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Preços dos títulos da zona do euro registram maior alta desde fevereiro

Os preços dos títulos do governo da zona do euro subiram pelo quinto dia consecutivo nesta terça-feira, registrando a maior alta desde fevereiro.

A alta acontece em um cenário de arrefecimento das expectativas de inflação e cautela antes da primeira reunião de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve.

O preço do petróleo caiu para menos de US$ 80 por barril, uma queda de 10% desde segunda-feira, após os Estados Unidos e o Irã anunciarem que haviam chegado a um acordo sobre a estrutura de um acordo de paz , a ser assinado em Genebra na sexta-feira.

Como resultado, os rendimentos dos títulos – que se movem inversamente aos preços – despencaram e as ações dispararam, juntamente com ativos sensíveis às taxas de juros, como o ouro.

Os rendimentos dos títulos alemães de referência com vencimento em 10 anos caíram 1,6 ponto base, para 2,9242%, com os preços subindo pela maior taxa desde meados de fevereiro, antes do início da guerra com o Irã.

Os rendimentos ainda estão quase 30 pontos-base acima do nível do final de fevereiro, mas recuaram acentuadamente em relação às máximas de 15 anos atingidas no mês passado, próximas a 3,2%.

Os rendimentos dos títulos de dois anos, que tendem a reagir mais às mudanças nas expectativas de inflação e taxas de juros, recuaram mais lentamente.

Os rendimentos dos títulos Schatz de dois anos — que na quarta-feira estavam em queda de 1,3 bps, a 2,5715% — estão mais de 55 bps acima do nível registrado na véspera da guerra, em 27 de fevereiro.

Mais um aumento da taxa de juros do BCE

Os investidores esperam mais um aumento da taxa de juros pelo Banco Central Europeu ainda este ano, após o aumento de 0,25 ponto percentual na última quinta-feira. Há uma semana, o total de três aumentos previstos para 2026 era considerado excessivo pela maioria dos analistas de mercado.

O economista-chefe do BCE, Philip Lane, disse em entrevista na conferência Reuters NEXT Europe , em Londres, na terça-feira, que o banco central continuaria “proativo” em sua luta contra a alta inflação.

O estrategista do Deutsche Bank, Jim Reid, observou as preocupações contínuas do BCE.

“Portanto, mesmo com a queda dos preços do petróleo, os mercados ainda estão precificando integralmente um segundo aumento da taxa de juros do BCE antes do final do ano, após a medida da semana passada”, disse ele.

A inflação na zona do euro subiu 0,1% em maio em comparação com o mês anterior, em linha com as expectativas, segundo dados divulgados pelo Eurostat nesta terça-feira. A inflação anual manteve-se estável em 3,2%, em linha com a previsão da Reuters.

A inflação subjacente, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, ficou em 2,6% em relação ao ano anterior, ligeiramente acima das previsões de 2,5%.

“Apesar da mudança de postura do BCE na semana passada, que adotou uma postura mais agressiva, os títulos do governo têm apresentado valorização e os rendimentos têm caído, à medida que a redução dos preços do petróleo alivia as expectativas de inflação e suaviza as perspectivas futuras para o BCE”, afirmou Ipek Ozkardeskaya, analista sênior de mercado do Swissquote Bank.

“Se a guerra no Oriente Médio terminar e os preços da energia caírem de forma sustentável, o BCE poderá descartar outro aumento da taxa de juros e, dependendo da reação das economias da zona do euro , poderá até mesmo ser levado a reverter a última medida”, acrescentou ela.

Se os preços do petróleo permanecerem baixos por um período prolongado, é provável que as taxas de juros também permaneçam baixas — uma dinâmica favorável para os títulos, disse Ozkardeskaya.

Os rendimentos dos títulos italianos de 10 anos caíram 1,3 pontos base no dia, para 3,6377%, mantendo seu prêmio sobre os rendimentos dos títulos alemães (Bunds) pouco abaixo de 70 pontos base. 

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Inflação anual ao consumidor da zona do euro acelera a 3,2% em maio

A CPI (taxa anual de inflação ao consumidor, em inglês) da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, ante 3,0% em abril, segundo a leitura final divulgada nesta quarta-feira (17), pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

O resultado confirmou a estimativa preliminar e veio em linha com a previsão de analistas consultados pela FactSet. A taxa, porém, segue bem acima da meta oficial de inflação do BCE (Banco Central Europeu), de 2%.

Na comparação mensal, o CPI subiu 0,1% em maio.

O núcleo do CPI, que exclui energia e alimentos, avançou 2,6% na comparação anual em maio, acima da estimativa preliminar, de 2,5%, e também superior ao avanço de 2,2% registrado em abril.

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Inflação sobe em maio 3,2% na zona euro e 3,3% na UE

A taxa de inflação anual da zona euro aumentou, em maio, pelo quarto mês consecutivo, para 3,2%, confirmou hoje o Eurostat, indicando ainda um valor de 3,3% para a União Europeia (UE).

De acordo com os dados divulgados pelo serviço estatístico da UE, a taxa de inflação da área do euro aumentou face a 1,9% de maio de 2025 e 3,0% registados em abril.

Na UE, o indicador acelerou na comparação com a inflação de 2,2% homóloga e de 3,2% em abril.

As taxas anuais mais baixas, medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IPHC), foram registadas na Suécia (1,1%), na Dinamarca e na República Checa (ambas com 1,8%). As taxas de inflação mais elevadas observaram-se na Roménia (9,7%), na Bulgária (6,3%) e na Lituânia (5,1%).

Em Portugal, a taxa de inflação medida pelo IHPC foi, em maio, de 3,1%, uma subida homóloga (1,7% em maio de 2025), mas desacelerou face a abril (3,3%).

Em comparação com abril de 2026, a inflação anual diminuiu em onze Estados-membros e aumentou em dezasseis.

Em maio, os serviços (1,61 pontos percentuais, p.p.), a energia (0,98 p.p.), os alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco (0,36 p.p.) e os bens industriais não energéticos (0,23 p.p.) contribuíram positivamente para a taxa de inflação anual da zona euro.

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Carmignac, dall’IA ai mercati: ecco come andrà la seconda parte del 2026

Prospettive economiche, il commento di Raphaël Gallardo, chief economist di Carmignac

Dopo un inizio d’anno promettente, la crescita globale ha subito un duro colpo a causa dello scoppio di un nuovo grave conflitto in Medio Oriente. La chiusura dello Stretto di Hormuz e i danni alle infrastrutture energetiche nella regione del Golfo costituiscono un grave shock negativo sull’offerta che colpisce una lunga serie di settori industriali, dato l’ampio utilizzo degli idrocarburi come fonte di energia, ma anche come materia prima per l’industria chimica e la metallurgia.

La carenza di alcune varietà di greggio, di GPL, GNL e di specifici prodotti raffinati (ad esempio la nafta) sta mettendo in ginocchio interi settori in alcuni mercati emergenti (ad esempio la pesca nelle Filippine, la ristorazione in India) e sta provocando un effetto a catena nelle catene di approvvigionamento globali di fertilizzanti (urea), materie plastiche (PET), fibre sintetiche (propilene), raffinazione dei metalli (zolfo) e semiconduttori (elio, solventi per fotoresist). Lo shock inflazionistico sta costringendo le banche centrali a sospendere le misure di allentamento monetario previste, che costituivano un elemento fondamentale delle nostre previsioni ottimistiche di fine anno scorso. Nel complesso, prevediamo una riduzione dello 0,5% della crescita del PIL mondiale quest’anno, rispetto al nostro precedente scenario che ipotizzava una crescita del 3%.

