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Teerão acusa Israel de procurar inviabilizar acordo com Washington

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, acusou hoje Israel de tentar sabotar um eventual acordo com Washington para pôr fim à guerra no Médio Oriente, anunciado como iminente pelos vários protagonistas.

“Este acordo tem inimigos, entre os quais se destaca o regime sionista, que procura pretextos para o fazer descarrilar”, frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros na televisão estatal iraniana.

Abbas Araghchi tinha referido hoje de manhã que um acordo com os Estados Unidos “nunca esteve tão próximo” para pôr fim a esta guerra desencadeada pelos ataques israelo-americanos em 28 de fevereiro.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, país mediador, avançou hoje numa mensagem no X que “foi alcançado um texto definitivo e consensual do acordo de paz”.

O primeiro-ministro paquistanês assegurou que o seu país está a “colaborar estreitamente com ambas as partes para concretizar os próximos passos” e salientou que “a paz nunca esteve tão perto como está agora”.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esta quinta-feira que tinha alcançado um “grande acordo” de paz com o Irão, ainda por formalizar, e que poderia ser assinado este fim de semana na Europa.

Chegou a referir que seria o seu vice-presidente, JD Vance, a encarregar-se de comparecer à cerimónia de assinatura.

O Irão negou ter chegado a um acordo após a mensagem de Trump, mas hoje, Abbas Araghchi afirmou que o “memorando de entendimento” com Washington “nunca esteve tão próximo”.

O chefe da diplomacia iraniana acrescentou que “todos os detalhes serão comunicados ao público oportunamente”.

Esta última aproximação surge depois de os EUA e o Irão terem trocado uma nova ronda de ataques esta semana, na sequência do abate de um helicóptero norte-americano pelas forças iranianas.

As negociações entre ambos os países estão num impasse há semanas, enquanto trocavam rascunhos de um acordo de paz, com a mediação do Paquistão.

Apesar do aparente otimismo das duas partes quanto à proximidade de um entendimento, persistem divergências públicas sobre os termos concretos do acordo.

Teerão não confirmou oficialmente as condições enumeradas pelo responsável norte-americano, nomeadamente a alegada aceitação do desmantelamento do programa nuclear iraniano.

O Irão tem reiterado que as suas atividades nucleares têm fins exclusivamente civis e rejeita as acusações de que procura desenvolver armamento atómico.

As negociações decorrem após o cessar-fogo alcançado em abril e procuram consolidar um acordo mais amplo para encerrar o conflito que envolve o Irão, os Estados Unidos e Israel.

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Greve nas conservatórias teve hoje adesão de 93,41%, revela sindicato

A greve dos trabalhadores dos registos e notariado teve hoje uma adesão média nacional de 93,41%, levando ao encerramento da maioria das conservatórias em 14 distritos de Portugal continental, anunciou o sindicato.

De acordo com dados recolhidos ao final da manhã pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, e divulgados numa nota de imprensa ao fim da tarde, “a esmagadora maioria das conservatórias” encontrava-se encerrada nos distritos de Aveiro, Beja, Coimbra, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Portalegre, Santarém, Setúbal e Vila Real.

A paralisação, que começou na segunda-feira e termina no sábado, tem por base 11 reivindicações, que incluem “um recrutamento-choque do número de conservadores de registos e de oficiais de registos que se encontram em falta” e o cumprimento da recomendação da Provedoria da Justiça para eliminação de assimetrias salariais.

Para o sindicato, a crise de recursos humanos é grave, com 279 conservadores de registos e 2.731 oficiais de registos em falta – o equivalente a 38% e 55%, respetivamente, do efetivo necessário.

Numa resposta anterior à Lusa, o Ministério da Justiça (MJ) realçou a contratação de 165 novos conservadores e de 605 novos oficiais de registos, em 2024 e 2025, que já iniciaram ou vão iniciar funções ainda este ano.

Sobre os níveis de adesão à greve, o MJ remeteu hoje um balanço para segunda-feira.

No primeiro dia de greve, o MJ registou uma adesão nacional de cerca de 52%, contra os 80% reclamados pelo sindicato.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, as conservatórias e lojas de cidadão que se mantiveram abertas ao longo da semana “funcionaram com limitações relevantes e tempos de espera prolongados”.

O sindicato prevê que “estas limitações” continuem no sábado nas lojas de cidadão, “os únicos serviços a funcionarem” neste dia.

Para esta greve foram decretados serviços mínimos para casos urgentes, como casamentos civis e testamentos na iminência de morte ou emissão e entrega de cartão de cidadão e passaporte em situações de prioridade extrema.

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Brasil e UE assinam parceria digital visando independência dos EUA e China

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia afirmou hoje, no final da assinatura de um acordo com o Brasil, que a soberania digital e tecnológica é uma das prioridades da Europa.

Na conferência de imprensa, em Brasília, que se seguiu à assinatura, no Ministério das Relações Exteriores, de uma Parceria Digital entre as duas partes, Henna Virkkunen afirmou que, na busca por essa independência, a Europa quer trabalhar em cooperação com parceiros de confiança para garantir resiliência na cadeia de suprimentos “e ter total liberdade de escolha sobre com quem e como operar”.

A assinatura da parceria ocorre num cenário geopolítico complexo, em que o bloco europeu procura alternativas para reduzir a dependência tecnológica perante a rivalidade entre a China e os Estados Unidos.

“Porque vemos que aqueles que detêm o poder nessas tecnologias dominam não só a economia, mas também o mundo”, completou ao ser questionada pela Lusa sobre o contexto de rivalidade entre os Estados Unidos e a China.

Para a responsável europeia, “há uma forte conexão entre tecnologias e segurança, por exemplo. É por isso que é importante para a Europa evitar esse tipo de dependência”.

