Miranda Sarmento destaca "resiliência" da economia portuguesa


Santo Domingo, 9 jun (Prensa Latina) La producción agrícola de República Dominicana creció durante el primer trimestre de 2026, impulsada principalmente por el aumento de las cosechas de frutas, hortalizas y leguminosas, trascendió hoy.
The post Producción agrícola crece en Dominicana impulsada por frutas first appeared on Noticias Prensa Latina.


A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta terça-feira, mista com o Nasdaq a liderar as perdas. O Dow Jones somou 0,17% para 50.870,94 pontos, o S&P 500 perdeu 0,27% para 7.385,48 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 0,97% para 25.678,82 pontos.
Wall Street fechou mista nesta terça-feira, com o Nasdaq a liderar as perdas (chegando a cair 3%) numa sessão na qual o índice de tecnologia foi pressionado por ações de inteligência artificial (IA).
Isto ocorre após a recuperação que essas empresas apresentaram na segunda-feira, com a volta em força dos compradores que aproveitaram as quedas, dando continuidade ao comportamento já comum que basicamente impede que as perdas se transformem em ajustes saudáveis de avaliação.
A sessão foi marcada pela escalada da guerra do Médio Oriente. O presidente dos EUA anunciou esta terça-feira que voltaram a atacar o Irão como resposta pelo abate de um helicóptero norte-americano ao largo da costa de Omã. Donald Trump prometeu retaliação contra o regime de Teerão.
Numa publicação nas redes sociais, o Comando Central dos EUA refere que a ação militar é “uma resposta proporcional à injustificada agressão iraniana”, tendo “lançado ataques em auto-defesa contra o Irão às 17:00 [hora de Washington] por ordem do comandante em chefe”.
O petróleo reduziu as quedas que vinha a registar depois de Donald Trump ter afirmado que os EUA devem responder a um ataque a um helicóptero norte-americano, que o republicano diz ter sido levado a cabo por forças militares iranianas, diminuindo as esperanças de uma resolução rápida do conflito.
O crude WTI no NYMEX subiu 1,53% para 89,55 dólares.


O segundo escalão de servidores do BC (Banco Central) escreveu uma carta aberta a senadores reafirmando o compromisso com a instituição e manifestando apoio integral à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65, que institui a autonomia orçamentária, financeira, administrativa e operacional do BC.
“O Pix, patrimônio público do Estado brasileiro e referência mundial, precisa ser preservado e fortalecido. Para que continue a evoluir e servir à sociedade, é essencial garantir-lhe recursos humanos e orçamentários adequados de forma perene”, enfatizaram.
O documento é assinado pelos secretário-executivo, chefes de departamento e de chefes de gabinete da diretoria e da presidência da autarquia. Dessa elite do BC, apenas o corregedor e os dois chefes da Procuradoria não assinaram o documento por conta das atividades desempenhadas na instituição.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, e a diretoria da autoridade monetária também defendem a PEC 65.
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado deve apreciar o texto nesta quarta-feira, 10, após um período de vaivéns. O relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM) já fez a leitura do documento final e houve pedido de vistas.
Os servidores do BC alegam que avanços da inclusão financeira, com milhões de brasileiros incorporados ao sistema financeiro e o aumento expressivo de instituições supervisionadas, exigem uma supervisão mais ampla e rigorosa.
“A redução de pessoal nos últimos anos, entretanto, ameaça a capacidade do Banco Central de acompanhar esse crescimento e preservar a estabilidade financeira do país”, escreveram.
Para os funcionários do BC, o texto apresentado pelo relator traz as condições necessárias para enfrentar esses desafios.
“Ele fortalece a autonomia institucional do Banco Central, assegurando que nossa atuação permaneça técnica e voltada ao interesse público. Com contribuições de diversos setores da sociedade, este debate amadureceu e a proposta evoluiu. Entendemos que é chegado o momento de avançar. Por isso, manifestamos nosso apoio integral à proposta do relator e defendemos sua votação imediata. Confiamos que o Senado da República reconhecerá a importância desta decisão para o futuro do sistema financeiro nacional e para o Brasil”, traz o texto ao final.
