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Fogo em Odemira combatido por mais de 160 operacionais

Mais de 160 operacionais, com o apoio de três meios aéreos, combatiam às 17h30 de hoje um incêndio em mato no concelho de Odemira, havendo casas em perigo, de acordo com as autoridades.

A fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral indicou à agência Lusa que o fogo, para o qual foi dado alerta às 11h49, consome uma área de mato na freguesia de São Luís, no concelho de Odemira.

Contactado pela Lusa, o comandante dos bombeiros de Odemira, Luís Oliveira, limitou-se a adiantar que as chamas estão próximas de algumas casas.

O combate às chamas mobilizava, às 17h30, um total de 161 operacionais, com o apoio de 56 meios terrestres e três meios aéreos, segundo o site da Proteção Civil.

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Projeto de turismo industrial dedicado à alfarroba premiado no Concurso Inova Algarve + Diversificar

O projeto «Viagem ao Coração da Alfarroba», da autoria da Industrial Farense, foi distinguido como vencedor da categoria “Turismo & Alfarroba e Amêndoa”, na final do Concurso Inova Algarve + Diversificar, promovido pelo NERA.

A distinção e o prémio monetário de 2.500 euros foram atribuídos durante uma conferência dedicada à fileira da alfarroba e amêndoa, revelou a associação empresarial.

O projeto vencedor «Viagem ao Coração da Alfarroba», apresentado por Carlos Moura, destacou-se pela criação de «uma experiência de turismo industrial dedicada a uma das mais emblemáticas fileiras agroalimentares do Algarve».

O conceito propõe visitas guiadas às unidades de produção, permitindo aos visitantes conhecer o percurso da alfarroba, desde a sua transformação até aos diversos produtos dela derivados.

A iniciativa pretende valorizar este recurso endógeno, promover os produtores e empresas locais e contribuir para a diversificação da oferta turística regional.

O ciclo de conferências Inova Algarve + Diversificar prossegue já no próximo dia 18 de Junho, com uma sessão dedicada à fileira do medronho, «dando continuidade ao trabalho de valorização das fileiras estratégicas e dos recursos endógenos do Algarve», refere o NERA.

Após o interregno de Verão, a iniciativa regressará com novas conferências centradas nas plantas e flores, economia do mar, recursos geológicos e citrinos.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, estando o programa completo e o calendário das próximas sessões disponíveis aqui.

A iniciativa é organizada pelo NERA, em parceria com a Algarve Evolution, Associação KIPT, CCDR Algarve, Região de Turismo do Algarve, Tertúlia Algarvia e Universidade do Algarve, no âmbito do Projeto Inova Algarve 3.0, cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030 | Portugal 2030.

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Praia e ruas do Carvoeiro voltam a transformar-se na 12ª Noite Black & White

A praia e as ruas do centro do Carvoeiro vão transformar-se, no dia 20 de Junho, numa gigantesca celebração ao ar livre, com música, arte e muita animação no programa da 12ª Noite Black & White, anunciou o município de Lagoa.

Com vários palcos e cenários de animação espalhados por diferentes zonas do Carvoeiro, o evento, que decorre das 20h30 às 3h00 da madrugada do dia seguinte, apresenta um programa diversificado que cruza diferentes estilos musicais e expressões artísticas.

Nesta edição, sobem ao palco, entre outros, os mexicanos Mariachi Mezcal, a cantora brasileira Lidia Brandão, os portugueses Six Irish Men e os DJ nacionais Francisco Gil, Pedro Carrilho e Christian F, que prometem contagiar o público com ritmos que atravessam décadas — dos clássicos dos anos 70, 80 e 90 aos grandes sucessos da dance music atual.

«Mais do que a primeira grande festa de verão do Algarve, o Carvoeiro Noite Black & White consolidou-se, ao longo dos últimos 12 anos, como uma das maiores festas de verão realizadas em Portugal, reunindo mais de 30 mil pessoas numa única noite», sublinha a organização, a cargo do município de Lagoa.

O branco e o preto assumem-se como elementos centrais de toda a experiência, inspirando a decoração, os espetáculos, a animação de rua e a energia vibrante que invade cada recanto da vila.

Com entrada livre e transportes gratuitos assegurados pelo município, entre os parques de estacionamento de apoio e o centro de Carvoeiro, o evento «convida residentes e visitantes a celebrar o início do verão numa noite memorável junto ao mar».

Pode consultar o programa completo aqui ou na imagem em baixo.

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Delfins recordam os grandes êxitos no Dia da Cidade de Tavira

Tavira assinala a 24 de Junho mais um Dia da Cidade, o qual inclui a atribuição de medalhas de mérito municipal e de bons serviços aos funcionários municipais, e o concerto da banda Delfins.

As comemorações integram, pelas 10h30, o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, seguido da sessão solene, pelas 11h00, no Teatro Municipal António Pinheiro.

A cerimónia contempla a distinção de um trabalhador com medalha de bons serviços e dedicação grau prata (30 anos de serviço) e 14 funcionários com medalhas de bons serviços e dedicação grau cobre (20 anos de serviço).

