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BCP recompra mais de 8,7 milhões de ações por 8,1 milhões no arranque do novo programa de share buyback

O Banco Comercial Português informou o mercado de que adquiriu um total de 8.765.844 ações próprias entre os dias 4 e 12 de junho de 2026. A operação, realizada em mercado regulamentado na Euronext Lisbon, envolveu um investimento global de 8.183.752 euros (8,2 milhões). Esta intervenção decorre no âmbito do Programa de Recompra de Ações Próprias do banco, cujos termos foram inicialmente comunicados em maio deste ano, tendo a execução das ordens ficado a cargo do intermediário financeiro J.P. Morgan SE.

Com este lote de transações, o Millennium BCP passou a deter uma participação direta equivalente a 0,06% do seu capital social.

Ao longo do período reportado, o ritmo diário de aquisições registou algumas variações. As compras arrancaram a 4 de junho com a aquisição  de 858.749 ações a um preço médio ponderado de 0,9246 euros. Nos dias seguintes, a 5 e 8 de junho, o banco garantiu, respetivamente, 785.270 e 851.468 títulos, ambos fixados ao preço médio de 0,9277 euros.

A 9 de junho assistiu-se a uma aceleração com a compra de 1.235.514 ações a 0,9361 euros, ritmo que estabilizou a 10 e 11 de junho, datas em que foram adquiridas 853.884 ações a 0,9150 euros e 999.498 ações a 0,9176 euros. O volume diário mais expressivo acabou por ser alcançado na sexta-feira, dia 12 de junho, com a recolha de 3.181.461 ações a um preço médio ponderado de 0,9481 euros.

A instituição financeira liderada por Miguel Maya anunciou no fim de maio que tinha aprovado um programa de recompra de ações próprias que ascende ao montante global de 407.458.786,00 euros (407,5 milhões de euros).

O valor financeiro definido para esta operação equivale a cerca de 2,84% da capitalização bolsista da instituição financeira. O principal objetivo estratégico da medida consiste na posterior extinção dos títulos adquiridos.

O  programa de recompra de ações próprias de mais de 400 milhões de euros foi desenhado para começar a 4 de junho e terminar seis meses depois, em 4 de dezembro.

Em comunicado, publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a 27 de maio, o BCP explicou que poderá recomprar até 1.184 milhões de ações ordinárias, correspondentes a um máximo de 8% da totalidade de ações representativas do capital social do banco. Já o valor máximo do programa de recompra poderá atingir, no máximo, 407.458.786 euros.

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Anthropic suspende acesso a modelo mais avançado de IA por ordem de segurança dos EUA

A Anthropic suspendeu o acesso público aos modelos de Inteligência Artificial (IA) mais avançados, para cumprir uma diretiva de controlo de exportações, que a obriga a impedir o acesso ao serviço por parte de estrangeiros por motivos de segurança nacional.

De acordo com a Anthropic – uma startup norte-americana de IA – a ordem para impedir o acesso fora dos Estados Unidos ou por parte de estrangeiros dentro do país chegou na tarde de sexta-feira e, para poder cumprir a diretiva de última hora, optou por bloquear todo o acesso ao Fable 5 e ao Mythos 5 a todos os clientes.

Num comunicado divulgado no mesmo dia, a Anthropic afirmou que o Governo norte-americano não forneceu detalhes específicos sobre os motivos pelos quais os novos serviços de inteligência artificial constituem um problema de segurança nacional e pediu desculpa aos clientes pela interrupção.

“Como já afirmámos publicamente, acreditamos que o Governo deve ter a capacidade de bloquear desenvolvimentos inseguros como parte de um processo transparente, justo, claro e baseado em factos técnicos. Esta ação não está de acordo com esses princípios”, afirmou a empresa.

A suspensão ocorreu poucos dias depois de a Anthropic ter disponibilizado aos assinantes do serviço Claude o modelo Fable 5, apresentado como o mais avançado em vários testes de competências e considerado muito superior aos modelos Opus.

O Fable baseava-se no controverso modelo Mythos, sobre o qual a Anthropic alertou em abril possuir capacidades que colocavam em risco a impenetrabilidade dos sistemas mais avançados em cibersegurança em setores sensíveis, como o financeiro.

A Anthropic permitiu que o Governo dos EUA e empresas analisassem o Mythos antes do lançamento público deste, para determinar vulnerabilidades nos sistemas e como isso poderia afetar a segurança, e o Fable 5 continha salvaguardas e restrições para evitar o uso indevido, de acordo com a empresa norte-americana.

