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«Ter paciência, aprender a língua e manter a mente aberta»: a vida dos alunos imigrantes numa escola de Portimão

13 June 2026 at 02:00

Daniil Kostiuk é aluno do 12ºH da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, de Portimão, tem 19 anos e é ucraniano. Ele é apenas um dos exemplos dos muitos alunos de nacionalidade estrangeira que frequentam esta escola, para quem um dos maiores desafios foi aprender português e entender no começo, já que a língua é completamente diferente do ucraniano.

Ele conta que no seu 4º ano de escolaridade aconteceu uma situação desagradável no começo do seu aprendizado:

«Quando eu cheguei cá, na minha turma tinha dois rapazes, naquela altura eu estava mais orientado com o português…e eu era uma criança que, quando me diziam alguma coisa, eu apontava e dizia: “olha, que giro!”. Os rapazes que eu achava que eram meus amigos apontam para uma gaivota e dizem: “olha, um paneleiro!”, e logo eu repeti também. Eu não conhecia a palavra em português, não sabia. Numa aula de educação física, que naquele tempo se chamava ginástica, eu chego até o professor e apontei para as gaivotas no céu e disse “olha, professor, paneleiros!”, e ele não achou muita piada».

Essa foi uma das experiências que Daniil passou ao longo da sua caminhada em Portugal como aluno de Português Língua Não Materna (PLNM). Ele só foi aprender o significado da palavra “paneleiro” no 7º ano. 

Isso reflete como, muitas vezes, a adaptação para uma nova língua pode ser constrangedora e intensa para muitos.

Ao decorrer das entrevistas, ficaram claras as dificuldades mais recorrentes para os falantes de língua portuguesa não materna, sobretudo daqueles cuja língua não tem origem no latim, como ucraniano, mandarim, ou árabe, entre outros que vêm de outras matrizes.

O professor de PLNM e a mediadora linguística da Secundária Manuel Teixeira Gomes relataram a veracidade desta realidade de alunos como Daniil, com uma língua oriunda de um ramo de línguas eslavas ou de matrizes distantes do latim:

«Aqui, quanto mais afastado for, mais difícil. Vai ter mais dificuldades, portanto as dificuldades são muitas, sobretudo para quem vem de culturas mais distantes, de matrizes diferentes», contou o professor Nuno Renca.

Cristina Lourenço, mediadora linguística da escola, acrescentou que «um alfabeto totalmente diferente do nosso é um dos pontos que estamos de acordo que é uma dificuldade deles. Existem línguas [como o árabe] onde escrevem de forma diferente de nós, por exemplo o sentido, escreve-se da direita pra esquerda. Nós nem pensamos, mas, quando olhamos, ‘’uau’’».

Tanisha, que veio da Índia, compartilha a mesma dificuldade em termos de fala, sendo um desafio para ela, após sair de uma mudança brusca de hindi para português, sendo um processo demorado. Mas salienta que a parte do tentar, do se esforçar para se integrar é importante em ambos os lados, tanto dos portugueses que acolhem, como dos imigrantes que cá aparecem.

«A criação de um ambiente acolhedor, o apoio dos colegas, atividades colaborativas, o uso da língua em contextos reais e o reconhecimento da cultura de origem dos alunos são fatores fundamentais para promover o sentimento de pertença e integração. É preciso querermos incluir. Aqui, o Agrupamento de Escolas Manuel Teixeira Gomes tem vindo a dar passos muito significativos», acrescenta Nuno Renda, professor de PLNM.

«Claro que, do ponto de vista do aluno, também é fundamental querer integrar-se. Uma das medidas positivas que vem dar um contributo importante neste processo é a da figura do mediador linguístico e cultural. Atua como ponte de comunicação entre alunos estrangeiros e toda a comunidade educativa, apoiando os alunos nas suas necessidades linguísticas, sociais e emocionais, de acordo com o seu percurso de vida e nível de proficiência em português», disse ainda Nuno Renca.

Um dos entrevistados, João Araújo, do 11° K, que veio do Brasil, acabou por usar o sotaque português para sua adaptação.

Sul Informação
Multiculturalidade na escola – Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

ESCOLA E INTEGRAÇÃO

Na maioria dos casos, a integração escolar teve cariz negativo nos primeiros anos em estadia em Portugal, pela forma de pensamentos estreitos de muitas pessoas sobre aqueles que vêm do exterior.

«Grande parte dos povos que têm pauta de serem contra a imigração são os países que mais migraram e que mais a população é imigrante, por exemplo Estados Unidos, que é um país feito de imigrantes completamente, ou Portugal, que emigrou tanto nos anos 40, 50 e 60. É uma hipocrisia muito grande, eu acredito», salienta o aluno brasileiro João Araújo.

Essa reflexão para começar o tema da integração é muito importante, pois muitos preconceitos podem atrapalhar esse processo custoso para aqueles que tiveram que deixar maior parte de sua família para trás, amigos e sua vida antiga para ter uma vida melhor.

«Apesar das diferenças, algumas pessoas são receptivas e boas. Uma coisa boa que aprendi foi lidar com as pessoas, e outras muitas coisas, pois foram muitas mudanças. Eu cresci muito aqui. Se eu estivesse em Angola, nossa! É outra coisa, outra forma de pensar, seria completamente diferente da que eu tenho agora, então lá como era o conservadorismo, religião, não há muitos espaços para questionamentos», diz Esmael Gongá, do 11ºF.

«Eu tenho agora nacionalidade portuguesa e até posso mostrar o meu cartão de cidadão. Vou eu e minha mãe à farmácia, ela ‘tá a falar e eu ‘tô ali no meu telemóvel a mexer, a viver a minha vida. Minha mãe a falar tem uma pronúncia estranha, é que ela não foi na escola como eu, ela não contacta com as pessoas como eu, porque minha pronúncia é algarvia. O medicamento era pra mim, a senhora, como quem diz que vão vocês para a puta que vos pariu e com aquele olhar de não vos quero servir, não quero vocês aqui, pediu o título de residência, que era meu, no caso, e ela foi toda feliz fazer as coisas. O clássico “volta pra tua terra”», recorda Daniil Kostiuk.

As entrevistas demonstram que a integração escolar em Portugal nem sempre acontece de forma imediata ou acolhedora.

Para muitos estudantes migrantes, os primeiros anos são marcados por dificuldades linguísticas, sensação de isolamento e preconceitos ligados à nacionalidade, sotaque, aparência ou origem cultural.

Em vários casos, a escola torna-se simultaneamente um espaço de crescimento e de exclusão.

Os relatos apresentados também revelam como o racismo e a xenofobia estrutural ainda permanecem presentes em muitos contextos eurocêntricos.