A autarquia presta, ainda, homenagem, através da atribuição de medalha de mérito municipal grau prata e cobre a cidadãos e entidades locais que se distinguiram, na sociedade, pelo seu percurso.

Os Delfins marcam o momento alto das celebrações, no dia 24, pelas 22h00, na Praça da República.

Os fãs vão poder reviver temas que marcaram várias gerações, como “Sou Como Um Rio”, “Baía de Cascais”, “Aquele Inverno”, “Um Lugar ao Sol” e “Saber Amar”, os maiores êxitos da banda.

A “Lenda da Moura Encantada”, o espetáculo piromusical, a marcha de São João (“Todos a caminhar sob as estrelas”) e os arraiais dos Santos Populares completam o programa de festividades.

A Rua do Cais e o Jardim do Coreto voltam a ser palco dos arraiais promovidos pela Câmara Municipal, a partir das 21h00, com a seguinte agenda: dia 20 – Grupo Gerações; dia 21 – Ruben Filipe; dia 23 – Nelson Campos e Rancho Folclórico de Santo Estêvão (22h00); dia 24 – Silvino Campos; dia 27 – Cristiano Martins; e dia 28 – Hélder Reis

Para além do Jardim do Coreto decorrem, um pouco por todo o concelho, num ambiente de festa, diversos arraiais que prometem alegrar as primeiras noites de verão.

Ainda na noite de São João tem lugar, no Castelo de Tavira, pelas 22h30, a encenação da “Lenda da Moura Encantada” pela Armação do Artista, e segue-se, pelas 23h59, na Ponte dos Descobrimentos, o espetáculo piromusical que dá as boas-vindas ao Dia da Cidade.

Mais tarde, pelas 06h00, realiza-se a marcha de São João “Todos a caminhar sob as estrelas”, uma iniciativa do município de Tavira dinamizada pela Casa do Povo de Santo Estêvão.

Sul Informação

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Inter-Vivos requalifica ginásio em Martim Longo com donativo de 13 mil euros

A Associação de Jovens do Nordeste Algarvio Inter-Vivos recebeu um apoio de 13 mil euros, através do Programa Fundação Galp Solidária 2.0, destinado à requalificação do seu ginásio, em Martim Longo.

A entrega simbólica do apoio decorreu no passado sábado, durante o evento “Inter-Vivos em Festa”, que reuniu centenas de pessoas na sede da associação, naquela freguesia do concelho de Alcoutim.

A cerimónia contou com a presença da diretora executiva da Fundação Galp, Sandra Aparício, e do presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Paulo Paulino, que se associaram a este «momento de reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos Inter-Vivos em prol da comunidade», refere o emblema, em comunicado.

O financiamento foi atribuído ao projeto “Requalificação do Ginásio Inter-Vivos – Promoção da Saúde e Igualdade no Interior”, aprovado no âmbito do Programa Fundação Galp Solidária 2.0, iniciativa que apoia projetos com impacto social e comunitário em territórios de todo o país.

A intervenção permitirá substituir equipamentos degradados e adquirir novo material de treino, melhorando significativamente as condições de utilização do espaço, «essencial para a promoção da atividade física e da saúde na freguesia».

Para André Martins, presidente da direção dos Inter-Vivos, este apoio representa «um passo muito importante» para o futuro da associação e para a qualidade de vida da população local.

«Representa muito mais do que a renovação de equipamentos. É um investimento na saúde, no bem-estar e na qualidade de vida da nossa comunidade. Numa freguesia do interior, onde as oportunidades de acesso a infraestruturas desportivas são limitadas, esta requalificação permitirá continuar a oferecer um serviço essencial à população e melhores condições aos nossos atletas», afirmou.

O ginásio dos Inter-Vivos é atualmente o único equipamento deste género existente em Martim Longo.

As alternativas mais próximas encontram-se a várias dezenas de quilómetros de distância, realidade que dificulta o acesso regular da população à prática de atividade física.

Além dos utilizadores particulares, o espaço é também utilizado pelos atletas da associação, desempenhando um papel importante na preparação física das equipas de futsal e na promoção de hábitos de vida saudáveis junto dos jovens.

A associação espera que a requalificação permita «aumentar o número de utilizadores, melhorar as condições de segurança e conforto do espaço e contribuir para o combate ao sedentarismo, ao isolamento e às desigualdades de acesso a serviços essenciais no interior do país».

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Investigadores desenvolvem tecnologia para criar ecrãs flexíveis que dobram e esticam sem se partir

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) desenvolveu um novo condutor transparente e ultra-resiliente que promete transformar o futuro dos dispositivos wearables, dos ecrãs táteis e de tecnologias de recolha de energia.

Esta investigação propõe uma solução inovadora para um dos principais desafios da eletrónica moderna: desenvolver filmes condutores que são simultaneamente transparentes e elásticos, capazes de se esticar, dobrar e acompanhar o movimento humano sem comprometer o seu desempenho elétrico.

