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Mabel endurece fiscalização e aumenta multas por fios soltos e abandonados em Goiânia

A Prefeitura de Goiânia anunciou nesta segunda-feira (9) novas medidas para reforçar a fiscalização de fios rompidos, caídos ou abandonados nas ruas da capital. O prefeito Sandro Mabel (UB) assinou um decreto que regulamenta a aplicação da Lei nº 9.785, de 2016, e amplia a responsabilização de empresas de energia, telefonia, internet e TV por assinatura pela manutenção e retirada de cabos sem utilização.

Segundo a administração municipal, o objetivo é combater situações que representam risco à população e contribuem para a poluição visual da cidade. O decreto define com mais clareza as irregularidades passíveis de punição e estabelece novas obrigações para as empresas responsáveis pelas redes aéreas.

Durante coletiva de imprensa, Mabel afirmou que a retirada dos fios não tem acompanhado o crescimento da quantidade de cabos instalados na cidade. De acordo com ele, acidentes envolvendo motociclistas, motoristas e até crianças já foram registrados em razão da fiação solta.

Pelas novas regras, empresas poderão ser multadas caso mantenham cabos rompidos, caídos ou excedentes em vias públicas, deixem de realizar a manutenção necessária ou dificultem a atuação dos fiscais. Além das multas, a prefeitura poderá interditar estabelecimentos por períodos de três a dez dias e, em situações mais graves ou de reincidência, cancelar a licença de funcionamento.

Outra novidade é a obrigatoriedade da apresentação de um plano para remoção da rede de cabos aéreos sem utilização. As empresas terão prazo para apresentar o cronograma após notificação do município. O descumprimento da medida poderá gerar multa diária de R$ 10 mil.

O decreto também estabelece regras para a destinação dos materiais retirados. Os fios deverão ser reciclados, reutilizados quando possível ou descartados em locais adequados. O abandono, a queima ou qualquer forma de descarte que provoque danos ambientais passam a ser proibidos.

Segundo a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), a fiscalização já resultou na aplicação de mais de R$ 6 milhões em multas. O secretário Fernando Peternella destacou que os valores das penalidades podem chegar a R$ 40 mil por fio em casos de reincidência.

Dados da Agência de Regulação (AR) de Goiânia apontam que cerca de 87 toneladas de cabos já foram retiradas durante a Operação Cidade Segura. A ação ocorre de forma permanente, principalmente em avenidas de grande circulação.

A prefeitura também pretende intensificar o combate a empresas clandestinas. A exigência é que toda fiação instalada tenha identificação visível, permitindo localizar rapidamente a empresa responsável. Cabos sem identificação poderão ser removidos pelas equipes de fiscalização.

A população pode registrar denúncias sobre fios soltos e outras irregularidades por meio dos canais da Prefeitura de Goiânia e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Confira abaixo entrevista do prefeito Sandro Mabel:

Vídeo: Secom

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Remunerações subiram 3% em abril

As remunerações subiram 3,6% em abril (4,6% no mês anterior), enquanto o emprego e as horas trabalhadas registaram decréscimos de 0,3% e 0,5% (variações de 0,3% e 2,1% em março), respetivamente, divulgou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Os índices de emprego e de horas trabalhadas apresentaram reduções mensais de 0,5% e 5,6% em abril (variações de 0,1% em -3,2% no mesmo mês de 2025), enquanto as remunerações aumentaram 0,7% (1,7% em abril de 2025)”, dizem os dados.

“O Índice de Volume de Negócios na Indústria apresentou, em abril, um aumento homólogo nominal de 9,2% (10,4% em março). Excluindo o agrupamento da Energia, a variação do volume de negócios situou-se em 8,1% (10,7% no mês anterior). Os índices relativos ao mercado nacional e ao mercado externo evoluíram de forma distinta, tendo o primeiro abrandado de 11,7%, em março, para 9,4%, e o segundo acelerado de 8,4% para 9,0% em abril”, indicam os dados do instituto de estatística português.

