A SpaceX abriu, nesta sexta-feira (12), a temporada de IPOs das gigantes de inteligência artificial. A operação é considerada a maior da história, e as expectativas do mercado apontam que OpenAI e Anthropic também devem alcançar valores de mercado na casa do trilhão de dólares em seus respectivos lançamentos de ações.
Apesar do clima de euforia, o colunista do CNN Money Ciro Dias Reis avalia que o cenário merece cautela.
“Os números são exuberantes, realmente é tudo fora da curva. Agora, de fato, há algumas preocupações no sentido de que talvez o entusiasmo seja um pouco exagerado por parte dos investidores”, afirmou.
Obrigação de entregar resultados
Ciro Dias Reis destacou que, ao abrir capital, uma empresa passa a ter a responsabilidade de apresentar resultados compatíveis com as expectativas geradas.
“A cada trimestre, a companhia vai ter que entregar números que estejam em sintonia com a expectativa de quem botou tanto dinheiro nesse IPO”, explicou.
O colunista ressaltou que o mercado mundial acompanhará o desempenho dessas empresas com atenção redobrada, especialmente diante da chegada iminente dos IPOs da Anthropic e da OpenAI, previstos para as próximas semanas ou em até três meses.
As estimativas indicam que, somadas, as três gigantes de inteligência artificial — SpaceX, OpenAI e Anthropic — podem atingir um valor combinado de US$ 3,6 trilhões, montante equivalente a 60% do PIB brasileiro.
Os primeiros pregões da SpaceX já registraram forte alta nas ações, em meio a um ambiente de grande entusiasmo.
Risco para o investidor individual
A presença expressiva de investidores pessoas físicas na operação também chamou a atenção de analistas mais cautelosos.
Para Ciro Dias Reis, a figura de Elon Musk como símbolo de inovação funciona como um incentivo poderoso, mas que pode ser perigoso.
“O investidor individual sempre terá, em teoria, um pouco mais de risco ao comprar uma ação como essa de uma empresa tão ousada”, alertou, lembrando que grandes instituições financeiras dispõem de equipes especializadas capazes de antecipar riscos com maior precisão.
Sobre a relação entre SpaceX, OpenAI e Anthropic, o colunista considerou que as empresas pertencem a uma mesma família de negócios de alto investimento e grande visibilidade.
“São negócios que vieram para ficar, evidentemente”, afirmou, acrescentando que a inteligência artificial já está incorporada ao cotidiano, independentemente do nível de atenção que se dê ao tema.
O risco de uma nova bolha, segundo Ciro Dias Reis, permanece no radar do mercado.
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A restituição do Imposto de Renda (IR) em 2026 pode representar uma oportunidade para reorganizar as finanças e fortalecer o planejamento financeiro. Antes de escolher uma aplicação, especialistas recomendam avaliar a situação atual do orçamento, principalmente em relação a dívidas com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial.
As taxas cobradas nessas modalidades costumam superar, com ampla margem, os rendimentos de investimentos conservadores. Nesse aspecto, utilizar a restituição para quitar ou reduzir débitos pode gerar economia imediata, aliviar o orçamento mensal e melhorar o histórico de crédito do contribuinte.
Saiba o que fazer com a restituição do IR?
Antes de investir, é importante definir prioridades e entender quais são os objetivos financeiros para o curto, médio e longo prazo. As principais possibilidades de uso da restituição são:
Quitar dívidas com juros elevados;
Reforçar a reserva de emergência;
Iniciar uma carteira de investimentos;
Diversificar aplicações já existentes;
Planejar objetivos futuros, como aposentadoria, viagens ou aquisição de imóveis.
A recomendação é direcionar o recurso para decisões que contribuam para maior estabilidade financeira ao longo do tempo. Instituições financeiras como o Inter oferecem diferentes modalidades de investimentos para clientes conservadores, moderados e arrojados.
Como escolher o investimento mais adequado?