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A due mesi dall’inizio di una fragile tregua, l’Iran e gli Stati Uniti restano in netto contrasto su tutte le questioni che li hanno portati alla guerra: le capacità nucleari dell’Iran (scorte di uranio arricchito e capacità di arricchimento), i missili balistici e i suoi alleati nella regione (in Libano, Iraq e Yemen). Il fatto che Trump non abbia intensificato il conflitto dopo aver definito «del tutto inaccettabile» la posizione negoziale dell’Iran il 10 maggio, né abbia proseguito l’“Operation Freedom”, interrotta dopo appena 24 ore, suggerisce che il presidente americano sia disposto a porre fine allo stallo senza ottenere concessioni sostanziali da parte di Teheran. Al momento della stesura di questo documento, un accordo formale per prorogare il cessate il fuoco di ulteriori 60 giorni appare imminente e includerebbe la revoca del blocco reciproco: l’Iran riaprirebbe lo Stretto di Hormuz al traffico commerciale marittimo, mentre gli Stati Uniti porrebbero fine al blocco dei porti iraniani.

In tale scenario, la necessità di bonificare il corso d’acqua da tutte le mine, la graduale riattivazione delle coperture assicurative e il rischio di sporadiche recrudescenze delle tensioni potrebbero far sì che il traffico torni alla normalità soltanto nel quarto trimestre. Le perturbazioni delle catene di approvvigionamento si protrarranno fino alla fine dell’anno, mantenendo elevata l’inflazione globale.

Inoltre, l’adattamento dell’economia mondiale alla perdita di offerta petrolifera si è basato in misura eccessiva sulla riduzione delle scorte, piuttosto che sulla distruzione della domanda indotta dall’aumento dei prezzi, poiché governi e operatori di mercato ritenevano che lo shock sarebbe stato temporaneo. Di conseguenza, la necessità di ricostituire le scorte di petrolio e di prodotti petroliferi, sia per finalità commerciali sia strategiche, farà sì che i prezzi del petrolio non tornino immediatamente ai livelli precedenti al conflitto.

Stati Uniti: una grande scommessa sull’IA

Tra le principali economie, gli Stati Uniti saranno quelli meno colpiti dalla crisi dello Stretto di Hormuz, sia in quanto esportatori di petrolio sia in quanto leader nella corsa all’intelligenza artificiale. Gli investimenti in conto capitale legati all’IA hanno superato i consumi come principale motore dell’economia, rappresentando l’87% della crescita del PIL negli ultimi sei mesi. Il motore dell’IA è ulteriormente sostenuto dagli effetti di ricchezza generati dal forte rialzo delle azioni legate all’IA. Riteniamo che tali effetti ricchezza derivanti dall’andamento dei mercati azionari contribuiscano ad aumentare i consumi di circa lo 0,8%, sebbene tale aumento sia in parte compensato dalla contrazione del patrimonio immobiliare.

Oltre a questi guadagni azionari virtuali, le famiglie continuano a fare i conti con lo shock dei prezzi causato dai dazi e con le imminenti interruzioni dell’approvvigionamento legate allo Stretto di Hormuz. Grazie all’aumento del patrimonio costituito dalle azioni e all’allentamento dei criteri di concessione dei prestiti al consumo (determinato dalla deregolamentazione bancaria), le famiglie hanno finora limitato i tagli alla spesa riducendo il proprio tasso di risparmio al 2,7%, il minimo raggiunto sia durante la bolla dei mutui subprime che nell’euforia post-lockdown. Visti i recenti segnali di ripresa nel mercato del lavoro, non c’è motivo di temere un ulteriore calo dei consumi fino al quarto trimestre. Tuttavia, con l’inflazione in ripresa e un Warsh accomodante alla Fed, il premio a termine sul tratto lungo della curva dei titoli del Tesoro statunitense è destinato probabilmente a crescere ulteriormente, mettendo a rischio gli asset a lunga duration che costituiscono le principali esposizioni azionarie al tema dell’IA. L’intelligenza artificiale ha attenuato l’impatto dello shock petrolifero sulla crescita degli Stati Uniti, ma la rende più vulnerabile a un successivo shock dei tassi d’interesse.

Cina: l’arroganza di un egemone globale

Sebbene sia il principale importatore di idrocarburi dal Medio Oriente, la Cina è riuscita finora a proteggere la propria economia dallo shock di Hormuz attingendo alle sue ingenti scorte. Inoltre, proprio come gli Stati Uniti, beneficia del boom degli investimenti nel settore dell’intelligenza artificiale a livello nazionale. Tuttavia, l’ondata di investimenti in IA non riesce a propagarsi all’economia in generale con la stessa efficacia che ha negli Stati Uniti. Nonostante i vantaggi comparativi della Cina in termini di capitale umano, una più rapida diffusione nel settore manifatturiero (grazie ai modelli open source) e l’energia elettrica a basso costo, il boom dell’intelligenza artificiale nel Paese è frenato dalla dipendenza dalle importazioni per lo sviluppo delle infrastrutture, in un contesto in cui i controlli alle esportazioni statunitensi sui semiconduttori strategici si stanno ulteriormente irrigidendo. Anche gli effetti ricchezza che ne derivano sono limitati dalla capitalizzazione di mercato relativamente ridotta del settore tecnologico. Stimiamo che gli investimenti diretti nell’intelligenza artificiale in Cina raggiungeranno circa lo 0,8% del PIL nel 2026, rispetto al 2,7% degli Stati Uniti.

Inoltre, la concentrazione geografica del boom dell’intelligenza artificiale nelle città più importanti accentua gli effetti ricchezza negativi derivanti dal settore immobiliare. La maggior parte dell’eccesso di offerta abitativa si concentra nelle città minori, che soffrono di declino demografico e marginalizzazione economica. Il calo delle entrate derivanti dalla cessione dei diritti d’uso dei terreni costringe le amministrazioni locali ad adottare politiche fiscali restrittive proprio in una fase di rallentamento del ciclo economico, senza alcuna risposta compensativa da parte del governo centrale. Tutto sommato, Pechino sembra ritenere che il boom delle esportazioni e lo sviluppo dell’intelligenza artificiale saranno sufficienti a mantenere la crescita del PIL al 4,5%, nonostante la reazione protezionistica a livello globale e l’inasprimento dei controlli statunitensi sulle esportazioni. Prevediamo che i dati deludenti sull’attività economica costringeranno a un brusco cambiamento di rotta verso la spesa pubblica per le infrastrutture nel terzo trimestre, il che potrebbe rappresentare un momento difficile per la leadership cinese.

