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Goparity canaliza mais de 20 milhões de euros para energia limpa em Portugal

10 June 2026 at 06:50

No âmbito da Semana Europeia da Energia Sustentável, a plataforma portuguesa de investimento sustentável Goparity revelou que já canalizou mais de 20 milhões de euros para projetos de energia limpa, destacando-se como uma alternativa ao financiamento tradicional para acelerar a transição energética no país.

A empresa alerta para os persistentes bloqueios no acesso a financiamento por parte de pequenas e médias empresas (PMEs), comunidades de energia e promotores locais, num momento em que a Europa enfrenta tensões geopolíticas e pressões sobre os preços dos combustíveis fósseis. “Portugal tem os recursos naturais e a visão política. O que falta, por vezes, é financiamento que chegue a quem realmente precisa. A Goparity existe para cobrir essa lacuna – de forma regulada, transparente e com impacto mensurável”, afirmou Nuno Brito Jorge, CEO e cofundador da Goparity.

Regulada pela CMVM ao abrigo do Regulamento Europeu de Crowdfunding e certificada como B Corp, a plataforma tem mais de 70% do seu portefólio em Portugal. Até ao momento, foram efetuados quase 500 empréstimos, dos quais 150 já totalmente reembolsados, devolvendo 19,3 milhões de euros aos investidores. Mais de metade deste valor (mais de 10 milhões de euros) provém de projetos nacionais.

O impacto ambiental é significativo: os projetos financiados geram ou poupam anualmente 6,7 GWh de energia e evitam a emissão de 14 mil toneladas de CO₂ por ano – o equivalente à absorção de mais de 600 mil árvores. Na categoria de energia sustentável, que representa cerca de 50% dos projetos da plataforma, foram já emprestados 20,7 milhões de euros, prevendo-se a geração de 36,4 GWh de energia limpa por ano.

A Goparity tem financiado sistemas solares de autoconsumo, projetos de eficiência energética, mobilidade elétrica e comunidades de energia renovável em várias regiões do país, do Alentejo aos Açores. Do lado dos investidores, a plataforma oferece um retorno médio anual de 5,4%. Cada 1.000 euros investidos evitam, em média, 1,6 toneladas de CO₂ por ano e impactam positivamente 14 pessoas.

Nuno Brito Jorge, que trabalhou no Parlamento Europeu acompanhando as comissões de Energia, Indústria e Ambiente durante o período do pacote “20-20-20”, sublinha a importância de mecanismos de financiamento ágeis e transparentes para cumprir a meta de neutralidade carbónica em 2050.

Fundada com o objetivo de democratizar o acesso ao financiamento sustentável, a Goparity já apoiou mais de 400 projetos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em três continentes, num total superior a 50 milhões de euros investidos. Estes projetos beneficiaram mais de 100 mil pessoas, criaram mais de 4 mil empregos e contribuem para evitar anualmente mais de 30 mil toneladas de CO₂.

A plataforma surge, assim, como parte da solução para ligar capital privado e cidadão a projetos com impacto real, num contexto em que a velocidade do financiamento precisa de acompanhar a ambição climática europeia.

Amtrol-Alfa e Galp introduzem garrafas de butano produzidas com aço de baixas emissões

9 June 2026 at 23:59

A Amtrol-Alfa, empresa do grupo Worthington Enterprises com sede em Brito, Guimarães, anunciou o lançamento de uma nova geração de garrafas de gás butano produzidas com aço de baixas emissões de carbono. A iniciativa resulta de uma colaboração com a ArcelorMittal e conta com a Galp como parceira na distribuição das primeiras cinco mil unidades, que deverão começar a chegar ao mercado nacional em breve.

De acordo com a empresa, estas garrafas são fabricadas com aço laminado a quente XCarb® reciclado e produzido com recurso a energia renovável. Segundo a informação disponibilizada, este material apresenta uma pegada de carbono 73% inferior à do aço utilizado convencionalmente na produção deste tipo de recipientes.

Citado no comunicado, o diretor-geral da Amtrol-Alfa, Filipe Pedrosa, afirma que a empresa assumiu “o compromisso de desenvolver uma garrafa de aço com a menor pegada de carbono possível, sem recorrer a compensações de carbono”. O responsável acrescenta que o trabalho desenvolvido em conjunto com a ArcelorMittal permitiu criar um produto “mais sustentável, em total conformidade com as normas regulamentares”, sublinhando ainda o objetivo de disponibilizar esta solução a clientes interessados em reduzir o seu impacto ambiental.

A colaboração entre a Amtrol-Alfa e a ArcelorMittal teve início em 2022, com foco na redução da pegada carbónica do aço utilizado no fabrico de garrafas de gás. O projeto incluiu várias fases de testes e validação do aço XCarb® reciclado e produzido com energia renovável.

Também citado no documento, Tom Van de Putte, responsável pelo desenvolvimento de negócio XCarb® na ArcelorMittal Europe Flat Products – CMO Industry, explica que o aço utilizado é produzido com, pelo menos, 75% de sucata reciclada e num forno elétrico alimentado por eletricidade proveniente de fontes renováveis. Segundo o responsável, este processo permite reduzir significativamente as emissões associadas à produção do material e é acompanhado por uma Declaração Ambiental de Produto verificada de forma independente.

