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Loulé | Biblioteca acolhe conversa sobre uso saudável da Tecnologia pelos mais novos

11 June 2026 at 20:11

Esta sexta-feira, dia 12 de junho, pelas 18h30, o Município de Loulé promove mais um ciclo de conversas “Semear Hoje…Colher o Amanhã…”. Em destaque vai estar o tema “Gerir a tecnologia e os ecrãs com crianças e adolescentes”. A iniciativa visa apoiar as famílias na orientação consciente e equilibrada do uso de dispositivos digitais, promovendo […]

Loulé juntou equipas de 1ª intervenção em fogos rurais do concelho num encontro em Salir

11 June 2026 at 17:09

34 equipas operacionais de 1ª intervenção em fogos rurais de Loulé reuniram-se em Vale Maria Dias, na freguesia de Salir, na terça-feira, para «um momento de formação e sensibilização», onde também foram esclarecidas «dúvidas sobre procedimentos que devem ser acautelados por estas equipas em contexto real».

O 9º Encontro Municipal de Equipas de 1ª Intervenção em Fogos Rurais teve lugar na Unidade Avançada de Proteção Civil e teve o objetivo geral de «otimizar a resposta a incêndios florestais, numa altura em que estamos a entrar na fase crítica do ano», segundo a Câmara de Loulé.

Esta foi «uma ação eminentemente prática, fomentando as dinâmicas de grupo. O Serviço Municipal de Proteção Civil de Loulé abordou as temáticas das regras de segurança, comunicações rádio (noções básicas) e equipamentos de proteção individual. Coube ao ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas esclarecer dúvidas sobre o fogo controlado e a prevenção estrutural».

O representante do Exército, uma das entidades parceiras da Câmara Municipal de Loulé, «fez o enquadramento da sua presença neste dispositivo, abordando ainda a questão da vigilância armada das Forças Armadas».

«Já os Bombeiros Sapadores de Loulé, elementos que estão na linha da frente do combate a incêndios, esclareceram os participantes no Encontro sobre o protocolo de segurança e a importância da segurança nos teatros de operação. Finalmente, a GNR – Guarda Nacional Republicana explicou como decorrem os processos de investigação das causas de incêndio e a importância da preservação de vestígios», descreveu a autarquia.

O dispositivo do concelho de Loulé conta com equipas de diversas entidades locais, nomeadamente de associações e clubes de caça (22 equipas), dos Sapadores Florestais de Loulé (uma equipa), dos Sapadores Florestais da Serra do Caldeirão (uma), da Quinta da Ombria (uma), Vigiquinta (Quinta do Lago, uma) , de Juntas de Freguesia (seis – Ameixial, Salir, Alte, Querença, Tôr e Benafim) e duas equipas municipais de Intervenção Florestal .

«Todas as equipas estão dotadas de kits de primeira intervenção cedidos pelo Município, equipados com depósitos de água, motobombas, abafadores e equipamentos de proteção individual», salientou a Câmara de Loulé.

A autarquia lembra que, na semana em que se celebrou o dia do município reforçou este apoio «com a entrega de reboques com kits adicionais para pré-posicionamento nas Juntas de Freguesia».

«Estas forças desempenham um papel crucial ao garantir o ataque inicial rápido, extinguindo a maioria dos focos de incêndio à nascença. Atuam ainda no rescaldo e na vigilância diurna e noturna. Os caçadores assumem relevância especial pelo conhecimento profundo do território, guiando os bombeiros no terreno», resumiu.

Face às previsões de um ano particularmente difícil, a Câmara Municipal de Loulé «vai intensificar as campanhas de sensibilização pública. O plano de segurança para os meses de maior risco inclui o patrulhamento a cavalo da GNR e a vigilância ativa das equipas do Exército no interior do concelho. O Município irá também acelerar as medidas de proteção da floresta, como a criação de mais Condomínios de Aldeia e o programa “Aldeias Seguras”».

«Este ano será particularmente difícil, por isso temos que estar todos muito vigilantes. O Município vai reforçar as medidas de sensibilização e comunicação para o risco de incêndio e para a necessidade de todos adotarmos medidas preventivas que permitam reduzir o risco de incêndio. Só assim poderemos evitar uma eventual calamidade que coloque em risco a população, os seus bens e também o nosso património natural», assegurou Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.