Antes de investir, é recomendável avaliar alguns pontos fundamentais:
Qual é o seu perfil de investidor;
Qual o prazo previsto para utilizar o recurso;
Se já existe uma reserva de emergência estruturada;
Qual o nível de exposição ao risco aceitável;
Quais são os objetivos financeiros prioritários.
Essas respostas ajudam a identificar os produtos financeiros mais adequados para cada momento.
Onde investir a restituição do IR 2026
A escolha do investimento depende do perfil do investidor, do prazo dos objetivos e do nível de risco que cada pessoa está disposta a assumir. Para perfis mais conservadores, a renda fixa costuma ser a principal alternativa. Entre as opções mais utilizadas estão:
Tesouro Direto, especialmente o Tesouro Selic;
CDBs com liquidez diária;
LCI e LCA, que contam com isenção de Imposto de Renda para pessoa física;
Fundos de renda fixa;
Previdência privada voltada ao planejamento de longo prazo.
Já investidores com perfil moderado ou arrojado podem considerar aplicações com maior potencial de rentabilidade, ainda que envolvam oscilações mais significativas, como:
Fundos imobiliários (FIIs);
ETFs;
Ações;
Fundos multimercado.
Nesses casos, a diversificação da carteira tende a ser uma estratégia importante para equilibrar risco e retorno.
Como restituição se encaixa no planejamento financeiro?
Investir esse recurso poder contribuir para o fortalecimento do patrimônio e aumentar a segurança financeira. Mesmo valores menores podem gerar resultados relevantes quando aplicados de forma consistente e alinhada aos objetivos pessoais. Os benefícios dessa estratégia são:
Proteção do patrimônio contra a inflação;
Formação gradual de patrimônio;
Mais previsibilidade financeira;
Construção de uma cultura de investimento;
Apoio na realização de metas de médio e longo prazo.
A restituição do IR pode funcionar, portanto, como um ponto de partida para decisões financeiras mais estruturadas e sustentáveis. Combinar segurança, liquidez e diversificação tende a ser uma estratégia eficiente para utilizar a restituição do Imposto de Renda de forma mais inteligente e alinhada ao planejamento financeiro.
A seleção brasileira joga pela primeira vez na Copa do Mundo neste sábado (13) contra o Marrocos. Na expectativa do hexa, assistir ao jogo do Brasil exige um amuleto da sorte. Seja vestindo a camisa amarela ou com a bandeira enrolada ao corpo, é difícil que algum brasileiro veja a partida sem seu produto da seleção preferido.
Segundo levantamento realizado pela Nuvemshop, às vésperas da estreia do Brasil, as vendas de artigos relacionados ao torneiocresceram mais de 20 vezes no e-commerce em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os produtos, estão as camisas oficiais, os itens temáticos e produtos personalizados.
Não foram só as vendas que avançaram. O número de empresas que entraram para a disputa pela atenção dos torcedores cresceu quase seis vezes ante maio de 2025.
O ticket médio, por sua vez, alcançou R$ 189 por venda, uma alta de 12% sobre os R$ 169 registrados no mesmo período do ano passado. As camisetas oficiais foram o principal motor dessa temporada, correspondendo a 73,8% do faturamento gerado.
Em seguida, aparecem outros itens temáticos (13,8%), álbuns e figurinhas (6,8%), insumos e produtos para impressão 3D (3,4%), artigos de decoração e torcida (2,1%) e bolas (0,2%).
De acordo com o presidente da plataforma, em eventos como esse é comum que esses dados sejam impulsionados. “Eles concentram um pico de consumo em poucas semanas; quem tem loja própria consegue responder rapidamente à demanda”, afirma.
Produtos mais vendidos
Fora do e-commerce, a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) também identificou as tendências de consumo dos torcedores. Segundo a federação, eletrônicos, alimentos, bebidas e artigos esportivos devem concentrar a maior parte das vendas durante o torneio.
Entre os itens mais procurados estão TVs, soundbars e cabos. Outros destaques são os itens de vestuário como camisas, bonés e bandeiras, além de alimentos, itens para churrasco e artigos de decoração.