“Sempre fomos muito abertos a investimentos e negócios globais, mas agora vemos também que essa cadeia de suprimentos global pode, às vezes, ser usada como arma contra nós se formos muito dependentes de uma única empresa ou país”, indicou.

No novo instrumento, as duas partes preveem intensificar a cooperação em governança da inteligência artificial, infraestrutura pública digital, conectividade, proteção de dados, semicondutores, inovação tecnológica, computação de alta performance, proteção de crianças e adolescentes na Internet e governança digital.

A cooperação inclui enfrentar de maneira eficaz os riscos sistémicos que afetam crianças e adolescentes, como a exposição a conteúdos prejudiciais ou inadequados e a exploração das suas vulnerabilidades.

O evento no Palácio do Itamaraty contou com a presença da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil, Esther Dweck.

Na abertura da sessão, Virkkunen declarou que a UE e o Brasil optaram por trabalhar como parceiros de confiança, “num momento em que a tecnologia está moldando cada vez mais o poder económico e a influência geopolítica”.

Segundo disse, para a Europa, “a soberania tecnológica não se trata de protecionismo ou isolacionismo”.

“Trata-se de fortalecer a nossa capacidade de inovar, competir e fazer as nossas próprias escolhas, mantendo-nos abertos ao mundo”, acrescentou.

Henna Virkkunen reforçou a importância da cooperação entre parceiros estratégicos, salientando que nenhum país pode ter sucesso sozinho na era digital.

“Inteligência artificial, semicondutores, conectividade, infraestrutura em nuvem e cibersegurança dependem da cooperação internacional, de cadeias de suprimentos resilientes e de padrões compartilhados”, afirmou.

Neste cenário, disse, o Brasil apresenta-se como “um parceiro fundamental neste esforço”.

“Como uma das principais economias digitais do mundo e uma voz cada vez mais importante em questões digitais globais, o Brasil tem um papel central a desempenhar na definição das tecnologias do futuro”, concluiu.

O Brasil junta-se assim ao Japão, Coreia do Sul, Singapura e Canadá como parceiro digital da UE.

Na quinta-feira, em entrevista exclusiva à Lusa, o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, declarou que o Brasil “muda de ‘status’ em relação à União Europeia” com a assinatura da parceria.

Depois de se reunir com Henna Virkkunen, Alckmin destacou do encontro com a representante da UE o potencial brasileiro para receber investimentos em centros de dados (`data center`, em inglês), devido à grande oferta de energia renovável do Brasil.

“O que limita hoje os `data center` no mundo é a falta de energia e nós temos energia abundante e ainda energia renovável”, indicou.

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Wall Street fecha no ‘verde’. SpaceX dispara 19%

Nova Iorque fechou a sessão em terreno positivo, com os investidores animados com a entrada da empresa de Musk na bolsa e com a guerra no Irão.

O índice Dow Jones subiu 0,70% para 51.202,29 pontos, o S&P500 ganhou 0,49% para 7.430,86 pontos e o Nasdaq aumentou 0,31% para 25.888,84 pontos.

A SpaceX disparou 19,22%, a Goldman Sachs subiu 2,61%, a Verizon ganhou 2,46%, a JPMorgan aumentou 2,25%, a American Express somou 2,19% e a Caterpillar avançou 1,47%. Em contraciclo, a Nike perdeu 2,32%, a Apple desceu 1,52%, a Merck&Co derrapou 1,42%, a Amazon deslizou 1,23% e a Boeing recuou 1,16%.

No mercado do petróleo o texano WTI perde 3,83%, fixando o preço do barril nos 84,32 dólares e o Brent perde 3,93% para 86,83 dólares. O gás natural aumentou 1,49%.

No mercado cambial o euro deprecia 0,08% face ao dólar, fixando-se nos 1,1569 dólares.

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Sistemas do SNS afetados por falha de energia estão “praticamente todos operacionais”, refere SPMS

Os serviços e sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde afetados hoje por uma falha de energia foram sendo repostos ao longo do dia e estão “praticamente todos operacionais”, indicou a entidade gestora.

Em resposta à agência Lusa, fonte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) esclareceu que, “ao longo do dia, os serviços e sistemas foram progressivamente repostos, sendo que, neste momento, já se encontram praticamente todos operacionais”.

A mesma fonte acrescentou que a emissão de receitas e dispensa de medicamentos nas farmácias “esteve sempre garantida, uma vez que, neste tipo de situações, a Portaria n.º 224/2015, de 27 de julho, prevê que a prescrição de medicamentos possa, excecionalmente, realizar-se por via manual”.

A legislação prevê também que, caso se mostre impossível a consulta da receita desmaterializada, a farmácia proceda à dispensa.

Ainda segundo a fonte, a SPMS está a preparar um segundo polo da sua infraestrutura central, que deverá estar pronto até ao final do ano para assegurar “maior redundância e garantia de disponibilidade” dos sistemas.

Uma falha de energia causou hoje de manhã perturbações no acesso a serviços e sistemas de informação do SNS.

Segundo disse então a SPMS, que gere o desenvolvimento e segurança de todos os sistemas de informação e infraestruturas tecnológicas do Serviço Nacional de Saúde, a ocorrência afetou o acesso a alguns serviços e sistemas de informação que suportam a atividade do SNS.

“Os serviços e sistemas estão a ser progressivamente repostos, esperando-se que regresse tudo à normalidade com a maior brevidade”, afirmaram os SPMS numa resposta à agência Lusa pelas 11:00.

A situação foi denunciada à Lusa pelo secretário regional do Norte do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Hugo Cadavez, segundo o qual uma falha informática estava a paralisar os cuidados de saúde primários em todo o país, impedindo o acesso aos processos clínicos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames.

Segundo o dirigente sindical, a interrupção dos sistemas informáticos começou cerca das 08:50 e provocou constrangimentos na atividade dos centros de saúde.

