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Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola

Logo Agência Brasil

Na festa junina da escola na última semana, Lúcio, de 4 anos, se divertia, mas, em um momento seguinte, passou a reclamar do barulho da música. Por isso, resolveu não ficar mais no meio da roda. 

“As professoras respeitaram. Ficaram ao lado e seguraram a mão dele. Depois, ele voltou e continuou. Eu achei tão bonito”, diz a mãe, a esteticista Rosângela Cardoso, de 50 anos. Lúcio tem diagnóstico de transtorno do espectro autista. Ele frequenta o jardim de infância de uma escola pública no Distrito Federal. 

Notícias relacionadas:

O menino tem esse diagnóstico assim como o irmão dele, João, de 11 anos.  Ambos gostam muito de ir para a escola. Rosângela entende que a cena na festa junina simboliza o que ela quer no ambiente escolar para os meninos: respeito e inclusão. Esses temas estão no centro das preocupações em dias de visibilidade como hoje (18), Dia do Orgulho Autista.

Legislação

Respeito e inclusão não são favores prestados por uma escola, seja pública ou privada, em qualquer nível educacional. Trata-se de obrigação prevista na legislação brasileira, conforme explica a advogada  Adriana Monteiro, de 50 anos. Ela é especializada na defesa de pessoas com deficiência.

Brasília (DF), 18/06/2026 – Advogada Adriana Monteiro com os filhos. Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Adriana Monteiro/Arquivo pessoal Brasília (DF), 18/06/2026 – Advogada Adriana Monteiro com os filhos. Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Adriana Monteiro/Arquivo pessoal
A advogada Adriana Monteiro, com os filhos, diz que respeito e inclusão são obrigações previstas na legislação - Foto Adriana Monteiro/Arquivo pessoal

Nem sempre essa foi a área de atenção dela. A advogada era especialista na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica. Trocou, há duas décadas, de abnegação por uma missão de vida depois que os dois filhos (ambos hoje adultos, uma de 25 e o outro de 23) foram diagnosticados com autismo. 

“Eu descobri o quanto era difícil conseguir qualquer direito para uma pessoa com deficiência. E acabei migrando de área”, recorda. Ficou abismada depois que escolas em Brasília recusaram a matrícula da filha. Sentiu a dor do filho experimentar o bullying no lugar que deveria ser um ambiente de proteção. 

Para a advogada, o Brasil tem excelente legislação voltada para a inclusão de pessoas com deficiência.

“Acompanhamos de perto o nascer da Lei Brasileira de Inclusão, publicada em 2015. É robusta, mas ainda há ignorância sobre ela”, afirma. 

Além dessa legislação, a Lei Berenice Piana instituiu, na prática, uma política nacional de proteção dos direitos da pessoa com autismo e garantiu direitos ao considerar o transtorno uma “deficiência persistente”. 

Direito de exigir

A advogada Adriana Monteiro defende que as famílias precisam saber que têm o direito de exigir que a escola se comporte como uma rede de proteção.

 “As famílias têm o direito de cobrar que a criança tenha materiais, provas e avaliações adaptadas. Tudo precisa ser adaptado à forma de aprendizado que vai trazer maiores frutos pedagógicos”, explica.

Segundo ela, a escola tem a obrigação de fornecer material pedagógico, aulas adaptadas e profissionais, inclusive além do professor, para que as crianças possam contar dentro de sala de aula. “Tanto de mediação ou apoio para alimentação, ir ao banheiro e todo suporte emocional que essa criança precisa ter”. 

Adriana acrescentou que pessoas com autismo podem se desregular dentro de sala de aula e cometem atos que, às vezes, podem ser entendidos como atitudes que precisam ser repreendidas. “Mas há escolas que não fazem o dever de casa de saber como evitar as crises e de como preveni-las”.

Por isso, se torna importante que a unidade de ensino garanta a contratação de profissional que atue de forma individualizada com essa criança. “Todos nós, enquanto sociedade, somos responsáveis, por aquilo que acontece com essa pessoa, que é vulnerável”. Por isso, os custos devem ser divididos pela comunidade escolar. 

Outro direito é que nenhuma escola, pública ou privada, pode negar a matrícula a uma criança com deficiência, inclusive autismo, conforme está previsto no artigo 8º da Lei Brasileira de Inclusão. “A escola também não pode suspender, expulsar ou tomar medidas de não inclusão em razão da deficiência”, afirma a advogada. 

Espaços de denúncia

As queixas de eventuais violações podem ser denunciadas em uma delegacia de polícia, na Defensoria Pública ou no Ministério Público. Na história da família dela e de outras pessoas ouvidas pela Agência Brasil, foi comum a ocorrência de, depois que é identificado que o aluno a ser matriculado tem o espectro autista, a vaga “some”.

“A família não é obrigada a dar essa informação para a escola no ato da matrícula. Pode deixar para falar sobre isso depois que o aluno estiver matriculado”.

Também inspirada pela experiência em casa com o Pedro, hoje com 18 anos, a professora de química Joanna de Paoli se transformou em ativista e pesquisadora dos direitos da pessoa com autismo. Ela passou a capacitar professores para promoverem inclusão. “O que eu percebo é como a infraestrutura e a parte material de formação ainda seguem não condizentes com as necessidades com as realidades desses alunos”. 

A escola, um espaço público de direito de todos, ainda não traz, segundo ela, as condições de acesso para todos. “Os alunos que já estão na escola regular, ainda não têm as suas necessidades atendidas. Então, falta suporte”. 

Brasília (DF), 18/06/2026 –  Joanna de Paoli e o filho PedroDia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Joanna de Paoli/Arquivo pessoal Brasília (DF), 18/06/2026 –  Joanna de Paoli e o filho PedroDia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Joanna de Paoli/Arquivo pessoal
Joanna de Paoli, com o filho Pedro, diz que escola ainda não traz condições de acesso para todos - Foto Joanna de Paoli/Arquivo pessoal

Segundo o que ela percebe e pesquisa, um desafio é que muitos alunos não alfabetizados ou com deficiência intelectual estão com dificuldades de serem incluídos nos anos finais da educação básica.

Adriana lembra que há carência de pedagogos alfabetizadores com especificidade nessas particularidades do desenvolvimento. “Como que eu vou incluir numa aula de física, de química, de biologia, um aluno que sequer está alfabetizado?”. Ela lamenta que a maior responsabilidade está nas costas dos professores, mas entende que falta a participação do Estado para formar equipes que realmente consigam atender a essas necessidades. Pior: há falta de continuidade nos trabalhos nas unidades públicas com a contratação de mais professores temporários e menos concursos, lamenta a professora Joanna de Paoli.

Depois da decepção

A administradora Patrícia Bonetti tem duas filhas com autismo (uma de 20 e outra de oito anos) e experimentou a decepção de ouvir da direção de uma escola privada em Brasília que a mais nova estava convidada a se retirar da unidade. “Ela falou que um colégio maior seria melhor para a Bianca a fim de poder correr mais. Eu já tinha feito a matrícula e comprado material escolar”. 