Dados da Scanntech apontam que, em edições anteriores da Copa, algumas dessas categorias chegaram a apresentar aumento de até 200% no volume comercializado, enquanto as vendas de churrasqueiras cresceram 227%.
Outro produto que já demonstra forte desempenho é o álbum oficial da Copa do Mundo. A pedido do CNN Money, o professor da FGV-EESP e Portfolio Manager do Bradesco, Osvaldo Assunção, realizou um levantamento para estimar quanto um colecionador gastaria para completar o novo modelo do álbum.
Em simulações feitas pelo especialista, o custo mínimo, levando em consideração repetições de figurinhas, ficou próximo de R$ 4.298, enquanto o máximo ultrapassou R$ 18 mil.
Mesmo com o custo necessário para completar a coleção, um levantamento do Itaú Unibanco mostrou que as vendas em bancas de jornais e revistas do estado de São Paulo cresceram 140% em maio, impulsionadas pela comercialização de figurinhas e álbuns das seleções que disputarão a competição.
*Com informações de Beatriz Oliveira, da CNN Brasil
Um suspiro coletivo de alívio percorreu Wall Street após a negociação do lançamento histórico da SpaceX na Nasdaq na sexta-feira (12), estabelecendo um novo padrão para as corretoras e bolsas de valores que se preparam para os também gigantescos IPOs da OpenAI e da Anthropic ainda este ano.
A estreia recorde da SpaceX superou em quase três vezes o maior IPO anterior nas bolsas americanas. A magnitude do lançamento havia preocupado os participantes do mercado, que ainda se lembravam da estreia do Facebook na bolsa em 2012, que enfrentou problemas técnicos na listagem histórica.
No entanto, os sistemas de negociação dos bancos que coordenaram o IPO, das bolsas de valores, dos market makers, das câmaras de compensação e de outras empresas de infraestrutura de mercado lidaram bem com o desafio de processar milhões de ordens de clientes.
“Honestamente, acho que os bancos nos Estados Unidos fizeram um trabalho fantástico, a equipe da SpaceX fez um trabalho fantástico ao contar a história durante as apresentações. E, como vocês podem ver, tudo correu extremamente bem”, declarou Jeff Parks, CEO da empresa de investimentos canadense Stack Capital Group. Quase um terço do portfólio da Stack é composto por ações da SpaceX, na qual a empresa começou a investir em 2021.
De acordo com a Citadel Securities, a maior market maker de varejo dos EUA, a estreia da SpaceX gerou o maior volume de pedidos de varejo para um leilão de IPO da história. Um porta-voz da Citadel Securities afirmou que a empresa intermediou a maioria dos pedidos de varejo da SpaceX.
O Morgan Stanley, o chamado “agente estabilizador” da estreia da SpaceX na bolsa, teve um papel fundamental na gestão da abertura de capital da companhia. O banco teve que garantir uma implementação ordenada, mesmo diante de uma demanda sem precedentes por parte dos investidores. Um agente estabilizador normalmente compra ações no mercado aberto para sustentar as ações que sofrem quedas acentuadas no dia da abertura.
A plataforma de negociação Charles Schwab informou ter recebido mais de um milhão de ordens de compra de ações da SpaceX nas primeiras horas de negociação, um número significativo em comparação com IPOs anteriores, segundo um porta-voz da empresa.
A Reuters noticiou na quinta-feira (11) que operadores, corretoras e bolsas de valores de Wall Street vinham realizando testes de estresse em sistemas de negociação há várias semanas, antes do IPO em questão.
As ações da SpaceX “não estão subindo em grandes blocos, mas estão subindo aos poucos, e muito disso se deve a uma abertura de capital um pouco mais fraca e sem brilho do que muitos esperavam”, disse Mike Dickson, chefe de pesquisa e estratégias quantitativas da Horizon Investments. “Estou um pouco surpreso com a falta de volatilidade, considerando as notícias sobre a supervalorização das ações”.