Embora a Anthropic tenha garantido que não publicaria o modelo Mythos, disponibilizou-o a uma lista muito seleta de empresas no âmbito da iniciativa de cibersegurança Project Glasswing.

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Meo espera saída de 1.200 trabalhadores por mútuo acordo

Empresa pediu estatuto de empresa em reestruturação ainda no ano passado e viu o pedido ser deferido pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social em janeiro.

© Miguel A. Lopes/LUSA

Estatuto especial permite à Altice ir além das quotas legais para saídas por mútuo acordo com atribuição de subsídio de desemprego
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Meo espera saída de 1.200 trabalhadores por mútuo acordo

Empresa pediu estatuto de empresa em reestruturação ainda no ano passado e viu o pedido ser deferido pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social em janeiro.

© Miguel A. Lopes/LUSA

Estatuto especial permite à Altice ir além das quotas legais para saídas por mútuo acordo com atribuição de subsídio de desemprego
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Meo pede estatuto especial e saída de 1.200 trabalhadores em mútuo acordo

A operadora de telecomunicações Meo solicitou ao Governo o estatuto de empresa em reestruturação, que foi concedido, e espera fechar a saída por mútuo acordo de 1.200 trabalhadores no âmbito do programa de transformação interna, foi hoje noticiado.

“No âmbito do seu programa de transformação interna, a Meo tem privilegiado soluções de saída por mútuo acordo, acompanhadas pelas estruturas representativas dos trabalhadores, assegurando que cada decisão é livre e informada”, justificou a empresa ao jornal Público, precisando que “o total de saídas voluntárias é de 1.200 colaboradores”.

Segundo o diário, o pedido da operadora da Altice para obtenção do estatuto de empresa em reestruturação foi feito em 2025 e atribuído no início deste ano.

“Em janeiro de 2026 foi proferido despacho que concedeu a atribuição de estatuto de empresa em reestruturação, até ao dia 30 de junho corrente”, confirmou ao Público o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

A solicitação invocava os “fundamentos previstos na lei, nomeadamente, reestruturar para assegurar a sustentabilidade financeira da empresa”.

A atribuição daquele estatuto a uma empresa é um passo que facilita a rescisão de contratos com os trabalhadores, uma vez que permite ir além das quotas legalmente previstas nas saídas por mútuo acordo com atribuição de subsídio de desemprego, explica o jornal.

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O milagre da multiplicação da sardinha, a tempo dos Santos

O cheiro nem engana, depois vem o olhar:prateada e pequenina, a sardinha destaca-se na banca do peixe e a pergunta é sempre a mesma: “Já está boa?”“Já se come”, responde Elisabete Nunes, administradora da Propeixe.“Está gordinha”, reforça Joana Martins, peixeira no mercado de Benfica, em Lisboa, pegando orgulhosa no pescado enquanto o exibe para a fotografia.

Do lado de Matosinhos, onde o pulso da lota dita o ritmo dos dias, há sinais de abundância moderada. “Há muita sardinha, pelo menos aqui no Norte. E tem vindo a melhorar”, afiança Elisabete, contando 40 barcos diários a irem para o mar.

Contudo, a memória recente impede entusiasmos fáceis. A sardinha quase desapareceu do mar. Em 2017, no ponto mais crítico, Portugal e Espanha partilhavam uma quota de apenas 10 mil toneladas. Isto sucedeu devido a condições ambientais adversas e por pressão excessiva sobre o recurso. Juntos estes dois fatores contribuíram para o seu declínio.

“O risco de colapso não era um receio abstrato. Era uma realidade identificada pela ciência”, recorda ao jornal económico Alberto Martín, diretor do programa do Marine Stewardship Council (MSC) para a Península Ibérica.

Nesses anos, muitos pescadores passaram mais tempo em terra do que no mar. A sardinha, esse símbolo tão português, tornava-se escassa, Foi preciso parar para a salvar. Impor períodos de defesos, restrições à captura de juvenis e aceitar perdas no presente para garantir futuro. “A recuperação exigiu sacrifícios importantes por parte dos pescadores”, sublinha Alberto Martín. “Mas foram fundamentais para permitir que o stock regressasse a níveis sustentáveis, garantindo a sustentabilidade do setor e a preservação do recurso para as gerações futuras.”