Area euro: vittima collaterale

L’Europa è nuovamente scossa da shock esterni. Dopo la guerra tecnologica e quella commerciale degli anni precedenti, il conflitto con l’Iran aggiunge una chiara componente stagflazionistica alle prospettive economiche, già evidente nei sondaggi condotti tra le imprese e i consumatori. Abbiamo dimezzato le nostre previsioni di crescita per l’area dell’euro allo 0,6% su base annua, poiché la rinnovata contrazione del potere d’acquisto e l’accresciuta incertezza pesano fortemente sui consumi delle famiglie. Gli investimenti dovrebbero rivelarsi meno ciclici del consueto, ma per ragioni che dicono più delle misure di sostegno pubblico che del dinamismo privato. Nel 2026 i fondi speciali tedeschi costituiranno l’unico sostegno significativo alla crescita tedesca, mentre l’ultimo anno di erogazioni di NextGenerationEU continuerà a sostenere l’Italia e la Spagna.

Sul fronte dell’inflazione, l’aumento dei prezzi dell’energia ci induce a rivedere al rialzo la nostra previsione al 2,9% su base annua. Se a ciò si aggiungono gli effetti indiretti sempre più marcati e le crescenti aspettative di inflazione dei consumatori, la BCE si vede costretta a difendere la propria credibilità. Prevediamo due rialzi dei tassi entro la fine dell’estate, anche se non si tratterà di un ciclo simile a quello del 2022: un mercato del lavoro più debole rende l’andamento dei salari meno preoccupante rispetto alla fase iniziale della ripresa post-Covid, limitando il rischio di conseguenze indirette.

L’Europa sta lottando per la propria credibilità anche a livello istituzionale. I primi passi verso un’unione dei mercati dei capitali e l’adozione di strumenti più incisivi nei confronti della Cina dimostrano che l’UE ha finalmente compreso sia la portata delle proprie sfide strutturali sia la natura della minaccia cinese. Ma il riconoscimento non equivale alla leadership. La mancanza di unità politica e di determinazione da parte dei poteri esecutivi mette in discussione l’efficacia di questa lotta.

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Le azioni sostenute dalle aspettative di crescita degli utili

Poiché si prevede che nei prossimi tre anni le azioni statunitensi registreranno una crescita annualizzata degli utili nell’ordine della doppia cifra medio-alta, lo slancio degli utili continua a prevalere sugli effetti negativi derivanti dall’aumento dei rendimenti obbligazionari. In un’economia che cresce a un ritmo di circa il 6% in termini nominali, trainata in gran parte dagli investimenti legati all’intelligenza artificiale, la tecnologia rimane al centro della nostra allocazione azionaria.

Sebbene la storia dell’intelligenza artificiale sia ancora agli inizi, la sua diffusione e l’utilizzo delle sue potenzialità stanno procedendo a un ritmo impressionante. Il fatturato annuo ricorrente di Anthropic è balzato da 10 miliardi di dollari alla fine dello scorso anno a 47 miliardi di dollari alla fine di maggio 2026. Si prevede che i suoi ricavi saranno alla pari con quelli di Salesforce e ben superiori a quelli di molti leader affermati nel settore del software.

La corsa alla capacità di calcolo è una caratteristica distintiva del ciclo degli investimenti nell’intelligenza artificiale, con una domanda che continua a superare l’offerta. Gli investitori hanno in gran parte considerato i fornitori di hardware come i principali beneficiari del boom dell’intelligenza artificiale. Riteniamo che le opportunità si stiano ampliando. L’aspetto economico dei data center sta diventando sempre più allettante, il che fa pensare che gli hyperscaler potrebbero rivelarsi tra i prossimi grandi vincitori, dato che i rendimenti degli ingenti investimenti nelle infrastrutture di IA si stanno concretizzando più rapidamente del previsto.

Nel settore tecnologico, privilegiamo le società di qualità nei segmenti dell’hardware e delle infrastrutture, in particolare laddove i colli di bottiglia restano significativi e l’offerta rimane limitata. Si prevede che TSMC, pilastro fondamentale della catena del valore dell’IA, aumenterà la propria capacità produttiva a un ritmo ben inferiore a quello della crescita della domanda generata dall’IA.

La crescita nominale non beneficia tutti i settori allo stesso modo

E al di fuori del settore tecnologico? Da diversi anni i titoli del settore dei beni di consumo registrano una performance inferiore rispetto al resto del mercato e figurano tra i settori più sottopesati a livello globale, ma questo da solo non basta a renderli un’opportunità interessante. In effetti, i titoli del settore dei beni di consumo devono affrontare sfide ben più impegnative rispetto all’aumento dei prezzi dell’energia.

Il settore del lusso continua a beneficiare della tenuta dei consumi negli Stati Uniti e dell’effetto ricchezza generato dai mercati azionari ai massimi storici, ma questa solidità poggia su basi sempre più fragili. Nel frattempo, il settore del lusso europeo continua a risentire della mancanza di una ripresa significativa della domanda proveniente dalla Cina, dalla Russia e dal Medio Oriente. Come ha affermato Johann Rupert di Richemont, il settore può sembrare «una cena di gala in cima a un vulcano».

Anche il settore dei beni di consumo di base sembra trovarsi in difficoltà. L’elevato indebitamento, i deboli fattori demografici favorevoli, la diffusione dei farmaci a base di GLP-1 e il rallentamento della crescita dei volumi sollevano tutti interrogativi sulla sostenibilità dei loro interessanti rendimenti da dividendo.

Il recupero delle azioni europee iniziato alla fine del 2024 ha subito una completa inversione di tendenza sulla scia della guerra in Iran, ma le valutazioni hanno già scontato gran parte del previsto aumento dei rendimenti delle obbligazioni. Una normalizzazione della situazione in Medio Oriente potrebbe riaccendere l’ottimismo riguardo alla crescita europea e favorire un ritorno degli investimenti nella regione. I nostri settori preferiti restano il settore aeronautico e quello bancario.

Le banche europee, in particolare, offrono un’interessante opportunità in uno scenario di distensione geopolitica. Qualsiasi allentamento delle tensioni geopolitiche potrebbe aprire la strada a ulteriori rialzi per un settore che continua a combinare valutazioni interessanti, forti rendimenti sul capitale e utili che tendono a trarre vantaggio dall’aumento dei tassi. Riteniamo che vi sia un ulteriore potenziale di rivalutazione, in particolare per gli istituti che combinano l’attività bancaria tradizionale con la gestione patrimoniale, dove i rendimenti dipendono in misura minore dal ciclo del credito e si dimostrano più resilienti nei diversi contesti di mercato.

Crescita, inflazione e deficit: i tre cavalieri dell’aumento dei rendimenti sovrani

I rendimenti delle obbligazioni a lungo termine hanno registrato un forte rialzo dai minimi storici toccati nel 2020, ma riteniamo che questa tendenza non sia ancora giunta al termine. I fattori alla base dell’aumento dei rendimenti rimangono saldamente in atto: una crescita resiliente, un’inflazione persistente e un deterioramento delle dinamiche di bilancio. Ciò vale in particolare per gli Stati Uniti.