A Amtrol-Alfa apresenta-se como o maior fabricante europeu de garrafas de aço, garrafas leves em aço e garrafas compósitas de baixo peso, contando com cerca de 800 colaboradores e um volume de faturação anual de 120 milhões de euros. A empresa fornece os setores do GPL, gases industriais e gases técnicos para diversos mercados internacionais.

Kristin forçou abastecimento elétrico por Espanha

9 June 2026 at 22:21
A ministra do Ambiente revelou em Madrid que os ventos de 220 km/h a 28 de janeiro danificaram as linhas de muito alta tensão. Cooperação ibérica também evitou cheias graves.

© PAULO CUNHA/LUSA

A ministra portuguesa destacou que Portugal e Espanha "trabalham em conjunto em muitas frentes"

Governo prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

Logo Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou, nesta terça-feira (9), que submeterá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32). A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada nos próximos 15 dias.

A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.

Notícias relacionadas:

“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.

De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.

"É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país", afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.

Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.

“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.

Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.

Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.

Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.

“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.

Governo prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou, nesta terça-feira (9), que submeterá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) uma proposta para elevar a mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% (E30) para até 32% (E32). A medida atende a uma demanda do setor de biocombustíveis e deve ser avaliada nos próximos 15 dias.

A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.

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“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.

De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.

"É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país", afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.

Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.

“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.

Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.

Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.

Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.

“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.

Mau tempo: Sul de Portugal abastecido de eletricidade por Espanha após Kristin

9 June 2026 at 20:30

O Sul de Portugal teve de ser temporariamente abastecido de eletricidade por Espanha na sequência da tempestade Kristin, no final de janeiro, por causa dos danos nas ligações energéticas no território nacional, revelou hoje a ministra do Ambiente.

“A ligação de muita alta tensão entre o Norte e o Sul de Portugal foi profundamente afetada” pela tempestade Kristin, “que varreu o país com ventos de mais de 220 quilómetros por hora, a 28 de janeiro deste ano”, disse Maria da Graça Carvalho, em Madrid.

“Como a grande parte da produção de eletricidade se encontra a Norte, o Sul do país foi abastecido através de Espanha”, acrescentou a ministra, que falava nas comemorações do 10 de Junho organizadas pela embaixada de Portugal em Madrid.

As comemorações oficiais em Madrid do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas decorreram hoje, num evento no auditório do Museu Nacional Rainha Sofía, que incluiu um concerto de Marta Pereira da Costa.

Na cerimónia esteve a ministra do Ambiente e da Energia de Portugal e a ministra para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico de Espanha, Sara Aagesen.

“A presença conjunta das duas ministras reveste-se de particular simbolismo num ano em que as cheias que afetaram Portugal deram origem a uma pronta demonstração de solidariedade por parte de Espanha”, explicou a Embaixada de Portugal, num comunicado.

Na intervenção que fez hoje em Madrid, a ministra portuguesa destacou que Portugal e Espanha “trabalham em conjunto em muitas frentes”.

Ainda por causa do mau tempo e das inundações que atingiram a Península Ibérica este ano, Maria Graça Carvalho lembrou a gestão conjunta dos rios partilhados pelos dois países e como “a boa coordenação entre as barragens portuguesas e espanholas, no rio Tejo, evitaram uma cheia de grande dimensão em Lisboa”.

“De igual modo, a coordenação a nível do Guadiana permitiu-nos calcular com antecedência os efeitos e retirar as populações, nomeadamente da zona baixa de Mértola”, acrescentou.

A gestão dos rios partilhados por Portugal e Espanha está regulada pela Convenção de Albufeira, “que já conta com 26 anos de existência”, como lembrou hoje a ministra portuguesa.

Os dois países assinaram em 2024, numa cimeira em Faro, um acordo qualificado então pelas duas partes como histórico e o mais relevante das últimas décadas em termos de água, que, no quadro da Convenção de Albufeira, passou a garantir caudais mínimos diários no rio Tejo e caudais ecológicos no rio Guadiana.

Na cimeira ibérica seguinte, em Huelva, em março deste ano, tanto o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, como o homólogo espanhol, Pedro Sánchez, referiram os temporais deste ano e destacaram que foram evitadas situações ainda mais graves graças à cooperação entre os dois países e aos acordos sobre água saídos da cimeira de Faro.

Luís Montenegro destacou a cooperação e articulação entre os dois governos por causa das cheias e disse que a gestão conjunta dos caudais “foi fundamental para que as consequências não tivessem sido ainda piores” nos dois países, “mas em particular do lado português”.

Além a energia e da água, a ministra Maria da Graça Carvalho destacou hoje a cooperação e alinhamento de Portugal e Espanha em fóruns multilaterais (europeus, ibero-americanos e outros) nas questões relacionados com o clima e a conservação da natureza e destacou um dos projetos de cooperação bilateral e “colaboração transfronteiriça” mais emblemático, o da recuperação do lince ibérico.

Numa referência ao apagão elétrico na Península Ibérico em 28 de abril do ano passado, a ministra sublinhou que houve “trabalho conjunto, diário, na recuperação da eletricidade”.

Empresa acata providência cautelar e suspende trabalhos em mina de lítio em Trás-os-Montes

9 June 2026 at 20:01

A empresa Savannah disse ter sido hoje notificada da ordem de suspensão temporária dos trabalhos associados à exploração de lítio na mina do Barroso, em Boticas, após providência cautelar admitida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela.