Hoje, o cenário é outro — ainda que frágil na sua própria conquista. A biomassa da sardinha com mais de um ano de idade aumentou de cerca de 152 mil toneladas em 2019 para mais de 385 mil em 2020. O que representa um crescimento de 153%. Além disso, as quotas aumentaram cinco vezes face ao pior momento e a sardinha voltou às redes com outra consistência. Ainda assim, nem tudo o que vem à rede é peixe.

Joana Martins, peixeira, no mercado de Benfica, em Lisboa

Junho é o auge desta jóia do atlântico. Com a aproximação dos Santos Populares, a procura intensifica-se e a sardinha volta ao centro da mesa — e da economia que gira à sua volta. A EGEAC estima que, só em Lisboa, sejam consumidas cerca de 13 sardinhas por segundo durante as festas, o que se traduz em mais de um milhão ao longo dos dias de celebração.

Nas praças, mercados municipais e supermercados, esse movimento já é visível. Os consumidores regressam, antecipando as semanas de maior procura,e os preços acompanham essa pressão. O quilo oscila entre os sete e os 8,40 euros, refletindo a procura externa e a concorrência. “Os portugueses já estão a comprar muito e a sardinha já está a ficar gordinha”, diz Carlos Proença, peixeiro no mercado de Benfica.

Até chegar ao prato existe uma cadeia exigente. O preço à saída da lota ronda os dois euros, mas ao longo do percurso acumulam-se custos logísticos, operacionais e comerciais. A isso soma-se a pressão internacional sobre um recurso que voltou a ser pro- curado, sobretudo após a recuperação do stock e a certificação de sustentabilidade.

Segundo dados do INE, Portugal exportou entre 7000 a 9000 toneladas de sardinha fresca e congelada em 2024. O principal mercado foi Espanha, seguido de França e Itália, mas no mesmo período importou entre 3 a 5 mil toneladas sobretudo de Espanha, o maior forncedor, seguindo-se França e Países Baixos.

Já agora para não comprar gato por lebre, segundo a Deco, a qualidade da sardinha exige olhar atento: “pele brilhante, guelras vermelhas e olhos salientes e transparentes, com cheiro a maresia, são bons indicadores de frescura.” Apesar das contas, em junho a história é sempre a mesma: uma sardinha no pão, comida sentada ou de pé, ao ritmo de música popular e aromatizada com o perfume do manjerico.

 

 

O que significa a certificação do MSC?
O MSC (Marine Stewardship Council) é uma organização internacional sem fins lucrativos que estabelece normas reconhecidas globalmente para a pesca sustentável, contando com escritórios em todo o mundo, incluindo em Portugal. Atualmente, as pescarias certificadas pelo MSC representam cerca de 20% de toda a captura marinha selvagem a nível mundial. Em Portugal, já existem mais de 450 produtos disponíveis no mercado com o Selo Azul MSC.

Trata-se de uma certificação voluntária que avalia as pescarias com base em três princípios fundamentais. O primeiro diz respeito ao estado dos stocks pesqueiros, garantindo que as populações exploradas se mantêm em níveis saudáveis e capazes de assegurar a sua reprodução a longo prazo. O segundo avalia o impacto ambiental da atividade, exigindo que a pesca seja gerida de forma a minimizar os seus efeitos nos ecossistemas marinhos, noutras espécies e nos habitats. O terceiro princípio centra-se na gestão da pescaria, que deve cumprir a legislação em vigor e dispor de mecanismos que permitam adaptar-se a alterações das condições ambientais, científicas ou regulatórias.

Um aspeto particularmente relevante é que esta avaliação não é realizada pelo próprio MSC, mas por organismos certificadores independentes. A certificação tem uma validade de
cinco anos e está sujeita a auditorias anuais. Em alguns casos, podem ser impostas condições de melhoria que a pescaria certificada é obrigada a cumprir. Caso deixe de satisfazer os critérios exigidos, a certificação pode ser suspensa. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a pescaria da sardinha ibérica em 2014.

A certificação assenta ainda num segundo pilar essencial: a rastreabilidade. O Selo Azul que chega ao consumidor é suportado pela norma de Cadeia de Custódia do MSC, que assegura o acompanhamento e a verificação do produto certificado em todas as etapas dacadeia de abastecimento, desde o momento da captura até ao ponto de venda.