Ao nível do Volume de Negócios na Indústria, por mercados, as vendas para o mercado nacional aumentaram 9,4% (11,7% no mês anterior), tendo tido uma contributo de 5,9 pontos percentuais (p.p.) para a variação do índice total (7,3 p.p. em março).

“O índice das vendas com destino ao mercado externo cresceu 9,0% (8,4% no mês precedente), tendo contribuindo com 3,4 p.p. para a variação do índice total (3,2 p.p. no mês anterior)”, assinalou o INE.

Os Bens Intermédios e a Energia tiveram um contributo de 3,0 p.p. e 2,7 p.p. (3,1 p.p. e 2,0 p.p. em março), “originados por taxas de crescimento de 9,5% e 13,7%, respetivamente (9,8% e 9,5% no mês anterior)”.

Os Bens de Consumo e os Bens de Investimento “desaceleraram 1,1 p.p. e 8,6 p.p., para variações homólogas de 6,9% e 7,8%, tendo contribuído respetivamente com 2,0 p.p. e 1,5 p.p. para o resultado agregado (2,3 p.p. e 3,0 p.p. em março)”.

A variação mensal do índice de vendas para o mercado nacional ficou 0,8%, em abril (7,7% em março).

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Défice da balança comercial de bens diminuiu em abril

As exportações e importações de bens aumentaram no mês de abril, com subidas homólogas de 15,5% e 8,9%, respetivamente, segundo dados do INE. Já o défice da balança comercial de bens diminuiu, estando agora nos 2.883 milhões de euros.

Se excluirmos as transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (TTE), as exportações cresceram mais expressivamente, 16,9% face ao período homólogo.

Retirando a categoria de ‘combustíveis e lubrificantes’, as exportações aumentaram 14,3%, devido aos elevados preços desta categoria. Os preços das exportações também registaram uma variação positiva, de 3,2%.

Apesar do aumento registado nas exportações, se analisarmos em cadeia, estas diminuíram 1,7% em abril. Olhando para o trimestre terminado em abril, as exportações apresentaram um aumento de 3,3%, mas em termos acumulados no ano diminuíram 1,4% no primeiro quadrimestre.

A categoria de produtos que apresentou o maior aumento nas exportações foi os ‘fornecimentos industriais’, principalmente de metais comuns e máquinas.

Espanha foi o principal destino das exportações nacionais, seguida de França e Alemanha.

No caso das importações, que aumentaram 8,9% em abril, se excluirmos a categoria de ‘combustíveis e lubrificantes’, cresceram 6,3%. Já os preços das importações apresentaram uma variação positiva, a primeira desde fevereiro de 2025, de 2,6%.

Olhando para o trimestre terminado em abril, as importações apresentaram um aumento de 5,9% face ao período homólogo, e no acumulado do ano já registaram um crescimento de 4,7%.

A categoria de ‘material de transporte’ registou o maior acréscimo, de 22,5%, seguindo-se as ‘máquinas e outros bens de capital’, com um crescimento de 17,8%.

Espanha liderou os aumentos, com uma subida de 13% nas importações, enquanto a Irlanda liderou as descidas, com um decréscimo de 79,1%.

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Afinal, o que quer Israel?

Há uma velha piada entre historiadores do Médio Oriente que diz que a região moderna foi desenhada por homens que nunca lá viveram, sobre mapas que nunca compreenderam e com réguas que nunca deveriam ter utilizado. Como quase todas as boas piadas, contém uma parte significativa de verdade.

Quando o Império Otomano colapsou após a Primeira Guerra Mundial, as potências europeias dividiram a região segundo interesses estratégicos, linhas ferroviárias, recursos energéticos e equilíbrios imperiais. O resultado foi um conjunto de fronteiras artificiais que separaram tribos, dividiram comunidades religiosas e obrigaram grupos rivais a coexistir dentro dos mesmos Estados. Síria, Iraque, Jordânia e Líbano são, em larga medida, produtos dessa engenharia geopolítica do século XX.

