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Israele se ne frega dell’accordo tra Usa e Iran: “Non ci ritiriamo dai territori occupati in Libano”

Lo stop alla guerra in tutti i Paesi coinvolti non piace a Israele. Nonostante le bozze d’accordo tra Washington e Teheran prevedano l’interruzione delle ostilità anche in Libano, dove invece lo Stato ebraico sta portando avanti una campagna di occupazione militare del Sud, ben oltre i confini stabiliti dalle Nazioni Unite, da Tel Aviv fanno sapere che non c’è alcuna intenzione da parte del governo Netanyahu di interrompere le operazioni militari nel Paese dei Cedri. “Il nostro concetto di sicurezza è chiaro e preciso – ha dichiarato il ministro della difesa, Israel Katz – Stiamo combattendo contro minacce vicine e lontane e puntiamo a soluzioni definitive, non a compromessi o concessioni. Siamo determinati a continuare a perseguire una politica di sicurezza ferma che preservi i risultati raggiunti e non comprometta la nostra capacità di combattere l’asse del male sciita guidato dall’Iran e l’asse del male sunnita guidato dai Fratelli Musulmani”.

La domanda che sorge immediata è cosa può succedere nel caso in cui Israele continui gli attacchi nel Paese, dato che Hezbollah ha invece benedetto lo stop alle ostilità previsto dall’intesa. Se il Partito di Dio, attaccato da Tel Aviv, dovesse rispondere non è chiaro quali altre potenze entrerebbero in gioco. Gli Stati Uniti sembrano volersi sfilare dal pantano mediorientale, mentre l’Iran nei giorni scorsi ha ribadito di essere pronto a difendere il partito armato sciita, suo alleato nell’area, in caso di attacchi da parte di Israele. E questo esporrebbe lo Stato ebraico a uno scontro con Teheran senza il supporto dell’alleato americano.

Ma per Katz non sembrano esserci margini di discussione: “Israele non si ritirerà dalle zone di sicurezza in Libano, Siria e Gaza – ha aggiunto – L’Idf continuerà a difendere i nostri confini e i nostri cittadini dal Monte Hermon, dalle montagne libanesi, dalla Samaria e dalla maggior parte del territorio di Gaza contro le minacce provenienti da forze e organizzazioni jihadiste, come insegnamento fondamentale tratto dagli eventi del 7 ottobre”. E critica la decisione di Donald Trump di scendere a patti con gli ayatollah: “Il presidente Usa sta attualmente portando avanti un accordo con l’Iran nell’ottica degli interessi americani, compreso l’interesse comune con Israele, ovvero impedire all’Iran di dotarsi di armi nucleari. Ci aspettiamo che sostenga questo principio e altri principi relativi ai missili e ai gruppi terroristici regionali – ha concluso in riferimento al fatto che nella bozza non viene citato lo smantellamento del programma missilistico iraniano e il disarmo delle milizie filo-Iran in Siria, Iraq e Libano – Israele deve garantire di avere anche la capacità di agire in modo indipendente in futuro per impedire all’Iran di dotarsi di armi nucleari e il premier Benjamin Netanyahu e io abbiamo ordinato all’esercito di prepararsi di conseguenza”.

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Análise: Trump diz que guerra com o Irã acabou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta quinta-feira (11), que os EUA “encerraram a guerra com o Irã”, após afirmar ter obtido um compromisso de que Teerã nunca desenvolverá uma arma nuclear.

A declaração, no entanto, foi imediatamente contestada por representantes iranianos, que negaram qualquer resolução definitiva e reafirmaram que qualquer tratado deverá incluir o Líbano entre suas cláusulas.

Cerca de cinco horas separaram uma ameaça de Trump de tomar o controle da Ilha de Kharg da publicação em que o presidente anunciava a suspensão de ataques programados, alegando ter alcançado algum entendimento com o Irã nas negociações em curso.

O memorando de entendimento

Estados Unidos e Irã caminham em direção a um memorando de entendimento estruturado em duas etapas. A primeira prevê o desbloqueio do tráfego no Estreito de Ormuz em até 30 dias. A segunda estabeleceria uma janela de 60 dias para discussões sobre um novo acordo nuclear, ainda sob premissas e compromissos desconhecidos.

Trump chegou a afirmar que o memorando poderia ser assinado no próximo final de semana, com a participação do vice-presidente americano, JD Vance, na Europa. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, porém, ressaltou que o país ainda não havia tomado uma decisão final.

O pesquisador e professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) Vitélio Brustolin observou que o conteúdo divulgado sobre o memorando pelos portais Axios e Al Jazeera é muito semelhante à proposta apresentada pelo Paquistão em abril, que Trump havia chamado de “totalmente inaceitável“.

Para Brustolin, o que se vislumbra é, na prática, uma extensão da pausa já existente no conflito. “Parece uma pausa maior, uma extensão da pausa aqui”, afirmou.

O especialista alertou ainda que, caso Trump declare oficialmente o fim da guerra, será muito difícil retomar uma ofensiva caso o Irã não cumpra os termos negociados — especialmente no que diz respeito à entrega do urânio enriquecido.

Os pontos de impasse

O pesquisador de Harvard e professor de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo) Hussein Kalout delineou os principais obstáculos às negociações. Segundo ele, o Irã não aceita negociar o abandono do seu programa de mísseis balísticos, que considera um escudo de defesa convencional.

Também resiste a cessar o financiamento e o armamento de grupos armados na região, vistos como uma extensão do seu poderio bélico. Por fim, os iranianos exigem contrapartidas concretas: o desbloqueio de parte dos cerca de US$ 100 bilhões retidos pelos Estados Unidos como condição para abrir mão do urânio enriquecido a 60%.

