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Deputados distritais extinguem jornada 6x1 de terceirizados

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Um ato da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) estabelece que os trabalhadores de serviços terceirizados que trabalham na Casa deverão cumprir, no máximo, oito horas de jornada diária e carga de trabalho semanal não superior a 40 horas.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (17), no Diário da Câmara Legislativa. 

Notícias relacionadas:

A decisão, que extingue a jornada semanal em escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6x1), estabelece que os gestores dos contratos com as empresas prestadoras de serviços terceirizados terão prazo de 15 dias contados da publicação para ajustar horários de entrada e saída dos trabalhadores.

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O ato da Mesa Diretora da CLDF, assinado por sete deputados que fazem parte do colegiado, não exigiu deliberação do plenário.

A proposta é do deputado Ricardo Vale (PT), vice-presidente da CLDF.

“É possível construir relações de trabalho mais humanas e garantir condições dignas para quem presta serviços essenciais à sociedade”, disse o parlamentar, em nota à imprensa. 

Para Vale, “o fim da escala 6x1 na CLDF é um avanço importante e um exemplo que precisa ser ampliado para todo o Distrito Federal.”

Projeto de lei

Desde novembro de 2024, tramita na Câmara Distrital o Projeto de Lei 1.429, que dispõe sobre a jornada de trabalho nas contratações no Distrito Federal pelo poder público de fornecimento de mão-de-obra ou de serviços e também garante dois dias de descanso semanal e jornada máxima de 40 horas para os trabalhadores.

O projeto, de autoria do deputado Fábio Felix (PSol), aprovado na Comissão de Assuntos Sociais, ainda deve ser votado na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças e na Comissão de Constituição e Justiça.

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Deputados distritais extinguem jornada 6x1 de terceirizados

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Um ato da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) estabelece que os trabalhadores de serviços terceirizados que trabalham na Casa deverão cumprir, no máximo, oito horas de jornada diária e carga de trabalho semanal não superior a 40 horas.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (17), no Diário da Câmara Legislativa. 

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A decisão, que extingue a jornada semanal em escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6x1), estabelece que os gestores dos contratos com as empresas prestadoras de serviços terceirizados terão prazo de 15 dias contados da publicação para ajustar horários de entrada e saída dos trabalhadores.

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O ato da Mesa Diretora da CLDF, assinado por sete deputados que fazem parte do colegiado, não exigiu deliberação do plenário.

A proposta é do deputado Ricardo Vale (PT), vice-presidente da CLDF.

“É possível construir relações de trabalho mais humanas e garantir condições dignas para quem presta serviços essenciais à sociedade”, disse o parlamentar, em nota à imprensa. 

Para Vale, “o fim da escala 6x1 na CLDF é um avanço importante e um exemplo que precisa ser ampliado para todo o Distrito Federal.”

Projeto de lei

Desde novembro de 2024, tramita na Câmara Distrital o Projeto de Lei 1.429, que dispõe sobre a jornada de trabalho nas contratações no Distrito Federal pelo poder público de fornecimento de mão-de-obra ou de serviços e também garante dois dias de descanso semanal e jornada máxima de 40 horas para os trabalhadores.

O projeto, de autoria do deputado Fábio Felix (PSol), aprovado na Comissão de Assuntos Sociais, ainda deve ser votado na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças e na Comissão de Constituição e Justiça.

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Fim da 6×1: Mudança terá custo bilionário a municípios, diz associação

A PEC que prevê o fim da escala 6×1 aguarda votação no Senado após ser aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto aprovado estabelece a redução da jornada semanal para 40 horas, distribuídas em cinco dias de trabalho, e já provoca preocupação em diferentes setores da economia brasileira.

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos emitiu um alerta indicando que, caso o Senado aprove o texto nos mesmos termos em que saiu da Câmara, as tarifas dos ônibus municipais podem sofrer reajuste de até 8%.

Diante desse cenário, as prefeituras enfrentariam uma difícil escolha: repassar integralmente o aumento ao usuário ou ampliar os subsídios já concedidos ao setor, onerando ainda mais os orçamentos municipais.

Fred Guidoni, presidente da Associação Paulista de Municípios, alertou que o impacto da mudança vai muito além do transporte público. Segundo ele, áreas como saúde, educação, limpeza urbana e obras públicas também serão afetadas.

“No final do dia, quem vai pagar essa conta é o orçamento público“, afirmou Guidoni, acrescentando que a entidade não é contrária à mudança da jornada de trabalho, mas defende que o tema seja debatido “com muita responsabilidade”.

Guidoni destacou dados da Confederação Nacional dos Municípios, segundo os quais os municípios brasileiros precisariam contratar mais de 700 mil novos servidores para absorver os impactos da redução da jornada, gerando um custo estimado de quase R$ 40 bilhões.

Somente no estado de São Paulo, a estimativa é de contratação de cerca de 100 mil novos servidores, com impacto de aproximadamente R$ 10 bilhões nas contas públicas.

Risco para qualidade dos serviços

Além do impacto fiscal, Guidoni alertou para o risco de deterioração na qualidade dos serviços oferecidos à população, especialmente nos municípios menores e mais endividados.

“Se imediatamente não fizer a reposição dessa mão de obra ou a substituição, os serviços têm uma tendência natural a serem diminuídos na qualidade de prestação e na quantidade de prestação”, afirmou.

De acordo com cálculo da Confederação Nacional dos Municípios, a redução da jornada resultaria na perda de cerca de 27 mil horas trabalhadas, com reflexos diretos no atendimento à população em saúde, educação, transporte público e zeladoria urbana.

Guidoni defendeu que, caso a mudança seja aprovada, ela seja implementada de forma gradual e acompanhada de uma revisão do Pacto Federativo, garantindo aos municípios os recursos necessários — seja pelo governo federal ou pelos governos estaduais — para fazer frente às novas despesas.

Os municípios já estão endividados por demasia para ter mais dessa responsabilidade nos seus orçamentos“, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Fim da escala 6×1 geraria queda do PIB e informalidade, dizem especialistas

Especialistas projetam impactos econômicos relevantes com o avanço dos projetos sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso Nacional.

Atualmente, a Câmara dos Deputados analisa o PL (Projeto de Lei) proposto pelo governo federal sobre o tema, enquanto a PEC (Proposto de Emenda à Constituição) que promove a reforma está travada no Senado desde 28 de maio, quando foi aprovada pela outra Casa.

Diante do cenário ainda incerto em relação a aprovação da pauta, um estudo elaborado pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) indica que a mudança na escala pode provocar, ao longo de dez anos, uma redução de até 16% no PIB (Produto Interno Bruto) e a perda de 18 milhões de postos de trabalho.

Ao CNN Money, Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg, explicou que a alteração proposta diz respeito ao limite constitucional da jornada de trabalho, atualmente fixado em 44 horas semanais, que passaria para 40 horas.

Segundo ela, qualquer regulamentação específica sobre o tema deveria vir apenas após a aprovação de uma PEC.