 

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Primeiro avião português vai competir no mercado global

É um avião pequeno capaz de aterrar praticamente em qualquer lugar, incluindo zonas montanhosas, ou no meio da selva. Transporta carga e pessoas, consegue largar paraquedistas, mas também realiza operações de busca e salvamento ou de evacuação médica. Também pode servir para transportar VIPs.

É o LUS-222, o primeiro avião desenhado e produzido em Portugal. Vai destinar-se a fins civis, mas também militares. É um investimento público-privado. Com um alcance de mais de 2 mil km, atinge 370 km/h, com capacidade para transportar 19 passageiros e 2.700 kg de carga.

A aeronave ainda está em fase de desenvolvimento e começa a ser testado em 2028 com o objetivo de chegar ao mercado em 2031.
“Sendo o LUS-222 uma aeronave commuter, concebida como uma plataforma multifuncional e de duplo uso, tanto para missões civis e como de defesa/segurança, os mercados preferenciais para este segmento de aeronave que podemos destacar são países da América do Sul, África e Sudeste Asiático”, revelou ao JE Frederico Aguiar-Branco, gestor do CEiiA, parceiro do projeto em conjunto com a EEA Aircraft and Maintenance. Vai receber 140 milhões do PRR.

Quais as mais-valias do LUS? O gestor destaca a rampa traseira que permite a “largada de paraquedistas e de carga durante o voo, algo que neste momento é bastante requisitado e que não existe disponível”.

E a capacidade de reconverter a cabine para outros tipos de operação, do transporte de passageiros ao transporte de carga.
O LUS-222 também vai ter capacidade para fazer operações de evacuação médica e de busca e resgate, para detetar pessoas com necessidade de salvamento para as evacuar. Outra das componentes é o transporte VIP, com a redução do número de lugares para 12 para tornar a cabine “mais confortável”.

O trem de aterragem fixo permite aterrar em pistas curtas e não pavimentadas, o que “também é uma exigência que esta aeronave deve cumprir, porque naturalmente não tem acesso a infraestruturas aeroportuárias muito modernizadas e os próprios países que as operam muitas vezes necessitam deste tamanho de aeronave para conseguir fazer operações, nomeadamente o Brasil, por exemplo, na região do Amazonas, o Peru ou o Chile”.

O LUS está a ser desenvolvido desde 2021. Até 2028, vai ter lugar a produção dos dois protótipos da aeronave para o ‘rollout, o momento de saída da aeronave do hangar, poder ser concretizado em 2028. A produção em série está prevista que seja a partir de 2031, a partir do Aeródromo Municipal de Ponte de Sor, onde já existe um cluster de aviação.

O avião vai ser produzido pela EEA Aircraft and Maintenance, sociedade detida pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento (CEiiA), que fica responsável pela engenharia, e pelos espanhóis da Cosmos.

A linha de montagem final do LUS poderá produzir “12 aeronaves por ano” no mínimo, num máximo de até “20 aeronaves”, conforme a procura.

Daqui a dois anos, os dois primeiros protótipos vão ser testados numa “base aérea da Força Aérea Portuguesa” para “confirmar que será um “produto que vai ser aceite no mercado, para não estarmos a converter uma infraestrutura para depois não haver a procura que tínhamos projetado”. O projeto só avança para a produção em série depois de “confirmada a capacidade por parte tanto da EEA Aircraft que é a empresa que vai comercializar a aeronave, quer por parte da procura”.

O LUS-222 pertence à categoria aeronave regional ligeira, um mercado que não conta com nenhum fabricante atualmente, com os grandes construtores a ignorarem este mercado, por as margens não serem tão atrativas face às aeronaves de grandes dimensões. “Há aqui um nicho de mercado e conseguimos posicionar-nos para o que o mercado vai necessitar. Estamos a falar de cinco mil aeronaves em 15 anos que vão deixar de poder operar por estarem em fim de vida útil. São aeronaves que estão a operar desde os anos 60/70 e não houve nenhuma modernização deste tipo de segmento”.

“Temos uma aeronave moderna, com materiais mais leves, com custos de horas de voo mais baixos, para poder substituir os aviões que são operados para transporte de passageiros ou por empresas de logística”, concluiu Frederico Aguiar-Branco.

