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A Coreia do Norte tem a história de sucesso económico mais surpreendente do mundo?

By: ZAP
13 June 2026 at 15:30
Economia cresceu ao ritmo mais rápido em oito anos. Posição económica do país é a mais forte desde que Kim chegou ao poder há quase 15 anos — e talvez superior a qualquer momento do governo do seu pai. Rússia e China ajudam muito. Apesar das constantes sanções internacionais, do isolamento diplomático, da pobreza estrutural que continua a marcar grande parte do país, a Coreia do Norte vive um momento de crescimento económico praticamente inédito nos últimos anos. A recuperação é evidenciada num artigo recente do Wall Street Journal, que explica que o surpreendente sucesso recente do país mais isolado

A China está preocupada com tartarugas e peixes espiões

By: ZAP
13 June 2026 at 13:30
Animais e outros dispositivos constituem uma “séria ameaça à segurança territorial, militar e económica” da China, alertou o ministério da Segurança do país. O ministério da Segurança do Estado da China alertou que serviços de informações estrangeiros estão a utilizar animais marinhos, como tartarugas e peixes equipados com sensores, para recolher informações sensíveis sobre o meio marítimo chinês. Num artigo publicado na plataforma WeChat, o ministério afirmou que a fauna marinha é uma das formas utilizadas por outros países para obter dados sobre a temperatura e salinidade da água, a topografia dos fundos marinhos e as correntes oceânicas. Segundo o

O Estreito de Schrödinger está aberto e fechado ao mesmo tempo (e funciona)

By: ZAP
13 June 2026 at 12:00
Ormuz já não está fechado. Mas também não está totalmente aberto. A administração Trump está a recorrer às táticas da “frota-sombra” russa para pôr os navios a circular. Quando o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que iria abrir o estreito de Ormuz, o que aparentemente queria dizer era que os Estados Unidos iriam promover o tipo de práticas obscuras que alimentam as “frotas-sombra” da Rússia, do Irão e da Venezuela, diz o The Atlantic. Muitos dos navios que agora entram ou saem de Ormuz fazem-no às escuras, com os dispositivos de localização desligados desligados. O objetivo é evitar a deteção

EUA saem da guerra mais fracos do que antes do conflito, diz professor

12 June 2026 at 22:13

A expectativa de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã cresceu. Em entrevista ao CNN 360°, o professor de Relações Internacionais da ESPM Gunther Rudzit avaliou o cenário geopolítico atual e afirmou que os Estados Unidos saem do conflito muito mais fracos do que estavam antes de sua eclosão.

Donald Trump teria repostado uma publicação do chanceler iraniano indicando que um memorando de entendimento entre os dois países nunca esteve tão próximo. Para Rudzit, no entanto, a incerteza ainda é grande.

“Com Donald Trump tudo é possível“, disse o professor, ressaltando que as postagens de Trump em sua rede social Truth Social têm como objetivo manter sua base engajada, especialmente porque a guerra é vista negativamente pela própria base Maga.

Condições para um acordo

Rudzit apontou dois pontos que considera fundamentais para que qualquer acordo seja considerado legítimo. O primeiro é que a Agência Internacional de Energia Atômica tenha acesso irrestrito ao programa nuclear iraniano — o chamado protocolo adicional, que permitiria a inspetores o acesso a qualquer instalação, a qualquer tempo.

“Se ele não conseguir no mínimo que a agência volte a ter esse acesso irrestrito… as críticas vão ser muito grandes”, afirmou o professor, lembrando que um acordo menos rigoroso seria considerado inferior ao que havia sido firmado anteriormente e do qual os Estados Unidos se retiraram.

O segundo ponto destacado por Rudzit é a liberação da passagem pelo Estreito de Ormuz a qualquer navio. Segundo o professor, o Irã tentará ao máximo preservar o controle sobre esse estreito, que representa um instrumento econômico estratégico.

“É um instrumento econômico que todo presidente americano evitou dar para o Irã e que o Trump entregou”, declarou. Negociadores do Catar estiveram em Teerã justamente durante uma nova escalada de ataques, o que, segundo Rudzit, indica que o diálogo continua, ainda que seja difícil saber o quanto a porta permanece aberta.

Enfraquecimento político dos EUA

Ao analisar a projeção de poder dos Estados Unidos após o conflito, Rudzit foi categórico: “Hoje os Estados Unidos saíram muito mais fracos do que estavam antes dessa guerra.”

O professor destacou que o enfraquecimento é, sobretudo, de prestígio — já que os EUA não conseguiram derrotar um inimigo consideravelmente inferior em termos militares e econômicos.

Ele traçou um paralelo com a Rússia, que também saiu com prestígio reduzido após não conseguir derrotar a Ucrânia. Aliados no Golfo Pérsico, segundo Rudzit, passaram a desconfiar da aliança com Washington ao perceberem que a estrutura militar americana não é capaz de protegê-los diante da nova lógica de guerra com drones.

O professor também mencionou a capa da revista Economist, que retratou Xi Jinping com um sorriso no segundo plano, ao lado de uma frase atribuída a Napoleão: “nunca interrompa seu inimigo quando estiver fazendo algo errado.”

Para Rudzit, o conflito serviu de lição para americanos, chineses e outros países sobre o quanto uma nação mais fraca pode enfrentar uma potência maior — lição que, segundo ele, a China aplica tanto em relação a uma possível confrontação com os EUA quanto a uma eventual invasão a Taiwan.

Reflexos no conflito entre Israel e Hezbollah

Questionado sobre os desdobramentos no Oriente Médio, Rudzit fez questão de distinguir o conflito como sendo entre Israel e o Hezbollah — e não entre Israel e o Líbano, uma vez que o governo libanês já teria assinado acordos com Israel.

O professor avaliou que Teerã busca manter os dois teatros de operações interligados para preservar o Hezbollah como instrumento de pressão sobre Israel.

Rudzit também apontou que teria sido forte a influência de Benjamin Netanyahu sobre Donald Trump para que este acreditasse que, eliminando a liderança iraniana, o regime cairia e o Oriente Médio seria transformado.

“Muito pelo contrário, ele está entrando para a história como um presidente que praticamente perdeu o Oriente Médio”, afirmou. O professor concluiu que a situação permanece muito fluida e que é difícil prever para onde os acontecimentos vão caminhar.

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