era o início de abril e o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, decidiu que era hora de uma reunião presencial com seu superior, o secretário de Defesa Pete Hegseth.
George estava ansioso para conversar com Hegseth após vários problemas em que o chefe do Pentágono influenciou diretamente a carreira de generais do Exército, incluindo um incidente em que ele impediu que quatro coronéis fossem promovidos a generais de uma estrela.
Durante meses, Hegseth pareceu cada vez mais insatisfeito com o Exército e sua liderança, incluindo George.
Isso intrigou aqueles próximos ao chefe do Exército, disseram fontes à CNN, dada a interação limitada que George teve com Hegseth durante seu mandato, e a pouca ou nenhuma comunicação antes da intervenção de Hegseth nas promoções.
Isso se encaixava em um padrão no qual as informações eram mantidas em sigilo no escritório de Hegseth e poucas pessoas fora de seus limites tinham conhecimento de seus planos para o Pentágono, de acordo com as fontes.
Hegseth desconfiava profundamente de muitos ao seu redor — algumas tropas tiveram que assinar acordos de confidencialidade para obter informações sobre as operações, e os testes de polígrafo haviam se tornado comuns.
George queria amenizar um pouco a tensão com Hegseth.
Então, no dia 1º de abril, ele solicitou uma reunião presencial para discutir uma série de prioridades do secretário de Defesa — tecnologia e aprimoramento de equipamentos — e como o Exército estava trabalhando para atendê-las, disse à CNN um oficial do Pentágono, do governo americano e da área de defesa.
A reunião nunca aconteceu. No dia seguinte, o general Randy George foi demitido.
Esta reportagem é baseada em entrevistas com 15 funcionários atuais e antigos do Pentágono e outras pessoas familiarizadas com o funcionamento interno do departamento sob a gestão de Hegseth.
Quase desde o início de seu mandato, segundo diversas fontes, Hegseth demonstrava desconfiança em relação às autoridades ao seu redor — tanto civis quanto militares — e suspeitava de sua lealdade.
Hegseth demitiu mais de duas dezenas de oficiais superiores, afastou um secretário da Marinha com quem teve desentendimentos e, segundo relatos, interveio em promoções em todos os ramos das Forças Armadas, influenciando diretamente a liderança.
Embora a demissão de George tenha sido abrupta e inesperada, ocorrendo enquanto o secretário do Exército, Dan Driscoll, estava fora da cidade e pegando de surpresa os altos comandantes do Exército, a demissão em si não foi. Foi o culminar de meses de tensão entre Hegseth e a alta cúpula do Exército, e George em particular.
Hegseth e outros aliados próximos de Trump se mostraram céticos em relação a George desde o início, em parte porque George atuou como assessor do ex-secretário de Defesa Lloyd Austin durante o governo Biden.
A designação militar apolítica foi um dos vários cargos em uma longa carreira, que incluiu o comando de tropas durante as guerras do Iraque e do Afeganistão, que colocaram George em posição de desenvolver amplos relacionamentos com legisladores.
Randy George, Chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA • Reuters
As demissões e o acesso restrito têm sido uma constante na gestão de Hegseth, embora fontes tenham dito à CNN que o problema não se limita ao gabinete do secretário. Essa cultura permeou outros escritórios do Pentágono, criando um ambiente de disputas internas entre alguns dos principais líderes civis.
“Tudo o que fazíamos diariamente era calculado com base em: ‘Isso vai manter o chefe empregado ou vai resultar na sua demissão?’”, disse um oficial do Pentágono à CNN. “Todos os dias, cada decisão que tomávamos, esse era um fator de planejamento. É muito incomum que isso seja considerado com tanta importância.”
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse em um comunicado à CNN:
“As fontes anônimas citadas pela CNN são pessoas de fora com uma clara agenda política para difamar o Departamento e minar a liderança da Secretária Hegseth por meio de ataques partidários.”