“Tal como antecipado, a Savannah foi hoje notificada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela de uma ordem de suspensão temporária dos trabalhos de geotecnia que temos vindo a desenvolver, na sequência da receção de uma providência cautelar”, pode ler-se em comunicado hoje divulgado pela Savannah.

Segundo a empresa, a notificação “foi entregue hoje” e, no seu entender, “tem efeitos apenas a partir de hoje”, o que “comprova o caráter ilegal do bloqueio feito na semana passada aos trabalhos”, criticando os promotores da ação.

“A Savannah lamenta mais uma tentativa por parte da direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB [Unidos em Defesa de Covas do Barroso] de atrasar o processo de desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso, sendo esta a terceira vez que submetem providências cautelares aos tribunais”, acrescenta.

Vai agora, “com tranquilidade, esperar pelo desenvolvimento do processo de apreciação dos méritos da referida providência cautelar”, e promete “retomar os trabalhos” assim que as autoridades competentes o autorizarem, lembrando que o mesmo aconteceu no ano passado.

Em 01 de junho, a empresa tinha dito que atuava sem incumprir a lei, uma vez que não tinha sido notificada de qualquer providência cautelar.

Em comunicado dessa altura, o Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso indicou que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela admitiu a providência cautelar apresentada a 27 de maio para “suspender os efeitos da servidão administrativa e dos trabalhos dela decorrentes até que seja apreciada a sua legalidade”, acrescentando que a Savannah está “obrigada a parar os trabalhos”.

Segundo o despacho de 29 de maio, a providência cautelar foi apresentada pela Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso contra o Ministério do Ambiente e da Energia, dando 10 dias para os interessados se pronunciarem.

A comunidade dos baldios de Covas do Barroso entende que a “servidão administrativa permite à empresa ocupar terrenos comunitários e privados à revelia da vontade dos proprietários e compartes, repetindo um padrão de imposição coerciva já denunciado durante a primeira servidão administrativa associada ao projeto mineiro”.

O Ministério do Ambiente já tinha autorizado uma primeira servidão em dezembro de 2024, que originou a apresentação de uma providência cautelar, por parte de proprietários de terreno, levando à suspensão dos trabalhos de prospeção durante 15 dias em fevereiro de 2025.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Donos da mina de Boticas lamentam nova tentativa de atrasar projeto de lítio

Os donos do projeto de lítio de Boticas, distrito de Vila Real, lamentam a nova tentativa de travar o projeto.

A Savannah confirmou esta terça-feira que recebeu uma ordem de suspensão temporária dos trabalhos de geotecnica dada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, na sequência de uma providência cautelar.

“A Savannah lamenta mais uma tentativa por parte da Direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB de atrasar o processo de desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso, sendo esta a terceira
vez que submetem providências cautelares aos tribunais”, segundo comunicado divulgado hoje.

“Estamos em total acordo com a Senhora Ministra do Ambiente e da Energia que referiu recentemente: “o verdadeiro “flagelo” no que toca à demora dos projetos são as providências cautelares e não os processos de licenciamento, que são “rigorosos” e têm tempo limite”, pode-se ler na nota.

A companhia britânica garante que vai “com tranquilidade, esperar pelo desenvolvimento do processo de apreciação dos méritos da referida providência cautelar. A Savannah irá também, com toda a normalidade, retomar os trabalhos assim que tenha confirmação para o fazer pelas autoridades competentes, tal como aconteceu no ano passado, em 2025”.

A empresa disse que só foi notificada hoje e que a suspensão só produz efeitos a partir desta data, “ao contrário do veiculado pelo grupo de sempre e que comprova o carácter ilegal do bloqueio feito na semana passada aos trabalhos das nossas equipas no terreno”.

Portugueses concluem projeto de baterias na América

A EDP Renováveis concluiu um projeto de baterias no estado do Arizona, nos Estados Unidos da América.

Este é o seu maior sistema de armazenamento de baterias com capacidade de 200 MW/800 MWh, suficiente para abastecer mais de 44 mil famílias.

O projeto Flatland Energy Storage vai contribuir para “garantir um fornecimento fiável durante períodos de maior procura e para apoiar o crescimento das necessidades energéticas do estado”.

“Os sistemas elétricos estão a tornar-se cada vez mais complexos e a procura de energia continua a aumentar, tornando cada vez mais importante o investimento em sistemas mais resilientes. Projetos de armazenamento de energia à escala, como este — o maior dentro do Grupo EDP até à data — são fundamentais para reforçar a estabilidade e a resiliência da rede, bem como para assegurar um desempenho mais fiável do sistema”, disse Miguel Stilwell d’Andrade, presidente-executivo do Grupo EDP.

Este projeto vai gerar mais de 17 milhões de euros de impacto económico local e regional ao longo da sua vida útil, incluindo receitas para as autoridades locais.

“A EDP Renováveis América do Norte é um dos principais promotores e operadores de infraestruturas de energia limpa no Arizona, com cerca de 600 MW de capacidade operacional bruta em energia solar e armazenamento, abastecendo o equivalente a mais de 113.000 lares”, segundo a companhia.

A EDP conta com um portfólio de mais de 460 MW de armazenamento em operação e em construção nos Estados Unidos, Europa, América do Sul e Ásia-Pacífico.