Sobre os efeitos da medida na economia, Ribas citou os pequenos negócios como exemplo. Segundo a gerente trabalhista da Fiemg, empresas como padarias teriam de ampliar suas equipes para manter o mesmo nível de operação, o que elevaria os custos e impactaria o preço final dos produtos.

“O pãozinho do dia a dia vai ficar mais caro”, afirmou.

A especialista também observou que os reflexos da mudança não ficariam restritos à iniciativa privada. Na avaliação dela, hospitais e demais serviços públicos que necessitassem ampliar o número de funcionários para preservar o atendimento à população também enfrentariam aumento de despesas.

Pressão pela aprovação e redução de empregos

Daniel Duque, pesquisador associado do FGV Ibre, indicou que o governo tem priorizado a implementação da reforma sem demonstrar interesse em debater mecanismos de transição, buscando resultados políticos.

Ao comentar possíveis consequências da proposta, Duque apontou que o aumento dos custos do trabalho e a maior rigidez na distribuição das horas trabalhadas podem resultar em redução dos empregos formais.

O pesquisador destacou três alternativas que poderiam ser adotadas pelas empresas diante desse cenário: redução do quadro de funcionários, investimento em automação e tecnologia ou transferência de trabalhadores para a informalidade, inclusive por meio do registro como MEI, como forma de se adequar às novas regras.

De acordo com Duque, em setores com grande utilização de mão de obra, o aumento dos custos tende a ser repassado ao consumidor final. Para ele, quando há elevação das despesas relacionadas ao emprego, a alternativa disponível para muitas empresas é reajustar os preços cobrados pelos serviços ou produtos.

Questionado sobre a forma mais adequada de implementar a redução da jornada, o pesquisador defendeu uma transição gradual e segmentada. Segundo sua avaliação, a medida poderia ser aplicada inicialmente a determinados setores ou grupos de empresas e ampliada progressivamente, permitindo a análise dos impactos antes de uma adoção mais ampla.

Governo retira urgência de PL

A retirada de urgência do PL do governo sobre o fim da escala de trabalho 6×1 destravou a pauta do plenário da Câmara nessa terça-feira (16).

O Planalto atendeu ao apelo do presidente da Casa Baixa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e agora os deputados podem voltar a deliberar projetos que estavam parados desde o final de maio.

Motta já calculava que os trabalhos seriam desobstruídos nesta semana. Isso porque, caso o governo não retirasse a urgência, o PL do fim da 6×1 seria votado nesta terça com um texto idêntico ao da PEC.

O próprio relator designado para o novo projeto de lei, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), também relatou a PEC e divulgou agora um relatório semelhante ao apresentado na proposta de emenda. A retirada da urgência foi formalizada durante a reunião de líderes.

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Câmara: governo retira urgência do fim da escala 6x1 e destrava pauta

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O governo federal retirou o regime de urgência do Projeto de Lei (PL) 1838/26 que acaba com a escala de trabalho 6x1. A proposta é um dos temas da reunião de líderes realizada na tarde desta terça-feira (16), na Câmara dos Deputados. Por ter sido encaminhado em regime de urgência, o projeto vinha trancando a pauta do plenário da Casa. Com a retirada da urgência, a Câmara fica liberada para votar outras matérias.

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, explicou, em uma rede social, que o governo decidiu retirar a urgência para que outros projetos considerados prioritários avancem, a exemplo da atualização do teto do microempreendedor individual (MEI), da regulação sobre a inteligência artificial (IA) e da criminalização da misoginia.

Notícias relacionadas:

“O fim da escala 6 x1 sem redução de salário é a prioridade do Governo do Brasil neste momento. Após a aprovação da PEC na Câmara dos Deputados, conduzida pelo presidente  @HugoMottaPB, agora cabe ao Senado Federal, sob a liderança do presidente  @davialcolumbre, consolidar essa conquista dos trabalhadores brasileiros”, escreveu.

Misoginia

Durante a reunião de líderes, os deputados também debateram o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

Havia a expectativa que o texto pudesse ser analisado na sessão desta terça-feira. Mas os líderes acordaram em pautar a matéria para a última semana de junho.

Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado.

No seu relatório, a deputada destacou haver uma convergência central sobre “a íntima relação entre o discurso de ódio e inferiorização das mulheres e a prática de crimes graves”, evidenciando que o feminicídio é muitas vezes uma "morte anunciada" precedida por violência verbal e simbólica.

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Entre os pontos levantados na proposta está proporcionar atendimento policial especializado às vítimas, considerando sua situação de vulnerabilidade e o risco de revitimização.

“As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) desempenham um papel fundamental na rede de proteção à mulher e, podem, portanto, oferecer um espaço de acolhimento qualificado e humanizado para aquelas que enfrentam a violência decorrente de misoginia”, afirmou a deputada.

A proposta também modifica o Artigo 8º da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) para acrescentar medidas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher com foco na identificação precoce de fatores de risco, na avaliação periódica de impacto das ações governamentais e não governamentais, na promoção de programas de fortalecimento dos vínculos familiares e de suportes econômicos e sociais que mitiguem a dependência financeira que mantém vítimas mulheres presas ao ciclo de abusos.

Matéria ampliada às 18h23 para inclusão das declarações do ministro José Guimarães.

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Câmara: governo retira urgência do fim da escala 6x1 e destrava pauta

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O governo federal retirou o regime de urgência do Projeto de Lei (PL) 1838/26 que acaba com a escala de trabalho 6x1. A proposta é um dos temas da reunião de líderes realizada na tarde desta terça-feira (16), na Câmara dos Deputados. Por ter sido encaminhado em regime de urgência, o projeto vinha trancando a pauta do plenário da Casa. Com a retirada da urgência, a Câmara fica liberada para votar outras matérias.

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, explicou, em uma rede social, que o governo decidiu retirar a urgência para que outros projetos considerados prioritários avancem, a exemplo da atualização do teto do microempreendedor individual (MEI), da regulação sobre a inteligência artificial (IA) e da criminalização da misoginia.

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“O fim da escala 6 x1 sem redução de salário é a prioridade do Governo do Brasil neste momento. Após a aprovação da PEC na Câmara dos Deputados, conduzida pelo presidente  @HugoMottaPB, agora cabe ao Senado Federal, sob a liderança do presidente  @davialcolumbre, consolidar essa conquista dos trabalhadores brasileiros”, escreveu.

Misoginia

Durante a reunião de líderes, os deputados também debateram o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

Havia a expectativa que o texto pudesse ser analisado na sessão desta terça-feira. Mas os líderes acordaram em pautar a matéria para a última semana de junho.

Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado.

No seu relatório, a deputada destacou haver uma convergência central sobre “a íntima relação entre o discurso de ódio e inferiorização das mulheres e a prática de crimes graves”, evidenciando que o feminicídio é muitas vezes uma "morte anunciada" precedida por violência verbal e simbólica.

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Entre os pontos levantados na proposta está proporcionar atendimento policial especializado às vítimas, considerando sua situação de vulnerabilidade e o risco de revitimização.

