Reading view

Mulher que morreu em rope jump: empresa responsável tinha 80 mil seguidores

A empresa responsável por saltos de ‘rope jump’ na Ponte do Esqueleto em Limeira (SP), onde uma mulher morreu na manhã deste sábado (13), tinha mais de 80 mil seguidores em uma rede social.

A vítima de 24 anos, que ainda não foi identificada, faleceu depois de ser jogada da ponte sem o equipamento adequado de segurança. A empresa não colocou a corda que deveria segurar a jovem, que foi lançada de uma altura de cerca de 35 metros.

No perfil da Entre Cordas no Instagram, duas mensagens serviam como slogan da empresa para atrair clientes: ““Você sonha. A gente realiza” e “Um salto pro extraordinário”. 

Pessoas que estavam no local filmaram o momento em que a mulher é arremessada da ponte. No vídeo, é possível vê-las gritando ao ver que jovem foi lançada sem corda

A Polícia Militar atendeu a ocorrência no interior de São Paulo e informou que, segundo as informações preliminares, a vítima participava da atividade acompanhada por instrutores.

Pessoas no local teriam realizado manobras de RCP até a chegada da equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Porém, o óbito foi constatado no local por politraumatismo. A ocorrência permanece em andamento.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública), informou que o caso é investigado pela Polícia Civil. Leia na íntegra:

“A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros atendem, desde às 9h55 deste sábado (13), uma ocorrência de queda de pessoa na trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira. Segundo informações preliminares, a vítima participava de uma atividade de bungee jump. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e constatou o óbito no local. O caso está sendo registrado pela Polícia Civil”. 

  •  

Funcionário do Aeroporto de Guarulhos é preso com 70 kg de cocaína

Um funcionário do Aeroporto Internacional de Guarulhos foi preso em flagrante pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas, na última quarta-feira (10).

Segundo a PF, agentes do Núcleo de Inteligência da Unidade identificaram o homem que atuava no embarque de bagagens na rampa de aeronaves do terminal na Grande São Paulo.

O funcionário tentava embarcar uma mala que continha 70 kg de cocaína em um voo com destino a Lisboa, em Portugal.

A droga estava embalada e armazenada em tijolos pretos para tentar enganar as autoridades. O homem foi autuado em flagrante.

A PF não informou se o homem tinha algum antecedente criminal ou se tinha relação com alguma organização criminosa especializada no tráfico de entorpecentes para o exterior.

PCC sem fronteiras: como funciona expansão internacional das facções

  •  

Tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde, diz estudo

Logo Agência Brasil

A auxiliar de serviços gerais Núbia Sales Veras, de 52 anos, moradora da Cidade Ocidental, município goiano no Entorno do Distrito Federal, utiliza diariamente o transporte público para cruzar o limite com a capital do país e chegar até a empresa onde trabalha, no Lago Sul, bairro de elite de Brasília, a cerca de 50 quilômetros (km) de casa.

A distância, o custo da tarifa do ônibus e a baixa qualidade do transporte urbano criam limitações para que ela acesse serviços essenciais da sua vida, como o tratamento que faz para fibromialgia, uma síndrome crônica que causa dores musculares e articulares em várias partes do corpo.

Notícias relacionadas:

"Já perdi compromisso, já perdi consulta do meu tratamento no [hospital] Sarah [instituição de saúde focada em reabilitação motora e neurológica], tudo por causa da demora do ônibus e do valor da passagem", contou à Agência Brasil.

A reportagem conversou com Núbia, na tarde da última sexta-feira (12), quando ela passava pela Rodoviária do Plano Piloto, o principal terminal de transporte público urbano do Distrito Federal e região metropolitana, localizada no centro da capital do país.

Outro problema relatado pela trabalhadora é o valor da passagem, que chega a custar R$ 18 por dia, custo que limita sua vida social.

Brasília (DF), 13/06/2026 - Núbia Sales Veras fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil Brasília (DF), 13/06/2026 - Núbia Sales Veras fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil
Núbia afirma que filhas perderam oportunidades por causa do preço da passagem. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil

"Muitas vezes não pude utilizar para a cultura, para colocar minhas filhas em uma escola melhor, mas mais distante, por causa desse valor da passagem", afirmou.

A experiência de Núbia, bem como de milhares de pessoas que usam o transporte público rodoviário para transitar pelas grandes cidades do país, reflete as conclusões de um novo estudo desenvolvido por pesquisadores vinculados ao Instituto de Ciência Polícia da Universidade de Brasília (UnB).

O artigo intitulado Quem pode circular? Tarifa zero, mobilidade e desigualdades raciais no acesso à cidade e aos serviços aponta que o custo tarifário e a precariedade do transporte, incluindo superlotação, insegurança e imprevisibilidade, geram obstáculos concretos à continuidade do cuidado em saúde, resultando no atraso de diagnósticos, faltas a consultas agendadas e prejuízos no acompanhamento preventivo de doenças crônicas.

Racismo estrutural

O texto, publicado no formato policy paper (um tipo de relatório técnico), destaca que os tempos de deslocamento prolongados em regiões metropolitanas "atuam como severos agravantes de sofrimento psíquico, estresse crônico e exaustão, potencializando quadros de ansiedade e depressão".

Esses efeitos, de acordo com a pesquisa, tendem a ser particularmente significativos quando observados sob a perspectiva das desigualdades raciais. Isso porque a população negra está sobrerrepresentada entre os grupos de menor renda, residentes em territórios periféricos e mais dependentes do transporte público.

"Isso significa que as barreiras econômicas e territoriais à mobilidade incidem de forma desproporcional sobre essa população, limitando seu acesso à cidade e aos seus serviços", aponta o estudo.

Também na Rodoviária do Plano Piloto, a aposentada Helena Simão, mulher negra de 72 anos, caminhava devagar e com dificuldade quando parou para conversar com a reportagem, pouco antes de embarcar no ônibus para chegar a Samambaia, região administrativa do DF, distante cerca de 30 quilômetros do centro da capital.

Ela contou que convive há anos com osteoporose, uma doença que reduz a densidade e enfraquece os ossos do corpo. Apesar de não pagar mais a tarifa, por ter gratuidade de pessoa idosa, Helena reclama da baixa circulação de ônibus na periferia.