Nem sempre essas atitudes aparecem de forma explícita; muitas vezes manifestam-se em olhares, tratamento desigual, desconfiança, comentários sobre sotaques ou na ideia de que o estrangeiro precisa constantemente provar que “merece” estar ali. Isso afeta especialmente pessoas vindas de países historicamente marginalizados ou fora do eixo ocidental.

Ao mesmo tempo, as entrevistas mostram que a convivência entre culturas também pode transformar positivamente aqueles que migram.

Muitos entrevistados afirmaram ter desenvolvido novas formas de pensar, maior independência e crescimento pessoal através das diferenças encontradas em Portugal.

A integração, portanto, não depende apenas de quem chega, mas também da abertura da sociedade que recebe.

Compreender essas experiências é essencial para criar ambientes escolares mais humanos, empáticos e preparados para a diversidade cultural que atualmente faz parte da realidade portuguesa.

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DIFERENÇAS CULTURAIS

Ao longo das entrevistas, ficou evidente que adaptar-se a um novo país não envolve apenas aprender uma nova língua ou compreender um sistema diferente, mas também confrontar hábitos, valores e formas de convivência muitas vezes opostas às do país de origem.

Muitos entrevistados destacaram diferenças no modo como as pessoas se relacionam, comunicam e expressam emoções.

Para alguns, a sociedade portuguesa pareceu inicialmente mais reservada ou distante, sobretudo quando comparada com culturas mais abertas e coletivas, onde a convivência comunitária e familiar ocupa um espaço central no quotidiano.

Para outros, a maior liberdade individual e a possibilidade de questionar normas sociais representaram uma oportunidade de crescimento pessoal e mudança de perspetiva.

As diferenças culturais também se manifestam dentro da escola, nas expectativas em relação ao comportamento, à autonomia dos alunos e à forma como a autoridade é percebida.

Aquilo que, para alguns estudantes, pode parecer normal ou respeitoso, para outros pode ser interpretado como frieza, rigidez ou falta de acolhimento.

 Estas pequenas diferenças, muitas vezes invisíveis para quem sempre viveu em Portugal, podem tornar o processo de adaptação mais desafiante.

No entanto, muitos dos entrevistados também reconheceram a beleza desse encontro entre culturas. A convivência com diferentes formas de pensar permitiu-lhes desenvolver maior capacidade de adaptação, empatia e compreensão do mundo.

Mais do que abandonar a própria identidade, adaptar-se significa, muitas vezes, aprender a viver entre duas culturas, preservando origens enquanto se constrói um novo lugar de pertença.

«A desigualdade social no Brasil, em termos da minha criação, sinto que foi mais restrita, não tive acesso a muita coisa, então pude vir pra cá e ver realmente o que acontecia ao redor do mundo. Foi uma coisa que não pude voltar atrás, entendes? A pobreza que existia, a fome, as guerras, a corrupção, a desigualdade social, é uma coisa impossível de voltar atrás e fechar os olhos, o que é estranho, porque, no Brasil, eu vim pra cá com 8 anos e eu via as pessoas debaixo da ponte, via as pessoas sem comer. E vir pra cá e ver, ok, afinal isto não é tão normal assim. É um choque muito grande», comenta o brasileiro João Araújo.

João saiu de Belo Horizonte pra uma cidade muito pequena (Portimão), o que foi um «contraste bom», já que ele saiu da vivência fechada na  religião dentro dos valores tradicionais.

Para o ‘espírito’ livre dele, ajudou na sua liberdade individual e explorar mais suas origens brasileiras quando veio para cá, criando a necessidade de conectar com as raízes e não perder completamente sua essência.

O angolano Esmael Gongá compartilhou da mesma sensação que João, em termos de liberdade, da vivência conservadora e religiosa de muitos países da CPLP.

«Saber da existência do racismo, a perceção do racismo na pele. Eu sabia na teoria, mas na pele é totalmente diferente, foi uma questão que tocou muito quando eu cheguei aqui. Outra foi o diferencial de liberdade, vindo de um contexto africano, com uma visão de mundo muito religioso e conservador, então não tinha aquela liberdade toda», explica.

«Quando eu cheguei cá, um país mais liberal, uma sociedade mais liberal e muitas coisas, foi um choque grande. E foi uma das coisas que tive que me adaptar e me ajudou muito na forma de ver a vida e também mudou definitivamente minha visão de mundo. A orientação sexual, a forma de expressão, a roupa, a forma de vestir, foi uma mudança muito grande. Da orientação sexual, tem leis e tudo, a pessoa pode se casar com pessoas do mesmo sexo e ter outros relacionamentos, é uma desconstrução de papéis tradicionais. Vir de uma visão mais conservadora foi um choque pra mim nesse sentido, abriu minha mente para questionar as coisas, foi muito top», sublinha Esmael.

«Algumas pessoas se adaptam à língua e outras mais devagar. Eu, quando cheguei cá, tentei a língua muito rápido, mas meu português não é muito bom. É muito diferente a cultura daqui e da Índia, comida e outras coisas. Vejo o mundo de forma mais aberta e diferente, com mais calma e com mais força», frisa, por seu lado, Tanisha, aluna do 11ºO.

«Quando saí do Aeroporto de Lisboa, eu era uma criança e vi uma palmeira. E eu fui até à palmeira, a minha primeira foto em Portugal foi uma palmeira à frente do Aeroporto Humberto Delgado. O que me surpreendeu foram as palmeiras, o clima, nada a ver com aquilo que eu tinha na Ucrânia. A falta de neve também, foi uma coisa que eu tive de me desabituar muito, que ainda custa um bocadinho, com essa chuva da desgraça. A comida me surpreendeu positivamente, não estava nada à espera, estava à espera de uma comida britânica ali toda morta», recorda Daniil Kostiuk.

«Aqui em Portugal há uma falta de compreensão de que isto é nosso país e nós é que tratamos do nosso país, e que o governo trabalha para nós e não nós que trabalhamos pro governo. As pessoas aqui esperam que lhes seja dado, as pessoas aqui não protestam, não defendem os seus direitos, as pessoas aqui estão-se a borrifar pra política. A Ucrânia é ao contrário, é totalmente ao contrário, as pessoas não se borrifam pra política. A política é o tema que de que se fala sempre  e todos, jovens, velhos, moderados, todos protestam! Até durante a guerra tivemos protestos, quando o governo fazia alguma bosta, protestos! Não faz muito sentido as pessoas aqui ‘tarem a reclamar e não fazerem nada para corrigir a situação. Nem votar vão…», constata o aluno ucraniano.

