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Renato Veiga garante “baterias” apesar da época mais longa da carreira

O central Renato Veiga recusou hoje que lhe faltem “baterias” no Mundial2026 de futebol com Portugal, apesar da época mais longa da carreira, e mostrou-se honrado por utilizar a camisola ‘13’ de Eusébio.

“Não digo que seja um peso, mas sim um privilégio. Foi a camisola que Eusébio utilizou no Campeonato do Mundo de 1966 e isso traz uma motivação extra”, afirmou Renato Veiga, em conferência de imprensa na Cidade do Futebol, em Oeiras, minutos antes de mais um treino da seleção nacional.

Aos 22 anos, o defesa viveu a mais longa época da carreira ao serviço do Villarreal, tendo disputado 42 jogos pela formação espanhola, mas assegurou que lhe não vai faltar energia no Mundial2026.

“Joguei muito e isso era algo que procurava. Isso é muito importante para um jogador da minha idade. Assim, consigo crescer e ter a continuidade que nos últimos dois anos não tive. Mas, de certeza que não faltarão baterias”, frisou, visivelmente bem disposto, lembrando que ainda está “longe” dos objetivos que quer alcançar na sua carreira.

Veiga abordou a expulsão de Rafael Leão no jogo particular com o Chile, que pode afastar o avançado do primeiro jogo do Campeonato do Mundo, e confessou que entendeu a reação do jogador do AC Milan.

“Aquilo é o nosso balneário. Quando um dos nossos está em conflito, o mais perto foi ajudar. Ele foi proteger o colega de equipa [João Cancelo]. Protegemo-nos uns aos outros, mas claro que é preciso ter cabeça fria”, referiu.

No dia em que se assinala um ano da conquista da segunda Liga das Nações de Portugal, o central confessou que ainda fica com “pele de galinha” quando pensa nesse momento e apontou o particular de quarta-feira com a Nigéria, o derradeiro antes da viagem para os Estados Unidos, como mais uma oportunidade de “experimentar e melhorar conceito” a caminho do Mundial2026.

O jogador formado no Sporting, que se estreou pelos ‘AA’ após o Euro2024, leva agora 12 jogos e um golo pela seleção portuguesa.

O Portugal-Nigéria está agendado para quarta-feira, às 20:45, em Leiria, e terá como árbitro o espanhol Mateo Busquets.

Depois de viajar no dia 12 de junho para Palm Beach, em Miami, na Florida, onde vai ‘montar’ o seu centro de estágio, Portugal vai disputar o Grupo K e tem estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston, numa partida com início agendado para as 12:00 locais (18:00 horas de Lisboa).

Segue-se o estreante Uzbequistão, em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, numa partida que começa às 19:30 (00:30 de 28 de junho).

O Mundial2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, vai decorrer de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

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Portugal com plantel completo e sem limitações

A seleção portuguesa realizou hoje um treino vespertino que contou com todos os convocados, sem limitações, prosseguindo o estágio para o Mundial2026 de futebol na Cidade do Futebol, em Oeiras.

Tal como na véspera, no treino que marcou o início da segunda semana de estágio, já em regime fechado, os 26 eleitos de Portugal, aos quais se juntam o guarda-redes Ricardo Velho, treinaram sem limitações às ordens do selecionador Roberto Martínez no campo n.º 1 da Cidade do Futebol, após terem realizado alguns exercícios de ativação nas imediações do relvado nos 15 minutos abertos aos jornalistas.

Após a sessão de trabalho, a comitiva de Portugal receberá a visita do Presidente da República, António José Seguro, a partir das 20:15.

Antes de viajar, na sexta-feira, rumo aos Estados Unidos, onde disputará a fase final do Mundial2026, Portugal tem o segundo e último teste de preparação na quarta-feira, frente à Nigéria, em Leiria, depois de no sábado ter batido o Chile (2-1), no Estádio Nacional, em Oeiras.

O Portugal-Nigéria está agendado para quarta-feira, às 20:45, e terá como árbitro o espanhol Mateo Busquets.

Depois de viajar para Palm Beach, em Miami, na Florida, onde vai ‘montar’ o seu centro de estágio, Portugal vai disputar o Grupo K e tem estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston, numa partida com início agendado para as 12:00 locais (18:00 horas de Lisboa).

Segue-se o estreante Uzbequistão em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia, em Miami, numa partida que começa às 19:30 (00:30 de 28 de junho).

O Mundial2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, vai decorrer de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

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Eleições no Peru: Sanchéz supera Fujimori com 93,9% das urnas apuradas

Logo Agência Brasil

Em uma apuração acirrada pela presidência do Peru, o esquerdista Roberto Sanchéz Palomino superou numericamente a direitista Keiko Fujimori com 93,9% das urnas apuradas. O resultado parcial está 50,008% para Sánchez, contra 49,992% para Keiko. Sánchez começou a apuração atrás da adversária e veio reduzindo a vantagem pouco a pouco até superar a candidata da direita peruana. Sanchéz contabiliza 8.790.560 votos contra 8.787.618 de Keiko. 

O resultado segue indefinido uma vez que Sanchéz têm apenas 4,9 mil mil votos a frente de Fujimori em um universo de 27 milhões de eleitores aptos a votar. Das 92 mil urnas existentes, ainda faltam apurar cerca de 4,6 mil, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru. 

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O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, destacou à Agência Brasil que o resultado segue incerto porque as atas que mais faltam apurar são do exterior, que tende a ser mais pró-Fujimori, e da região serrana do país, onde Sánchez é favorito. 

“Faltam-se processar as atas vinculadas mais à região serrana, na região dos Andes, onde Roberto Sanchéz tem uma larga vantagem em termos de votação, especialmente nessa região da Serra Sul peruana”, disse. 

Disputa geopolítica 

Para o especialista em política latino-americana, o resultado no Peru é fundamental na correlação de forças na América do Sul. Isso porque, a vitória de Keiko representaria uma aproximação mais estreita do país com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, 

“Inclusive, ela já se colocou à disposição dos EUA para fortalecer as políticas de combate aos crimes transnacionais e classificar os grupos peruanos como grupos terroristas. O Peru passa por essas disputas geopolíticas em torno dos seus recursos, pleiteados pelos EUA, e como um país do Pacífico que cada vez mais se conectou com investimentos chineses”, avaliou Menon. 