In primo luogo, l’economia continua a sorprendere al rialzo, con la crescita statunitense che mostra addirittura segni di una nuova accelerazione, mantenendo i tassi reali a livelli elevati. In secondo luogo, l’inflazione si è rivelata più persistente del previsto. Al di là dell’impatto di breve termine delle tensioni geopolitiche sui prezzi delle materie prime, mercati del lavoro solidi, consumi robusti e crescenti frizioni commerciali stanno mettendo in discussione la narrativa della disinflazione. Il crescente dibattito sull’indipendenza e la credibilità della futura politica monetaria stanno iniziando a influenzare anche le aspettative di inflazione a lungo termine. Infine, gli investitori nutrono sempre più dubbi sul futuro percorso di politica fiscale, soprattutto in vista delle prossime elezioni. I governi stanno emettendo quantità record di debito in un momento in cui i potenziali acquirenti si stanno facendo sempre più rari. I deficit non fanno diminuire i rendimenti, e la Fed non può eliminare i premi a termine semplicemente stampando moneta.

Mercati del credito: troppo cari per entusiasmare, ma ancora remunerativi

I mercati del credito hanno in qualche modo smentito gli schemi tradizionali. Storicamente, l’aumento dei tassi e la volatilità hanno determinato un ampliamento degli spread. Dal 2022, invece, è successo il contrario. Il ritorno del reddito, rendimenti reali positivi e una domanda sostenuta, insieme al cuscinetto offerto da un carry ancora interessante, hanno consentito agli investitori di lungo periodo di preoccuparsi meno delle oscillazioni di mercato, contribuendo così alla notevole resilienza del credito. In un contesto di valutazioni azionarie elevate, molti investitori continuano a considerare il credito come la fonte di reddito più interessante.

Il risultato è un mercato in cui gli spread sono vicini ai minimi storici, il carry rimane interessante, ma le valutazioni lasciano poco margine per assorbire eventuali notizie negative.

Il rischio principale è la compiacenza. Il credito è intrinsecamente asimmetrico: il potenziale di rialzo è limitato alla cedola, mentre il rischio di ribasso può essere notevole se i fondamentali lasciano intravedere la possibilità di una crisi esistenziale. In un contesto di questo tipo, evitare i perdenti diventa più importante che individuare i vincitori.

Preferiamo quindi evitare i settori esposti alla disruption tecnologica, dove l’esperienza dimostra che le ondate di innovazione tendono a produrre le proprie vittime nel mercato del credito. Gli operatori via cavo hanno risentito della rivoluzione delle telecomunicazioni, le società energetiche durante il boom dello shale oil, e i rivenditori al dettaglio e i proprietari di immobili ad uso ufficio durante l’ascesa dell’e-commerce del lavoro da remoto. Il prossimo punto di rottura potrebbe essere il settore del software, dove l’intelligenza artificiale sta iniziando a mettere in discussione i modelli di business, il potere di determinazione dei prezzi e i vantaggi competitivi.

Al contrario, privilegiamo gli emittenti sostenuti da attivi reali, solidi flussi di cassa e un valore di recupero tangibile, in particolare nei settori finanziario, energetico, industriale e in alcuni settori del consumo. Questo ci permette di costruire portafogli diversificati con caratteristiche investment grade, generando al contempo rendimenti intorno al 5%. La storia d’amore è maturata, ma il reddito rimane.

Che cosa potrebbe andare storto?

Ci sono sempre ragioni per essere prudenti. I recenti movimenti parabolici registrati in alcuni segmenti del mercato, dalle azioni coreane a Intel fino ad alcuni segmenti della tecnologia non redditizia, presentano alcuni dei tratti distintivi di un comportamento guidato dalla FOMO (fear of missing out). Le valutazioni stanno diventando sempre più esigenti e l’impennata delle emissioni sia di azioni che di obbligazioni solleva interrogativi sulla capacità degli investitori di assorbire questa nuova offerta. Eppure, la storia ci insegna che le dinamiche tipiche della fase finale del ciclo economico possono protrarsi ben più a lungo di quanto molti si aspettino, come ci ricorda l’esperienza della fine degli anni ’90.

La variabile chiave rimane il rendimento delle obbligazioni a lungo termine. L’aumento dei rendimenti è oggi al centro della maggior parte dei rischi di mercato: mette in discussione le valutazioni degli attivi a lunga duration, indebolisce l’effetto ricchezza che ha sostenuto i consumi e fa aumentare i costi di finanziamento sia per le imprese che per i governi. L’aumento dei rendimenti continua a rappresentare il catalizzatore più probabile di una revisione delle valutazioni.

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Unicredit ha già più del 50% di Commerzbank, ma Berlino insiste: “Approccio aggressivo, Francoforte resti indipendente”

Nel giorno della chiusura dell’offerta di Unicredit su Commerzbank, con gli italiani che hanno già in mano, tra azioni e derivati, oltre il 50% della banca di Francoforte, il governo federale tedesco torna a respingere l’offerta di Andrea Orcel. Il comitato direttivo interministeriale del Fondo di stabilizzazione dei mercati finanziari (Fms), si legge in una nota dell’Agenzia delle Finanze tedesca, sostiene la “strategia di indipendenza di Commerzbank e respinge l’approccio aggressivo di UniCredit”.

L’accettazione dell’offerta da parte di Berlino che ha ancora in mano il 12% circa di Commerzbank, come noto da tempo, era già “economicamente fuori discussione, poiché non prevede un premio adeguato rispetto all’attuale quotazione del titolo”. Tuttavia, a parte rifiutare di vendere le sue azioni agli italiani, la Germania non ha messo a punto nessuna contromossa che sia stata resa nota e, secondo quanto emerso nelle scorse, non intende fare ricorso a strumenti difensivi tipo golden power. Quindi di fatto si tratta di una resistenza di posizione.

Commerzbank svolge un ruolo “importante nel finanziamento dell’economia tedesca e del settore delle medie imprese, il cosiddetto Mittelstand – ribadisce l’Agenzia delle Finanze tedesca -In quanto importante datore di lavoro, la banca è fondamentale anche per il centro finanziario di Francoforte. Entrambi questi aspetti devono essere garantiti anche in futuro”.

Intanto però, almeno sul fronte economico l’offerta offre ai titolari di azioni Commerz un premio di circa il 2%, considerando l’andamento dei titoli in Borsa. A mezzanotte del 16 giugno si chiude la prima parte dell’operazione, mentre dal 20 partiranno due settimane di tempi supplementari. Il titolo di Unicredit scambia a 77,3 euro questo significa che il valore corrente dell’offerta sulle azioni Commerzbank è pari 37,49 euro mentre le azioni dell’istituto tedesco passano di mano a 36,76 euro.

Stando ai dati diffusi lunedì 15 giugno dalla banca milanese, le adesioni all’offerta sono arrivate all’11,91% che, sommate al 26,77% già in mano a Unicredit, porta la quota in azioni al 38,68%. Sommando i derivati sia arriva poi al 55,09 per cento. Proprio su questi numeri, l’ultima puntata della saga ha registrato nei giorni scorsi il deposito di esposti speculari con Commerz che bolla gli aggiornamenti di Unicredit come falsi sostenendo che le adesioni siano molto inferiori a quanto dichiarato da Milano e la banca italiana che definisce le accuse una “narrazione fuorviante” sollecitando le “opportune verifiche”, respingendo “fermamente ogni insinuazione” e ribadendo “di aver sempre operato nel rispetto delle normative”. Il riferimento, in particolare, è alle “insinuazioni secondo cui il numero effettivo di azioni conferite sarebbe inferiore, in quanto tali titoli sarebbero stati presi in prestito, risultano infondate e prive di qualsiasi riscontro”, è la posizione di Milano che evidenzia ancora di non aver “posto in essere operazioni di prestito titoli sulle azioni Commerzbank detenute” e che “le azioni conferite sono da considerarsi tali a tutti gli effetti e irrevocabilmente impegnate”.

