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Época balnear arranca sábado. Esposende e Viana recuperam praias após tempestades

10 June 2026 at 09:45

O município de Esposende avançou com “operações de reperfilamento e movimentação de areias” em várias praias, para salvaguardar a época balnear, após os efeitos das tempestades em várias praias, em particular a de Ofir.

Os efeitos das intempéries de janeiro e fevereiro “são particularmente visíveis no litoral de Esposende”, explica à Lusa a autarquia, numa resposta por escrito, e causaram “acentuada erosão costeira e significativa redução do areal em várias praias”, com a necessidade de alimentação artificial ou reposição sedimentar “evidente”, em particular em Suave Mar, Ofir e Pedrinhas/Cedovém, naquele concelho.

“Importa referir que, até ao momento, não existe qualquer intervenção prevista ou financiada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para esse efeito. Perante esta realidade, o município avança, por iniciativa própria, com operações de reperfilamento e movimentação de areias, procurando minimizar os impactos mais severos e salvaguardar as condições de utilização das praias durante a época balnear”, que arranca no sábado, pode ler-se na resposta do executivo liderado pelo independente Carlos Silva (Movimento Mudança).

Num relatório de ocorrências relacionadas com as tempestades de janeiro e fevereiro, no caso Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta, a APA definiu as intervenções em toda a costa a serem realizadas de forma urgente, bem como a curto e médio prazo, além de fazer um balanço dos estragos.

Aí, estão previstas ações de curto e médio prazo, da reposição sedimentar em Ofir, até ao final de 2027, a estabilização dunar e reforço sedimentar em Cedovém/Pedrinhas e Bonança, que são para executar a partir de janeiro de 2028, quando também arrancará o trabalho de recuperação e estabilização da restinga em Ofir.

Para o imediato, o foco da autarquia têm sido os passadiços e acessos, bem como o reperfilamento dos areais, pela “necessidade acrescida de intervenção” que o mau tempo apresentou.

“É notória a diminuição da extensão útil dos areais em diversas praias do concelho, o que obrigou a um esforço adicional de adaptação e requalificação dos espaços balneares. (…) A preparação da presente época balnear revelou-se mais exigente do que em anos anteriores”, admite o município.

Em Esposende, uma das obras previstas pela APA no relatório é uma intervenção de reconstrução e reforço estrutural do muro da Marginal da Praia da Couve, financiada por esta agência, estando já concluído o projeto, feito pelo município, que avança que os trabalhos podem “arrancar ainda durante o mês de junho”, mas não adiantou o investimento previsto.

Apesar das limitações, é possível garantir condições de segurança e funcionamento para que o verão decorra “com normalidade”, mesmo que os efeitos sejam ainda visíveis em Suave Mar e Ofir, com menos areal.

Os investimentos “estruturantes” serão guardados para depois do verão, “como é o caso das intervenções de contenção e reforço do cordão dunar junto à rampa dos pescadores”, que visam não só salvaguardar o presente mas também “a resiliência futura do litoral esposendense”, refere ainda a autarquia.

Em Viana do Castelo, as saídas para as praias foram quase todas destruídas

Em Viana do Castelo, o início do ano “foi particularmente difícil”, com “vários problemas” e algumas situações ainda a ser repostas, como a erosão e a perda de areia, além de um problema comum pela costa portuguesa, a “destruição de inúmeros passadiços”, conta à Lusa o chefe da Divisão do Ambiente e Alterações Climáticas da autarquia, José Paulo Vieira.

“A reposição de areias é uma competência da APA, e nos passadiços pedimos-lhes apoio, mas até ao momento não tenho nenhuma informação sobre isso, e é a Câmara que está a suportar o investimento”, afirma o responsável deste município liderado por Luís Nobre (PS).

As saídas para as praias foram quase todas destruídas, lamenta, estando a ser repostas para garantir a época balnear, tendo já sido reportadas as necessidades à agência nacional, como na Praia da Ínsua, em Afife, de Carreço, com “erosão na estrutura aderente”, e a “grande perda de areia e erosão dunar” na Amorosa, uma situação que se arrasta há vários anos.

É ali que se concentram os “problemas maiores” da costa de Viana do Castelo, e a Amorosa, em particular, configura “uma situação muito grave, porque a duna foi cortada, numa grande extensão, e ficou praticamente uma escarpa”.

