Normal view

Un fracaso europeo

10 June 2026 at 04:30

De poco sirven las proclamas altisonantes sobre la defensa europea y la autonomía estratégica si, a la hora de la verdad, los dirigentes europeos se revelan incapaces de dar los pasos necesarios para cumplir estos objetivos. Después de meses de dudas en las capitales y tensiones entre las empresas involucradas, Alemania y Francia han anunciado esta semana que abandonan el proyecto para construir juntos un avión de combate de nueva generación. La falta de voluntad para dotarse del armamento que garantice su soberanía envía un mensaje preocupante para una Europa más necesitada que nunca de una capacidad de defensa propia en un escenario en el que afronta el imperialismo de Rusia en el flanco oriental, mientras Estados Unidos se desentiende de su protección.

Seguir leyendo

© NurPhoto (NurPhoto via Getty Images)

Modelo a tamaño real del proyecto de caza común europeo, en la Feria de la Aviación de París de 2023.

Top of Mind: o que faz uma marca permanecer na memória do consumidor

8 June 2026 at 16:00

Um jingle que 'gruda' na cabeça. Uma boa frase de efeito. Um nome marcante. Esses são alguns dos elementos que ajudam na construção de uma marca Top of Mind - que, em tradução literal, ficam no "topo da mente" do seu público. Mas quais são os caminhos e estratégias necessários para se manter no imaginário das pessoas, com relevância, ao longo dos anos?

No mercado publicitário, o que não faltam são marcas que mantêm uma presença forte e consistente, agregando valor ao próprio produto. Essa construção vem a partir de elementos-chave, como qualidade, visibilidade, diferenciais competitivos e flexibilidade.

Na era digital, essa construção se tornou ainda mais dinâmica. Redes sociais, experiências personalizadas e posicionamentos institucionais passaram a influenciar diretamente a percepção do consumidor, que hoje valoriza não apenas qualidade, mas também propósito, autenticidade e proximidade.

Pesquisas da Harvard Business Review (HBR) destacam que clientes que se conectam emocionalmente com as marcas são mais valiosos que aqueles 'apenas' satisfeitos, gastando até 60% a mais e apresentando maior lealdade.

Para Lívia Valença, publicitária, doutora em Comunicação e professora do curso de Publicidade e Propaganda da UFPE, uma marca atravessar gerações é se conectar com pessoas. "Uma marca querida não permanece viva por décadas só porque fez uma propaganda boa. Ela continua ali porque, em algum momento, realmente fez sentido na vida das pessoas. O produto funcionou, o serviço resolveu um problema, a experiência foi boa, existiu confiança", explica.

Conexão e relevância com o público

É importante destacar que a posição de 'marca mais lembrada' não é construída apenas pela quantidade de vendas ou diversidade de serviços oferecidos. No dia a dia, essas empresas conseguem fazer parte da rotina dos seus consumidores, solucionando problemas ou proporcionando experiências.

Esse reconhecimento ajuda a construir o chamado brand equity - conceito utilizado para definir o valor percebido de uma marca pelo consumidor, associado a fatores como confiança, credibilidade, identificação e experiência.

O comprometimento do JC Recall de Marcas acompanha a evolução, ano após ano, dessas estratégias de marca, reconhecendo empresas que conseguiram atravessar diferentes gerações mantendo relevância, credibilidade e presença no cotidiano dos pernambucanos.

Manter-se no Top of Mind faz parte de um processo de coerência e escuta, como complementa Lívia Valença. "Não basta fazer uma campanha bonita e emocionante se o atendimento é ruim, se o produto não entrega ou se a experiência real é frustrante. Hoje tudo comunica. Tudo! E as marcas mais lembradas normalmente são as que conseguem manter relevância prática na vida das pessoas", defende.

Pesquisa e comportamento

JAILTON JR./JC IMAGEM
Premiação do JC Recall de Marcas 2025 aconteceu no Ruffo Restaurante, na Ilha do Leite - JAILTON JR./JC IMAGEM

O comportamento do consumidor é uma das peças-chave para se manter relevante e atender às necessidades de cada nicho. Estudos da Nielsen destacam a força dessa lealdade e a preferência por familiaridade, onde 59% a 60% dos consumidores demonstram maior inclinação para inovações vindo de marcas que eles já confiam.