No centro desta descoberta está uma arquitetura nanométrica tridimensional em forma de giroide, preenchida com metal líquido. Esta estrutura geométrica avançada permite que o material suporte deformações extremas, incluindo alongamentos, torções e compressões, mantendo uma condutividade elétrica estável e eficiente.

estudo, publicado na revista npj Flexible Electronics, do grupo Nature, resulta de uma colaboração entre o Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), o Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores e o Departamento de Física da FCTUC.

Segundo os investigadores, a nova abordagem ultrapassa as limitações dos condutores tradicionais, que tendem a partir ou degradar-se quando sujeitos a esforços mecânicos repetidos. Para além da elevada elasticidade, o novo composto combina duas características raramente conciliáveis: elevada condutividade elétrica e transparência ótica, essenciais para aplicações em tecnologias de visualização e interfaces inteligentes.

“Os ecrãs, touchscreens e células solares atuais continuam a ser fundamentalmente frágeis. O nosso objetivo é criar eletrónica macia, resiliente e sustentável, capaz de resistir a dobragens, alongamentos, impactos e até perfurações sem perder funcionalidade”, explica Mahmoud Tavak, líder do estudo e investigador do ISR.

“Os resultados incluem dispositivos eletroluminescentes capazes de esticar até 600%, enquanto o próprio condutor transparente suporta deformações até 1400%, o que significa que pode esticar até 14 vezes o seu comprimento original”, acrescenta.

Para validar o potencial da inovação, a equipa integrou o novo condutor em dispositivos optoeletrónicos e sistemas de eletroluminescência, demonstrando a sua aplicabilidade em contextos reais.

De acordo com Mahmoud Tavak, este avanço representa “um passo decisivo rumo a uma eletrónica verdadeiramente integrada no quotidiano”, aproximando a tecnologia da flexibilidade e adaptabilidade dos sistemas biológicos.

Este trabalho de investigação é financiado pelo projeto Liquid 3D do Conselho Europeu de Investigação (ERC) (Grant Agreement n.º 101045072).

Sul Informação

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10 de Junho: Seguro defende paz, direitos humanos e «relação de equilíbrio» com aliados

O Presidente da República defendeu hoje, a partir dos Açores, a paz, os direitos humanos e a Carta das Nações Unidas e uma «relação de equilíbrio» com os aliados, no seu discurso do 10 de Junho.

Nesta ocasião, António José Seguro insistiu na ideia de que a «autonomia estratégica europeia» é conciliável com a «defesa transatlântica», acrescentando: «Autonomia não significa isolamento. Significa liberdade de decisão e responsabilidade, aperfeiçoando, atualizando e reforçando cooperações bilaterais com os nossos aliados».

Na cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde está situada a Base das Lajes, o chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas referiu que os Açores estão «num ponto estratégico da relação entre a Europa e o continente americano, entre o Atlântico Norte e as grandes rotas marítimas e aéreas que estruturam a ordem global».

«Por todas estas razões, é um lugar que nos obriga a assumir especiais responsabilidades e deveres, no quadro da afirmação plena da nossa soberania, dos nossos interesses e do nosso futuro estratégico. Sempre no respeito mútuo do que está assumido, seja com um país, seja com a comunidade internacional e com a Carta das Nações Unidas. E na minha perspetiva, uma situação não está dissociada das outras», afirmou, na parte inicial do seu discurso.

António José Seguro enquadrou «o presente e o futuro da Europa e da América do Norte» como «dimensões de uma mesma comunidade de segurança, que tem na NATO o seu pilar fundamental» e o Atlântico como «parte da autonomia estratégica europeia, do ponto de vista político, económico, energético, tecnológico e de segurança e defesa».

«A garantia da segurança dos países europeus só é possível em articulação com os nossos aliados, numa relação de equilíbrio e reciprocidade, de respeito pela soberania dos Estados, assente em valores que, apesar da incerteza dos tempos, não mudam: a paz, a liberdade, os direitos humanos e o multilateralismo – valores que norteiam a ação das nossas Forças Armadas em Portugal e destacadas em missão por todo o mundo», sustentou.

Por outro lado, sobre a situação no país, o Presidente da República defendeu mudanças no mercado de trabalho e na habitação que permitam fixar jovens no país.

«Com honestidade, o Estado e as empresas têm de reconhecer que o mercado de trabalho ainda não aprendeu a recompensar adequadamente o conhecimento e a inovação. E isso é inaceitável e temos de o alterar», considerou.

O chefe de Estado defendeu que Portugal precisa «de políticas que fixem talento em vez de o exportar, de salários que reflitam a produtividade e a qualificação dos trabalhadores portugueses, de um mercado de habitação que permita aos jovens construir uma vida no país onde nasceram ou estudaram, de um Estado que simplifique em vez de complicar, que antecipe em vez de reagir, que planeie além do mandato em vez de gerir apenas a urgência do presente».

Na parte final da sua intervenção na cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, António José Seguro falou da necessidade das «palavras do meio», que «se abrem como convite ao diálogo», nestes «tempos de trincheiras».

«As ansiedades que sentimos na economia, na geopolítica, na segurança das cidades, na proteção dos mais desfavorecidos, nas questões muito concretas da vida das pessoas reais, criam esse impulso de fechar fileiras, de escolher um lado, de erguer muros», declarou.