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«Maior feira vegan e sustentável» do país marcada para Loulé em Setembro

11 June 2026 at 16:14

A «maior feira vegan e sustentável do país», que celebra a sua 7.ª edição em Loulé, entre 18 e 20 de Setembro, já abriu candidaturas para expositores, comerciantes e projetos sociais e ideias ecológicas inovadoras.

A FAVA – Feira do Ambiente e Vegan do Algarve, organizada pela BENFAZER – Associação para o Bem-Estar Social, Ambiental e Animal, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, também está a receber propostas de atividades e espetáculos para o programa oficial.

Segundo a organização, a FAVA assume-se atualmente como uma das maiores feiras ao ar livre e gratuitas da Europa dedicadas à promoção de práticas de sustentabilidade e do veganismo.

Para a edição de 2026, o grande objetivo da FAVA é «melhorar a experiência das marcas e projetos participantes, dos visitantes, parceiros e colaboradores».

Uma das principais novidades deste ano é a criação de «um recinto exclusivo» no Parque Municipal, desenhado para «estreitar a ligação com as áreas verdes e cultivar um profundo sentimento de pertença e proximidade com a natureza».

A nova edição vai reforçar a experiência gastronómica com vários momentos de degustação de produtos e petiscos, assim como dezenas de opções de alimentação no recinto.

Vai ainda incluir iniciativas novas, como por exemplo o encontro nacional de fornos solares, o mercado de hortícolas biológico, provas radicais, e uma zona de reparações e transformações permanente, que irão compor um programa intergeracional com mais de 100 atividades e espetáculos gratuitos.

A distinção de “Expositor do Ano” mantém-se nesta 7.ª edição, mas chega com um incentivo extra: um prémio monetário no valor de 500 euros para o projeto vencedor.

Segundo a organização, na FAVA 2025 participaram 140 expositores e comerciantes de 20 setores de atividade diferentes, tendo sido servidas 4.125 refeições inteiramente de base vegetal.

O programa contou com 46 entidades envolvidas e 137 atividades e espetáculos totalmente gratuitos, foram distribuídos 730 cheques ao público para consumo na feira e foram oferecidos 1844 produtos de marcas parceiras.

Na última edição, 228 pessoas deram uma nova vida a 1.495 peças de vestuário, calçado ou livros usados, retirando de circulação 210 kg de artigos e poupando recursos ao planeta.

Os empreendedores, artesãos, produtores, marcas e associações que promovam um estilo de vida ecológico, consciente e compassivo devem apresentar a sua proposta de participação através do site oficial.

Estão também abertas as inscrições para oficinas, palestras, aulas de bem-estar, nutrição, espetáculos de música, dança e teatro de rua que se alinhem com os valores do certame.

As vagas para expositores são limitadas, sendo as candidaturas analisadas por critérios de sustentabilidade, relevância e criatividade.

Para as atividades e espetáculos, a originalidade e o impacto na promoção de um estilo de vida sustentável e vegano serão os fatores decisivos de seleção.

As condições de participação e os respetivos formulários estão disponíveis no site.

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Ainda o Transporte Público Gratuito

11 June 2026 at 17:36

VTM

Penso que não será a última.

Há 5 anos, enquanto candidato à Câmara Municipal de Vila Real pela coligação “Vila Real à Frente”, propus no meu programa eleitoral uma medida que considerava estruturante para o desenvolvimento do concelho: os transportes públicos gratuitos em todo o concelho.

Esta proposta foi prontamente criticada pelos nossos adversários — um sinal inequívoco da sua relevância, utilidade e importância no debate político.

As eleições autárquicas de 2025 trouxeram uma novidade, o PSD, inacreditavelmente, não apresentou ao eleitorado esta proposta, e, a candidatura vencedora também não. Ficamos então com uma certeza, até às próximas eleições, esta proposta fica em banho-maria, e os vila-realenses terão de esperar por melhores dias.

Em Vila Real, onde vemos carros, vemos problemas.

Temos pouco espaço e muitos carros, o que afeta a nossa qualidade de vida.

A quantidade de carros por habitante não para de crescer.

Se todos nós, tivéssemos de sair de casa ao mesmo tempo, não é preciso um exercício de grande imaginação para perceber o caos que se instalaria. Já hoje esse caos existe.