O JC Recall de Marcas 2026 é o evento anual que, com tradição e credibilidade, reconhece as marcas que 'não saem da cabeça' dos pernambucanos e são as mais lembradas em seus respectivos segmentos. Esse é o resultado de anos de estratégia, construção de relevância e relacionamento com o público em geral.

As estratégias que resultam nesse reconhecimento passam por comportamento, cultura, experiência e, principalmente, relação humana. "As pessoas estão cansadas de comunicação artificial, forçada, que parece só querer vender o tempo todo. Mesmo quando a gente fala de um produto muito comum, o diferencial pode estar em coisas simples: praticidade, bom atendimento, conveniência, linguagem próxima, identificação, confiança. As pessoas querem se enxergar ali. Querem entender por que aquilo faz sentido pra vida delas. É tudo sobre pessoas", finaliza a especialista.

© JAILTON JR./JC IMAGEM

JC Recall de Marcas 2026 promove grande noite de reconhecimento.

Caos en la guerra como en la paz

8 June 2026 at 04:30

Nada puede hacer Donald Trump que no signifique sembrar la incertidumbre ni el caos. Solo su ausencia de escrúpulos supera el vacío estratégico con el que orienta sus guerras y sus torpes e infructuosos propósitos de paz. Se cumplen cien días desde que lanzó toda la formidable fuerza militar de Estados Unidos sobre la dictadura islamista de Irán hasta descabezar la cúpula del régimen. Más de la mitad de este tiempo, ocupado por una frágil tregua, vulnerada constantemente por ambas partes y que haría temer por un regreso de la guerra si no fuera porque ninguno de los contendientes está realmente interesado en reanudar las hostilidades abiertas.

Seguir leyendo

© ABEDIN TAHERKENAREH (EFE)

Una mujer pasa junto a una pancarta antiestadounidense en Teherán, este sábado.

América Latina no necesita tutelas ni guardianes

8 June 2026 at 04:30

Hay fantasmas que América Latina creía enterrados. Uno de ellos es la idea de que Washington puede decidir qué ocurre al sur del Río Bravo, qué gobiernos son aceptables, qué amenazas justifican una acción unilateral y qué intereses propios están por encima de la soberanía ajena. La actitud del Gobierno de los Estados Unidos de Donald Trump evoca ese pasado que tanto costó superar, una visión del mundo que remite a los peores reflejos del imperialismo y que amenaza el orden internacional construido para evitar que la ley del más fuerte se convierta en la única regla.

Seguir leyendo

© Matias Delacroix (AP Photo/Matias Delacroix)

Votantes llegando a un centro de votación durante las elecciones presidenciales en Bogotá, el domingo 31 de mayo.

0 jogo bonito para milionários

5 June 2026 at 13:55
Créditos: MDC Media Group

À medida que se aproxima o dia 11 de junho, o primeiro jogo do Mundial de 2026 será disputado no Estádio Azteca, na Cidade do México. Até ao dia 19 de julho, quando se jogará a grande final, uma euforia nacionalista irá contagiar todos os países concorrentes e demais adeptos, gerando o caos em todo o planeta. Milhões de pessoas vão alterar o seu modo de vida para fazer parte de um jogo ou para o assistir através dos vários sistemas de transmissão disponíveis. É um jogo bonito, mas será mesmo?

Por trás da pompa e da circunstância, cada uma das cidades anfitriãs está em sobressalto com programas pretensiosos e dispendiosos, não para fazer os residentes felizes, mas para satisfazer as exigências corruptas da FIFA. Não vou questionar a paixão ou a força da crença daqueles que têm atitudes fanáticas sobre a lealdade a um jogo de futebol ou a um país, mas questiono este temperamento fraco e temporário daqueles que convenientemente usam estes eventos para roubar à sociedade a sua normalidade no trabalho ou dentro da própria cidade, porque o fogo da estupidez não pode ser contido em nome do futebol. 