Ela também experimentou negativas. A mais velha chegou ao ensino superior e cursa relações internacionais. Segundo apontam as pesquisadoras no tema, as faculdades também devem prover os recursos de inclusão, como são obrigadas as escolas em qualquer nível. “A faculdade dela é um lugar muito acolhedor e ela está adorando”.

Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola

Logo Agência Brasil

Na festa junina da escola na última semana, Lúcio, de 4 anos, se divertia, mas, em um momento seguinte, passou a reclamar do barulho da música. Por isso, resolveu não ficar mais no meio da roda. 

“As professoras respeitaram. Ficaram ao lado e seguraram a mão dele. Depois, ele voltou e continuou. Eu achei tão bonito”, diz a mãe, a esteticista Rosângela Cardoso, de 50 anos. Lúcio tem diagnóstico de transtorno do espectro autista. Ele frequenta o jardim de infância de uma escola pública no Distrito Federal. 

Notícias relacionadas:

O menino tem esse diagnóstico assim como o irmão dele, João, de 11 anos.  Ambos gostam muito de ir para a escola. Rosângela entende que a cena na festa junina simboliza o que ela quer no ambiente escolar para os meninos: respeito e inclusão. Esses temas estão no centro das preocupações em dias de visibilidade como hoje (18), Dia do Orgulho Autista.

Legislação

Respeito e inclusão não são favores prestados por uma escola, seja pública ou privada, em qualquer nível educacional. Trata-se de obrigação prevista na legislação brasileira, conforme explica a advogada  Adriana Monteiro, de 50 anos. Ela é especializada na defesa de pessoas com deficiência.

Brasília (DF), 18/06/2026 – Advogada Adriana Monteiro com os filhos. Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Adriana Monteiro/Arquivo pessoal Brasília (DF), 18/06/2026 – Advogada Adriana Monteiro com os filhos. Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Adriana Monteiro/Arquivo pessoal
A advogada Adriana Monteiro, com os filhos, diz que respeito e inclusão são obrigações previstas na legislação - Foto Adriana Monteiro/Arquivo pessoal

Nem sempre essa foi a área de atenção dela. A advogada era especialista na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica. Trocou, há duas décadas, de abnegação por uma missão de vida depois que os dois filhos (ambos hoje adultos, uma de 25 e o outro de 23) foram diagnosticados com autismo. 

“Eu descobri o quanto era difícil conseguir qualquer direito para uma pessoa com deficiência. E acabei migrando de área”, recorda. Ficou abismada depois que escolas em Brasília recusaram a matrícula da filha. Sentiu a dor do filho experimentar o bullying no lugar que deveria ser um ambiente de proteção. 

Para a advogada, o Brasil tem excelente legislação voltada para a inclusão de pessoas com deficiência.

“Acompanhamos de perto o nascer da Lei Brasileira de Inclusão, publicada em 2015. É robusta, mas ainda há ignorância sobre ela”, afirma. 

Além dessa legislação, a Lei Berenice Piana instituiu, na prática, uma política nacional de proteção dos direitos da pessoa com autismo e garantiu direitos ao considerar o transtorno uma “deficiência persistente”. 

Direito de exigir

A advogada Adriana Monteiro defende que as famílias precisam saber que têm o direito de exigir que a escola se comporte como uma rede de proteção.

 “As famílias têm o direito de cobrar que a criança tenha materiais, provas e avaliações adaptadas. Tudo precisa ser adaptado à forma de aprendizado que vai trazer maiores frutos pedagógicos”, explica.

Segundo ela, a escola tem a obrigação de fornecer material pedagógico, aulas adaptadas e profissionais, inclusive além do professor, para que as crianças possam contar dentro de sala de aula. “Tanto de mediação ou apoio para alimentação, ir ao banheiro e todo suporte emocional que essa criança precisa ter”. 

Adriana acrescentou que pessoas com autismo podem se desregular dentro de sala de aula e cometem atos que, às vezes, podem ser entendidos como atitudes que precisam ser repreendidas. “Mas há escolas que não fazem o dever de casa de saber como evitar as crises e de como preveni-las”.

Por isso, se torna importante que a unidade de ensino garanta a contratação de profissional que atue de forma individualizada com essa criança. “Todos nós, enquanto sociedade, somos responsáveis, por aquilo que acontece com essa pessoa, que é vulnerável”. Por isso, os custos devem ser divididos pela comunidade escolar. 

Outro direito é que nenhuma escola, pública ou privada, pode negar a matrícula a uma criança com deficiência, inclusive autismo, conforme está previsto no artigo 8º da Lei Brasileira de Inclusão. “A escola também não pode suspender, expulsar ou tomar medidas de não inclusão em razão da deficiência”, afirma a advogada. 

Espaços de denúncia

As queixas de eventuais violações podem ser denunciadas em uma delegacia de polícia, na Defensoria Pública ou no Ministério Público. Na história da família dela e de outras pessoas ouvidas pela Agência Brasil, foi comum a ocorrência de, depois que é identificado que o aluno a ser matriculado tem o espectro autista, a vaga “some”.

“A família não é obrigada a dar essa informação para a escola no ato da matrícula. Pode deixar para falar sobre isso depois que o aluno estiver matriculado”.

Também inspirada pela experiência em casa com o Pedro, hoje com 18 anos, a professora de química Joanna de Paoli se transformou em ativista e pesquisadora dos direitos da pessoa com autismo. Ela passou a capacitar professores para promoverem inclusão. “O que eu percebo é como a infraestrutura e a parte material de formação ainda seguem não condizentes com as necessidades com as realidades desses alunos”. 

A escola, um espaço público de direito de todos, ainda não traz, segundo ela, as condições de acesso para todos. “Os alunos que já estão na escola regular, ainda não têm as suas necessidades atendidas. Então, falta suporte”. 

Brasília (DF), 18/06/2026 –  Joanna de Paoli e o filho PedroDia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Joanna de Paoli/Arquivo pessoal Brasília (DF), 18/06/2026 –  Joanna de Paoli e o filho PedroDia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Joanna de Paoli/Arquivo pessoal
Joanna de Paoli, com o filho Pedro, diz que escola ainda não traz condições de acesso para todos - Foto Joanna de Paoli/Arquivo pessoal

Segundo o que ela percebe e pesquisa, um desafio é que muitos alunos não alfabetizados ou com deficiência intelectual estão com dificuldades de serem incluídos nos anos finais da educação básica.

Adriana lembra que há carência de pedagogos alfabetizadores com especificidade nessas particularidades do desenvolvimento. “Como que eu vou incluir numa aula de física, de química, de biologia, um aluno que sequer está alfabetizado?”. Ela lamenta que a maior responsabilidade está nas costas dos professores, mas entende que falta a participação do Estado para formar equipes que realmente consigam atender a essas necessidades. Pior: há falta de continuidade nos trabalhos nas unidades públicas com a contratação de mais professores temporários e menos concursos, lamenta a professora Joanna de Paoli.

Depois da decepção

A administradora Patrícia Bonetti tem duas filhas com autismo (uma de 20 e outra de oito anos) e experimentou a decepção de ouvir da direção de uma escola privada em Brasília que a mais nova estava convidada a se retirar da unidade. “Ela falou que um colégio maior seria melhor para a Bianca a fim de poder correr mais. Eu já tinha feito a matrícula e comprado material escolar”. 