Fundo do Governo para eficiência energética no setor agrícola já está disponível e conta com apoio da SunEnergy

8 June 2026 at 23:03

As empresas do setor agrícola já podem candidatar-se ao novo apoio governamental “Investimento em Eficiência Energética, Produção e Armazenamento de Energia no setor agrícola”, uma medida que pretende acelerar a transição energética e reforçar a competitividade das explorações agrícolas portuguesas. Neste processo, a SunEnergy, empresa especializada em soluções de energias renováveis, posiciona-se como parceira das organizações que pretendam aproveitar esta oportunidade de financiamento, segundo o comunicado da empresa especializada em soluções de energias renováveis.

O programa prevê uma taxa de cofinanciamento até 80% a fundo perdido para investimentos em painéis fotovoltaicos, sistemas de armazenamento de energia através de baterias, auditorias e certificação energética, bem como sistemas de climatização e aquecimento solar.

As candidaturas decorrem até 30 de junho e contemplam apoios até 50 mil euros para produtores agrícolas, agropecuários e produtores de leite, podendo atingir os 300 mil euros no caso das Associações de Regantes, anuncia a SunEnergy.

“Com uma vasta experiência na implementação de soluções de energia renovável em diferentes setores de atividade, incluindo a agricultura, a SunEnergy está a disponibilizar apoio e informação às entidades interessadas em beneficiar deste incentivo”, refere a empresa que destaca a sua especialização em projetos de autoconsumo fotovoltaico e eficiência energética, áreas diretamente abrangidas pelo novo programa de financiamento.

Segundo Raul Santos, CEO da SunEnergy, a empresa reúne as competências técnicas e a experiência necessárias para apoiar os agentes do setor agrícola na concretização de investimentos que permitam reduzir custos energéticos e aumentar a sustentabilidade das suas operações. O responsável sublinha ainda a aposta contínua da empresa na qualidade dos equipamentos e na especialização das suas equipas técnicas.

A experiência da SunEnergy no setor agrícola foi recentemente reforçada com a conclusão de um projeto de autoconsumo fotovoltaico para a Associação de Regantes e Beneficiários de Idanha-a-Nova (ARBI), no distrito de Castelo Branco, explica a empresa. A instalação integrou 796 painéis solares fotovoltaicos de 550W, totalizando uma potência de 550 kW. De acordo com a empresa, o sistema permitirá uma redução significativa da fatura energética da associação, contribuindo simultaneamente para uma diminuição estimada de 350 toneladas de emissões de CO2 por ano.

Com presença nacional através de uma rede de delegações e profissionais especializados, a SunEnergy procura afirmar-se como “um dos principais parceiros para as empresas agrícolas que pretendam aproveitar os apoios públicos disponíveis para investir na produção e gestão eficiente de energia, reforçando a sustentabilidade e a competitividade do setor”.

Goldenergy e Panike assinam parceria para o fornecimento de biometano no setor alimentar

8 June 2026 at 22:11

A Goldenergy, comercializadora de eletricidade 100% verde e gás natural, e a Panike, empresa que atua no setor da panificação e pastelaria ultracongelada, formalizaram uma parceria estratégica para o fornecimento de biometano com garantias de origem certificadas. O acordo, que marca a estreia da Goldenergy no abastecimento deste gás renovável ao setor alimentar, visa apoiar a transição energética e a descarbonização da indústria panificadora.

O fornecimento de biometano foi reforçado em junho de 2026 com um aumento dos volumes adquiridos, passando a representar cerca de 2% do consumo total de gás da Panike.

Esta incorporação ecológica será implementada nas três unidades industriais da empresa, localizadas na Maia, em Santo Tirso e em Tondela. De acordo com a Panike, a utilização do biometano complementa os investimentos já realizados em eficiência energética e eletrificação, permitindo avançar na descarbonização de processos produtivos que dependem de energia térmica e cuja eletrificação total ainda não é tecnicamente viável.

O combustível utilizado garante compatibilidade total com as redes de transporte existentes, o que permite à Panike avançar no processo sem a necessidade de realizar investimentos adicionais em novos equipamentos ou alterações nas linhas de produção atuais.

Francesco Ascioti e Certa Energia: tra bollette poco chiare e consulenza indipendente nel mercato dell’energia

8 June 2026 at 15:06

Certa Energia, la consulenza che punta sulla trasparenza nel mercato di luce e gas

Negli ultimi anni il mercato dell’energia in Italia è entrato in una fase di trasformazione profonda, caratterizzata da una crescente liberalizzazione e da una moltiplicazione delle offerte disponibili per luce e gas. Questo processo, pensato per aumentare la concorrenza e favorire i consumatori, ha però generato effetti collaterali non trascurabili. Tra questi, uno dei più evidenti è la difficoltà, sempre più diffusa, nel comprendere le condizioni contrattuali e nel valutare con precisione la convenienza reale delle diverse proposte.

In questo scenario si inserisce il lavoro di Francesco Ascioti, fondatore di Certa Energia, realtà specializzata nella consulenza e nell’intermediazione nel mercato luce e gas. L’obiettivo del progetto è aiutare famiglie e consumatori a orientarsi in un settore percepito spesso come complesso, poco trasparente e difficile da interpretare. Molte famiglie, infatti, si trovano oggi a pagare bollette elevate senza avere strumenti chiari per capire se esistano alternative realmente più convenienti. Le voci di costo, spesso articolate e poco intuitive, rendono complesso il confronto diretto tra operatori. A ciò si aggiunge una percezione di scarsa trasparenza, alimentata negli anni da pratiche commerciali aggressive e da una comunicazione non sempre lineare.