Mostrando que também os impactos refletem nos termos de cidadão ativo e que luta por seus direitos, lá na Ucrânia, mesmo não sendo obrigatório legalmente, é socialmente obrigatório exercer sua cidadania. Por isso, Daniil sentiu-se indignado com tal atitude dos portugueses, como sendo de uma perspectiva completamente diferente.

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CONSELHOS

E que conselhos deixaram nossos entrevistados aos imigrantes?

«Que não tenham medo de errar, sejam resilientes. Ninguém espera que saibam tudo desde o início, e o esforço, a participação, dedicação e a vontade de aprender são mais importantes do que a perfeição. É crucial pedir ajuda sempre que precisarem, seja aos professores, colegas ou mediadores, pois a escola é um espaço de apoio e inclusão. Acreditar em si, enfrentar as dificuldades como parte natural do processo de integração e aprendizagem, ir ao encontro de colegas, fazer amigos com quem pratiquem a língua portuguesa diariamente. Aprender uma nova língua é um processo gradual, e com esforço, apoio e motivação, é possível alcançar bons resultados», salienta o professor Nuno Renca.

Dar voz a quem recomeça é também uma forma de construir um país mais consciente e mais humano.

Daniil Kostiuk aconselha: «Se não têm muita paciência, precisam de ganhar, porque vão precisar e não é pouca! E muito provavelmente vão se habituar ao desleixo e à preguiça aguda, a pessoa ganha preguicite aguda, e quando a pessoa não está habituada a isso, a pessoa fica passadinha. Por exemplo, minha mãe passou-se por isso, mas tem que ter paciência, vai correr tudo bem. Essa é minha dica: ganhar paciência, beber muito chá de camomila e ter paciência».

Esmael Gongá resume: «sejam curiosos e não sejam ignorantes».

«Ter paciência, aprender a língua e manter a mente aberta», é o conselho de Tanisha.

«Ser aberto, cem por cento aberto a tudo. Há muitos brasileiros sendo xenófobos com a população da Índia, por exemplo, e acho que eles esquecem que somos farinha do mesmo saco, também somos imigrantes, também viemos pra cá pra melhores condições de vida. Então é uma estupidez tão grande e uma hipocrisia também», admite João Araújo.

«Então a melhor coisa é experimentar novas coisas, novos trabalhos, novas experiências, novos pratos, nova música, tudo que não está habituado. Sair da zona de conforto que é teu país, ir pra outro continente, um outro país, precisas de ser aberto. Se não fores, vais acabar fazendo igual algumas pessoas fazem, criar tribos para manter familiaridade. Então, não existe tanto essa heterogênea, é tudo o mesmo. Ser aberto, andar descalço e com as mãos abertas onde quer que seja, porque nunca sabes quando vai pisar num caco de vidro ou quando vai encontrar um tesouro», acrescenta o aluno brasileiro.

Adaptar-se nunca é simples. Exige coragem para recomeçar, paciência para enfrentar dificuldades e força para continuar mesmo quando o sentimento de pertença ainda não existe.

Para quem chega a Portugal, é importante lembrar que sentir medo, saudade ou insegurança faz parte do processo. Aprender a língua, procurar apoio na escola, criar novas relações e manter ligação com as próprias raízes pode tornar essa transição menos difícil.

Ao mesmo tempo, a responsabilidade da integração não deve recair apenas sobre quem chega. A sociedade que acolhe também tem um papel fundamental. Pequenos gestos de empatia, escuta e abertura podem fazer uma diferença profunda na vida de alguém que está a reconstruir tudo do zero.

Num país cada vez mais diverso, compreender as experiências dos outros torna-se essencial para combater preconceitos e fortalecer a convivência entre comunidades.

Integrar não significa apagar diferenças, mas aprender a respeitá-las e reconhecê-las como parte da riqueza humana que hoje também constrói Portugal.

A integração começa quando deixamos de olhar para o outro como estrangeiro e começamos a reconhecê-lo como parte da comunidade.

Sul Informação

PORTUGAL, PAÍS DE EMIGRANTES E AGORA TAMBÉM DE IMIGRANTES

Portugal, ao longo dos anos, foi tornando-se um país de acolhimento para muitos imigrantes de outros países e continentes, acabando por passar por uma transição em vários aspectos, como sociais, idioma, burocracia, escola, relações sociais, acolhimento tanto da parte de outros imigrantes, quanto dos portugueses e choques culturais.

O objetivo deste artigo é dar voz a quem está reconstruindo sua vida aqui, mostrar essas diferenças, ajudando a promover a empatia, uma melhor compreensão e integração entre comunidades tão diferentes entre si, mas ao mesmo tempo humanamente iguais.

O contexto migratório em Portugal tem sido significativo para conseguir entender melhor o êxodo dessas comunidades. A balança de migração tem registrado saldos positivos nos últimos anos, impulsionada por um forte aumento da imigração (quase 10% da população é estrangeira), superando a saída de nacionais.

Embora a emigração jovem permaneça elevada (18,2% dos jovens emigrados em 2021), o fluxo de entrada tem sido crucial para o crescimento populacional e da força de trabalho, particularmente em setores como hotelaria e agricultura.

Em 2023, Portugal contava com quase meio milhão de estrangeiros a trabalhar por conta de outrem, um valor que aumentou significativamente desde 2014.

A imigração é o principal motor do crescimento demográfico, sendo fundamental para atenuar o envelhecimento populacional. Apresentando uma diversidade de origens como: Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), refugiados de guerras que ocorreram e imigração econômica.

Recorri ao ambiente escolar, pois, além de um espaço para educação, também funciona como um espaço de integração de cada nacionalidade, representando sua cultura e estruturas daquela sociedade em específico, que, ao chegarem aqui, se chocam. Também recorri à escola para demonstrar as diferenças de pontos de vistas diferentes tanto de imigrantes com língua materna ou não materna portuguesa. Das entrevistas a alunos da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, cheguei à conclusão do quão complexo é a imigração.

Reportagem feita no âmbito do projeto Geração SULi, promovido pelo Sul Informação ao longo de nove meses, em parceria com seis escolas secundárias do Algarve.
Conheça o site Geração SULi e o projeto clicando aqui.

NOTA: Todas as imagens são de arquivo (Depositphotos), à exceção da que está assinada

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Alunos de Olhão participaram em atividade de cidadania do programa “MyPolis”

12 June 2026 at 15:44

O Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu esta sexta-feira, 12 de Junho, cerca de 40 alunos das escolas Paula Nogueira e Alberto Iria para uma dinâmica educativa do programa MyPolis focada na participação cívica.