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Una segunda vida para cuatro millones de dispositivos: así avanza Telefónica hacia su objetivo de cero residuos

Durante años, la industria tecnológica ha crecido a un ritmo difícil de seguir y, sobre todo, difícil de sostener. Por ejemplo, en el sector de la telefonía móvil, se ha establecido por norma que cada año tengamos una generación nueva de un modelo, incluso aunque sea prácticamente un clon del anterior. Hemos acumulado cables, cargadores y accesorios en cajones para no usarlos jamás. Y es habitual que otros equipos a los que damos menos importancia, como un router, se sustituyan por defecto cada vez que nos movemos de operadora.

Esta vorágine de despilfarro y, especialmente, de consumo insostenible ha hecho estragos con nuestros bolsillos y, tal vez, con la cuenta de beneficios de las empresas. Por eso las grandes compañías tienen una hoja de ruta cada vez más marcada con respecto a la sostenibilidad. El último ejemplo de ello lo ha marcado Telefónica.

La teleco asegura que en 2025 gestionó más de cuatro millones de dispositivos procedentes de clientes, operaciones y oficinas con criterios de reutilización y reciclaje. Del total de equipos recogidos, el 75 % se reutilizó y el 25 % restante se recicló. Entre ellos figuran tres millones de routers y descodificadores, además de equipamiento de red y teléfonos móviles recuperados.

No es solo una cuestión económica

Según los últimos datos publicados por Naciones Unidas, la generación mundial de residuos electrónicos está aumentando cinco veces más rápido que el reciclaje documentado de estos residuos. En su informe más reciente sobre la materia (2024), estamos generando al año unas 62 millones de toneladas y se prevé que para 2030 la cifra sea de 82 millones de toneladas. Cerca de un millón de todas esas toneladas (935.000) proviene de España. Eso equivale a 19,6 kilos por habitante.

El problema, sin embargo, no es solo la generación de residuos, sino cómo se procesan después. La basura electrónica se recicla de forma distinta a otros residuos porque mezcla materiales valiosos –metales, plásticos, vidrio– con componentes peligrosos, como aceites, gases refrigerantes, mercurio, baterías o retardantes de llama.

El gran problema es que no toda esta basura entra en el circuito correcto. En España, de los 935 millones de kilos de residuos electrónicos generados en 2022, se documentaron como recogidos y reciclados oficialmente 395,2 millones de kilos. A escala mundial, solo el 22,3 % de los residuos electrónicos generados en 2022 fue recogido y reciclado oficialmente de forma ecológica documentada.

Reutilizar antes que reciclar

La parte más relevante del anuncio de Telefónica no está tanto en el reciclaje como en la reutilización. Reciclar es necesario, pero suele llegar tarde: cuando un producto ya ha agotado su vida útil o no se ha podido reparar, recolocar o reaprovechar. La reutilización, en cambio, evita fabricar un dispositivo nuevo y reduce el consumo de materias primas, energía y emisiones asociadas.

Según Telefónica, en el área de equipamiento de red se reutilizaron más de 780.000 unidades en 2025. En móviles, la compañía afirma haber recogido cerca de 95 toneladas de terminales y haber reutilizado más de 357.000 dispositivos. También destaca que algunos equipos nuevos, como el router Movistar WiFi 7, incorporan criterios de eficiencia energética, un 70 % de materiales reciclados y embalajes con materiales reciclados certificados FSC.

La empresa enmarca estas cifras dentro de su objetivo de alcanzar el ‘cero residuos’ en 2030. La expresión, habitual ya en los planes de sostenibilidad de grandes compañías, exige cierta prudencia: el reto no está solo en gestionar mejor los residuos que ya existen, sino en diseñar desde el principio productos más duraderos, reparables y fáciles de recuperar.

Esto último, además, no responde solo a una cuestión de imagen corporativa. La regulación europea empuja en esa dirección. La Directiva sobre el derecho a reparar entró en vigor en julio de 2024 y los Estados miembros tendrán que aplicarla desde julio de 2026, con el objetivo de facilitar que los consumidores reparen productos en lugar de sustituirlos antes de tiempo. A ello se suma la obligación del cargador común USB-C, que busca reducir la fabricación y eliminación de cargadores innecesarios. El Consejo de la Unión Europea calcula que esta medida puede evitar casi 1.000 toneladas de residuos electrónicos al año.