È proprio da questa criticità che nasce la visione di Francesco Ascioti: creare un modello basato su consulenza personalizzata, chiarezza e indipendenza commerciale. “Nel nostro lavoro conta solo un aspetto: che il cliente ottenga un vantaggio reale e concreto. Non prendiamo scorciatoie e non ci facciamo influenzare da interessi esterni”, spiega Ascioti. Uno degli aspetti che differenzia Certa Energia da molti competitor riguarda infatti l’approccio etico adottato nella consulenza. L’azienda sottolinea la propria indipendenza rispetto a sponsorizzazioni esterne o logiche commerciali legate ai fornitori energetici, puntando invece sulla tutela concreta del cliente.

Il modello sviluppato da Francesco Ascioti si distingue per un’impostazione meno orientata alla vendita diretta e più focalizzata sull’analisi preliminare delle condizioni esistenti. Questo significa partire dalla situazione concreta del cliente, esaminando consumi, tariffe e abitudini, per poi valutare se esistano soluzioni più vantaggiose. Un altro tema centrale riguarda il contrasto alle truffe e alle pratiche poco trasparenti che negli anni hanno contribuito ad aumentare la diffidenza dei consumatori verso il settore energetico. “Sempre più persone ci contattano dopo esperienze negative o offerte poco chiare. Il nostro compito è aiutare i clienti a capire davvero cosa stanno firmando”, afferma Ascioti.

A rafforzare ulteriormente il rapporto di fiducia contribuisce anche una delle caratteristiche più distintive del servizio: una garanzia contrattuale sul risparmio. Certa Energia prevede infatti una clausola scritta che tutela il cliente, impegnandosi a generare un risparmio rispetto alla situazione di partenza. Qualora tale risultato non venga raggiunto secondo i parametri previsti dal contratto, l’azienda si impegna a rimborsare il costo del servizio. Una formula che punta a trasferire il rischio dall’utente al consulente e che rappresenta un elemento ancora poco diffuso nel mercato della consulenza energetica.

Con oltre 15.000 famiglie seguite e migliaia di recensioni verificate, il percorso di Francesco Ascioti e Certa Energia si inserisce in una dinamica di mercato in evoluzione, dove sempre più utenti cercano interlocutori percepiti come indipendenti, trasparenti e realmente orientati al vantaggio del consumatore.

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ONS encerra Plano Emergencial de Gestão de Excedentes com gerenciamento de 1.000 MW

7 June 2026 at 22:17

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que encerrou o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes na rede de distribuição neste domingo. De acordo com o órgão, foi solicitado aos distribuidores o gerenciamento de 1.000 Megawatts (MW) entre 10h e 14h deste domingo. O plano, inédito, foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e teve por objetivo evitar desequilíbrios no sistema por conta do excesso de oferta de energia.

"A medida foi indicada para poder equilibrar a alta geração de micro e minigeração distribuída, combinada a uma carga menor por conta do final de semana prolongado em função do feriado de Corpus Christi", diz a nota da ONS.

Segundo a entidade, os distribuidores foram avisados sobre a operação no sábado e realizaram manobras para manter o equilíbrio do Sistema Interligado Nacional (SIN). "Adicionalmente, o ONS implementou medidas operativas complementares para redução da geração no SIN. Em tempo real, o ONS manteve os agentes atualizados e coordenou as ações no SIN, realizando a gestão dos recursos disponíveis de acordo com a demanda da sociedade, em comunicação direta com os agentes do setor", menciona o comunicado.

Também em nota, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou neste domingo que as distribuidoras executaram os cortes nas usinas conectadas às redes de distribuição, chamadas de "Tipo III", seguindo os montantes estabelecidos pelo ONS. "Após avaliação técnica da execução do plano, a Abradee informará os principais impactos e resultados do acionamento do plano emergencial", disseram.

Na nota, a Abradee ainda destacou que segue à disposição para atuar conforme as necessidades do ONS, mas ressaltou a necessidade de adoção de políticas públicas "que possam reorganizar o sistema elétrico" do País.

 

© Maginifc

Plano emergencial, inédito no país, foi aprovado pela Aneel e coordenado em tempo real pelo ONS com distribuidoras do sistema elétrico nacional

Ministra do Ambiente destaca água como prioridade e aponta novos investimentos

6 June 2026 at 19:16

 A ministra do Ambiente destacou hoje a água como “o maior exemplo” da articulação entre agricultura e ambiente, apontando investimentos em curso e o reforço da capacidade de rega como prioridades do Governo. 

Na sessão de abertura da Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, a governante afirmou que a estratégia nacional para a água “não é uma manifestação de intenções, é um plano de execução”, sublinhando que já há obras no terreno e projetos em fase avançada.

Segundo disse, no Algarve estão em curso intervenções no ciclo urbano da água que totalizam cerca de 800 milhões de euros, incluindo reutilização de águas residuais, reforço de infraestruturas e aproveitamento de recursos existentes.

A ministra indicou que o foco do investimento está agora a deslocar-se para o Alentejo, onde destacou a barragem do Pisão, uma obra “esperada há 70 anos” e atualmente em execução, bem como projetos das Águas Públicas do Alentejo avaliados em mais de 250 milhões de euros.