Keiko vs Sanchéz 

Roberto Sanchéz e Keiko Fujimori disputam o mandato presidencial no Peru para o período de 2026 a 2031, de cinco anos. O vencedor será o nono presidente do país sul-americano em dez anos de crise política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo parlamento peruano, tido como o poder de fato no país. 

Filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), condenado por violações de direitos humanos, o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas, Keiko perdeu nas últimas três eleições no 2º turno, em 2011, 2016 e 2021. 

Do outro lado, está Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo, destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima de um golpe do Legislativo por representar o voto rural e indígena do país. 

Psicólogo de formação, Sanchéz é deputado federal pelo partido Todos pelo Peru, tendo sido ministro de Castillo. Assim que votou ontem (7) em Lima, Sanchéz foi até o presídio de Barbadillo, onde Castillo está detido, permanecendo no local até a divulgação dos primeiros resultados parciais. 

Moderação do discurso 

Ao terminar o primeiro turno com 12% dos votos, contra 17% de Keiko, Sanchéz moderou o discurso e apresentou um ajuste na sua plataforma eleitoral para incorporar propostas de legendas que passaram a lhe prestar apoio. 

Nesse contexto, ele renunciou à proposta de nacionalizar empresas de setores estratégicos da economia. Ao mesmo tempo, manteve a promessa de convocar uma Assembleia Constituinte para redigir nova Constituição, uma vez que a atual é herança do período fujimorista. 

Por outro lado, Sanchéz manteve parte do programa original, em especial a proposta de reforma trabalhista para ampliar direitos e formalizar trabalhadores hoje informais. 

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Calendário da Copa do Mundo de 2026: confira datas e os jogos do torneio

A Copa do Mundo de 2026 está prestes a começar e promete entrar para a história como a maior edição já realizada pela Fifa. Pela primeira vez, o torneio reunirá 48 seleções e contará com 104 partidas disputadas em 16 cidades-sede espalhadas por Canadá, México e Estados Unidos.

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A abertura está marcada para esta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, na Cidade do México, palco do confronto inaugural do Mundial. A decisão do título será realizada em 19 de julho, na região de Nova York e Nova Jersey, enquanto a disputa pelo terceiro lugar acontece um dia antes, em Miami.

A Seleção Brasileira inicia sua caminhada em busca do hexacampeonato no próximo sábado (13), quando enfrenta Marrocos pela primeira rodada do Grupo C. A chave ainda conta com Haiti e Escócia.

Confira abaixo a tabela completa da Copa do Mundo de 2026 com datas, horários e confrontos.

1ª rodada

11 de junho (quinta-feira)
16h – México x África do Sul – Grupo A
23h – Coreia do Sul x República Tcheca – Grupo A

12 de junho (sexta-feira)
16h – Canadá x Bósnia – Grupo B
22h – Estados Unidos x Paraguai – Grupo D

13 de junho (sábado)
16h – Catar x Suíça – Grupo B
19h – BRASIL x Marrocos – Grupo C
22h – Haiti x Escócia – Grupo C
01h (sábado para domingo) – Austrália x Turquia – Grupo D

14 de junho (domingo)
14h – Alemanha x Curaçao – Grupo E
17h – Holanda x Japão – Grupo F
20h – Costa do Marfim – Grupo E
23h – Suécia x Tunísia – Grupo F

15 de junho (segunda-feira)
13h – Espanha x Cabo Verde – Grupo H
16h – Bélgica x Egito – Grupo G
19h – Arábia Saudita x Uruguai – Grupo H
22h – Irã x Nova Zelândia – Grupo G

16 de junho (terça-feira)
16h – França x Senegal – Grupo I
19h – Iraque x Noruega – Grupo I
22h – Argentina x Argélia – Grupo J
01h (terça para quarta-feira) – Áustria x Jordânia – Grupo J

17 de junho (quarta-feira)
14h – Portugal x RD Congo – Grupo K
17h – Inglaterra x Croácia – Grupo L
20h – Gana x Panamá – Grupo L
23h – Uzbequistão x Colômbia – Grupo K

Palco de jogos da Copa do Mundo de 2026, o Estádio dos Dallas Cowboys é uma das arenas mais modernas do torneio | Foto: Divulgação

2ª rodada

18 de junho (quinta-feira)
13h – República Tcheca x África do Sul – Grupo A
16h – Suíça x Bósnia – Grupo B
19h – Canadá x Catar – Grupo B
22h – México x Coreia do Sul – Grupo A

19 de junho (sexta-feira)
16h – Estados Unidos x Austrália – Grupo D
19h – Escócia x Marrocos – Grupo C
21h30 – BRASIL x Haiti – Grupo C
01h (sexta para sábado) – Turquia x Paraguai – Grupo D

20 de junho (sábado)
14h – Holanda x Suécia – Grupo F
17h – Alemanha x Costa do Marfim – Grupo E
21h – Equador x Curaçao – Grupo E
01h (sábado para domingo) – Tunísia x Japão – Grupo F

21 de junho (domingo)
13h – Espanha x Arábia Saudita – Grupo H
16h – Bélgica x Irã – Grupo G
19h – Uruguai x Cabo Verde – Grupo H
22h – Nova Zelândia x Egito – Grupo G

22 de junho (segunda-feira)
14h – Argentina x Áustria – Grupo J
18h – França x Iraque – Grupo I
21h – Noruega x Senegal – Grupo I
00h (segunda para terça) – Jordânia x Argélia – Grupo J

23 de junho (terça-feira)
14h – Portugal x Uzbequistão – Grupo K
17h – Inglaterra x Gana – Grupo L
20h – Panamá x Croácia – Grupo L
23h – Colômbia x RD Congo – Grupo K

O BC Place Stadium, em Vancouver, será uma das sedes da Copa do Mundo de 2026. A arena canadense receberá sete partidas do torneio | Foto: Divulgação