As estreias de grandes IPOs no passado frequentemente enfrentaram atrasos, porque as bolsas precisam conciliar enormes volumes de ordens de compra e venda antes de determinar o preço de abertura. No caso da SpaceX, as ações começaram a ser negociadas ainda no início da sexta-feira (12). Isso foi relativamente cedo em comparação com os IPOs recentes da Cerebras Systems e da Quantinuum, que abriram mais para o final da tarde nos respectivos dias de estreia.
Com exceção de alguns problemas com as negociações iniciais na Robinhood na sexta-feira (12), Wall Street praticamente não apresentou as falhas técnicas que prejudicaram o lançamento do Facebook em 2012 – para grande alívio da Nasdaq, dos market makers e dos investidores.
“Trabalhamos muito bem em equipe. Fizemos uma preparação extensa com nossos parceiros bancários”, destacou a CEO da Nasdaq, Adena Friedman, em entrevista à CNBC na sexta-feira (12). “Garantimos que conversássemos com todas as empresas durante todo o processo de preparação, e tudo correu perfeitamente”, concluiu.
Uma decisão do ministro do STF, Flávio Dino dando cinco dias úteis para que a União apresente novas metas superiores à produtividade alcançada em anos mais recentes pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) impactou ainda mais o clima da agência de fiscalização do mercado de ações brasileiro já ressabiado com o novo presidente da entidade, Otto Lobo escolhido contra vontade do governo numa articulação que envolveu senadores entre eles Ciro Nogueira e Davi Alcolumbre que costuraram sua aprovação.
Dino rejeitou a meta apresentada pelo governo de reduzir em 20% o estoque de processos administrativos e autorizou a adoção imediata de medidas excepcionais para acelerar a análise dos processos, incluindo o pagamento de horas extras, o trabalho aos fins de semana, a concessão de incentivos funcionais, a realização de mutirões, contratações emergenciais e a celebração de convênios e acordos de cooperação.
Dino na CVM
O ministro chegou a determinar uma série de medidas a serem adotadas para reforçar a CVM e estabeleceu que, para tanto, o órgão poderia utilizar a íntegra da arrecadação da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários.
A CVM não faz parte do grupo das demais agências que foram afetadas pelo bloqueio de R$ 22,1 bilhões anunciado pelo governo federal no final de março. Semelhante ao corte que ocorreu no ano passado quando esses órgãos sofreram corte de 20% em seus orçamentos.
Ministro do STF, Flávio Dino, põe fim à aposentadoria compulsória como punição disciplinar mais grave a juízes - STF / divulgação
Faltou dinheiro
O motivo alegado pelo governo foi um aumento de R$14,1 bilhões na previsão de gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) foi a mais afetada com 21,3%. A seguir vêm a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com 20,5% e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com 19,9%.
Governo gastador
Seria normal se o governo Lula não viesse, desde o começo do ano, patrocinando um estouro no seu próprio caixa de modo a estimular a economia, que já soma R$ 215 bilhões (1,6% do PIB), acima das receitas de R$ 109 bilhões (0,8% do PIB), desrespeitando a regra que ele mesmo criou, em substituição à rigidez do Teto de Gastos instituído no governo Temer e passando a procurar meios de contornar essa regra.
O problema desse quadro é que ele junta as previsões de menos receitas com gastos a mais com a dívida pública, uma redução real na arrecadação e a inclusão dos gastos extraorçamentários (uma invenção do governo Lula) de não considerar uma despesa apenas porque ele mesmo não a reconheceu no orçamento.
Novos desafios
Entretanto, desde o começo de junho, o país começou a enfrentar um novo desafio: a aprovação de projetos de novos gastos sem previsão orçamentária que a imprensa chamou de pautas-bomba. O conceito é o de aprovar em votação sem muito debate e rapidíssimos projetos que agregam custos ao Executivo, independentemente de haver previsão orçamentária já na proposição.