Santo Domingo, 9 jun (Prensa Latina) La inflación interanual en República Dominicana se ubicó en 5.35 por ciento al cierre de mayo de 2026, por encima del límite superior del rango meta establecido por el Banco Central, informó hoy la entidad monetaria.
The post Alza de combustibles impulsa inflación en la República Dominicana first appeared on Noticias Prensa Latina.
Entidades do setor comercial e industrial brasileiro publicaram, nesta terça-feira (9), uma carta aberta dirigida a senadores e senadoras pedindo a aprovação da PEC 12/2026, apelidada de PEC do trabalho flexível. A proposta, protocolada por 36 parlamentares, é apresentada como uma alternativa à PEC pelo fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio deste ano.
O documento é assinado por grandes entidades como a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a CNC (Confederação Nacional do Comércio), a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Juntas, essas organizações representam mais de 40 milhões de empregos e 91% do PIB nacional. As associações defendem que a rigidez da proposta aprovada na Câmara aumentará os custos de produtos e serviços e prejudicará trabalhadores que dependem de comissões.
Em entrevista exclusiva ao CNN Money, Vander Costa, presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), afirmou apoiar o debate sobre a flexibilização.
“A PEC permite que o trabalhador opte por trabalhar um dia e folgar seis, trabalhar seis e folgar um, e não tira nenhum direito do trabalhador”, declarou. Ele ressaltou que o tema ainda não está maduro o suficiente para ser implementado via emenda constitucional sem um debate mais amplo com a sociedade.
Vander Costa alertou que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, conforme previsto na proposta aprovada na Câmara, elevará os custos para os empresários.
“Isso vai gerar inflação, vai gerar perda de poder aquisitivo. O salário real vai cair, toda a população brasileira vai perder o poder de compra”, afirmou. No setor de transportes, especificamente, ele estimou um aumento de custo de aproximadamente 10%, com impacto de cerca de R$ 11 a R$ 12 bilhões por ano na sociedade.
Sobre a possibilidade de coexistência das duas propostas, Vander Costa considerou viável. “Elas podem coexistir de uma forma que cabe ao trabalhador a opção que ele fizer”, disse, acrescentando que a PEC do trabalho flexível se assemelha ao modelo norte-americano de trabalho, no qual o trabalhador tem liberdade para definir quantos dias por semana deseja trabalhar.
O representante da CNT pediu ainda que o Senado siga o rito previsto na Constituição, com a formação de uma comissão, realização de audiências públicas e votação em dois turnos com o interstício constitucional.
Estudo: fim da escala 6×1 pode reduzir PIB, renda, empregos e empresas
A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.
Notícias relacionadas:
“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.
De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.
"É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país", afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.
Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.
“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.
Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.
Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.
Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.
“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.
A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros ministros de Estado e líderes de associações e empresários do setor, no Palácio do Planalto.
Notícias relacionadas:
“Sabemos que podemos ir até E35, mas os estudos técnicos necessários para se avançar na mistura nos permitem ir até o E32. Foi uma reivindicação trazida hoje pelo setor”, disse Silveira.
De acordo com o ministro, a iniciativa faz parte da agenda de descarbonização e fortalecimento da segurança energética do país, impulsionada pela Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. Ele destacou que o aumento da mistura reduzirá a dependência externa do país, estimando uma economia de 450 milhões de litros de gasolina importada.
"É segurança energética, é modicidade no preço do combustível, é descarbonização, é desenvolvimento nacional, é mais plantio, é mais emprego, é mais renda. São políticas públicas focadas no desenvolvimento do país", afirmou Silveira, reforçando que a medida ainda minimiza as oscilações de preço dos combustíveis causadas por conflitos internacionais.
Representantes da indústria de biocombustíveis que participaram do encontro classificaram a reunião como muito produtiva e reforçaram o papel do etanol na segurança energética do país e na redução de preços ao consumidor.