Ela também experimentou negativas. A mais velha chegou ao ensino superior e cursa relações internacionais. Segundo apontam as pesquisadoras no tema, as faculdades também devem prover os recursos de inclusão, como são obrigadas as escolas em qualquer nível. “A faculdade dela é um lugar muito acolhedor e ela está adorando”.

Greve nas escolas não afeta exames nacionais

18 June 2026 at 11:52
Paralisação contesta o debate sobre o pacote laboral, que irá decorrer esta quinta-feira. Mas exames de Biologia e Geologia não serão comprometidos, garante sindicato.

© ETIENNE LAURENT/EPA

"Neste momento sabemos que a norte há bastantes escolas a fechar, mas ainda não temos dados completos. Mas mais do que escolas fechadas, achamos que a greve marca uma posição de contestação ao Governo"

Greve nas escolas não afeta exames nacionais

18 June 2026 at 11:52
Paralisação contesta o debate sobre o pacote laboral, que irá decorrer esta quinta-feira. Mas exames de Biologia e Geologia não serão comprometidos, garante sindicato.

© ETIENNE LAURENT/EPA

"Neste momento sabemos que a norte há bastantes escolas a fechar, mas ainda não temos dados completos. Mas mais do que escolas fechadas, achamos que a greve marca uma posição de contestação ao Governo"

Câmara de Lisboa aprova fim do desconto nas refeições a alunos sem escalão

17 June 2026 at 19:33

A Câmara de Lisboa (PSD/CDS-PP/IL) aprovou hoje a eliminação do desconto de 50% nas refeições a alunos não abrangidos por Ação Social Escolar (ASE), em vigor desde 2024, com os votos contra de toda a oposição.

Em reunião privada, o executivo municipal apreciou as medidas de ASE para o ano letivo 2026/2027, sob proposta do vereador da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves (IL), que exclui o atual desconto de 50% nas refeições escolares a crianças e jovens que não beneficiam de ASE (cerca de 60% dos alunos que frequentam as escolas públicas em Lisboa).

Além disso, a proposta mantém a comparticipação a 100% nas refeições escolares para alunos dos escalões A e B da ASE e com Necessidades de Saúde Especiais (NSE), bem como o desconto de 50% para alunos do escalão C da ASE.

A este propósito, a vereação do PCP propôs uma alteração ao documento de PSD/CDS-PP/IL para dar continuidade ao projeto “Há gosto – refeições escolares em agosto”, que esteve em vigor nos dois últimos anos letivos, tendo a mesma sido aprovada por unanimidade, informou à Lusa fonte oficial da autarquia.

Segundo o PCP, a cessação deste programa de disponibilização de refeições escolares durante o mês de agosto, tal como propunha a governação PSD/CDS-PP/IL, iria prejudicar “milhares de crianças”, em particular de famílias economicamente carenciadas.

Por proposta do BE, o executivo municipal aprovou o aumento, de 100 para 120 euros, do apoio para a aquisição de calculadoras, destinado a alunos a frequentar o 10.º ano de escolaridade pela primeira vez, abrangendo os estudantes enquadrados nos escalões A, B ou C e alunos NSE, quer frequentem cursos científico-humanísticos, quer tenham optado pelo ensino profissional ou artístico.

Apesar da viabilização deste apoio, o BE justificou o voto contra o documento da governação PSD/CDS-PP/IL com o chumbo da proposta de gratuitidade universal das refeições escolares, realçando “a redução significativa do número de crianças abrangidas, configurando um recuo nas políticas de apoio às famílias”.

Além das propostas de PCP e BE, foi aprovada uma outra alteração para estabelecer em 50% o valor a pagar pelas refeições escolares (pequeno-almoço, almoço e lanche) a todas as crianças do pré-escolar e alunos do ensino básico e secundário, desde que o agregado familiar “comprove, no ano anterior, um rendimento anual bruto igual ou inferior a duas vezes o valor anual do salário mediano bruto”, adiantou a governação PSD/CDS-PP/IL.

Numa declaração de voto escrita, a vereação do PS justificou a oposição à proposta do vereador da Educação por considerar que representa “um recuo injusto, incoerente e injustificado nas políticas de apoio às famílias e à escola pública em Lisboa”.

Para os socialistas, a opção da governação liderada pelo social-democrata Carlos Moedas é “politicamente incoerente”, uma vez que em 2025 afirmava que estas medidas representavam “um investimento direto nas condições de aprendizagem, na igualdade de oportunidades e no sucesso educativo de todos os alunos”.

“Um ano depois, a mesma medida passa a ser considerada, por Carlos Moedas, excessiva ou injusta. A única diferença relevante entre 2025 e 2026 é o calendário político, uma vez que em 2025 se realizaram eleições autárquicas”, expôs o PS, que defendeu a gratuitidade universal das refeições escolares, mas a proposta foi rejeitada.

Uma refeição nas escolas públicas ronda 1,50 euros, sem desconto, mas, em Lisboa, desde 2024, os mais de 30 mil alunos sem ASE pagam apenas metade, após a aprovação de uma proposta do PS na Câmara Municipal.

A medida foi renovada em 2025, novamente por proposta do PS, e também para 2026, desta vez por proposta da liderança de Carlos Moedas (PSD), apresentada em 2025.

Em resposta escrita à Lusa, o vereador da Educação afirmou que a proposta do executivo municipal para o próximo ano letivo se baseia “num pressuposto claro: apoiar quem realmente precisa, em função dos seus rendimentos, e não, como agora propõe o PS, usar os impostos dos lisboetas para subsidiar agregados com rendimentos de 100 mil euros por mês”.

Rodrigo Mello Gonçalves (IL) realçou ainda que Lisboa é, atualmente, o único município no país a comparticipar as refeições de todos os alunos, incluindo dos que não estão abrangidos pela ASE, e que com este corte “continua a ir muito além daquilo que é determinado pelo Estado, que apenas estipula apoios ao escalão A de 100% e ao escalão B de 50%”.

Fim do desconto nas refeições para maioria dos alunos

17 June 2026 at 18:12
A coligação PSD/CDS-PP/IL aprovou o corte do apoio que beneficiava mais de 30 mil estudantes sem Ação Social Escolar. PS acusa Moedas de incoerência.

© CARLOS BARROSO/LUSA

Rodrigo Mello Gonçalves realçou que Lisboa é o único município a comparticipar as refeições dos alunos

Fim do desconto nas refeições para maioria dos alunos

17 June 2026 at 18:12
A coligação PSD/CDS-PP/IL aprovou o corte do apoio que beneficiava mais de 30 mil estudantes sem Ação Social Escolar. PS acusa Moedas de incoerência.

© CARLOS BARROSO/LUSA

Rodrigo Mello Gonçalves realçou que Lisboa é o único município a comparticipar as refeições dos alunos

Sentença de jovem acusado de instigar massacres adiada

17 June 2026 at 17:33
A leitura do acórdão que estava marcada para quarta-feira foi adiada devido à comunicação à defesa de uma alteração não substancial dos factos da acusação do Ministério Público (MP).