Al di là del dovuto intervento della Procura di Francoforte per chiarire le cose, la questione non è di lana caprina nel giorno in cui sono attese le decisioni dei grandi fondi sull’adesione all’offerta e la credibilità delle due versioni dei fatti può ovviamente influenzare la scelta degli investitori. In ogni caso, tra un tergiversare e l’latro, l’operazione andrà avanti con i tempi supplementari dal 20 giugno al 3 luglio come previsto dalla normativa tedesca.

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Huaweigate: l’Europarlamento revoca l’immunità a Martusciello, capodelegazione di Forza Italia. Salvo De Meo

L’Europarlamento ha votato la revoca dell’immunità al capodelegazione di Forza Italia, Fulvio Martusciello, accogliendo la richiesta della procura del Belgio nell’ambito dell’inchiesta sul cosiddetto Huaweigate. Con 344 voti a favore , 234 contrari e 25 astenuti, la plenaria di Strasburgo ha quindi confermato la decisione della commissione Affari giuridici (Juri), che il 3 giugno si era ugualmente espressa a favore. Salvo invece l’altro azzurro, Salvatore De Meo: la plenaria ha deciso di mantenere la sua immunità, in linea con il parere della commissione Juri.

L’inchiesta, esplosa nel marzo 2025 con una serie di perquisizioni in Belgio, Portogallo e altri Paesi europei, riguarda presunte attività di lobbying illecito riconducibili al gruppo cinese Huawei. Secondo la procura federale belga, l’azienda avrebbe cercato di influenzare il processo decisionale delle istituzioni europee attraverso una rete di consulenti, lobbisti e intermediari incaricati di coltivare rapporti con eurodeputati e loro collaboratori. Gli investigatori ipotizzano che siano stati offerti vantaggi di diversa natura – tra cui inviti a eventi sportivi, viaggi, ospitalità e altre utilità – per favorire gli interessi del colosso delle telecomunicazioni all’interno del Parlamento europeo.

Nell’ambito di questo filone, la magistratura belga ha chiesto la revoca dell’immunità di Martusciello e De Meo per poter svolgere ulteriori accertamenti sul loro ruolo nella vicenda. I due eurodeputati non risultano formalmente imputati e hanno sempre respinto qualsiasi addebito. Per quanto riguarda Martusciello, gli inquirenti ritengono che alcuni collaboratori a lui vicini possano aver avuto un ruolo nei rapporti tra Huawei e il Parlamento europeo. Nel caso di De Meo, la procura intende approfondire il contesto di alcuni contatti e iniziative parlamentari che, secondo l’ipotesi accusatoria, potrebbero essere stati collegati alle attività di influenza contestate a Huawei. La richiesta di revoca dell’immunità non costituisce un giudizio di colpevolezza, ma consente alla procura di proseguire le indagini senza le limitazioni previste dallo status di europarlamentare.

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Euro digitale, servizi di base gratuiti e accessibili anche a chi non ha un conto. O è colpito da sanzioni (come quelle Usa su Albanese)

L’euro digitale assume una forma sempre più definita. Tra gli elementi emersi dalla bozza del testo del Parlamento europeo sulla proposta di regolamento della futura moneta elettronica dell’Unione figurano secondo l’Ansa la gratuità dei servizi di pagamento di base per i cittadini, un’ampia accessibilità e anche alcune norme contro le sanzioni imposte da Paesi terzi. Il testo degli “emendamenti di compromesso”, composto da un centinaio di pagine, è frutto dell’accordo politico raggiunto fra i gruppi alla Commissione Affari economici del Parlamento Ue. Si tratta comunque di una bozza e andrà al voto della Commissione Econ il 23 giugno e in plenaria ai primi di luglio. Secondo alcune indiscrezioni soddisfa le aspettative della Bce. L’adozione definitiva dovrebbe avvenire entro fino anno, facendo partire il progetto pilota nel 2028. Il lancio definitivo è atteso l’anno successivo.

La nuova moneta non sostituirà le banconote, ma sarà “complementare”. Funzionerà sia online che offline, permettendo di pagare anche senza connessione dal telefono e senza un limite specifico alla massima giacenza sul wallet di euro digitali (inizialmente si erano ipotizzati 3mila euro). Oltre a questo, tra gli elementi chiave spicca la gratuità dei servizi di pagamento di base in euro digitale, con il divieto ai fornitori di adottare pratiche commerciali che aggirino tali diritto. “Le transazioni non devono essere soggette a commissioni eccessive da parte dei fornitori di servizi di pagamento”, spiega il testo.

Si aggiunge l’obbligo di accettazione nei negozi della valuta. Le transazioni “non devono essere soggette a commissioni eccessive da parte dei fornitori di servizi di pagamento”, che “possono addebitare ulteriori servizi oltre le funzionalità di base” ma “non imporre pratiche commerciali per aggirare il diritto degli utenti ad avere gratuitamente servizi di pagamento di base in euro digitale”. Altra grande novità sarà l’accesso universale per anziani, persone con disabilità, cittadini con limitate competenze digitali e soggetti privi di conto bancario. Per questi soggetti “è essenziale – si legge nella bozza – che enti pubblici, autorità locali, o uffici postali, distribuiscano l’euro digitale“, con riferimento specifico ai “distributori di ultima istanza” per garantire l’accesso a tutti. In tutta l’area euro poi qualsiasi utilizzatore della nuova valuta avrà garantita la possibilità di pagare chiunque a prescindere dal provider di pagamenti e dai servizi che ha sottoscritto.

Dalla bozza di proposta di regolamento emergono anche novità sulla sicurezza e sulla protezione dei dati. I wallet europei di identità digitale, come ad esempio l’app Io nel caso italiano, “possono facilitare le transazioni digitali”, sottolinea il testo. Gli utenti, se vorranno, potranno “integrare e autorizzare i pagamenti con l’euro digitale utilizzando i portafogli di identità digitale europea”, rendendo l’accesso ancora più universale. Per quanto riguarda la sicurezza, la banca centrale non può identificare l’utente chi effettua una transazione: si delinea così una grande novità per tutti i soggetti sottoposti a sanzioni finanziarie da Paesi terzi o organizzazioni internazionali. Esemplare è il caso delle recenti sanzioni che gli Stati Uniti hanno inflitto ad alcuni membri della Corte penale internazionale e dell’Onu, come Francesca Albanese. La relatrice speciale è sottoposta a restrizioni da parte di Washington da luglio 2025: a maggio un giudice americano le aveva sospese per poi essere reintrodotte poco dopo a seguito del ricorso dell’amministrazione Trump. Nel caso in cui l’Unione non avvalli le imposizione estere, una situazione del genere non potrà replicarsi perché nessuno potrà impedire l’accesso ai servizi di base dell’euro digitale.