O Presidente da República apelou, por isso, à tolerância e à criação de pontes, contra «o vírus da polarização, que tende a substituir a argumentação, o debate e a negociação», referindo que a sua eleição «foi marcada pelo desejo de unir os portugueses e de unir Portugal».

Segundo António José Seguro, este é também um tempo que «pede coragem» para «fazer escolhas difíceis sem ceder ao populismo», para «dizer a verdade mesmo quando é desconfortável» e para decidir em função do «interesse de longo prazo mesmo quando o ciclo eleitoral empurra para o curto prazo».

Ao falar da emigração de jovens qualificados, o chefe de Estado sustentou que «o problema não é o talento», contrapondo: «O que se ganhou em qualificação não tem sido acompanhado em remuneração. A habitação é praticamente inacessível e esgota qualquer orçamento familiar».

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Atraso na linha do Algarve bloqueia reafetação de comboios para Alentejo

A reafetação de material circulante ferroviário diesel para fazer face a necessidades na Linha do Alentejo está bloqueada pelo atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve, indicou o Governo.

Este é um dos argumentos do gabinete do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, na resposta à pergunta que o deputado do Bloco de Esquerda Fabian Figueiredo lhe dirigiu há um mês, consultada hoje pela agência Lusa no site do parlamento.

Assinalando ter conhecimento da «existência de constrangimentos na disponibilidade de material circulante ferroviário» no país, a tutela diz que a situação resulta de «um prolongado período de desinvestimento na renovação da frota».

E isso faz com que seja utilizado «material com elevada antiguidade, o qual exige níveis acrescidos de manutenção e, consequentemente, condiciona a sua disponibilidade operacional», adiantou.

No caso da Linha do Alentejo, o ministério de Pinto Luz explica que «o atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve tem vindo a impedir a reafetação de material circulante diesel atualmente afeto àquela linha».

«Essa circunstância limita a flexibilidade na gestão da frota e na programação das intervenções de manutenção, com impacto na oferta disponível», salienta.

De acordo com o gabinete do ministro, a conclusão da eletrificação da Linha do Algarve está prevista para Julho, o que vai permitir «uma gestão mais eficiente da frota diesel da CP» e o reforço dos serviços ferroviários não eletrificados.

A tutela diz que há um acompanhamento do cumprimento das obrigações de serviço público, revelando estarem «em curso ações de monitorização e fiscalização, através das quais se avaliam os níveis de serviço prestado e se identificam medidas corretivas».

Segundo o Governo, a CP «dispõe de mecanismos operacionais para mitigar situações de rutura de oferta, incluindo a reafetação de material circulante entre linhas, adaptação de horários e, sempre que possível, reforço de meios alternativos de transporte».

O gabinete do ministro admite que o aluguer de material circulante é «uma solução que tem vindo a ser analisada no contexto da gestão global da frota, tendo em consideração as limitações técnicas, operacionais e financeiras associadas».

Nesta resposta, a tutela destaca ainda a compra de 22 automotoras da Stadler e de 153 da Alstom para reforço e substituição gradual do material circulante existente.

«Prevê-se que as primeiras três automotoras bimodo [diesel e elétrica] da Stadler entrem ao serviço no primeiro trimestre de 2027, estando prevista a sua alocação à Linha do Alentejo», acrescentou.

Em meados de Maio, o deputado Fabian Figueiredo questionou o Governo sobre o que dizia ser a «degradação do serviço ferroviário na Linha do Alentejo», alertando para dois incidentes ocorridos no troço Beja-Casa Branca, no dia 5 daquele mês.

Um dos episódios está relacionado com uma automotora, que, devido a uma avaria, ficou parada com os passageiros no seu interior, a cerca de cinco quilómetros da estação ferroviária de Casa Branca, referia então o parlamentar.

O outro diz respeito ao transporte rodoviário substituto de uma automotora avariada, que, por causa de uma estrada cortada devido a obras, «acabou por se desviar para um caminho de terra batida», quando seguia para Casa Branca.

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Algoz inaugura no sábado novo espaço multiusos desportivo

O espaço Multiusos Desportivo do Algoz, um investimento de 300 mil euros que permitirá a prática livre de diversas modalidades, será inaugurado no próximo sábado, 13 de Junho, anunciou a Câmara de Silves.

A cerimónia de inauguração, aberta a toda a população, terá início pelas 9h30, com o descerramento da placa alusiva ao momento, e contará com a presença de Luísa Conduto, presidente da Câmara de Silves, Domingos Castro, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, e dos restantes membros do executivo.

O novo espaço desportivo do Algoz foi criado para «promover a prática desportiva e a atividade física ao ar livre», disponibilizando à população «um equipamento moderno e multifuncional que permitirá a prática livre» de diversas modalidades, nomeadamente futebol, basquetebol e atletismo, sublinha o município.

O equipamento é composto por uma área de fitness e workout equipada com sete aparelhos, um campo multidesportivo, uma pista de corrida e um mini campo de futebol sintético, «reunindo condições para a prática desportiva informal e para a realização de atividades dinamizadas pelas associações locais e pela comunidade».