“Para se fazer um acesso ao areal, que está a ser feito neste momento, é muito complicado, com uma altura de 15 metros. Tem de se fazer ali uma obra complicada”, acrescenta.

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Esta ponte em Viana do Castelo reabriu a tempo da época balnear

9 June 2026 at 18:14

A ponte da Argaçosa, na freguesia da Meadela, Viana do Castelo, reabriu hoje após uma empreitada de beneficiação das estruturas metálicas, a tempo do arranque da época balnear que abrange também a praia fluvial da Argaçosa.

Segundo a Câmara de Viana do Castelo, “a ponte pedonal sobre a ribeira de São Vicente tem uma função sobretudo prática e urbana e enquadrou-se nas intervenções de requalificação paisagística e funcional desta área, valorizando a mobilidade pedonal, o lazer e a integração da paisagem natural com o espaço urbano”.

Esta ponte em Viana do Castelo reabriu a tempo da época balnear
Foto: CM Viana do Castelo

Foi reabilitada durante 60 dias, o que ditou a sua interdição durante os últimos dois meses.

A Câmara está ainda a trabalhar na empreitada de beneficiação do Monumento ao 25 de Abril, da autoria do escultor José Rodrigues e que mede 16 metros de altura e 7,5 de largura. O monumento, situado na Praça da Liberdade, é feito em chapa de aço, coberta por uma camada exterior ferruginosa que o protege da corrosão.

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Amares: Quinta do Lago dos Cisnes reabre na quarta-feira

9 June 2026 at 16:05

A Quinta Lago dos Cisnes, em Amares, vai reabrir esta quarta-feira, 10 de junho, feriado nacional.

“É já na próxima quarta-feira, dia 10 de junho, que reabrimos as portas do Bamboo & Coconut e apresentamos o novo The Bamboo Lounge”, anunciou o espaço nas redes sociais.

“Depois de meses de espera, voltamos ao nosso lugar de sempre, com muitas novidades para descobrir”, acrescenta.

O horário divulgado para os próximos dias é das 10:00 às 00:00 (quarta-feira, sábado e domingo) e das 12:00 às 00:00 (quinta e sexta-feira).

Conhecido palco de vários eventos, junto à Ponte do Porto, sobre o rio Cávado, que divide Braga e Amares, é uma quinta que está aberta ao público em geral, oferecendo serviços de bar, restaurante, atividades náuticas e até um pequeno ‘zoo’ com animais, sobretudo aves, para apreciar, para além de acolher eventos como casamentos ou sessões fotográficas.

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Calor. Sete distritos do continente sob aviso amarelo

9 June 2026 at 08:34
Évora, Setúbal, Santarém, Lisboa, Leiria, Beja e Portalegre estarão sob aviso amarelo entre as 9h00 e as 21h00 de quinta-feira devido a valores elevados da temperatura máxima.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O IPMA tinha emitido anteriormente o mesmo nível para os distritos de Lisboa e Leiria por causa do vento forte de norte/noroeste, com rajadas até 80 quilómetros por hora

Doze concelhos em perigo máximo de incêndio

9 June 2026 at 07:41
Faro, Portalegre, Santarém, Castelo Branco e Évora estão em perigo máximo de incêndio, alerta o IPMA. Risco vai agravar-se na quarta-feira, com a subida de temperaturas até os 34ºC.

© MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

O instituto prevê para esta terça-feira no continente céu pouco nublado ou limpo e uma pequena subida da temperatura no interior

Caminha já prepara as praias para o verão

7 June 2026 at 19:19

A Câmara de Caminha está a desenvolver um conjunto de intervenções em várias freguesias do concelho para preparar a época balnear e melhorar as condições de segurança e utilização dos espaços públicos, foi hoje anunciado.

Entre os trabalhos em curso destacam-se a retirada de areias na praia de Vila Praia de Âncora e a limpeza da envolvente da Praia de Pedras Ruivas, em Seixas.

Na praia de Vila Praia de Âncora, decorre a remoção de areias, uma intervenção que a autarquia considera essencial para reforçar a segurança, melhorar a acessibilidade e valorizar a frente costeira antes do aumento da afluência de visitantes durante o verão.