Infine, dalla proposta emerge anche un grande potenziale rappresentato dai pagamenti tra diverse valute che “contribuirebbe ulteriormente a promuovere l’uso internazionale dell’euro“. I servizi di euro digitale per utenti residenti o domiciliati in Paesi terzi saranno regolati da accordi fra le autorità monetarie. Su questa linea si inserisce l’obiettivo generale della nuova valuta, pensata per rafforzare la “sovranità digitale” dell’Europa nell’era dei pagamenti digitali, riducendo la “dipendenza dai fornitori non europei” come carte di credito Usa o PayPal. Con l’euro digitale prenderà infatti vita un opzione di pagamento “sovrana, sicura, efficiente ed accessibile”.

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Stellantis, Volkswagen e Renault vogliono un marchio “Made in Europe” per l’auto: “Solo così ci salviamo”

Regole comuni, condivise e semplici per cercare di tutelare l’auto europea dall’arrivo sul mercato dei colossi cinesi, sempre più presenti e performanti nelle vendite grazie ai vantaggi tecnologici sull’elettrico e nelle politiche di prezzo. Stellantis, Volkswagen e Renault hanno sottoscrivo un impegno a tre sul “Made in Europe” e cercando la sponda degli europarlamentari. In una lettera inviata a tutti i membri del Parlamento Ue, i tre gruppi – che rappresentano il 60% della produzione continentale di veicoli – chiedono norme chiare e incentivi per potenziare la produzione in Europa.

La strategia si chiama “70:70 nell’Ue27”. In sostanza, chiedono alle istituzioni della Ue “di creare un quadro volto a garantire che il 70% dei veicoli venduti dalle case automobilistiche in Europa provenga per il 70% dai 27 Paesi dell’Ue”, si legge in una lettera anticipata al Financial Times. Solo a queste regole, specificano, un auto potrebbe dirsi “Made in Europe”. Ma non finisce qui: il quadro regolatorio “non dovrebbe limitarsi a compensare i costi, ma incentivare attivamente la localizzazione e il reshoring”. In altri termini, Stellantis, Renault e Volkswagen chiedono “un sostegno forte e mirato alle batterie europee, una flessibilità pragmatica, soprattutto per le auto di piccole dimensioni, e politiche che rendano i veicoli elettrici più accessibili, costruendo al contempo una catena di approvvigionamento europea resiliente”.

Nell’impegno comune sottolineano che “l’industria automobilistica europea è pienamente impegnata a garantire un futuro solido alla produzione in Europa, ma ciò richiede un quadro realistico. Il ‘Made in Europe’ deve sostenere la competitività, attrarre investimenti e riconoscere il divario di costi che dobbiamo affrontare rispetto ai concorrenti globali. Se riusciremo a farlo nel modo giusto, l’Europa potrà rimanere una potenza automobilistica globale”. La paura dei costruttori è legata ai vantaggi cinesi in termini di tecnologia, materie prime e costo del lavoro: tre aspetti che favoriscono i costruttori di Pechino nella transizione verso l’elettrico garantendo un prezzo d’ingresso sul mercato più basso, spingendo i clienti a preferire i marchi asiatici.

Nonostante la ripresa del mercato in questo 2026, infatti, i conti continuano a non tornare. Nel primo quadrimestre il volume delle immatricolazioni in Europa è salito del 4,8% a 4.672.775 unità, con l’Italia ancora fanalino di coda nella quota di elettrico puro, ferma all’8,5% ad aprile, e di vetture ricaricabili che è al 17,5%. La media in Europa è di elettrico puro è al 19,7% e le ibride sono quasi al 40%: si tratta di motorizzazioni sempre più aderenti alle scelte dei consumatori nelle quali i costruttori di Pechino hanno una superiorità al momento incolmabile. Ad aprile, le vendite dei marchi cinesi – se si esclude Leapmotor che in Europa opera in joint venture con Stellantis – hanno raggiunto quota 83mila unità rappresentando il quarto “gruppo” dopo le tre firmatarie della lettera Volkswagen (266.139), Stellantis (159.147) e Renault (98.055).

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Financial Times: “Francia e Germania vogliono smantellare l’Azione Esterna dell’Ue e depotenziare il ruolo di Kallas”

Radicale revisione o, perché no, anche l’eliminazione del Servizio europeo per l’azione esterna (EEAS), ovvero l’intera struttura diplomatica delle istituzioni Ue. Secondo il Financial Times, che cita funzionari europei, è questo il progetto in fase di valutazione sull’asse franco-tedesco. I colloqui andrebbero avanti tra Parigi, Berlino e altri Stati membri e sul tavolo, sostengono, ci sono anche la revoca dei poteri all’Alta rappresentante Ue, Kaja Kallas, e la redistribuzione delle competenze del servizio, per un risparmio totale quantificato in circa 1 miliardo di euro tra Commissione Ue e Stati membri. Una correzione di una struttura che, si apprende, viene considerata “disfunzionale“.

Realizzare un progetto del genere, ovviamente, richiederebbe tempi lunghissimi e l’unanimità dei Paesi membri. In caso di eliminazione servirebbe una revisione dei Trattati, mentre per rivederne, anche radicalmente, le competenze si potrebbe procedere con modifiche all’accordo raggiunto in sede di Consiglio Ue che ne disciplina l’organizzazione. Una decisione, comunque, sottoposta al potere di veto di anche uno solo dei 27 membri.

Detto questo, se confermata l’indiscrezione ha un valore politico che non può essere ignorato. Innanzitutto dimostra come, nonostante si parli di maggiore autonomia strategica, almeno nel campo della diplomazia alcuni Stati membri, tra cui i due più importanti, preferiscano mantenere le discussioni a un livello nazionale e non comunitario. In più emerge anche un sentimento di sfiducia nei confronti della Lady Pesc Kaja Kallas. Scelta da Ursula von der Leyen per uno dei quattro top jobs dell’Ue proprio mentre la guerra tra Russia e Ucraina era nel vivo, l’ex primo ministro estone ha fin da subito mostrato un atteggiamento poco propenso al dialogo con Mosca che, a suo dire, “conosce solo il linguaggio della forza”. Una strategia fuori dagli schemi per chi ricopre il ruolo di vertice della diplomazia Ue. Anche se condivide la responsabilità sulla politica estera con il Consiglio europeo, ossia con i capi di Stato e di governo dell’Ue, è evidente come questi preferiscano depotenziare ulteriormente il suo incarico.

“Il problema è strutturale e richiede una risposta strutturale”, ha detto una fonte al Financial Times spiegando appunto che tra le ipotesi contenute in una valutazione elaborata dal governo francese e condivisa con gli altri Stati membri figura anche una riduzione dell’autonomia di Kallas e un alleggerimento del suo controllo sulla rete di oltre 140 delegazioni diplomatiche gestite dal Servizio europeo per l’azione esterna (EEAS) nel mondo. “Le capitali sono irritate e vogliono uno strumento più efficace per agire all’unisono sulla scena internazionale”, ha spiegato un altro funzionario avvertendo che “esiste un rischio concreto di smembramento dell’EEAS“. La riforma punterebbe inoltre a ridurre i costi e a eliminare le sovrapposizioni tra il servizio diplomatico europeo, i ministeri degli Esteri nazionali e la stessa Commissione europea, guidata da Ursula von der Leyen, che da tempo ormai è andata allo scontro con l’EEAS per la guida della politica estera dell’Ue, trovandosi in disaccordo anche su dossier importanti come, ad esempio, la situazione a Gaza.