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De Barajas a Nueva York: Starlink muda su sede en España en pleno despegue bursátil de SpaceX

SpaceX, la compañía aeroespacial de Elon Musk, ya ha pasado a la historia después de ejecutar este viernes la mayor salida a bolsa de todos los tiempos con la colocación de 555 millones de acciones a 135 dólares cada una para recaudar 75.000 millones de dólares. Es, por acercar la magnitud, 2,5 veces el volumen que levantó la petrolera Saudi Aramco (29.400 millones de dólares) en 2019 para presumir hasta ahora de la mayor OPV realizada hasta la fecha. El fenómeno no es ajeno a España, donde los minoristas tienen acceso a invertir a través de varias entidades y brókeres online y su negocio se despliega a través de los satélites de Starlink, su principal motor económico.

Seis años después de dejar constancia en los registros españoles bajo el nombre de Froley Invest, denominación que no tardó en cambiar, el sistema de comunicaciones por satélites de baja órbita que presta SpaceX se ha afianzado como proveedor de internet satelital en España. Starlink Spain, la sociedad que canaliza su negocio español, instaló su domicilio social desde su constitución en el Barrio de Salamanca, concretamente en la calle Maldonado, aunque la sociedad no tiene trabajadores registrados a su nombre. Allí permaneció hasta la semana pasada, cuando trasladó su sede a la calle Nanclares de Oca, en los aledaños del aeropuerto Madrid-Barajas.

Es el último movimiento societario protagonizado por la firma que pende de Starlink Holdings Netherlands, el vehículo que controla las filiales y despliega sus servicios en distintos mercados, incluyendo Europa y América Latina. En el caso de la española, el último balance presentado en relación a las cuentas de 2024 recoge una facturación de 2,1 millones de euros, ligeramente superior a los 1,6 millones anotados en ingresos un año atrás. En cambio, su beneficio se redujo en el mismo periodo de 166.100 hasta 75.000 euros tras disparar los gastos de explotación a 1,5 millones.

El negocio detrás de la red satelital

Según refleja el escueto informe que acompaña a este balance, el objeto social de la sociedad es la prestación de servicios de información y comunicaciones electrónicas de todo tipo, incluidos los servicios de datos e internet, y el desarrollo y explotación de redes de comunicaciones de radiofrecuencia propias y arrendadas, utilizando activos terrestres y satélites. Todo ello bajo el paraguas de Space Exploration Technologies Corp, la compañía de Musk domiciliada en Estados Unidos que encabeza la cadena de control del grupo y acapara los focos de los inversores de Wall Street.

Como explica la propia compañía en su página web, Starlink basa su propuesta de valor en una red global de satélites en órbita baja capaz de ofrecer internet de banda ancha con baja latencia en áreas donde la fibra óptica o las redes móviles no llegan. El servicio, presente ya en más de 160 mercados, se comercializa tanto para uso residencial como itinerante y constituye uno de los negocios con mayor potencial de crecimiento dentro del ecosistema de SpaceX, especialmente en regiones con déficits de conectividad.

En los últimos meses, la difusión del negocio del operador satelital norteamericano en España ha girado en torno a sus tarifas. La última actualización no hace sino confirmar una tendencia que ya se venía dibujando desde principios de año con un nuevo encarecimiento para los clientes. Además de las recientes subidas aplicadas a algunos de sus planes residenciales, Starlink ha dejado de ofrecer gratuitamente el equipo necesario para conectarse a su red y obliga a las nuevas altas a abonar una cuota adicional de 10 euros mensuales por el alquiler de la antena y el hardware asociado.

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El “Rolls-Royce de las grapadoras” se fabrica en Guipúzcoa y su futuro está en el aire

Hay algo fascinante en que objetos ideados para llevar a cabo tareas tan mundanas como grapar un par de papeles, sacar un corcho o tostar una rebanada de pan hayan acabado convirtiéndose en codiciadas obras maestras del diseño que, además de encontrarse en muchos hogares y tener precios más o menos asequibles, se exponen en los museos de arte más reputados de todo el mundo. Es el caso de la mítica grapadora M5, creada por la firma vasca El Casco hace casi un siglo.

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© EL PAÍS

La mítica grapadora M5 fue creada por la firma vasca El Casco hace casi un siglo.
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España arriesga 1.100 millones en fondos UE de telecomunicaciones por los retrasos en su puesta en marcha

Cartel de unas instalaciones de Vodafone acogidas al plan UNICO 5G.