É importante recordar este facto porque muitos dos conflitos atuais não acontecem entre nações antigas com fronteiras milenares. Acontecem dentro de uma arquitetura política relativamente recente, construída sobre equilíbrios frágeis e frequentemente contestados.

Israel nasceu precisamente nesse contexto. Desde a sua fundação, em 1948, enfrentou guerras, invasões, terrorismo, atentados suicidas, ataques de foguetes e uma contestação permanente da sua própria existência. Nenhuma análise séria pode ignorar esta realidade. Mas reconhecer a legitimidade das preocupações de segurança de Israel não significa deixar de fazer uma pergunta cada vez mais inevitável: afinal, o que quer Israel?

A questão tornou-se particularmente relevante esta semana. Depois dos ataques iranianos e dos apelos explícitos de Donald Trump para evitar uma escalada, Israel voltou a atacar alvos iranianos. Não é a primeira vez que Telavive ignora pedidos de contenção por parte de aliados. O que torna este episódio interessante é que revela algo mais profundo do que uma simples divergência táctica.

Pela primeira vez em muitos anos, parece existir uma diferença de objetivos entre Washington e Jerusalém. Os Estados Unidos procuram estabilidade. Israel procura segurança. À primeira vista parecem sinónimos. Na prática podem significar coisas completamente diferentes.

Para Washington, um acordo com Teerão, por imperfeito que seja, continua a ser preferível a uma guerra regional permanente. Para Israel, pelo contrário, qualquer acordo que permita ao regime iraniano sobreviver, reorganizar-se e recuperar capacidades estratégicas pode ser visto como uma ameaça futura. É aqui que começa a divergência. A estratégia americana continua assente na gestão do conflito. A estratégia israelita parece cada vez mais orientada para a transformação do equilíbrio regional.

Nos últimos anos, Israel combateu ou confrontou diretamente cinco frentes distintas. O Hamas em Gaza. O Hezbollah no Líbano. Os Houthis no Iémen. As milícias pró-iranianas no Iraque e na Síria. E, naturalmente, a própria República Islâmica do Irão. Nenhum outro país democrático enfrenta simultaneamente uma rede tão vasta de atores hostis armados e financiados por um mesmo centro de poder regional. Ignorar este facto seria intelectualmente desonesto.

Mas também seria desonesto ignorar outra realidade. Em vários setores da atual coligação governamental israelita existe uma visão estratégica que vai muito além da simples autodefesa.

Figuras como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich defendem uma leitura profundamente maximalista do futuro de Israel. Não falam apenas de segurança. Falam de soberania. Não falam apenas de dissuasão. Falam de expansão da presença israelita sobre territórios disputados.

Nos Estados Unidos, algumas vozes próximas da atual administração têm reforçado esse discurso. O atual embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, provocou controvérsia ao afirmar que seria aceitável que Israel controlasse uma área muito mais vasta da região, evocando referências bíblicas que se estendem do Nilo ao Eufrates. Mais do que uma declaração diplomática, foi uma janela para um pensamento político que existe há muito tempo, mas que raramente era expresso de forma tão explícita.

Naturalmente, não existe qualquer plano oficial israelita para conquistar metade do Médio Oriente. A ideia de um “Grande Israel” pertence mais ao domínio ideológico do que ao planeamento militar real. Mas as ideias importam porque influenciam decisões, moldam prioridades, ajudam a explicar comportamentos e revelam que a discussão dentro de Israel já não é apenas sobre como sobreviver, mas também sobre qual deve ser o papel regional do Estado israelita nas próximas décadas.

A questão torna-se ainda mais complexa quando olhamos para o outro lado. O regime iraniano não é uma democracia liberal incompreendida. Durante décadas financiou organizações armadas em vários países da região, patrocinou grupos que atacaram civis israelitas e construiu uma arquitetura de influência baseada em milícias, proxies e guerra indireta.

Para muitos israelitas, o problema não é apenas o programa nuclear iraniano. É a própria natureza do regime. É por isso que, mesmo quando Washington fala em negociações, muitos em Israel continuam a pensar em termos de contenção permanente ou mesmo de enfraquecimento estrutural do poder iraniano.