São casos como uma linha de crédito rural para socorrer produtores rurais prejudicados por conflitos internacionais ou eventos climáticos extremos, estimada em R$ 140 bilhões em dez anos; um novo piso para médicos e cirurgiões-dentistas e aprovação de um regime de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde que, segundo as primeiras estimativas, somam mais de R$ 250 milhões.
Queixa do Senado
Os três fatos criaram uma situação inusitada. O mesmo governo que argumenta que, graças ao Senado, teremos projetos que estouraram o orçamento é o mesmo que desrespeitou uma regra que ele mesmo criou para tornar menos rígido o controle de gastos. Enquanto isso, ele faz contingenciamento de verbas do orçamento vigente, alegando falta de recursos arrecadados, deixando sem verbas as suas agências de fiscalização.
E ao mesmo tempo em que, no caso da CVM, terá que cumprir uma determinação de um ministro do STF que excepcionalizou uma agência igual às demais que vêm perdendo verbas para cumprir a missão para a qual foi criada.
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). - DIVULGAÇÃO
Verbas presas
A nível federal, são 11 agências onde a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) , a de Energia Elétrica (Aneel) e a de Vigilância Sanitária (Anvisa) são as que têm maior arrecadação. Mas que nem por isso as três são isentas da falta de recursos e de pessoal, especialmente pela fuga de quadros especializados.
Temos um quadro de cada vez menos fiscalização federal. Porque nos últimos anos as agências federais foram objeto de uma captura do governo, do legislativo e dos atores que deveriam ser fiscalizados. E não é por falta de verbas. Em 2024, as agências reguladoras arrecadam R$ 50 bilhões por ano em taxas de fiscalização. No entanto, foram liberadas para gastar apenas R$ 5 bilhões ao longo do ano.
Taxa das blusinhas em debate no País - Divulgação
Taxa da Blusinhas
O fim da Taxa da Blusinhas elevou de 16.584.719 em março para 19.942.330 em maio, mostrando que os consumidores estão aproveitando a isenção. Mas nem por isso o governo deixou de arrecadar. Em maio, a Receita Federal contabilizou uma receita de R$ 347,7 milhões contra R$ 484,1 milhões em março, quando ainda eram cobradas as taxas. Em abril foram 16.513.993 importações com valor arrecadado de R$ 501,3.
De acordo com dados da Receita Federal, nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em impostos de importação com as encomendas. Foi uma alta de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ou seja, mesmo antes do fim da taxa, as compras já vinham em alta.
Desde hace semanas, los foros y grupos especializados en oposiciones europeas echan humo. Bullen con consejos para superar las pruebas, con rumores sobre las fechas de examen, hojas de cálculo para estimar posibilidades de éxito y mensajes de quienes llevaban años esperando el momento para examinarse. La razón de tanta expectación cabe en una cifra: más de 174.000 personas han solicitado participar en la principal oposición para convertirse en funcionario de la Unión Europea, atraídas por hacer carrera internacional, estabilidad laboral y un salario de entrada de en torno a los 5.500 euros brutos mensuales; una cantidad que para los países del sur de Europa es tremendamente atractiva. Detrás de esta competencia masiva, además, se libra otra batalla menos visible: la de los Estados miembros por aumentar la presencia de sus nacionales en la administración europea.
Inquilinos y propietarios viven días de inseguridad e incertidumbre máximas desde el pasado 28 de abril, cuando decayó en el Congreso de los Diputados el Real Decreto-ley 8/2026, de 2 de marzo, que establecía la prórroga extraordinaria de dos años para los contratos de alquiler que vencieran hasta el 31 de diciembre de 2027 y fijaba un tope del 2% a la actualización anual de las rentas. Mientras estuvo vigente —apenas 39 días—, decenas de miles de inquilinos enviaron burofaxes a sus arrendadores solicitando acogerse al límite y al tiempo extra de dos años, un parapeto contra las subidas del alquiler. Pero muchos propietarios están comunicando a sus arrendatarios que rechazan las medidas. ¿Quién lleva razón?