A concretização desta infraestrutura representou um investimento municipal na ordem dos 300 mil euros.

O programa da inauguração contará ainda com diversas atividades desportivas, nomeadamente provas de atletismo e atividades de Kids Athletics.

A iniciativa é promovida pelo município de Silves, com o apoio da Associação de Atletismo do Algarve, da ADECT – Associação Desportiva e Cultural de Tunes e do Atletis – Clube de Atletismo de Tunes.

Sul Informação

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Santos Populares de Quarteira estão a chegar e vão ter dia extra

Os Santos Populares de Quarteira estão a chegar e o momento alto, o desfile das Marchas, traz este ano uma novidade, com um dia extra a marcar «o evento mais icónico» da cidade, revelou a Câmara de Loulé.

Em vez dos habituais três dias, 12, 23 e 28 de Junho, esta iniciativa, que tem lugar no Passeio das Dunas, acontece em mais uma data, 19 de Junho.

Em representação das principais ruas da cidade, desfilam nestes dias sete marchas: Onda Jovem, Florinhas de Quarteira, Gago Coutinho, Rua do Outeiro, Poeta Pardal, Rua da Cabine e Rua Vasco da Gama.

O desfile destaca-se pelo «forte bairrismo, pela criatividade ao nível da elaboração dos trajes e das coreografias, e pela profunda ligação à tradição piscatória local», refere o município, em comunicado.

Nas noites de Santo António, São João e São Pedro, e também na noite de dia 19, a partir das 21h00, o Passeio das Dunas irá engalanar-se com os tradicionais arcos e balões para receber centenas de marchantes que dão vida a meses de ensaios e dedicação.

A entrada no recinto do Passeio das Dunas é livre, sendo recomendada a chegada antecipada devido à habitual forte afluência de público.

Mas por estes dias há muitos outros motivos de animação por toda a cidade.

Os arraiais levam a música, o baile e a gastronomia típica da quadra, como a sardinha assada e o caldo verde, a vários locais. 

Estas festas já aconteceram no Largo dos Rosas, Rua Vasco da Gama e Rua da Gaivota, e prosseguem com a seguinte cronologia: Rua da Fonte (dias 12 e 13), Rua da Cabine (dias 19 e 20) e Rua da Madrugada (dias 26 e 27), sempre das 19h30 às 00h00.

Por outro lado, no Largo Autárquico acontece o habitual evento solidário de venda de manjericos.

Nos dias 12, 23 e 26 de Junho, das 9h30 às 13h00, quem por ali passar poderá adquirir este símbolo dos Santos Populares, também conhecida como a “erva dos namorados”.

O valor angariado reverte a favor de instituições de solidariedade social da freguesia.

Para além do forte cariz identitário, os Santos Populares de Quarteira assumem-se como o principal cartaz turístico da região nos dias que antecedem o início da época alta no Algarve.

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Estudo de investigadores do ABC sobre ratinho espinhoso africano abre pistas na investigação do cancro

Um estudo de uma equipa de investigadores do Algarve Biomedical Center Research Institute (ABC- Ri) sobre o ratinho espinhoso africano lança novas pistas sobre a investigação do cancro, revelou a Universidade do Algarve (UAlg).

Os resultados do estudo, realizado em parceria com o Instituto de Investigação Biomédica Sols-Morreale (IIBM-CSIC-UAM), «abrem novas perspetivas de investigação sobre os mecanismos biológicos que podem contribuir para a prevenção do cancro e para avanços na medicina regenerativa», lê-se, em comunicado.

O ratinho espinhoso africano (Acomys) alvo do estudo publicado na revista Scientific Reports é uma espécie conhecida «pela sua elevada capacidade de regeneração tecidular e resistência ao desenvolvimento de tumores».

Ao contrário da maioria dos mamíferos, que cicatrizam quando sofrem uma lesão, este roedor consegue regenerar pele, músculo e até recuperar ligações funcionais na medula espinhal.

«Esta capacidade tornou-o um modelo de grande interesse para o estudo da regeneração dos tecidos», explica a academia.

Durante décadas, o cancro foi descrito como “uma ferida que nunca cicatriza”, porque tanto a reparação dos tecidos como o desenvolvimento tumoral envolvem uma intensa multiplicação de células.

Esta semelhança levou os investigadores a considerar que «os organismos com maior capacidade de regeneração poderiam também ter uma maior propensão para desenvolver cancro».

No entanto, os resultados deste estudo apontam noutra direção: os investigadores compararam a resposta do ratinho espinhoso com a de ratinhos de laboratório convencionais (Mus musculus), após ambos serem submetidos a um modelo experimental de indução de tumores na pele.

«Enquanto os ratinhos convencionais desenvolveram vários tumores, os ratinhos espinhosos não desenvolveram nenhum», concluíram.

Para perceber as razões desta diferença, a equipa analisou, ao longo de 28 dias, a atividade dos genes das duas espécies.

Os resultados mostram que o ratinho espinhoso «desencadeia uma resposta biológica diferente» quando exposto a fatores que podem provocar cancro.