O problema é que existe uma diferença fundamental entre enfraquecer uma ameaça e viver num estado de guerra contínua. A história ensina que nenhuma potência consegue permanecer indefinidamente mobilizada sem custos políticos, económicos e morais. É precisamente aqui que surge a grande interrogação estratégica.

Israel quer regressar ao statu quo anterior a 7 de Outubro? Quer apenas destruir as capacidades militares dos seus adversários? Ou pretende criar uma nova ordem regional em que os seus inimigos deixem de ter capacidade para desafiar a sua superioridade?

As respostas a estas perguntas determinarão o futuro do Médio Oriente muito mais do que qualquer ataque aéreo desta semana. Porque a verdadeira questão já não é militar. É política.

O povo israelita merece viver em segurança. Merece viver sem sirenes, sem foguetes e sem ameaças existenciais. Mas o povo israelita não se confunde com Benjamin Netanyahu. Nem a democracia israelita se resume à sua atual coligação governamental.

Da mesma forma que criticar Netanyahu não significa ser anti-Israel, apoiar o direito de Israel à defesa não implica concordar com todas as decisões do seu governo. Essa distinção tornou-se cada vez mais importante, sobretudo agora que a pergunta central da política regional deixou de ser o que o Irão quer.

A pergunta central passou a ser outra: depois de Gaza, do Líbano, do Iémen, da Síria, do Iraque e agora do Irão, afinal, o que quer Israel?

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Governo Lula tenta convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%

O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.

© Divulgação

Na Casa Branca, Lula e Trump
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Escola Profissional de Cândido Guerreiro lança Formações Modulares em Regime Pós-Laboral

A Escola Profissional de Cândido Guerreiro, em Alte, anuncia a realização de um conjunto de formações modulares, com a duração de 25 horas cada, em regime pós-laboral, dirigidas à comunidade em geral. As ações formativas visam proporcionar oportunidades de aprendizagem flexíveis e acessíveis, conciliáveis com os horários profissionais e pessoais dos participantes.

Com uma oferta diversificada e orientada para as necessidades atuais da sociedade, estas formações abrangem temáticas de elevada relevância, desde a tecnologia ao ambiente, passando pelo bem-estar pessoal e pelo conhecimento da natureza.

Formações Modulares Disponíveis

Literacia Digital

Num mundo cada vez mais digitalizado, esta formação capacita os participantes para a utilização segura e eficaz das ferramentas tecnológicas do quotidiano. Serão abordadas competências essenciais como a navegação na internet, a comunicação digital, a segurança online e a utilização de serviços públicos eletrónicos, promovendo a inclusão digital de todos os cidadãos.

Técnicas de Compostagem

A gestão sustentável dos resíduos orgânicos é uma das prioridades ambientais da atualidade. Esta formação introduz os fundamentos da compostagem doméstica e comunitária, ensinando técnicas simples e eficazes para transformar resíduos orgânicos em composto de qualidade, contribuindo para a redução do desperdício e para a melhoria dos solos.

Gestão de Stress e Gestão de Conflitos

Direcionada para o equilíbrio emocional e a melhoria das relações interpessoais, esta formação oferece ferramentas práticas para identificar e gerir situações de stress, bem como estratégias para a resolução construtiva de conflitos no contexto pessoal e profissional. Uma aposta no bem-estar e na qualidade de vida dos participantes.

Cultura de Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares

Descobrir e valorizar o potencial das plantas aromáticas, medicinais e condimentares é o objetivo desta formação. Os participantes irão aprender técnicas de cultivo, colheita e conservação destas plantas, bem como as suas propriedades e utilizações na gastronomia e na saúde, incentivando a produção local e o contacto com a natureza.