© PA Images via Getty Images

Segundo o MP, o arguido terá ainda planeado o homicídio de um sem-abrigo em São Paulo

Sentença de jovem acusado de instigar massacres adiada

17 June 2026 at 17:33
A leitura do acórdão que estava marcada para quarta-feira foi adiada devido à comunicação à defesa de uma alteração não substancial dos factos da acusação do Ministério Público (MP).

© PA Images via Getty Images

Segundo o MP, o arguido terá ainda planeado o homicídio de um sem-abrigo em São Paulo

Milhares na rua para ver Marchas de Santo António

17 June 2026 at 15:37

VTM

Este ano, participaram 21 marchas, representando 19 das 20 freguesias do concelho e dois agrupamentos escolares.

Durante várias horas, a principal avenida da cidade transformou-se num palco ao ar livre, onde marchantes de todas as idades apresentaram coreografias, músicas e trajes preparados ao longo de vários meses.

Os mais novos abriram caminho, com os alunos dos Agrupamentos de Escolas Morgado Mateus e Diogo Cão a conquistarem os primeiros aplausos da noite e a mostrarem que a tradição está a ser transmitida às novas gerações.

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Portimão tem novo centro para testes de inglês certificados

17 June 2026 at 15:04

Portimão tem, já a partir de dia 26 de Junho, um novo centro para reforçar oferta de certificação internacional de inglês no Algarve, anunciou o British Council.

A partir deste mês de Junho, os candidatos poderão realizar o exame em sessões regulares noCLCC – Centro de Línguas, Cultura e Comunicação, localizado na Rua D. Maria Luísa 122, junto à estação de comboios da cidade.

As primeiras datas já confirmadas são 26 de Junho, 11 de Julho, 23 de Outubro e 20 de Novembro.

Com esta abertura, o British Council continua a expandir a sua rede de centros IELTS em Portugal, que conta atualmente com sessões regulares também no Porto, Coimbra, Lisboa, Almancil e Funchal, aproximando o exame dos candidatos em diferentes regiões do país.

O IELTS (International English Language Testing System) é aceite por mais de 12 mil instituições num conjunto superior a 140 países, incluindo universidades, entidades de imigração e empresas internacionais, sendo que todas as autoridades a exigir um teste de língua inglesa aceitam o IELTS. Em Portugal, desempenha um papel essencial para estudantes e profissionais que pretendem integrar programas académicos lecionados em inglês ou candidatar-se a oportunidades internacionais.

A certificação IELTS assume também uma importância crescente no contexto de programas de mobilidade académica, como o Erasmus+, em especial após o anúncio oficial de que o Reino Unido vai aderir ao programa a partir de 1 de Janeiro de 2027, sendo o IELTS reconhecido por todas as universidades britânicas como comprovativo de proficiência em inglês.

A abertura do novo centro em Portimão resulta da parceria entre o British Council e o CLCC – Centro de Línguas, Cultura e Comunicação.

«A abertura do novo centro IELTS em Portimão representa mais um passo no compromisso do British Council em tornar esta certificação internacional mais acessível em diferentes regiões do país. Através da parceria com o CLCC, conseguimos disponibilizar sessões regulares no Algarve, uma região também marcada pelo turismo em que tantas pessoas necessitam de uma certificação em inglês, permitindo que estudantes e profissionais possam realizar o exame num espaço de elevada qualidade», afirma Tim Perry, Diretor dos Exames no British Council Portugal.

As inscrições para o IELTS são realizadas exclusivamente online no website do British Council, onde os candidatos podem consultar todas as datas disponíveis, modalidades e informações práticas.

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Colégio Moderno de S. José adere ao Programa Eco-Escolas

17 June 2026 at 11:23

VTM

O momento ficou marcado por uma atividade lúdica, onde as crianças criaram um hino escolar dedicado ao tema e dinamizaram o mesmo, na presença do corpo docente e do presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios. A adesão a este projeto,permitiu ao Colégio de São José a atribuição da Bandeira Verde.

A professora Sofia Cecílio é a coordenadora do Projeto Eco-Escolas e explica que de ano para ano, há uma maior envolvência. Este ano, participaram no projeto “Recreio: Muros com Vida”, numa tentativa de dar uma nova vida aos espaços de recreio, ocupando o tempo livre das crianças de uma forma divertida e dando-lhes a conhecer jogos tradicionais.

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Comissão da Câmara deve votar projeto que autoriza CNH a partir de 16 anos

17 June 2026 at 08:01

A comissão especial da Câmara dos Deputados que debate mudanças no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) deve votar, nesta quarta-feira (17), o projeto de lei que propõe que jovens de 16 anos tenham permissão para dirigir. A sessão está marcada para começar às 14h. Se aprovada, a proposta seguirá para análise do plenário da Casa,

O texto, apresentado em 2014, tem como relator o deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). O parecer determina que jovens com mais de 16 anos poderão dirigir somente em vias urbanas entre 5h e meia-noite. Para automóveis, a condução deverá ser feita com acompanhamento e supervisão de um motorista maior de idade, habilitado há pelo menos dois anos. No caso das motocicletas e motonetas, a autorização seria limitada a modelos de até 150 cm³.

O texto também determina a criação do Programa Emergencial de Apoio Financeiro às Escolas de Trânsito para ajudar a mitigar os impactos das mudanças na formação dos condutores que foram implementadas nos últimos anos. De acordo com o relator, isso tem afetado o funcionamento dos CFC (Centros de Formação de Condutores), as antigas autoescolas.

O programa daria apoio de R$ 1.000 mensais por instrutor de trânsito para escolas registradas nos órgãos de trânsito.

Outro destaque do relatório é a inclusão de regras voltadas à circulação de veículos autônomos e semiautônomos. Esses carros são capazes de dirigir de forma autônoma. O recurso hoje é proibido no Brasil. De acordo com o relator, atualmente existe uma lacuna regulatória envolvendo tecnologias emergentes, incluindo veículos autônomos, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual.

Uma outra mudança proposta pelo projeto é a fixação da carga horária mínima de aulas práticas diretamente no CTB. O texto eleva a exigência para cinco horas-aula, substituindo o modelo atual definido por regulamentação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

O parecer ainda prevê a possibilidade de que aulas práticas e exames sejam realizados em escolas de trânsito credenciadas, desde que existam mecanismos de auditoria e controle.

Também é proposta a coexistência entre centros de formação e instrutores autônomos, desde que sejam cumpridos requisitos de segurança, como veículos equipados com duplo comando e monitoramento das atividades. Essas medidas atendem pleitos dos donos de autoescolas.

O relator ainda sugere mudanças sobre a avaliação psicológica, que passaria a ser exigida em todas as renovações da CNH, e não apenas na primeira habilitação ou em situações específicas, como ocorre atualmente.

Estádio Municipal de Olhão recebe 700 alunos nos XVII Jogos de Quelfes

15 June 2026 at 16:13

Os XVII Jogos de Quelfes – ATLIMA, palavra que, em grego, significa desporto, vão contar com cerca de 700 alunos do 1º ciclo do ensino básico, no dia 18 de Junho, no Estádio Municipal de Olhão.