“Hoje, o litro do etanol custa em média R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina. Ou seja, um aumento da mistura de 2% vai trazer uma redução equivalente a essa para o consumidor”, explicou o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi.
Ele acrescentou que, nos últimos três meses, desde o início do conflito no Irã, a diferença de preço entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros e evitou o gasto de R$ 8 bilhões do país com importações de gasolina.
Sobre os debates em torno do comportamento dos motores com a nova composição do combustível, Gussi garante a viabilidade técnica da mudança e destacou que a mistura de 32% já foi testada com sucesso quando houve o aumento para 30%, em junho do ano passado.
Ainda, sobre a permanente demanda por etanol anidro no país e os impactos na produção agrícola, o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, afirmou que as políticas públicas estruturadas nos últimos anos impulsionaram o setor. Para este ano, ele projeta um acréscimo de mais de 4 bilhões de litros de etanol na produção.
“Então, é uma oportunidade para o Brasil, para descarbonizar ainda mais a nossa matriz de transporte, e para o consumidor brasileiro é um excelente momento de, realmente, utilizar a tecnologia que ele tem no veículo e optar por etanol, que está mais barato do que a gasolina em diversas regiões”, disse Campos.


O Sul de Portugal teve de ser temporariamente abastecido de eletricidade por Espanha na sequência da tempestade Kristin, no final de janeiro, por causa dos danos nas ligações energéticas no território nacional, revelou hoje a ministra do Ambiente.
“A ligação de muita alta tensão entre o Norte e o Sul de Portugal foi profundamente afetada” pela tempestade Kristin, “que varreu o país com ventos de mais de 220 quilómetros por hora, a 28 de janeiro deste ano”, disse Maria da Graça Carvalho, em Madrid.
“Como a grande parte da produção de eletricidade se encontra a Norte, o Sul do país foi abastecido através de Espanha”, acrescentou a ministra, que falava nas comemorações do 10 de Junho organizadas pela embaixada de Portugal em Madrid.
As comemorações oficiais em Madrid do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas decorreram hoje, num evento no auditório do Museu Nacional Rainha Sofía, que incluiu um concerto de Marta Pereira da Costa.
Na cerimónia esteve a ministra do Ambiente e da Energia de Portugal e a ministra para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico de Espanha, Sara Aagesen.
“A presença conjunta das duas ministras reveste-se de particular simbolismo num ano em que as cheias que afetaram Portugal deram origem a uma pronta demonstração de solidariedade por parte de Espanha”, explicou a Embaixada de Portugal, num comunicado.
Na intervenção que fez hoje em Madrid, a ministra portuguesa destacou que Portugal e Espanha “trabalham em conjunto em muitas frentes”.
Ainda por causa do mau tempo e das inundações que atingiram a Península Ibérica este ano, Maria Graça Carvalho lembrou a gestão conjunta dos rios partilhados pelos dois países e como “a boa coordenação entre as barragens portuguesas e espanholas, no rio Tejo, evitaram uma cheia de grande dimensão em Lisboa”.
“De igual modo, a coordenação a nível do Guadiana permitiu-nos calcular com antecedência os efeitos e retirar as populações, nomeadamente da zona baixa de Mértola”, acrescentou.
A gestão dos rios partilhados por Portugal e Espanha está regulada pela Convenção de Albufeira, “que já conta com 26 anos de existência”, como lembrou hoje a ministra portuguesa.
Os dois países assinaram em 2024, numa cimeira em Faro, um acordo qualificado então pelas duas partes como histórico e o mais relevante das últimas décadas em termos de água, que, no quadro da Convenção de Albufeira, passou a garantir caudais mínimos diários no rio Tejo e caudais ecológicos no rio Guadiana.
Na cimeira ibérica seguinte, em Huelva, em março deste ano, tanto o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, como o homólogo espanhol, Pedro Sánchez, referiram os temporais deste ano e destacaram que foram evitadas situações ainda mais graves graças à cooperação entre os dois países e aos acordos sobre água saídos da cimeira de Faro.