“Toda organização bem-sucedida passa por mudanças de liderança, e agradecemos àqueles que partiram por seus serviços prestados ao país”, acrescentou. “Medidas decisivas foram tomadas para alinhar a liderança militar com as prioridades do Presidente, do Secretário e de nossos combatentes.”
É um segredo aberto em todo o Pentágono que a capacidade de sobrevivência muitas vezes depende de fazer o mínimo de barulho possível e evitar chamar a atenção de Hegseth e seu gabinete, disseram vários funcionários.
“Às vezes, os líderes precisam tomar decisões ousadas quando estão no comando, às vezes precisam se expor, e o Exército tem tentado promover líderes dispostos a fazer isso”, disse o oficial da defesa. “E, se alguma coisa, isso acabou por esfriar essa ideia.”
George estava no meio de uma reunião com seus diretores seniores do Estado-Maior do Exército quando foi interrompido e informado de que Hegseth estava tentando contatá-lo, disse o oficial do Pentágono.
Ele saiu e Hegseth deu a notícia — uma ligação curta e direta, segundo o oficial da defesa, com poucas explicações. Poucos instantes depois de Hegseth dar a notícia, Jennifer Jacobs, da CBS News, noticiou publicamente a demissão.
Aproximadamente 30 minutos depois, George reuniu novamente sua equipe. “As pessoas tinham visto o tweet”, disse o funcionário do Pentágono. “Foi constrangedor porque todos estavam olhando para ele, sem saber o que ele ia dizer?”
George transmitiu a notícia de forma objetiva, disse o oficial do Pentágono: sem emoções, sem conotação. Sua atitude parecia quase descontraída, como se tentasse amenizar a situação.
“Os funcionários, um a um, foram cumprimentá-lo com um aperto de mão ou um abraço”, lembrou o funcionário. “Foi um momento solene, como se alguém tivesse morrido.”
Na manhã seguinte, o escritório de George já estava vazio.
Controle rígido sobre informações
A rotatividade de pessoal no Pentágono chamou a atenção dos legisladores, mas a demissão de George, em particular, gerou preocupação pública em ambos os lados do espectro político, com legisladores elogiando-o como um oficial íntegro e expressando decepção com sua demissão.
“Não existe ninguém que tenha mais respeito pelo General (Randy) George e seus 42 anos de serviço, sua Purple Heart, sua esposa Patty, seus netos e seus filhos. Eu os adoro”, disse secretário do Exército, Dan Driscoll durante uma audiência da Subcomissão de Defesa do Comitê de Orçamento da Câmara no mês passado, após a destituição de George.
Hegseth, por sua vez, recusou-se a dizer aos legisladores exatamente por que havia demitido George, mas disse que é “muito difícil mudar a cultura de um departamento que foi destruída por perspectivas erradas com os mesmos policiais que estavam lá”.
Os comentários de Hegseth reafirmam que a demissão de George faz “parte dessa guerra cultural indefinível que Hegseth deseja deixar como legado”, disse o oficial do Pentágono.
Mas é o sigilo e a suspeita que estão tendo o maior impacto na tomada de decisões do Pentágono.
Como tem sido o caso durante grande parte de seu mandato, Hegseth manteve os principais planejadores militares à distância na preparação para a guerra com o Irã.
Isso significa que alguns integrantes do Estado-Maior Conjunto — o centro nevrálgico das Forças Armadas para o planejamento e assessoria ao presidente e ao secretário de Defesa — tinham pouca visibilidade do pensamento estratégico do governo Trump, disseram várias fontes.
Isso representou um desafio para os planejadores militares, que foram repentinamente incumbidos de lidar com a logística da movimentação de recursos americanos para a região, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford, que estava operando na costa da Venezuela.
Segundo fontes, esse tipo de tomada de decisão ad hoc, incentivada por Hegseth e pela liderança política do governo, continua a representar um desafio para os comandantes americanos.