Há meses que parece que o Campeonato do Mundo da FIFA é um passeio de lazer por um museu de alegria com subtonsdemoníacos de expectativas sombrias. Talvez esteja errado, mas o entusiasmo que está a ser promovido ignora a miséria que está a ser imposta à normalidade da vida nas cidades anfitriãs. O Canadá está a gastar mil milhões de dólares, o que equivale a 85 milhões de dólares por jogo para acolher uma dúzia de partidas. Poderíamos argumentar que o dinheiro trará benefícios para o país a longo prazo, mas a história prova o contrário. A única entidade que beneficia é a FIFA e, depois de todo o barulho cessar, são os cidadãos das cidades e dos países que ficam a arcar com as despesas. Após o torneio, Trump continuará por cá com as tarifas e o desenvolvimento económico condicionado, enquanto a FIFA regressa a casa para continuar a abraçar a corrupção da “Era Dourada” e a desfrutar dos lucros de preços inflacionados devido às condições antiéticas impostas às cidades anfitriãs. Parceiros sem escrúpulos do sistema da FIFA vergar-se-ão às condições impostas, e a vilania, como uma doença, infetará aqueles que por eles foram sancionados durante muitos anos. 

Padrões de corrupção ancestrais circulam pela cultura que é a FIFA e, embora muitos possam contestar esta afirmação, a história provou que o lucro desmedido e a exploração estão na base do jogo bonito. Em 2015, uma investigação liderada pelo Departamento de Justiça dos EUA expôs subornos sistemáticos, branqueamento de capitais e associação criminosa. A investigação levou à queda do então presidente Sepp Blatter e à detenção de inúmeros funcionários de alto escalão. Em 2016, Gianni Infantino foi eleito prometendo uma era de transparência e reforma, mas em 2023, condenações por suborno relacionadas com direitos televisivos voltaram a mostrar a sua face mais feia.

E não nos esqueçamos do “Prémio da Paz” para Donald Trump, que nunca saberá como se escreve paz.

Na sexta-feira, 12 de junho, o Canadá defrontará a Bósnia-Herzegovina em Toronto para abrir os jogos no Canadá. Toronto, apesar das constantes queixas da Presidente do Município, Olivia Chow, sobre os custos, está a fazer os possíveis para “pôr batom no porco” — que é o que Toronto é atualmente —, fechando ruas, despejando sem-abrigo, removendo acampamentos, colocando faixas falsas e outras coberturas para esconder estruturas temporárias e dando preservativos a todos os jogadores com o logótipo da FIFA para garantir que todos os bebés concebidos em Toronto tenham uma marca da FIFA na testa.

Não sejamos apenas negativos aqui: todos podemos beber até às 4 da manhã e ir trabalhar às 6 da manhã, por isso vamos fazer festa a noite toda para que as pessoas nos acampamentos não consigam dormir, uma vergonha! Como se atrevem a colocar pessoas vulneráveis em locais perigosos, num estado de desconforto? Vamos criar mais engarrafamentos, mais barulho, mais irritação e bilhetes a preços exorbitantes porque é um jogo bonito. Não é verdade, Ronaldo?

Manuel DaCosta/MS


Beautiful Game for Millionaires

As the date of 11 th June approaches, the first game of the 2026 World Cup will be played at Estadio Azteca in Mexico City. Until July 19°, when the final game is to be played, nationalistic euphoria will permeate all the competing countries and other supporters, creating chaos around the globe. Millions of people will alter their way of life to be part of a game or to watch it on the various broadcasting systems available. It’s a beautiful game, but is it? 

Beneath the pomp and circumstance, each of the hosting cities are in overdrive with pretentious costly programs not to make the residents happy but to satisfy the corruptive demands of FI FA. I will not question passion or power of belief from those with fanatistic attitudes about loyalty to a soccer-garneuroeountry, bt.it I vvi-11 -qu-estion thi􀀸 “vve-ak-ten1porary temf.Jt::ram-ent-of those-vvho conveniently use these events to rob society of its normalcy at work or within the city itself, because the fire of stupidity cannot be contained in the name of soccer. For months now, it feels as if the FIFA World Cup is a leisurely walk through a museum of joy with demonic undertones of darkening expectations. Perhaps I’m wrong but the elation being promoted ignores the misery being thrust upon the normality of life in the host cities. Canada is spending a billion dollars, equating to 85 million dollars per game to host a dozen games. We could argue that the money will bring benefits to the country in the long run, but history proves otherwise. 