O fundador da Petz e presidente do Conselho de Administração do Grupo Petz Cobasi , Sergio Zimerman, foi o convidado desta sexta-feira (12) do LIDE Comércio Pernambuco com empresários e líderes pernambucanos para debater temas como crescimento empresarial, governança, liderança, inovação e competitividade.
Zimerman compartilhou aprendizados construídos ao longo de sua trajetória empreendedora. Antes de consolidar a Petz como uma das maiores empresas do segmento pet do país, o empresário enfrentou uma falência em 2002, experiência que, segundo ele, foi determinante para sua formação como gestor.
A partir desse recomeço, liderou a expansão da Petz, transformando uma operação local em uma companhia de alcance nacional. O crescimento da empresa foi acompanhado pela profissionalização da gestão, atração de investimentos, abertura de capital na B3 e posterior formação do Grupo Petz Cobasi, um dos maiores ecossistemas do setor pet da América Latina.
Zimerman destacou a importância da educação financeira e do planejamento estratégico para a sustentabilidade dos negócios. Segundo ele, muitos empreendedores enfrentam dificuldades não por falta de dedicação, mas pela ausência de conhecimento em gestão financeira e preparação para lidar com os desafios inerentes ao ambiente empresarial.
Outro tema central foi a necessidade de adaptação das empresas durante os ciclos de crescimento. O executivo ressaltou que as competências necessárias para abrir um negócio nem sempre são suficientes para sustentar sua expansão, tornando indispensável a criação de processos, o fortalecimento da governança e a incorporação de profissionais especializados.
A evolução do papel da liderança também esteve entre os assuntos discutidos. Zimerman relatou sua transição de uma atuação operacional para uma posição mais estratégica, focada no desenvolvimento de equipes e na construção de uma organização menos dependente de seu fundador.
As discussões abordaram ainda os desafios da governança em empresas familiares, destacando a importância de critérios baseados em mérito, desempenho e geração de valor para o negócio. Para o empresário, o sucesso da organização deve prevalecer sobre interesses individuais, permitindo que familiares ou profissionais de mercado ocupem posições de liderança de acordo com sua capacidade de entrega.
Em um cenário marcado por transformações tecnológicas, mudanças no comportamento do consumidor e instabilidade econômica, Zimerman defendeu que a competitividade está diretamente ligada à capacidade de adaptação. Na sua avaliação, as empresas devem concentrar esforços naquilo que podem efetivamente transformar, como inovação, experiência do cliente, eficiência operacional e desenvolvimento de talentos.
Ao final da conversa, a principal mensagem deixada por Sergio Zimerman foi a de que empresas resilientes não são aquelas que enfrentam menos desafios, mas as que conseguem se adaptar continuamente, fortalecer sua governança, desenvolver equipes de alto desempenho e manter foco permanente nas necessidades de seus clientes.
O governo Trump deu luz verde para que a Paramount Skydance adquira a Warner Bros. Discovery em uma megafusão que irá remodelar Hollywood.
A aprovação concedida na tarde de sexta-feira pelo Departamento de Justiça, embora esperada, foi um passo fundamental na busca da Paramount para adquirir a CNN, a HBO, o estúdio cinematográfico da Warner Bros. e outros ativos da Warner Bros. Discovery.
O Departamento de Justiça afirmou em comunicado que “não é provável que a transação resulte em prejuízo à concorrência ou aos consumidores americanos, incluindo no que diz respeito a: (1) streaming de vídeo sob demanda (“SVOD”); (2) televisão linear; e (3) desenvolvimento, produção ou distribuição de filmes pelos estúdios para exibição nos cinemas”.
A Paramount disse estar grata ao Departamento de Justiça pela “análise minuciosa” e acrescentou: “Continuamos focados em concluir a transação o mais rápido possível e em proporcionar seus benefícios aos consumidores, criadores e à indústria do entretenimento como um todo.”