Referiu ainda o lançamento iminente da barragem de Girabolhos, no Mondego, destinada ao controlo de cheias, abastecimento público e produção de energia.

Como resultado da recuperação das reservas hídricas, a governante adiantou que a Agência Portuguesa do Ambiente levantou a maioria das restrições à captação de águas subterrâneas, mantendo limitações apenas numa massa de água no Algarve.

No âmbito do reforço da disponibilidade hídrica para a agricultura, Maria da Graça Carvalho anunciou um aumento do volume máximo anual de Alqueva de 620 para 730 hectómetros cúbicos, permitindo concretizar o bloco de rega de Moura, há décadas reivindicado.

“São promessas com décadas que estão finalmente a avançar”, afirmou, defendendo que o atual Governo está a concretizar projetos adiados por sucessivos executivos.

A ministra enquadrou estas medidas numa visão mais ampla de articulação entre agricultura, ambiente e energia, salientando que o setor agrícola é “essencial” para a economia, o emprego e a coesão territorial, mas também para a sustentabilidade e a resposta às alterações climáticas.

“Falar de agricultura é cada vez mais falar de ambiente, de biodiversidade, de recursos hídricos e de energia”, afirmou.

Nesse âmbito, destacou a aposta no biometano como prioridade governativa e programas de apoio à eficiência energética e à produção de energia renovável no setor agrícola, incluindo o agrofotovoltaico.

A governante sublinhou ainda a cooperação entre os ministérios do Ambiente e da Agricultura, apontando medidas conjuntas como os apoios ao pastoreio para redução de combustível florestal, financiados em 30 milhões de euros pelo Fundo Ambiental.

Questionada pela Lusa sobre as críticas da associação ZERO, que considera a construção de barragens um modelo ultrapassado, a ministra rejeitou a acusação, defendendo que os projetos são alvo de “grande escrutínio ambiental” e têm sido validados judicialmente.

A associação ambientalista ZERO tem criticado a aposta do Governo na construção de novas barragens, considerando que esta resposta à escassez hídrica assenta num modelo ultrapassado, com impactos nos ecossistemas.

“Há um grande rigor e escrutínio ambiental nos projetos”, disse.

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L’intelligenza artificiale sempre più energivora: entro il 2030 consumerà il 3% dell’elettricità mondiale

L’intelligenza artificiale potrebbe arrivare entro il 2030 a consumare quasi il 3 per cento dell’intera elettricità mondiale, con un’impronta ambientale che va ben oltre le emissioni di carbonio e coinvolge acqua, suolo, risorse minerarie e rifiuti elettronici. È quanto emerge dal nuovo rapporto dell’Istituto per l’Acqua, l’Ambiente e la Salute dell’Università delle Nazioni Unite (UNU-INWEH), coordinato da Kaveh Madani e guidato da Miriam Aczel. Lo studio, intitolato “Environmental Cost of AI’s Energy Use: Carbon, Water and Land Footprints”, offre la più ampia valutazione realizzata finora sull’impatto ambientale dell’intelligenza artificiale e avverte che la rapida crescita del settore rischia di aggravare pressioni già critiche su ecosistemi e risorse naturali.

Secondo il rapporto, la spesa globale per l’intelligenza artificiale dovrebbe superare i 2.500 miliardi di dollari nel 2026, mentre il valore complessivo del mercato potrebbe crescere da 189 miliardi di dollari nel 2023 a quasi 5.000 miliardi entro il 2033. Dietro questa espansione si nasconde una crescente domanda di energia e infrastrutture fisiche che comprende data center, sistemi di raffreddamento, reti elettriche, estrazione di minerali critici e gestione dei rifiuti elettronici. Gli autori sottolineano che l’impatto dell’IA non può essere valutato soltanto attraverso le emissioni di CO₂, ma deve includere anche il consumo di acqua, l’occupazione del suolo e gli effetti sulle comunità che ospitano queste infrastrutture.

Il rapporto evidenzia che i data center, cuore fisico dell’intelligenza artificiale, nel 2025 consumeranno circa 448 terawattora di elettricità. Se fossero uno Stato, si collocherebbero all’undicesimo posto mondiale per consumi energetici, su livelli paragonabili a quelli della Francia. Oggi i carichi di lavoro legati all’IA rappresentano circa il 20 per cento del consumo elettrico dei data center, ma questa quota potrebbe salire al 40 per cento entro il 2030. In questo scenario il fabbisogno energetico dell’intelligenza artificiale raggiungerebbe 945 terawattora annui, pari a quasi il 3 per cento del consumo elettrico globale previsto. Una quantità sufficiente, osservano gli autori, ad alimentare per oltre cinque anni tutti gli 1,3 miliardi di abitanti dell’Africa subsahariana.

Le conseguenze climatiche potrebbero essere altrettanto rilevanti. A seconda delle fonti energetiche utilizzate, le emissioni associate al funzionamento dell’intelligenza artificiale potrebbero raggiungere 400 milioni di tonnellate di CO₂ equivalente, una quantità paragonabile alle emissioni annuali complessive del Regno Unito. Parallelamente, la superficie necessaria per produrre tale energia supererebbe i 14 mila chilometri quadrati, un’estensione simile a quella dell’Irlanda del Nord.