Nos hospitais, acrescentou, os constrangimentos verificaram-se nos sistemas que dependem de ligação à Internet.

A situação também estava a afetar as farmácias, que não conseguiam aceder à base de dados de prescrições e, por isso, ficaram impedidas de fazer a dispensa eletrónica, disse então à Lusa a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Ema Paulino.

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Elon Musk tornar-se o primeiro trilionário da história

O empresário norte-americano, Elon Musk, tornou-se no primeiro trilionário do mundo, após a sua empresa de tecnologia aeroespacial, SpaceX, ter entrado em bolsa.

O fundador da Tesla fez história com a entrada da SpaceX em bolsa, onde conseguiu a maior oferta pública inicial (IPO) da história. Após a sua entrada, as ações da empresa já subiram 36%, estando nos 171,14 dólares.

De acordo com a Forbes, o empresário norte-americano terá uma fortuna avaliada em 1,1 biliões de dólares (950 mil milhões de euros), o que o coloca como o primeiro trilionário da história.

A participação de Musk na SpaceX já vale mais de 766 mil milhões de dólares, se somarmos a sua participação na Tesla, de 280 mil milhões de dólares, o património de Musk chega aos 1,04 biliões de dólares.

Só a IPO da SpaceX adicionou mais de 180 mil milhões de dólares à fortuna de Musk, tornando assim mais rico do que os primeiros cinco bilionários do mundo juntos.

De acordo com a “CNBC”, o património líquido do empresário é maior do que o produto interno bruto (PIB) nacional de Taiwan, Irlanda ou Suécia.

Musk foi declarado como bilionário pela Forbes em 2012, com uma fortuna estimada em 2,4 mil milhões de dólares. Em 2019, chegou ao marco dos 20 mil milhões. Mas nos anos seguintes a sua fortuna explodiu e tornou-se o mais rico do mundo, segundo o ranking da Forbes do ano passado.

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Pacote laboral tem “todas as condições” para “ser derrotado” na próxima semana, afirma CGTP

Tiago Oliveira, CGTP

O secretário-geral da CGTP afirmou hoje que há “todas as condições” para o pacote laboral “ser derrotado” no parlamento, reiterando que os partidos serão responsabilizados pelo seu posicionamento e acusou o Governo de “encurtar prazos”.

“Há todas as condições para o pacote laboral ser derrotado no próximo dia 18 [de junho] na Assembleia da República, dando resposta ao anseio que existe por parte dos trabalhadores”, afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, referindo-se à discussão da proposta de lei que será debatida em plenário na próxima quinta-feira, e, em princípio, votada na generalidade no dia seguinte, 19 de junho.

Questionado sobre uma eventual descida do documento à fase da especialidade sem votação na generalidade, Tiago Oliveira sublinha que “de qualquer das formas” terá que haver uma votação, dado que nesse cenário terá que ser apresentado um requerimento que será sujeito a votação, pelo que insiste que a proposta “só sobrevive se os partidos permitirem que sobreviva”.

Mas o “Governo vai tentar, como é óbvio, que o pacote laboral sobreviva o maior tempo possível”, acrescentou, em conferência de imprensa após a central sindical ter reunido o seu Conselho Nacional.

Neste sentido, a CGTP reitera que responsabilizará os partidos com assento parlamentar “relativamente ao seu posicionamento sobre o pacote laboral”, afirmou.

O líder da CGTP criticou o ‘timming’ da discussão, acusando o Governo de tentar por “todos os meios, encurtar prazos, não respeitando os próprios prazos da discussão pública”, lembrando que a discussão pública termina em 02 de julho.

Para o secretário-geral desta central sindical, a concentração convocada para quinta-feira frente à Assembleia da República é, por isso, mais um momento “para que a voz dos trabalhadores seja ouvida”.

Questionado sobre se a CGTP fez algum contacto prévio com a UGT para que esta pudesse ser uma concentração conjunta, Tiago Oliveira indicou a iniciativa foi alvo “de discussão com outras estruturas”, à luz de outras já realizadas, como a greve geral de 11 de dezembro, que contou com a convergência da central liderada por Mário Mourão, ou a greve do passado dia 03.

Não obstante, e não mencionando diretamente o nome da UGT, Tiago Oliveira considerou que foi a “CGTP que, ao longo de todos estes meses de discussão do pacote laboral, tem assumido a condução da luta”.

Já sobre a greve geral de 03 de junho, Tiago Oliveira reiterou que foi “uma grande greve geral”, em que foi dada “uma resposta massiva por parte dos trabalhadores, seja do setor público, seja do setor privado”.

O secretário-geral da CGTP criticou ainda a “falta de disponibilidade e de vontade política” do executivo de Luís Montenegro para responder aos problemas do país, nomeadamente ao nível dos serviços públicos, do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou da educação.

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Ordem dos Médicos preocupada com sucessivas substituições de diretores clínicos no SNS

SNS

A Ordem dos Médicos (OM) expressou hoje a sua “preocupação com as sucessivas substituições de diretores clínicos e conselhos de administração” no Serviço Nacional de Saúde (SNS), assinalando que “cuidar do SNS é também cuidar de quem o lidera”.

Em comunicado, a OM enumera que, desde 2024, ano em que foi generalizado o modelo das Unidades Locais de Saúde (que agregam hospitais e centros de saúde), “foram substituídos cerca de 50 diretores clínicos, um número que deve merecer reflexão séria”.

“Em unidades pressionadas pela falta de médicos e outros profissionais, pelas listas de espera e por dificuldades estruturais de resposta, a substituição frequente destas lideranças não ajuda à estabilidade das ULS nem ao bom funcionamento do SNS”, critica a OM, defendendo “equipas estáveis, previsibilidade e valorização das pessoas”.

