Negociadores do Catar viajam a Teerã para finalizar acordo entre EUA e Irã
Negociadores do Catar viajaram para Teerã na manhã deste domingo (14) como parte dos esforços para finalizar um acordo que encerraria a guerra entre Estados Unidos e Irã, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.
Líderes dos Estados Unidos e do Paquistão projetaram que um acordo-quadro para pôr fim ao conflito, que já dura mais de três meses, poderia ser assinado neste domingo. No entanto, Teerã lançou dúvidas sobre o cronograma, enquanto manifestantes da linha-dura no Irã expressavam oposição ao entendimento.
Em atualização posterior, na manhã de domingo, a agência iraniana Fars informou, citando uma fonte, que a decisão final de Teerã sobre o acordo-quadro com os Estados Unidos ainda está em análise.
Líderes dos Estados Unidos e do Paquistão projetaram a assinatura, neste domingo, de um acordo-quadro para encerrar meses de combates entre EUA e Irã. No entanto, Teerã lançou dúvidas sobre o cronograma, enquanto manifestantes da linha-dura no país expressaram oposição ao entendimento.
O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou que o acordo com o Irã estava programado para ser assinado neste domingo, data de seu 80º aniversário. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que Islamabad se preparava para uma assinatura eletrônica, que seria seguida por negociações técnicas ao longo da próxima semana.
Mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, citado pela mídia estatal antes da publicação de Trump, disse no sábado que a assinatura “não será amanhã”, embora possa ocorrer “nos próximos dias”.
Sobre o acordo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na sexta-feira que, embora mudanças no acordo ainda sejam possíveis, o entendimento preliminar demonstra que o país saiu fortalecido do conflito.
Termos preliminares do acordo descritos à Reuters por diversas fontes indicam que os EUA começariam a liberar bilhões de dólares em ativos iranianos congelados e suspenderiam sanções sobre as exportações de petróleo do país em troca da reabertura do Estreito de Ormuz.
Baghaei afirmou que a liberação desses recursos congelados é parte integrante do acordo e que Teerã precisará cobrar pelo uso do estreito, segundo a agência Fars.
Em seguida, começaria o processo de remoção de minas na via marítima, acrescentou a autoridade, indicando que países do G7 poderiam participar dessa etapa.
Baghaei também afirmou que bases militares estrangeiras na região devem ser encerradas, embora sem fornecer detalhes.
O programa nuclear iraniano seria discutido durante um período de 60 dias de negociações. Uma autoridade americana afirmou que o acordo levaria, ao fim do processo, ao desmantelamento do programa nuclear iraniano, com a destruição e remoção de seu estoque de urânio altamente enriquecido.
Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