Particolarmente preoccupante è il capitolo dedicato all’acqua. I ricercatori stimano che entro il 2030 i data center potrebbero utilizzare circa 9,3 trilioni di litri d’acqua. Una quantità sufficiente a soddisfare il fabbisogno minimo di acqua potabile dell’intera popolazione mondiale per circa un anno e mezzo. “I prelievi su larga scala possono mettere sotto pressione falde acquifere e sistemi fluviali, soprattutto nelle regioni aride o già caratterizzate da scarsità idrica”, avverte il rapporto.

Lo studio analizza anche l’impatto delle applicazioni di uso quotidiano. L’addestramento di ChatGPT-5 avrebbe richiesto circa 100 gigawattora di elettricità, con un’impronta idrica stimata in un miliardo di litri e un consumo di suolo equivalente a circa 215 campi da calcio. Ma secondo gli autori il problema principale non è l’addestramento dei modelli bensì il loro utilizzo continuo. ChatGPT processerebbe infatti circa 2,5 miliardi di richieste al giorno. Una ricerca generativa basata sull’IA richiede fino a dieci volte più energia rispetto a una ricerca tradizionale sul web.

Il rapporto richiama inoltre l’attenzione sulla crescente produzione di rifiuti elettronici. Entro il 2030 le infrastrutture dell’intelligenza artificiale potrebbero generare fino a 2,5 milioni di tonnellate di e-waste all’anno, equivalenti a circa 250 Torri Eiffel da smaltire ogni anno. Gli autori evidenziano anche una forte asimmetria globale: il 90 per cento della capacità di calcolo avanzata per l’IA è concentrato tra Stati Uniti e Cina, mentre oltre 150 Paesi non dispongono di infrastrutture nazionali dedicate. Nel frattempo, gran parte dell’estrazione mineraria necessaria alla produzione dei componenti elettronici avviene nei Paesi in via di sviluppo, che sopportano gran parte dei costi ambientali senza beneficiare in modo proporzionale dei vantaggi economici e strategici dell’intelligenza artificiale.

“L’impatto ambientale dell’IA non è statico. Dipende dalle infrastrutture, dalle fonti energetiche, dalla progettazione dei modelli ma anche dalla quantità e dalle modalità di utilizzo”, osserva Miriam Aczel, autrice principale del rapporto. Per questo motivo l’Università delle Nazioni Unite propone una serie di raccomandazioni rivolte a governi, industria, gestori di data center, investitori e utenti finali, chiedendo maggiore trasparenza, standard internazionali condivisi e una governance che tenga conto contemporaneamente di carbonio, acqua, territorio e giustizia ambientale.

Tra le indicazioni più insolite figura anche l’invito a ridurre la lunghezza delle interazioni con i sistemi di IA. Secondo il rapporto, una modalità di risposta più concisa potrebbe ridurre del 30 per cento il numero di token elaborati da ChatGPT, con un risparmio stimato tra 87 e 98 gigawattora di elettricità all’anno. “L’intelligenza artificiale offre un potenziale straordinario, ma ogni interazione si basa su risorse limitate”, conclude il rapporto. “Un’intelligenza artificiale responsabile è possibile solo se innovazione e sostenibilità crescono insieme entro i limiti del pianeta”.

Emanuele Perugini

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Cientistas descobrem efeito quântico que pode acabar com as baterias

By: ZAP
6 June 2026 at 07:20
Uma nova forma de controlar um fenómeno quântico invulgar poderá, um dia, ajudar a alimentar dispositivos electrónicos sem baterias. Uma equipa de investigadores descobriu como imperfeições microscópicas e vibrações atómicas podem ser usadas para controlar um poderoso efeito quântico num material avançado. Esse efeito pode transformar sinais eléctricos alternados presentes no ambiente directamente no tipo de corrente de que os dispositivos electrónicos precisam, sem recorrer a componentes tradicionais. À medida que a temperatura muda, o sinal pode até inverter a direcção, oferecendo aos cientistas uma nova forma de ajustar o desempenho dos dispositivos. A equipa internacional de investigadores, liderada por

Obra urgente para «salvar época balnear» na Fuzeta-Mar fica pronta na próxima semana

6 June 2026 at 02:00

A obra de reposição de areia da praia da Fuzeta-Mar, no concelho de Olhão, vai ficar pronta na próxima semana e vai permitir «salvar a época balnear» naquela zona do litoral algarvio, disse ontem a ministra do Ambiente, durante uma visita aos trabalhos.

«É uma obra de emergência, de 400 mil euros, com 40 mil metros cúbicos de areia. Senão, não havia praia, a areia foi levada pelas tempestades» do início do ano, referiu aos jornalistas Maria da Graça Carvalho, após uma visita à praia, esta sexta-feira.

A intervenção «fica pronta daqui a cinco dias, para a semana está pronta», garantiu a governante, lembrando que está prevista para a mesma zona balnear uma recarga de areia de maior dimensão.

«Será uma obra de um milhão de euros e vai ser cerca de 150 mil metros cúbicos. Mas essa dura quatro a cinco meses, portanto, não dava tempo para esta época balnear», argumentou sobre uma «obra estruturante para consolidar» a praia.