O recinto «vai transformar-se num autêntico parque de diversões desportivo» para acolher mais uma edição deste evento, que tem uma regra de ouro clara: «não há competição, apenas partilha e muita diversão».

Estudantes de 32 turmas, vindos de vários concelhos, entre Ayamonte e Lagos, vão reunir-se para «mais um dia inesquecível baseado nos valores do olimpismo», refere a organização.

Andebol, atletismo, basquetebol, ciclismo, futebol, golfe, lenço grego e râguebi são as modalidades da edição deste ano do projeto, que une Estado, autarquias, movimento associativo e escolas.

Sul Informação

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Escola Básica de Marim venceu prémio para o melhor projeto de educação olímpica

15 June 2026 at 15:13

Os alunos da Escola Básica de Marim foram recebidos esta semana no Salão Nobre da Câmara Municipal de Olhão, numa cerimónia que assinalou a conquista de importantes distinções ligadas aos Jogos de Quelfes, projeto de educação olímpica sediado naquela escola. 

A turma do 3.º/4.º BM recebeu o Troféu Turma Olímpica, atribuído pela Academia Olímpica de Portugal, após vencer o Desafio dos Deuses dos Jogos de Quelfes entre 24 turmas finalistas de todo o país, entre as quais se encontrava também uma turma da Escola de Brancanes, igualmente do concelho de Olhão.

A sessão serviu ainda para celebrar a atribuição aos Jogos de Quelfes do prémio de Melhor Projeto de Educação Olímpica do Mundo, distinção concedida pela Academia Olímpica Internacional, que reconhece a excelência do trabalho desenvolvido na promoção dos valores olímpicos.

Durante a receção, o presidente da Câmara Ricardo Calé destacou a importância da distinção alcançada pelo projeto que nasceu precisamente na Escola de Marim e que, este ano, foi considerado o melhor programa de educação olímpica a nível mundial.

Perante alunos, professores, encarregados de educação e representantes de associações parceiras que constituem o consórcio dos Jogos de Quelfes, o autarca sublinhou que a conquista representa um motivo de orgulho para a escola, para o concelho e para o país.

“Portugal foi representado pelos Jogos de Quelfes e venceu. Estamos a falar do melhor projeto de educação olímpica do mundo”, destacou.

Sul Informação

Ricardo Calé informou os mais novos que “a Câmara costuma receber atletas e equipas que alcançam títulos regionais e nacionais e considerámos que os alunos da Escola de Marim também mereciam esse reconhecimento por terem levado o nome de Olhão além-fronteiras. Vocês fizeram história!”, salientou o autarca.

A cerimónia contou também com intervenções de responsáveis do consórcio dos Jogos de Quelfes, que elogiaram o trabalho desenvolvido pela comunidade escolar e destacaram os valores do olimpismo promovidos pelo projeto, como a amizade, o respeito, a inclusão e o espírito de equipa.

Criados em 2008, os Jogos de Quelfes têm envolvido milhares de crianças e jovens em atividades desportivas, culturais e educativas inspiradas nos ideais olímpicos. A recente distinção internacional reconhece o impacto do projeto na formação das novas gerações e coloca Olhão e a Escola de Marim em destaque no panorama mundial da educação olímpica.

No final da sessão, os alunos tiveram oportunidade de apresentar o troféu conquistado e registar o momento com uma fotografia de grupo, assinalando uma conquista que ficará marcada na história da escola e do concelho.

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Município de Olhão recebe alunos para atividade de cidadania do programa MyPolis

15 June 2026 at 07:01

O Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu dia 12, cerca de 40 alunos das escolas Paula Nogueira e Alberto Iria para uma dinâmica educativa do programa MyPolis focada na participação cívica.

A iniciativa envolveu uma turma do 5.º ano da Escola Paula Nogueira e uma turma do 6.ºano da Escola Alberto Iria. Este encontro faz parte de um protocolo existente entre estes agrupamentos e o Município, que abrange turmas do 1.º ao 3.º ciclo. Durante a atividade, as crianças foram convidadas a partilhar o que conhecem do concelho e a sugerir ideias de melhoria para a comunidade num contexto de aprendizagem.

A sessão incluiu ainda a “Mansão Civitas”, uma escape room digital onde os alunos do 2.º ciclo exploraram conceitos democráticos através de um jogo virtual.

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1.ª edição da Festa da Motricidade junta mais de 2500 alunos farenses

14 June 2026 at 10:43

A 1.ª edição da Festa da Motricidade arrancou esta semana na Pista de Atletismo de Faro e vai juntar mais de 2500 alunos deste concelho algarvio.

Nos dias 11 e 12 de Junho, o projeto já juntou 600 crianças de 31 turmas da educação pré-escolar, integradas no projeto “Crescer Ativo”, dinamizado pelo Departamento de Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Faro.

Ao longo destes dois dias, os mais novos participaram em diversos jogos, percursos motores e atividades de deslizamento com trotinetes, skates e bicicletas, num ambiente marcado pela aprendizagem, pela diversão e pelo movimento.

A iniciativa, que reúne mais de 2.500 alunos dos agrupamentos de escolas do concelho, prossegue entre os dias 15 e 19 de Junho com a participação dos alunos do 1.º, 2.º e 3.º anos do ensino básico.

Os alunos do 1.º e 2.º anos integram o projeto “Saber Correr, Saltar e Lançar”, que promove a aprendizagem e o aperfeiçoamento das habilidades motoras fundamentais associadas à corrida, ao salto e aos lançamentos, contribuindo para o desenvolvimento físico e motor das crianças.

Já os alunos do 3.º ano participam no projeto “Saber Pedalar”, que visa «a aquisição e consolidação das competências básicas de utilização da bicicleta, sensibilizando simultaneamente para a adoção de hábitos de mobilidade ativa, segura e sustentável».

O evento assinala o encerramento das atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo no âmbito do Programa de Apoio à Educação Física e ao Desporto Escolar, celebrando o trabalho realizado ao longo do ano na promoção da atividade física e do desenvolvimento motor das crianças.

Mais do que uma demonstração das aprendizagens realizadas durante o ano letivo, esta primeira edição da Festa da Motricidade pretende afirmar-se como um momento anual de celebração da atividade física e do desenvolvimento infantil, proporcionando às crianças experiências positivas associadas ao movimento, ao convívio e à prática desportiva.

O Município de Faro pretende, com isto, manter o «compromisso com a promoção de estilos de vida ativos, saudáveis e inclusivos desde a infância, agradece o envolvimento dos agrupamentos de escolas do concelho, bem como o apoio prestado pela Escola Profissional D. Francisco Gomes de Avelar, através da participação dos alunos dos cursos de Técnico de Ação Educativa e de Animador Sociocultural, que contribuíram para a organização e dinamização desta iniciativa».