“As dificuldades do SNS não se resolvem com mudanças sucessivas de nomes, nem com respostas imediatistas. Superam-se com médicos em número suficiente, equipas completas e estáveis, autonomia técnica, boa organização e condições de trabalho que permitam fixar profissionais no Serviço Nacional de Saúde. E sobretudo valorizando as pessoas”, reforçou o bastonário, Carlos Cortes, citado no comunicado.

Para a Ordem dos Médicos, “cuidar do SNS é também cuidar de quem o lidera e de quem todos os dias o mantém a funcionar”.

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Ferro Rodrigues pede ao PS para não viabilizar Orçamento do Estado para 2027

O antigo secretário-geral socialista Ferro Rodrigues pede ao PS que não viabilize a futura proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, alegando que há “claramente” uma aliança política entre PSD e Chega.

“Hoje é um dia importante, o dia em que a aliança do PSD com o Chega pode ser vista claramente”, sustentou Ferro Rodrigues em declarações à agência Lusa, numa alusão à forma como decorreu o debate parlamentar sobre a proposta do Governo que pretende criar a prestação social única e, também, à falhada eleição da candidata indicada pelo PS para provedora de Justiça, Luísa Neto.

No caso da eleição da provedora de Justiça, Ferro Rodrigues acredita que houve uma “atitude traiçoeira” por parte do PSD em relação ao PS. Luísa Neto, atual presidente do Instituto Nacional de Administração (INA), obteve 131 votos favoráveis, num total de 207 deputados votantes, não tendo alcançado os necessários dois terços de aprovações.

Perante este quadro político, o antigo líder socialista espera agora que, “em nome da estabilidade, o PS não continue a colaborar para que a aliança entre PSD e Chega se fortaleça”.

“Espero que o mais rapidamente possível fique bem assinalado que não contam com o PS para a passagem do Orçamento do Estado no Parlamento”, rematou.

Na perspetiva do antigo ministro socialista, “é preciso que o mais cedo possível fique claro que quem governa Portugal é o PSD e a extrema-direita”.

“E que, perante isto, todos devem assumir posição e comportamento”, acrescentou.

Sobre a falhada eleição de Luísa Neto para as funções de provedora de Justiça, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, afirmou hoje à agência Lusa que, se o PS repetir a indicação da atual presidente do INA, apoiará a escolha e “colocará todo o empenho na sua eleição”.

Hugo Soares transmitiu esta posição depois de Luísa Neto, candidata indicada pelo PS com o apoio do PSD, ter falhado os dois terços de votos favoráveis para ser eleita para o cargo de provedora de Justiça.

Já no que respeita ao outro tema visado por Ferro Rodrigues, a proposta do Governo que visa autorizar o executivo a criar a prestação social única, este diploma baixou hoje à fase da especialidade sem votação na generalidade, com votos contra de BE, PCP e do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos e a abstenção do Livre.

Os restantes partidos – PSD, Chega, PS, IL, CDS-PP e deputados únicos do PAN e JPP – votaram a favor desta baixa à especialidade sem votação.

A baixa do diploma sem votação tinha sido anunciada na quinta-feira pelo líder do Chega, André Ventura, por acordo com PSD. E foi hoje concretizada através de um requerimento do Governo, que fixa um prazo de dez dias para a discussão na especialidade na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, sem votação.

André Ventura tinha afirmado que o grupo parlamentar social-democrata aceitou seis das sete exigências do Chega, ficando de fora uma que pretende alargar o prazo de residência em Portugal para que os imigrantes possam receber esta prestação social.

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PR dá posse na segunda-feira aos quatro novos juízes do Tribunal Constitucional

O Presidente da República, António José Seguro, vai dar posse na segunda-feira, às 12:30, aos quatro novos juízes do Tribunal Constitucional, hoje eleitos pelo Parlamento, em lista conjunta de PSD, Chega e PS.

“Eu já marquei a tomada de posse para segunda-feira ao meio-dia e meia”, anunciou o chefe de Estado, em resposta aos jornalistas, que o questionaram sobre a eleição dos novos juízes, à saída da Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, onde participou numa cerimónia comemorativa dos 100 anos da Ordem dos Advogados.

O Parlamento elegeu hoje quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional, através de uma lista conjunta apresentada por PSD, Chega e PS, que teve 176 votos favoráveis, alcançado a necessária maioria de dois terços.

Após sucessivos adiamentos ao longo da atual sessão legislativa, os três partidos com maior representação parlamentar entregaram em 29 de maio uma lista conjunta de candidatos para substituir quatro juízes do Tribunal Constitucional: dois indicados pelo PSD, um pelo Chega e um pelo PS.

O PSD indicou Joaquim Cardoso da Costa, antigo secretário de Estado e atual diretor do Centro Jurídico do Estado, e a professora catedrática Maria Paula Ribeiro Faria.

O PS indicou Gabriela Cunha Rodrigues, juíza desembargadora que exerce atualmente as funções de chefe de gabinete do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, e o Chega propôs Luís Filipe Brites Lameiras, que foi juiz desembargador nos tribunais da Relação de Lisboa e do Porto.

O Tribunal Constitucional funcionava desde o ano passado com menos dois juízes, depois de José António Teles Pereira e Gonçalo Almeida Ribeiro, ambos eleitos por proposta do PSD, terem renunciado ao cargo em 01 de outubro.

Os outros dois juízes que vão ser substituídos são Joana Fernandes Costa, que aguardava substituição por ter ultrapassado os nove anos de mandato, e o atual presidente do Tribunal Constitucional José João Abrantes, que decidiu renunciar às suas funções. Os dois tinham sido eleitos pelo parlamento por proposta do PS.

José João Abrantes, juiz do Tribunal Constitucional desde julho de 2020 e presidente desde abril de 2023, comunicou há um mês que decidiu renunciar às funções com efeitos a partir da posse do seu substituto, por “razões pessoais e institucionais”.

