Loulé juntou equipas de 1ª intervenção em fogos rurais do concelho num encontro em Salir
34 equipas operacionais de 1ª intervenção em fogos rurais de Loulé reuniram-se em Vale Maria Dias, na freguesia de Salir, na terça-feira, para «um momento de formação e sensibilização», onde também foram esclarecidas «dúvidas sobre procedimentos que devem ser acautelados por estas equipas em contexto real».
O 9º Encontro Municipal de Equipas de 1ª Intervenção em Fogos Rurais teve lugar na Unidade Avançada de Proteção Civil e teve o objetivo geral de «otimizar a resposta a incêndios florestais, numa altura em que estamos a entrar na fase crítica do ano», segundo a Câmara de Loulé.
Esta foi «uma ação eminentemente prática, fomentando as dinâmicas de grupo. O Serviço Municipal de Proteção Civil de Loulé abordou as temáticas das regras de segurança, comunicações rádio (noções básicas) e equipamentos de proteção individual. Coube ao ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas esclarecer dúvidas sobre o fogo controlado e a prevenção estrutural».
O representante do Exército, uma das entidades parceiras da Câmara Municipal de Loulé, «fez o enquadramento da sua presença neste dispositivo, abordando ainda a questão da vigilância armada das Forças Armadas».
«Já os Bombeiros Sapadores de Loulé, elementos que estão na linha da frente do combate a incêndios, esclareceram os participantes no Encontro sobre o protocolo de segurança e a importância da segurança nos teatros de operação. Finalmente, a GNR – Guarda Nacional Republicana explicou como decorrem os processos de investigação das causas de incêndio e a importância da preservação de vestígios», descreveu a autarquia.
O dispositivo do concelho de Loulé conta com equipas de diversas entidades locais, nomeadamente de associações e clubes de caça (22 equipas), dos Sapadores Florestais de Loulé (uma equipa), dos Sapadores Florestais da Serra do Caldeirão (uma), da Quinta da Ombria (uma), Vigiquinta (Quinta do Lago, uma) , de Juntas de Freguesia (seis – Ameixial, Salir, Alte, Querença, Tôr e Benafim) e duas equipas municipais de Intervenção Florestal .
«Todas as equipas estão dotadas de kits de primeira intervenção cedidos pelo Município, equipados com depósitos de água, motobombas, abafadores e equipamentos de proteção individual», salientou a Câmara de Loulé.
A autarquia lembra que, na semana em que se celebrou o dia do município reforçou este apoio «com a entrega de reboques com kits adicionais para pré-posicionamento nas Juntas de Freguesia».
«Estas forças desempenham um papel crucial ao garantir o ataque inicial rápido, extinguindo a maioria dos focos de incêndio à nascença. Atuam ainda no rescaldo e na vigilância diurna e noturna. Os caçadores assumem relevância especial pelo conhecimento profundo do território, guiando os bombeiros no terreno», resumiu.
Face às previsões de um ano particularmente difícil, a Câmara Municipal de Loulé «vai intensificar as campanhas de sensibilização pública. O plano de segurança para os meses de maior risco inclui o patrulhamento a cavalo da GNR e a vigilância ativa das equipas do Exército no interior do concelho. O Município irá também acelerar as medidas de proteção da floresta, como a criação de mais Condomínios de Aldeia e o programa “Aldeias Seguras”».
«Este ano será particularmente difícil, por isso temos que estar todos muito vigilantes. O Município vai reforçar as medidas de sensibilização e comunicação para o risco de incêndio e para a necessidade de todos adotarmos medidas preventivas que permitam reduzir o risco de incêndio. Só assim poderemos evitar uma eventual calamidade que coloque em risco a população, os seus bens e também o nosso património natural», assegurou Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.
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