Brasília (DF), 13/06/2026 - Helena Simão fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil Brasília (DF), 13/06/2026 - Helena Simão fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil
Helena Simão não paga mais passagem, mas lamenta a pouca frequência de ônibus na periferia  Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil

"Eu já não pago o transporte, mas demora muito para passar e já perdi consulta médica", denunciou Helena. 

Dados do DataSUS citados na pesquisa demonstram, por exemplo, que mulheres negras enfrentam o dobro do risco de morte materna em relação a mulheres brancas, "uma disparidade que se conecta diretamente às restrições materiais e espaciais de locomoção impostas pela segregação urbana".

>>Livro debate tarifa zero e mobilidade urbana como qualidade de vida

Transporte universal

Um dos focos do estudo é demonstrar que a remoção da principal barreira econômica ao transporte público, que é o custo da tarifa, por meio da implantação da tarifa zero universal, tem potencial para atuar como uma política estruturante de redução de desigualdades, indo muito além de uma simples medida de transporte público.

"Tem potencial de transformar a relação da sociedade com uma política pública, tal qual o Sistema Único de Saúde (SUS) propiciou, mas agora do ponto de vista do transporte", observa Paíque Duques Santarém, pesquisador da UnB (Universidade de Brasília) e um dos autores do artigo.

Essa desoneração integral do custo da tarifa, na análise dos pesquisadores, constituiria uma ferramenta estratégica para garantir o acesso efetivo aos equipamentos públicos, assegurar a continuidade do cuidado terapêutico e "tensionar, de forma definitiva, os padrões históricos de exclusão territorial e racial que fragmentam as cidades brasileiras".

Em um estudo anterior, o mesmo grupo de pesquisa envolvido no projeto sobre tarifa zero e suas possibilidades de expansão no Brasil aponta que a implementação da gratuidade no transporte público nas 27 capitais brasileiras também representaria uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais na economia do país e poderia ter um efeito semelhante ao do Bolsa Família.

  •  

Tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde, diz estudo

Logo Agência Brasil

A auxiliar de serviços gerais Núbia Sales Veras, de 52 anos, moradora da Cidade Ocidental, município goiano no Entorno do Distrito Federal, utiliza diariamente o transporte público para cruzar o limite com a capital do país e chegar até a empresa onde trabalha, no Lago Sul, bairro de elite de Brasília, a cerca de 50 quilômetros (km) de casa.

A distância, o custo da tarifa do ônibus e a baixa qualidade do transporte urbano criam limitações para que ela acesse serviços essenciais da sua vida, como o tratamento que faz para fibromialgia, uma síndrome crônica que causa dores musculares e articulares em várias partes do corpo.

Notícias relacionadas:

"Já perdi compromisso, já perdi consulta do meu tratamento no [hospital] Sarah [instituição de saúde focada em reabilitação motora e neurológica], tudo por causa da demora do ônibus e do valor da passagem", contou à Agência Brasil.

A reportagem conversou com Núbia, na tarde da última sexta-feira (12), quando ela passava pela Rodoviária do Plano Piloto, o principal terminal de transporte público urbano do Distrito Federal e região metropolitana, localizada no centro da capital do país.

Outro problema relatado pela trabalhadora é o valor da passagem, que chega a custar R$ 18 por dia, custo que limita sua vida social.

Brasília (DF), 13/06/2026 - Núbia Sales Veras fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil Brasília (DF), 13/06/2026 - Núbia Sales Veras fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil
Núbia afirma que filhas perderam oportunidades por causa do preço da passagem. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil

"Muitas vezes não pude utilizar para a cultura, para colocar minhas filhas em uma escola melhor, mas mais distante, por causa desse valor da passagem", afirmou.

A experiência de Núbia, bem como de milhares de pessoas que usam o transporte público rodoviário para transitar pelas grandes cidades do país, reflete as conclusões de um novo estudo desenvolvido por pesquisadores vinculados ao Instituto de Ciência Polícia da Universidade de Brasília (UnB).

O artigo intitulado Quem pode circular? Tarifa zero, mobilidade e desigualdades raciais no acesso à cidade e aos serviços aponta que o custo tarifário e a precariedade do transporte, incluindo superlotação, insegurança e imprevisibilidade, geram obstáculos concretos à continuidade do cuidado em saúde, resultando no atraso de diagnósticos, faltas a consultas agendadas e prejuízos no acompanhamento preventivo de doenças crônicas.

Racismo estrutural

O texto, publicado no formato policy paper (um tipo de relatório técnico), destaca que os tempos de deslocamento prolongados em regiões metropolitanas "atuam como severos agravantes de sofrimento psíquico, estresse crônico e exaustão, potencializando quadros de ansiedade e depressão".

Esses efeitos, de acordo com a pesquisa, tendem a ser particularmente significativos quando observados sob a perspectiva das desigualdades raciais. Isso porque a população negra está sobrerrepresentada entre os grupos de menor renda, residentes em territórios periféricos e mais dependentes do transporte público.

"Isso significa que as barreiras econômicas e territoriais à mobilidade incidem de forma desproporcional sobre essa população, limitando seu acesso à cidade e aos seus serviços", aponta o estudo.

Também na Rodoviária do Plano Piloto, a aposentada Helena Simão, mulher negra de 72 anos, caminhava devagar e com dificuldade quando parou para conversar com a reportagem, pouco antes de embarcar no ônibus para chegar a Samambaia, região administrativa do DF, distante cerca de 30 quilômetros do centro da capital.

Ela contou que convive há anos com osteoporose, uma doença que reduz a densidade e enfraquece os ossos do corpo. Apesar de não pagar mais a tarifa, por ter gratuidade de pessoa idosa, Helena reclama da baixa circulação de ônibus na periferia.

Brasília (DF), 13/06/2026 - Helena Simão fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil Brasília (DF), 13/06/2026 - Helena Simão fala sobre tarifa zero pode garantir mais acesso a serviços de saúde. Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil
Helena Simão não paga mais passagem, mas lamenta a pouca frequência de ônibus na periferia  Foto: Pedro Rafael Vilela/Agência Brasil

"Eu já não pago o transporte, mas demora muito para passar e já perdi consulta médica", denunciou Helena. 

Dados do DataSUS citados na pesquisa demonstram, por exemplo, que mulheres negras enfrentam o dobro do risco de morte materna em relação a mulheres brancas, "uma disparidade que se conecta diretamente às restrições materiais e espaciais de locomoção impostas pela segregação urbana".