Cuidados de rotina diária e atividades promotoras do desenvolvimento das Crianças

Identificar os materiais lúdico-didáticos e os equipamentos necessários para o exercício da atividade de ama. Planificar as rotinas diárias e as atividades estruturadas que promovam o pleno desenvolvimento das crianças. Desenvolver as atividades lúdico-didáticas interligando-as com o quotidiano da criança, tanto na família como na comunidade. Reconhecer a importância da integração dos valores e dos princípios educativos fundamentais na atividade quotidiana da ama

Informações

  • Regime: Pós-laboral
  • Destinatários: Ativos (empregados e Desempregados) e Reformados, se em regresso ao mercado de trabalho
  • Apoios:
    • Subsídio de refeição
    • Subsídio de Transporte*
    • Bolsa de formação*
    • *Quando aplicável

Para mais informações devem os interessados contactar a Escola Profissional de Cândido Guerreiro por e-mail: epalte@epalte.pt , ou através do website: www.epalte.pt

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Escola Profissional de Cândido Guerreiro lança Formações Modulares em Regime Pós-Laboral

A Escola Profissional de Cândido Guerreiro anuncia a realização de um conjunto de formações modulares, com a duração de 25 horas cada, em regime pós-laboral, dirigidas à comunidade em geral. As ações formativas visam proporcionar oportunidades de aprendizagem flexíveis e acessíveis, conciliáveis com os horários profissionais e pessoais dos participantes. Com uma oferta diversificada e […]

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Semina Futuri promove curso sobre comunicações descentralizadas em Santa Clara-a-Nova

Quando as redes falham, quem sabe comunicar continua a funcionar

No interior do Alentejo, a cobertura de rede é irregular. As aldeias do Alto Mira estão a 450 metros de altitude, entre serras e vales onde o sinal de telemóvel desaparece com frequência. Mas a fragilidade das redes centralizadas não é só um problema de cobertura geográfica; é uma questão de arquitetura.

Quando um servidor cai, quando a eletricidade falha, quando uma infraestrutura crítica fica fora de serviço, quem depende exclusivamente dessas redes fica sem voz.

No dia 27 de Junho de 2026, a Semina Futuri – Associação de Desenvolvimento Regenerativo do Alto Mira, organiza em Santa Clara-a-Nova, uma formação prática de um dia sobre comunicações descentralizadas; sistemas que funcionam sem internet, sem operadoras e sem infraestrutura centralizada.

A formação conta com o apoio da Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Nova e do Município de Almodôvar. É aberta ao público, com vagas limitadas a 15 participantes e um custo de 20,00€, almoço incluído.

Os sistemas em jogo

A formação percorre, de forma prática, um conjunto de tecnologias complementares; cada uma com o seu alcance, as suas limitações e o seu papel num sistema de comunicação resiliente.

Rádio amador é a espinha dorsal. Com licença adequada, um radioamador pode comunicar de localidade em localidade, de país para país, utilizando frequências atribuídas internacionalmente. No Alto Mira, as condições de propagação são excecionais: altitude, ausência de ruído eletromagnético urbano e linha de vista para horizontes longos. As frequências trabalhadas na formação incluem 144.800 FM, 145.500 FM e 7.050 LSB; VHF para comunicação regional, HF para alcances de centenas ou milhares de quilómetros.

PMR446 são os rádios de uso livre, sem licença, que qualquer pessoa pode comprar e usar. Alcance limitado; geralmente 1 a 5 km em terreno aberto; mas extremamente úteis para coordenação local imediata. São a camada de comunicação mais acessível e a primeira a ativar numa situação de emergência de proximidade.

Meshtastic é uma tecnologia de malha descentralizada que utiliza rádio LoRa (Long Range) para criar redes de comunicação sem internet e sem infraestrutura. Cada dispositivo funciona simultaneamente como emissor e repetidor; quanto mais nós existirem na rede, maior é o alcance e a redundância. Os dispositivos custam entre 30 e 60 euros. Na serra do Alto Mira, os alcances podem atingir dezenas de quilómetros entre nós. A formação inclui demonstração prática de uma rede Meshtastic montada no terreno.

CW — Código Morse é a forma de comunicação por rádio mais robusta que existe. Ocupa muito menos largura de banda do que a voz; penetra interferências onde a voz não chega; e pode ser transmitido com os equipamentos mais simples imagináveis. Aprender CW não é saudosismo; é ter acesso a uma camada de comunicação que funciona quando tudo o resto falha.