A iniciativa envolveu uma turma do 5.º ano da Escola Paula Nogueira e uma turma do 6º ano da Escola Alberto Iria. Este encontro faz parte de um protocolo existente entre estes agrupamentos e o Município, que abrange turmas do 1º ao 3º ciclo.

Durante a atividade, as crianças foram convidadas a partilhar o que conhecem do concelho e a sugerir ideias de melhoria para a comunidade num contexto de aprendizagem.

A sessão incluiu ainda a “Mansão Civitas”, uma escape room digital onde os alunos do 2.º ciclo exploraram conceitos democráticos através de um jogo virtual.

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O Estado contra a Família: a nova ofensiva escolar

12 June 2026 at 00:04
O governo quer avançar com o Programa Nacional de Saúde Escolar 2030 (PNSE 2030), um documento que aprofunda a ideologia de género nas creches e em todos os ciclos de ensino.

O Estado contra a Família: a nova ofensiva escolar

12 June 2026 at 00:04
O governo quer avançar com o Programa Nacional de Saúde Escolar 2030 (PNSE 2030), um documento que aprofunda a ideologia de género nas creches e em todos os ciclos de ensino.

Visita educativa deu a conhecer as camarinhas de Sagres a jovens alunos

11 June 2026 at 15:40

Alunos da Barlavento International Primary School ficaram a conhecer as camarinhas de Sagres numa visita educativa promovida no âmbito do Projeto Emc2 – “Explorar Matos de Camarinha da Costa”, no Dia Mundial do Ambiente.

O passeio à zona costeira entre Sagres e Cabo de São Vicente teve a colaboração da escola privada sediada na Praia da Luz, em Lagos, cujos estudantes, entre os 7 e os 11 anos, ficaram a conhecer a flora local.

Para muitos deles, esta foi a primeira vez que viram plantas femininas e masculinas da camarinha (Corema album), espécie que só existe em Portugal e Espanha, e cujas plantas femininas dão as camarinhas, pequenos frutos comestíveis de cor branca.

Também foi transmitida aos alunos a ameaça que constitui a presença de plantas invasoras em zonas costeiras, lê-se em comunicado do Projeto Emc2.

Em inquéritos respondidos após a visita, os alunos «referiram ter gostado de conhecer novas plantas, como a camarinha, e de ter sentido os seus cheiros».

Sul Informação

Esta iniciativa cria nos alunos «um sentimento de lugar e um envolvimento emocional que são parte essencial de aprendizagens significativas na infância».

Na atualidade, em que há um «afastamento dos jovens da Natureza» e um «decréscimo do ensino de botânica», os sistemas educativos «terão de ser capazes de despertar nos jovens uma paixão pelos valores naturais, para depois melhor os conhecerem e protegerem, para agirem em prol da biodiversidade, em plena Década das Nações Unidas para a Recuperação dos Ecossistemas (2021-2030)», refere o comunicado.

O Projeto Emc2, coordenado pela Investigadora Alexandra Abreu Lima, é financiado por fundos nacionais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, através de projetos atribuídos ao MARE – Centro de Ciências do Mar e Ambiente e ao Laboratório Associado ARNET – Rede de Investigação Aquática.

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Espanha. Menina de 12 anos agredida sexualmente por colegas

11 June 2026 at 14:10
Os alegados agressores são inimputáveis e não podem ser responsabilizados penalmente. A escola suspendeu-os cinco dias — e separou-os da turma para "evitar estigmatização".

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Estudantes envolvidos neste caso já regressaram à escola em Burgos (Espanha)

Finalistas do Piaget participam em cortejo pela ruas de Silves

11 June 2026 at 12:27

O Cortejo dos Finalistas do Piaget de Silves realiza-se no dia 20 de Junho, pelas ruas da cidade.

«Este evento constitui uma das mais importantes tradições académicas da instituição, assinalando o culminar do percurso académico dos estudantes finalistas e promovendo um momento de celebração, convívio e reconhecimento do esforço desenvolvido ao longo dos anos de formação», diz a organização.

O cortejo percorrerá as ruas da cidade de Silves, reunindo finalistas, estudantes, familiares, docentes, não docentes e restantes membros da comunidade académica, numa iniciativa que pretende reforçar a ligação entre a instituição de ensino superior e a comunidade local.

A Associação de Estudantes do Instituto Politécnico Jean Piaget do Sul tem o apoio da Câmara Municipal de Silves e da Junta de Freguesia de Silves no evento.

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Saúde e ensino foram os setores mais afetados pela greve geral

VTM

Ao longo do dia, registaram-se níveis de adesão muito distintos entre concelhos e serviços, com unidades encerradas, outras a funcionar em serviços mínimos e várias estruturas com funcionamento condicionado.

Na área da educação, verificaram-se encerramentos totais e parciais em vários agrupamentos de escolas. Em Vila Real, a Escola Diogo Cão encerrou logo pela manhã, após não estarem reunidas condições para o funcionamento normal das atividades letivas. Também a Escola Secundária de São Pedro não teve qualquer atividade letiva, ao mesmo tempo que no Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, o Centro Escolar Abade de Mouçós, a Escola Monsenhor Jerónimo do Amaral e a própria escola-sede não reuniram condições para o funcionamento, tendo igualmente encerrado.

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ETIC_Algarve lança o evento criativo “Out of The Box”

8 June 2026 at 12:03

A ETIC_Algarve vai organizar, de 3 a 17 de Julho, o “Out of The Box”, um novo evento criativo que quer transformar em Faro num espaço de criatividade, cultura, experimentação e ligação às indústrias criativas.

O evento surge como uma celebração do percurso da ETIC_Algarve e do impacto que a instituição tem vindo a construir nas indústrias criativas da região ao longo dos seus 15 anos de existência, afirmando-se como um ponto de encontro entre talento emergente e comunidade.

Ao longo de duas semanas, o Out of The Box irá abrir portas à comunidade para apresentar projetos, experiências e percursos desenvolvidos pelos formandos da ETIC_Algarve, reunindo num único espaço exposições, workshops, sunset talks, cinema, concertos e speed hunting.

O evento pretende ir além do conceito tradicional de mostra académica, assumindo-se como uma plataforma criativa e multidisciplinar onde diferentes áreas artísticas, digitais e tecnológicas se cruzam, criando oportunidades de partilha, experimentação e contacto direto com o mercado de trabalho.

Para Nuno Ribeiro, diretor da ETIC_Algarve, o evento representa «uma celebração do percurso criativo construído pela escola ao longo destes 15 anos e, sobretudo, das pessoas que fizeram parte dessa história».