>>Livro debate tarifa zero e mobilidade urbana como qualidade de vida

Transporte universal

Um dos focos do estudo é demonstrar que a remoção da principal barreira econômica ao transporte público, que é o custo da tarifa, por meio da implantação da tarifa zero universal, tem potencial para atuar como uma política estruturante de redução de desigualdades, indo muito além de uma simples medida de transporte público.

"Tem potencial de transformar a relação da sociedade com uma política pública, tal qual o Sistema Único de Saúde (SUS) propiciou, mas agora do ponto de vista do transporte", observa Paíque Duques Santarém, pesquisador da UnB (Universidade de Brasília) e um dos autores do artigo.

Essa desoneração integral do custo da tarifa, na análise dos pesquisadores, constituiria uma ferramenta estratégica para garantir o acesso efetivo aos equipamentos públicos, assegurar a continuidade do cuidado terapêutico e "tensionar, de forma definitiva, os padrões históricos de exclusão territorial e racial que fragmentam as cidades brasileiras".

Em um estudo anterior, o mesmo grupo de pesquisa envolvido no projeto sobre tarifa zero e suas possibilidades de expansão no Brasil aponta que a implementação da gratuidade no transporte público nas 27 capitais brasileiras também representaria uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais na economia do país e poderia ter um efeito semelhante ao do Bolsa Família.

  •  

Condenan a Gobierno de Río de Janeiro por muerte de niñas

Brasilia, 13 jun (Prensa Latina) La Justicia del estado brasileño de Río de Janeiro condenó al Gobierno estadual a indemnizar a las familias de dos niñas fallecidas durante una operación policial en 2020, decisión considerada hoy inédita por incluir reparaciones por fallas investigativas.

The post Condenan a Gobierno de Río de Janeiro por muerte de niñas first appeared on Noticias Prensa Latina.

  •  

250 años de la independencia de EE UU: España, el aliado imprescindible

Los centenarios tienen algo especial. De repente aparecen homenajes, libros, debates y conferencias por todas partes. Surge la necesidad de hacer balance y ordenar lo que creemos saber. Sin embargo, también llega una avalancha de información. Ayuda a difundir el conocimiento, sí, aunque también provoca ruido y peligrosas simplificaciones. Hoy ese fenómeno es todavía más intenso. Las redes sociales multiplican opiniones, comentarios y versiones de los hechos a una velocidad desconocida hasta hace pocos años. Por eso, la conmemoración de los 250 años de la Declaración de Independencia de [[LINK:TAG|||tag|||6322f7841e757a32c790b56f|||Estados Unidos ]]obliga a detenerse y revisar muchas ideas. Y esa tarea resulta aún más necesaria cuando se incorpora la participación española en el conflicto.

¿Ingratitud?

La palabra «ingratitud» probablemente sea una de las más repetidas en las redes sociales durante estos meses. Se utiliza de forma constante para denunciar la falta de reconocimiento a la ayuda prestada por [[LINK:TAG|||tag|||633611fe1e757a32c790b6df|||España]] a los rebeldes de las Trece Colonias.

Se habla de desagradecimiento histórico, de un olvido interesado y de un silencio injusto por parte de Estados Unidos hacia la contribución española. Una situación que, según muchos, debería corregirse aprovechando la conmemoración de los 250 años del inicio de independencia contra Gran Bretaña en 1776. Para los historiadores, que al fin y al cabo son quienes más pueden aportar a este debate, el problema es muy distinto. No se trata de emitir un juicio moral ni de enfrentar la supuesta «generosidad» española con la «mezquindad» norteamericana. Ese planteamiento tiene poco recorrido y ningún valor real para la historiografía. Solo alimenta simplificaciones y viejas leyendas: negras, rosas... o a rayas.

El borrado

Para los historiadores, el problema es esencialmente historiográfico. La participación española en la guerra de independencia de Estados Unidos apenas ha ocupado espacio en el relato tradicional norteamericano porque desapareció muy pronto de las primeras historias escritas sobre el conflicto. Como ha señalado el gran especialista Richard Kagan, la intervención española fue literalmente «borrada» de manuales y textos publicados desde el final de la guerra.

Los primeros historiadores norteamericanos prefirieron poner el foco en la valentía y en las capacidades de la nueva nación. Y, como mucho, reconocer que el único gran apoyo exterior había sido Francia. Coetáneos de la Revolución francesa, se sentían identificados con los ideales republicanos y de libertad asociados a sus primeras etapas. El marqués de Lafayette acabó convertido en el símbolo de esa cooperación franco-estadounidense. España, en cambio, era una monarquía como [[LINK:TAG|||tag|||633614865c059a26e23f78bb|||Gran Bretaña]] y ni siquiera había reconocido oficialmente a la joven nación. Su papel quedó relegado desde el principio. Y, con él, también desapareció buena parte de su contribución al conflicto.

La expansión de Estados Unidos hacia el Oeste tampoco ayudó a recuperar el papel de España. Ocurrió justo lo contrario. En pleno auge del «Destino Manifiesto», lo hispano empezó a verse como un elemento extraño e incómodo dentro del relato nacional estadounidense. La guerra de 1898 agravó todavía más esa distancia y dificultó cualquier reconocimiento de la contribución española a la independencia norteamericana. Aun así, durante la primera mitad del siglo XX comenzaron a surgir investigaciones sobre este tema en Estados Unidos. Pero casi siempre aparecieron en universidades secundarias del sur y de la frontera con México. Centros alejados de las grandes universidades de la costa atlántica y, sobre todo, lejos de los espacios que marcaban el relato historiográfico dominante.

Afortunadamente, el bicentenario de 1976, y aún más la llegada de una nueva generación de historiadores norteamericanos, españoles y franceses, impulsó una enorme cantidad de investigaciones. Gracias a ellas, hoy resulta posible revisar en profundidad cuál fue realmente la contribución española a la independencia de Estados Unidos y comenzar a realizar el tan ansiado balance.

