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Madrid ordena no avisar a las personas sin hogar de que van a tirar sus pertenencias cuando se activa el protocolo de limpieza

Cuando el Ayuntamiento de Madrid programaba una limpieza a fondo de una zona de la ciudad en la que vivían personas sin hogar, los Equipos de Calle municipales les avisaban con antelación para que pudieran recoger sus zapatos, su medicación, su documentación o el resto de sus pertenencias a tiempo para no perderlas. En marzo de este año, la Concejalía de Políticas Sociales trasladó la orden a estos trabajadores de no volver a dar aviso. EL PAÍS ha accedido a los correos electrónicos en los que estos empleados municipales trasladaron su preocupación por el asunto al Colegio Oficial de los Educadores Sociales de la Comunidad de Madrid porque consideraron que se estaba produciendo una “vulneración de principios éticos profesionales”. El Consistorio no ha desmentido esta orden en ninguna de las dos ocasiones en las que este diario ha preguntado por ella.

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© Claudio Álvarez

Una persona sin hogar en los alrededores de la Plaza Mayor de Madrid.
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Cabo Verde, la rareza democrática de África

Noche del domingo, 17 de mayo. Tras una intensa jornada electoral, Ulisses Correia e Silva, primer ministro de Cabo Verde, telefonea al líder opositor y su rival en los comicios, Francisco Carvalho, para felicitarlo por su ajustada victoria, incluso antes de la publicación de los resultados. Mientras en África occidental acecha la inestabilidad y proliferan los golpes de Estado y las juntas militares, este país africano se prepara para protagonizar su cuarta alternancia pacífica en 35 años de democracia. Su pequeño tamaño, pero con una robusta diáspora sobre todo en EE UU y Europa, su particular historia, su tradición de consenso y su sólido régimen parlamentario se combinan para hacer de Cabo Verde un ejemplo de estabilidad.

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Dos hombres juegan wari, un juego típico de Cabo Verde, en Cova da Moura el 28 de diciembre de 2022.
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Vacaciones en Francia, un termómetro social

París, 12 jun (Prensa Latina) Salir de vacaciones en este verano en Francia es el deseo de la mitad de sus ciudadanos, pero las dificultades económicas solo permiten a una cuarta parte de ellos poder disfrutarlas, indicó hoy el canal France 24.

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Ferro Rodrigues pede ao PS para não viabilizar Orçamento do Estado para 2027

O antigo secretário-geral socialista Ferro Rodrigues pede ao PS que não viabilize a futura proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, alegando que há “claramente” uma aliança política entre PSD e Chega.

“Hoje é um dia importante, o dia em que a aliança do PSD com o Chega pode ser vista claramente”, sustentou Ferro Rodrigues em declarações à agência Lusa, numa alusão à forma como decorreu o debate parlamentar sobre a proposta do Governo que pretende criar a prestação social única e, também, à falhada eleição da candidata indicada pelo PS para provedora de Justiça, Luísa Neto.

No caso da eleição da provedora de Justiça, Ferro Rodrigues acredita que houve uma “atitude traiçoeira” por parte do PSD em relação ao PS. Luísa Neto, atual presidente do Instituto Nacional de Administração (INA), obteve 131 votos favoráveis, num total de 207 deputados votantes, não tendo alcançado os necessários dois terços de aprovações.

Perante este quadro político, o antigo líder socialista espera agora que, “em nome da estabilidade, o PS não continue a colaborar para que a aliança entre PSD e Chega se fortaleça”.

“Espero que o mais rapidamente possível fique bem assinalado que não contam com o PS para a passagem do Orçamento do Estado no Parlamento”, rematou.

Na perspetiva do antigo ministro socialista, “é preciso que o mais cedo possível fique claro que quem governa Portugal é o PSD e a extrema-direita”.

“E que, perante isto, todos devem assumir posição e comportamento”, acrescentou.

Sobre a falhada eleição de Luísa Neto para as funções de provedora de Justiça, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, afirmou hoje à agência Lusa que, se o PS repetir a indicação da atual presidente do INA, apoiará a escolha e “colocará todo o empenho na sua eleição”.

Hugo Soares transmitiu esta posição depois de Luísa Neto, candidata indicada pelo PS com o apoio do PSD, ter falhado os dois terços de votos favoráveis para ser eleita para o cargo de provedora de Justiça.