Se a renúncia de José João Abrantes tivesse tido efeitos imediatos, os atuais 11 juízes do Tribunal Constitucional teriam de eleger um novo presidente. Assim, essa eleição só ocorrerá com a nova composição do tribunal, com 13 juízes.

Nos termos da Constituição, o Tribunal Constitucional é composto por 13 juízes, sendo dez designados pela Assembleia da República e os outros três cooptados por estes. Dos 13, seis são obrigatoriamente escolhidos de entre juízes dos restantes tribunais e os demais de entre juristas.

Os juízes do Tribunal Constitucional são designados por um período de nove anos, contados da data da posse, mas apenas cessam funções com a posse do juiz designado para ocupar o respetivo lugar, salvo situações como a renúncia.

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Ações da SpaceX disparam quase 30%

A SpaceX estreou-se esta sexta-feira, 12, em bolsa, e já regista uma subida de 29,60%, para 164,60 dólares por ação.

A empresa de tecnologia aeroespacial de Elon Musk realizou a maior oferta pública inicial (IPO) da história, com a empresa a estar avaliada em 1,5 biliões de euros.

Este é o mais ambicioso projeto de Musk, que se estreia no Nasdaq e que coloca a empresa nos dois biliões de dólares em valor de mercado, juntando-se à lista das maiores empresas, onde se incluem as tecnológicas Nvidia, Google e Apple.

Musk conseguiu levantar 75 mil milhões de dólares junto dos investidores para o lançamento da empresa em bolsa, numa oferta inicial de 555,6 milhões de ações.

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PSI fecha no ‘verde’, impulsionado pelo setor da construção

A bolsa de Lisboa fechou a semana em terreno positivo, com uma subida de 0,76% para 9.093,82 pontos.

A Teixeira Duarte liderou o dia, com um disparo de 7,76% para 0,4650 euros, seguida da Mota-Engil, que subiu 5,75% para 4,782 euros. Os CTT ganharam 4,36% para 5,99 euros, o BCP aumentou 3,62% para 0,9500 euros, a Semapa somou 2,57% para 23,95 euros e a Jerónimo Martins avançou 0,45% para 17,76 euros.

Em contraciclo, a Galp perdeu 2,77% para 19,12 euros, a EDP Renováveis desceu 0,73% para 13,63 euros, a EDP derrapou 0,33% para 4,467 euros e a Corticeira Amorim deslizou 0,30% para 6,57 euros.

As principais praças europeias fecharam no ‘verde’, com o CAC40 a ganhar 1,83% para 8.350,87 pontos e o Ibex35 a subir 2,59% para 18.764,40 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “sexta-feira de grande otimismo nas bolsas europeias, num dia que marcou a estreia da SpaceX em bolsa. Notas de que os Estados Unidos e o Irão se aproximaram de um acordo de paz provisório destinado a reabrir o Estreito de Ormuz e ajudar a colocar um ponto final a uma guerra, que dura há mais de três meses e tem prejudicado a economia global e feito escalar a inflação, fazem recuar os preços do petróleo e entusiasmam os investidores”.

No mercado do petróleo o texano WTI desce 3,44%, fixando o preço do barril nos 84,69 dólares e o Brent perde 3,53% para 87,19 dólares. O gás natural aumenta 0,94% para 3,116 dólares.

No mercado cambial o euro deprecia 0,06% face ao dólar, fixando-se nos 1,1571 dólares.

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Refeições escolares em Lisboa: CML diz querer apoiar “quem realmente precisa”

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) informou que manterá a gratuitidade das refeições escolares para os alunos dos escalões A e B, e comparticipará em 50% os estudantes do escalão C.

As explicações da CML acontecem depois do jornal ‘Expresso’ ter avançado que o executivo se preparava para realizar alterações aos apoios de ação social escolar (ASE) e que iria deixar de beneficiar os alunos do escalão C.

O jornal revelou que as alterações poderiam levar a que as famílias tivessem um aumento mensal médio de 16,5 euros por aluno nas refeições.

Contudo, a CML esclarece que “um agregado familiar com um filho que tenha um rendimento bruto mensal de 1.000 euros continuará a ser apoiado nas refeições na sua totalidade, encontrando-se abrangido pelo escalão B. No caso de uma agregado familiar com dois filhos e um rendimento mensal bruto de 2.700 euros, enquadrado no escalão C, a Autarquia mantém a comparticipação de 50%”.

A CML salienta que dá apoios “que mais nenhuma câmara no país dá”, e que a sua proposta para o próximo ano tem por base “apoiar quem realmente precisa, em função dos seus rendimentos”.

A proposta vai ser discutida em reunião de Câmara no próximo dia 17.

A Câmara já teve aprovação prévia de algumas medidas de ASE para o próximo ano letivo, que incluem novos apoios, nomeadamente reforço nos apoios para alunos com necessidades de saúde especiais, reforço da verba para as atividades extracurriculares e o apoio, num valor máximo de 100 euros, para a aquisição de equipamentos e materiais específicos à aprendizagem dos alunos a frequentar o 10.º ano de escolaridade pela primeira vez.

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Visa e OpenAI parceiras para garantir segurança nas compras com IA

A Visa e a OpenAI anunciaram uma parceria para levar pagamentos seguros às compras realizadas com agentes, tendo como objetivo garantir transações simples e de confiança nas plataformas da OpenAI.

Em comunicado, a Visa refere que esta colaboração faz parte da iniciativa Visa Intelligent Commerce, que pretende expandir os pagamentos seguros a novos ambientes digitais.

As duas empresas vão explorar diversas aplicações empresariais, desde experiências para programadores a fluxos de trabalho mais automatizados e conversacionais.

A parceria vai integrar as tecnologias de pagamento da Visa nas experiências da OpenAI, o que vai permitir que os programadores e comerciantes aceitem pagamentos iniciados por agentes. A Visa vai ser responsável por toda a infraestrutura de suporte, que inclui rede, tokenização e os sistemas de gestão de risco.