3ª rodada

24 de junho (quarta-feira)
16h – Suíça x Canadá – Grupo B
16h – Bósnia x Catar – Grupo B
19h – Marrocos x Haiti – Grupo C
19h – Escócia x BRASIL – Grupo C
22h – África do Sul x Coreia do Sul – Grupo A
22h – República Tcheca x México – Grupo A

25 de junho (quinta-feira)
17h – Equador x Alemanha – Grupo E
17h – Curaçao x Costa do Marfim – Grupo E
20h – Tunísia x Holanda – Grupo F
20h – Japão x Suécia – Grupo F
23h – Turquia x Estados Unidos – Grupo D
23h – Paraguai x Austrália – Grupo D

26 de junho (sexta-feira)
16h – Senegal x Iraque – Grupo I
16h – Noruega x França – Grupo I
21h – Cabo Verde x Arábia Saudita – Grupo H
21h – Uruguai x Espanha – Grupo H
00h (sexta para sábado) – Egito x Irã – Grupo G
00h (sexta para sábado) – Nova Zelândia x Bélgica – Grupo G

27 de junho (sábado)
18h – Croácia x Gana – Grupo L
18h – Panamá x Inglaterra – Grupo L
20h30 – RD Congo x Uzbequistão – Grupo K
20h30 – Colômbia x Portugal – Grupo K
23h – Jordânia x Argentina – Grupo J
23h – Argélia x Áustria – Grupo J

2ª Fase

28 de junho (domingo)
16h – 2º A x 2º B – Segunda fase 3

29 de junho (segunda-feira)
14h – 1º C x 2º F – Segunda fase 9
17h30 – 1º E x 3º ABCDF – Segunda fase 1
22h – 1º F x 2º C – Segunda fase 4

30 de junho (terça-feira)
14h – 2º E x 2º I – Segunda fase 10
18h – 1º I x 3º CDFGH – Segunda fase 2
22h – 1º A x 3º CEFHI – Segunda fase 11

1º de julho (quarta-feira)
13h – 1º L x 3º EHIJK – Segunda fase 12
17h – 1º G x 3º AEHIJ – Segunda fase 8
21h – 1º D x 3º BEFIJ – Segunda fase 7

2 de julho (quinta-feira)
16h – 1º H x 2º J – Segunda fase 6
20h – 2º K x 2º L – Segunda fase 5
00h (quinta para sexta) – 1º B x 3º EFGIJ – Segunda fase 15

3 de julho (sexta-feira)
15h – 2º D x 2º G – Segunda fase 14
19h – 1º J x 2º H – Segunda fase 13
22h30 – 1º K x 3º DEIJL – Segunda fase 16

Casa do Kansas City Chiefs, da NFL, o Estádio será uma das sedes da Copa do Mundo de 2026. A arena receberá seis partidas do torneio, incluindo um confronto das quartas de final | Foto: Divulgação

Oitavas de final

4 de julho (sábado)
14h – Venc. Segunda fase 3 x Venc. Segunda fase 4 – Oitavas 2
18h – Venc. Segunda fase 1 x Venc. Segunda fase 2 – Oitavas 1

5 de julho (domingo)
17h – Venc. Segunda fase 9 x Venc. Segunda fase 10 – Oitavas 5
21h – Venc. Segunda fase 11 x Venc. Segunda fase 12 – Oitavas 6

6 de julho (segunda-feira)
16h – Venc. Segunda fase 5 x Venc. Segunda fase 6 – Oitavas 3
21h – Venc. Segunda fase 7 x Venc. Segunda fase 8 – Oitavas 4

7 de julho (terça-feira)
13h – Venc. Segunda fase 13 x Venc. Segunda fase 14 – Oitavas 7
17h – Venc. Segunda fase 15 x Venc. Segunda fase 16 – Oitavas 8

Quartas de final

9 de julho (quinta-feira)
17h – Venc. Oitavas 1 x Venc. Oitavas 2 – Quartas 1

10 de julho (sexta-feira)
16h – Venc. Oitavas 3 x Venc. Oitavas 4 – Quartas 2

11 de julho (sábado)
18h – Venc. Oitavas 5 x Venc. Oitavas 6 – Quartas 3
22h – Venc. Oitavas 7 x Venc. Oitavas 8 – Quartas 4

Semifinal

14 de julho (terça-feira)
16h – Venc. Quartas 1 x Venc. Quartas 2 – Semifinal 1

15 de julho (quarta-feira)
16h – Venc. Quartas 3 x Venc. Quartas 4 – Semifinal 2

Disputa do 3º lugar

18 de julho (sábado)
18h – Perd. Semifinal 1 x Perd. Semifinal 2

Final

19 de julho (domingo)
16h – Venc. Semifinal 1 x Venc. Semifinal 2

Dos Estados Unidos ao Canadá e México, os estádios da Copa do Mundo de 2026 estão prontos para receber a maior edição da história do torneio, que reunirá 48 seleções e 104 partidas entre junho e julho | Foto: Divulgação

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Papa Leão 14 cobra justiça para vítimas de abusos e reforça proteção

O papa Leão 14 afirmou nesta segunda-feira (8) que os abusos sexuais cometidos por integrantes do clero representam uma praga para a Igreja Católica e cobrou uma resposta com “escuta, verdade, justiça e reparação” às vítimas.

A declaração foi feita durante encontro com bispos da Espanha, onde o sumo pontífice faz visita oficial. E em um contexto de críticas de ativistas que acusam a Igreja de ainda não enfrentar o problema da forma adequada. “Uma das experiências mais dolorosas é encontrar aqueles que foram feridos precisamente por quem deveria cuidar deles, incluindo membros do clero”, afirmou o papa.

Leão 14 pediu que toda pessoa prejudicada encontre na Igreja “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”. O papa também defendeu um compromisso mais forte com medidas de prevenção e com a criação de uma cultura de proteção para crianças e pessoas vulneráveis.