Já no que respeita ao outro tema visado por Ferro Rodrigues, a proposta do Governo que visa autorizar o executivo a criar a prestação social única, este diploma baixou hoje à fase da especialidade sem votação na generalidade, com votos contra de BE, PCP e do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos e a abstenção do Livre.

Os restantes partidos – PSD, Chega, PS, IL, CDS-PP e deputados únicos do PAN e JPP – votaram a favor desta baixa à especialidade sem votação.

A baixa do diploma sem votação tinha sido anunciada na quinta-feira pelo líder do Chega, André Ventura, por acordo com PSD. E foi hoje concretizada através de um requerimento do Governo, que fixa um prazo de dez dias para a discussão na especialidade na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, sem votação.

André Ventura tinha afirmado que o grupo parlamentar social-democrata aceitou seis das sete exigências do Chega, ficando de fora uma que pretende alargar o prazo de residência em Portugal para que os imigrantes possam receber esta prestação social.

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Hoje é um “dia sombrio para a democracia”. Elon Musk será mais rico do que 46% do mundo

SpaceX estreia-se na bolsa esta sexta-feira, o que deverá fazer do empresário o primeiro bilionário do mundo. Oxfam alerta para uma “concentração extrema de riqueza” e fala num “dia sombrio para a democracia”. IPO “encherá os bolsos” de funcionários da administração Trump. O bilionário Elon Musk será mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial — cerca de 3,8 mil milhões de pessoas — quando a sua empresa aeroespacial e de inteligência artificial (IA), SpaceX, entrar em bolsa, segundo uma análise publicada esta quinta-feira pela organização humanitária Oxfam. A fortuna pessoal de Musk, dono da rede social

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Apoteosis apostólica

La ubicuidad del apostolado de la fe esta vez se ha hecho con sobrecarga bollywodiense de luz y de color con eje pastelero en el centro de Barcelona: la apoteosis explosivamente plástica y musical ha sido hipnótica. En conjunto este viaje papal ha fabricado la campaña de márketing más poderosa que se recuerda en los siglos de los siglos (después de la campaña de venta de la IA lanzada urbi et orbi, nunca mejor dicho, por los oligarcas del nuevo tecnofascismo benditamente disfrazado de servicio público y denodada vocación de fraternidad desinteresada). De punta a punta del país, los medios públicos y privados han asumido el marco de la fe católica como espacio privilegiado de la virtud, el bien y la bondad, gracias al empuje y la inteligencia de un papa culto, batallador y bregado en las condiciones materiales de la existencia de los parias de la tierra, en su caso los parias del Perú.

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© Alejandro J. Rosa/ACFI/Europa Pr (Europa Press)

Visita del papa León XIV a un centro de inmigrantes en San Cristóbal de La Laguna, Tenerife, este viernes.
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Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

Logo Agência Brasil

Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.

Notícias relacionadas:

“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.

Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”

Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.

Renda domiciliar mensal

Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução da média de rendimentos. Foto: RedODSAL/ PUC-RS Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução da média de rendimentos. Foto: RedODSAL/ PUC-RS


No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.

Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.

O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.

10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres

O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução do coeficiente de Gini. Foto: RedODSAL/ PUC-RS Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução do coeficiente de Gini. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Média de rendimento por estrato de renda. Foto: RedODSAL/ PUC-RS Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Média de rendimento por estrato de renda. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”

Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda - que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”

Desigualdade no mapa

Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).

As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).

As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.

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Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

Logo Agência Brasil

Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.

Notícias relacionadas:

“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.

Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”

Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.

Renda domiciliar mensal

Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução da média de rendimentos. Foto: RedODSAL/ PUC-RS Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução da média de rendimentos. Foto: RedODSAL/ PUC-RS


No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.

Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.

O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.

10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres

O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução do coeficiente de Gini. Foto: RedODSAL/ PUC-RS Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Evolução do coeficiente de Gini. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”

Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Média de rendimento por estrato de renda. Foto: RedODSAL/ PUC-RS Salários diminuem a pobreza em 22 regiões metropolitanas - Pesquisa mostra que persistem desigualdades regionais e de renda apesar do avanço socioeconômico. Gráfico: Média de rendimento por estrato de renda. Foto: RedODSAL/ PUC-RS

Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”

Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda - que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”

Desigualdade no mapa

Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).