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“Welfare, non guerra”: il 14 giugno mobilitazione a Bruxelles e in altre città europee contro i piani di riarmo dell’Ue e della Nato

Un unico slogan, “Welfare, non guerra“, unirà il 14 giugno oltre 800 organizzazione della società civile, sindacati e movimenti sociali, che scenderanno in piazza a Bruxelles per marciare contro la politica di riarmo dell’Unione Europea e della Nato. Il presidio è stato organizzato dalla coalizione paneuropea, Stop ReArm Europe, in collaborazione con la piattaforma belga, Stop Militarisation, e coinvolge anche decine di altre città europee. Tutte hanno un unica richiesta: il denaro pubblico deve essere speso per il benessere sociale, non per armarsi.

La mobilitazione si terrà a pochi giorni dall’inizio dei negoziati tra i leader dell’Ue sul prossimo bilancio settennale dell’Unione. Il Consiglio europeo negozierà infatti il 18 e il 19 giugno il Quadro Finanziario Pluriennale 2028-2034, che è in fase di riorganizzazione e potrebbe convogliare decine di miliardi di euro all’industria degli armamenti. Contro questa ipotesi, i manifestanti si raduneranno alle 15 alla stazione di Bruxelles Nord, seguirà una marcia pacifica per poi riunirsi alle 18 in un’assemblea pubblica presso la Biblioteca Reale del Belgio dove pianificheranno le fasi della campagna su tutto il continente.

“Bruxelles ha scoperto che non c’è limite a quanto l’Europa può prendere in prestito, purché sia ​​per le armi – ha commentato Amir Kiyaei, coordinatore delle politiche di DiEM25, una delle oltre 40 organizzazioni belghe che sostengono la manifestazione -. Le regole sul deficit che smantellano i nostri ospedali e congelano i nostri salari si dissolvono nel momento in cui l’industria delle armi si siede al tavolo”. Contro questa prospettiva, gli organizzatori hanno pensato un mese intero di mobilitazioni, incontri e azioni coordinate in Belgio, Paesi Bassi, Austria, Spagna, Finlandia, Germania, Italia e altri paesi. Ovunque si chiede ai responsabili politici dell’Ue di investire in sanità, istruzione, lavoro e in una transizione climatica equa, dando priorità al dialogo e alla diplomazia rispetto allo scontro. Per farlo occorre investire nella solidarietà e nella cooperazione internazionale, perseguendo il controllo degli armamenti come unico mezzo per garantire la pace.

“Il riarmo ci viene venduto come garanzia di sicurezza, ma l’unica cosa che garantisce davvero sono i profitti dell’industria bellica – afferma Katerina Anastasiou, portavoce di Stop ReArm Europe -. Una società con ospedali fatiscenti e un clima destabilizzato non è sicura. Spendere miliardi in armi, comprimendo al contempo sanità, istruzione e coesione sociale, rende l’Europa più povera e pericolosa, non più sicura. Chiediamo priorità diverse”.

La coalizione si oppone al piano ReArm Europe dell’Ue, annunciato nel marzo 2025, che prevede lo stanziamento di 800 miliardi di euro per gli armamenti. Tutti fondi, come specificano i manifestanti, sottratti a sanità, istruzione, lotta al cambiamento climatico e protezione sociale. Ma la proposta di bilancio della Commissione per il prossimo anno va persino oltre, prevedendo di stanziare circa 131 miliardi di euro per il settore difesa, sicurezza e spazio del nuovo Fondo europeo per la competitività. Si tratta di una cifra cinque volte superiore rispetto ai circa 26 miliardi di euro previsti per il periodo 2021-2027. Come spiegano gli organizzatori della mobilitazione, è una somma tale da poter finanziare gli stipendi di circa 300.000 infermieri o costruire circa mezzo milione di alloggi sociali.

Inoltre, prosegue la coalizione nel comunicato, in questo modo anche i programmi civili per la ricerca, la mobilità e la coesione verrebbero aperti all’uso militare. Gli attivisti invitano quindi a riflettere su come l’Europa si stia aprendo a un’economia di guerra permanente che non risolve i conflitti ma li acuisce e li alimenta. Tra le conseguenze dirette e più evidenti, i promotori citano il rinnovo della coscrizione, l’ampliamento delle riserve alla sorveglianza e la riduzione dello spazio democratico. Viene anche sottolineata la crescente influenza della lobby delle armi che, secondo Stop ReArm Europe, viene favorita dalla Commissione europea. L’organo esecutivo dell’Unione ha incontrato i rappresentanti dell’industria delle armi 89 volte sul tema del riarmo nel 2025 (fino a ottobre), a fronte di soli 15 incontri con Ong, sindacati o scienziati sugli stessi argomenti. Una scelta anche sconveniente dal punto di vista economico, perché l’industria bellica, dipendendo da capitali e importazioni, crea meno posti di lavoro dell’alternativa civile che invece produce dal 30% al 50% di impieghi in più.

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Siri Ia non sarà rilasciato in Europa, scontro Apple-Commissione Ue. “Bruxelles rifiuta di collaborare”. “No, regole valgono per tutti”

E’ scontro aperto tra Apple e la Commissione Europea, dopo la decisione di Cupertino di bloccare la disponibilità per gli utenti europei di Siri Ai, l’intelligenza artificiale già installata sui dispositivi della “mela”. La multinazionale fondata da Steve Jobs non ha neppure dato una tempistica per il rilascio del servizio nel Vecchio continente, giustificando la scelta con l’incompatibilità del suo prodotto rispetto alle regole europee del Digital markets act (Dma). Cupertino ha espresso delusione per l’approccio di Bruxelles al negoziato, votato al “rifiuto di collaborare in modo costruttivo”. La Commissione europea ha respinto al mittente le accuse: “La decisione di non lanciare Siri Ai nell’Ue spetta esclusivamente ad Apple – afferma il portavoce della Commissione per il Digitale Thomas Regnier – perché assolutamente nulla nel Dma vieta ad Apple di introdurre nuovi prodotti nell’Ue”.

La Commissione europea accusa Apple: “Vuole una deroga alle regole e limitare la libertà degli utenti”

La Commissione europea ha difeso le regole in vigore e accusato Apple di voler limitare la concorrenza, obbligando gli utenti dell’iPhone ad usare solo l’Intelligenza artificiale predefinita. Quello che Apple “non può fare – ha proseguito Regnier – è chiudere il mercato, proprio come qualsiasi altro operatore. Non spetta a loro decidere chi può innovare, né scegliere quali strumenti di intelligenza artificiale i cittadini dell’Ue possono utilizzare. Ed è proprio qui che entra in gioco il Dma e il suo obbligo di interoperabilità. Perché se vogliamo nuove soluzioni innovative e più scelta per i nostri utenti, abbiamo bisogno di una concorrenza equa e aperta per gli sviluppatori”.