«O Out of The Box nasce da vontade de abrir a escola à comunidade e mostrar aquilo que os nossos formandos têm vindo a criar ao longo destes 15 anos. Queremos criar um espaço onde criatividade, cultura, talento e o networking se encontram, reforçando o papel da ETIC_Algarve na formação das novas gerações criativas e no desenvolvimento das indústrias criativas no Algarve», afirma Nuno Ribeiro.

As exposições estarão centradas nas áreas de Design, Fotografia e Animação e Videojogos, permitindo ao público descobrir diferentes projetos, linguagens visuais e processos criativos desenvolvidos pelos formandos da ETIC_Algarve. Paralelamente, o programa contará com workshops nas áreas de Design, Fotografia, Vídeo, Som e Música, Animação e Videojogos, Programação e Marketing e Comunicação, proporcionando experiências práticas e interativas ligadas às várias áreas de formação da escola.

O Out of The Box contará ainda com sunset talks conduzidas por convidados especiais ligados às indústrias criativas, cujos nomes serão revelados brevemente, onde serão abordados temas relacionados com criatividade, inovação, comunicação, cultura digital e futuro profissional.

O programa integra também cinema com projetos audiovisuais desenvolvidos pelos formandos da área de Vídeo, bem como concertos protagonizados pelos formandos da área de Som e Música.

Um dos momentos centrais do evento será o Speed Hunting, uma iniciativa inspirada no conceito de speed dating, mas direcionada ao networking profissional e recrutamento criativo. Através deste formato, empresas e entidades do tecido empresarial algarvio terão oportunidade de conhecer formandos da ETIC_Algarve através de apresentações rápidas de currículos, portfólios e projetos criativos, promovendo oportunidades reais de colaboração, estágio e integração profissional.

O programa completo do evento pode ser consultado no site oficial outofthebox.eticalgarve.com

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Escola Profissional de Cândido Guerreiro lança Formações Modulares em Regime Pós-Laboral

8 June 2026 at 09:56

Literacia digital, técnicas de compostagem, Gestão de Stress e Gestão de Conflitos, Cultura de Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares e ainda Cuidados de rotina diária e atividades promotoras do desenvolvimento das Crianças. Estas são as formações modulares, com a duração de 25 horas cada, em regime pós-laboral, dirigidas à comunidade em geral, que a Escola Profissional de Cândido Guerreiro, de Alte (Loulé), está a promover.

Segundo a Escola, as ações formativas visam proporcionar oportunidades de aprendizagem flexíveis e acessíveis, conciliáveis com os horários profissionais e pessoais dos participantes.

Com uma oferta diversificada e orientada para as necessidades atuais da sociedade, estas formações abrangem temáticas de elevada relevância, desde a tecnologia ao ambiente, passando pelo bem-estar pessoal e pelo conhecimento da natureza.

Eis as Formações Modulares Disponíveis

Literacia Digital

Num mundo cada vez mais digitalizado, esta formação capacita os participantes para a utilização segura e eficaz das ferramentas tecnológicas do quotidiano.
Serão abordadas competências essenciais como a navegação na internet, a comunicação digital, a segurança online e a utilização de serviços públicos eletrónicos, promovendo a inclusão digital de todos os cidadãos.

Técnicas de Compostagem
A gestão sustentável dos resíduos orgânicos é uma das prioridades ambientais da atualidade.
Esta formação introduz os fundamentos da compostagem doméstica e comunitária, ensinando técnicas simples e eficazes para transformar resíduos orgânicos em composto de qualidade, contribuindo para a redução do desperdício e para a melhoria dos solos.

Gestão de Stress e Gestão de Conflitos
Direcionada para o equilíbrio emocional e a melhoria das relações interpessoais, esta formação oferece ferramentas práticas para identificar e gerir situações de stress, bem como estratégias para a resolução construtiva de conflitos no contexto pessoal e profissional. Uma aposta no bem-estar e na qualidade de vida dos participantes.

Cultura de Plantas Aromáticas, Medicinais e Condimentares
Descobrir e valorizar o potencial das plantas aromáticas, medicinais e condimentares é o objetivo desta formação.
Os participantes irão aprender técnicas de cultivo, colheita e conservação destas plantas, bem como as suas propriedades e utilizações na gastronomia e na saúde, incentivando a produção local e o contacto com a natureza.

Cuidados de rotina diária e atividades promotoras do desenvolvimento das Crianças
Identificar os materiais lúdico-didáticos e os equipamentos necessários para o exercício da atividade de ama.
Planificar as rotinas diárias e as atividades estruturadas que promovam o pleno desenvolvimento das crianças.
Desenvolver as atividades lúdico-didáticas interligando-as com o quotidiano da criança, tanto na família como na comunidade.
Reconhecer a importância da integração dos valores e dos princípios educativos fundamentais na atividade quotidiana da ama

Informações:

Regime: Pós-laboral

Destinatários: Ativos (empregados e desempregados) e reformados, se em regresso ao mercado de trabalho

Apoios: Subsídio de refeição
Subsídio de Transporte*
Bolsa de formação*
*Quando aplicável

Para mais informações contactar: email: epalte@epalte.pt e website: www.epalte.pt

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Portimão sensibiliza comunidade educativa para o Combate ao Desperdício Alimentar

7 June 2026 at 10:58

Sensibilizar a população para a importância da redução do desperdício alimentar e da adoção de hábitos de consumo mais conscientes e sustentáveis é o objetivo das iniciativas que a Câmara Municipal de Portimão está a promover, para assinalar o Dia Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar, que se celebra este domingo, 7 de junho,.

Neste âmbito, no dia 2, foi promovida uma ação de sensibilização junto da comunidade escolar da Escola Básica e Secundária da Bemposta, envolvendo alunos dos 7.º e 10.º anos de escolaridade.

A iniciativa integrou uma sessão prática dedicada à valorização dos resíduos orgânicos através da compostagem, dinamizada pela EMARP, permitindo aos jovens alunos conhecerem o percurso dos resíduos alimentares e a importância da sua correta separação para posterior valorização.

Através de exemplos práticos, os participantes perceberam como os restos de alimentos podem ser transformados num recurso útil para a agricultura e para a melhoria dos solos.

Sul Informação

A ação incluiu ainda uma sessão de educação alimentar promovida pela Associação In Loco, que sensibilizou os jovens para a adoção de hábitos alimentares mais equilibrados, saudáveis e sustentáveis.

A sessão abordou a importância de escolhas alimentares informadas, do consumo responsável e da redução do desperdício alimentar, tendo culminado com a oferta de exemplares do livro de receitas, incentivando o melhor aproveitamento dos alimentos e a confeção de refeições nutritivas e acessíveis.

