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Portugal rejeita projeto que ampliava punição para o crime de racismo

O Parlamento de Portugal rejeitou um projeto de lei que previa o endurecimento das penas para o crime de racismo no país.

A proposta foi apresentada pelo GAC (Grupo de Ação Conjunta Contra o Racismo e a Xenofobia) e recebeu o apoio de cerca de 80 organizações da sociedade civil, além de mais de 35 mil assinaturas favoráveis.

Atualmente, a legislação portuguesa prevê penas de prisão entre seis meses e cinco anos para condenados por racismo e exige que o ato discriminatório tenha sido divulgado publicamente para que seja enquadrado como crime.

O projeto rejeitado propunha alterações ao Código Penal para ampliar a pena máxima para até oito anos e eliminar a exigência de divulgação pública da conduta discriminatória – que passa a ser um agravante.

A mudança também ampliaria a punição para outros atos discriminatórios, como aqueles baseados na nacionalidade, etnia, língua, sexo, religião, gênero e deficiências físicas.

A proposta foi rejeitada com votos contrários de partidos de centro-direita e da ultradireita, como o Chega, de André Ventura – que foi candidato nas últimas eleições presidenciais. Votaram a favor do texto as siglas de esquerda, como o Partido Socialista e o Livre.

Após a votação, o Grupo de Ação Conjunta Contra o Racismo e a Xenofobia se manifestou nas redes sociais.

“A iniciativa procurava corrigir uma falha relevante no atual enquadramento legal, que continua a deixar fora da tutela penal numerosas situações de descriminação praticadas no quotidiano, sem passar pelos meios de divulgação.

Ao rejeitar essa proposta, a Assembleia da República perdeu uma oportunidade única para reforçar os instrumentos de combate a todas as formas de descriminação.”

A organização também afirmou que a rejeição do projeto não reduz a urgência do combate ao racismo nem enfraquece seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e da igualdade.

 

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El poso de la visita papal

León XIV finalizó este viernes su visita a España con un balance que combina un mensaje poderoso en defensa de los migrantes y contra el discurso del odio, con omisiones dolorosas. El Papa ha pasado de puntillas sobre el mayor escándalo de la Iglesia española en las últimas décadas: los abusos sexuales por parte de miembros del clero y su encubrimiento sistemático. Esta semana posiblemente deje un poso duradero en España por el poder de su palabra, por la plasticidad y la fascinación de las imágenes de la Sagrada Familia y, sobre todo, porque con sus discursos y gestos se está erigiendo, poco más de un año después de su entronización, en una figura antagónica del otro líder estadounidense global, Donald Trump. Pero el viaje también deja otro poso evidente de decepción.

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© CIRO FUSCO (EFE)

El Papa, este viernes durante un encuentro con inmigrantes en el centro Las Raíces, en Tenerife.
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