“O avanço do acordo depende de todas essas variáveis. O que houve entre as partes é a intenção de discutir essas variáveis. Agora, a profundidade delas e o compromisso em torno delas ainda está em processo de evolução”, declarou Kalout.

Pressões internas e o papel de Israel

Trump enfrenta pressões domésticas significativas. Uma pesquisa divulgada recentemente aponta que 81% dos norte-americanos são contrários à forma como ele tem conduzido o conflito, e apenas 27% da população apoia a guerra, segundo Vitelio Brustolin.

Desde o início das hostilidades, o preço do galão de gasolina subiu cerca de 50% nos postos americanos, e a inflação atingiu 4,20% — a maior dos últimos três anos. As eleições legislativas de novembro, que definirão o controle da Câmara e do Senado, pressionam o republicano a apresentar uma resolução célere.

Senadores como Lindsey Graham, Ted Cruz, Roger Wicker e Mitch McConnell já criticaram publicamente as negociações, comparando-as ao acordo firmado durante o governo de Barack Obama — que os republicanos sempre repudiaram.

No que diz respeito a Israel, Brustolin destacou que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, precisa se manter no poder diante de quatro acusações de corrupção internas, de uma possível responsabilização pelos ataques de 7 de outubro de 2023 e de uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional.

“Israel está fazendo a vontade específica do Netanyahu, que não necessariamente é o interesse de Israel”, afirmou. Netanyahu condiciona a retirada do sul do Líbano ao desarmamento do Hezbollah — condição que o grupo armado recusa, mesmo sob pressão do próprio governo libanês.

Kalout concluiu que Trump teme, acima de tudo, chegar a um acordo que, no contexto interno americano, seja percebido como semelhante ao tratado firmado pelo governo Obama.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Riapertura di Hormuz, fine della guerra in Libano e nuovi negoziati sul nucleare iraniano: cosa prevede la bozza di intesa Usa-Iran

Fine dei combattimenti in Libano, tregua di 60 giorni per avviare i negoziati ad hoc sul programma nucleare iraniano, e riapertura dello Stretto di Hormuz. Nelle ore in cui da Washington Trump proclama di avere “messo fine alla guerra” e prende forma l’indiscrezione secondo cui a Ginevra Stati Uniti e Iran firmeranno la tregua, Axios rende noti i punti principali dell’accordo. A supporto della possibile cerimonia in Svizzera, il sito Usa spiega che ieri quattro aerei C-17 statunitensi sono decollati per l’Europa, trasportando “materiale per un possibile viaggio” del vicepresidente Usa J.D. Vance, che Donald Trump ha indicato come la figura incaricata di firmare l’accordo preliminare, verso la città svizzera. Secondo due diplomatici di due paesi mediatori e due funzionari statunitensi, l’accordo preliminare è stato raggiunto mercoledì sera dopo ore di negoziati tra il mediatore qatariota Ali Al-Thawadi e il ministro degli Esteri iraniano Abbas Araghchi. Durante i colloqui a Teheran, riferisce ancora Axios, Al-Thawadi ha parlato al telefono più volte con gli inviati di Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner. Tuttavia, l’annuncio di Trump sulla finalizzazione dell’accordo è giunto inaspettato per il primo ministro israeliano Benjamin Netanyahu, che nei giorni scorsi, Netanyahu si è trovato all’oscuro di tutto, contattando alleati vicini all’amministrazione Trump per cercare di raccogliere informazioni, secondo una fonte statunitense a conoscenza diretta dei fatti.

La proposta di memorandum d’intesa tra gli Stati Uniti e l’Iran estenderebbe l’attuale cessate il fuoco di 60 giorni, avviando al contempo negoziati per un accordo più ampio relativo al programma nucleare iraniano. La bozza dell’accordo prevederebbe la riapertura immediata dello Stretto di Hormuz, senza l’applicazione di tariffe di transito, e mira a riportare i volumi di traffico marittimo ai livelli pre-bellici entro 30 giorni. In cambio, l’Iran si impegnerebbe a non sviluppare armi nucleari e ad affrontare le preoccupazioni relative alle proprie scorte di uranio arricchito. Secondo quanto riferito, eventuali misure concrete riguardanti il programma nucleare di Teheran sarebbero oggetto di un accordo separato e più dettagliato. Un punto, questo, rimasto ineguagliato come nelle precedenti bozze poi non condivise tra le parti.

Axios ha inoltre affermato che l’intesa garantirebbe all’Iran un allentamento graduale delle sanzioni, subordinato al rispetto degli impegni assunti, incluse deroghe temporanee per consentire l’esportazione di petrolio. Secondo le informazioni, l’accordo di massima è stato raggiunto mercoledì sera al termine di colloqui tra il mediatore qatariota Ali Al-Thawadi e il ministro degli Esteri iraniano Abbas Araghchi, con il coinvolgimento nei negoziati degli inviati di Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner. Il ministero degli Esteri iraniano ha dichiarato che Teheran non ha ancora preso una decisione definitiva sulla proposta, mentre Axios ha riferito che l’accordo è in attesa dell’approvazione finale da parte dei vertici iraniani. Qualora venisse firmato, l’accordo dovrebbe prendere il nome di ‘Accordo di Islamabad’, a testimonianza degli sforzi di mediazione compiuti da Qatar e Pakistan.

I termini dell’accordo tra Stati Uniti e Iran per porre fine ai combattimenti nella regione prevedono che Israele interrompa completamente l’offensiva contro Hezbollah in Libano. A riferirlo è il quotidiano filo-Hezbollah ‘Al-Akhbar‘, come riportato da Times of Israel. Oltre a sospendere ogni attacco in tutto il Libano, l’accordo impone a Israele di rinunciare a qualsiasi territorio conquistato nel sud del Paese e include un piano per il “rapido ritiro” delle truppe dell’Idf.

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