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Freguesias e escolas “marcharam” pela Avenida (galeria de fotos)

13 June 2026 at 14:19

VTM

 

1 de 21
Marchas 2026 Agrupamento Morgado Mateus EN (1)
Agrupamento de Escolas Morgado Mateus
Marchas 2026 Agrupamento Diogo Cão EN (1)
Agrupamento de Escolas Diogo Cão
Marchas 2026 Torgueda EN (47)
Torgueda
Marchas 2026 Vila Marim EN (16)
Vila Marim
Marchas 2026 Folhadela EN (20)
Folhadela
Marchas 2026 Campeã EN (47)
Campeã
Marchas 2026 Adoufe e Vilarinho da Samardã EN (30)
Adoufe e Vilarinho da Samardã
Marchas 2026 Nogueira e Ermida EN (36)
Nogueira e Ermida
Marchas 2026 Mondrões EN (2)
Mondrões
Marchas 2026 Arroios EN (42)
Arroios
Marchas 2026 Guiães EN (62)
Guiães
Marchas 2026 Borbela e Lamas de Olo EN (22)
Borbela e Lamas de Olo
Marchas 2026 Mateus EN (7)
Mateus
Marchas 2026 São Tomé do Castelo e Justes EN (6)
São Tomé do Castelo e Justes
Marchas 2026 Lordelo EN (51)
Lordelo
Marchas 2026 Abaças EN (12)
Abaças
Marchas 2026 Constantim e Vale de Nogueiras EN (13)
Constantim e Vale de Nogueiras
Marchas 2026 Andrães EN (25)
Andrães
Marchas 2026 Parada de Cunhos EN (27)
Parada de Cunhos
Marchas 2026 Mouçós e Lamares EN (21)
Mouçós e Lamares
Marchas 2026 Vila Real EN (42)
Vila Real

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«Ter paciência, aprender a língua e manter a mente aberta»: a vida dos alunos imigrantes numa escola de Portimão

13 June 2026 at 02:00

Daniil Kostiuk é aluno do 12ºH da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, de Portimão, tem 19 anos e é ucraniano. Ele é apenas um dos exemplos dos muitos alunos de nacionalidade estrangeira que frequentam esta escola, para quem um dos maiores desafios foi aprender português e entender no começo, já que a língua é completamente diferente do ucraniano.

Ele conta que no seu 4º ano de escolaridade aconteceu uma situação desagradável no começo do seu aprendizado:

«Quando eu cheguei cá, na minha turma tinha dois rapazes, naquela altura eu estava mais orientado com o português…e eu era uma criança que, quando me diziam alguma coisa, eu apontava e dizia: “olha, que giro!”. Os rapazes que eu achava que eram meus amigos apontam para uma gaivota e dizem: “olha, um paneleiro!”, e logo eu repeti também. Eu não conhecia a palavra em português, não sabia. Numa aula de educação física, que naquele tempo se chamava ginástica, eu chego até o professor e apontei para as gaivotas no céu e disse “olha, professor, paneleiros!”, e ele não achou muita piada».

Essa foi uma das experiências que Daniil passou ao longo da sua caminhada em Portugal como aluno de Português Língua Não Materna (PLNM). Ele só foi aprender o significado da palavra “paneleiro” no 7º ano. 

Isso reflete como, muitas vezes, a adaptação para uma nova língua pode ser constrangedora e intensa para muitos.

Ao decorrer das entrevistas, ficaram claras as dificuldades mais recorrentes para os falantes de língua portuguesa não materna, sobretudo daqueles cuja língua não tem origem no latim, como ucraniano, mandarim, ou árabe, entre outros que vêm de outras matrizes.

O professor de PLNM e a mediadora linguística da Secundária Manuel Teixeira Gomes relataram a veracidade desta realidade de alunos como Daniil, com uma língua oriunda de um ramo de línguas eslavas ou de matrizes distantes do latim:

«Aqui, quanto mais afastado for, mais difícil. Vai ter mais dificuldades, portanto as dificuldades são muitas, sobretudo para quem vem de culturas mais distantes, de matrizes diferentes», contou o professor Nuno Renca.

Cristina Lourenço, mediadora linguística da escola, acrescentou que «um alfabeto totalmente diferente do nosso é um dos pontos que estamos de acordo que é uma dificuldade deles. Existem línguas [como o árabe] onde escrevem de forma diferente de nós, por exemplo o sentido, escreve-se da direita pra esquerda. Nós nem pensamos, mas, quando olhamos, ‘’uau’’».

Tanisha, que veio da Índia, compartilha a mesma dificuldade em termos de fala, sendo um desafio para ela, após sair de uma mudança brusca de hindi para português, sendo um processo demorado. Mas salienta que a parte do tentar, do se esforçar para se integrar é importante em ambos os lados, tanto dos portugueses que acolhem, como dos imigrantes que cá aparecem.

«A criação de um ambiente acolhedor, o apoio dos colegas, atividades colaborativas, o uso da língua em contextos reais e o reconhecimento da cultura de origem dos alunos são fatores fundamentais para promover o sentimento de pertença e integração. É preciso querermos incluir. Aqui, o Agrupamento de Escolas Manuel Teixeira Gomes tem vindo a dar passos muito significativos», acrescenta Nuno Renda, professor de PLNM.

«Claro que, do ponto de vista do aluno, também é fundamental querer integrar-se. Uma das medidas positivas que vem dar um contributo importante neste processo é a da figura do mediador linguístico e cultural. Atua como ponte de comunicação entre alunos estrangeiros e toda a comunidade educativa, apoiando os alunos nas suas necessidades linguísticas, sociais e emocionais, de acordo com o seu percurso de vida e nível de proficiência em português», disse ainda Nuno Renca.

Um dos entrevistados, João Araújo, do 11° K, que veio do Brasil, acabou por usar o sotaque português para sua adaptação.

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Multiculturalidade na escola – Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

ESCOLA E INTEGRAÇÃO

Na maioria dos casos, a integração escolar teve cariz negativo nos primeiros anos em estadia em Portugal, pela forma de pensamentos estreitos de muitas pessoas sobre aqueles que vêm do exterior.

«Grande parte dos povos que têm pauta de serem contra a imigração são os países que mais migraram e que mais a população é imigrante, por exemplo Estados Unidos, que é um país feito de imigrantes completamente, ou Portugal, que emigrou tanto nos anos 40, 50 e 60. É uma hipocrisia muito grande, eu acredito», salienta o aluno brasileiro João Araújo.

Essa reflexão para começar o tema da integração é muito importante, pois muitos preconceitos podem atrapalhar esse processo custoso para aqueles que tiveram que deixar maior parte de sua família para trás, amigos e sua vida antiga para ter uma vida melhor.

«Apesar das diferenças, algumas pessoas são receptivas e boas. Uma coisa boa que aprendi foi lidar com as pessoas, e outras muitas coisas, pois foram muitas mudanças. Eu cresci muito aqui. Se eu estivesse em Angola, nossa! É outra coisa, outra forma de pensar, seria completamente diferente da que eu tenho agora, então lá como era o conservadorismo, religião, não há muitos espaços para questionamentos», diz Esmael Gongá, do 11ºF.