The only benefiting entity is FIFA and after all the noise ceases, it’s the citizens of the cities and countries that are left holding the bag. After the tournament, Trump will still be there with tariffs and restrained economic development while FIFA returns home to continue embracing Gilded Age corruption and enjoying the spoils of inflated pricing due to unethical conditions placed on host cities. Unscrupulous associates of the FIFA system will bow to the conditions imposed and neferiosity as a disease will infect those who were sanctioned by them for many years to come. Ancient corruptive standards are circulating through the culture which is FIFA and while many may dispute the assertion, history has proven that profiteering and exploitation is at the base of the beautiful game. In 2015, a USA led Department of Justice investigation exposed systematic bribery, money laundering and racketeering. The probe led to the downfall of the then President Sepp Blatter and the arrest of numerous high-ranking officials. In 2016, Gianni Infantino was elected, promising an era of transparency and reform but in 2023, bribery convictions related to TV rights once again reared its ugly head. 

And let’s not forget the “Peace Prize” for Donald Trump who will never know how to spell peace. 

On Friday June 12″, Canada will play Bosnia Herzegovina in Toronto to open up the games in Canada. Toronto, despite Mayor Chow’s constant complaining about costs, is going all out in spreading lipstick on the pig, which is Toronto currently, closing streets, evicting homeless people, removing encampments, placing fake banners and other coverings to hide temporary structures and giving condoms to all players with the FIFA logo to ensure that all babies conceived in Toronto will have a FIFA marking on their foreheads.

Let’s not be all negative here, we can all drink until 4am and go to work at 6am, so let’s party all night so that people in encampments can’t sleep, shame! How dare you place vulnerable people in perilous places in a state of discomfort? Let’s create more gridlock, more noise, more aggravation and unaffordable tickets because it’s a beautiful game. Right, Ronaldo?

Manuel DaCosta/MS

When sanctions stop working

Having accused five Chinese refineries of buying Iranian oil, the US Treasury on 24 April put them on its ever-growing list of sanctioned companies. On the face of it, routine enough. For decades Washington has asserted the right to decide who can trade with the rest of the world, and everyone else has acquiesced to its diktats for fear of being shut out of an international financial system tethered to the dollar. But this time it didn't go according to plan. Beijing, which had previously (…)

- 2026/06 / editorial

Governar ou representar?

27 March 2026 at 09:00

Hoje assinala-se o Dia Mundial do Teatro. Em teoria, é um dia para celebrar a arte, os
atores, os textos que nos fazem pensar e sentir. O teatro, quando é sério, não é só
entretenimento, é um espelho desconfortável daquilo que somos. Expõe, provoca,
obriga a encarar verdades que muitas vezes preferíamos evitar.
Talvez por isso seja impossível não fazer um paralelismo com aquilo em que se
transformou a nossa vida política.
Há qualquer coisa de profundamente teatral — no pior sentido da palavra — na forma
como hoje se faz política. Não no sentido nobre da representação, mas na encenação
vazia. Nos discursos cuidadosamente ensaiados. Nas indignações seletivas. Nas
conferências de imprensa onde já se sabe, à partida, o que vai ser dito e como vai ser
dito.
Tudo parece coreografado. Nada parece espontâneo.
Os políticos falam, mas raramente dizem. Prometem, mas quase nunca se
comprometem. E, acima de tudo, representam proximidade, representam convicção,
representam firmeza. É uma sucessão de papéis, ajustados ao momento, ao público e
às sondagens.
O problema é que isto já não engana muita gente.
Ao contrário do teatro a sério, onde há talento, trabalho e respeito por quem está a
ver, esta versão política da representação vive de clichés e de frases feitas. É uma peça
repetida vezes sem conta, com pequenas variações, mas sempre com o mesmo fundo:
pouco conteúdo e muita aparência.
E depois há o público — nós. Durante muito tempo, aceitámos este papel de
espectadores. Uns aplaudem, outros assobiam, mas no fundo continuamos sentados, à
espera que a peça melhore.
O mais grave é que, enquanto se representa, o essencial vai ficando por fazer. Os
problemas acumulam-se, as decisões adiam-se, e a realidade — essa, que não se deixa
encenar — acaba sempre por impor-se.
Talvez este Dia Mundial do Teatro sirva, pelo menos, para isto: para nos lembrar que
há uma diferença enorme entre representar bem e fingir mal.
A política não precisa de mais atores. Precisa de menos teatro.

(Aqui tem uma gravação com o texto lido pela autora)

The post Governar ou representar? appeared first on Jornal O DIABO.

❌