Resposta aos escândalos de abusos

Trata-se da referência mais direta feita pelo sumo pontífice ao escândalo dos abusos clericais durante sua viagem à Espanha, país onde as denúncias de violência sexual praticada por religiosos prejudicaram a credibilidade da Igreja nas últimas décadas, de acordo com analistas. “Diante desta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”, disse o papa.

O Vaticano informou que Leão 14 se reuniria com um grupo de vítimas durante a visita, mas não divulgou detalhes do encontro. Segundo a imprensa espanhola, a reunião ocorreria de forma reservada na Nunciatura Apostólica, em Madri.

A decisão motivou críticas de associações de ativistas, que afirmam não terem sido convidadas. Integrantes desses grupos protestaram em frente à representação diplomática do Vaticano para denunciar o que consideram falta de transparência.

Ativistas cobraram também ações concretas, incluindo atendimento psicológico permanente, indenizações justas e apoio educacional e profissional às vítimas.

Relatório aponta dimensão do problema

A dimensão do problema na Espanha foi evidenciada por um relatório divulgado em 2023 pelo Defensor do Povo, órgão de direitos humanos do país. O documento estimou que mais de 200 mil menores podem ter sofrido abusos sexuais cometidos por integrantes do clero católico desde 1940.

Em resposta à pressão, o governo espanhol e a Igreja firmaram, em março deste ano, um acordo para indenizar vítimas de crimes sexuais, após anos de resistência e acusações de falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica.

Crise global e desafios migratórios

Além da questão dos abusos, Leão 14 aproveitou a visita para apresentar uma mensagem política ao Congresso. Falando em espanhol diante dos parlamentares, o papa afirmou que o mundo vive uma “profunda crise espiritual e cultural”, marcada pelo aumento da violência, da polarização e da desconfiança entre as sociedades.

“O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança mútua”, disse ele.

O papa também falou sobre migração. Segundo Leão 14, nenhum país consegue enfrentar sozinho os desafios migratórios. Ele defendeu uma resposta internacional coordenada, com base em acolhimento, proteção e integração.

Segundo ele, a incapacidade da comunidade internacional de lidar adequadamente com o fenômeno migratório coloca em risco os fundamentos éticos da ordem global. O papa também pediu que os governos combatam as causas que levam milhões de pessoas a deixar seus países, como guerras, pobreza e mudanças climáticas.

O tema tem especial relevância na Espanha, cuja rota das Ilhas Canárias se tornou uma das principais portas de entrada de migrantes na Europa. Mais de 3 mil pessoas morreram em 2025 tentando alcançar o arquipélago em embarcações precárias, segundo organizações humanitárias.

Defesa da vida e agenda da viagem

E em um momento em que o governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, discute a possibilidade de incluir o direito ao aborto na Constituição espanhola, Leão 14 reafirmou a posição tradicional da Igreja Católica sobre a defesa da vida desde a concepção.

“Toda vida humana deve ser reconhecida e protegida, desde a concepção até seu fim natural”, afirmou. Na Espanha, a eutanásia é permitida.

Ao longo da semana, o papa ainda visitará a cidade de Barcelona para abençoar uma nova torre da Basílica da Sagrada Família e seguirá para as Ilhas Canárias, onde encerrará a viagem. (FOLHAPRESS)

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Embarcação suspeita de narcotráfico apreendida a sul de Faro, outras duas escaparam

Uma Embarcação de Alta Velocidade (EAV), alegadamente utilizada por organizações dedicadas ao tráfico de droga por via marítima, foi apreendida a sul de Faro, enquanto outras duas escaparam às autoridades, revelou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Após um alerta recebido para «a existência de uma EAV imobilizada em águas oceânicas a sul de Faro», elementos do Comando Regional da Polícia Marítima do Sul, com o apoio do Destacamento de Abordagem dos Fuzileiros, da Marinha, e em cooperação com a Polícia Judiciária, realizaram ações de vigilância e fiscalização na costa, lê-se em comunicado.

Durante a aproximação dos meios das autoridades, explica a AMN, «foram identificadas outras duas embarcações nas proximidades que, ao aperceberem-se da presença policial, iniciaram uma fuga a alta velocidade».

«De imediato, foi realizada uma perseguição marítima, durante a qual as embarcações suspeitas efetuaram diversas manobras evasivas com o objetivo de evitar a interceção. Apesar dos esforços desenvolvidos pelos meios empenhados, não foi possível intercetar estas EAV», relatam as autoridades.

A embarcação inicialmente detetada foi apreendida e rebocada.

«Estas ações enquadram-se no esforço contínuo da Polícia Marítima para combater a utilização da costa portuguesa como plataforma logística para atividades criminosas transnacionais», referem as autoridades.

A Polícia Marítima mantém um «elevado nível de vigilância e prontidão operacional», recorrendo a meios navais, equipas especializadas e à cooperação permanente com outras entidades nacionais e internacionais, «reforçando a capacidade de deteção, acompanhamento e interceção de embarcações suspeitas associadas ao tráfico de droga».

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Terremoto de magnitude 7,8 atinge sul das Filipinas

Logo Agência Brasil

O número de mortos em um forte terremoto de magnitude 7,8 ao largo da ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, nesta segunda-feira (8), subiu para pelo menos 32. Dezenas de pessoas ficaram feridas, informaram as autoridades da área de desastres, enquanto Manila intensifica as operações de busca e resgate.

O terremoto, que provocou alertas de tsunami em vários países, atingiu a província de Sarangani no início da manhã, a cerca de 20 km da costa. O tremores foram sentidos fortemente em Mindanao e a 420 km de distância, na cidade de Manado, na ilha indonésia de Sulawesi.

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As Filipinas mobilizaram equipes militares e de resposta a desastres, e as autoridades estão verificando relatos preliminares de 32 pessoas mortas e 134 feridas em Mindanao, a maioria devido à queda de escombros e deslizamentos de terra, de acordo com representantes da Defesa Civil.

Os alertas de tsunami foram cancelados depois de mais de seis horas no sul das Filipinas, no norte da Indonésia e no estado malaio de Sabah, na ilha de Bornéu, onde os moradores das áreas costeiras foram orientados a sair imediatamente para terrenos mais altos.