Caminha já prepara as praias para o verão
Foto: CM Caminha
Caminha já prepara as praias para o verão
Foto: CM Caminha
Caminha já prepara as praias para o verão
Foto: CM Caminha

Já em Seixas, foi realizada uma limpeza geral do espaço público na envolvente da Praia de Pedras Ruivas, com o objetivo de garantir melhores condições para quem frequenta a zona balnear e proporcionar um ambiente mais cuidado e acolhedor.

Além das intervenções nas praias, o Município procedeu à requalificação do Passeio de A Guarda, em Vila Praia de Âncora, onde o pavimento degradado provocava diversas quedas.

A autarquia anunciou ainda a aquisição de uma viatura equipada com plataforma elevatória, destinada a reforçar a capacidade de intervenção dos serviços municipais em trabalhos de poda de árvores, pinturas e manutenção de infraestruturas.

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Festival regressa às Escaidinhas de Ferragudo para celebrar o Solstício de Verão

5 June 2026 at 16:09

O Festival das Escaidinhas, que tem lugar em Ferragudo por ocasião do Solstício de Verão, regressa no próximo dia 21 de Junho, domingo, entre as 18 e as 23 horas, afirmando-se como uma celebração da identidade, da criatividade e do património humano e arquitetónico da vila.

Inspirado no momento em que o sol atinge o seu ponto mais alto e os dias alcançam a sua maior duração — uma época que, desde tempos ancestrais, foi assinalada por diversas culturas europeias através de festividades ligadas à luz, à abundância e à renovação — o festival convida a comunidade e os visitantes a redescobrirem a vila através da arte e da partilha.

Na edição deste ano, e considerando o ambiente associado ao Mundial de Futebol, a organização procurou enquadrar o evento em espaços onde o fervor futebolístico não se faça sentir de forma predominante.

Em paralelo, «optou-se por uma redução dos dias de programação, privilegiando uma experiência mais contemplativa, com maior foco na fruição e perceção artística», explica a Junta de Freguesia de Ferragudo, que organiza o festival.

As escadinhas, travessas, largos e recantos que moldam a personalidade única de Ferragudo transformam-se em palcos inesperados, onde se cruzam música, teatro, dança, poesia, artes visuais, gastronomia e outras expressões culturais.

O próprio percurso pela vila integra a experiência, despertando um olhar renovado sobre espaços carregados de história e memória coletiva.

O percurso artístico terá início junto ao Salva-Vidas de Ferragudo, seguindo em direção à igreja e culminando no Cruzeiro de Nossa Senhora da Conceição.

Ao longo deste trajeto, o público poderá encontrar atuações de bandas musicais, piano, exibição de curtas-metragens e, após o pôr do sol, um momento de DJ set.

O Festival das Escaidinhas continua a afirmar-se como um projeto de valorização do espaço público enquanto lugar de encontro, promovendo a criação artística e fortalecendo a ligação entre residentes, visitantes, associações e agentes culturais.

Para os artistas, representa uma oportunidade singular de apresentar o seu trabalho num contexto de proximidade e grande beleza. Para o público, é um convite a percorrer a vila de forma livre, surpreendente e inspiradora.

O Festival é uma co-produção de A Boia Associação Cultural e da Junta de Freguesia, com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa.

O nome Escaidinhas é uma homenagem à forma como a palavra “escadinhas” é dita nesta zona do Algarve.

Veja aqui a reportagem sobre a edição do ano passado do Festival das Escaidinhas:



Sul Informação

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Areal das praias é de acesso livre exceto nas áreas concessionadas, sublinha o Governo

5 June 2026 at 14:35

A ministra do Ambiente sublinhou hoje que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe às autarquias definir essas áreas e divulgar os planos de praia.

“Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia, tanto através da sinalética, como — e eu aconselho vivamente —, através de um esquema à entrada da praia: ‘olhe, este espaço é concessão, este espaço é de segurança, tudo o resto é livre’”, afirmou Maria da Graça Carvalho numa visita à Praia da Fuseta-mar, em Olhão, no distrito de Faro.

Questionada pelos jornalistas sobre a existência de sinalética que ainda encaminha os banhistas para as zonas da praia não concessionadas, a governante referiu que, nesses casos, a sinalética tem de ser revista para que seja colocada a informação correta e não haja dúvidas para os banhistas.

“Os presidentes de câmara têm de verificar e, se acharem que a sinalética não está bem, corrigi-la, mas não é uma coisa sistemática. A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei, porque a última norma que clarifica isto é de 2012, há 14 anos”, frisou.