“Mais de um ano depois, há uma falta de processos internos claros no Pentágono… causada por uma paranoia generalizada”, disse o funcionário sobre a gestão de Hegseth.
“Tudo é tratado caso a caso porque não há delegação, não há confiança. E se não há delegação nem confiança, não se podem tomar decisões políticas”, acrescentou ele.
Desde o início da guerra, Hegseth e sua equipe têm se concentrado principalmente em apresentar o conflito como um sucesso estrondoso, inclusive em coletivas de imprensa, onde ele criticou veículos de comunicação pela cobertura que descreveu como “incrivelmente antipatriótica”.
Hegseth também priorizou a produção de “vídeos de guerra” para a Casa Branca, enquanto esta defende a decisão de Trump de iniciar o conflito, disse outra fonte, ecoando os esforços do Departamento de Segurança Interna, que tem promovido agressivamente vídeos de fiscalização da imigração para projetar uma imagem de sucesso eficiente.
Mas, à medida que as realidades econômicas da decisão do Irã de fechar o Estreito de Ormuz se tornaram claras, e com Trump cada vez mais frustrado por relatos que contradizem os comentários de Hegseth sobre a capacidade militar remanescente de Teerã, o secretário de Defesa voltou sua atenção para a investigação de vazamentos.
Seguindo o exemplo de Hegseth, o Comando Central dos EUA interrogou repetidamente militares destacados por vazamentos de informações e tentou usar poderes normalmente reservados para assuntos confidenciais a fim de intimidar as tropas e impedi-las de compartilhar qualquer informação, mesmo que não classificada, de acordo com uma das fontes.
Hegseth e as tensões com os chefes das forças armadas
Um dos exemplos mais notórios de conflitos internos durante a gestão de Hegseth foi com o secretário do Exército Dan Driscoll, frequentemente devido à estreita relação que ele mantinha com o vice-presidente dos EUA JD Vance.
A CNN noticiou que Hegseth via a relação de Driscoll com a Casa Branca como uma tentativa de contorná-lo, uma insegurança que culminou em um desentendimento relatado anteriormente no ano passado, no qua ele tentou levar Vance e Trump ao Pentágono.
Secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll • Cheriss May/ NurPhoto via Getty Images
Driscoll e Vance foram colegas na Faculdade de Direito de Yale e continuam amigos próximos. O jovem secretário do Exército também construiu um relacionamento com o presidente, o que ficou evidente quando foi escolhido por Trump para ajudar a persuadir a Ucrânia a retornar à mesa de negociações com a Rússia.
Ainda assim, o funcionário do Pentágono disse que o destino de Driscoll e Hegseth estava traçado “desde o início”.
“Ele simplesmente nutre uma profunda desconfiança em relação ao Exército”, disse o oficial.
Meses antes de Hegseth demitir George, ele removeu o amplamente respeitado vice-chefe do Estado-Maior do Exército, General James Mingus, e o substituiu por seu próprio assessor militar sênior, General Chris LaNeve. Ao posicionar LaNeve como vice-chefe do Estado-Maior, ficou claro que a intenção era que ele eventualmente substituísse George, disseram as fontes — uma teoria que se concretizou quando George foi demitido, deixando LaNeve assumir como chefe do Estado-Maior interino.
Apenas algumas semanas após a aposentadoria forçada de George, autoridades do Pentágono ficaram chocadas com a demissão abrupta do Secretário da Marinha, John Phelan.
A CNN noticiou que Phelan ainda buscava confirmação da Casa Branca sobre a legitimidade de sua demissão quando o porta-voz do Pentágono escreveu no X que Phelan deixaria o cargo “com efeito imediato”.
Alguns funcionários do Departamento de Defesa comentaram que era surpreendente que Phelan tivesse sido removido antes de Driscoll.