A ministra do Ambiente reforçou que, face à calendarização dessa intervenção, prevista, aliás, já há mais de um ano, «esta obra urgente» foi «feita mesmo para salvar a época balnear» na praia da Fuzeta-Mar, à semelhança do que já tinha sido efetuado no ano passado.

«Ainda bem que o fizemos, porque esta é uma praia maravilhosa, tem todas as classificações, Bandeira Azul, a classificação Zero Poluição, é um ex-libris da nossa costa, é lindíssima, e também é aqui uma homenagem ao nosso litoral e à nossa qualidade das praias. E no Dia do Ambiente, eu estou aqui na praia, na Fuseta, a comemorar» a data, sublinhou Maria da Graça Carvalho, acompanhada por Pimenta Machado, presidente da APA, e Ricardo Calé, presidente da Câmara de Olhão.

Sul Informação
Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Na praia da Fuzeta-Mar, os temporais de início de ano agravaram o recuo da linha de costa, verificando-se «uma acentuada perda de sedimentos e a escavação da base do cordão dunar», lê-se nas peças de procedimento do concurso que foi lançado em Maio pela Câmara de Olhão.

A erosão originou «a destruição de passadiços de acesso à praia» e «risco acrescido para as infraestruturas existentes».

Assim, foi considerando que era preciso «salvaguardar infraestruturas balneares, reduzir riscos para utentes e permitir a abertura da época balnear de 2026», através da reposição de cerca de 40 mil metros cúbicos de areia.

A intervenção consiste na movimentação de areias existentes na zona próxima do delta de vazante da barra da Fuseta, transportadas por via terrestre ao longo da praia e depositadas de forma controlada junto às unidades balneares.

Mais tarde, avançará a intervenção mais estrutural: o reforço da Praia da Fuzeta-Mar com cerca de 150 mil metros cúbicos de areia, a dragar no canal e na barra da Fuzeta, com o objetivo de aumentar em 30 metros a largura da praia emersa.

Esta obra já tinha sido anunciada no ano passado e estava prevista na proposta de Plano Plurianual de Dragagens para os Portos do Algarve 2024-2026, elaborada pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Fotos: Luz Venceslau | Sul Informação

Nota: Luz Venceslau é aluna finalista do curso de Fotografia Profissional 24|26 da ETIC_Algarve – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve e está a fazer o seu estágio curricular no Sul Informação

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Ministra do Ambiente insiste que areal das praias é livre exceto nas concessões e faixas de segurança

5 June 2026 at 16:36

A ministra do Ambiente sublinhou hoje que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe às autarquias definir essas áreas e divulgar os planos de praia.

“Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia, tanto através da sinalética, como — e eu aconselho vivamente —, através de um esquema à entrada da praia: ‘olhe, este espaço é concessão, este espaço é de segurança, tudo o resto é livre’”, afirmou Maria da Graça Carvalho numa visita à Praia da Fuseta-mar, em Olhão, no distrito de Faro.

Questionada pelos jornalistas sobre a existência de sinalética que ainda encaminha os banhistas para as zonas da praia não concessionadas, a governante referiu que, nesses casos, a sinalética tem de ser revista para que seja colocada a informação correta e não haja dúvidas para os banhistas.

“Os presidentes de câmara têm de verificar e, se acharem que a sinalética não está bem, corrigi-la, mas não é uma coisa sistemática. A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei, porque a última norma que clarifica isto é de 2012, há 14 anos”, frisou.

Falando aos jornalistas numa visita à intervenção de emergência de reforço sedimentar em curso naquela praia do distrito de Faro, Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada.

Lembrando que as regras de segurança são definidas pelas câmaras municipais em conjunto com as autoridades marítimas, a ministra do Ambiente e Ação Climática notou que a organização do areal pode e deve ter em conta as características morfológicas de cada praia.

“Por exemplo, uma praia muito grande como a de Monte Gordo será diferente de uma praia pequena como algumas em Lagos ou em Armação de Pêra”, ilustrou, referindo que, desde que respeitada a regra de que as concessões não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia, a organização pode variar.

“A segurança pode incluir faixas em redor das concessões, em redor das entradas para a praia — que são sempre públicas —, em frente aos nadadores-salvadores e aos barcos utilizados para o salvamento, e junto ao mar. Estas são faixas de segurança. As concessões podem ser mais estreitas e ir mais perto do mar, ou podem ser mais largas e ficar mais recuadas”, exemplificou.

Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares, informando que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.

No esclarecimento, a APA reforça que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre” e refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares.

Assim, “as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares”, acrescenta a APA.

Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Nota: Luz Venceslau é aluna finalista do curso de Fotografia Profissional 24|26 da ETIC_Algarve – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve e está a fazer o seu estágio curricular no Sul Informação

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Três países controlam o mercado do lítio. Uma startup do MIT quer quebrar esse domínio

5 June 2026 at 08:00
A mineração de lítio é como uma corrida ao ouro moderna. Um novo processo para extrair lítio de rocha rica neste metal poderá reduzir drasticamente os custos e a poluição — e descentralizar a produção mundial de lítio. Uma equipa de investigadores do MIT desenvolveu uma forma mais limpa e mais barata de extrair lítio de rocha dura, um avanço que poderá enfraquecer o domínio dos três países que atualmente controlam a oferta mundial: China, a Austrália e o Chile. O lítio é o ingrediente central das baterias que alimentam smartphones, veículos elétricos e sistemas de inteligência artificial, e a

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