Este problema dificilmente se resolve, apenas, com apelos ao bom senso, são necessárias políticas públicas, é preciso decisão. Porque no fundo o que é visível no dia a dia é: mais trânsito, mais emissões, mais tempo perdido e menos cidade.

A alternativa não é simples, mas é clara: passa por investir seriamente no transporte público.

Em Portugal, Cascais e Loulé foram cidades pioneiras e têm o sistema de transporte público gratuito implementado desde 2021. Em abril passado, Viseu aprovou esta medida, o Porto aprovou a mesma medida em maio. Até ao fim do ano Guimarães prevê implementar esta medida.

E nós?

O silêncio em torno desta matéria contrasta com a dinâmica observada noutras cidades, onde a mobilidade pública assume um papel cada vez mais central nas políticas urbanas.

Numa altura em que cada vez mais cidades portuguesas avançam para a gratuitidade dos transportes públicos, encarando-a como um investimento na qualidade de vida, na coesão social e na sustentabilidade ambiental, em Vila Real o assunto parece não despertar interesse político.

Entretanto as vozes nas redes sociais aumentam o tom de indignação, perante a possibilidade dos nossos impostos pagarem a ousadia das cidades que optaram por esta medida.

Em 2021, Vila Real não quis ir para a frente, e, neste caso também não avançou.

A interioridade e o atraso em relação ao país, não é culpa, apenas, do estado central.

Todos nós temos a nossa quota-parte de responsabilidade pelos caminhos que se vão escolhendo, pelas decisões que apoiamos e por aquelas que deixamos passar em silêncio. No fundo, também enquanto sociedade, participamos ativa ou passivamente, na definição das prioridades e das escolhas que moldam o nosso quotidiano.

Um dia teremos o transporte público gratuito, e nesse dia, as vozes repetirão a frase batida do nosso eterno atraso: “mais vale tarde do que nunca!”

É este o nosso fado.

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Loulé | Equipas de 1ª intervenção de Loulé preparam-se para período crítico dos incêndios

11 June 2026 at 17:27

O Município de Loulé reuniu o seu dispositivo local no 9º Encontro Municipal de Equipas de 1ª Intervenção em Fogos Rurais, evento que decorreu na passada terça-feira, na Unidade Avançada de Proteção Civil, em Vale Maria Dias, freguesia de Salir. Esta iniciativa juntou 34 equipas operacionais, com vista a otimizar a resposta a incêndios florestais, […]

Loulé promove debate sobre o uso saudável da tecnologia entre os mais jovens

11 June 2026 at 16:03

O Município de Loulé volta a desafiar a comunidade a refletir sobre temas ligados à saúde e ao bem-estar, através de mais uma sessão do ciclo de conversas “Semear Hoje… Colher o Amanhã…”. A próxima iniciativa realiza-se esta sexta-feira, 12 de junho, às 18h30, e será dedicada à gestão do uso da tecnologia e dos ecrãs por crianças e adolescentes.

A sessão pretende apoiar pais, encarregados de educação e outros cuidadores na adoção de estratégias que promovam uma utilização mais equilibrada dos dispositivos digitais, numa realidade em que a tecnologia assume um papel cada vez mais presente no quotidiano dos mais jovens.

A condução do encontro estará a cargo de Bruno Martins, psicólogo clínico com experiência nesta área, que irá abordar questões relacionadas com a definição de limites adequados ao tempo de ecrã, a importância da supervisão parental e a criação de rotinas que favoreçam hábitos saudáveis.

Entre os temas em discussão estarão ainda a necessidade de estabelecer períodos do dia livres de tecnologia, nomeadamente durante as refeições e antes de dormir, bem como a promoção de alternativas que incentivem a interação familiar e outras atividades fora do universo digital.

Inserido num programa promovido mensalmente pela autarquia, este ciclo de conversas procura criar espaços de partilha e reflexão em torno de desafios atuais que impactam a qualidade de vida das famílias.

Para facilitar a participação dos pais, estará disponível uma atividade gratuita de promoção da leitura destinada a crianças com idade igual ou superior a três anos. A iniciativa será dinamizada pelos profissionais da biblioteca municipal e requer inscrição prévia.