As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).

As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.

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Bispo pede “nova sociedade” e alerta para o poder das palavras

VTM

“A Eucaristia abre-nos à justiça e à partilha, com uma atenção preferencial para com quem carrega o fardo da pobreza e da marginalização”, afirmou D. Nuno Almeida, na homilia proferida na aldeia de Pereira e na Catedral de Bragança.

Na sua intervenção sublinhou a exigência de traduzir o sacramento em ações concretas que combatam as exclusões geradas pelas novas redes económicas e tecnológicas. “Os cristãos sentem-se comprometidos a irradiá-la nos vários âmbitos da convivência humana através da experiência de fraternidade, do espírito da paz e reconciliação”, apontou.

E alertou para a necessidade de purificar a linguagem quotidiana, estabelecendo uma oposição clara entre as atitudes que geram união e as que provocam fraturas na sociedade. “O contrário de bendizer é maldizer, bendizer une e maldizer divide”, explicou o bispo.

A reflexão apoiou-se no magistério do Papa para exigir uma revisão profunda sobre os preconceitos e a agressividade instalada nos discursos atuais. “Temos uma possibilidade real de contribuir para o bem sempre que dizemos a verdade, quando damos um conselho sábio ou quando apoiamos quem precisa de conforto”, citou, a partir da primeira encíclica de Leão XIV, ‘Magnifica Humanitas’.

O responsável diocesano clarificou que a vivência eucarística ultrapassa o mero cumprimento de um cerimonial religioso. “Faz-nos bem recordar que a Eucaristia não é algo, é Alguém, não é um ritual, mas encontro com Jesus Cristo vivo”, vincou D. Nuno Almeida.

O bispo rematou a pregação pedindo aos crentes que assumam uma dinâmica de doação contínua a favor do próximo no seu dia a dia. “Somos chamados a fazer ponte entre Jesus e a humanidade a quem Ele continua a dirigir o convite”, concluiu.

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Más de 13 millones de euros recaudados: el éxito de la campaña que planta cara a la precariedad alimentaria

Arranca la séptima edición "Ningún hogar sin alimentos"

El año pasado, alrededor de 10 millones de personas en España (el 19,5 % de la población total) se encontraban en riesgo de pobreza. El dato, recogido en el informe El estado de la pobreza. Avance de resultados de la Red Europea de Lucha contra la Pobreza y la Exclusión Social en el Estado Español (EAPN-ES), refleja una realidad estructural compleja. Estas personas subsisten con ingresos inferiores a los 12.220 € anuales. La situación afecta de forma directa a su capacidad para cubrir las necesidades más básicas.

A pesar de que la tasa se mantiene prácticamente igual a la del año anterior (con un leve descenso del 0,2 %), el indicador sigue estando muy lejos de los objetivos especificados en la Agenda 2030. Si se amplía el foco hacia el riesgo global de pobreza y exclusión social, la cifra total en el país se eleva hasta los 12,6 millones de personas. Esta presión económica obliga a muchas familias a tomar decisiones difíciles en su día a día. Se ven en la situación de tener que elegir entre pagar las facturas de la luz y el agua, asumir los costes asociados a la educación de sus hijos o, simplemente, comprar comida.

Estos datos coinciden con el arranque de la séptima edición de la campaña solidaria "Ningún hogar sin alimentos", que arranca este 9 de junio. Se trata de una iniciativa impulsada por la Fundación "la Caixa" y CaixaBank junto a la Federación Española de Bancos de Alimentos (FESBAL). Sus responsables alertan de la invisibilidad de esta precariedad y de la urgencia de actuar de forma colectiva para frenar la pobreza alimentaria. Como en las campañas anteriores, la edición de este año arranca con una aportación inicial de un millón de euros por parte de la Fundación "la Caixa".

El balance de las donaciones

Los resultados obtenidos en los últimos años reflejan la gran capacidad de movilización de la iniciativa, consolidada como una de las acciones solidarias de mayor alcance a nivel nacional. En la edición anterior, la campaña recaudó alrededor de 2,1 millones de euros, un importe equivalente a 1.395 toneladas de alimentos básicos. En el cómputo global de las seis ediciones previas se han recaudado más de 13 millones de euros en el conjunto del país. Ha superado, de esta manera, las 12.500 toneladas de alimentos básicos.