Em concreto, este animal «ativa mais rapidamente genes que ajudam a impedir o desenvolvimento do processo cancerígeno e apresenta também uma resposta imunitária mais eficaz, envolvendo células capazes de eliminar células potencialmente cancerígenas».

Além disso, quando o dano é controlado, «a atividade destes genes regressa rapidamente aos níveis normais».

Outro aspeto importante observado foi o aumento da morte celular programada nas zonas lesionadas. Este mecanismo permite eliminar células com alterações genéticas antes que estas se transformem em células cancerígenas.

«Estes resultados indicam que a capacidade regenerativa e a resistência ao cancro não são incompatíveis, podendo antes estar relacionadas», explica Wolfgang Link, investigador do CSIC e autor correspondente do estudo.

«O ratinho espinhoso desenvolveu mecanismos altamente eficazes para controlar a proliferação celular, ativando tanto o sistema imunitário como vias supressoras de tumores», esclarece.

Este trabalho posiciona os mecanismos de regeneração tecidular «como uma possível chave para a prevenção do cancro».

Compreender como o ratinho espinhoso consegue controlar a multiplicação celular «poderá ajudar a identificar novos alvos terapêuticos e contribuir para o desenvolvimento de estratégias inovadoras para a prevenção e tratamento do cancro humano, bem como para avanços na medicina regenerativa.

A equipa responsável pelo estudo e pela publicação do artigo é composta por Marta Vitorino, Gonçalo G. Pinheiro, Inês Grenho, Inês M. Araújo, Bibiana Ferreira, Wolfgang Link e Gustavo Tiscornia, investigadores da Universidade do Algarve.

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Nova Alfândega de Sines entra em funcionamento em Janeiro de 2027

A Alfândega de Sines entra em funcionamento em janeiro de 2027, anunciou na sexta-feira, dia 9 de Junho, o ministro das Finanças, que salientou a mudança importante para o principal porto do país.

«De facto foram muitos anos, um certo imobilismo não efetuou esta alteração [que] pode parecer, sobretudo aos olhos de quem está de fora, cirúrgica e se calhar com menos impacto, mas para quem está aqui era de facto uma alteração muito relevante», referiu Joaquim Miranda Sarmento.  

O governante falava na cerimónia de lançamento da Alfândega de Sines, que se realizou ontem no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS).

«Esta decisão que tomámos é de facto muito importante para ajudar no dinamismo desta região e com isso no dinamismo do país», realçou.

Em comunicado, o Governo revelou que a nova Alfândega, que funciona atualmente como uma delegação aduaneira de Setúbal, irá funcionar nas instalações do Porto de Sines, na Zona de Atividades Logísticas, a partir de 1 de Janeiro de 2027.

A decisão de transformar a atual delegação aduaneira numa Alfândega deve-se à «evolução da atividade aduaneira» devido «à crescente relevância estratégica do Porto de Sines no contexto do comércio internacional e das cadeias logísticas globais», sublinhou.

Segundo o ministério das Finanças, o reforço desta estrutura da Autoridade Tributária permitirá igualmente «assegurar uma gestão mais eficiente e especializada das operações aduaneiras» neste complexo portuário.

Por seu lado, a secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, também presente na cerimónia, referiu que a futura alfândega permitirá prestar um melhor serviço à comunidade, às empresas e ao país. 

«A facilitação do comércio internacional legítimo passa pela simplificação e digitalização de processos. Cada minuto poupado num terminal, cada documento eliminado, representa ganhos de competitividade reais para as empresas e para a economia nacional», salientou.

Já para o presidente do conselho de administração da APS, Pedro do Ó Ramos, tratou-se de um «dia histórico» e de um «ato de justiça» para o maior porto nacional.

«Não se percebia como o maior porto nacional, o Porto de Sines, que movimenta mais de 50% da carga marítima de todo o país, não tinha uma alfândega. E é, neste momento ainda, uma delegação de Setúbal», sublinhou. 

No seu entender, a nova estrutura vai permitir maior celeridade, proximidade e capacidade de decisão no apoio aos operadores económicos, reforçando a competitividade do porto. 

Segundo um comunicado da administração portuária, a criação da nova Alfândega de Sines vai implicar o reforço de sete trabalhadores, assim como a expansão das instalações.

A nova estrutura passará a «contar com 33 efetivos e uma estrutura orgânica reforçada, contando com um diretor e um diretor adjunto, Núcleo de Procedimentos Fiscais e Núcleo de Impostos sobre Veículos», indicou. 

Segundo o Governo, no âmbito da reorganização territorial dos serviços aduaneiros desconcentrados, proceder-se-á à eliminação da Alfândega do Jardim do Tabaco, prevendo-se a sua reconfiguração como delegação aduaneira.

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Temperaturas máximas sobem e podem chegar aos 40°C no Alentejo na sexta-feira

Portugal continental vai registar temperaturas elevadas entre hoje e sábado, dias 10 a 13 de Junho, com as máximas a chegarem aos 40 graus Celsius no Alentejo na sexta-feira, adiantou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Esta quarta-feira, dia 10, a temperatura máxima irá variar entre os 25 e os 35°C, com «exceção de alguns locais da faixa costeira, onde serão ligeiramente inferiores», referiu o instituto em comunicado.