Antenas são o fator mais determinante no alcance e na qualidade de qualquer comunicação por rádio; mais do que a potência do emissor. A formação inclui montagem e teste de antenas no terreno: o dipolo de meia-onda a 50Ω, a antena de quarto de onda e variantes. Perceber como construir uma antena funcional com materiais simples é uma das competências mais úteis que um operador pode ter.

E-mail via rádio — através de sistemas como Winlink, é possível enviar e receber e-mails usando apenas rádio, sem qualquer ligação à internet. A mensagem entra na rede Winlink através de estações gateway distribuídas pelo mundo e chega ao destinatário pelo endereço de e-mail convencional. Em situações de emergência prolongada, é um canal de comunicação escrita que não depende de operadoras nem de servidores comerciais.

Comunicação via satélite — a formação inclui demonstração de sistemas de comunicação por satélite de baixo custo; dispositivos de mensagens bidireccionais que funcionam em qualquer ponto do planeta com céu aberto. É a camada de último recurso; mais cara, mais lenta, mas absolutamente independente de qualquer infraestrutura terrestre.

Os formadores

Luís — CT1EMY é radioamador desde 1993. Três décadas de prática em bandas de HF e VHF, operações de emergência, construção de antenas e comunicações de longo alcance. Representa uma geração que aprendeu a comunicar quando não havia outra forma; e que conhece os limites e as possibilidades do rádio de um modo que nenhum manual transmite sozinho.

Martim — CS7BAE obteve a licença de radioamador em 2021 e especializou-se nas tecnologias digitais descentralizadas que nos últimos anos transformaram o panorama das comunicações de emergência: Meshtastic, redes LoRa, integração entre rádio e sistemas digitais. Representa a camada nova; os protocolos abertos, os dispositivos de baixo custo, a lógica de malha em vez de estrela.

Juntos, cobrem o espectro completo: da antena artesanal ao nó digital, da frequência de voz ao código Morse, do equipamento de 30 euros ao sistema de satélite.

Porquê Santa Clara-a-Nova

A escolha do local não é acidental. Santa Clara-a-Nova situa-se a 450 metros de altitude, no coração do Alto Mira, com coordenadas grid IM68 e linha de vista para horizontes longos em várias direcções. É um ponto de propagação privilegiado; e um território onde a resiliência das comunicações tem implicações práticas reais, não apenas teóricas.

A Semina Futuri – Associação de Desenvolvimento Regenerativo do Alto Mira, trabalha neste território desde 2025, no desenvolvimento regenerativo do Alto Mira, pelo que a formação em comunicações descentralizadas insere-se nessa lógica: construir capacidade local que não dependa de infraestrutura externa para funcionar.

Detalhes práticos

Data: 27 de Junho de 2026
Hora: 09h30 — até não haver mais perguntas
Local: Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Nova, Almodôvar
Vagas: máximo 15 participantes Custo: 20,00€, almoço incluído
Bónus: demonstrações de long range comms e satélite (se tivermos sorte)
Inscrições: gt_prcam@altomira.pt · altomira.pt
Iniciativa com o apoio da Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Nova e do Município de Almodôvar

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29ª Edição, de 6 a 14 de junho, confirma Vilamoura como ponto de encontro Internacional da Indústria Náutica

A Marina de Vilamoura recebe, de 6 a 14 de junho de 2026, a 29ª edição do Marina de Vilamoura International Boat Show, num momento em que a forte adesão já registada por parte de expositores nacionais e internacionais confirma o crescente interesse do setor pela náutica de recreio em Portugal.

Organizado pela Marina de Vilamoura, em parceria com a FIL – Feira Internacional de Lisboa, e o apoio do Município de Loulé, o evento perspetiva reunir mais de 50 marcas, uma centena de embarcações e cerca de 40 expositores, reforçando o seu posicionamento como uma das principais plataformas de negócio para a indústria náutica no sul da Europa.

A edição de 2026 regista forte procura por parte de empresas do setor, antecipando uma elevada dinâmica comercial, impulsionada por lançamentos, brokerage e inovação tecnológica. Apesar da elevada ocupação, ainda existem oportunidades de participação para empresas interessadas.

O evento atrai mais de 100.000 visitantes, cerca de metade internacionais, incluindo compradores, investidores e profissionais do setor, afirmando-se como uma plataforma eficaz para geração de leads, parcerias e negócios.

Realizado desde 1997, o evento tem desempenhado um papel determinante na afirmação de Vilamoura como um dos principais destinos europeus da náutica de recreio.

A maior marina do país permite a exposição de embarcações em contexto real, criando condições para uma interação direta entre marcas e potenciais compradores, alinhada com os principais eventos internacionais do setor.

Para além da componente empresarial, o evento contribui para a dinamização da economia local, com impacto direto na hotelaria, turismo e serviços associados.

6 a 14 de junho de 2026 | Horário: 11h00 às 21h00

Entrada livre

vilamouraboatshow.fil.pt

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Port Cyber Arena concluiu novas formações no âmbito da Cibersegurança

A Port Cyber Arena, no Porto de Sines, acolheu entre os dias 26 a 28 de maio, um ciclo de três formações dedicadas ao reforço da ciber-resiliência no setor marítimo-portuário, cujas ações incidiram sobre os temas ‘Ciber Táticas’, ‘Noções Essenciais de Cibersegurança’ e ‘Desenvolvimento de Código Seguro’, combinando conteúdos de uma vertente teórica com uma forte componente prática.

Estas formações visam capacitar os formandos com conhecimentos fundamentais de cibersegurança, dotando-os de competências para prevenir, responder e mitigar os impactos de potenciais ciberataques nas respetivas organizações.

A iniciativa contou com a participação de um grupo heterogéneo de profissionais pertencentes a uma autoridade portuária nacional, a um operador de terminal e a uma empresa tecnológica de referência no setor da mobilidade, transportes, logística e defesa.

A diversidade dos participantes reflete o propósito central da Port Cyber Arena, que disponibiliza uma oferta formativa de excelência, visando contribuir para o reforço da resiliência digital de toda a cadeia logística.

A Port Cyber Arena, promovida pelo Porto de Sines, é uma entidade formadora certificada pela DGERT nas áreas de educação e formação: Enquadramento na organização/empresa (347), Ciências Informáticas (481) e Serviços de transporte (840).

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Port Cyber Arena acolheu novas formações dedicadas ao reforço da ciber-resiliência no setor marítimo-portuário

Entre os dias 26 a 28 de maio, a Port Cyber Arena acolheu um ciclo de três formações dedicadas ao reforço da ciber-resiliência no setor marítimo-portuário. As ações incidiram sobre os temas “Ciber Táticas”, “Noções Essenciais de Cibersegurança” e “Desenvolvimento de Código Seguro”, combinando conteúdos de uma vertente teórica com uma forte componente prática. Estas […]

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Silves | Município celebra protocolos de cedência de Instalações com Associações do Concelho

O Município de Silves celebrou, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, dois protocolos de cedência de instalações municipais às associações “Os Laranjinhas do Algoz” e “BTT Algarve Maniacs”, reforçando o seu compromisso com o movimento associativo local e com a valorização do património municipal. Os protocolos agora formalizados estabelecem a utilização temporária da antiga […]

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Baixo Alentejo aposta no vinho, agroindústria e turismo para captar investimento da diáspora

A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo marcou presença no “Portugal Nação Global” com uma estratégia centrada na promoção internacional do território e na captação de novos investimentos ligados à diáspora portuguesa. O encontro, realizado no Centro Cultural de Belém, em…

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CIM Douro quer acelerar modernização do território

A Comunidade Intermunicipal do Douro participou no “Portugal Nação Global” com o objetivo de “reforçar a ligação à diáspora portuguesa e promover novas oportunidades de investimento no território duriense”. O encontro, realizado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no…

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