“As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) desempenham um papel fundamental na rede de proteção à mulher e, podem, portanto, oferecer um espaço de acolhimento qualificado e humanizado para aquelas que enfrentam a violência decorrente de misoginia”, afirmou a deputada.

A proposta também modifica o Artigo 8º da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) para acrescentar medidas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher com foco na identificação precoce de fatores de risco, na avaliação periódica de impacto das ações governamentais e não governamentais, na promoção de programas de fortalecimento dos vínculos familiares e de suportes econômicos e sociais que mitiguem a dependência financeira que mantém vítimas mulheres presas ao ciclo de abusos.

Matéria ampliada às 18h23 para inclusão das declarações do ministro José Guimarães.

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Mudança na escala 6×1 pode reduzir PIB em 16% em dez anos, diz Fiemg

O debate sobre a mudança na escala de trabalho 6×1 ganhou novos contornos com a apresentação de dados econômicos preocupantes.

Segundo estudo elaborado pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), a medida pode provocar, ao longo de dez anos, uma redução de até 16% no PIB (Produto Interno Bruto) e a perda de 18 milhões de postos de trabalho.

Ao CNN Money, Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg,  alertou que a tramitação acelerada do projeto de lei, impulsionada pelo contexto eleitoral, representa uma fonte significativa de insegurança jurídica para o país.

A especialista explicou que a alteração proposta diz respeito ao limite constitucional da jornada de trabalho, atualmente fixado em 44 horas semanais, que passaria para 40 horas. Segundo ela, qualquer regulamentação específica sobre o tema deveria vir apenas após a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

“O que está acontecendo hoje é que um projeto de lei está tramitando, tendendo a regulamentar questões que ainda não estão definidas no âmbito da Constituição Federal”, afirmou.

“Como vamos regulamentar questões que ainda não estão definidas na Constituição Federal? Isso gera uma insegurança jurídica enorme.”

Ribas também destacou que a tramitação em regime de urgência reflete pressões do calendário eleitoral.

“É mais um demonstrativo da pressão que está se tendo em razão do momento eleitoral“, disse, acrescentando que o desejo da entidade é que a discussão se prolongue para após as eleições, com um debate responsável e distante de pressões políticas imediatas.

Impactos práticos para a economia

Para ilustrar os efeitos concretos da medida, Ribas citou o exemplo de pequenos negócios. Segundo ela, estabelecimentos como padarias precisariam contratar mais funcionários para manter seu funcionamento atual, o que elevaria os custos com pessoal e, consequentemente, os preços ao consumidor.

“O pãozinho do dia a dia vai ficar mais caro”, exemplificou.

Ela também destacou que o impacto não se restringiria ao setor privado. Hospitais e outros serviços públicos que precisassem ampliar seu quadro de trabalhadores para manter a oferta de serviços também enfrentariam aumento de custos.

“O impacto é na economia como um todo”, afirmou. “São vários setores envolvidos, e é muito complexo decidir sobre isso sob uma pressão tão grande.”

Proposta alternativa

Questionada sobre a proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho, Fernanda Ribas avaliou positivamente a iniciativa.

Segundo ela, a PEC do senador mantém os limites constitucionais vigentes e, ao contrário da proposta aprovada na Câmara dos Deputados, permite a utilização de diversas escalas de trabalho, oferecendo flexibilidade para diferentes setores da economia.

“A proposta mantém os direitos trabalhistas que hoje já são devidos e ainda permite a utilização de novas escalas de trabalho”, disse.

A representante da Fiemg esclareceu que a entidade não é contrária à redução da jornada de trabalho em si, mas questiona a imposição, por lei, de uma única escala para todos os setores.

“O que a gente está questionando é uma imposição, por lei, de uma única escala de trabalho, de uma única jornada“, afirmou.

A Fiemg apresentou emendas à PEC durante sua tramitação na Câmara, mas nenhuma delas foi acatada. A estratégia agora é repetir o esforço no Senado Federal, contribuindo para o aprimoramento do texto em discussão.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Governo deve retirar regime de urgência de projeto sobre fim da 6×1

O governo deve retirar o regime de urgência do projeto de lei sobre o fim da escala 6×1. Sem a urgência, a proposta deixará de bloquear as votações do plenário da Câmara dos Deputados. A matéria está trancando a pauta da Casa desde 30 de maio.

Para destravar a pauta, o projeto estava previsto para ser votado nesta terça-feira (16). A CNN apurou que a deliberação passou a ser incerta. Na prática, a mudança afasta a possibilidade de uma análise rápida da proposta e amplia o prazo para negociações.

O projeto deve ser debatido por líderes partidários e pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta tarde. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar seu parecer no encontro do colégio de líderes.

A Câmara já aprovou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala em 27 de maio. O projeto de lei criado pelo governo foi enviado ainda em abril justamente para pressionar pelo avanço da pauta.

Mesmo com a aprovação da PEC, o governo defendia não retirar a urgência do seu projeto. A intenção era pressionar o Senado, onde a PEC do fim da 6×1 aguarda análise desde o dia 28 de maio.

Integrantes da base governista ouvidos pela CNN afirmam que a retirada da urgência ganhou força nas últimas horas. Os parlamentares evitam detalhar os termos da negociação e não confirmam se a medida faz parte de um acordo formal entre governo e Câmara.

O projeto do Executivo tem conteúdo semelhante ao da PEC do fim da escala 6×1 já aprovada pelos deputados. A proposta reduz a jornada semanal máxima de trabalho para 40 horas e estabelece dois dias de descanso por semana, sem redução salarial.

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Fim da 6×1 deve elevar desemprego e informalidade, diz pesquisador

O debate em torno do fim da escala de trabalho 6×1 ganhou novos contornos com a movimentação do governo para acelerar a aprovação do projeto de lei na Câmara dos Deputados.

O relator do projeto, Leo Prates, deve apresentar seu novo parecer a líderes partidários, assumindo o texto do governo, que está trancando a pauta da Casa. A PEC de tema semelhante, aprovada pelo plenário da Câmara, aguarda votação no Senado.

Daniel Duque, pesquisador associado do FGV Ibre, avaliou que a principal mensagem transmitida pelo governo é a pressa pela aprovação da reforma. “Geralmente, quando se tem pressa, perdemos um pouco uma discussão importante dos detalhes para tentar fazer essa mudança, que vai afetar muitos setores, vai afetar a economia de várias formas”, afirmou.

Para Duque, o governo não demonstra interesse em discutir mecanismos de transição, priorizando a implementação rápida para obter retorno político.

O pesquisador destacou que a falta de clareza sobre o formato final da reforma gera insegurança para o setor produtivo. Segundo ele, as empresas precisam saber o que esperar no horizonte de um a quatro anos para tomar decisões de investimento e contratação.

“Você não sabe como será o desenho da mudança que vai acabar sendo realizada. Se vai ter alguma transição, se vai ser para todas as empresas”, explicou. Essa incerteza torna imprevisíveis tanto o custo do trabalho quanto a rigidez das escalas, fatores essenciais para o planejamento empresarial.