Todas as transações vão ser realizadas segundo as regras definidas pelo utilizador, desde limites de gastos a necessidades de aprovação. Adicionalmente, as operações vão ser protegidas pela tokenização da Visa e por sistemas de monitorização de fraude em tempo real.

Bea Larregle, senior vicepresident and group country manager da Visa para o Sul da Europa, afirma que “a IA vai transformar o comércio de forma mais profunda do que a internet ou a tecnologia móvel alguma vez o fizeram”. “À medida que os agentes de IA se tornam participantes ativos na economia, o foco da Visa é garantir que as transações são de confiança, seguras e fluidas. É essa a infraestrutura que estamos a construir com parceiros como a OpenAI”, refere.

“Ao integrar com o Visa Intelligent Commerce, estamos a construir a infraestrutura para transações agênticas seguras, transparentes e controladas pelo utilizador, a ajudar as pessoas a fazer mais com agentes de IA, mas sempre com a confiança de que os pagamentos estão a ser geridos de forma segura”, aponta Marco Mahrus, head of partnerships, commerce na OpenAI.

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Livre propõe aumento da licença parental, 25 dias de férias e trabalhadores em administrações

O Livre anunciou hoje um conjunto de propostas para alterar a lei laboral que incluem o aumento da licença de parentalidade, a reposição de 25 dias de férias e a inclusão de trabalhadores nos conselhos de administração.

A uma semana do debate na generalidade da proposta do Governo que pretende alterar vários pontos da legislação laboral, que tem sido contestada pelos sindicatos e ainda não reúne consenso parlamentar suficiente para ser aprovada, o Livre reforça as críticas e avança com uma iniciativa em sentido oposto.

“O Livre vai apresentar uma proposta para que a discussão não seja apenas sobre a retirada de direitos, mas sim como reforço de direitos”, disse a líder parlamentar e porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, em conferência de imprensa na Assembleia da República, na qual também participaram Rui Tavares e Jorge Pinto.

O partido elencou seis áreas prioritárias, entre elas, a proteção social e da família, propondo o aumento da licença parental “para que pais e mães possam estar um ano com a sua criança no seu primeiro ano de vida em casa, se for partilhada de forma igualitária e paga a 100%”.

Além disto, o Livre quer que os trabalhadores por turnos tenham direito a aceder à reforma antecipada a partir dos 60 anos e a mais dias de férias, consoante os anos de profissão.

O partido defende “mais tempo para quem trabalha” e por isso avança com a reposição dos 25 dias de férias, 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores e a “menção expressa” da semana laboral de quatro dias no Código do Trabalho “como uma opção” para incentivar as empresas a adotar este regime.

Na ótica do Livre, uma das formas de aumentar a produtividade dos trabalhadores é reforçar a “democracia no trabalho”. Por isso, o partido propõe que empresas com mais de 250 membros sejam obrigadas a ter no seu Conselho de Administração uma representação de trabalhadores.

O deputado e ex-candidato presidencial, Jorge Pinto, salientou que esta proposta não pretende sobrepor-se à representação sindical mas sim complementá-la e que este modelo já existe noutros países.

O partido quer também proibir a caducidade da contratação coletiva até que haja um instrumento que a substitua e um “reforço do direito de informação e de participação dos trabalhadores”.

No que toca a salários, o Livre quer que todos os rendimentos aumentem “consoante a inflação” e também por via do aumento da produtividade.

Outra das prioridades da bancada é a transição tecnológica, com Isabel Mendes Lopes a salientar que qualquer reforma laboral que não tenha em conta matérias como a Inteligência Artificial “está a falhar às pessoas, aos trabalhadores e ao país”.

O Livre defende que todos os trabalhadores devem ter um “acesso equitativo” à inovação tecnológica e ao uso de IA, quer na Administração Pública quer no privado, estabelecendo, por exemplo, que as empresas que recorram a fundos públicos sejam obrigadas a conceder este acesso.

Por outro lado, a deputada propôs a criação de um “fundo para a transição tecnológica” financiado pela tributação dos lucros que resultam dos processos de automação das próprias empresas, “ou, por exemplo, da tributação de data ‘centers’ que se instalam em Portugal”.

Rui Tavares alertou que a Inteligência Artificial “é já hoje em dia uma realidade, mas mal distribuída e de uma forma que não é nem equitativa, nem justa, nem de acesso igual por parte de todos os trabalhadores” o que “pode introduzir graves injustiças no local de trabalho”.

Do ponto de vista ambiental e ecológico, o Livre defende a criação de uma “licença climática” que permita a um trabalhador ter falta justificada no caso de uma calamidade mas também quer garantir que os trabalhadores “em condições adversas, nomeadamente em dias de grande calor, não tenham de o fazer pondo em risco a sua saúde e a sua vida”.

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Criação de empresas abranda em maio, e insolvências descem 16%

As insolvências declaradas diminuíram 16% no mês de maio, com menos 32 empresas face ao período homólogo. No total foram 165 empresas que declararam insolvência durante o mês de maio.

Segundo o Iberinform, nos primeiros cinco meses do ano verificou-se uma redução de 29% nas declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas. Também o número de insolvências declaradas apresentou um decréscimo de 15% até maio.

Lisboa, Porto e Braga foram os distritos onde se registaram o maio número de insolvências declaradas, com 172,143 e 106, processos, respetivamente.

Até maio, Angra do Heroísmo foi o distrito que apresentou a maior taxa de crescimento das insolvências, com um aumento de 200%, seguido da Madeira, com 82%, Vila Real, com 33% e Setúbal, com 19%.

Já Castelo Branco registou o maior decréscimo, de 47%, seguido de Santarém, com 46%, Coimbra, com 38% e Leiria, com 21%.