Mas diversas fontes disseram à CNN que a relação entre Phelan e Hegseth também azedou nos últimos meses por uma série de motivos, que vão desde a frustração de Hegseth com a lentidão de Phelan em relação às prioridades do governo, até a suspeita sobre a proximidade de Phelan com Trump.
Uma fonte familiarizada com as discussões em torno da demissão de Phelan disse à CNN que o motivo foi uma lista crescente de “deficiências” encontradas em sua abordagem ao trabalho — principalmente o fato de ele ser muito lento em avançar com projetos importantes, como a construção naval, e desencorajar a comunicação direta entre oficiais superiores da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais e o gabinete de Hegseth.
A mesma fonte familiarizada com o assunto disse que Hung Cao , um veterano da Marinha que agora atua como secretário interino da Marinha, foi excluído do processo de tomada de decisões por seu chefe quando era subsecretário da Marinha. Cao conhecia Hegseth antes de ambos ingressarem no governo Trump.
Quase um dia após sua demissão, Trump elogiou Phelan como um “amigo de longa data e empresário de muito sucesso, que fez um trabalho excepcional”.
Trump continuou a elogiar Hegseth, mesmo com fontes dentro e fora do Pentágono especulando ao longo do último ano que o presidente em breve nomearia um novo secretário de Defesa.
Em suas aparições públicas, Hegseth frequentemente fala diretamente para a câmera e, por extensão, para Trump, de uma maneira que agrada ao presidente, segundo fontes da CNN. Até o momento, o presidente não demonstrou disposição para romper com seu secretário de Defesa, apesar da tensão crescente do outro lado do rio.
“O secretário de Guerra Pete Hegseth é a cara do cinema”, disse Trump em uma recente audiência do gabinete, enquanto Hegseth estava sentado à sua esquerda. “Ele adora a guerra.”
El portavoz del Ministerio de Exteriores iraní ha declarado que la firma del memorándum de acuerdo con Estados Unidos se retrasa y finalmente no tendrá lugar este domingo. Esmaeil Baghaei ha llamado además a la cautela después de que el primer ministro de Pakistán, Shehbaz Sharif, afirmase que la tregua podía alcanzarse en las próximas 24 horas. Un alto funcionario de la Administración estadounidense ha trasladado a Reuters que ya existe “un acuerdo sólido” de alto el fuego y que el presidente Donald Trump tiene prevista una ronda de contactos en la cumbre del G7 con los países mediadores para afianzarlo. El esperado pacto pondría fin a un conflicto que se prolonga desde hace meses en Oriente Próximo y que amenaza a la cadena de suministro global del petróleo y sus derivados. Sobre el terreno, el ejército de Israel ha ordenado a los residentes de una veintena de poblaciones del sur de Líbano que abandonen sus hogares ante la ejecución inminente de nuevos ataques aéreos, después de denunciar que las milicias de Hezbolá han roto el alto el fuego en vigor.
Os termos de um possível acordo que poderia pôr fim à guerra entre os Estados Unidos e Irã ainda estão sendo definidos, mas um de seus principais mediadores sinalizou hoje que um acordo poderia ser finalizado nas “próximas 24 horas”.
“Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca”, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, em uma publicação no X na manhã deste sábado (13), acrescentando que, se o acordo for finalizado, será assinado eletronicamente de imediato.
Caso o acordo seja assinado, serão realizadas “conversas em nível técnico na próxima semana”, disse Sharif.
A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um comentário.
Embora os termos do possível acordo não tenham sido divulgados oficialmente, um alto funcionário do governo dos EUA disse na sexta-feira (13) à CNN que a estrutura incluirá a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos.
O possível acordo também prevê o fim de diversas pressões econômicas sobre o Irã, disse o funcionário, bem como o desmantelamento do programa nuclear de Teerã.
Os detalhes técnicos de como remover o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã ainda precisam ser definidos, informou também à CNN ontem um alto funcionário do governo dos EUA.