O desastre ocorreu oito meses depois que as Filipinas sofreram seu tremor mais mortal em 12 anos, quando um terremoto superficial de magnitude 6,9 atingiu a ilha central de Cebu, matando 79 pessoas. Dois fortes terremotos atingiram Mindanao duas semanas depois, sendo o mais forte de magnitude 7,4.

O presidente Ferdinand Marcos Jr. ordenou uma resposta imediata ao desastre em Mindanao, uma ilha do tamanho da Coreia do Sul. Agências foram orientadas a preparar suprimentos de socorro e centros de retirada e a estar prontas para possíveis operações de resgate.

"O governo nacional está se movimentando e não deixaremos Mindanao para trás", disse Marcos em comunicado.

As Filipinas e a Indonésia sofrem centenas de terremotos todos os anos e estão situadas em partes tectonicamente complexas do "Anel de Fogo do Pacífico", um cinturão sismicamente ativo que se estende da América do Sul até o Extremo Oriente russo.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

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Carlos Gonçalves sagra-se Campeão Nacional de Sub-19

VTM

O atleta Carlos Gonçalves, do CTM de Vila Real, conquistou o título de Campeão Nacional Individual de Sub-19 nos Campeonatos Nacionais Individuais realizados em Vagos, distrito de Aveiro.

A competição contou com a participação de vários atletas do clube vila-realense, nomeadamente Carolina Sarmento, Marta Costa, Manuel Gonçalves, Leonardo Moreira, Vicente Frade, Guilherme Alvadia, Rafael Teixeira e Carlos Gonçalves, todos acompanhados pelo técnico Milton Aires. Segundo o clube, os atletas alcançaram os objetivos definidos para esta importante prova do calendário nacional.

O grande destaque da participação do CTM de Vila Real vai para Carlos Gonçalves, que voltou a demonstrar o seu talento ao conquistar o título nacional de Sub-19. Com este triunfo, o jovem atleta encerra uma temporada de excelência, somando duas medalhas de ouro em Campeonatos Regionais e cinco medalhas de ouro em Campeonatos Nacionais durante a época 2025/2026.

No final da competição, Carlos Gonçalves não escondeu a satisfação pela conquista. “Estou muito contente por conseguir alcançar este título. Já consegui em Sub-17, que é o meu escalão. Tive jogos difíceis e equilibrados e consegui ganhar”, afirmou.

O desempenho alcançado ao longo da época valeu ainda ao atleta a convocatória para a Seleção Nacional, que irá representar Portugal no Campeonato da Europa de Jovens, competição que decorrerá entre os dias 10 e 19 de julho.

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Setor dos registos inicia hoje greve de uma semana contra “situação crítica” do setor

VTM

A greve, agendada até 13 de junho, acontece depois de um plenário nacional na passada sexta-feira, que contou com três mil trabalhadores dos serviços inscritos e que paralisou alguns serviços, com maior expressividade nas regiões autónomas dos Açores e Madeira, e nas regiões da grande Lisboa e grande Porto, segundo dados sindicais.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado (STRN), que convoca a greve, denunciou também no dia do plenário tentativas de condicionamento da paralisação por parte do Governo, acusando a tutela de usar o Instituto dos Registos e Notariado (IRN) como “instrumento político” para divulgar informação relativa a um acordo sindical que não inclui o STRN e que este sindicato não subscreve.

O STRN considerou-o “uma tentativa de interferir na mobilização e de mascarar a falta de soluções para os problemas estruturais do setor”.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Justiça rejeitou as acusações de instrumentalização politica do IRN.

O “flash informativo”, divulgado na quarta-feira, nas vésperas do plenário de trabalhadores realizado na sexta-feira, dizia respeito a um acordo celebrado há quatro meses com seis dos oito sindicatos representativos dos trabalhadores do setor.

Na resposta à Lusa, o Ministério da Justiça sublinhou que “o IRN informou os trabalhadores sobre um acordo que os abrange” e que “o diploma que o concretiza está a ser ultimado”.

O acordo, assinado em 2 de março com seis sindicatos, prevê aumentos salariais com efeitos a 1 de julho de 2025.

O sindicato, que anunciou a greve no final de maio, acusou na altura o Governo de “manter uma situação considerada ilegal, injusta e insustentável no setor dos registos”, uma vez que continua a recusar o acordo defendido pelo sindicato, decidindo deixar “o setor à beira do colapso”.

O sindicato acrescentou ainda que existe uma “ausência de soluções para os problemas estruturais que afetam os serviços de registo em todo o país”.

No pré-aviso de greve, já entregue ao Governo, o STRN faz 11 reivindicações, que incluem “um recrutamento-choque do número de conservadores de registos e de oficiais de registos que se encontram em falta” e o cumprimento da recomendação da Provedoria da Justiça para eliminação de assimetrias salariais.

A crise de recursos humanos é, para o STRN, grave, com 279 conservadores de registos e 2.731 oficiais de registos em falta – o equivalente a 38% e 55%, respetivamente, do efetivo necessário.

A propósito do recrutamento, na resposta à Lusa, o Ministério da Justiça referiu a contratação de 165 novos conservadores e de 605 novos oficiais de registos, em 2024 e 2025, que já iniciaram ou vão iniciar funções ainda este ano.

O sindicato acusou a tutela de falta de investimento e inação, com consequências na degradação do serviço público que é prestado.

O STRN apontou ainda que o Governo quer eliminar a categoria de oficial de registos especialista, “apesar de o PSD, atualmente no poder, ter denunciado em 2023 a mesma prática que agora procura consolidar”, lê-se no comunicado.

Além desta mudança, denunciou o sindicato, o Governo pretende “manter um modelo de poupança à custa dos direitos dos cidadãos e trabalhadores”, uma vez que as medidas reivindicadas pelo STRN representam 0,49% da receita anual do IRN.

A greve que hoje começa tem serviços mínimos previstos para casos urgentes, como casamentos civis e testamentos na iminência de morte, ou emissão e entrega de cartão de cidadão e passaporte em situações de prioridade extrema.