Faro incluído nos 12 distritos com concelhos em perigo máximo de incêndio rural

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou para esta quinta-feira, 11 de junho, cerca de 100 concelhos de 12 distritos de Portugal continental em perigo máximo de incêndio rural, os quais são Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro, região do Algarve.

O IPMA também colocou esta quinta-feira vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Leiria e Vila Real em perigo muito elevado e perigo elevado de incêndio.

O Instituto salienta que o perigo de incêndio rural vai agravar-se e manter-se muito elevado pelo menos até á próxima segunda-feira.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo, sendo os cálculos obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

No que concerne a temperaturas, o IPMA prevê que Portugal continental vá registar temperaturas elevadas até sábado, com a máxima a variar esta quinta-feira entre os 27 e os 38 graus e na sexta-feira entre os 35 e os 40 graus Celsius.

Para esta quinta-feira o IPMA prevê uma subida mais acentuada da temperatura máxima, podendo subir cerca de 10 graus Celsius em alguns locais.

A previsão do IPMA é que sexta-feira seja o dia mais quente, com a temperatura máxima a variar entre 35 e 40 graus na generalidade do território.

A temperatura mínima deverá também subir em todo o território, prevendo-se que em alguns locais do país sejam registados valores próximos ou acima de 20 graus até à noite de sábado para domingo.

Loulé aposta na prevenção e formação para combater incêndios rurais

11 June 2026 at 14:28

O Município de Loulé reuniu esta semana dezenas de operacionais no 9.º Encontro Municipal de Equipas de 1.ª Intervenção em Fogos Rurais, numa iniciativa destinada a reforçar a capacidade de resposta do concelho perante o aumento do risco de incêndios florestais.

A ação decorreu na Unidade Avançada de Proteção Civil, em Vale Maria Dias, na freguesia de Salir, e juntou 34 equipas que integram o dispositivo local de combate aos fogos rurais. O objetivo passou por consolidar conhecimentos, esclarecer procedimentos e promover a articulação entre as várias entidades envolvidas na primeira intervenção.

Ao longo da jornada foram abordadas matérias relacionadas com segurança operacional, utilização de equipamentos de proteção individual e comunicações rádio, bem como temas ligados ao fogo controlado, prevenção estrutural e preservação de vestígios em cenários de investigação das causas dos incêndios. Os participantes tiveram ainda oportunidade de conhecer o papel desempenhado pelo Exército, pelos Bombeiros Sapadores de Loulé e pela GNR no âmbito do dispositivo de proteção e vigilância do território.

A estrutura de primeira intervenção do concelho integra associações e clubes de caça, equipas municipais de intervenção florestal, sapadores florestais, juntas de freguesia e outras entidades locais, todas equipadas com meios cedidos pela autarquia para atuação rápida em situações de ignição.

Segundo o município, estas equipas assumem um papel determinante no combate inicial aos incêndios, permitindo extinguir muitos dos focos ainda numa fase precoce. Para além da primeira resposta, colaboram também em ações de vigilância e rescaldo, beneficiando do conhecimento aprofundado do território, sobretudo por parte dos caçadores envolvidos no dispositivo.

Perante as previsões de um verão particularmente exigente, a Câmara Municipal de Loulé prevê intensificar as campanhas de sensibilização dirigidas à população, apelando à adoção de comportamentos preventivos. O plano municipal contempla igualmente o reforço da vigilância, através do patrulhamento a cavalo da GNR e da presença de equipas do Exército em zonas do interior do concelho.

Entre as medidas previstas encontram-se ainda o desenvolvimento de novos Condomínios de Aldeia e a expansão do programa “Aldeias Seguras”, iniciativas que visam aumentar a proteção das comunidades mais expostas ao risco de incêndio rural.

Loulé prepara 34 equipas para período crítico de incêndios

11 June 2026 at 12:45

Loulé reuniu 34 equipas para reforçar a preparação do dispositivo local para o período crítico de incêndios rurais.

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Lídia Jorge recebeu medalha de mérito cultural na sua “Terra Mãe”

11 June 2026 at 07:00

Escritora vai ser a Patrona da candidatura de Loulé a Capital Portuguesa da Cultura 2027

Foram já muitas e diversas as distinções que Lídia Jorge recebeu ao longo da sua carreira, tanto nacionais como internacionais, mas a última é especial e constituiu um momento que a própria assumiu como “inesquecível”. Na passada quarta-feira, 8 de junho, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, esteve em Loulé, terra natal da escritora, para, em nome do Governo, entregar a Medalha de Mérito Cultural a uma das maiores figuras do pensamento europeu contemporâneo.