Secreto de Estado

El análisis de las fuentes históricas lo cambió todo. Los archivos nacionales, con el Archivo General de Indias de Sevilla a la cabeza, comenzaron a ofrecer una ingente información sobre la intervención española. En un primer momento, los historiadores se lanzaron a determinar cómo había ayudado España. Pronto quedó claro que sí existió una colaboración española, firmemente documentada, y que comenzó incluso antes de la entrada oficial de España en la guerra contra Gran Bretaña, en 1779.

Como si se tratase de una auténtica carrera por identificar el respaldo español, sucesivas generaciones de historiadores fueron fijando los productos aportados por España: fusiles, cañones, sables, cartucheras, zapatos, mantas, medicinas... y dinero. El análisis de los servicios de espionaje españoles demostró además que el gobierno de Madrid estaba perfectamente informado de cómo evolucionaba la rebelión de las Trece Colonias contra Gran Bretaña. Y, cuando estalló el enfrentamiento abierto, también conocía cuáles eran sus necesidades militares y financieras y la forma de ayudarlas.

Ahora sabemos cuáles fueron las rutas y los métodos empleados para que los pertrechos militares españoles, y el dinero, llegasen desde las fábricas peninsulares hasta los ejércitos de George Washington. Para lograrlo, España no solo movilizó sus recursos metropolitanos. También puso al servicio de los revolucionarios norteamericanos sus embajadas en Europa y las tesorerías y puertos de toda la Monarquía Hispánica. Fue una movilización de suministros gigantesca. Hoy sabemos que solo un Estado imperial como España estaba en condiciones de sostener una operación de esa magnitud.

Lo sorprendente de todo este colosal despliegue de recursos, incluso antes de la entrada oficial de España en la guerra, es que permaneció oculto durante décadas, enterrado en los archivos. La explicación no tiene nada que ver con el manido debate sobre la supuesta ingratitud norteamericana. Es mucho más simple: las autoridades españolas prefirieron mantenerlo en secreto. Los historiadores comenzaron a descubrirlo al analizar miles de cartas marcadas como «Reservada» o «Reservadísima», con las que el gobierno informaba a las autoridades implicadas.

Con esta trama oculta de movilización, el gobierno español buscaba debilitar al enemigo británico y, al mismo tiempo, controlar los tiempos diplomáticos para decidir cuándo intervenir. La ayuda a los rebeldes se convirtió así en la cuestión más confidencial de la guerra. Fue el gran secreto de Estado del conflicto, porque así lo quisieron las propias autoridades españolas.

La gran estrategia

Una vez que España entró en el conflicto, la guerra de Independencia de Estados Unidos cambió por completo. El gobierno español decidió no reconocer a la nueva nación para evitar que el ejemplo revolucionario se extendiese por los territorios del imperio hispano. Sin embargo, sí impuso un nuevo enfoque de la guerra. Hoy comenzamos a conocer y valorar hasta qué punto la entrada española modificó radicalmente la evolución del conflicto y dio a los revolucionarios americanos una verdadera oportunidad de victoria.

Hasta 1779, ni los rebeldes habían logrado imponerse a los ejércitos profesionales y bien abastecidos británicos, ni la intervención francesa había conseguido reducir la presión inglesa. Más bien ocurrió lo contrario. Los británicos pusieron a los franceses a la defensiva, que veían incluso cómo iban perdiendo sus islas del Caribe. Todo hacía pensar que Gran Bretaña repetiría la estrategia ofensiva aplicada en la Guerra de los Siete Años (1756-1763).

La entrada española cambió esta fase de estancamiento. No fue solo por añadir más barcos y más ejércitos a la contienda, sino por una nueva manera de entender el conflicto. El gobierno español, con el conde de Floridablanca a la cabeza, diseñó una gran estrategia ofensiva global: atacar primero y obligar a los británicos a defenderse.

La estrategia fue impuesta también a los franceses, que durante el resto de la guerra no tuvieron más remedio que seguir los tiempos y objetivos marcados desde Madrid. En buena medida, porque la nueva doctrina comenzó a dar resultados. Un primer ataque naval masivo y temprano en el Canal de la Mancha obligó a Gran Bretaña a mantenerse a la defensiva durante el resto del conflicto. La mayor parte de sus fuerzas navales tuvo que dedicarse a proteger sus costas, y no a atacar a los norteamericanos.

Al mismo tiempo, España decidió llevar la guerra a Norteamérica y al Caribe. Así dividió las fuerzas británicas y trasladó el conflicto a uno de sus espacios más sensibles. No es casualidad que Londres precipitase la firma de la paz no tras la derrota de Yorktown, sino casi dos años después, ante la amenaza de invasión de Jamaica por la mayor flota y ejército aliados reunidos durante la guerra, al mando de Bernardo de Gálvez y con el marqués de Lafayette como segundo. Sin duda, la gran estrategia ofensiva impulsada por España ofreció a los revolucionarios norteamericanos su mejor oportunidad de victoria.

Aliado imprescindible

Si un centenario es tiempo de balances, ahora comenzamos a comprender que la participación española en la Independencia de Estados Unidos, como demostramos Jordi Bru y yo en el libro «Aliados» (Desperta Ferro Ediciones, 2026), no solo fue real, sino mucho más importante e imprescindible de lo que habíamos imaginado. No fue una simple respuesta aliada a la iniciativa francesa. La estrategia española había comenzado antes, con una descomunal movilización de ayuda a los rebeldes.

Del mismo modo, la entrada española en la guerra buscaba derrotar a los británicos mediante una forma nueva de combatir: atacar primero. Durante gran parte del conflicto, los ingleses tuvieron que limitarse a defenderse y reaccionar ante las iniciativas estratégicas impulsadas desde Madrid.

España no fue, en definitiva, una ayuda más ni un aliado europeo secundario. Fue el aliado imprescindible que hizo posible la independencia de Estados Unidos.

Rafael TORRES SÁNCHEZ

de la Universidad de Navarra

¿FOTOGRAFÍAR EL PASADO?

Una clave metodológica del libro ‘Aliados’ es el uso de fotocomposiciones. A través de una técnica manual y artesanal (sin uso de IA), Jordi Bru crea una serie de composiciones minuciosamente documentadas y rebosantes de humanidad y emociones con las que los autores buscan que el pasado se sienta como una realidad presente, tangible, que devuelve a la vida objetos, uniformes y luces de la época; una experiencia inmersiva que transporta al lector a los paisajes de la Norteamérica del siglo XVIII y le hace partícipe de la experiencia vital de las personas que los habitaron, de las vicisitudes que tuvieron que padecer y de las batallas en las que triunfaron…o murieron.