Falando aos jornalistas numa visita à intervenção de emergência de reforço sedimentar em curso naquela praia do distrito de Faro, Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada.

Lembrando que as regras de segurança são definidas pelas câmaras municipais em conjunto com as autoridades marítimas, a ministra do Ambiente e Ação Climática notou que a organização do areal pode e deve ter em conta as características morfológicas de cada praia.

“Por exemplo, uma praia muito grande como a de Monte Gordo será diferente de uma praia pequena como algumas em Lagos ou em Armação de Pêra”, ilustrou, referindo que, desde que respeitada a regra de que as concessões não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia, a organização pode variar.

“A segurança pode incluir faixas em redor das concessões, em redor das entradas para a praia — que são sempre públicas —, em frente aos nadadores-salvadores e aos barcos utilizados para o salvamento, e junto ao mar. Estas são faixas de segurança. As concessões podem ser mais estreitas e ir mais perto do mar, ou podem ser mais largas e ficar mais recuadas”, exemplificou.

Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares, informando que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.

No esclarecimento, a APA reforça que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre” e refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares.

Assim, “as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares”, acrescenta a APA.

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Margina da Póvoa de Varzim fechada 24 horas aos fins de semana no verão

5 June 2026 at 13:26

A marginal da Póvoa de Varzim estará 24 horas sem trânsito nos fins de semana de julho e agosto.

Nos últimos anos, a Câmara cortava o trânsito na Avenida dos Banhos aos fins de semana durante um período que podia abranger toda a época balnear, mas por ser “uma questão que divide os poveiros”, a presidente da autarquia, Andrea Silva, anunciou, para este ano, um “modelo híbrido.

Assim, de acordo com o Mais Semanário, que cita a autarca, a Avenida dos Banhos apenas estará condicionada nos meses de julho e agosto, com o encerramento entre as 14:00 de sábado e as 14:00 de domingo, num total de 24 horas consecutivas a cada fim de semana.

Poderá, no entanto, não fechar nesse período apenas quando as condições meteorológicas o justifiquem, como os dias de chuva.

Andrea Silva adiantou também que haverá animação ao sábado à tarde e noite e prática desportiva no domingo de manhã, salientando que esta é uma experiência piloto e que o modelo será avaliado ao longo do verão.

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Guarda-sóis “são um perigo”, dizem concessionários. APA emite esclarecimento

By: ZAP
3 June 2026 at 12:00
Associação dos Concessionários da Orla Marítima do Algarve contra as conclusões da Agência Portuguesa do Ambiente: “Achamos que não está certo, porque nunca foi assim (…) pôr os guarda-sóis à frente das concessões pode trazer alguns aborrecimentos e pode pôr em causa a segurança das pessoas.” Os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”, indica a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), num esclarecimento técnico divulgado esta terça-feira. “Em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre”, reforça

Banhistas podem colocar guarda-sóis em frente às concessões de praia, esclarece a APA

2 June 2026 at 18:43

Os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”, indica a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), num esclarecimento técnico hoje divulgado.

“Em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre”, reforça a APA, no âmbito de um esclarecimento sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares.

Referindo que a ocupação de áreas do domínio público marítimo por concessionários é permitida quando existe uma licença válida, este organismo público sublinha que essas áreas estão sujeitas aos limites, condições e obrigações definidas nas respetivas licenças, consoante as características morfológicas de cada praia, os instrumentos de gestão territorial e as determinações das autoridades.

No esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas do domínio público marítimo nas praias balneares, a APA refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares, “garantindo o equilíbrio entre o uso privado e o uso público”, sendo que estas ocupações “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”.

A definição das áreas afetas às utilizações privativas do domínio público marítimo considera, entre outras, “as condições morfológicas da praia, atendendo ao parecer da APA e ponderando as recomendações da Autoridade Marítima Nacional”, realça, explicando que a ocupação privativa do domínio hídrico depende de título válido e apenas produz efeitos dentro dos limites nele definidos.

“As áreas tituladas encontram-se sujeitas ao respetivo regime de utilização privativa. As áreas não tituladas mantêm-se afetas ao uso público balnear, sem prejuízo das limitações regulamentares e das regras de segurança balnear. A sinalética a utilizar deve identificar as diferentes áreas”, adianta.