Já no dia 11, quinta-feira, a subida será «mais acentuada», podendo subir cerca de 10°C em alguns locais.

Sexta-feira, dia 12, será o dia mais quente deste período, com a temperatura máxima a variar entre 35 e 40°C na generalidade do território.

Para já, no continente só o distrito de Faro escapa aos avisos amarelos por «persistência de valores elevados da temperatura máxima» previstos para sexta-feira, dia em que Évora pode chegar aos 40°C.

As temperaturas elevadas são esperadas até sábado, dia 13.

«Para além de se esperarem dias de céu pouco nublado ou limpo, a diminuição da intensidade do vento irá contribuir de forma significativa para uma sensação de aquecimento mais significativa», assinala o IPMA.

O instituto realçou que a temperatura mínima deverá também subir em todo o território, prevendo-se que em alguns locais do país sejam registados valores próximos ou acima de 20°C até à noite de 13 para 14 de Junho.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

De acordo com o IPMA, o estado do tempo «será condicionado por um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, a estender-se em crista até França, e por um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica».

«A ação conjunta destes dois centros de ação irá originar o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica, a qual será responsável por um aumento acentuado dos valores de temperatura», explicou o instituto.

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Odemira recebe 750 mil euros para recuperar danos provocados pelas tempestades

O Município de Odemira assinou um contrato‑programa com a Agência Portuguesa de Ambiente (APA) e o Fundo Ambiental, no valor de 750 mil euros, para financiar intervenções urgentes de recuperação e restabelecimento das zonas costeiras afetadas pelas tempestades.

A formalização deste financiamento decorreu na segunda-feira, 8 de Junho, em Valada do Ribatejo, no concelho do Cartaxo, no âmbito da iniciativa “Territórios Resilientes”.

A representar o Município de Odemira esteve o vice-presidente da Câmara, Ricardo Cardoso.

A cerimónia foi presidida pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e contou também com a presença do secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, e do presidente da APA, José Pimenta Machado.

No concelho de Odemira, o contrato-programa destina-se à reconstrução de infraestruturas das zonas costeiras danificadas e na reposição de condições de segurança, designadamente a beneficiação de escadas, passadiços, rampas e consolidação de acessos.

As obras financiadas ao abrigo destes contratos serão executadas pela autarquia, sendo que algumas intervenções já estão em curso, com a autorização do Governo para avançar com os trabalhos após as tempestades.

Este financiamento é assegurado pelo Fundo Ambiental, sob gestão da Agência para o Clima.

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Lagoa acelera para executar obras apoiadas pelo ALGARVE 2030 e já pensa em novas candidaturas

A primeira “leva” de obras financiadas pelo Programa Regional ALGARVE 2030, em Lagoa, está concluída ou em vias de o ser e a Câmara lagoense já pensa em candidatar mais projetos aos fundos europeus geridos a nível regional.

Esta foi a mensagem passada por Luís Encarnação, presidente da Câmara de Lagoa, num balanço que fez sobre o andamento das obras financiadas por fundos europeus, no concelho.

«Temos vários a serem apoiados, alguns também já em fase de conclusão. Concluídos, temos a ampliação do reservatório das Sesmarias e a ampliação da rede de saneamento na Praia do Pintadinho. Estes estão concluídos», resumiu.

«Depois, temos, em fase final de obra, a requalificação da Casa da Cidadania, o Parque Urbano do Parchal e temos o nosso Centro de Deposição de Resíduos e todo o investimento que está a ser feito nessa área», acrescentou.

«Nós pretendemos concluir tudo o que está em execução até final do ano, nomeadamente a requalificação da Casa da Cidadania, o Parque Urbano do Parchal e tudo o resto. Mas queremos também aproveitar para lançar, até ao final do ano, outros investimentos importantes e que o ALGARVE 2030 também vai apoiar, que tem a ver com a nossa estratégia relativamente à gestão eficiente da água, porque estamos mais ou menos a meio do caminho».

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É precisamente nesta última área que se enquadram as duas obras cofinanciadas, entretanto concluídas.

«Fizemos um aproveitamento do Plano de Recuperação e Resiliência, mas agora encontrámos no ALGARVE 2030 uma ferramenta indispensável para completarmos o investimento em termos de gestão eficiente da água. Vamos aproveitar o Programa Regional, porque é um complemento àquilo que já desenvolvemos nessa matéria com o PRR».

«O apoio [do ALGARVE 2030] permitiu-nos, desde logo, encontrar a solução para a questão da água, nomeadamente com o reservatório das Sesmarias. Passámos de uma capacidade de 600 metros cúbicos (m³) para 6680 m³», enquadrou.

Antes deste investimento na ampliação do reservatório das Sesmarias, «sempre que havia um corte de água, por alguma razão ou uma rotura que demorava mais de uma ou duas horas a ser resolvida, havia uma vasta área do nosso concelho, da freguesia de Lagoa e Carvoeiro e também de Estômbar, que ficava sem água».

«Agora, com a ampliação do reservatório, temos uma autonomia de mais de 24 horas, o que permite que possamos fazer a reparação da rotura sem que as populações fiquem privadas de água», explicou.