Duque também alertou que o fim da escala 6×1 implica duas mudanças simultâneas: a redução da jornada semanal e a proibição, ao menos em termos regulares, do trabalho em regime de seis dias com um de descanso.

Isso altera não apenas o total de horas trabalhadas, mas também a forma como as empresas alocam seus trabalhadores para manter ou expandir a produção.

Risco de desemprego, automação e informalidade

Questionado sobre os possíveis efeitos colaterais da reforma, o pesquisador foi direto ao apontar os riscos.

“Se estamos falando de um aumento do encarecimento do trabalho, com também uma maior rigidez na alocação das horas, isso geralmente tem um custo de perda de empregos formais”, disse.

Ele enumerou três caminhos que as empresas podem adotar: demissão e desemprego, investimento em automação e tecnologia, ou migração de trabalhadores para o setor informal — inclusive por meio do MEI —, como forma de contornar as novas regras da carteira de trabalho.

Impacto nos serviços públicos e nas tarifas

O debate também alcança os serviços públicos operados por concessões ao setor privado, como o transporte urbano. Um levantamento publicado pela Folha de São Paulo indicou que serviços públicos já estimam o impacto do fim da escala 6×1, com a tarifa de ônibus podendo subir até 8%.

Para Duque, nesses casos, o aumento do custo do trabalho precisa ser integralmente repassado ao consumidor. “Se você tem um aumento do custo ali da questão do emprego, se é um setor que emprega muito, que geralmente é o caso, a única coisa que você pode fazer é repassar para a tarifa que o consumidor paga”, afirmou.

Ao ser questionado sobre o melhor modelo para implementar a redução da jornada, Duque defendeu uma transição gradual e setorizada. Na sua visão, seria ideal aplicar a mudança inicialmente a determinados tipos de empresas ou setores, expandindo ano a ano, o que permitiria avaliar os impactos reais antes de uma implementação universal.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Fim da 6×1: relator apresenta novo parecer a líderes nesta terça (16)

O relator do projeto de lei que dá fim à escala de trabalho 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar nesta terça-feira (16) o seu novo parecer a líderes partidários. O parlamentar já relatou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de tema semelhante que foi aprovada pelo plenário da Câmara, e agora assume o texto do governo, que está trancando a pauta da Casa.

O projeto do Executivo será debatido pelo colégio de líderes, mas já está pautado no plenário. A proposta tramita em regime de urgência. Por não ter sido votada no prazo de 45 dias, está travando a pauta desde o fim de maio, o que impede outras votações.

A Casa já aprovou uma PEC sobre o tema em 27 de maio. O projeto de lei criado pelo governo, que tem texto diferente da PEC, foi enviado ainda em abril justamente para pressionar pelo avanço da pauta, que cria uma nova escala de trabalho.

Mesmo com a aprovação da PEC, o governo decidiu não retirar a urgência do seu projeto. O Executivo aposta em manter o regime de urgência para pressionar o Senado, onde a PEC do fim da 6×1 aguarda análise e não foi pautada pelo presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP) desde o dia 28 de maio.

A expectativa é que o relatório de Leo Prates seja semelhante ao seu texto escrito para a PEC e que já foi aprovado pelos deputados. Nele, estão previstas duas folgas por semana, sem reduções salariais, e uma transição total de 14 meses para a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas de jornada. 

Deputados governistas e do centrão esperam que o texto proposto pelo governo seja aprovado com a mesma facilidade da PEC. Eles entendem que há um acordo amplo para que a medida seja votada no plenário nesta semana sem maiores empecilhos, ainda mais considerando que são necessários menos votos para aprovar um projeto de lei (ao menos metade dos votos).

Nos bastidores, a oposição não acredita na possibilidade de barrar o texto, mas vê a possibilidade de disputar, mais uma vez, o discurso que tenta “expor” o governo.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu dar andamento ao projeto do Executivo para destrancar a pauta da Casa e abrir caminho para outras deliberações. Nesta semana, ele quer avançar com a votação do projeto que criminaliza a misoginia

O parecer dessa proposta também deve ser apresentado pela relatora, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), e debatido pelos líderes na reunião. O tema está sendo discutido em um grupo de trabalho desde o início de maio.

A primeira versão do relatório de Tabata incluiu novo conceito da prática de misoginia e a possibilidade, em caso de decisão judicial, de suspensão de perfis na internet utilizados para divulgar conteúdo ilícito. 

O texto classifica a misoginia como “a prática, a indução ou a incitação de menosprezo ou discriminação contra a mulher, que promova violência, negue sua igualdade de direitos ou ofenda sua dignidade, em razão da condição de mulher”.

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Fim da 6×1 pode aumentar tarifas de ônibus em até 8%, diz entidade

Com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados, diversos setores da economia brasileira passam a alertar sobre as consequências da mudança.

A NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), por exemplo, alerta para o aumento de até 8% nas tarifas de ônibus públicos, que está entre as estimativas.

Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) publicados na última edição do NTUrbano, identificaram que, com uma mudança na quantidade de horas trabalhadas, os setores de transporte terrestre poderão ter um aumento nos custos de até 8,77% por hora de trabalho, número maior do que a média nacional de 7,84%.

Já considerando o peso da mão de obra, estimado em 25,2%, o impacto final seria um aumento de 2,21% nos gastos operacionais das empresas de transporte.

“Qualquer alteração na jornada, portanto, tende a ter impacto direto e imediato tanto sobre a estrutura de custos quanto sobre a oferta de serviço”, explica a entidade.

No entanto, a própria NTU encomendou simulações para avaliar os possíveis cenários. Em um eventual fim da escala 6×1 e adoção da escala 5×2, os custos de mão de obra aumentaram entre 13% e 15%, chegando a um valor total de R$ 1,17 milhão por mês.

“Esse custo com mão de obra representa entre 45% e 50% do custo total. Assim, com um aumento nesse tipo de item, isso significa um aumento de 6,5% e 7,5% nas tarifas para o consumidor final. Em algumas cidades, esse custo pode chegar até 8%“, explica  Matteus Freitas, diretor técnico da NTU. 

Segundo a publicação do Ipea, o transporte terrestre integra o grupo dos 31 setores econômicos que “demandam atenção especial para processos de transição em casos de implementação de redução da jornada de trabalho”.

Isso porque o setor, de acordo com a NTU, “carrega um dos maiores contingentes de trabalhadores formais do país”, com 1,78 milhão de vínculos celetistas (CLT – Consolidação das Leis do Trabalho) ativos.

Apesar da expectativa de aumento, a advogada trabalhista e sindical do Duarte Tonetti Advogados, Fernanda Miranda, explica que esses valores não pesarão automaticamente no bolso dos passageiros.

“Juridicamente, as empresas de ônibus não podem simplesmente aumentar a tarifa por conta própria. O transporte coletivo urbano é um serviço público prestado por concessão ou permissão municipal, e as tarifas são reguladas pelo Poder Público”, explica.