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Davi Alcolumbre fará reunião para debater tramitação da PEC da Escala 6×1 no Senado

Na volta do feriado, o Congresso segue discutindo o fim da escala 6×1, aprovada na Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira, 9 de junho, Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, reune-se com Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e os líderes partidários para discutir a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no Senado Federal. Após a aprovação na Câmara, Alcolumbre tem sinalizado que o texto atual da proposta vai passar pelas comissões da Casa para que haja um “aperfeiçoamento do texto”. 

Em contrapartida a cautela da votação da PEC, Alcolumbre junta esforços para garantir a votação do corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta semana. Com indicação de Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o presidente do Senado convocou a presença dos senadores para o pleito, tendo em vista que ele deveria ter ocorrido no dia 20 de maio, mas foi adiado por causa do número insuficiente de votantes.

No Supremo Tribunal Federal (STF), o plenário julga, nesta quinta-feira,11 de junho, a anulação da audiência que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de ter estuprado Mariana Ferrer em 2018. O recurso (ARE) 1541125 tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. Durante uma audiência virtual realizada durante o processo, o advogado da defesa de Aranha proferiu comentários ofensivos sobre a vítima. O argumento que será analisado pela Corte é de que o princípio constitucional da dignidade humana foi violado pelo advogado e, portanto, a audiência deve ser anulada. Na época, a promotoria argumentou que o empresário não teve “intenção” de estuprar e que, portanto, seria um  “estupro culposo”, o que não está previsto na lei como crime e gerou a sentença favorável a Aranha. 

Na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 9, a Comissão de Educação vai debater sobre a regularização da educação domiciliar. Em uma audiência pública, a pauta foi sugerida após o STF considerar a prática constitucional se for feita uma lei federal. Na Câmara, o projeto de lei 1338/22 que permite a educação domiciliar já foi aprovada e, hoje, tramita no Senado.

Agenda Brasília da semana de 08 a 12 de junho:

DIREITOS HUMANOS

  • Câmara
    • Territórios Indígenas (CPOVOS, 09/6, 14h): Audiência pública deve debater sobre segurança territorial, acesso a direitos sociais, oportunidades econômicas aos indígenas  e a proteção contra violência.
    • Ambulantes e Artesãos (CLP e CDHMIR, 11/6, 10h): Audiência pública para debater as condições de trabalho em São Paulo dos ambulantes e artesãos.  
  • Senado
    • Seguro desemprego (CRA, 10/6, 14h10): A Comissão vota em projeto de lei que concede benefício do seguro-desemprego ao trabalhador extrativista vegetal, e ao seringueiro proprietário de seringueiras cultivadas. 

POLÍTICA

  • Câmara 
    • Erika Hilton (COETICA, 09/6, 14h): Comissão de ética vai a votação na ação do Partido Novo contra a deputada federal Erika Hilton. O partido alega de quebra de decoro parlamentar pela deputada tentar reprimir “toda e qualquer pessoa que expresse o fato dela não ser mulher cis”
    • Bolsa Família (CFT, 09/6, 14h): Comissão debate sobre os impactos financeiros dos desvios de dinheiro do auxílio Bolsa Família e como prevenir. 

  • Senado
    • Presidente do BRB (CAE, 09/6, 10h): Presidente do Banco de Brasília comparece à comissão para  debater casos e fraudes do Banco Master

  • STF
    • Registro de conexão (ADC 91, 10/6, 14h): Ministros votam na legitimação de parte do Marco Civil da Internet que garante que dados de registro de conexão só serão acessados por decisão judicial.
    • Dados fiscais (RE 1296829, 10/6, 14h): Ministros discutem se há violação do sigilo fiscal em casos de compartilhamento ao Ministério Público Eleitoral dados fiscais de pessoas físicas e jurídicas obtidos sem autorização prévia 
    • Requisitar documentos (ADI 5059, 10/6, 14h): Ministros decidem  se delegados de polícia podem requisitar diretamente dados ou documentos durante as investigações criminais sem a necessidade de prévia autorização judicial.

EDUCAÇÃO

  • Câmara
    • “Lista de estudantes estupráveis” (CE, 10/6,10h): Em função de diversos casos de alunos fazendo listas de meninas “mais estupráveis”, a comissão realiza uma audiência pública sobre o avanço da misoginia nos ambientes escolares. 

  • Senado
    • Estágio em atletas (CEsp, 10/6,10h): Comissão vota no projeto de lei que dispensa o estágio obrigatório a atletas profissionais no curso de educação física. 

SAÚDE

  • Câmara
    • Doenças Raras (CPD, 09/6, 13h): Em audiência pública, a comissão debate sobre o diagnóstico precoce, o acesso equitativo  às terapias avançadas e medicamentos e ao fortalecimento da rede de referência em doenças raras.

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores aos domingos e segundas, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF. 

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Atletas canoístas de Alcoutim brilham em Gemeses e Roderick Carmo conquista 11.º título

O atleta Roderick Carmo do Grupo Desportivo de Alcoutim sagrou-se Campeão Nacional de Esperanças em Gemeses k1 infantil B, conquistando o 11.º título da sua carreira.

João Dias também brilhou, subindo ao pódio e conquistando a medalha de bronze em K1 Iniciado A masculino, reforçando o bom desempenho da equipa na competição.

Pode dizer-se que foi um grande fim de semana a norte com várias embarcações do Grupo Desportivo de Alcoutim no top-ten, voltando a colocar as cores Alcoutenejas em nível nacional elevado com um brilhante 9.º lugar coletivo em meia centena de clubes.