O setor da indústria extrativa foi o que registou a descida mais expressiva, de 100%, seguido do setor da agricultura, caça e pesca, com 44% e das telecomunicações, com 33%.

À semelhança das insolvências declaradas, as insolvências encerradas também registaram um decréscimo de 1,7%.

A criação de empresas em maio também apresentou uma descida, de 24%, com 3.684 empresas criadas no quinto mês do ano.

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Wall Street abre no ‘verde’. IPO da SpaceX anima investidores

Nova Iorque abriu a sessão desta quinta-feira a negociar em terreno positivo, depois do presidente norte-americano ter anunciado que iria voltar a atacar o Irão esta noite e pretende tomar o controlo da ilha de Kharg.

O índice Dow Jones sobe 0,47% para 50.150,22 pontos, o S&P500 aumenta 0,16% para 7.277,41 pontos e o Nasdaq avança 0,09% para 25.199,22 pontos.

A Amgen lidera a sessão, com uma subida de 2,04%, a Honeywell ganha 2,01%, a Caterpillar aumenta 1,85%, a Merck&Co soma 1,34% e a Verizon avança 1,38%. Em contraciclo, a Salesforce perde 1,94%, a Microsoft desce 1,87%, a Amazon derrapa 0,62%, a Cisco desliza 0,63% e a IBM recua 0,29%.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “Wall Street arranca em alta, numa altura em que o mercado se prepara para receber com grande entusiasmo o IPO da SpaceX, que, segundo a Bloomberg, terá atraído mais de $70 mil milhões só em pedidos de investidores de retalho, sendo que estes deverão ter ficado com pelo menos $20 mil milhões, dos cerca de $75 mil milhões que a empresa está a colocar, numa operação com elevada procura. O preço indicativo de $135 por ação avalia a SpaceX em cerca de $1,8 triliões (valor em notação americana), sendo que já há análises de mercado a colocar avaliações acima dos $200 por ação”.

“Os investidores parecem ter ignorado a ameaça de Donald Trump de que atacará o Irão em força esta noite, uma vez que os preços do petróleo seguem estáveis. Na Europa o ambiente global também de otimismo neste início de tarde, no dia em que o BCE subiu as taxas de juro pela primeira vez desde 2023, elevando as projeções para a inflação e apontando riscos de abrandamento económico. No seio empresarial a Intel anima com uma recomendação do BofA, enquanto a Oracle preocupa os investidores com os seus níveis de gastos”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI desce 0,33%, fixando o preço do barril nos 89,18 dólares e o Brent perde 0,84% para 92,32 dólares. O gás natural tomba 2,26% para 3,111 dólares.

No mercado cambial o euro deprecia 0,01% face ao dólar, fixando-se nos 1,1535 dólares.

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“É cada vez mais difícil diferenciar bots e humanos”, refere CPO da Tools for Humanity

O avanço tecnológico tem sido algo positivo, contudo tem trazido algumas dificuldades e desafios com ele. Um dos mais presentes na vida das pessoas é o ter de provar, quando se entra em sites, que se é humano.

Uma das palavras que entrou para o nosso vocabulário foi “bot”, uma abreviação para robô e que permite a execução de tarefas repetitivas numa rede. Apesar de terem sido criados com uma boa intenção, estes bots também podem ser mal-intencionados. Neste caso, os bots realizam atividades que criam riscos de segurança para as organizações.

Mas o que é que os bots têm a ver com o termos de provar que somos humanos? Na era tecnológica existe um conceito oposto ao de bots, ‘proof of humanity’, é aqui que provamos que somos humanos e impedimos que o bot e contas falsas entrem.

É com este objetivo que nasceu a Tools for Humanity, uma empresa criada por Sam Altman e Alex Blania, em 2019, para desenvolver soluções para humanos na era da inteligência artificial (IA).

Tiago Sada, CPO da Tools for Humanity, explicou ao Jornal Económico (JE) que a ideia para esta empresa nasceu porque os “fundadores acreditavam que a IA avançada ia acontecer mais rápido e cedo que a maioria das pessoas pensava”.

Com esta crença a empresa foi criada para “construir tecnologia para ajudar a combater alguns desafios” que nascessem com a IA.

Um dos primeiros desafios que a empresa está a tentar resolver é a “quebra de confiança na internet”, refere. Na era da IA um dos maiores problemas é não “saber em quem confiar”, uma vez que tudo “pode ser falso”.

“Quando hoje vemos duas mil contas no Twitter a dizer algo, não sabemos se é de facto a opinião de duas mil pessoas ou apenas de uma pessoa com dois mil bots”, apontou.

Apesar de este ser um problema que já existia nas redes sociais há algum tempo, está-se a espalhar por toda a internet. Esta é uma realidade que criou um “ecossistema inseguro”.

Assim sendo, a empresa acredita que a solução “passa pela ‘proof of humanity’, que é basicamente a ideia de conseguirmos saber se uma conta na internet pertence a uma pessoa ou a um bot, sem sabermos mais nada sobre eles”.

Para conseguir isso a empresa criou o “World ID”, que funciona como um passaporte digital anónimo, e que prova se o utilizador é uma pessoa real sem ter de se revelar nenhuma informação pessoal. Os utilizadores podem utilizar este serviço através da aplicação World App.

Este passaporte tem vários níveis de verificação. No mais básico é apenas necessário tirar uma fotografia com o smartphone, no nível intermédio verifica-se a humanidade com o passaporte ou com a carta de condução e no nível mais elevado o utilizador tem de se deslocar a um local que tenha uma “orb”, uma câmara desenvolvida pela empresa e que utiliza IA para verificar de facto se a pessoa é humana.

Depois da fotografia ser tirada a orb “envia-a para o smartphone da pessoa e apaga-a da sua memória”. Ou seja, tudo fica apenas na posse do utilizador.