Por isso, segundo a advogada, a fixação e o reajuste da tarifa dependem de ato da Prefeitura ou do órgão gestor do transporte. Nesse contexto, Miranda afirma que, antes do aumento, essas questões devem passar por crivo jurídico e pelos seguintes passos:

  1. A empresa ou o sindicato patronal apresenta estudos demonstrando desequilíbrio econômico-financeiro do contrato;
  2. O órgão regulador ou a Prefeitura analisa os dados;
  3. São realizados cálculos de impacto tarifário;
  4. O Poder Público decide se aumenta a tarifa; amplia os subsídios; combina as duas medidas; ou rejeita o pedido. 

“Esse procedimento decorre do princípio do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos, previsto na Constituição e na legislação de concessões”, afirma a advogada.

Freitas confirma. Segundo o diretor, se a PEC for aprovada do jeito que está, demoraria cerca de um ano para que as tarifas fossem aumentadas.

Aumento de custos afeta demais setores

Além do transporte urbano, outros setores mostram que seriam afetados pelo fim da escala 6×1.

Um estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) encomendado pela AHOSP (Associação dos Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo) estimou que o setor poderá perder aproximadamente 4,3% do total de horas contratadas e ter um aumento de até  8,4% nos custos do trabalho na saúde. 

Em termos financeiros, o impacto anual varia de R$ 7,7 bilhões a R$ 19 bilhões para o setor da saúde, considerado um serviço essencial

Além disso, na última terça-feira (9), setores comerciais e industriais publicaram uma carta aberta a senadores e senadoras pela aprovação da PEC 12/2026, a do “trabalho flexível”, como foi apelidada.

Segundo o abaixo-assinado, a nota representa mais de 40 milhões de empregos, ou 90% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Esta proposição é uma alternativa à PEC pelo fim da escala 6×1 e permite que os empregados escolham entre seguir o regime de trabalho tradicional da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas.

A carta aberta foi assinada pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNT (Confederação Nacional do Transporte), FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e outras inúmeras associações que demonstraram sua insatisfação com a atual PEC em pauta no Senado.

No âmbito da segurança patrimonial de instituição pública e transporte de valores privados, Jeferson Nazário, presidente da Fenavist (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores) prevê um aumento em torno de 20% dos custos.

“Isso porque as horas que ultrapassarem o limite de 44 horas semanais na escala 12×36 — atualmente a mais utilizada pelo segmento — demandarão tratamento diferenciado, com a incidência de pagamento de horas extras para garantir a cobertura integral das operações”, explica.

Já em relação ao impacto nos preços de supermercado ao consumidor final,  Erlon Ortega, da Apas (Associação Paulista de Supermercados), acredita em um aumento de 9% a 10%.  Segundo o associado, a aprovação da PEC culminará em aumento de custos operacionais, o que refletirá nas prateleiras.

“Um projeto que a gente tira 10% da nossa força de trabalho nos obriga a contratar cerca de 10% a mais”, afirmou à CNN Brasil.

O que diz a PEC

A PEC que estabelece o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais foi aprovada, em dois turnos, pela Câmara dos Deputados no último dia 27 de maio.

A votação contou com 472 deputados favoráveis à medida no primeiro turno e 461 no segundo. No entanto, o texto ainda precisa passar pela análise do Senado e ser promulgado pelo Congresso Nacional para começar a valer.

transição para o fim da escala 6×1 só começará após a aprovação da proposta pelas duas Casas e sua promulgação pelo Congresso Nacional, processo que ainda não possui data definida.

Após essa etapa, a implementação ocorrerá em duas fases. A primeira terá início 60 dias após a promulgação do texto, garantindo dois dias de repouso remunerado por semana e reduzindo a jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais.

Depois de 14 meses, a carga horária será reduzida de 42 para 40 horas semanais, mantendo a escala 5×2, com uma das folgas sendo, preferencialmente, aos domingos. Além disso, não haverá redução salarial.

A PEC, relatada pelo deputado Leo Prates (Republicanos), reuniu duas propostas que tramitavam em conjunto, uma de 2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e outra apresentada no ano passado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Mercado de trabalho tem disputa entre quiet quitting e quiet hiring

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Motta convoca reunião de líderes para votar PL do fim da escala 6x1

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (15) que convocou para a tarde de amanhã (16) uma reunião do colégio de líderes para tratar do projeto de lei (PL) 1838/26, do governo federal, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para cada dia de folga, a escala 6X1.

O objetivo é ter pontos do texto esclarecidos pelo relator, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA).

Notícias relacionadas:

Encaminhado pelo governo em abril, o projeto define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e oito diárias, além de garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

Por ter sido encaminhada em regime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara, que só pode deliberar propostas de Emenda à Constituição (PECs), Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) e requerimentos de urgência até que o projeto seja votado.

“Convoquei Reunião de Líderes para amanhã (16), às 14h. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba com a escala 6x1, apesar de já termos aprovado a PEC sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social.

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Na quinta-feira (11), Motta designou o deputado Leo Prates, que também relatou o texto da PEC que acabou com a escala 6x1, como relator do projeto. O texto aprovado no final de maio reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5x2). A atualmente a PEC está em análise no Senado Federal.

Além do projeto de lei que acaba com escala 6X1, os líderes vão debater ainda o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado.

“Já a deputada @tabataamaralsp apresentará os resultados do GT da Misoginia. Devemos votar os dois projetos em plenário ainda nesta semana”, completou Motta.

A relatora alterou principalmente a definição de misoginia.

“A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher’.”

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Motta convoca reunião de líderes para votar PL do fim da escala 6x1

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (15) que convocou para a tarde de amanhã (16) uma reunião do colégio de líderes para tratar do projeto de lei (PL) 1838/26, do governo federal, que acaba com a escala de seis dias de trabalho para cada dia de folga, a escala 6X1.

O objetivo é ter pontos do texto esclarecidos pelo relator, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA).

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Encaminhado pelo governo em abril, o projeto define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e oito diárias, além de garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

Por ter sido encaminhada em regime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara, que só pode deliberar propostas de Emenda à Constituição (PECs), Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) e requerimentos de urgência até que o projeto seja votado.

“Convoquei Reunião de Líderes para amanhã (16), às 14h. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba com a escala 6x1, apesar de já termos aprovado a PEC sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social.

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Na quinta-feira (11), Motta designou o deputado Leo Prates, que também relatou o texto da PEC que acabou com a escala 6x1, como relator do projeto. O texto aprovado no final de maio reduziu a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5x2). A atualmente a PEC está em análise no Senado Federal.

Além do projeto de lei que acaba com escala 6X1, os líderes vão debater ainda o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.

Na última quarta-feira (10), a coordenadora do grupo de trabalho que debate a proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou uma nova versão do texto, que já foi aprovado no Senado.

“Já a deputada @tabataamaralsp apresentará os resultados do GT da Misoginia. Devemos votar os dois projetos em plenário ainda nesta semana”, completou Motta.