Para saber más:

[[LINK:EXTERNO|||https://www.despertaferro-ediciones.com/revistas/numero/libro-ilustrado-historia-jordi-bru-rafael-torres-aliados-espana-guerra-de-independencia-estados-unidos/||| «Aliados»]]

de Jordi Bru y Rafael Torres

DESPERTA FERRO Ediciones

168 páginas, 29,95 euros

© Jordi Bru/Desperta Ferro

recreación de Jordi Bru de españoles, estadounidenses y naciones indias combatiendo juntos durante la Guerra de Independencia de EE UU

© Jordi Bru/Desperta Ferro

La Luisiana española se convirtió en refugio para desplazados de la guerra independientemente de sus lealtades, credos o etnias

© Desperta Ferro

Portada de "Aliados"
  •  

Sistema de água e mesquita da era Mameluca são descobertos no Egito

Um sistema de abastecimento de água e uma mesquita da Era Mameluca no Egito foram descobertos por arqueólogos na região do Castelo Salah al-Din Al-Ayoubi, mais conhecido como Cidadela de Saladino, no Cairo.

A descoberta foi feita por uma missão arqueológica egípcia-francesa conjunta entre o Conselho Supremo de Arqueologia do Egito e o Instituto Francês de Arqueologia Oriental (IFAO). A Cidadela é uma fortaleza da era medieval com grandes muralhas construída no século XII durante as Cruzadas.

A missão faz parte de um projeto científico realizado em duas áreas ao redor do castelo, nas regiões de Arab al-Yasar e al-Hattaba. O objetivo é estudar, documentar e reabilitar as áreas históricas ao redor do castelo histórico. 

Sharif Fathi, Ministro do Turismo e Arqueologia do Egito, afirma que estas descobertas representam uma adição de qualidade à compreensão da estrutura urbana e funcional da área da Cidadela através dos tempos islâmicos.

Ele ressalta que o objetivo da força-tarefa é preservar o patrimônio civil egípcio e destacar o valor histórico do Cairo, salientando que as novas descobertas contribuem para enriquecer o conhecimento da história da Cidade Velha e apoiar planos para desenvolver arqueólogos.

Sistema hidráulico

Na área de Arab al-Yasar, foi encontrado um dos mais importantes sistemas de abastecimento de água para o castelo, onde escavações resultaram na descoberta de dois poços enormes para armazenar e levantar água, cada um ligado a um sistema de condutores para levantar água dos níveis inferiores aos superiores.

A profundidade do primeiro poço é de cerca de 10 metros, enquanto a profundidade do segundo atinge oito metros. O trabalho de escavação ainda está em andamento dentro deles para chegar aos tanques de armazenamento inferior, segundo o ministério egípicio.

Os poços foram construídos utilizando enormes blocos de pedra, cobertos pelos restos de um sistema integrado de quatro entradas rotativas e uma rede de esgotos de pedra que transportava água para o castelo, numa extensão direta do sistema de drenagem.

O Secretário-Geral do Conselho Supremo de Arqueologia, Hisham Alithi, acrescentou que que uma série de elementos arquitetônicos e de serviço associados ao funcionamento deste sistema também foram descobertos, entre eles trilhos de movimento de animais utilizados na gestão de condutores, salas de habitação, armazenamento de ração e tanques de rega de animais, graças a vários pisos de pedra que refletem um nível avançado de engenharia e gestão de água durante a era Mameluca

Segundo a revista Archaeology News, as estruturas parecem estar conectadas diretamente ao famoso aqueduto do Cairo, conhecido como Sur Magra al-Oyoun, que levava água por grande parte da cidade.

Mesquita e artefatos exclusivos

Restos de uma mesquita também foram identificadas na área de al-Hattaba. Uma câmara funerária ligada à mesquita também foi desenterrada, juntamente com uma coleção de túmulos que remontam a vários períodos islâmicos e contendo ossadas, graças a um túmulo provavelmente datado do início da Era Islâmica, contribuindo para uma compreensão mais profunda do histórico da região.

A expedição também encontrou uma coleção distinta de artefatos, entre eles escadas de cerâmica usadas para levantar água e moedas que remontam às eras Mameluca e Otomana, graças a uma série de ferramentas relacionadas com a vida diária durante os séculos XVIII e XIX, incluindo ornamentos, selos de metal, moedas e armas permanece.

Pierre Talais, diretor do Instituto Francês de Arqueologia Oriental, destacou que foram encontradas evidências arqueológicas mais proeminentes da evolução das infraestruturas e sistemas de gestão da água no Cairo, refletindo um nível avançado de planejamento urbano e engenharia que a cidade testemunhou durante os tempos islâmicos.

Já o diretor da missão, Mohammed Ibrahim, afirma que estudos arqueológicos e arquitetônicos preliminares sugerem que algumas dessas instalações remontam às obras do sultão al-Nasir Muhammad ibn Qalawun, já que as escavações durante a atual temporada revelaram um novo canal de água indo para Oeste em direção aos estábulos do sultão, o que pode contribuir para o restabelecimento de um número de instalações arquitectónicas importantes nas proximidades do castelo.

O instituto francês informa que são realizados trabalhos de documentação arquitetônica e fotográfica nos mais altos níveis de precisão, juntamente com a digitalização de todas as descobertas arqueológicas, com a criação de uma base de dados com os resultados das escavações e informações históricas relacionadas com o Castelo Salah al-Din Ayubi e seus arredores, seguindo os últimos sistemas científicos em documentação e gestão do património cultural.

  •  

Vídeo: Moto “pelada” é flagrada em rodovia de Santa Catarina

Uma moto “pelada” foi flagrada na rodovia SC-370 em Gravatal, no sul de Santa Catarina, na tarde desta sexta-feira (12). O condutor foi abordado e, segundo a polícia, agia como se o veículo estivesse normal. 

A Polícia Militar Rodoviária viu o motorista dirigindo a moto em condições já desfavoráveis: tarde chuvosa, pista escorregadia e visibilidade reduzida. Mas a situação só piorou. 

A Honda Biz, em precário estado de conservação, estava com licenciamento vencido desde 2018. O motorista dirigia com ela no acostamento da rodovia, ao ser abordado pelos militares.