A Paramount e a Warner Bros. Discovery (também conhecida como WBD) ainda enfrentam uma possível ação judicial movida por uma coalizão de procuradores-gerais estaduais, que afirmam que o governo Trump não está cumprindo a legislação antitruste.
A ação judicial em nível estadual poderia retardar o processo de fusão, embora os executivos da Paramount afirmem que tal ação seria improcedente.
Um porta-voz do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse, em resposta à decisão do Departamento de Justiça, que “a fusão entre a Warner Bros. e a Paramount continua sob investigação pelo Departamento de Justiça da Califórnia”.
A senadora Elizabeth Warren, uma das críticas mais veementes ao acordo, classificou a aprovação do Departamento de Justiça como “uma péssima notícia para todos os americanos que não querem que bilionários alinhados a Trump controlem o que assistem e quanto pagam” e instou os procuradores-gerais estaduais a intervir.
“O acordo entre a Paramount e a Warner Bros. cheira a corrupção e tráfico de influência”, disse a senadora. “Essa luta não acabou. Os procuradores-gerais estaduais devem bloquear essa fusão.”
As empresas também continuam aguardando análises importantes por parte da União Europeia e do Reino Unido. Os órgãos reguladores desses países estão avaliando se o acordo poderia prejudicar a concorrência.
A Paramount afirma que o acordo é “fundamentalmente favorável à concorrência”. Quanto à perspectiva de assumir o controle da CNN, o que tem causado preocupação entre grupos defensores da liberdade de imprensa, a empresa afirma que se compromete a “investir no futuro do jornalismo, e não a prejudicá-lo”.
A Paramount tem buscado obter todas as aprovações necessárias e assumir o controle da WBD no terceiro trimestre do ano, ou seja, até o final de setembro. Internamente, os líderes da Paramount têm falado sobre a possibilidade de superar todos os obstáculos em julho, embora o cronograma das análises europeias torne isso improvável.
A ousada oferta pela WBD — que é muitas vezes maior que a Paramount — tem sido fonte de controvérsia há meses, em parte devido aos laços estreitos da Paramount com o presidente Donald Trump e aos esforços percebidos da empresa para ganhar o favor de seu governo.
O negócio é financiado pelo aliado de Trump, Larry Ellison, o bilionário cofundador da Oracle, cujo filho, David Ellison, tornou-se CEO da Paramount por meio de uma fusão no ano passado.
Os críticos do acordo com a WBD apontaram a reestruturação da CBS News pela Paramount e de programas como o “60 Minutes” — há muito alvo da ira de Trump — como evidência da disposição da empresa em ceder à pressão política.
Bruce Springsteen criticou a Paramount por apaziguar Trump na rede principal da empresa, a CBS, durante um dos últimos episódios do “The Late Show with Stephen Colbert” no mês passado. Depois de criticar Trump, Springsteen disse: “Larry e David Ellison acham que precisam bajulá-lo para conseguir o que querem”.
Os executivos da Paramount rejeitaram essa narrativa em particular, embora os Ellisons tenham falado pouco sobre o assunto em público.
Trump comentou publicamente sobre a Paramount ao longo do tempo, às vezes retratando os Ellisons como seus amigos e expressando especificamente interesse em que a família assumisse a CNN.
“É imperativo que a CNN seja vendida”, disse Trump em dezembro, quando a Netflix estava vencendo uma complexa guerra de lances pelos ativos. Os comentários indicaram que ele preferia a oferta hostil de aquisição da Paramount.
A Paramount saiu vitoriosa em fevereiro, e então teve início o processo de análise regulatória.
No final de abril, a Paramount organizou um jantar incomum em Washington com Trump, membros de seu gabinete e um pequeno grupo de jornalistas e executivos da CBS News. Entre os convidados estavam: o chefe do Departamento de Justiça, o procurador-geral interino Todd Blanche, e o presidente da FCC, Brendan Carr.
Em maio, a análise do acordo pelo Departamento de Justiça avançou rapidamente, com depoimentos de alguns executivos da Paramount e uma longa reunião com David Ellison.