Luís Encarnação também destacou a ampliação da rede de saneamento na Praia do Pintadinho, que «vai permitir, num futuro muito próximo, que todas as fossas sépticas sejam desativadas».

«Ficamos com uma rede de saneamento que vai melhorar consideravelmente o bem-estar da população. Deixa de haver aquela questão da fossa e de ter que estar a ligar para fazer a limpeza, passam a estar ligados à rede de saneamento», disse.

Além disso, «há os benefícios ambientais, porque estávamos numa zona muito perto do mar, uma zona cárstica e havia aqui algumas dúvidas de que pudesse haver algumas infiltrações a partir das fossas. Isso vai deixar de existir, há aqui também uma grande vantagem ambiental».

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Casa da Cidadania

Os fundos europeus estão igualmente a ser usados pela Câmara de Lagoa para requalificar «espaços muito importantes no nosso concelho».

«Começo com a requalificação da Casa da Cidadania, de onde vai partir toda a rede museológica do concelho, um museu que será diferente, o Museu dos Movimentos Sociais, que vai contar a história dos lagoenses, dos mais anónimos aos mais célebres, mas que vai também reunir uma série de documentação de tudo o que foram os movimentos políticos do Sul de Portugal», contou.

«Por outro lado, também temos o Parque Urbano do Parchal, que, no fundo, foi pegar num espaço que estava devoluto e criar um parque com 33 mil metros quadrados, que está a ser um enorme sucesso, com as famílias a poderem desfrutar da natureza, e que vai também apoiar a biodiversidade, com a criação de espaços ajardinados e a preservação de algumas espécies autóctones».

Ali perto, situa-se o Centro de Congressos de Lagoa, antes chamado Pavilhão do Arade, que agora abriu portas, «um equipamento que estava devoluto, que se dizia que seria uma espécie de um elefante branco».

«Nós acreditamos que é precisamente o contrário, que tem um potencial enorme e isso está já demonstrado. Decorreu lá o 32º Congresso Nacional de Medicina Interna, com quase duas mil pessoas, e temos uma programação já até final do ano, em que temos poucos fins de semana livres. Também já estamos a receber propostas e reservas para 2027. Este é um equipamento que está ao serviço da economia de Lagoa, do Barlavento Algarvio e da própria região do Algarve, apoiado por fundos europeus», resumiu.

Há ainda outros projetos para os quais a Câmara de Lagoa aguarda a aprovação de apoio, nomeadamente a requalificação do Espaço Gamboa, que, no fundo, passa por «transformar uma ala do nosso Convento de São José num espaço dedicado a esse grande artista lagoense, algarvio, português e do mundo, porque Manuel Gamboa era um artista lagoense e do mundo. Esse apoio vai nos permitir criar aqui mais um equipamento cultural, que ficará disponível para os lagoenses e para os muitos milhares de turistas que nos visitam».

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A Câmara de Lagoa pondera igualmente candidatar a fundos do ALGARVE 2030 o projeto de museologia da Casa da Cidadania, com o objetivo de arranjar financiamento para a parte de apetrechamento e operacionalização do futuro museu.

Entre os projetos que o ALGARVE 2030 está a financiar em Lagoa, conta-se ainda o “Tudo Inclusivo/All Inclusive”, que, explica Luís Encarnação, «é um projeto cultural cujo objetivo é trabalhar com os nossos jovens NEET, aqueles que nem trabalham, nem estudam. Achamos que é uma forma muito interessante de, através da cultura, envolvermos estes jovens, dando-lhe uma atividade, apontando-lhes um caminho, procurando também, de alguma forma, motivá-los a encontrar um sentido para poderem sair desta situação em que nem estudam, nem trabalham».

Para o mesmo público-alvo, mas também a pensar na população adulta, será criado um centro de formação vocacionado para a aprendizagem ao longo da vida.

«Nós, neste momento, com o ALGARVE 2030, temos cerca de 14 milhões de euros de apoio, de investimento, o que é um aumento considerável relativamente ao CRESC ALGARVE 2020. No 2020, foram 3 milhões, agora são 14. Há aqui um aumento considerável», salientou Luís Encarnação.

A Câmara de Lagoa, através deste instrumento de financiamento, «está a procurar alavancar a realização de projetos e obras que são indispensáveis para o futuro do nosso concelho, que podemos concretizar com este apoio. Desta forma, podemos ir pensando noutros temas, noutros projetos importantes, noutras obras para continuarmos a melhorar o nosso concelho».

«Se não tivéssemos o apoio de fundos europeus, não conseguiríamos executar grande parte daquilo que estamos a fazer. A nossa estratégia é lançarmos as obras com os nossos fundos próprios e, à medida que vamos vendo estes projetos e estas obras apoiadas, isso vai libertando verbas para podermos lançar outras obras e outros projetos. Essa é a estratégia que vamos continuar a desenvolver ao longo deste mandato autárquico, procurando aproveitar ao máximo aquilo que são os apoios do ALGARVE 2030», concluiu o presidente da Câmara de Lagoa.

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