O Solar da Música Nova, “casa” do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, reuniu diversas personalidades da vida pública, política e cultural da região, mas sobretudo muitos amigos que vieram celebrar a obra e a vida desta louletana, a poucos dias de celebrar 80 anos.

Foi com emoção que a romancista aceitou a distinção, destacando a sensibilidade da Ministra ao assinalar publicamente o seu percurso literário, sublinhando que os mesmos livros e desafios “poderiam ter passado despercebidos”. Lídia Jorge celebrou o facto de a homenagem acontecer “ao fim da tarde, entre amigos”, na sua terra natal.

Foi, de resto, o amor e orgulho pelo lugar que a viu nascer que Lídia Jorge reafirmou durante o seu discurso. “Por natureza, e não por plano, nunca enjeitei o espaço da origem. Pelo contrário, fui somando à experiência primordial da infância, sucessivos círculos concêntricos que se foram alargando, pelas vivências geograficamente longínquas que a vida me tem proporcionado. A propósito desta fidelidade intrínseca, certa vez escrevi sobre este sentimento de pertença – Algarve, minha primeira pátria. O resto do mundo é apenas o seu deslumbrante prolongamento. E assim é. Por isso, Senhora Ministra, à Medalha de Mérito de âmbito nacional, que me atribui, eu devo acrescentar – Medalha de Mérito atribuída em Loulé, Algarve. Esta localização precisa não a restringe, aumenta-a”, declarou.

Esta homenagem pretendeu exaltar o percurso de 50 anos como uma voz fundamental na literatura portuguesa, focada na memória, condição humana e democracia. Para a Ministra Margarida Balseiro Lopes, a distinção, que celebra também o 80º aniversário da autora (no próximo dia 18 de junho, Lídia Jorge completa 80 anos de vida), reconhece o impacto internacional da sua obra e o seu contributo extraordinário para a cultura nacional.

A responsável da pasta da Cultura relevou o impacto de “O Dia dos Prodígios”, o primeiro livro editado pela autora, em 1980, “uma das obras mais marcantes da literatura portuguesa do pós-25 de Abril”, sublinhando a projeção internacional da escritora e o seu papel fundamental na interpretação da sociedade contemporânea.

“Do Prémio Ricardo Malheiros ao recente Prémio Pessoa, passando por importantes distinções internacionais, os reconhecimentos acumulados ao longo das décadas refletem não apenas a relevância da sua obra, mas também o lugar muito singular que conquistou na literatura contemporânea internacional. Contudo, mais do que os prémios ou as distinções, aquilo que permanece é a força de uma escrita que continua a dialogar com diferentes gerações de leitores – e a manter uma notável capacidade de interrogar o presente através da literatura.”, afirmou Margarida Balseiro Lopes.

Convocado para assumir o papel de “padrinho mais jovem” desta homenagem, o músico Dino D’Santiago subiu ao palco para dirigir palavras de profunda admiração e amizade à escritora. “Lídia Jorge nasceu a 18 de junho de 1946. O céu sorriu! Sorriu porque, de vez em quando, nasce alguém capaz de recordar à Humanidade aquilo que ela se esforça tanto por se esquecer: a sua própria Humanidade!”, afirmou o artista.

Lembrando as raízes da romancista em Boliqueime, “filha daqueles que conhecem o peso do sol sobre os ombros”, o músico destacou o legado único da autora: “Há pessoas que herdam propriedades, outras herdam apelidos, Lídia Jorge herdou uma coisa mais rara: o conhecimento profundo da condição humana”. Dino D’Santiago contextualizou ainda dia de nascimento da escritora com marcos históricos globais – a revolta contra o Colonialismo em Goa, a escolha da República em Itália que veio pôr termo à “sombra do Fascismo”, e a fundação do Banco Mundial -, associando o nascimento da autora aos valores da Democracia, Libertação e Construção.

