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GRC IM e M2O concluem Valadares Villas com investimento de sete milhões de euros

O empreendimento residencial Valadares Villas, localizado na frente marítima de Valadares, em Vila Nova de Gaia, entrou na fase final de construção e deverá estar concluído até ao final de 2026. O projeto representa um investimento global de cerca de sete milhões de euros. O desenvolvimento do projeto resulta de uma parceria entre a GRC IM, gestora internacional de investimento imobiliário com atuação na estruturação e gestão de ativos nos mercados europeus, e a M2O, promotora portuguesa fundada por Marino Oliveira e Marcos Oliveira, dedicada ao desenvolvimento e execução de projetos residenciais em localizações de elevada procura.

Composto por dez moradias T3, com áreas brutas entre 343 m² e 552 m², o Valadares Villas posiciona-se no segmento residencial premium. Os preços de comercialização variam entre 950.000 euros e 1.475.000 euros, consoante a tipologia e características específicas de cada unidade. O projeto surge da requalificação e reposicionamento de um ativo residencial iniciado há cerca de uma década.

A parceria junta a expertise da GRC IM — gestora de investimento imobiliário com forte presença nos mercados europeus e escritórios em Madrid e Lisboa — à capacidade de execução local da M2O, fundada por Marino Oliveira e Marcos Oliveira. O projeto foi revisto pelo arquiteto Sérgio Sousa, que atualizou o conceito original com soluções mais eficientes ao nível térmico, acústico e energético.

Em comunicado, a administração da GRC IM, que integra Kaho Ha, Walter Fábrega, Javier Boccherini, Eugenio Molina e Massimo Massimilla, enquadra o investimento na estratégia da gestora para ativos residenciais bem localizados no mercado ibérico. “Este projeto reflete a nossa estratégia de investimento em ativos residenciais bem localizados, com elevada procura e potencial de valorização, especialmente em mercados costeiros como Vila Nova de Gaia”, afirmam.

A GRC IM destaca ainda a colaboração com a M2O: “O conhecimento do mercado local e a capacidade de execução em obra garantem a entrega de um produto final alinhado com os padrões de qualidade da GRC IM”.

As moradias foram concebidas com elevados padrões de conforto, incluindo jardim privativo, garagem box fechada, sala de cinema, lavandaria, churrasqueira, sistemas de climatização avançados, bomba de calor para águas sanitárias, caixilharia com corte térmico, ventilação mecânica e portas de segurança, entre outros atributos.

Ana Miranda, responsável de área da Predial Mar — sociedade de mediação imobiliária do grupo M2O —, sublinha o carácter diferenciador do empreendimento: “O Valadares Villas distingue-se pela conjugação entre localização, privacidade, dimensão das habitações e linguagem arquitetónica contemporânea, algo cada vez mais raro na oferta residencial em Vila Nova de Gaia”. Segundo a responsável, o projeto responde a um segmento de compradores que valoriza exclusividade, modernidade e bem-estar.

Com conclusão prevista para o final do ano, o Valadares Villas consolida-se como uma referência no segmento residencial de luxo na frente marítima de Vila Nova de Gaia, reforçando o apetite de investidores internacionais e nacionais por produtos premium em localizações costeiras com elevada procura.

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Angola formaliza acordo com a Visa para reforçar sistema de pagamentos internacionais

O Ministério do Turismo de Angola formalizou um acordo com a Visa para reforçar a rede de pagamentos internacionais no país, apostando em soluções digitais e convenientes enquanto promove a redução do numerário em circulação.

A tutela liderada por Márcio Daniel enquadra a parceria na estratégia de implementação da “Visit Angola – The Rhythm of Life”, marca central da agenda do Turismo angolano lançada em outubro do ano passado, tendo em vista desenvolver o mercado interno, melhorar a experiência dos visitantes nacionais e internacionais, capacitar os operadores turísticos e ampliar o acesso a soluções modernas, seguras e convenientes de pagamento

“A parceria tem como objetivo promover a aceitação de pagamentos com cartões Visa em canais físicos e digitais dos hotéis, restaurantes, agências de viagens, e outros operadores turísticos, bem como plataformas online e outros serviços associados à cadeia de valor do turismo”, explica o Ministério em comunicado.

Segundo Augusto Kalikemal, Secretário de Estado para o Turismo, a iniciativa “representa mais um passo” nos esforços do Ministério rumo a um setor “mais fácil de consumir, mais moderno na operação e mais alinhado com os padrões internacionais de conveniência e segurança”.

Do lado da Visa, Kátia Conceição, nomeada country manager da multinacional para Angola, Moçambique e Santa Helena em março, sublinhou o papel da empresa na introdução de “soluções inovadoras e ferramentas que contribuam para melhorar a experiência dos visitantes e apoiar o crescimento dos negócios locais”.

No âmbito do acordo, o Ministério e o novo parceiro tecnológico irão trabalhar em conjunto com instituições financeiras, adquirentes e prestadores de serviços de pagamento para apoiar a expansão dos pagamentos digitais no turismo, estando previstas ações de capacitação dos operadores do setor turístico na utilização de soluções digitais, aceitação de pagamentos electrónicos, educação financeira, segurança nas transações e melhoria da gestão das receitas.

O Memorando de Entendimento foi assinado o dia 9 de Junho, no Auditório Saidy Mingas do Museu da Moeda, em Luanda.

O acordo é concretizado um anos depois de o Governo de Angola ter tornado público que estava a estudar a integração de novos meios de pagamentos internacionais para turistas estrangeiros através de uma parceria com a Visa.

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Projeto de turismo industrial dedicado à alfarroba premiado no Concurso Inova Algarve + Diversificar

O projeto «Viagem ao Coração da Alfarroba», da autoria da Industrial Farense, foi distinguido como vencedor da categoria “Turismo & Alfarroba e Amêndoa”, na final do Concurso Inova Algarve + Diversificar, promovido pelo NERA.

A distinção e o prémio monetário de 2.500 euros foram atribuídos durante uma conferência dedicada à fileira da alfarroba e amêndoa, revelou a associação empresarial.

O projeto vencedor «Viagem ao Coração da Alfarroba», apresentado por Carlos Moura, destacou-se pela criação de «uma experiência de turismo industrial dedicada a uma das mais emblemáticas fileiras agroalimentares do Algarve».

O conceito propõe visitas guiadas às unidades de produção, permitindo aos visitantes conhecer o percurso da alfarroba, desde a sua transformação até aos diversos produtos dela derivados.

A iniciativa pretende valorizar este recurso endógeno, promover os produtores e empresas locais e contribuir para a diversificação da oferta turística regional.

O ciclo de conferências Inova Algarve + Diversificar prossegue já no próximo dia 18 de Junho, com uma sessão dedicada à fileira do medronho, «dando continuidade ao trabalho de valorização das fileiras estratégicas e dos recursos endógenos do Algarve», refere o NERA.

Após o interregno de Verão, a iniciativa regressará com novas conferências centradas nas plantas e flores, economia do mar, recursos geológicos e citrinos.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, estando o programa completo e o calendário das próximas sessões disponíveis aqui.

A iniciativa é organizada pelo NERA, em parceria com a Algarve Evolution, