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Eriksen cai novamente inanimado. Particular entre Dinamarca e Ucrânia cancelado

O médio dinamarquês, que durante o Euro 2020 colapsou em campo e teve que ser reanimado, teve este domingo de novo um colapso no relvado. Está consciente e está bem: o seu pacemaker “fez aquilo para que foi programado: trazê-lo de volta”. O internacional dinamarquês de futebol Christian Eriksen caiu hoje inanimado no relvado durante o particular entre a Dinamarca e a Ucrânia, encontro que acabou cancelado. Em Odense, na Dinamarca, o médio de 34 anos agarrou‑se ao peito e colapsou ao minuto 66, numa altura em que a seleção dinamarquesa vencia por 2-1, levando colegas e adversários a chamarem

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Epidemia de crime violento de adolescentes. Países europeus estudam prisão a partir dos 13 anos

Na luta contra o aumento da criminalidade dos gangues, o parlamento sueco votará planos para responsabilizar criminalmente os jovens de 13 anos e, em casos graves, prendê-los. Outras nações europeias também estão a reduzir os limites de idade. As crianças de 13 e 14 anos ainda deveriam estar na escola. Mas, na Suécia, os adolescentes estão a ser recrutados por redes criminosas para realizar ataques e assassinatos por encomenda — chegando mesmo a disparar sobre pessoas em plena luz do dia. De acordo com a lei sueca, os menores de 15 anos não são criminalmente responsáveis, facto que está a

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Porque precisamos de usar aparelho se os nossos antepassados não precisavam? O ouro explica

Civilizações antigas tinham consciência dos problemas dentários e tentavam ocasionalmente soluções simples, mas não tinham nem a necessidade nem a tecnologia para mover dentes como fazemos atualmente. Os antigos egípcios e os etruscos foram pioneiros da ortodontia, usando delicados fios de ouro e categute para endireitar dentes. É uma história que aparece há décadas em manuais de medicina dentária, retratando os nossos antepassados como surpreendentemente modernos na sua busca pelo sorriso perfeito. Mas quando arqueólogos e historiadores da medicina dentária finalmente analisaram as provas com atenção, descobriram que grande parte disso é mito. Veja-se a ponte dentária de El-Quatta, no

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Visita e elogios do Papa são bênção peculiar para um Sánchez a lamber as feridas

Os elogios do Papa Leão XIV às posições de Espanha sobre a imigração e os conflitos internacionais surgem numa altura oportuna para Sánchez, que está sob fogo devido a sucessivos escândalos no seu partido. Na sua chegada a Espanha, o Papa Leão XIV teceu vários elogios ao Governo de Madrid e enalteceu a sua “fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo”. “Expresso o meu agradecimento ao vosso país pela fidelidade ao direito internacional e ao multilateralismo, que se traduz num compromisso ativo com a paz e a solidariedade entre os povos”, disse Leão XIV, em castelhano, no primeiro discurso da

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Falha de comunicação das empresas corta subsídio a trabalhadores em baixa médica

A falta de atualização do histórico contributivo do funcionário por parte dos empregadores leva a casos em que os funcionários de baixa recebem valores abaixo do que têm direito nas compensações pelos subsídios de férias e Natal. Mais de 126 mil pessoas beneficiaram, no ano passado, de prestações compensatórias pagas pela Segurança Social para compensar a perda dos subsídios de férias e de Natal durante períodos de baixa médica. Segundo dados revelados pelo Instituto da Segurança Social, a despesa com este apoio ascendeu a cerca de 16,4 milhões de euros em 2025. Apesar da dimensão do investimento, o valor total

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Governo quer mais estradas com limite de velocidade de 30 quilómetros por hora

Entre as 40 medidas previstas está o aumento das zonas com limite de 30 quilómetros por hora e a reformulação das ruas para separar o tráfego de carros, bicicletas e peões. O Governo aprovou na generalidade a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030, um plano que prevê mais de 40 medidas destinadas a reduzir drasticamente o número de acidentes nas estradas portuguesas. A estratégia estabelece como objetivo reduzir em 50% o número de mortos e feridos graves nas estradas até 2030, ambicionando alcançar zero vítimas mortais e zero feridos graves até 2050. Segundo as estimativas do Governo,

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“Ataque sem precedentes”. A Ucrânia levou a guerra ao centro simbólico do poder russo

Num momento em que a diplomacia volta a falhar, vagas de drones ucranianos chegaram à região de São Petersburgo, centro simbólico do poder russo, testando as defesas aéreas da cidade numa altura em que ali decorria o “Davos da Rússia”. A Ucrânia lançou este sábado centenas de drones contra a Rússia, provocando a morte de uma pessoa e um incêndio num depósito petrolífero no último dia da 29.ª edição do St. Petersburg International Economic Forum, o principal fórum económico do país, frequentemente descrito como o “Davos russo”. Muitos dos drones tiveram como alvo a própria cidade de São Petersburgo, onde

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Dia D. Como a maior invasão anfíbia da história deu início ao fim da II Guerra

6 de junho de 1944. Assinalaram-se este sábado os 82 anos do início do desembarque do Dia D nas praias da Normandia, em França, durante a Segunda Guerra Mundial — um ponto de viragem que permitiu aos Aliados libertar a Europa do domínio da Alemanha nazi. Houve um antes e um depois do Dia D, a 6 de junho de 1944, um importante ponto de viragem durante a Segunda Guerra Mundial — que é, ainda hoje, a maior invasão anfíbia da história. Mesmo 82 anos após a batalha, o desembarque nas praias da Normandia, no noroeste de França, continua a

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https://www.youtube.com/watch?v=9UWFoTrE0g8 6 de junho de 1944. Assinalaram-se este sábado os 82 anos do início do desembarque do Dia D nas praias da Normandia, em França, durante a Segunda Guerra Mundial — um ponto de viragem que permitiu aos Aliados libertar a Europa do domínio da Alemanha nazi. H
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Anthropic alerta que a IA poderá em breve começar a melhorar-se a si própria

A criadora do Claude quer que os laboratórios de IA, incluindo a própria empresa, se preparem para um abrandamento coordenado caso os modelos comecem a construir os seus sucessores. Os críticos não estão convencidos de que tal venha a acontecer. As empresas na linha da frente da inteligência artificial devem estar preparadas para abrandar, defende uma das que mais rapidamente tem avançado neste sector. A Anthropic, criadora do chatbot Claude, afirma que os sistemas de IA podem estar à beira daquilo a que chama auto-aperfeiçoamento recursivo, o ponto em que conseguem conceber e construir os seus próprios sucessores com pouca

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Papa Leone ricevuto dai reali di Spagna: la regina Letizia in bianco, in nero le principesse Leonor e Sofia. La scelta dei vestiti e cosa dice il protocollo

Papa Leone XIV è arrivato questa mattina a Madrid per la sua prima visita apostolica in Spagna. L’aereo di Ita Airways con a bordo il pontefice è atterrato alle 10:13, all’aeroporto Adolfo Suarez-Barajas, dando inizio a un viaggio di sei giorni, che porterà il Papa anche a Barcellona e alle Canarie. Dopo l’arrivo, il nunzio apostolico in Spagna, monsignor Piero Pioppo, è salito a bordo per salutare il pontefice e la delegazione vaticana. Leone XIV ha quindi messo piede sul suolo spagnolo alle 10:33 dove lo aspettavano, ai piedi della scaletta, i sovrani spagnoli, il re Felipe XIV e Letizia.

Arrivato a Palazzo Reale, oltre al sovrano e alla sovrana, ad attendere il Pontefice c’erano anche le principesse, Leonor di Borbone, primogenita ed erede al trono, e Sofia di Borbone, detta anche l’Infanta.

Mentre la madre, la regina, indossava un abito bianco, le due principesse hanno accolto il Papa vestite di nero. Una scelta di outfit non casuale ma frutto del protocollo: la regina, infatti, ha potuto scegliere il bianco in virtù del cosiddetto “privilège du blanc”, privilegio del bianco, che permette a un ristretto numero di regine consorti cattoliche di indossare il bianco agli incontri ufficiali con il pontefice. Le due sorelle, invece, così come le altre donne eventualmente incontrate dal Papa, hanno dovuto indossare il nero come richiesto dal protocollo.

Il bianco, spiegano gli esperti, simboleggia purezza, distinzione e lo stretto legame storico tra la Corona e il Vaticano.

L'articolo Papa Leone ricevuto dai reali di Spagna: la regina Letizia in bianco, in nero le principesse Leonor e Sofia. La scelta dei vestiti e cosa dice il protocollo proviene da Il Fatto Quotidiano.

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A nova definição de “cessar-fogo”: Trump ridicularizado

“Naquela parte do mundo, um cessar-fogo significa que os disparos são feitos de forma mais moderada”. Como diz? Donald Trump falou com os jornalistas sobre a situação no Médio-Oriente, deixando uma definição diferente sobre “cessar-fogo”. Assegurou que as forças armadas dos EUA poderiam “exterminar todos” no Irão, mas disse que prefere a diplomacia, que continuará a procurar um acordo para travar as ambições nucleares de Teerão. Contou aos jornalistas que as negociações “correram muito bem” – quando, dois dias antes, disse à CNBC que as mesmas negociações com o Irão começaram a ficar “muito aborrecidas” e já nem “quer saber”

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Chega: afinal, PSU passa mas só com duas exigências

André Ventura – que tinha anunciado no início da semana que o Chega iria votar contra esta proposta – colocou duas condições. O Chega colocou esta sexta-feira como condição para viabilizar a proposta de criação de uma Prestação Social Única (PSU) que os imigrantes tenham de contribuir durante pelo menos cinco anos antes de poderem aceder a apoios sociais. Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, o líder do Chega recusou “mudanças de cosmética” e propôs “duas alterações fundamentais” à proposta do Governo. “A primeira exigência do Chega é que os imigrantes, quando chegam a Portugal, tenham

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Primeira “vacina universal” concebida por IA testada em humanos

A vacina experimental pretende atingir um vasto leque de vírus, incluindo os responsáveis por surtos mortais como a SARS, a MERS e a covid-19. Os investigadores esperam que este tipo de vacina possa, um dia, ajudar a travar futuras pandemias. Uma vacina dirigida a um conjunto alargado de vírus, concebida com recurso a inteligência artificial, teve um efeito “modesto” no sistema imunitário num pequeno ensaio inicial, segundo um novo estudo, recentemente publicado no Journal of Infection. Esta é a primeira vez que uma vacina cujo princípio activo foi inteiramente concebido por IA foi testada em seres humanos, afirmaram esta sexta-feira

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https://www.youtube.com/watch?v=uBD86IG38CE A vacina experimental pretende atingir um vasto leque de vírus, incluindo os responsáveis por surtos mortais como a SARS, a MERS e a covid-19. Os investigadores esperam que este tipo de vacina possa, um dia, ajudar a travar futuras pandemias. Uma vacina di
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Professora acusada de discurso de ódio. Ministério acompanha caso

A professora de Geografia, que foi afastada da sala de aula enquanto decorre o processo, terá feito comentários contra imigrantes, como “deviam ir para a vossa terra”, “sou portuguesa de origem”, e os imigrantes estão a “estragar Portugal e usam os nossos recursos”. O Ministério da Educação está a acompanhar o processo de averiguação instaurado pela escola a uma professora acusada de discurso de ódio, confirmou hoje a tutela, adiantando que caberá depois à escola decidir se instaura um processo disciplinar. “A diretora do agrupamento instaurou um processo de averiguações com vista à recolha de informação e ao apuramento dos

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Astronautas apanharam um susto. NASA ordena (e cancela) evacuação da Estação Espacial

Uma fuga de ar que se agravou a bordo da Estação Espacial Internacional levou cinco astronautas a refugiarem-se na Crew Dragon e a prepararem-se para uma eventual evacuação durante cerca de duas horas, enquanto a Rússia tentava reparar uma fissura na sua secção do laboratório orbital. A NASA ordenou esta sexta-feira aos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) que vestissem os fatos espaciais, se refugiassem e se preparassem para uma evacuação. A instrução foi dada numa altura em que os dois tripulantes russos tentavam reparar uma fuga de ar que se agravara do seu lado da estação. Menos

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Obra urgente para «salvar época balnear» na Fuzeta-Mar fica pronta na próxima semana

A obra de reposição de areia da praia da Fuzeta-Mar, no concelho de Olhão, vai ficar pronta na próxima semana e vai permitir «salvar a época balnear» naquela zona do litoral algarvio, disse ontem a ministra do Ambiente, durante uma visita aos trabalhos.

«É uma obra de emergência, de 400 mil euros, com 40 mil metros cúbicos de areia. Senão, não havia praia, a areia foi levada pelas tempestades» do início do ano, referiu aos jornalistas Maria da Graça Carvalho, após uma visita à praia, esta sexta-feira.

A intervenção «fica pronta daqui a cinco dias, para a semana está pronta», garantiu a governante, lembrando que está prevista para a mesma zona balnear uma recarga de areia de maior dimensão.

«Será uma obra de um milhão de euros e vai ser cerca de 150 mil metros cúbicos. Mas essa dura quatro a cinco meses, portanto, não dava tempo para esta época balnear», argumentou sobre uma «obra estruturante para consolidar» a praia.

A ministra do Ambiente reforçou que, face à calendarização dessa intervenção, prevista, aliás, já há mais de um ano, «esta obra urgente» foi «feita mesmo para salvar a época balnear» na praia da Fuzeta-Mar, à semelhança do que já tinha sido efetuado no ano passado.

«Ainda bem que o fizemos, porque esta é uma praia maravilhosa, tem todas as classificações, Bandeira Azul, a classificação Zero Poluição, é um ex-libris da nossa costa, é lindíssima, e também é aqui uma homenagem ao nosso litoral e à nossa qualidade das praias. E no Dia do Ambiente, eu estou aqui na praia, na Fuseta, a comemorar» a data, sublinhou Maria da Graça Carvalho, acompanhada por Pimenta Machado, presidente da APA, e Ricardo Calé, presidente da Câmara de Olhão.

Sul Informação
Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Na praia da Fuzeta-Mar, os temporais de início de ano agravaram o recuo da linha de costa, verificando-se «uma acentuada perda de sedimentos e a escavação da base do cordão dunar», lê-se nas peças de procedimento do concurso que foi lançado em Maio pela Câmara de Olhão.

A erosão originou «a destruição de passadiços de acesso à praia» e «risco acrescido para as infraestruturas existentes».

Assim, foi considerando que era preciso «salvaguardar infraestruturas balneares, reduzir riscos para utentes e permitir a abertura da época balnear de 2026», através da reposição de cerca de 40 mil metros cúbicos de areia.

A intervenção consiste na movimentação de areias existentes na zona próxima do delta de vazante da barra da Fuseta, transportadas por via terrestre ao longo da praia e depositadas de forma controlada junto às unidades balneares.

Mais tarde, avançará a intervenção mais estrutural: o reforço da Praia da Fuzeta-Mar com cerca de 150 mil metros cúbicos de areia, a dragar no canal e na barra da Fuzeta, com o objetivo de aumentar em 30 metros a largura da praia emersa.

Esta obra já tinha sido anunciada no ano passado e estava prevista na proposta de Plano Plurianual de Dragagens para os Portos do Algarve 2024-2026, elaborada pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Fotos: Luz Venceslau | Sul Informação

Nota: Luz Venceslau é aluna finalista do curso de Fotografia Profissional 24|26 da ETIC_Algarve – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve e está a fazer o seu estágio curricular no Sul Informação

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Putin recusa encontro com Zelenskyy. “Que fraco”

“Não faz sentido”, disse o presidente da Rússia. Presidente da Ucrânia fala em “resposta fraca” de quem não quer terminar a guerra. Foi um avanço inédito na guerra na Ucrânia. Não no terreno, mas na diplomacia, no “diálogo” entre os presidentes de Ucrânia e Rússia. Volodymyr Zelenskyy escreveu uma carta aberta a Vladimir Putin, a propor um encontro entre os dois. “A Ucrânia propõe acabar com esta guerra através de um envolvimento directo entre nós. Proponho um encontro”, escreveu o presidente da Ucrânia na carta. Primeiro, o Kremlin disse que Zelenskyy poderia encontrar-se com Putin em Moscovo “a qualquer momento”.

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Ministra do Ambiente insiste que areal das praias é livre exceto nas concessões e faixas de segurança

A ministra do Ambiente sublinhou hoje que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe às autarquias definir essas áreas e divulgar os planos de praia.

“Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia, tanto através da sinalética, como — e eu aconselho vivamente —, através de um esquema à entrada da praia: ‘olhe, este espaço é concessão, este espaço é de segurança, tudo o resto é livre’”, afirmou Maria da Graça Carvalho numa visita à Praia da Fuseta-mar, em Olhão, no distrito de Faro.

Questionada pelos jornalistas sobre a existência de sinalética que ainda encaminha os banhistas para as zonas da praia não concessionadas, a governante referiu que, nesses casos, a sinalética tem de ser revista para que seja colocada a informação correta e não haja dúvidas para os banhistas.

“Os presidentes de câmara têm de verificar e, se acharem que a sinalética não está bem, corrigi-la, mas não é uma coisa sistemática. A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei, porque a última norma que clarifica isto é de 2012, há 14 anos”, frisou.

Falando aos jornalistas numa visita à intervenção de emergência de reforço sedimentar em curso naquela praia do distrito de Faro, Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada.

Lembrando que as regras de segurança são definidas pelas câmaras municipais em conjunto com as autoridades marítimas, a ministra do Ambiente e Ação Climática notou que a organização do areal pode e deve ter em conta as características morfológicas de cada praia.

“Por exemplo, uma praia muito grande como a de Monte Gordo será diferente de uma praia pequena como algumas em Lagos ou em Armação de Pêra”, ilustrou, referindo que, desde que respeitada a regra de que as concessões não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia, a organização pode variar.

“A segurança pode incluir faixas em redor das concessões, em redor das entradas para a praia — que são sempre públicas —, em frente aos nadadores-salvadores e aos barcos utilizados para o salvamento, e junto ao mar. Estas são faixas de segurança. As concessões podem ser mais estreitas e ir mais perto do mar, ou podem ser mais largas e ficar mais recuadas”, exemplificou.

Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares, informando que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.

No esclarecimento, a APA reforça que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre” e refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares.

Assim, “as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares”, acrescenta a APA.

Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Nota: Luz Venceslau é aluna finalista do curso de Fotografia Profissional 24|26 da ETIC_Algarve – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve e está a fazer o seu estágio curricular no Sul Informação

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Vox Pop: Toronto no centro do mundo: vozes sobre o Mundial 2026 e o sonho português

 

Toronto prepara-se para fazer história ao receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano, num momento que coloca a cidade sob os holofotes do futebol mundial. Sob o tema “The World in a City”, ouvimos a opinião de comentadores do programa desportivo Fora de Jogo — Patrícia Borges, Rui Alves, Carlos Carneiro, Sérgio Esteves e Luís Costa — que analisam a capacidade de Toronto para acolher um evento desta dimensão e partilham ainda as suas expectativas para a Seleção Nacional no Mundial 2026, incluindo o nome que gostariam de ver a erguer o troféu caso Portugal chegue à final.

 

Patricia Borges

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Toronto teve muitos anos para se preparar para receber um evento desta dimensão e, apesar dos esforços feitos, ainda existem aspetos que levantam algumas dúvidas. Em vários pontos da cidade nota-se que algumas intervenções foram concluídas muito perto do prazo, incluindo estruturas temporárias no estádio, o que naturalmente gera alguma preocupação entre os adeptos.

Acredito que tudo tenha sido realizado de acordo com os padrões de segurança exigidos, mas um Mundial é um evento que exige excelência em todos os detalhes. Organização, planeamento e infraestrutura são fundamentais para garantir que jogadores, adeptos e visitantes possam desfrutar desta grande festa do futebol com conforto, tranquilidade e segurança.

Toronto é uma cidade multicultural e vibrante, conhecida por acolher pessoas de todo o mundo. Agora terá a oportunidade de mostrar essa identidade ao planeta inteiro, e espero sinceramente que esteja à altura desse desafio.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Gostava muito de ver Portugal chegar à final do Mundial 2026. A nossa seleção tem qualidade, talento e alguns dos melhores jogadores do mundo. Mas, mais do que isso, será fundamental haver união, espírito de equipa e a capacidade de acreditar até ao último minuto de cada jogo.

Se tivesse de escolher um jogador para levantar a taça, seria o nosso capitão, Cristiano Ronaldo. Depois de tudo o que conquistou ao longo da carreira e de tudo o que representou para a seleção nacional, seria um momento histórico vê-lo erguer o troféu mais importante do futebol. É um sonho partilhado por muitos portugueses e um reconhecimento merecido por anos de dedicação e entrega ao país.

Acima de tudo, espero que Portugal faça um grande Mundial, jogue com ambição e mostre ao mundo a qualidade do futebol português. E quem sabe? Talvez 2026 seja finalmente o ano em que trazemos a taça para casa. 

Rui Alves

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Penso que sim: Toronto está preparada para mostrar ao mundo que sabe organizar grandes eventos. É difícil encontrar uma cidade tão multicultural como Toronto, onde se falam tantas línguas e convivem pessoas de origens tão diversas.

Temos verdadeiramente um mundo dentro desta cidade, com inúmeras culturas a demonstrarem as suas tradições e paixões. Uns vivem intensamente o futebol, enquanto outros acompanham com entusiasmo o hóquei, o basquetebol, o basebol e muitas outras modalidades.

Gostaria também de destacar a excelência da restauração local. Os visitantes encontrarão uma enorme variedade gastronómica, representando sabores de praticamente todos os cantos do mundo. Estou convencido de que Toronto deixará uma excelente impressão em todos os amantes deste Mundial de 2026, tal como aconteceu no Mundial Sub-20 de 2007. Tive o prazer de assistir ao jogo entre Portugal e a Nova Zelândia, bem como à grande final, na qual a Argentina se sagrou campeã do mundo.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Portugal já contou com grandes jogadores ao longo da sua história. Eusébio, por exemplo, levou o nome de Portugal aos mais altos patamares do futebol mundial. No entanto, se a taça vier para Portugal, acredito que, apesar de considerar que temos atualmente uma geração de grande qualidade e de não concordar com a titularidade de Cristiano Ronaldo, ele merece a honra de levantar o troféu. Por tudo o que conquistou, pelos recordes que bateu e pelo impacto que teve no futebol mundial, seria um reconhecimento justo da sua extraordinária carreira. Quanto à seleção portuguesa, espero, no mínimo, uma presença nas meias-finais, embora acredite que temos qualidade suficiente para sonhar com algo ainda maior.

Carlos Carneiro

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Sim, acredito sinceramente que Toronto estará preparada para receber um evento desta dimensão. É uma cidade moderna, multicultural e habituada a acolher grandes acontecimentos internacionais. Durante esse período, os olhos do mundo estarão voltados para Toronto, e isso trará uma enorme responsabilidade, mas também uma grande oportunidade para mostrar a sua capacidade de organização, hospitalidade e diversidade. Tenho confiança de que a cidade saberá responder à altura do desafio e proporcionar uma experiência memorável para todos os que a visitarem.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Quanto a Portugal, o meu maior desejo é vê-lo chegar à final. Seria um momento de enorme orgulho para todos os portugueses espalhados pelo mundo. E, se pudesse escolher uma história perfeita para esse percurso, gostaria que Cristiano Ronaldo fosse uma das figuras centrais. Não apenas pelo jogador extraordinário que é e por todos os recordes que conquistou, mas sobretudo pelo caminho que percorreu para chegar onde chegou. A sua história é um exemplo de trabalho, disciplina, sacrifício e perseverança. Cristiano Ronaldo é muito mais do que um jogador de futebol: é um símbolo de perseverança, ambição e orgulho nacional. Ao longo da sua carreira, levou o nome de Portugal ao mundo e inspirou milhões de pessoas.

Sérgio Esteves

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Penso que Toronto estará totalmente preparada para receber um evento desta dimensão. O aumento da capacidade do BMO Field, a excelente oferta hoteleira, os inúmeros bares e restaurantes, a qualidade dos transportes públicos e, acima de tudo, a hospitalidade dos seus habitantes criam as condições ideais para uma experiência inesquecível. Além disso, Toronto é uma das cidades mais multiculturais do mundo, o que significa que contará com adeptos de praticamente todas as seleções participantes. Estou convicto de que será um momento memorável para a cidade e para todos aqueles que a visitarem.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

Se Portugal chegar à final e conquistar o tão desejado título, acredito que será Cristiano Ronaldo, o nosso eterno capitão, a erguer a taça. Seria uma forma perfeita de encerrar a sua extraordinária carreira ao serviço da Seleção Nacional e, ao mesmo tempo, uma espécie de homenagem do próprio futebol a tudo aquilo que CR7 deu ao jogo ao longo de mais de duas décadas.

Acredito que Portugal tem qualidade, talento e experiência para vencer a competição. No entanto, não podemos ignorar o enorme potencial de outras seleções candidatas ao título. França, Espanha, Argentina e Inglaterra possuem plantéis de enorme qualidade e certamente terão uma palavra importante a dizer na luta pelo troféu. Ainda assim, tenho confiança de que Portugal reúne todas as condições para sonhar alto e lutar pelo maior objetivo de todos.

Luis Costa

Toronto vai receber o primeiro jogo de sempre de um Mundial masculino em solo canadiano. Achas que a cidade está preparada para mostrar ao mundo o que significa ser ‘The World in a City’?

Acho que ainda não estamos totalmente preparados para receber o Mundial, tanto ao nível das infraestruturas como das condições de acesso. Existem vários aspetos que ainda precisam de ser melhor trabalhados para garantir uma experiência mais fluida, segura e confortável para os adeptos. As bancadas que foram montadas no BMO Field, por exemplo, deixam um pouco a desejar, tanto em termos de qualidade como de organização. Ainda assim, espero que tudo corra bem, porque sabemos que este é um grande desafio para a organização e envolve muita responsabilidade.

Se Portugal chegasse à final do Mundial 2026, qual seria o jogador que mais gostavas de ver levantar a taça — e porquê? O que esperas de Portugal?

A nossa seleção tem tudo para chegar à final, qualidade não falta e o grupo é forte, mas como já estamos habituados a fazer algumas contas de calculadora ao longo das fases da competição, espero que desta vez isso não seja necessário, até porque somos cabeças de série. No entanto, se conseguirmos chegar ao título de campeões, para mim o Ronaldo deveria ser o capitão e quem levanta o troféu, por tudo o que já fez por nós ao longo da carreira e pela importância que sempre teve na nossa seleção.

Romulo M. Avila/MS

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“O Canadá não está preparado para receber um Campeonato do Mundo” – José Carlos Silva

Créditos: CBC

Com décadas de ligação ao futebol luso-canadiano e ao Gil Vicente Toronto, em particular, José Carlos Silva olha para o Campeonato do Mundo de 2026 com um misto de entusiasmo e ceticismo. Embora reconheça a dimensão histórica do torneio que terá o Canadá como um dos países anfitriões, considera que o evento deixará sobretudo um impacto económico, sem provocar mudanças profundas na realidade do futebol canadiano. Nesta entrevista ao Milénio Stadium, analisa a preparação do país para receber a competição, avalia as hipóteses da seleção canadiana e partilha as suas expectativas para Portugal e para as principais candidatas ao título mundial.

Milénio Stadium: O Campeonato do Mundo de 2026 será o maior da história e terá o Canadá como um dos países anfitriões. Que impacto acredita que este evento terá no desporto canadiano e na forma como o futebol é encarado no país a longo prazo?

José Carlos Silva. DR.

José Carlos Silva: Ok, eu vou ser muito simples. O impacto que vai ter para mim como uma pessoa ligada ao futebol há tantos anos, a nível da comunidade, há 30 e tal anos, não vai ser nenhum.

A mentalidade não mudou. Vai ter impacto a nível financeiro. A nível desportivo, zero.

Porque, para mim, a nível profissional das pessoas ligadas ao futebol rei, a cidade de Toronto em si e o Canadá não estavam preparados (e não estão…) para receber um evento desta dimensão, como um campeonato do mundo.  No Canadá continuam a ser o hóquei, o basquetebol e o basebol os desportos mais protegidos. O Governo, não aposta no futebol.

Por isso, para mim, não vai ser haver impacto nenhum. Vai passar aquela euforia a nível de imigrantes, Alemanha, Portugal e outros imigrantes aqui dos nossos países da Europa, Brasil e o resto, para mim, não vai ter impacto nenhum

MS: Toronto acolherá seis jogos do Campeonato do Mundo, incluindo o primeiro jogo da seleção canadiana em solo nacional. O que significa para uma cidade tão multicultural receber um evento desta dimensão?JCS: Pode significar muito, como de um momento para o outro, nada. Primeiro, não temos estruturas preparadas para fazer jogos desse tipo, como a Europa tem, como a América tem. Isso é um ponto de partida.

Continuo a dizer, nós, canadianos, Toronto, as suas autoridades, as suas pessoas, não estávamos preparados para receber jogos como o campeonato do mundo. E nota-se isso a nível do nosso BMO, do nosso clube de Toronto. Não há nível da Europa e dos outros países que já realizaram o campeonato do mundo. Para mim, vai ser um fracasso. 

MS: O Canadá conta atualmente com uma geração de jogadores que elevou o estatuto da seleção nacional. Até onde acredita que a equipa poderá chegar neste Campeonato do Mundo disputado em casa?

JCS: Cada jogo tem uma história.

Cada equipa depende de si, mas depende também do adversário que vai ter pela frente. Para mim, o Canadá tem 3, 4 jogadores que sobressaem. De resto, não são jogadores de alto gabarito.

São jogadores que a nível internacional se nota que não estão nos grandes patamares, como temos jogadores portugueses, alemães, franceses, etc. 

MS: A comunidade portuguesa é uma das maiores e mais apaixonadas comunidades futebolísticas do Canadá. Que expectativas tem em relação à seleção portuguesa e ao seu desempenho no torneio?

JCS: Eu vou ser sincero. Temos uma geração incrível a nível de jogadores, desde o guarda-redes ao avançado, mas tudo depende do nosso selecionador. É preciso saber pôr as pedras no sítio.

E eu noto que isso não tem acontecido regularmente. Temos um líder, capitão, mas que já não é jogador para 90 minutos. Eu espero que o treinador tenha a força e a coragem de pôr aqueles que estão preparados para fazer 90 minutos e que nos deem a grande alegria.

MS: Olhando para o panorama internacional, quais são, na sua opinião, as três seleções com maior probabilidade de conquistar o Campeonato do Mundo de 2026 e porquê?

JCS: A Alemanha, a Espanha e a Argentina têm sempre uma palavra a dizer, como o Brasil. Mas o Brasil tem sido uma seleção de altos e baixos. E tem havido muitos problemas a nível interno, no balneário, e isso não é bom para um grupo.

Para mim, a Argentina, a Alemanha e a Espanha. A Espanha porque é uma equipa jovem, com muito talento. A Alemanha também. Vem a construir uma equipa com muita força e muito talento.

Madalena Balça/MS

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