O interrogatório foi conduzido por funcionários de carreira, e não por nomeados por Trump, revelou à CNN uma pessoa a par do processo.
Ainda assim, toda a análise regulatória foi ensombrada por acusações de favoritismo político e nepotismo. Vários legisladores democratas prometeram investigar questões relacionadas à Paramount e a Trump caso seu partido vença as eleições de meio de mandato.
“Agradecemos a análise minuciosa do Departamento de Justiça sobre esta transação, bem como o trabalho das outras agências que concluíram suas análises e concederam aprovação até o momento”, disse a Paramount na sexta-feira. “Este acordo é pró-competitivo, resultando em uma empresa mais forte e melhor posicionada para competir contra plataformas tecnológicas dominantes em um setor cada vez mais marcado pela intensa competição por público, talentos, tecnologia e investimentos.”
O mercado imobiliário demanda uma perspectiva de longo prazo por parte de seus agentes. Segundo análise do CEO da Moura Dubeux, Diego Villar, durante entrevista ao programa “É Negócio“, trata-se de um exercício constante de projeção e tentativa de acerto diante de múltiplas variáveis econômicas.
O mercado imobiliário é altamente dependente do crédito, que pode ser analisado sob dois aspectos principais: o volume, ou seja, a capacidade do mercado de gerar oferta de crédito, e a taxa de juros. Ambos os fatores influenciam diretamente a dinâmica do setor e precisam ser monitorados com atenção.
Além do crédito, a confiança na economia e no emprego desempenha papel fundamental. A decisão de adquirir um imóvel representa o maior endividamento que uma pessoa assume ao longo da vida, o que exige que o comprador tenha expectativa real de capacidade de pagamento.
Inflação e juros altos como desafios estruturais
Outro ponto destacado é a necessidade de antecipar os efeitos da inflação, que contribui para a manutenção de juros elevados. Esse cenário impõe ao setor a responsabilidade de planejar a produção com cautela e responsabilidade.
De acordo com Villar, o mercado imobiliário funciona como “um exercício pleno de olhar para os próximos 4 ou 5 anos”, buscando prever variáveis que, em um país como o Brasil, tendem a se comportar de forma extrema em determinados momentos. A volatilidade do cenário macroeconômico torna esse planejamento ao mesmo tempo essencial e desafiador.
Mercado imobiliário concentra demanda no luxo e na baixa renda
O mercado imobiliário brasileiro atravessa um momento em que a demanda se concentra nos dois extremos do espectro: o segmento de luxo e alto padrão, de um lado, e o segmento econômico, de outro. Segundo Villar, essa configuração é reflexo tanto do déficit habitacional quanto dos incentivos governamentais em vigor.
O programa É Negócio é uma parceira do NeoFeed com a CNN Brasil. Carlos Sambrana entrevista os executivos e líderes das maiores companhias do Brasil. Acompanhe os episódios inéditos, todos os domingos, às 20h45 na CNN Brasil, com reprise às quartas-feiras, às 19h15 no CNN Money.
Minha Casa Minha Vida e alto padrão lideram a demanda
O programa Minha Casa Minha Vida tem sido apontado como um dos principais fatores que sustentam a demanda no segmento econômico. “O segmento de luxo é alto padrão e o segmento econômico, por conta não só do déficit (habitacional), mas também do incentivo que o governo vem dando com o programa Minha Casa Minha Vida”, afirmou. Atualmente, quase 90% da composição de investimentos e comercializações está concentrada nessas duas pontas.
Taxa de juros e a classe média reprimida
Um dos principais entraves para o crescimento do segmento intermediário é o nível elevado das taxas de juros, que dificulta o acesso da classe média ao crédito imobiliário. “Se o país entra numa trajetória de redução de taxa de juros e isso consegue enquadrar mais a classe média na aprovação do crédito imobiliário, a gente consegue ter uma classe média mais demandante”, destacou Villar. Após anos de juros altos, a demanda reprimida nesse segmento é considerada bastante elevada.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.