«Eu tenho agora nacionalidade portuguesa e até posso mostrar o meu cartão de cidadão. Vou eu e minha mãe à farmácia, ela ‘tá a falar e eu ‘tô ali no meu telemóvel a mexer, a viver a minha vida. Minha mãe a falar tem uma pronúncia estranha, é que ela não foi na escola como eu, ela não contacta com as pessoas como eu, porque minha pronúncia é algarvia. O medicamento era pra mim, a senhora, como quem diz que vão vocês para a puta que vos pariu e com aquele olhar de não vos quero servir, não quero vocês aqui, pediu o título de residência, que era meu, no caso, e ela foi toda feliz fazer as coisas. O clássico “volta pra tua terra”», recorda Daniil Kostiuk.

As entrevistas demonstram que a integração escolar em Portugal nem sempre acontece de forma imediata ou acolhedora.

Para muitos estudantes migrantes, os primeiros anos são marcados por dificuldades linguísticas, sensação de isolamento e preconceitos ligados à nacionalidade, sotaque, aparência ou origem cultural.

Em vários casos, a escola torna-se simultaneamente um espaço de crescimento e de exclusão.

Os relatos apresentados também revelam como o racismo e a xenofobia estrutural ainda permanecem presentes em muitos contextos eurocêntricos.

Nem sempre essas atitudes aparecem de forma explícita; muitas vezes manifestam-se em olhares, tratamento desigual, desconfiança, comentários sobre sotaques ou na ideia de que o estrangeiro precisa constantemente provar que “merece” estar ali. Isso afeta especialmente pessoas vindas de países historicamente marginalizados ou fora do eixo ocidental.

Ao mesmo tempo, as entrevistas mostram que a convivência entre culturas também pode transformar positivamente aqueles que migram.

Muitos entrevistados afirmaram ter desenvolvido novas formas de pensar, maior independência e crescimento pessoal através das diferenças encontradas em Portugal.

A integração, portanto, não depende apenas de quem chega, mas também da abertura da sociedade que recebe.

Compreender essas experiências é essencial para criar ambientes escolares mais humanos, empáticos e preparados para a diversidade cultural que atualmente faz parte da realidade portuguesa.

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DIFERENÇAS CULTURAIS

Ao longo das entrevistas, ficou evidente que adaptar-se a um novo país não envolve apenas aprender uma nova língua ou compreender um sistema diferente, mas também confrontar hábitos, valores e formas de convivência muitas vezes opostas às do país de origem.

Muitos entrevistados destacaram diferenças no modo como as pessoas se relacionam, comunicam e expressam emoções.

Para alguns, a sociedade portuguesa pareceu inicialmente mais reservada ou distante, sobretudo quando comparada com culturas mais abertas e coletivas, onde a convivência comunitária e familiar ocupa um espaço central no quotidiano.

Para outros, a maior liberdade individual e a possibilidade de questionar normas sociais representaram uma oportunidade de crescimento pessoal e mudança de perspetiva.

As diferenças culturais também se manifestam dentro da escola, nas expectativas em relação ao comportamento, à autonomia dos alunos e à forma como a autoridade é percebida.

Aquilo que, para alguns estudantes, pode parecer normal ou respeitoso, para outros pode ser interpretado como frieza, rigidez ou falta de acolhimento.

 Estas pequenas diferenças, muitas vezes invisíveis para quem sempre viveu em Portugal, podem tornar o processo de adaptação mais desafiante.

No entanto, muitos dos entrevistados também reconheceram a beleza desse encontro entre culturas. A convivência com diferentes formas de pensar permitiu-lhes desenvolver maior capacidade de adaptação, empatia e compreensão do mundo.

Mais do que abandonar a própria identidade, adaptar-se significa, muitas vezes, aprender a viver entre duas culturas, preservando origens enquanto se constrói um novo lugar de pertença.

«A desigualdade social no Brasil, em termos da minha criação, sinto que foi mais restrita, não tive acesso a muita coisa, então pude vir pra cá e ver realmente o que acontecia ao redor do mundo. Foi uma coisa que não pude voltar atrás, entendes? A pobreza que existia, a fome, as guerras, a corrupção, a desigualdade social, é uma coisa impossível de voltar atrás e fechar os olhos, o que é estranho, porque, no Brasil, eu vim pra cá com 8 anos e eu via as pessoas debaixo da ponte, via as pessoas sem comer. E vir pra cá e ver, ok, afinal isto não é tão normal assim. É um choque muito grande», comenta o brasileiro João Araújo.

João saiu de Belo Horizonte pra uma cidade muito pequena (Portimão), o que foi um «contraste bom», já que ele saiu da vivência fechada na  religião dentro dos valores tradicionais.

Para o ‘espírito’ livre dele, ajudou na sua liberdade individual e explorar mais suas origens brasileiras quando veio para cá, criando a necessidade de conectar com as raízes e não perder completamente sua essência.

O angolano Esmael Gongá compartilhou da mesma sensação que João, em termos de liberdade, da vivência conservadora e religiosa de muitos países da CPLP.

«Saber da existência do racismo, a perceção do racismo na pele. Eu sabia na teoria, mas na pele é totalmente diferente, foi uma questão que tocou muito quando eu cheguei aqui. Outra foi o diferencial de liberdade, vindo de um contexto africano, com uma visão de mundo muito religioso e conservador, então não tinha aquela liberdade toda», explica.

«Quando eu cheguei cá, um país mais liberal, uma sociedade mais liberal e muitas coisas, foi um choque grande. E foi uma das coisas que tive que me adaptar e me ajudou muito na forma de ver a vida e também mudou definitivamente minha visão de mundo. A orientação sexual, a forma de expressão, a roupa, a forma de vestir, foi uma mudança muito grande. Da orientação sexual, tem leis e tudo, a pessoa pode se casar com pessoas do mesmo sexo e ter outros relacionamentos, é uma desconstrução de papéis tradicionais. Vir de uma visão mais conservadora foi um choque pra mim nesse sentido, abriu minha mente para questionar as coisas, foi muito top», sublinha Esmael.

«Algumas pessoas se adaptam à língua e outras mais devagar. Eu, quando cheguei cá, tentei a língua muito rápido, mas meu português não é muito bom. É muito diferente a cultura daqui e da Índia, comida e outras coisas. Vejo o mundo de forma mais aberta e diferente, com mais calma e com mais força», frisa, por seu lado, Tanisha, aluna do 11ºO.

«Quando saí do Aeroporto de Lisboa, eu era uma criança e vi uma palmeira. E eu fui até à palmeira, a minha primeira foto em Portugal foi uma palmeira à frente do Aeroporto Humberto Delgado. O que me surpreendeu foram as palmeiras, o clima, nada a ver com aquilo que eu tinha na Ucrânia. A falta de neve também, foi uma coisa que eu tive de me desabituar muito, que ainda custa um bocadinho, com essa chuva da desgraça. A comida me surpreendeu positivamente, não estava nada à espera, estava à espera de uma comida britânica ali toda morta», recorda Daniil Kostiuk.