Ora, prosegue il portavoce, “qual è la vera storia dietro Siri AI? Abbiamo avuto alcuni contatti con Apple su questo argomento. Ma Apple non è stata in grado di sviluppare soluzioni di interoperabilità conformi. Invece di cercare soluzioni di conformità adeguate, Apple ha semplicemente chiesto alla Commissione di essere esentata dai suoi obblighi di interoperabilità ai sensi del Dma, e questo per almeno 18 mesi“. Per la Commissione, “questa non è un’opzione. Perché significherebbe che nessun altro agente di intelligenza artificiale, a parte Siri AI (per inciso, sviluppata da Google), avrebbe le stesse possibilità di essere scelto dagli utenti iPhone. E, cosa ancora più importante: il diritto dell’Ue non è negoziabile”. “La Commissione non concederà alcuna esenzione, proprio come un agente di polizia non esenterebbe un automobilista dal rispettare il limite di velocità”, conclude Regnier.

Cupertino: l’Ue “rifiuta di collaborare”

La casa di Cupertino ha annunciato questa notte che “purtroppo, a causa del Digital Markets Act (Dma), non potrà rendere disponibile Siri Ai nell’Unione Europea con il rilascio di iOS 27 e iPadOS 27. Negli ultimi mesi, le autorità di regolamentazione dell’Ue – sottolinea l’azienda – non hanno accettato nessuna delle soluzioni proposte da Apple per portare Siri Ai nell’Ue garantendo al contempo la compatibilità con altri assistenti virtuali”. “Siamo profondamente delusi dal fatto che i nostri utenti europei non potranno utilizzare Siri Ai su iPhone o iPad con i nuovi aggiornamenti software che rilasceremo entro la fine dell’anno”, ha dichiarato Craig Federighi, vicepresidente senior di Software Engineering di Apple. “La nostra speranza è di poter rendere disponibile Siri AI nell’Ue in futuro e continueremo a collaborare con le autorità di regolamentazione europee per trovare una soluzione. Tuttavia, il loro rifiuto di collaborare in modo costruttivo su soluzioni che tutelino la privacy e la sicurezza significa che al momento non siamo in grado di fornire una tempistica per la disponibilità di Siri AI su iOS e iPadOS nell’Ue”, ha concluso Federighi.

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Il caccia europeo franco-tedesco non verrà mai prodotto: progetto fallito a causa dello scontro tra Airbus e Dassault

Il fallimento era stato in qualche modo anticipato dalle indiscrezioni dei mesi scorsi. Oggi, ad ufficializzarlo ci hanno pensato fonti del governo tedesco: il progetto del caccia europeo costruito in partnership tra Francia e Germania attraverso i loro colossi dell’aviazione Airbus e Dassault è definitivamente fallito. L’aereo da combattimento Fcas (Future Combat Air System), quindi, non vedrà mai la luce. Rivelazioni giornalistiche sostenevano che il “tradimento” fosse opera di Friedrich Merz, più interessato al progetto curato da Italia, Regno Unito e Giappone (Global Combat Air Programme). Ed è proprio da Berlino che arriva l’annuncio della fine del progetto: “Il presidente Macron e il cancelliere federale sono giunti alla valutazione condivisa che le aziende coinvolte non siano riuscite a trovare un’intesa sulla costruzione di un caccia comune – spiegano fonti governative tedesche – Il cancelliere Merz ha quindi suggerito al presidente Macron di non proseguire nella costruzione di un aereo da combattimento comune”.

Il sistema d’armi era stato ideato per sostituire gradualmente i rispettivi caccia nazionali, oltre a quelli spagnoli, e vantava una tecnologia innovativa definita un ‘sistema di sistemi‘, dato che l’aereo pilotato avrebbe dovuto collaborare con sciami di droni e un cloud da combattimento. Un progetto da miliardi di euro che doveva entrare in funzione dagli anni Quaranta del 2000 e avrebbe avuto il merito di unificare i sistemi d’arma di tre fra i principali Paesi dell’Ue, ma che oggi deve essere considerato definitivamente abortito a causa di controversie durate anni su competenze, tecnologie e ripartizione degli appalti. L’unica eredità che questo progetto mai nato potrebbe lasciare è quella di un sistema comune europeo, con la rinuncia allo sviluppo franco-tedesco e la creazione esclusiva di un cloud militare europeo. Le fonti tedesche che hanno dato l’annuncio precisano non a caso che “questo rappresenta in qualche modo il sistema nervoso che mette in rete aerei, droni e altri componenti in un insieme integrato”.

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Ucraina in Ue, primo sì dall’Europarlamento per accelerare i negoziati. FdI si astiene, Pd e M5s si spaccano

Con 54 voti a favore, 17 contrari e 5 astensioni, la Commissione Esteri del Parlamento europeo (Afet) ha detto sì all’accelerazione dei negoziati per l’ingresso dell’Ucraina nella Ue. A essere sottoposto a votazioni era il rapporto del Parlamento europeo – relatore Michael Gahler (Ppe) – sulla situazione dell’Ucraina. “Le riforme dell’Ucraina relative all’adesione all’Unione europea sono incoraggianti, al pari di quelle compiute sullo stato di diritto e sulla lotta alla corruzione”, si legge nel testo.

In merito alle riforme necessarie per il processo di adesione ai 27, il testo elogia gli sforzi per “salvaguardare la separazione dei poteri in tempo di guerra”, ma sottolinea allo stesso tempo la necessità di affrontare il “deterioramento delle relazioni tra il potere legislativo e quello esecutivo” e l’importanza di garantire “l’integrità delle cariche giudiziarie al fine di mantenere gli organismi anticorruzione liberi da interferenze politiche”.

Nelle pieghe del rapporto c’è anche una vera novità politica: si propone che l’adesione dell’Ucraina possa essere votata a maggioranza qualificata. Dunque si facilita il processo davanti a eventuali resistenze di qualche paese (storicamente, l’Ungheria).

Sul fronte italiano, proprio per questo, la delegazione di Fratelli d’Italia (rappresentata da Alberico Gambino) ha scelto di astenersi: il superamento dell’unanimità nelle decisioni relative all’allargamento per la sola Ucraina viene considerato “un tema particolarmente delicato” che merita una riflessione approfondita, con modifiche promesse per la plenaria. Insomma, nessuna corsia preferenziale, mentre permane l’equilibrismo meloniano in Europa.

Va poi registrato il voto a favore del Pd (Nicola Zingaretti e Alessandra Moretti) e il no del 5Stelle Danilo Della Valle (“Accelerare il processo di adesione con un Paese in guerra rischia di trascinare tutta l’Unione nel conflitto stesso”, ha commentato). Assente la leghista Silvia Sardone.

Il rapporto sarà votato alla Plenaria di Strasburgo a metà luglio. Nel frattempo a metà giugno sono previsti un Consiglio Affari esteri e un Consiglio Affari generali della Ue: come rivelava ieri Il Mattinale europeo, a margine dovrebbe tenersi la conferenza intergovernativa con Ucraina e Moldavia per aprire la prima serie di capitoli negoziali su democrazia, stato di diritto e lotta alla corruzione. Il percorso è formalmente iniziato.

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