Durante a vistoria, a polícia verificou que a moto não tinha retrovisores, não possuía painel e estava sem o banco. Além disso, o sistema de iluminação estava totalmente inoperante, com peças frouxas e pneus carecas.

A moto, que representava um verdadeiro perigo sobre rodas, foi flagrada em vídeo pelos policiais. Veja:

A polícia ressaltou o risco que a situação apresentava para o próprio motorista e para outros que dirigiam na rodovia, ainda mais durante a chuva.

O condutor da Biz ainda utilizava chinelo para dirigir, calçado inadequado para os pedais, e não tinha o curso específico obrigatório de reciclagem. A moto foi autuada e recolhida, e o motorista liberado.

  •  

SP: Ex-auditor é acusado de corrupção com concessionária de carros de luxo

O ex-auditor fiscal da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo), Artur Gomes da Silva Neto, foi denunciado por um esquema de corrupção passiva envolvendo a concessionária de veículos de luxo Autostar. Outras duas pessoas do grupo supostamente liderado por Artur também foram denunciadas.

A denúncia foi apresentada nesta semana pelo Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) do Ministério Público de São Paulo. Artur está preso preventivamente por outro processo por acusações de crimes que geraram um prejuízo bilionário ao Estado.

Na nova acusação, que decorre das investigações sobre fraudulenta aprovação de créditos de ICMS junto à Sefaz, o MP cita o mesmo modelo criminoso, mas com peculiaridades em favor da Autostar e outras empresas do grupo Automob. Outras ações penais tratam de acusações envolvendo Ultrafarma, Fast Shop e os postos de combustível da Rede 28.

No geral, o esquema combinava uma manipulação dolosa de arquivos por “fator de multiplicação” sobre os ressarcimentos com uma tramitação privilegiada de pedidos administrativos, conduzidos pelo ex-auditor.

Segundo o MP, no caso da Autostar, Artur manteve “idêntica relação de prestação fraudulenta de “assessoria tributária” em duas gestões distintas do mesmo conjunto de empresas. Primeiro com o antigo diretor-presidente da rede da companhia e depois com a venda das empresas ao grupo Automob.

Duas pessoas citadas como envolvidas no esquema, além do antigo presidente da Autostar, já realizaram ANPPs (Acordos de Não-Persecução Penal) com a acusação. Por isso, colaboraram com informações ao Ministério Público e não foram denunciados.

O esquema da propina

A acusação aponta que a proprina foi convencionada da seguinte forma:

  • O ex-presidente da Autostar aceitou pagar de 5% e 7% do montante líquido, mas apenas quando estes valores ficassem disponíveis a ele;
  • Após a aquisição da empresa pela Automob, um advogado organizou para que o grupo fosse remunerado com 10% dos créditos apurados e liberados pela Sefaz, sendo 6% destinados a Artur.

O MP explica que os pagamentos não chegaram a ser feitos por causa da deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, que prendeu o dono da Ultrafarma Sidney Oliveira.

Por isso, a nova denúncia não imputa o crime de lavagem de dinheiro, mas apenas corrupção passiva, já que a consumação depende somente da solicitação ou a aceitação de promessa de vantagem, conforme o artigo 317 do Código Penal.

A denúncia revela que Artur deferiu pessoalmente seis pedidos de ressarcimento de ICMS-ST em favor da Autostar, e vistou as respectivas notas fiscais de ressarcimento, totalizando R$ 100.649.999,99.

Em seguida, ainda como auditor fiscal da Sefaz-SP, coordenou a preparação dos arquivos e a transmissão deles ao sistema da Secretaria, realizada na sede da Autostar pessoalmente por Maria Hermínia de Jesus, outra denunciada, no dia 26 de junho de 2025.

Os arquivos referem-se ao período entre janeiro de 2021 e dezembro de 2024, para as mesmas filiais que já haviam sido beneficiadas pelo esquema, indicando a continuidade da fraude, apesar da mudança da operação das concessionárias depois de assumidas pela Automob.

Corrupção passiva

De acordo com a denúncia, junto com Artur Neto, Fátima Rizzardi e Maria Hermínia cometeram corrupção passiva ao solicitar e aceitar promessa de vantagem indevida entre dezembro de 2020 e julho de 2024. 

Por seis vezes, o trio receberia de 5% e 7% dos ganhos que o ex-presidente da Autostar teria, para auxiliar as concessionárias da companhia a obter o ressarcimento de créditos de ICMS-ST “de modo célere e superfaturado“.

Além disso, o grupo, também entre julho de 2024 e julho de 2025, aceitou propina de 10% do proveito proporcionado às empresas, a partir de outra pessoa investigada.

“O grupo liderado por Artur Gomes da Silva Neto atuava como uma verdadeira consultoria informal embutida na própria estrutura da Sefaz“, afirma o MP em um trecho do documento. A acusação demonstra que o trio orientava os executivos das empresas contribuintes sobre as informações a serem fornecidas, gerava e manipulava os arquivos a serem transmitidos, e instruía as respostas a notificações por ele próprio expedidas, acelerando o deferimento dos créditos.

Mensagens de áudio enviadas por Artur à Fatima e Maria Hermínia indicam que o grupo manipulava os dados que seriam transmitidos à Secretaria, adicionando um “turbo”. Com uma meta de “multiplicar por 5”, o objetivo era inflar artificialmente os créditos de ICMS a serem ressarcidos.

No final, os ressarcimentos eram obtidos com valores majorados artificialmente, “numa fraude que somente foi possível pela conivência do auditor fiscal subscritor das decisões administrativas”, conforme a denúncia.

O MP pede a condenação do grupo por seis vezes de corrupção passiva em concurso material. À CNN Brasil, a defesa de Artur afirmou que vai se manifestar tecnicamente no processo. Veja o posicionamento:

“A Defesa de Artur Gomes da Silva Neto, representada pelo Dr. Júlio César De Nigris Boccalini, não fará juízo de mérito pela imprensa, especialmente sobre vídeo ou documentos cuja origem, integralidade, contexto e cadeia de custódia ainda precisam ser controlados nos autos. A Defesa já requereu acesso integral aos procedimentos relacionados e se manifestará tecnicamente no processo. Qualquer acusação deve ser demonstrada por prova lícita, íntegra, contextualizada e submetida ao contraditório. Artur seguirá se defendendo nos autos, com serenidade e respeito ao Poder Judiciário”. 