A relatora alterou principalmente a definição de misoginia.

“A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher’.”

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Fim da escala 6×1 pode elevar tarifas e custos de serviços públicos

Os contratos de municípios, estados e da União com empresas que prestam serviços públicos como transporte, coleta de lixo, energia, portos e outras concessionárias deverão ser revisados caso a PEC (proposta de emenda à Constituição) do fim da escala 6×1 passe a valer.

A Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de maio, a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais. O texto aprovado estabelece que, 60 dias após a promulgação da medida, começa a valer a escala 5×2 e a jornada semanal passa a ser de até 42 horas por semana. A diminuição para 40 horas semanais será aplicada 12 meses depois. O texto ainda precisa ser discutido no Senado.

Transporte público prevê aumento nas tarifas

Entidades que representam empresas prestadoras desses serviços públicos já calculam o tamanho do impacto com a mudança. “Nós estimamos que deve haver um aumento entre 6% e 8% da tarifa”, afirma Marcos Bicalho, diretor da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos).

A escala 6×1, em que seis dias de trabalho são seguidos por um dia de descanso, é predominante no setor de transporte público de passageiros. A conta do impacto foi feita com base em uma operação de cem ônibus e cuja demanda varia ao longo da semana: 150 motoristas que trabalham em dias úteis, 90 aos sábados e 60 aos domingos.

Com a adoção da escala 5×2, foram duas simulações, uma com 186 motoristas e outra com 190. Os custos da folha de pagamentos aumentam 13% e 15%, respectivamente.

A mão de obra responde por cerca de 50% das despesas operacionais (a outra metade são custos como combustível, manutenção e depreciação). Daí se chegou ao aumento de 6% a 8% na tarifa de ônibus.

Bicalho afirma que as prefeituras subsidiam parte das tarifas, e pode ser que uma parte desse aumento seja absorvida pelo caixa da administração pública municipal.

A ANPTrilhos, entidade do setor metroferroviário, afirma que os impactos continuam sendo avaliados. A associação diz que grande parte das equipes operacionais já atua com 40 horas semanais por características da operação ferroviária, mas deve haver revisão de acordos e convenções coletivas, com potencial aumento de custos. Nas áreas administrativas são comuns as jornadas de 44 horas semanais.

Coleta de lixo e segurança privada também serão afetadas

Outro serviço importante, o de coleta de lixo, também deve ter uma mudança de contratos, mas nesse caso há mais heterogeneidade nos serviços prestados, o que dificulta estimar o tamanho do impacto.

A Abrema (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente), que reúne empresas de coleta, afirma em nota que há cerca de 454 mil pessoas em atividades de coleta, varrição, limpeza urbana e conservação de áreas públicas.

A entidade calcula que uma diminuição de jornada atingirá 77% dessa força de trabalho do setor. “Uma redução da jornada sem diminuição proporcional das atividades exigiria a manutenção dos níveis atuais de atendimento com aumento dos custos operacionais”, afirmou.

Jeferson Nazário, presidente da Fenavist (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores), afirma que as companhias que ele representa prestam serviços para a administração pública direta e indireta. A estimativa é que, com a mudança, haverá acréscimo de 20% no valor do serviço. A escala predominante é a de 12 horas de trabalho por 36 horas de folga, chamada de 12×36.

“A ideia inicial das empresas é manter a estrutura atual, não abrir novos postos de trabalho, e absorver a mudança trabalhando com horas extras”, afirma.

Hospitais estudam impacto financeiro

Nos hospitais há modalidades diferentes de jornada, afirma Anis Mitri, da Ahosp (Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo). A entidade encomendou um estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para avaliar o efeito da mudança.

Cerca de 42% da força de trabalho do setor trabalha mais do que 40 horas. Uma redução por lei implicaria perda de 4,3% do total de horas contratadas.

Como o serviço não pode ser interrompido, “a diminuição das horas disponíveis por trabalhador tende a exigir reorganização das escalas, ampliação da utilização de horas extras ou contratação de novos profissionais”, disse. A projeção é de alta de custos da folha no setor entre 3,4% e 8,4%.

Em hospitais filantrópicos, Santas Casas e demais prestadores do SUS, a preocupação é maior, e uma mudança da lei precisaria “ser acompanhada de mecanismos que preservem o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos vigentes”, afirma.

Setores com menor impacto

Em outros setores o impacto não deve ser tão grande. A Abcon (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), entidade que representa empresas de saneamento, diz que 76% dos contratados já estão em escalas no estilo 5×2 e com jornadas de até 40 horas semanais.

Nos portos, o grosso da mudança deverá ocorrer em serviços como segurança, mas não para estivadores ou marinheiros, segundo a ABPT (Associação Brasileira de Terminais Portuários).

Para as distribuidoras de energia, a questão não deve ser rever os valores ou prazos dos contratos já firmados, mas, talvez, os indicadores regulatórios (os parâmetros que a Aneel, a agência reguladora do setor, exige, como número mínimo de agências físicas e atendimento telefônico).

A PEC aprovada na Câmara torna obrigatória a concessão de duas folgas semanais aos trabalhadores, uma delas preferencialmente aos domingos.

Na administração pública, estimativas de impacto variam, mas as principais atingidas serão as estatais, que têm 27% dos contratos com jornada de mais de 40 horas semanais, e as prefeituras, que dependem de empresas terceirizadas e concessionárias. A FNP (Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos) diz que o maior responsável pelo aumento de custos é o pagamento aos terceirizados, como serviços de recolhimento de lixo e varrição das ruas, vigilância das escolas, entrega de merendas etc. Esses trabalhadores são celetistas e contratados por empresas privadas.

O conceito de “fato do príncipe”

O advogado Fernando Vernalha afirma que a redução de jornada pode ser enquadrada como “fato do príncipe”, conceito jurídico que descreve um ato do poder público que gera impactos econômicos sobre contratos em vigor.

Se for o caso, as empresas contratadas podem pedir reequilíbrio financeiro dos contratos porque eventos imprevisíveis afetaram a execução.

Vernalha afirma, no entanto, que os processos tendem a ser lentos. Muitos contratos mais antigos não têm metodologias para medir o desequilíbrio, o que abre espaço para disputas prolongadas.

Setores que já operam com escalas diferentes, como os que têm regime 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, não serão afetados, afirma Marcus Brumano, sócio no Castro Barros Advogados. É o caso, por exemplo, dos estivadores nos terminais portuários.

Todos os serviços contratados pelo Estado que tiverem custos adicionais devem repassar os aumentos para a administração pública, afirma.

Regra de transição para contratos públicos

O relator da PEC na Câmara dos Deputados, Leo Prates (Republicanos-BA), afirma no texto aprovado que a redução da jornada impacta diretamente os contratos administrativos de prestação de serviços que dependem de mão de obra.

Como esses contratos têm custos previamente estabelecidos e estão incorporados aos orçamentos dos entes federativos, uma absorção imediata do aumento de custos seria inviável (especialmente para estados e municípios).