Resultados

Nynke Woudenberg – 5.ª k1 iniciada B fem
João Dias – 3.º k1 iniciado A masc 
Adam Msyah – 15.º infantil A masc
Leonor Cabral – 9.º infantil A fem
Leonor Dias – 5.º infantil B fem
Roderick Carmo – 1.º campeão nacional infantil B masc
Maria Lopes / Marta Pereira 4.º k2 infantil fem
Daniel Madeira Francisco Figueira 5.º k2 infantil masc
Martim Barros/ Dries Woudenberg 6.º k2 infantil mas 
Bruna Pereira / Leonor Santos 9.º k2 infantil fem

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Cotizar más de 40 años para una pensión reducida: "Nos obligaron a jubilarnos anticipadamente sin pedirlo"

14 años. Esa es la edad a la que Santiago Menchero, Kike Román y Lola Meño comenzaron a trabajar. Santiago era botones en una empresa que fabricaba limpiaparabrisas, Lola entró en una imprenta y Kike repartía libros en una editorial. Era otra época, los años 60, cuando la edad legal para empezar a trabajar estaba en los 14 años y muchos adolescentes cambiaban los estudios o el tiempo libre por una jornada laboral. Kike recuerda todavía la insistencia de su madre: "Kike, que te aseguren, que te aseguren", le repetía.

Entonces, estar "asegurado" significaba empezar a construir una vida laboral con derechos. Más de medio siglo después, los tres sienten que ese recorrido no se les ha reconocido del todo: cotizaron durante más de cuatro décadas, pero hoy arrastran una pensión reducida por haberse retirado antes de la edad ordinaria de jubilación. Santiago y Lola hablan de un recorte del 24%; Kike, del 26%.

Los tres forman parte de Asjubi40, la Asociación Jubilación Anticipada Sin Penalizar con 40 o más años cotizados, y han hecho llegar su historia a 20minutos a través de nuestra comunidad, Ciudadano20. Su reivindicación es concreta: que se eliminen los coeficientes reductores para aquellas personas que han cotizado 40 años o más y accedieron a la jubilación anticipada. No piden, insisten, una jubilación anticipada generalizada ni sin requisitos. Reclaman que, después de cuatro décadas o más aportando al sistema, la reducción de su pensión no les acompañe de por vida. Según la asociación, el problema afecta a unas 900.000 personas.

Coeficientes reductores

Los coeficientes reductores son porcentajes que reducen la pensión cuando una persona se jubila antes de la edad ordinaria. Según la lógica del sistema, quien empieza a cobrar antes, previsiblemente, cobrará durante más años, por eso los coeficientes se aplican como medida de ajuste. Aunque no se aplican igual a todos: varían según los años cotizados y los meses que se adelante la jubilación.

El elemento que más indigna a Asjubi40 es que esa reducción se aplica sin tener en cuenta a las largas carreras de cotización y se queda incorporada a la pensión para siempre. Para Santiago Menchero, vicepresidente y portavoz de la asociación, ahí está la paradoja. "Una persona que se jubila a su edad ordinaria, con 26 años cotizados, cobra un 76% de su pensión. Eso es lo mismo que yo cobro, que he cotizado 47 años", sostiene.

Alfonso Muñoz Cuenca, funcionario del Instituto Nacional de la Seguridad Social y divulgador sobre pensiones, cree que el debate debe leerse también desde el principio de contributividad del sistema. "Una persona que ha cotizado 44 años, ¿es justo que en un sistema basado en el pilar contributivo tenga una penalización de por vida? Esa pregunta creo que es la que determina si el sistema actualmente es justo o injusto", plantea.

La contradicción, dice, está en que el propio sistema vincula cotización y cuantía de la pensión, pero mantiene el reporte en carreras muy largas."El sistema siempre ha alegado que a más cotización, más pensión; que a más cotización, más porcentaje. Y hay personas que con más de 40 años cotizados se quedan con menos porcentaje de por vida. ¿Dónde está la contributividad aquí?".

Una generación

Detrás de la reclamación hay también una lectura generacional. Santiago Menchero nació en Madrid, hijo de una familia procedente de Castilla-La Mancha que llegó a la capital "a quitarse el hambre". Empezó a trabajar en 1966. "La mayoría de nosotros empezamos a trabajar con 14 años porque en la familia hacía falta dinero. Era o comías y te ibas a trabajar para ayudar a la familia o pasabas hambre en aquella época", recuerda.

El suyo fue un aprendizaje dentro de la empresa. Entró como botones y fue ascendiendo hasta ocupar puestos de responsabilidad. Cotizó durante 47 años, pero tras un despido y un tiempo en paro, a los 61 años acabó accediendo a la jubilación anticipada. Él lo recuerda como una salida forzada: "Te obligaban a jubilarte anticipadamente, sin pedirlo", sostiene. Según relata, en aquel momento, "si tu pensión era un euro más que lo que te pagaban del paro, te obligaban a jubilarte".

Lola Meño, responsable de documentación en Asjubi40, matiza que en su caso no empezó a trabajar por necesidad económica, sino por una decisión propia en un contexto familiar concreto. "A mi padre le costó llorar que yo me fuese a trabajar", cuenta. Él le puso una condición: que siguiera estudiando. Y así lo hizo. Trabajaba y después estudiaba por las tardes. "Antes no eran jornadas de ocho horas como ahora, eran jornadas de diez horas de lunes a sábado", recuerda.

A Lola la despidieron con 58 años "por ser legal": "Me obligaron a firmar unas cuentas que eran falsas y me negué. A los 15 días estaba en la calle porque habían presentado un ERE y la primera en salir fui yo", cuenta todavía dolida. Cuando se le acabó el paro, buscó trabajo, pero debido a su edad nadie la contrataba. "Entonces no me quedó otra que jubilarme a los 61", explica. Lleva siete años cobrando un 24% menos en su pensión. "Yo creo que ya he pagado mi deuda", sostiene.

En ese sentido, Kike Román, responsable de comunicación de la asociación, habla de la "doble penalización" que sufren: primero, la salida del mercado laboral, después, el recorte de la pensión. "Sales penalizado y después llega el Estado y te penaliza otra vez", resume. Tras sus primeros trabajos en una editorial, desarrolló casi toda su carrera en una mutua, donde llegó a ser director de Comunicación Autonómico de Castilla-La Mancha y Madrid. Fue despedido en 2016, estuvo dos años en paro y en 2018 se jubiló anticipadamente. Por unos meses, dice, no se le aplicó un recorte del 24%, sino del 26%.