Em nota, a Automob afirma que a denúncia se refere a período anterior à aquisição da Autostar. Leia na íntegra:

“A Companhia informa que tomou conhecimento da existência de denúncia envolvendo fatos supostamente ocorridos em uma de suas controladas. Com relação à matéria divulgada nesta data (11/06), os fatos se referem a período anterior à aquisição da empresa, concluída em abril de 2022. Em relação ao período sob a atual administração, a Companhia esclarece que não há registros de utilização de créditos fiscais oriundos de benefícios concedidos pelo Estado de São Paulo. Os créditos tributários são previamente validados antes do seu aproveitamento e seguem absoluto cumprimento à legislação e conformidade regulatória. A Companhia reafirma seu compromisso com a ética, a integridade e o cumprimento das obrigações legais e regulatórias, permanecendo à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes”. 

“Não confie no MP”: cartas revelam orientações de ex-auditor preso em SP

Prisão por fraudes em ICMS

Na última quarta-feira (10), o ex-auditor foi preso novamente, após ser solto no dia 2 de junho, por continuar praticando crimes mesmo sob medidas cautelares, no âmbito do esquema de corrupção e fraudes no ICMS. Ele foi alvo de mandados de prisão preventiva e encontrado em sua casa em Ribeirão Pires (SP).

Artur já configura como réu em sete ações penais movidas pelo Ministério Público de São Paulo. Até a próxima semana, ele deve ser denunciado em outras três investigações.

Ao todo, ele responde por mais de 130 vezes de lavagem de dinheiro e corrupção nos esquemas relacionados às empresas Fast Shop, Ultrafarma e a Rede 28. Os casos foram investigados durante as operações Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo, todas realizadas pelo Ministério Público paulista.

O ex-auditor da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), exonerado em agosto de 2025, foi preso em casa nessa quarta, alvo de dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão. Com ele, foram encontrados diversos documentos evidenciando a contínua prática criminosa, mesmo sob medidas cautelares.

Documentos obtidos pela reportagem também detalham os impactos financeiros do esquema liderado por Artur, identificados desde o início das investigações nos primeiros meses de 2025, que somam R$ 8,53 bilhões em prejuízos ao Estado.

  •  

Um banho de multidão para Portugal ultrapassar o jetlag

Portugal cumpre primeiro treino em Miami após uma longa viagem de Portugal aos EUA com portas abertas a centenas de pessoas. Ainda, vamos ter jogaço no duelo entre Brasil-Marrocos?

  •  

Narcolanchas: inovação do crime acelera tráfico internacional de drogas

Uma investigação da Polícia Federal revelou uma nova arma do crime organizado para o tráfico internacional de drogas por rotas marítimas, principalmente para a Europa: as narcolanchas.

Nessa quinta-feira (11), a superintendência da PF na Bahia realizou uma operação contra um esquema de tráfico de cocaína da Máfia dos Balcãs. O fluxo começava com a obtenção da droga em países latinos como Bolívia, Peru e Colômbia, passando pelo Brasil, com parada na Àfrica Ocidental para então chegar aos países europeus.

A complexa rota do tráfico transoceânico culmina em destinos importantes na Sérvia, Croácia e Bósnia. Os portos brasileiros de Santos e de Salvador servem como intermediários cruciais para a viagem pelo Atlântico, até a chegada em Cabo Verde, por exemplo, onde ocorre o reabastecimento e transbordo para à Europa.

No transporte da droga, inovações são cada vez mais utilizadas para dificultar o rastreamento do fluxo criminoso pelas autoridades. As narcolanchas, supervelozes, semi-rígidas ou infláveis, são usadas para transporte rápido em rotas curtas ou para abastecer embarcações maiores em alto-mar. 

Elas são projetadas para atingir velocidades acima de navios de patrulha convencionais, representando maior desafio tático para forças de segurança marítima no Oceano Atlântico. Com os veículos, o crime organizado explora os seguintes pontos:

  • Maior dificuldade de interceptação em tempo real;
  • Design compacto e semi-rígido reduz a visibilidade em radar e inspeção visual
  • Transporte de carga entre embarcações maiores em alto-mar, fora do alcance das autoridades

A investigação aponta que modelos de embarcações também são utilizados como “espinha dorsal” da rota marítima do tráfico. Veleiros são usados em longas travessias e “narcossubmarinos” são projetadas para máxima discrição. A Marinha Portuguesa já apreendeu um submergível que transportava mais de 1,7 tonelada de cocaína.

A apreensão do veleiro “Oceania Dos” com 2,8 toneladas de cocaína em 2023, interceptado a 600 milhas náuticas de Cabo Verde, originou a investigação que culminou na operação “Balcãs”, dessa quinta.

Adaptações do crime

O Cartel dos Balcãs é um dos principais compradores de cocaína exportada do Brasil, com uma crescente demanda pela droga cada vez mais pura e lucros que alimentam outras atividades criminosas como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

Mesmo com o aumento da fiscalização pela Polícia Federal e Marinha de diversos países, o crime organizado têm alterado rotas, métodos e dinâmicas. Um exemplo são os itinerários constantemente alterados para evitar padrões detectáveis pelas agências de inteligência. 

Além das narcolanchas, a tecnologia subaquática com Narcossubmarinos e embarcações semissubmersíveis tornam as interceptações cada vez mais complexas.

As múltiplas camadas de intermediários, passando por exemplo por Brasil e África Ocidental, dificultam também a identificação dos líderes das organizações criminosas

  •  

"Nuclear é questão, mas acordo está próximo"

Madalena Mayer Resende admite que Irão e EUA podem estar perto de fechar um entendimento claro. Sublinha, no entanto, a questão nuclear ainda pendente.

  •  

Dicas para investir a restituição do Imposto de Renda 2026

A restituição do Imposto de Renda (IR) em 2026 pode representar uma oportunidade para reorganizar as finanças e fortalecer o planejamento financeiro. Antes de escolher uma aplicação, especialistas recomendam avaliar a situação atual do orçamento, principalmente em relação a dívidas com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial.