Por isso, a proposta prevê uma regra de transição: nos casos de contratos celebrados pela administração pública direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que estiverem vigentes na entrada em vigor das mudanças e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, a redução será aplicada após aditamento do contrato a ser formalizado em até 12 meses após a publicação da emenda constitucional.

A transição valerá para contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas e de parcerias público-privadas. O relator justifica a medida pela necessidade de preservar a continuidade de serviços essenciais terceirizados. (Felipe Gutierrez/FOLHAPRESS)

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Alcolumbre trava tramitação da PEC do fim da 6x1 no Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), travou a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 no Brasil ao manter o texto na Mesa Diretora da Casa, sem despachar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), disse que não recebeu informação sobre a data de envio da PEC à Comissão. Uma reunião entre Otto e Alcolumbre, prevista para esta semana, foi desmarcada pelo presidente do Senado. Procurada, a assessoria de Alcolumbre não comentou o tema da reportagem.

Notícias relacionadas:

O presidente do Senado também não marcou a reunião de líderes para discutir a pauta. O encontro costuma ocorrer semanalmente. Na semana passada, Alcolumbre afirmou, no plenário, que discutiria a tramitação da PEC do fim da 6x1 na reunião de líderes.

Além de instituir a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado para os trabalhadores por semana, a PEC 221 de 2019 reduz a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 horas para 40 horas semanais.

Estratégia de adiar 

A cientista política e professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Luciana Santana avalia que o adiamento dessa definição reflete preocupações sobre os impactos econômicos e sobre a resistência, principalmente nos setores empresariais, em relação à redução da jornada de trabalho no Brasil.

“É o ano eleitoral. Sobre um tema com essa repercussão social, as lideranças preferem administrar esse tempo da discussão evitando assumir cursos políticos imediatos.”

Pesquisas sobre os impactos da PEC na economia têm divergido em relação às consequências para inflação, o Produto Interno Bruto (PIB) e o nível de emprego.

De acordo com especialista, a postergação da discussão da PEC sugere que Alcolumbre ainda não tomou decisão política sobre a tramitação, mas pondera que isso não significa rejeição definitiva ao mérito da proposta.

"A simples existência de apoio social não garante a tramitação. O presidente da Casa possui os instrumentos para poder definir a prioridade e o ritmo da agenda. Ele está mantendo esse tema sob o controle dele, como presidente do Senado, enquanto as negociações mais amplas continuam nos bastidores.”

PEC da oposição é despachada

Enquanto não despacha a PEC do fim da escala 6x1, Alcolumbre enviou à CCJ a PEC alternativa ao fim da 6x1, apresentada pela oposição, que mantém a atual escala de trabalho no Brasil e permite a contratação por hora trabalhada. 

Lideranças governistas esperam votar a PEC do fim da 6x1 que veio da Câmara, sem alterações, ainda neste semestre, antes do recesso Legislativo, que começa no dia 18 de julho, intercalado com São João e Copa do Mundo.

Durante as sessões do plenário do Senado desta semana, senadores governistas cobraram a tramitação da PEC.

“É exigível que nós assim o façamos o mais breve possível, quiçá bem antes, até o final deste mês, das conclusões do nosso primeiro semestre, no dia 17 de julho”, destacou o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).

A líder do PT no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), também pediu prioridade à PEC que institui a escala 5x2 no Brasil.

“O Senado precisa priorizar esse tema, que é, sim, uma prioridade do país, que se pretende grande, civilizado e desenvolvido, por trabalho digno e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras assalariados.”

Por outro lado, o senador da oposição Hermes Klann (PL-SC) criticou a PEC. “[A proposta] reduz a jornada de trabalho sem apresentar solução para compensar os custos dessa mudança. A conta não desaparece, alguém vai pagar. E, como sempre, quem paga é a própria população.”

O senador Romário (PL-RJ), mesmo da oposição, defendeu a medida. “Serei sempre favorável a qualquer medida que vise a garantir mais direitos aos nossos trabalhadores”, discursou na tribuna.

Piso salarial dos garis

Apesar de não comentar o tema nesta semana, Alcolumbre reagiu quando cobrado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) para incluir na pauta o projeto que estabelece piso salarial de R$ 3 mil para garis.

“Tenho 31 projetos que tratam de jornada de trabalho, que tratam de piso de remuneração de muitas categorias. Não posso ser seletivo”, respondeu o presidente do Senado, ao alegar que, se pautasse o projeto do piso dos garis, teria que pautar de outras categorias profissionais.

Segundo Alcolumbre, seria complexo votar projetos que aumentem gastos em ano de eleição.

“O que eu botar para votar, todo mundo vai votar ‘sim’ por conta da eleição, e vai ter que arrumar dez brasis para pagar.”

Refil do agro

Por outro lado, Acolumbre pautou, e o Senado aprovou, nessa quarta-feira (10), o projeto de lei (PL) que prevê o uso do Fundo Social do Pré-sal para financiar dívidas do agronegócio que o governo calcula ter um custo fiscal de R$ 140 bilhões, em 10 anos.

O Ministério da Fazenda pedia mais tempo e alterações no PL 5.122/2023, sob a relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), devido ao impacto sobre os cofres públicos.

Segundo Alcolumbre, a medida foi colocada em votação por causa de um acordo com os senadores. “Respeito integralmente a posição do governo, que têm apelado reiteradas vezes para que o Senado tenha cautela na deliberação das matérias relevantes e que podem impactar o orçamento do Brasil, mas eu fiz um acordo com os senadores e senadoras, com os deputados em várias ocasiões.”

O ministro da Fazenda Dario Durigan informou que o governo vai tentar alterar o texto do PL 5.122/2023 na Câmara e, caso não haja sucesso, poderia recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob o argumento de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Nosso objetivo é, sim, ajudar aqueles agricultores que mais precisam, que comprovem as perdas, que tenham problemas com as dívidas. Não [queremos] fazer uma espécie de nova linha que atenda quem não precisa”, disse a jornalistas na saída do Ministério da Fazenda, após aprovação do PL no Senado.

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Alcolumbre trava tramitação da PEC do fim da 6x1 no Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), travou a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 no Brasil ao manter o texto na Mesa Diretora da Casa, sem despachar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), disse que não recebeu informação sobre a data de envio da PEC à Comissão. Uma reunião entre Otto e Alcolumbre, prevista para esta semana, foi desmarcada pelo presidente do Senado. Procurada, a assessoria de Alcolumbre não comentou o tema da reportagem.

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O presidente do Senado também não marcou a reunião de líderes para discutir a pauta. O encontro costuma ocorrer semanalmente. Na semana passada, Alcolumbre afirmou, no plenário, que discutiria a tramitação da PEC do fim da 6x1 na reunião de líderes.

Além de instituir a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado para os trabalhadores por semana, a PEC 221 de 2019 reduz a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 horas para 40 horas semanais.

Estratégia de adiar 

A cientista política e professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Luciana Santana avalia que o adiamento dessa definição reflete preocupações sobre os impactos econômicos e sobre a resistência, principalmente nos setores empresariais, em relação à redução da jornada de trabalho no Brasil.