Esta é uma solução que já está disponível em mais de 100 países, sendo Portugal um deles, e que já conta com mais de 18 milhões de utilizadores a utilizar a orb e um total de 40 milhões.

Até agora quando entramos num site somos confrontados com um captcha, uma ferramenta de segurança que confirma se somos ou não humanos, mas neste momento “alguns bots são mais inteligentes do que os humanos, e então a inteligência já não serve para diferenciar humanos de bots”, referiu.

Atualmente “é muito difícil diferenciar os dois” uma vez que o bots têm aprendido a simular um humano na internet. Todos os modos que existiam até agora a “IA tem conseguido ultrapassar, por isso tivemos de criar algo novo, que não existia antes”.

Apesar de ser inovadora, Tiago Sada revelou que acredita que os níveis mais baixos de verificação que a aplicação permite vão ser “ultrapassados” pela IA no futuro, mas no caso da orb é um pouco diferente. “O que torna especial a orb é o facto de não se puder fazer a partir de casa, ou seja, as pessoas têm de se deslocar a um local próprio para a utilizarem e assim ninguém consegue utilizar IA, nem ligar a nada”, explicou.

Com o objetivo de “preservar a confiança na internet” sem ter de “partilhar informação pessoal com ninguém”, a aplicação já tem protocolos com várias empresas de diversos setores.

 

Utilizadores estão mais conscientes

Enquanto no passado os utilizadores da internet estavam pouco a par da necessidade e da importância de provar que era humano, atualmente a realidade já é outra.

“No momento em que as coisas começaram a evoluir, com o lançamento do ChatGPT e dos restantes modelos, as pessoas e as empresas começaram a ter mais noção da importância desta verificação”, revelou.

Para Tiago Sada estamos num momento em que “quando falamos com clientes, todos entendem o problema, e mais do que perceber, já o sentiram na sua vida”.

 

Podemos acabar com os bots?

Na opinião de Tiago Sada esta não é a solução para o problema. “Os bots são fantásticos, a IA é muito útil, e ambos têm mudado a nossa forma de viver e trabalhar”, referiu.

Para o CPO todas as inovações, desde carros aos computadores, trouxeram desafios mais tarde, a IA não é exceção. “A IA é uma ferramenta incrível, mas vem com alguns desafios”, salientou, “mas só porque temos de resolver esses desafios não significa que isto não valha a pena”, declarou.

Com esta nova tecnologia a cibersegurança ganhou outro valor, sendo o mais provável que nos próximos anos experienciemos “tempos de instabilidade”, devido aos novos modelos de IA que vão chegar e que facilmente vão encontrar vulnerabilidades nos sistemas que eram desconhecidas.

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PSI fecha no ‘vermelho’, penalizado pelo setor energético

A bolsa de Lisboa fechou o dia em terreno negativo, com uma descida de 0,32% para 8.902,89 pontos.

A Galp liderou o dia, a perder 2,44% para 18,99 euros, seguida da EDP Renováveis, que desceu 1,50% para 13,80 euros. A Ibersol derrapou 1,17% para 10,12 euros, os CTT deslizaram 1,02% para 5,82 euros, a Semapa diminuiu 0,65% para 23,05 euros e a EDP recuou 0,11% para 4,419 euros.

Em contraciclo, a Altri subiu 1,43% para 4,980 euros, a Jerónimo Martins ganhou 1,42% para 17,82 euros, a Navigator aumentou 1,11%, a Sonae somou 0,32% para 1,8980 euros e a NOS avançou 0,28% para 4,986 euros.

As principais praças europeias fecharam mistas, com o CAC40 a avança 0,05% para 8.203,43 pontos e o Ibex35 desceu 0,25% para 18.178,33 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que as bolsas europeias foram oscilando entre território de ganhos e perdas, mas a grande maioria acabou por encerrar em baixa. O recuo dos preços do petróleo, em reação a declarações de Donald Trump, que apontaram para um progresso significativo em direção ao fim do conflito no Médio Oriente, prometendo fumo branco dentro de dois dias, ainda trouxeram ânimo”.

“No entanto, os investidores parecem neste momento estar a proceder a uma rotação de ativos, realizando mais-valias em setores mais cíclicos, em especial no tecnológico, entrando nos mais defensivos. No plano macroeconómico, as balanças comerciais da China, Alemanha e EUA mostraram ritmo de exportações e importações acima do esperado, dando um sinal de resiliência económica”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI perde 4,53%, fixando o barril nos 87,16 dólares e o Brent desce 3,94% para 90,55 dólares. O gás natural aumenta 0,48% para 3,162 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,15% face ao dólar, fixando-se nos 1,1553 dólares.

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GSK fecha aquisição da norte-americana Nuvalent por 9,2 mil milhões

A farmacêutica britânica, GSK, chegou a acordo para adquirir a biofarmacêutica norte-americana, Nuvalent, que se foca em terapias oncológicas, por 10,6 mil milhões de dólares (9,192 mi milhões de euros).

Esta operação deverá estar concluída até ao final deste ano e vai permitir que a empresa britânica adquira três produtos em fase de desenvolvimento contra o cancro do pulmão, que são considerados promissores.

De acordo com os termos acordados, a GSK tem agora 10 dias para apresentar uma oferta pública de aquisição para todas as ações da Nuvalent, ao preço de 124 dólares por ações, o que representa um prémio de 40% sobre o preço de fecho de mercados.

Após o anúncio deste negócio a britânica viu as suas ações caírem 3%, enquanto as ações da norte-americana subiram.

A farmacêutica britânica revelou em abril que tinha obtido um lucro líquido de 1,73 mil milhões de libras (dois mil milhões de euros), o que corresponde a um aumento de 7%. Já o volume de negócios da empresa registou um crescimento de 2% para 7,63 mil milhões de libras (8,83 mil milhões de euros).

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