Los programas públicos destinados a la digitalización e infraestructuras de telecomunicaciones en España, financiados por los fondos Next Generation EU y el Mecanismo de Recuperación y Resiliencia (MRR), registran retrasos operativos y administrativos que comprometen la ejecución del presupuesto ante el límite temporal de 30 de junio de 2026 (aunque algunos se pueden ejecutar hasta el 31 de agosto) fijado por la Comisión Europea. Las incidencias afectan a los planes de infraestructuras rurales (Programas ÚNICO) y a las ayudas gestionadas por la entidad pública Red.es (Kit Digital), sumando más de 1.100 millones de euros en fondos paralizados o en riesgo de reintegro, según cálculos del sector.

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Arriortúa, el guerrero en jefe que cambió las reglas de la industria de automoción mundial

José Ignacio López de Arriortúa (Amorebieta, Bizkaia, 1941), fallecido este pasado 10 de junio a los 84 años de edad, fue el protagonista absoluto de la industria de automoción a nivel mundial a principios de la pasada década de los noventa, cuando incluso se le llegó a conocer como Super López. Con un estilo campechano, él mismo se definía como un aldeano, este ingeniero industrial revolucionó las relaciones entre proveedores y marcas de las cuatro ruedas no solo en España sino en toda la industria global.

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José Ignacio López de Arriortúa, ex alto ejecutivo de GM y Volkswagen.
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Greve nas conservatórias teve adesão de 93,41%

A grave crise de recursos humanos está entre as razões que levaram à greve semanal. "A esmagadora maioria das conservatórias" encontrava-se encerrada, avançou o Sindicato dos Registos e do Notariado.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

A paralisação, que começou na segunda-feira e termina no sábado, tem por base 11 reivindicações
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Greve nas conservatórias teve hoje adesão de 93,41%, revela sindicato

A greve dos trabalhadores dos registos e notariado teve hoje uma adesão média nacional de 93,41%, levando ao encerramento da maioria das conservatórias em 14 distritos de Portugal continental, anunciou o sindicato.

De acordo com dados recolhidos ao final da manhã pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, e divulgados numa nota de imprensa ao fim da tarde, “a esmagadora maioria das conservatórias” encontrava-se encerrada nos distritos de Aveiro, Beja, Coimbra, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Portalegre, Santarém, Setúbal e Vila Real.

A paralisação, que começou na segunda-feira e termina no sábado, tem por base 11 reivindicações, que incluem “um recrutamento-choque do número de conservadores de registos e de oficiais de registos que se encontram em falta” e o cumprimento da recomendação da Provedoria da Justiça para eliminação de assimetrias salariais.

Para o sindicato, a crise de recursos humanos é grave, com 279 conservadores de registos e 2.731 oficiais de registos em falta – o equivalente a 38% e 55%, respetivamente, do efetivo necessário.

Numa resposta anterior à Lusa, o Ministério da Justiça (MJ) realçou a contratação de 165 novos conservadores e de 605 novos oficiais de registos, em 2024 e 2025, que já iniciaram ou vão iniciar funções ainda este ano.

Sobre os níveis de adesão à greve, o MJ remeteu hoje um balanço para segunda-feira.

No primeiro dia de greve, o MJ registou uma adesão nacional de cerca de 52%, contra os 80% reclamados pelo sindicato.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, as conservatórias e lojas de cidadão que se mantiveram abertas ao longo da semana “funcionaram com limitações relevantes e tempos de espera prolongados”.

O sindicato prevê que “estas limitações” continuem no sábado nas lojas de cidadão, “os únicos serviços a funcionarem” neste dia.

Para esta greve foram decretados serviços mínimos para casos urgentes, como casamentos civis e testamentos na iminência de morte ou emissão e entrega de cartão de cidadão e passaporte em situações de prioridade extrema.

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Greve nas conservatórias teve adesão de 93,41%

A grave crise de recursos humanos está entre as razões que levaram à greve semanal. "A esmagadora maioria das conservatórias" encontrava-se encerrada, avançou o Sindicato dos Registos e do Notariado.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

A paralisação, que começou na segunda-feira e termina no sábado, tem por base 11 reivindicações
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Elon Musk tornar-se o primeiro trilionário da história

O empresário norte-americano, Elon Musk, tornou-se no primeiro trilionário do mundo, após a sua empresa de tecnologia aeroespacial, SpaceX, ter entrado em bolsa.

O fundador da Tesla fez história com a entrada da SpaceX em bolsa, onde conseguiu a maior oferta pública inicial (IPO) da história. Após a sua entrada, as ações da empresa já subiram 36%, estando nos 171,14 dólares.