Através desta ação de sensibilização e demonstração prática em contexto escolar, os jovens foram desafiados a refletir sobre a importância da redução do desperdício alimentar, da correta separação dos resíduos orgânicos e do aproveitamento responsável dos recursos, promovendo comportamentos mais conscientes e sustentáveis no seu dia a dia.

A aposta na sensibilização da comunidade educativa integra a estratégia municipal de promoção da sustentabilidade ambiental e da cidadania ativa, reconhecendo o papel das novas gerações na construção de uma sociedade mais responsável e resiliente.

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Projeto “Comida sem Desperdício – Alimentar sem Desperdiçar” promove  literacia alimentar junto das instituições do concelho

No âmbito da chancela Portimão Combate ao Desperdício Alimentar”, a autarquia tem vindo igualmente a desenvolver o projeto “Comida sem Desperdício – Alimentar sem Desperdiçar”, em parceria com Lyudmyla Mishchuk, formadora e voluntária da Associação ADRA.

Esta iniciativa, integrada na estratégia municipal de promoção da literacia em saúde, contempla a realização de 12 ações de formação ao longo do ano junto de associações, instituições e IPSS do concelho, incentivando hábitos alimentares mais conscientes e sustentáveis, assentes na valorização dos alimentos e na prevenção do desperdício.

Até ao momento, já foram realizadas cinco ações de formação, envolvendo cerca de 70 participantes entre utentes e colaboradores do Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal, ESOSA – Associação Africana, CAPELA – Centro de Apoio à População Emigrante de Leste e Amigos, CRACEP – Cooperativa de Reeducação e Apoio ao Cidadão Excecional de Portimão e ADRA – Associação Adventista para o Desenvolvimento, Recursos e Assistência.

Ao longo das sessões têm sido partilhados conhecimentos e ferramentas práticas para planear melhor as refeições, aproveitar integralmente os alimentos e reduzir o desperdício no dia a dia.

A partilha de receitas, dicas e soluções simples para uma alimentação mais sustentável tem sido amplamente valorizada, evidenciando a relevância prática dos conteúdos abordados.

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Até ao final de 2026 serão realizadas mais sete ações de formação dedicadas a temas como a alimentação sazonal, a preparação de refeições simples e saudáveis, o aproveitamento de proteína vegetal acessível, a redução do desperdício alimentar no prato, a alimentação familiar consciente e a adoção de escolhas que permitam comer melhor e gastar menos.

O projeto culminará com a apresentação de uma compilação de receitas, dicas e boas práticas partilhadas ao longo das várias sessões, disponibilizando à comunidade um recurso útil para a promoção de hábitos alimentares mais sustentáveis e para a redução do desperdício alimentar.

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Em Loulé, este sábado «Bora lá ao parque!»

5 June 2026 at 18:38

O Parque Municipal de Loulé recebe este sábado, dia 6, entre as 10 e as 17h00, mais uma edição do “Bora Lá ao Parque”.

Numa iniciativa do Município de Loulé, e com a forte participação de parceiros locais, o evento, de entrada livre, oferece dezenas de atividades gratuitas, incluindo cultura, desporto, oficinas e jogos ao ar livre para toda a família, sessões dedicadas à saúde e bem-estar ou ao ambiente, e muita animação, em vários pontos daquele que é o “pulmão verde” da cidade.

O presidente da Câmara Telmo Pinto fará a abertura do evento, no Anfiteatro António Aleixo, pelas 10h00.

A partir daí, as propostas são muitas, promovidas por dezenas de associações locais, instituições desportivas, recreativas e culturais, forças de segurança e projetos sociais, num programa dinâmico e bastante diversificado.

A organização desafia ainda os residentes e visitantes a trazerem a sua lancheira para aproveitarem os espaços verdes do Parque, num “Piquenique em Família”, entre as 12h00 e as 14h00.

«Este será um dia em que o Parque Municipal de Loulé volta a transformar-se no grande ponto de encontro comunitário e intergeracional e espaço de partilha de saberes entre grupos de pessoas de diferentes faixas etárias», salienta a Câmara de Loulé.

Esta iniciativa, assente nos princípios da Carta das Cidade Educadoras, tem a chancela do “Loulé Cidade Educadora” e do programa “Bora Lá… Brincar!”, promovendo o direito ao brincar e o convívio entre pessoas de diferentes idades.

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Faro: Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa ajuda jovens atletas a conciliar aulas e desporto

5 June 2026 at 13:06

O Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, de Faro, integra a rede do programa nacional UAARE – Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola, que se destina a ajudar a «conciliar uma carreira desportiva exigente com o percurso académico», algo que continua a ser «um dos maiores desafios enfrentados por muitos jovens atletas».

Foi para responder a esta realidade que foi criado o programa nacional UAARE – Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola –, uma iniciativa da Direção-Geral da Educação que procura garantir que os alunos possam desenvolver o seu potencial desportivo sem comprometer o sucesso escolar.

O modelo assenta numa articulação entre escolas, famílias, federações e clubes, permitindo criar condições para que os alunos-atletas consigam gerir as exigências dos treinos, estágios e competições em simultâneo com as responsabilidades académicas.

Através de planos pedagógicos individualizados, apoio ao estudo e acompanhamento próximo, o programa promove aquilo que é conhecido como uma “dupla carreira”: formar atletas de excelência sem deixar para trás a formação escolar.

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Em Faro, esta missão é desenvolvida pelo Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, através da sua integração na Rede Nacional UAARE.

O projeto da AEPROSA tem vindo, segundo este Agrupamento, «a criar respostas adaptadas às necessidades dos alunos-atletas, assegurando mecanismos de acompanhamento que facilitam a recuperação de aprendizagens, a gestão das ausências por motivos competitivos e a articulação entre todos os intervenientes do processo educativo e desportivo».

A intervenção da AEPROSA vai além da componente académica. O programa contempla igualmente áreas relacionadas com a saúde, o bem-estar psicológico e o desenvolvimento pessoal dos alunos, reconhecendo que o rendimento desportivo e o sucesso escolar dependem de um acompanhamento global e equilibrado.

Num contexto em que cada vez mais jovens procuram conciliar objetivos desportivos ambiciosos com uma formação sólida, a existência de estruturas como a UAARE assume um papel determinante.

«O projeto desenvolvido em Faro demonstra que é possível criar um ambiente educativo flexível, capaz de responder às exigências do alto rendimento sem abdicar da qualidade das aprendizagens», acrescenta a AEPROSA.

Mais do que apoiar atletas, a UAARE contribui para formar jovens preparados para enfrentar desafios, gerir responsabilidades e construir percursos de sucesso dentro e fora das competições.

«Em Faro, a AEPROSA continua a afirmar-se como um exemplo dessa visão, integrando uma rede nacional que coloca a educação e o desporto a trabalhar em conjunto pelo futuro dos seus alunos», conclui aquele agrupamento.