“É o ano eleitoral. Sobre um tema com essa repercussão social, as lideranças preferem administrar esse tempo da discussão evitando assumir cursos políticos imediatos.”

Pesquisas sobre os impactos da PEC na economia têm divergido em relação às consequências para inflação, o Produto Interno Bruto (PIB) e o nível de emprego.

De acordo com especialista, a postergação da discussão da PEC sugere que Alcolumbre ainda não tomou decisão política sobre a tramitação, mas pondera que isso não significa rejeição definitiva ao mérito da proposta.

"A simples existência de apoio social não garante a tramitação. O presidente da Casa possui os instrumentos para poder definir a prioridade e o ritmo da agenda. Ele está mantendo esse tema sob o controle dele, como presidente do Senado, enquanto as negociações mais amplas continuam nos bastidores.”

PEC da oposição é despachada

Enquanto não despacha a PEC do fim da escala 6x1, Alcolumbre enviou à CCJ a PEC alternativa ao fim da 6x1, apresentada pela oposição, que mantém a atual escala de trabalho no Brasil e permite a contratação por hora trabalhada. 

Lideranças governistas esperam votar a PEC do fim da 6x1 que veio da Câmara, sem alterações, ainda neste semestre, antes do recesso Legislativo, que começa no dia 18 de julho, intercalado com São João e Copa do Mundo.

Durante as sessões do plenário do Senado desta semana, senadores governistas cobraram a tramitação da PEC.

“É exigível que nós assim o façamos o mais breve possível, quiçá bem antes, até o final deste mês, das conclusões do nosso primeiro semestre, no dia 17 de julho”, destacou o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).

A líder do PT no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), também pediu prioridade à PEC que institui a escala 5x2 no Brasil.

“O Senado precisa priorizar esse tema, que é, sim, uma prioridade do país, que se pretende grande, civilizado e desenvolvido, por trabalho digno e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras assalariados.”

Por outro lado, o senador da oposição Hermes Klann (PL-SC) criticou a PEC. “[A proposta] reduz a jornada de trabalho sem apresentar solução para compensar os custos dessa mudança. A conta não desaparece, alguém vai pagar. E, como sempre, quem paga é a própria população.”

O senador Romário (PL-RJ), mesmo da oposição, defendeu a medida. “Serei sempre favorável a qualquer medida que vise a garantir mais direitos aos nossos trabalhadores”, discursou na tribuna.

Piso salarial dos garis

Apesar de não comentar o tema nesta semana, Alcolumbre reagiu quando cobrado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) para incluir na pauta o projeto que estabelece piso salarial de R$ 3 mil para garis.

“Tenho 31 projetos que tratam de jornada de trabalho, que tratam de piso de remuneração de muitas categorias. Não posso ser seletivo”, respondeu o presidente do Senado, ao alegar que, se pautasse o projeto do piso dos garis, teria que pautar de outras categorias profissionais.

Segundo Alcolumbre, seria complexo votar projetos que aumentem gastos em ano de eleição.

“O que eu botar para votar, todo mundo vai votar ‘sim’ por conta da eleição, e vai ter que arrumar dez brasis para pagar.”

Refil do agro

Por outro lado, Acolumbre pautou, e o Senado aprovou, nessa quarta-feira (10), o projeto de lei (PL) que prevê o uso do Fundo Social do Pré-sal para financiar dívidas do agronegócio que o governo calcula ter um custo fiscal de R$ 140 bilhões, em 10 anos.

O Ministério da Fazenda pedia mais tempo e alterações no PL 5.122/2023, sob a relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), devido ao impacto sobre os cofres públicos.

Segundo Alcolumbre, a medida foi colocada em votação por causa de um acordo com os senadores. “Respeito integralmente a posição do governo, que têm apelado reiteradas vezes para que o Senado tenha cautela na deliberação das matérias relevantes e que podem impactar o orçamento do Brasil, mas eu fiz um acordo com os senadores e senadoras, com os deputados em várias ocasiões.”

O ministro da Fazenda Dario Durigan informou que o governo vai tentar alterar o texto do PL 5.122/2023 na Câmara e, caso não haja sucesso, poderia recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob o argumento de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Nosso objetivo é, sim, ajudar aqueles agricultores que mais precisam, que comprovem as perdas, que tenham problemas com as dívidas. Não [queremos] fazer uma espécie de nova linha que atenda quem não precisa”, disse a jornalistas na saída do Ministério da Fazenda, após aprovação do PL no Senado.

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Senadores discutem ritmo de tramitação da PEC do fim da escala 6x1

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A proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 terá seu cronograma de tramitação definido nesta semana no Senado. O texto, aprovado no fim de maio pela Câmara dos Deputados, institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de redução jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Uma reunião de líderes, prevista para esta terça-feira (9), deverá discutir o ritmo de tramitação da matéria. Na semana passada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a PEC não será analisada diretamente pelo plenário da Casa e terá de passar pelas comissões. A primeira delas é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), comandada por Otto Alencar (PSD-BA).

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Davi Alcolumbre também reforçou que o Senado precisa ouvir todos os setores envolvidos, o que talvez arraste a análise da proposta ao longo dos próximos meses. Desde que chegou ao Senado, no dia 28 de maio, a PEC ainda não teve nenhum andamento e acabou tendo a tramitação desacelerada por causa do feriado prolongado de Corpus Christi, na semana passada. Defendida pelo governo federal e apoiada por amplos setores da sociedade civil, a expectativa é que a PEC do fim da escala 6x1 seja aprovada até meados de julho.

Assim como na Câmara, após passar por uma ou mais comissões, a PEC ainda precisará ser aprovada por três quintos dos senadores em plenário, o que dá 49 votos, em duas votações seguidas. Havendo alterações no texto, a proposta retorna à Câmara dos Deputados, que dará a palavra final.

Autonomia financeira do BC

Outro projeto importante que está na pauta do Senado nesta semana é a PEC que cria um regime jurídico próprio e concede autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central (BC). O texto é um dos itens de votações da CCJ nesta quarta-feira (10).

De autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), a PEC transforma o BC em entidade pública de natureza especial, uma nova categoria jurídica criada pela proposta. O BC passaria a ser definido como entidade que exerce atividade estatal, integrante do setor público financeiro e dotada de poder de polícia, incluindo regulação, supervisão e resolução. 

A proposta coloca o Banco Central fora do âmbito do Orçamento da União. Favorável à autonomia, o relator da PEC, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) considera que a autarquia, embora já conte com autonomia operacional, depende do Orçamento e pode sofrer limitações administrativas e financeiras impostas pelo governo federal. A autonomia de gestão do BC existe desde 2021, garantida pela Lei Complementar 179, que instituiu mandatos fixos aos diretores e ao presidente da instituição. Eles são indicados pelo presidente da República, mas não podem ser demitidos por ele no decorrer do mandato.

*Com informações da Agência Senado.

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