As taxas cobradas nessas modalidades costumam superar, com ampla margem, os rendimentos de investimentos conservadores. Nesse aspecto, utilizar a restituição para quitar ou reduzir débitos pode gerar economia imediata, aliviar o orçamento mensal e melhorar o histórico de crédito do contribuinte.

Saiba o que fazer com a restituição do IR?

Antes de investir, é importante definir prioridades e entender quais são os objetivos financeiros para o curto, médio e longo prazo. As principais possibilidades de uso da restituição são:

  • Quitar dívidas com juros elevados;
  • Reforçar a reserva de emergência;
  • Iniciar uma carteira de investimentos;
  • Diversificar aplicações já existentes;
  • Planejar objetivos futuros, como aposentadoria, viagens ou aquisição de imóveis.

A recomendação é direcionar o recurso para decisões que contribuam para maior estabilidade financeira ao longo do tempo. Instituições financeiras como o Inter oferecem diferentes modalidades de investimentos para clientes conservadores, moderados e arrojados.

Como escolher o investimento mais adequado?

  • Antes de investir, é recomendável avaliar alguns pontos fundamentais:
  • Qual é o seu perfil de investidor;
  • Qual o prazo previsto para utilizar o recurso;
  • Se já existe uma reserva de emergência estruturada;
  • Qual o nível de exposição ao risco aceitável;
  • Quais são os objetivos financeiros prioritários.

Essas respostas ajudam a identificar os produtos financeiros mais adequados para cada momento.

Onde investir a restituição do IR 2026

A escolha do investimento depende do perfil do investidor, do prazo dos objetivos e do nível de risco que cada pessoa está disposta a assumir. Para perfis mais conservadores, a renda fixa costuma ser a principal alternativa. Entre as opções mais utilizadas estão:

  • Tesouro Direto, especialmente o Tesouro Selic;
  • CDBs com liquidez diária;
  • LCI e LCA, que contam com isenção de Imposto de Renda para pessoa física;
  • Fundos de renda fixa;
  • Previdência privada voltada ao planejamento de longo prazo.

Já investidores com perfil moderado ou arrojado podem considerar aplicações com maior potencial de rentabilidade, ainda que envolvam oscilações mais significativas, como:

  • Fundos imobiliários (FIIs);
  • ETFs;
  • Ações;
  • Fundos multimercado.

Nesses casos, a diversificação da carteira tende a ser uma estratégia importante para equilibrar risco e retorno.

Como restituição se encaixa no planejamento financeiro?

Investir esse recurso poder contribuir para o fortalecimento do patrimônio e aumentar a segurança financeira. Mesmo valores menores podem gerar resultados relevantes quando aplicados de forma consistente e alinhada aos objetivos pessoais. Os benefícios dessa estratégia são:

  • Proteção do patrimônio contra a inflação;
  • Formação gradual de patrimônio;
  • Mais previsibilidade financeira;
  • Construção de uma cultura de investimento;
  • Apoio na realização de metas de médio e longo prazo.

A restituição do IR pode funcionar, portanto, como um ponto de partida para decisões financeiras mais estruturadas e sustentáveis. Combinar segurança, liquidez e diversificação tende a ser uma estratégia eficiente para utilizar a restituição do Imposto de Renda de forma mais inteligente e alinhada ao planejamento financeiro.

  •  

Xavier González Arnau d’Ègara, ‘el Canyut’ del anuncio de Estrella Damm: “Lo que más me gusta es sentirme vulnerable”

<![CDATA[

Ha saltado a la fama por su participación en el anuncio del verano de Estrella Damm, que además celebra el 150.º aniversario de la firma con un rosario de caras famosas, entre actores, futbolistas, influyentes, gente de la gastronomía... y él, en principio, el único desconocido para la mayoría del público, aunque no para todos. Xavier González Arnau d’Ègara (Terrassa, 1980), ‘el Canyut’ en el spot de la cervecera, lleva casi 30 años pintando y las ha visto de todos los colores por dedicarse de manera incondicional a su arte procediendo de una familia obrera.

Seguir leyendo...

  •  

Azul Conecta avalia entrar em programa de subsídio a aviação regional em SC

A Azul Conecta está avaliando entrar no programa de subsídio a voos regionais em Santa Catarina, o “VOA + SC”, que teve edital lançado nesta sexta-feira (12).

Segundo apurou a CNN, a companhia deve participar do processo após avaliar se atende aos requerimentos pedidos pelo governo catarinense.

Líder na aviação regional e atendendo cerca de 150 cidades, a Conecta quer expandir a malha para 200 destinos no país, além de aumentar sua presença na aviação executiva, impulsionada pela chegada do Pilatus PC12, aeronave monomotor turboélice de alta performance para esse tipo de transporte, segundo adiantou o CEO da Conecta, Vitor Cordeiro, em entrevista à CNN.

Atualmente, a Conecta opera um modelo parecido no Paraná, através do “Voe Paraná”, programa estadual focado na aviação regional com subsídios que liga a capital paranaense Curitiba a diversas regiões no estado.

Pela proposta, o governo catarinense poderá subsidiar parte do custo da operação (hora/voo) da empresa selecionada a fim de disponibilizar ao público em geral bilhetes aéreos mais baratos do que eles seriam ofertados caso o custo total da operação fosse refletido integralmente no preço das passagens.

A vencedora deverá oferecer os voos regulares nas rotas definidas no edital.

O programa tem como objetivo tentar reativar a aviação regional no estado a partir de um subsídio na operação, bareteando as passagens para o cliente final.

O investimento estatal está limitado a R$ 22,5 milhões durante o primeiro ano de contrato.

As empresas interessadas em participar da licitação têm até 17 de julho para apresentarem as propostas.

Ainda segundo o governo do estado, a frequência de voos de cada uma das cidades será definida pelo Estado e poderá sofrer alterações conforme a demanda.

Em nota, o governador Jorginho Mello afirmou que a retomada do projeto aéreo regional tem como objetivo conectar todo o território estadual, fortalecendo o turismo e a geração de empregos.

“Santa Catarina já teve uma aviação regional muito forte e sabe o quanto isso ajudou no desenvolvimento das nossas regiões. Agora, estamos retomando esse caminho porque queremos um estado cada vez mais conectado e com oportunidades em todo o território. Quando você aproxima as regiões, facilita a chegada de investimentos, ajuda quem produz, fortalece o turismo e gera emprego”, disse.

  •  
❌