No âmbito do esclarecimento, que pretende “contribuir para uma melhor compreensão do enquadramento legal aplicável”, a APA refere que cabe aos concessionários a utilização das áreas licenciadas e “os limites dessas áreas devem estar devidamente identificados no local, de forma clara e visível para os utentes, através de sinalética adequada”.

A APA destaca ainda “o importante papel dos concessionários na prestação dos apoios à praia previstos nas respetivas licenças, através da disponibilização e manutenção de equipamentos e serviços de apoio aos utentes”, nomeadamente apoios de praia, instalações sanitárias, balneários e vigilância balnear assegurada por nadadores-salvadores.

Ainda de acordo com esta entidade pública responsável pela implementação das políticas de ambiente, a fruição pública das praias é assegurada pelas diversas entidades competentes, designadamente a APA, municípios e Autoridade Marítima Nacional, “garantindo o equilíbrio entre a atividade concessionada, a segurança balnear e o direito de acesso e utilização do domínio público marítimo por todos os cidadãos”.

A APA salienta que a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) foi consultada sobre este esclarecimento técnico e considerou que se trata de “um documento equilibrado, que reflete o enquadramento legal vigente e as realidades de diferentes praias e respetivas concessões”, tendo também a Autoridade Marítima Nacional (AMN) se pronunciado “favoravelmente”.

Na semana passada, o presidente da APA disse que a imposição de não colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia é um “abuso”, garantindo que esta semana seria divulgado uma nota de esclarecimento.

“A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre”, afirmou José Pimenta Machado durante uma visita da ministra do Ambiente à Praia do Garrão, em Loulé, no distrito de Faro.

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Municípios e Autoridade Marítima concordam com posição da APA sobre as praias

2 June 2026 at 14:43

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) divulgou esta terça-feira, 2 de Junho, o esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas do domínio público marítimo nas praias e acrescentou que, tanto a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) como a Autoridade Marítima Nacional (AMN), se pronunciaram favoravelmente a este documento.

O documento, agora lançado com o objetivo de «contribuir para uma melhor compreensão do enquadramento legal aplicável», surge depois de, em Maio, a APA ter avançado que é possível pôr chapéus de sol à frente das concessões de praia e não há nenhuma regra ou lei que o impeça.

«Nós, APA, assumimos fazer uma nova norma orientadora para que não haja qualquer dúvida, seja para os municípios, seja para os concessionários, seja para a Autoridade Marítima. A área que está concessionada está delimitada àquele retângulo e nunca poderá ultrapassar 30% da área útil da praia e 50% da frente de mar», disse José Pimenta Machado, frisando que «tudo o resto é de uso livre».

As declarações foram feitas aos jornalistas pelo presidente da APA, a 25 de Maio, à margem de uma visita da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, à praia do Garrão, no concelho de Loulé.

Nesta nota de esclarecimento agora lançada, a APA volta a frisar que, em Portugal, «as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre, e que a ocupação de áreas do domínio público marítimo por concessionários é permitida quando existe uma licença válida».

Ainda assim, «essas áreas estão sujeitas aos limites, condições e obrigações definidas nas respetivas licenças», devendo a definição das áreas concessionadas «atender às características morfológicas de cada praia, aos instrumentos de gestão territorial e às determinações das autoridades».

A nota frisa ainda que, por isso, «as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares».

A mesma entidade realça também «o importante papel dos concessionários na prestação dos apoios à praia previstos nas respetivas licenças, através da disponibilização e manutenção de equipamentos e serviços de apoio aos utentes, nomeadamente apoios de praia, instalações sanitárias, balneários e vigilância balnear assegurada por nadadores-salvadores».

Já a fiscalização compete ao Município no qual a praia está inserida, à APA e à Autoridade Marítima.

Numa nota enviada hoje às redações, a Agência Portuguesa do Ambiente acrescenta ainda que a Associação Nacional de Municípios Portugueses, consultada sobre este esclarecimento técnico, considerou-o «um documento equilibrado, que reflete o enquadramento legal vigente e as realidades de diferentes praias e respetivas concessões».

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Época balnear começa em Portimão com «todos os meios de segurança a postos»

1 June 2026 at 16:08

A época balnear no concelho de Portimão começa oficialmente esta segunda-feira, 1 de Junho, e será marcada «pelo reforço na segurança disponibilizada aos utilizadores das praias», com «todos os meios de segurança a postos».