“Num tempo em que tanto se escolhe o ruído, ela escolheu escutar”, enfatizou o cantor, concluindo que a obra de Lídia Jorge permanece viva porque “não nasce da ideologia, nasce da compaixão, uma forma superior de inteligência”. “Uma mulher de Boliqueime continua a lembrar-nos que escrever não é simplesmente o ato de organizar palavras, é sim recusar que a Humanidade desapareça”, sublinhou ainda.

Também Telmo Pinto, presidente do Município de Loulé, destacou a profunda ligação afetiva desta louletana a Boliqueime, lembrando “a cidadã que ama a sua terra”, e a sua genialidade em transpor histórias simples e a memória coletiva algarvia para uma dimensão universal.  “Nunca esqueceu as suas raízes e, mesmo quando escreve para o mundo, continua a escrever a partir daqui deste nosso Sul de luz”, lembrou. E notou ainda: “Ela leva-nos daqui para o mundo, mas também traz o mundo até nós”.

O autarca afirmou igualmente que Lídia Jorge é exemplo para as novas gerações, já que representa “a profundidade, o pensamento crítico, a integridade”. E, dirigindo-se aos jovens louletanos, disse ser ela “a prova viva de que é possível sair de uma pequena terra e chegar ao mundo, sem nunca deixar de pertencer a essa terra”. 

Durante a cerimónia, Telmo Pinto anunciou que a escritora será a patrona e a figura cimeira da candidatura de Loulé a Capital Portuguesa da Cultura em 2028.

Num dia em que a Ministra esteve também num fórum, promovido pela tutela em Tavira, onde foi debatido o papel da cultura digital e o impacto das novas tecnologias, a escritora reiterou a sua convicção de que, perante o avanço da Inteligência Artificial, “a Literatura e a Poética representam, nos meios da Linguagem, o último porto seguro de resistência à robotização do pensamento, à artificialidade, à despersonalização e à homogeneização”.Para a autora, a preocupação tecnológica não deve alarmar os criadores: “Nenhuma máquina poderá rivalizar com a capacidade criativa que nós, os seres humanos, detemos, a capacidade de juntar o que nunca foi reunido antes, e a esse compositum novo, que se forma em cada um de nós se chama criação.”, reiterou a homenageada.

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Gulf Med Aviation completa 1.000 missões ao serviço do INEM

By: Lusa
10 June 2026 at 17:46

A Gulf Med Aviation completou 1.000 missões ao serviço do INEM em menos de um ano, com 644 doentes transportados e 98% de operacionalidade, foi hoje anunciado.

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Loulé | Lídia Jorge recebeu medalha de mérito Cultural na sua “Terra Mãe”

10 June 2026 at 17:33

Escritora vai ser a Patrona da candidatura de Loulé a Capital Portuguesa da Cultura 2027. Foram já muitas e diversas as distinções que Lídia Jorge recebeu ao longo da sua carreira, tanto nacionais como internacionais, mas a última é especial e constituiu um momento que a própria assumiu como “inesquecível”. Na passada quarta-feira, 8 de […]

A raposa a guardar o galinheiro

O miraculoso remédio do Governo para sufocar um qualquer arremedo de política de consumidores

POLÍTICA DE CONSUMIDORES: fora do propósito dos governos, fora dos seus programas eleitorais como dos de acção política?

Uma política de consumidores deveria assentar em um sem-número de pilares:

  • i. Menos leis, melhor lei
  • ii. Programas de educação e formação para distintos estratos da população
  • iii. Instituições de consumidores que informem e medeiem conflitos
  • iv. Instituições que dirimam os pleitos de modo célere, eficaz e não oneroso (graciosamente ou a custos suportáveis)
  • v. Instituição a nível nacional: recolector dos direitos dos consumidores e com poderes bastantes e apropriada estrutura para “pôr o mercado na ordem”…

Ponto por ponto.

Menos leis, melhor lei:

  • . Estancar a diarreia legislativa, sintoma de fortes  desarranjos intestinais (e esta diarreia fede que tresanda!)
  • . Codificar as leis, tornando-as mais simples e acessíveis a todos e a cada um
  • . Transpor as normas ditadas por Bruxelas (ou Estrasburgo), não a destempo, mas dentro dos confortáveis prazos oferecidos para se acertar o passo com quem cumpre e não defraudar os consumidores seus beneficiários.