«Aqui em Portugal há uma falta de compreensão de que isto é nosso país e nós é que tratamos do nosso país, e que o governo trabalha para nós e não nós que trabalhamos pro governo. As pessoas aqui esperam que lhes seja dado, as pessoas aqui não protestam, não defendem os seus direitos, as pessoas aqui estão-se a borrifar pra política. A Ucrânia é ao contrário, é totalmente ao contrário, as pessoas não se borrifam pra política. A política é o tema que de que se fala sempre  e todos, jovens, velhos, moderados, todos protestam! Até durante a guerra tivemos protestos, quando o governo fazia alguma bosta, protestos! Não faz muito sentido as pessoas aqui ‘tarem a reclamar e não fazerem nada para corrigir a situação. Nem votar vão…», constata o aluno ucraniano.

Mostrando que também os impactos refletem nos termos de cidadão ativo e que luta por seus direitos, lá na Ucrânia, mesmo não sendo obrigatório legalmente, é socialmente obrigatório exercer sua cidadania. Por isso, Daniil sentiu-se indignado com tal atitude dos portugueses, como sendo de uma perspectiva completamente diferente.

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CONSELHOS

E que conselhos deixaram nossos entrevistados aos imigrantes?

«Que não tenham medo de errar, sejam resilientes. Ninguém espera que saibam tudo desde o início, e o esforço, a participação, dedicação e a vontade de aprender são mais importantes do que a perfeição. É crucial pedir ajuda sempre que precisarem, seja aos professores, colegas ou mediadores, pois a escola é um espaço de apoio e inclusão. Acreditar em si, enfrentar as dificuldades como parte natural do processo de integração e aprendizagem, ir ao encontro de colegas, fazer amigos com quem pratiquem a língua portuguesa diariamente. Aprender uma nova língua é um processo gradual, e com esforço, apoio e motivação, é possível alcançar bons resultados», salienta o professor Nuno Renca.

Dar voz a quem recomeça é também uma forma de construir um país mais consciente e mais humano.

Daniil Kostiuk aconselha: «Se não têm muita paciência, precisam de ganhar, porque vão precisar e não é pouca! E muito provavelmente vão se habituar ao desleixo e à preguiça aguda, a pessoa ganha preguicite aguda, e quando a pessoa não está habituada a isso, a pessoa fica passadinha. Por exemplo, minha mãe passou-se por isso, mas tem que ter paciência, vai correr tudo bem. Essa é minha dica: ganhar paciência, beber muito chá de camomila e ter paciência».

Esmael Gongá resume: «sejam curiosos e não sejam ignorantes».

«Ter paciência, aprender a língua e manter a mente aberta», é o conselho de Tanisha.

«Ser aberto, cem por cento aberto a tudo. Há muitos brasileiros sendo xenófobos com a população da Índia, por exemplo, e acho que eles esquecem que somos farinha do mesmo saco, também somos imigrantes, também viemos pra cá pra melhores condições de vida. Então é uma estupidez tão grande e uma hipocrisia também», admite João Araújo.

«Então a melhor coisa é experimentar novas coisas, novos trabalhos, novas experiências, novos pratos, nova música, tudo que não está habituado. Sair da zona de conforto que é teu país, ir pra outro continente, um outro país, precisas de ser aberto. Se não fores, vais acabar fazendo igual algumas pessoas fazem, criar tribos para manter familiaridade. Então, não existe tanto essa heterogênea, é tudo o mesmo. Ser aberto, andar descalço e com as mãos abertas onde quer que seja, porque nunca sabes quando vai pisar num caco de vidro ou quando vai encontrar um tesouro», acrescenta o aluno brasileiro.

Adaptar-se nunca é simples. Exige coragem para recomeçar, paciência para enfrentar dificuldades e força para continuar mesmo quando o sentimento de pertença ainda não existe.

Para quem chega a Portugal, é importante lembrar que sentir medo, saudade ou insegurança faz parte do processo. Aprender a língua, procurar apoio na escola, criar novas relações e manter ligação com as próprias raízes pode tornar essa transição menos difícil.

Ao mesmo tempo, a responsabilidade da integração não deve recair apenas sobre quem chega. A sociedade que acolhe também tem um papel fundamental. Pequenos gestos de empatia, escuta e abertura podem fazer uma diferença profunda na vida de alguém que está a reconstruir tudo do zero.

Num país cada vez mais diverso, compreender as experiências dos outros torna-se essencial para combater preconceitos e fortalecer a convivência entre comunidades.

Integrar não significa apagar diferenças, mas aprender a respeitá-las e reconhecê-las como parte da riqueza humana que hoje também constrói Portugal.

A integração começa quando deixamos de olhar para o outro como estrangeiro e começamos a reconhecê-lo como parte da comunidade.

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PORTUGAL, PAÍS DE EMIGRANTES E AGORA TAMBÉM DE IMIGRANTES

Portugal, ao longo dos anos, foi tornando-se um país de acolhimento para muitos imigrantes de outros países e continentes, acabando por passar por uma transição em vários aspectos, como sociais, idioma, burocracia, escola, relações sociais, acolhimento tanto da parte de outros imigrantes, quanto dos portugueses e choques culturais.

O objetivo deste artigo é dar voz a quem está reconstruindo sua vida aqui, mostrar essas diferenças, ajudando a promover a empatia, uma melhor compreensão e integração entre comunidades tão diferentes entre si, mas ao mesmo tempo humanamente iguais.

O contexto migratório em Portugal tem sido significativo para conseguir entender melhor o êxodo dessas comunidades. A balança de migração tem registrado saldos positivos nos últimos anos, impulsionada por um forte aumento da imigração (quase 10% da população é estrangeira), superando a saída de nacionais.

Embora a emigração jovem permaneça elevada (18,2% dos jovens emigrados em 2021), o fluxo de entrada tem sido crucial para o crescimento populacional e da força de trabalho, particularmente em setores como hotelaria e agricultura.

Em 2023, Portugal contava com quase meio milhão de estrangeiros a trabalhar por conta de outrem, um valor que aumentou significativamente desde 2014.

A imigração é o principal motor do crescimento demográfico, sendo fundamental para atenuar o envelhecimento populacional. Apresentando uma diversidade de origens como: Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), refugiados de guerras que ocorreram e imigração econômica.

Recorri ao ambiente escolar, pois, além de um espaço para educação, também funciona como um espaço de integração de cada nacionalidade, representando sua cultura e estruturas daquela sociedade em específico, que, ao chegarem aqui, se chocam. Também recorri à escola para demonstrar as diferenças de pontos de vistas diferentes tanto de imigrantes com língua materna ou não materna portuguesa. Das entrevistas a alunos da Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, cheguei à conclusão do quão complexo é a imigração.

Reportagem feita no âmbito do projeto Geração SULi, promovido pelo Sul Informação ao longo de nove meses, em parceria com seis escolas secundárias do Algarve.
Conheça o site Geração SULi e o projeto clicando aqui.

NOTA: Todas as imagens são de arquivo (Depositphotos), à exceção da que está assinada

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Alunos de Olhão participaram em atividade de cidadania do programa “MyPolis”

12 June 2026 at 15:44

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A iniciativa envolveu uma turma do 5.º ano da Escola Paula Nogueira e uma turma do 6º ano da Escola Alberto Iria. Este encontro faz parte de um protocolo existente entre estes agrupamentos e o Município, que abrange turmas do 1º ao 3º ciclo.

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