Neste período, as praias do concelho vão dispor de Planos de Assistência a Banhistas, contando com 15 torres de vigilância e meia centena de nadadores-salvadores, distribuídos pelas áreas balneares do concelho, capacitadas com equipamentos como DAEs e garrafas de oxigénio.

Neste contexto, destaca-se ainda a instalação de três postos de enfermagem e dos habituais equipamentos de acessibilidade para cidadãos com mobilidade reduzida ao abrigo do projeto “Praia Acessível”.

De acordo com o Município, a estratégia centra-se num esforço contínuo em «dotar os espaços balneares do concelho com todas as condições de segurança, de assistência e de acesso a residentes e visitantes que, durante a época balnear procuram as praias do concelho».

Com este objetivo, desde a semana passada, dia 25 de Maio, até 6 de Outubro, o concelho tem disponíveis 15 torres de vigilância, 8 das quais na Praia de Alvor e 7 na Praia da Rocha. 

«Estas infraestruturas reforçam os meios de vigilância e melhoram as condições de trabalho dos nadadores-salvadores, permitindo que, de uma posição mais alta no areal, possam assegurar uma melhor assistência aos banhistas», refere a autarquia, acrescentando que «as torres são consideradas estruturas essenciais na assistência e socorro aos veraneantes e integram os PIAB – Planos de Assistência a Banhistas, quer em Alvor, quer na Praia da Rocha».

Nesse contexto, sublinha-se que o PIAB de Alvor se refere às praias de Alvor Nascente e Alvor Poente, sendo constituído por 19 nadadores-salvadores, incluindo um coordenador. O dispositivo é ainda reforçado com duas motos de salvamento marítimo.

Já no extremo oposto da costa, o PIAB da Praia da Rocha é constituído por 15 nadadores-salvadores, também incluindo coordenador, sendo reforçado por uma moto de salvamento marítimo e uma moto 4×4 de assistência a banhistas.

Os Planos de Assistência a Banhistas incluem ainda Desfibrilhadores Automáticos Externos e garrafas de oxigénio, que garantem a prestação de cuidados pré-hospitalares aos banhistas pelos nadadores-salvadores.

Desta forma, no total, as praias de Portimão vão disponibilizar na época balnear 2026, que entra agora em vigor, 52 nadadores-salvadores, distribuídos por 40 postos de praias.

No âmbito de um protocolo com a Unidade Local de Saúde do Algarve, EPE (ULSALG), serão ainda assegurados três postos de enfermagem, localizados na UB 6 – Apoio de Praia “O Casalinho” (Praia da Rocha), na UB 2 – Apoio de Praia “Os Costas” (Praia do Vau), e na UB 3 – Apoio de Praia “Dunas” (Praia de Alvor). Os equipamentos vão estar a funcionar das 10h00 às 18h00, entre 1 de Julho e 15 de Setembro.

À semelhança dos anos anteriores, será também assegurado o funcionamento do projeto “Praia Acessível”, uma iniciativa que permite o acesso a banhos a pessoas com mobilidade condicionada, temporária ou permanente.

Neste âmbito, de Julho a Setembro e, diariamente, entre as 10h00 e as 18h00, na Praia do Vau, decorrente de protocolo com a Freguesia de Portimão, e na Praia de Alvor, decorrente de protocolo com a Freguesia de Alvor, serão instalados tendas e toldos de apoio e cadeiras anfíbias (tiraló) para deslocação na areia e acesso ao mar com o apoio de monitores.

A Área Desportiva da Praia da Rocha disponibiliza, de igual modo, duas cadeiras anfíbias e um tapete de praia para pessoas com mobilidade reduzida.

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Portimão | Exposição “Sol, Sardinhas e Sombreiros” marca verão em Portimão ao revisitar a história do turismo

1 June 2026 at 15:16

“Sol, Sardinhas e Sombreiros” é a exposição que inaugura no próximo dia 7 de junho, às 18h00, na antiga Lota de Portimão, e que promete surpreender todos os visitantes ao cruzar a identidade local com a evolução do turismo no concelho no século XX, valorizando a originalidade e interatividade dos elementos expositivos utilizados. Até 31 […]

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