Para mais informações, deve contactar-se com a professora Joana Ferreira, pessoalmente, no Gabinete UAARE: Sala SEAM (ao lado da Biblioteca), ou através do email uaare@aeprosa.pt

Clique aqui para ver o folheto informativo (PDF).

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Federação sindical diz que greve do pessoal não docente ronda os 50%

5 June 2026 at 09:19

A adesão à greve do pessoal não docente da Educação ronda, «neste momento», os 50%, sobretudo em estabelecimentos de ensino de Lisboa, Porto e Aveiro, disse à Lusa o dirigente da estrutura sindical que decretou a paralisação.

Mário Rui Cunha, dirigente da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESINAP), afirmou que “ainda é cedo” para apurar números definitivos, mas adiantou ter indicações de que a adesão é de 50%.

O dirigente da FESINAP criticou o que disse ser «intransigência» do Ministério da Educação no que diz respeito às reivindicações do pessoal não docente.

«Estamos a preparar, dependendo da adesão que se venha a verificar hoje, novas greves setoriais, quer nas Instituições Públicas de Solidariedade Social (IPSS) quer em outros estabelecimentos de ensino», acrescentou Mário Rui Cunha.

A FESINAP representa os profissionais que exercem atividade no setor da educação e formação profissional que trabalham por conta de outrem, em qualquer estabelecimento dos setores público, privado, social e cooperativo.

Tal inclui o trabalho em creches, ensino pré-escolar, básico, secundário, superior, IPSS, Misericórdias, no continente e nas regiões autónomas.

Para a FESINAP, foram «gravosas» as alterações que constam da proposta de lei denominada “Trabalho XXI” aprovada em Conselho de Ministros no passado dia 14 de maio.

Segundo a federação sindical, o Governo pretende, entre outras propostas, limitar e condicionar o direito à greve dos trabalhadores não docentes, designadamente na obrigatoriedade da prestação de serviços mínimos, por alteração do artigo 537.º do Código do Trabalho.

Por outro lado, a federação sindical indicou que o Governo não mostrou abertura para a reposição da carreira de Auxiliar de Ação Educativa e frisou que os trabalhadores não docentes que exercem funções em Unidades de Ensino Especializado devem auferir Suplemento de Penosidade.

A FESINAP declarou também que os trabalhadores não docentes devem ser integrados numa tabela remuneratória que tenha em conta a especificidade e o desgaste da profissão, e que «se impõe» a recuperação da carreira de Auxiliar de Ação Educativa da Rede Pública.

Entre as reivindicações, a federação sindical independente considera que a estrutura que representa os trabalhadores não deve ser excluída da negociação coletiva e setorial com o Governo.

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TFP | Literacia Energética nas escolas do Algarve

4 June 2026 at 22:40

A Teach For Portugal (TFP) e a Fundação EDP promovem workshops de Literacia Energética em escolas do Algarve, com o objetivo de sensibilizar os alunos para o uso responsável da energia. Ao longo deste ano, os workshops decorreram em 7 Agrupamentos de Escolas da região, sendo cada sessão adaptada às necessidades e ao contexto dos […]

Há 30 anos que este Tapete Mágico voa pelo teatro em Faro

4 June 2026 at 16:00

O livro sobre o Clube de Teatro Tapete Mágico, do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa (Faro), foi apresentado na FNAC do Forum Algarve.

Esta obra, que marca os 30 anos de trabalho ininterrupto, foi apresentado por uma das suas fundadoras, Lúcia Vicente que partilhou a vontade férrea que a levou a exigir à então comissão instaladora da Escola Pinheiro e Rosa a criação de um Clube de Teatro.

Francisco Soares, diretor do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, salientou a importância do Teatro, e das Artes em geral, na construção dos homens e das mulheres do futuro.

Paulo Cunha, na qualidade de editor do livro Espreitar para Debaixo do Tapete, realçou a importância da parceria estabelecida entre o Agrupamento Pinheiro e Rosa e a Associação Cultural Música XXI, pela oportunidade de partilha entre os jovens alunos do Clube de Teatro e os artistas associados à Música XXI.

Por fim, João Tiago Neto, que foi também fundador do Clube de Teatro e compôs temas musicais para um dos espectáculos, interpretou três músicas da sua autoria.

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Algarve teve «boa adesão» à Greve Geral

3 June 2026 at 16:02

O Algarve voltou a ter, tal como em Dezembro, uma «boa adesão» à Greve Geral que se vive esta quarta-feira, 3 de Junho, com constrangimentos no Aeroporto de Faro, nos comboios, escolas fechadas e hospitais em serviços mínimos.

Em declarações ao Sul Informação, Catarina Marques, coordenadora da União dos Sindicatos do Algarve, afeta à CGTP, considerou que a região deu, uma vez mais, uma «resposta» ao pacote laboral do Governo.

Um dos setores mais afetados foi o da educação, com várias escolas fechadas, como a E.B 2,3 D. Afonso III (Faro), a Neves Júnior (Faro) e a Secundária Laura Ayres (Quarteira).

Na saúde, apenas se cumpriram os serviços mínimos em Faro e Portimão e houve um dado novo: «a adesão, em cerca de 30%, do setor privado», segundo Catarina Marques.

Os comboios também apenas fizeram os serviços mínimos e, na rede de autocarros, houve uma adesão de cerca de 50%. No Aeroporto de Faro, registaram-se cerca de 40 voos cancelados.

Nas autarquias locais, o serviço de recolha do lixo, em Silves, aderiu a 100% e há também boas percentagens em Olhão ou Vila Real de Santo António. Os Centros de Emprego de Olhão, Silves, Portimão e Loulé estiveram encerrados.

Além disso, houve duas praças de greve, em Faro e Portimão, que juntaram cerca de 300 pessoas, no total.

Fotos: Luz Venceslau | Sul Informação

Nota: Luz Venceslau é aluna finalista do curso de Fotografia Profissional 24|26 da ETIC_Algarve – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve e está a fazer o seu estágio curricular no Sul Informação

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Assembleia Municipal da criança dá voz e aproxima alunos de Loulé da política local

3 June 2026 at 12:27

Foi a “voz do poupar” da Mariana, a “voz do cuidar dos outros” do Ivan, a “voz radical e criativa” do Lourenço ou a “voz do cuidar dos animais” da Eva, entre outras vozes, que se ouviram na manhã desta terça-feira, na sala da Assembleia Municipal de Loulé.

Depois do secundário e dos 2º e 3º ciclos de ensino, foi a vez dos alunos do 1º ciclo de várias escolas do concelho de Loulé participaram numa Assembleia Municipal especial, desta vez dedicada às crianças.