Estos recursos se distribuyen por toda España a través de los Bancos de Alimentos asociados a la FESBAL y de sus cerca de 6.000 entidades sociales colaboradoras. Más allá de la cantidad recaudada, los organizadores subrayan que el formato de las donaciones también resulta determinante. Aunque todas las contribuciones son importantes, las donaciones en metálico ofrecen una gran ventaja logística y nutricional. Como explica la voluntaria Montserrat Rivero, este formato permite a los Bancos adquirir los productos necesarios para "redondear la cesta" y garantizar siempre la opción más equilibrada posible para los beneficiarios.

Para hacernos una idea del impacto real que tienen estos donativos económicos, desde el portal de CaixaBank exponen varios ejemplos. Con una aportación de tan solo 10 euros, el Banco de Alimentos puede adquirir un lote compuesto por un litro de leche, un kilo de arroz, una docena de huevos, un frasco de lentejas, tres latas de atún en aceite de girasol y un kilo de macarrones.

¿Cómo funciona la cadena de ayuda?

Para que un pequeño gesto económico se convierta en un plato de comida en la mesa de una familia, FESBAL y las entidades colaboradoras articulan un riguroso proceso que permite transformar esa aportación económica en alimentos para miles de familias.

  • Captación de donativos. Se obtienen los recursos económicos y/o en especie a través de campañas de donación específicas como la que arranca esta semana.
  • Almacenaje. Los 53 Bancos de Alimentos distribuidos por toda España clasifican, almacenan y gestionan la conservación óptima de todos los alimentos recibidos.
  • Distribución a entidades sociales. Cerca de 6.000 entidades sociales de carácter asistencial y local dependen directamente de los Bancos de Alimentos para abastecerse.
  • Llegada a quienes lo necesitan. Finalmente, estas entidades colaboradoras entregan de forma directa los alimentos básicos a las familias y personas en situación de extrema vulnerabilidad.

La pobreza afecta especialmente a la infancia

Desde FESBAL insisten en que detrás de las frías estadísticas existen historias personales con dificultades extremas. Su presidente, Pedro Llorca, advierte de que detrás de los indicadores estadísticos se encuentran millones de personas y familias que afrontan dificultades reales para cubrir una necesidad tan básica como la alimentación. En este sentido, hace un llamamiento a la implicación de la sociedad civil y el tejido empresarial. Subraya que "cada aportación, por pequeña que sea, se transforma en ayuda concreta y puede marcar una diferencia real".

La vulnerabilidad se ceba especialmente con los menores. Un tercio de la población infantil en España crece en entornos marcados por la escasez de recursos. Marc Simón, subdirector general de la Fundación "la Caixa", explica que la entidad trabaja activamente para romper el círculo de la pobreza mediante programas de transformación social. No obstante, recuerda que es imprescindible complementar este acompañamiento con la cobertura de recursos críticos como la alimentación.

Por su parte, Josep Parareda, director de Acción Social de CaixaBank, define la pobreza como la realidad de "no poder elegir" en el día a día. Para combatirla, la entidad financiera ha desplegado una amplia red de canales digitales y físicos (Bizum, banca digital, web y oficinas). El objetivo es facilitar que cualquier ciudadano, sea cliente o no, pueda sumarse de forma rápida a la causa.

Vías de colaboración

Para centralizar el apoyo de la ciudadanía, las personas interesadas podrán realizar donaciones a través del portal oficial de la campaña www.ningunhogarsinalimentos.org. También con aportaciones por Bizum al número 38014. Los donantes que no sean clientes de CaixaBank también pueden colaborar a través de la plataforma de banca digital de la entidad y del portal corporativo. Toda la recaudación obtenida se distribuirá de forma íntegra por todas las provincias españolas mediante los 53 Bancos de Alimentos asociados a la FESBAL.

Detrás de las cifras, la red de Bancos de Alimentos sostiene cada día a miles de familias que intentan salir adelante en un contexto económico difícil. Una labor que depende del esfuerzo diario de unas 3.320 personas voluntarias en todo el país. Tal y como resume Cristina Branchadell, una de ellas, una ayuda que puede parecer pequeña acaba permitiendo a muchas familias "tener su proyecto de vida y llegar a donde quieren llegar".

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