Educação e formação para a sociedade de consumo (na sua transição para a sociedade digital)

  • . Plano nacional de formação de formadores
  • . Adaptação dos programas curriculares para que as escolas intervenham decisivamente na consecução de um tal objectivo
  • . Programas de educação permanente e para sensibilização em geral dos estratos da população já não em idade escolar

Instituições que informem e medeiem nos conflitos

  • . A nível municipal, como manda a lei (serviços municipais acreditados)
  • . Serviços dotados de gente capaz, com formação de base e em permanente actualização
  • . Com uma instância a nível nacional, ao estilo dos Ombudspersons (Provedores dos Consumidores, com notável desempenho nos países nórdicos, como recolectores dos direitos dos consumidores a nível geral)

Instituições que dirimam litígios

  • . Com competência até € 30 000
  • . De natureza necessária se accionados pelos consumidores (como actualmente até ao valor de € 5 000).
  • . A nível distrital
  • . Com uma instância de recurso a nível nacional.

Com a descaracterização da Direcção-Geral do Consumidor (outrora, Instituto Nacional de Defesa do Consumidor e, depois, Instituto do Consumidor) e a sua fusão com a Direcção-Geral das Actividades Económicas), travestida em Direcção-Geral de Defesa do Consumidor, Comércio e Serviços, consegue-se o inverosímil: fazer com que a raposa guarde o galinheiro.

Um festim, um autêntico banquete, com penas e tudo, que nem as raposas esperavam fosse servido com honras de jornal oficial e a publicidade devida, a escâncaras!

O que, para além do mais, representa um notável recuo, que reforma nenhuma do Estado justificaria…

Se se pretender que haja, na administração central, directamente dependente do Governo, um órgão técnico que assessore, na junção de competências, que o seja, que haja a fusão das direcções-gerais. Mas se dê espaço, ante os interesses divergentes que se descortinam nos distintos segmentos de mercado, a uma PROVEDORIA DA JUSTIÇA DO CONSUMIDOR (com esse ou qualquer outro nome).

Uma PROVEDORIA DE JUSTIÇA DO CONSUMIDOR que em si reúna o potencial capaz de – tanto singular como colectivamente – assegurar a tutela dos consumidores perante os actuações desviantes dos mercados.

O Governo não pode lavar as mãos como Pilatos!

Tem de ser capaz de fazer mais, muito mais…

O receituário vai aqui.

Que o não ignorem!

Para ler o artigo anterior do autor, clique aqui.

Presidente emérito da apDC – DIREITO DO CONSUMO – Portugal

Vela Solidária conquista dois pódios na Vilamoura International Boat Show Regatta

10 June 2026 at 13:12

A Vela Solidária participou na Vilamoura International Boat Show Regatta 2026 com três embarcações e voltou a afirmar a sua missão de tornar a modalidade mais inclusiva e acessível. A prova decorreu nos dias 6 e 7 de junho, em Vilamoura, reunindo 16 embarcações distribuídas por três classes competitivas.

A associação esteve representada pelo Smic, na classe OPEN, pelo Corsário do Arade, na classe ORC, e pelo Corsário do Algarve, na classe Sport Boats. Duas destas embarcações alcançaram lugares de destaque, garantindo a terceira posição nas respetivas categorias.

Na classe Sport Boats, o Corsário do Algarve subiu ao terceiro lugar do pódio com uma tripulação maioritariamente composta por mulheres, evidenciando a crescente participação feminina na vela de competição.

Também o Corsário do Arade terminou a prova na terceira posição da classe ORC. A embarcação integrou pessoas com deficiência na sua tripulação, num exemplo da aposta da Vela Solidária na promoção de uma prática desportiva sem barreiras.

Para além dos resultados alcançados, a presença da associação na regata procurou reforçar valores como a igualdade de oportunidades, a diversidade e o acesso universal à vela, demonstrando que o mar pode ser um espaço de inclusão e partilha.

A regata foi organizada pela Vela Solidária em conjunto com o CIMAV e contou com o apoio de diversas entidades públicas e privadas ligadas ao setor náutico e à promoção do desporto na região. No final da iniciativa, a associação agradeceu o contributo de velejadores, voluntários, patrocinadores e parceiros, reiterando o compromisso de continuar a desenvolver a prática da vela no Algarve.

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