A iniciativa, dinamizada pela MyPolis, envolveu meninas e meninos de turmas do 3º ano de cinco escolas. No papel de “deputados”, mas numa sessão menos formal do que as anteriores, este foi um espaço de encontro e diálogo, no qual as crianças tiveram a oportunidade de partilhar as suas ideias, preocupações e desejos para o seu concelho, bem como questionar os governantes sobre temas do seu interesse.

O plenário começou com o momento “Conhecer quem nos representa”, em que cada turma se dirigiu aos representantes políticos, colocando questões mais pessoais sobre a sua infância, os seus gostos e também o exercício das suas funções. 0

O presidente da Assembleia, Silvério Guerreiro, contou que, durante a sua infância, brincava na rua, ao berlinde e à carica, numa época muito diferente dos dias de hoje. Nos seus tempos livres, tanto se sente bem a nadar na Praia de Quarteira, como a percorrer os serros à volta de Loulé ou, mais no interior, na Rocha da Pena, em Salir.

Em menino, Telmo Pinto, presidente da Câmara de Loulé, sonhava ser jogador de futebol, foi um aluno que “marrou muito” para se licenciar em Engenharia Civil, e que hoje considera que o super-herói que mais se identifica com a sua personalidade é o “Flash”, pela rapidez com que deseja trabalhar para responder às necessidades dos louletanos.

Na escola, numa aldeia minhota, a vereadora da Educação, Maria Esteves, era uma criança que, de um modo geral, se portava bem mas, como consequência de uma ou outra peripécia, não se livrou de umas reguadas na mão. Queria ser professora primária, mas foi no ensino da Filosofia que viria a desenvolver a sua atividade profissional.

Já o sonho de menino do vice-presidente do Município, David Pimentel, era ser cientista e inventar coisas novas. Hoje, revela que os interesse são outros e, como responsável pela área financeira, assume o sentimento de proteção em relação ao “cofre da câmara” e ao rigor das contas.

Quando questionado sobre como chegou a vereador, Paulo Trindade respondeu às crianças: «Têm que perguntar isso ao presidente Telmo Pinto». Para este responsável por áreas como as obras municipais, urbanismo, salubridade ou espaços verdes, a calma e a paciência são essenciais para que as coisas sejam bem feitas, em prol da melhoria do concelho.

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Seguiu-se o momento “A Voz das Crianças”, em que os alunos tiveram a oportunidade de expor as suas ideias e propostas para o concelho.

A Escola Básica de Quarteira trouxe propostas nas áreas da educação, como o maior apoio em termos de transportes para visitas de estudo; na saúde, como a realização de sessões para as escolas com médicos, enfermeiros, psicólogos ou dentistas; mas também uma maior participação das crianças na tomada de decisões.

A EB Nº4 de Loulé, apresentou algumas ideias nas áreas do recreio, desporto e movimento, como a realização de aulas de trampolim incluídas no programa escolar, inspirados pelo talento do ginasta Gabriel Albuquerque.

Promover a segurança rodoviária, criar espaços para os idosos, apoiar os animais de rua, ou criar equipamentos em Almancil, como uma Escola Secundária ou Piscinas Municipais, em Almancil foram as ideias dos alunos da EB Cónego Dr. Clementino Brito.

A Escola das Benfarras apontou alguma carência de equipamentos pedagógicos e recursos digitais, mas também a necessidade de mais espaços verdes com sombras, e bebedouros, no recinto escolar.

Finalmente, a EB Dnª Francisca de Aragão de Quarteira apelou à realização de ações para limpeza nas praias, mas também à importância de torná-las acessíveis para todos, apostando em equipamentos que permitam que pessoas com mobilidade reduzida possam usufruir plenamente dos espaços balneares.

Como explicou o presidente da Assembleia, esta iniciativa encerra uma «trilogia de sessões jovens», realizada em 2026.

«No próximo ano, tentaremos ir mais longe, quiçá passar para uma tetralogia e chegar a uma Assembleia dedicada ao pré-escolar», adiantou Silvério Guerreiro.

Integrada na comemoração do Dia Internacional da Criança, a sessão reiterou, de acordo com a autarquia louletana, «a aposta clara da construção de uma sociedade que inclui os jovens e as crianças nos processos de decisão, colocando-os em contacto com a democracia local».

«Podem sonhar com aquilo que quiserem! E é aqui, nesta casa, que podem concretizar muitos dos vossos sonhos, pois é aqui que estão as pessoas que podem resolver muitos dos problemas que encontram na rua», disse Telmo Pinto.

«Hoje estou eu aqui, amanhã qualquer um de vocês pode ser presidente da Câmara, mas o futuro exige dedicação e esforço», acrescentou o autarca.

No encerramento da sessão, também Silvério Guerreiro deixou palavras de incentivo a estes alunos: «Sonhem, com a confiança e sem receio de errar. Os adultos assumem também aqui o compromisso de estarem cá para os suportar, pois é pelo sonho que a humanidade chegou até aqui e todos serão os beneficiários dos vossos sonhos».

Promovida nas escolas por Rita Santos Fernandes, da Mypolis, esta Assembleia marca o início de um projeto que inclui sessões em todos os municípios algarvios e que culminará, em Julho de 2027, com uma grande Assembleia com representantes dos 16 municípios.

A MyPolis é uma organização de impacto social que promove a participação, envolvimento e colaboração de crianças e jovens. Atualmente, está presente em 30 localidades portuguesas, sete países da União Europeia e em Moçambique e Cabo Verde.

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Moura alarga prazo de inscrições para Ação Social Escolar

3 June 2026 at 11:24

O Município de Moura alargou, até 12 de Junho, o período das novas inscrições ou de renovação para os apoios da Ação Social Escolar – refeições, material escolar e AAAF’s para o próximo ano letivo.

Dos apoios de Ação Social Escolar fazem parte o serviço das refeições (almoços, no 1.º ciclo), o subsídio para material escolar e as Atividades de Animação e Apoio à Família no pré-escolar.

No ato da candidatura, que pode ser online, através do site do Município, ou presencial, na Divisão de Educação, Habitação e Desenvolvimento Social, os encarregados de educação deverão apresentar o impresso (disponível online ou na Câmara de Moura ou na DEHDS), devidamente preenchido e assinado pelo encarregado de educação.

Além disso, é preciso o documento comprovativo do posicionamento nos escalões de atribuição de abono de família, emitido pelo serviço competente da Segurança Social ou, quando se trate de trabalhadores da Administração Pública, pelo serviço processador; documento comprovativo de residência e composição do agregado familiar.

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