Luís Montenegro destacou a cooperação e articulação entre os dois governos por causa das cheias e disse que a gestão conjunta dos caudais “foi fundamental para que as consequências não tivessem sido ainda piores” nos dois países, “mas em particular do lado português”.
Além a energia e da água, a ministra Maria da Graça Carvalho destacou hoje a cooperação e alinhamento de Portugal e Espanha em fóruns multilaterais (europeus, ibero-americanos e outros) nas questões relacionados com o clima e a conservação da natureza e destacou um dos projetos de cooperação bilateral e “colaboração transfronteiriça” mais emblemático, o da recuperação do lince ibérico.
Numa referência ao apagão elétrico na Península Ibérico em 28 de abril do ano passado, a ministra sublinhou que houve “trabalho conjunto, diário, na recuperação da eletricidade”.
O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson de Souza, disse nesta terça-feira (9) que a instituição regional pretende divulgar o seu balanço financeiro de 2025 até 30 de junho. O executivo ressaltou, porém, que é necessário solucionar algumas pendências antes da publicação do documento.
O banco precisa de um aporte de R$ 8,8 bilhões para melhorar os seus índices de saúde financeira, dos quais R$ 6,5 bilhões serão adquiridos via empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Outros R$ 2,2 bilhões serão aportados com recursos que o GDF (Governo do Distrito Federal) obteve com a securitização da dívida ativa.
Para concluir as negociações desse empréstimo, o GDF aguarda a aprovação de um projeto de lei pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. A expectativa é de que os deputados distritais analisem o texto ainda nesta terça-feira (9).
A proposta em tramitação ratifica o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal, que possibilitou que o Governo do Distrito Federal conseguisse um empréstimo junto ao FGC. Caso o crédito seja liberado, haverá garantia de um sindicato de bancos S1 (bancos com tamanho igual ou maior do que 10% do PIB).
Além do empréstimo, o BRB também aguarda a conclusão de uma auditoria contábil. O parecer é necessário para revisar o trabalho da auditoria forense sobre as operações entre o Banco Master e a instituição regional. A auditoria forense foi realizada por um escritório independente e concluiu seu trabalho em 31 de março.
“A divulgação ocorrerá tão logo sejam concluídos os procedimentos de auditoria independente, validação contábil e tramitação regulatória exigidas pelas normas aplicadas. Estejam certos, a quem mais interessa divulgar o balanço é o próprio BRB, tendo em vista a corrida de liquidez que cada vez se acentua, tendo em vista a não divulgação desse balanço”, disse Nelson.
O prazo final para divulgação do balanço encerrou em 31 de março. O atraso na divulgação prejudica a imagem do banco, que teve seu rating rebaixado pela S&P Global pela 2ª vez em menos de três meses.
O presidente do BRB participou de uma audiência realizada pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na manhã desta terça-feira (9). Após responder as perguntas dos senadores, Nelson afirmou a jornalistas que há mais de 20 processos sendo conduzidos contra servidores da instituição por envolvimento nas fraudes do Master.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (9) que deve submeter, nos próximos 15 dias, uma resolução ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) para avaliar o aumento da mistura do etanol anidro de 30% para 32%, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em 24 de junho de 2025, o CNPE aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 27% para 30%, conhecido como E30. A medida entrou em vigor em 1° de agosto do ano passado.
Passado menos de um ano, a possibilidade de mais um aumento de 2% já havia sido anunciada pelo ministro Silveira em abril.
A afirmação aconteceu após reunião com o presidente e demais associações e empresários do setor de energia. Segundo Silveira, a reivindicação realizada hoje deve permitir um maior debate sobre o tema da segurança energética e descarbonização no país.
O ministro também ressaltou que, com o aumento de 2%, 450 milhões de litros de gasolina deixarão de ser importados. “Com isso, podemos nos tornar autossuficientes, deixando de ser necessária a importação de gasolina e minimizando também os impactos da guerra”, afirmou.
Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), também presente na reunião e coletiva de imprensa, desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, a diferença entre o preço do etanol e gasolina fez com que brasileiro economizasse R$ 2 bilhões.
“O Brasil deixou de gastar R$ 8 bilhões com importação de gasolina durante esse período”, afirmou.
Gussi também ressaltou que o etanol custa, em média, R$ 2,40 menos do que o litro da gasolina e, com o aumento de 2% na mistura, isso também deve ser refletido nos valores e trazer redução ao consumidor. Além disso, segundo o presidente da UNICA, a mistura de 32% já foi testada “com sucesso” quando a mistura foi elevada para 30%.
Entenda se mais etanol na gasolina pode reduzir preço do combustível
A Euronext anunciou esta terça-feira, 9 de junho de 2026, os resultados da revisão anual do índice PSI, que não registou quaisquer alterações na sua composição. A atualização será implementada após o fecho dos mercados na sexta-feira, 19 de junho, produzindo efeitos a partir de segunda-feira, 22 de junho de 2026.
O índice principal da bolsa de Lisboa, o PSI (antigo PSI-20), é atualmente composto por 16 empresas cotadas.
De acordo com a entidade gestora, a revisão trimestral de junho concluiu pela manutenção de todas as empresas atualmente incluídas no principal índice bolsista nacional. Ainda assim, o supervisor independente reserva-se o direito de alterar a seleção divulgada, nomeadamente em caso de exclusão motivada por uma operação de aquisição, até à publicação dos dados finais após o fecho do mercado na quarta-feira, 17 de junho. A Euronext esclarece que quaisquer eventos ocorridos após essa data não implicarão a substituição de empresas que venham eventualmente a ser removidas da composição final do índice.
O PSI integra a família de índices da Euronext e é alvo de revisões trimestrais em junho, setembro e dezembro, sendo a revisão anual completa realizada em março. A próxima reunião do Comité de Índices (Index Steering Committee) está agendada para 9 de setembro de 2026.

© FERNANDO VELUDO/LUSA

© FERNANDO VELUDO/LUSA
O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antonio de Souza, afirmou que a instituição prevê chegar a 2028 com lucro líquido de R$ 1 bilhão.
A fala ocorreu nesta terça-feira (9), quando o presidente participou de audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal.
Na reunião, o presidente foi questionado sobre a situação financeira do BRB, bem como as operações entre o banco público e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Devido a essas operações, o BRB enfrenta uma crise de liquidez e patrimônio, e teve que recorrer a um aporte por parte do GDF (Governo do Distrito Federal), controlador do BRB.
“Fizemos um plano conservador, vamos ter condições, e pela competência da equipe técnica que veio, vamos chegar em 2028 com LL [Lucro Líquido] acima de R$ 1 bi”, disse.
O aporte feito pelo GDF será de R$ 8,8 bilhões, e contará com R$ 6,6 bilhões que serão adquiridos via empréstimo junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Os outros R$ 2,2 bilhões serão aportados com recursos que o GDF obteve com a securitização da dívida ativa.
Rombo do Banco Master
Ainda na reunião, o presidente Nelson Antonio de Souza, detalhou as perdas e operações do BRB junto ao Banco Master. Segundo o presidente, quando assumiu a presidência do BRB, no fim de novembro do ano passado, foi constatado que BRB e Master transacionaram um montante de R$ 30 bilhões, entre 2024 e outubro de 2025.
Desse valor, R$ 21,9 bilhões são referentes a carteiras do Master no BRB, divididos em quatro grupos. Uma carteira de pessoa física, outra carteira de CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários), uma terceira carteira com 19 fundos de investimentos, sendo 17 nacionais e 2 em paraísos fiscais, e uma quarta carteira de pessoas jurídicas.
De acordo com Nelson, após uma análise da equipe técnica do BRB, foi avaliada a necessidade de provisionar um montante de R$ 8,8 bilhões. Ou seja, incluir no balanço financeiro da instituição como possíveis perdas futuras. O presidente justifica que esse provisionamento foi o embasamento para o pedido de aporte do GDF no BRB.