Muñoz Cuenca cree que, en muchos casos, la etiqueta de jubilación "voluntaria" no basta para entender la realidad laboral que hay detrás. Habla de trabajadores expulsados del mercado laboral, de paro sénior, de edadismo y de desgaste físico o emocional. "Si la solución que tú le das a estas personas una vez que han agotado el desempleo es un subsidio para mayores de 52 años de 480 euros, casi que se ven obligados a coger una jubilación anticipada", recalca.

Cambios insuficientes

Desde el Ministerio de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones defienden que el sistema español "es un sistema de reparto, que, a la hora de determinar la pensión de jubilación, se basa en la combinación equilibrada de dos factores: edad de jubilación y tiempo de cotización". Esa combinación, sostienen, "es clave para garantizar la equidad y la sostenibilidad del sistema".

En esa línea, Inclusión señala la Ley 21/2021 como la principal reforma reciente, que "beneficia particularmente a quienes, de forma involuntaria, han salido antes del mercado de trabajo, pues reorganiza los coeficientes reductores mejorando las condiciones de acceso y cálculo de la pensión en los supuestos de jubilación anticipada involuntaria".

También, recuerdan desde el Ministerio, se estableció un complemento económico para quienes hubieran accedido a la jubilación anticipada entre el 1 de enero de 2002 y el 31 de diciembre de 2021, con 44 años y seis meses cotizados, o con 40 años cotizados y una pensión inferior a 900 euros. "Se pretendió con ello mantener el equilibrio en las prestaciones y premiar las carreras largas de cotización", afirman desde el Ministerio.

Muñoz Cuenca matiza esa lectura. Reconoce que la Ley 21/2021 modificó la forma de aplicar los coeficientes y creó un complemento, pero cree que su alcance debe analizarse "con lupa": "Si a una persona con más de 40 años cotizados le quedan menos de 900 euros, esto es un fracaso del sistema", sostiene. También considera clave conocer cuántas personas se han beneficiado de ese complemento: "Sería cuestión de que el Ministerio aclare a cuántas personas ha afectado y en qué cuantía". Consultado de nuevo por este periódico sobre esos datos, el Ministerio se remitió a la respuesta ya facilitada y no añadió más valoración.

Desde Asjubi40 consideran insuficiente aquel complemento. Santiago sostiene que, en algunos casos, la mejora se quedó en cantidades muy bajas: "5 euros, 10 euros", dice, y que, además, no llegaba a todo el colectivo: "Nosotros nunca dimos por válido eso porque no llegaba a todas las personas. Lo que queremos es la eliminación total", afirma con contundencia.

El coste

El coste es uno de los principales argumentos que sobrevuelan el debate. El Gobierno valora en 3.358 millones de euros anuales el coste de eliminar la penalización a las largas carreras de cotización. Santiago rechaza que la justificación del coste pueda servir para dejar la situación como está. "No hay excusa de que esto cuesta 3.000 millones, que es muy caro. Para arreglar una injusticia no se miran los millones", afirma.

Muñoz Cuenca no niega el impacto económico, pero pide mirarlo en contexto. "Estamos hablando de 3.000 millones de euros sobre un presupuesto de más de 200.000 millones de euros anuales. Ahí puedes sacar cuál es el porcentaje que supondría".

Además, compara las largas carreras con otros supuestos de jubilación anticipada sin penalización y recuerda que algunos colectivos con trabajos penosos o peligrosos financian ese anticipo con una sobrecotización específica. En el caso de quienes han trabajado 44, 47 o 48 años, sostiene, existe otra forma de aportación acumulada: "Un trabajador que ha cotizado 48 años ya ha tenido lo que nosotros llamamos exceso de cotización de 12 años. Por eso no vale con decir que esto cuesta dinero, porque esa persona ha estado contribuyendo durante 48 años".

La lucha sigue

En los últimos años, la reivindicación ha llegado varias veces a las instituciones. En 2024, el Grupo Mixto, por iniciativa de Podemos, registró en el Congreso una Proposición de Ley de jubilación sin penalización, que planteaba modificar la Ley General de la Seguridad Social para que, tras 40 años cotizados, no se aplicaran coeficientes reductores.

En paralelo, Asjubi40 llevó su reclamación al Parlamento Europeo, cuya Comisión de Peticiones debatió el caso en septiembre de 2025, manteniendo abierta la petición y pidiendo una respuesta escrita a la Comisión Europea, una vía que no obliga por sí sola a cambiar la normativa española, pero que ha internacionalizado la reivindicación.

Unos meses después, el 13 de noviembre de 2025, el Pleno del Congreso aprobó una moción que instaba al Gobierno a impulsar reformas en esa misma línea. Salió adelante con 180 votos a favor (PSOE, Sumar, ERC, Junts, EH Bildu, PNV y Grupo Mixto) y 170 abstenciones (PP y Vox), sin ningún voto en contra.

Para Muñoz Cuenca, esto demuestra que el problema no quedó atajado con la reforma de 2021. "Cuando el Congreso aprueba esa moción es porque está diciendo: señores, lo que se hizo en la Ley 21/2021 parece que no ha satisfecho o no ha solucionado aquel problema que teníamos con las jubilaciones anticipadas de las largas carreras de cotización", señala. "No solo lo está diciendo Asjubi40. No solo lo estamos diciendo muchos expertos. También lo ha dicho el Congreso de los Diputados".

Para Asjubi40, la frustración no está solo en la falta de respuesta del Ejecutivo, sino en la distancia entre los apoyos políticos y los cambios reales. Por eso han puesto en marcha la campaña "¿Justicia o votos?" y una nueva recogida de firmas para presionar al Gobierno y al Ministerio de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones y reclamar que la moción aprobada en el Congreso se traduzca en una reforma efectiva.

Mientras tanto, los años pasan para quienes empezaron a trabajar siendo adolescentes y esperan que la ley cambie cuando todavía puedan beneficiarse de ella. Por eso, para Lola, no se trata solo de una reforma pendiente, sino también de una espera que se agota: "¿Cuándo lo vamos a conseguir? ¿Cuando ya no estemos? Que se nos va el tiempo. Y los años pasan. Y tenemos ya una edad", afirma.

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