De acordo com a Forbes, o empresário norte-americano terá uma fortuna avaliada em 1,1 biliões de dólares (950 mil milhões de euros), o que o coloca como o primeiro trilionário da história.

A participação de Musk na SpaceX já vale mais de 766 mil milhões de dólares, se somarmos a sua participação na Tesla, de 280 mil milhões de dólares, o património de Musk chega aos 1,04 biliões de dólares.

Só a IPO da SpaceX adicionou mais de 180 mil milhões de dólares à fortuna de Musk, tornando assim mais rico do que os primeiros cinco bilionários do mundo juntos.

De acordo com a “CNBC”, o património líquido do empresário é maior do que o produto interno bruto (PIB) nacional de Taiwan, Irlanda ou Suécia.

Musk foi declarado como bilionário pela Forbes em 2012, com uma fortuna estimada em 2,4 mil milhões de dólares. Em 2019, chegou ao marco dos 20 mil milhões. Mas nos anos seguintes a sua fortuna explodiu e tornou-se o mais rico do mundo, segundo o ranking da Forbes do ano passado.

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Portugal é campeão da Europa a beber cerveja fora de casa

Ao Jornal Económico (JE) a secretária-geral da associação, Carlota Burnay, revelou que 70% do consumo de cerveja em Portugal é feito fora de casa, em restaurantes, hotéis e café. Em 2025, o setor contribuiu com 2,5% para o produto interno bruto (PIB) português, segundo dados reunidos pela universidade Nova SBE. “Comparativamente com outros mercados europeus, Portugal foi dos poucos que cresceu no ano passado, cerca de 0,8%”, acrescentou.

A nível de consumo geral, os portugueses bebem 59 litros por ano per capita, o que segundo a responsável está entre a média europeia. Entre as várias tendência discutidas no encontro, a descida do consumo de álcool entre os jovens maiores de 18 anos na Europa é uma das preocupações, “é uma tendência assumida por todos os que estiveram no encontro, sobretudo porque os jovens adultos na Europa estão a sair menos de casa para consumir” [Portugal é das poucas excepções].

Atualmente, o setor cervejeiro que emprega 170 mil empregos diretos, indiretos e induzido e, em 2025 contribuiu com 2,3 mil milhões de euros em impostos, dados da Associação. Entre as reclamações do setor, está falta de “equidade fiscal ”, indicou Carlota Burnay sublinhando que os cervejeiros saem prejudicados em relação a outros com o pagamento do Imposto sobre o Álcool, as Bebidas Alcoólicas e as Bebidas Adicionadas de Açúcar ou Outros Edulcorantes (IABA).

Apesar dos números do consumo do primeiro semestre de 2026 ainda não serem conhecidos a responsável disse que irão refletir o comboio de tempestades que afetou o centro de Portugal, contudo um verão qunete e um mundial de futebol poderão ter bastante influência nas contas finais do ano.

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Ordem dos Médicos preocupada com sucessivas substituições de diretores clínicos no SNS

SNS

A Ordem dos Médicos (OM) expressou hoje a sua “preocupação com as sucessivas substituições de diretores clínicos e conselhos de administração” no Serviço Nacional de Saúde (SNS), assinalando que “cuidar do SNS é também cuidar de quem o lidera”.

Em comunicado, a OM enumera que, desde 2024, ano em que foi generalizado o modelo das Unidades Locais de Saúde (que agregam hospitais e centros de saúde), “foram substituídos cerca de 50 diretores clínicos, um número que deve merecer reflexão séria”.

“Em unidades pressionadas pela falta de médicos e outros profissionais, pelas listas de espera e por dificuldades estruturais de resposta, a substituição frequente destas lideranças não ajuda à estabilidade das ULS nem ao bom funcionamento do SNS”, critica a OM, defendendo “equipas estáveis, previsibilidade e valorização das pessoas”.

“As dificuldades do SNS não se resolvem com mudanças sucessivas de nomes, nem com respostas imediatistas. Superam-se com médicos em número suficiente, equipas completas e estáveis, autonomia técnica, boa organização e condições de trabalho que permitam fixar profissionais no Serviço Nacional de Saúde. E sobretudo valorizando as pessoas”, reforçou o bastonário, Carlos Cortes, citado no comunicado.

Para a Ordem dos Médicos, “cuidar do SNS é também cuidar de quem o lidera e de quem todos os dias o mantém a funcionar”.

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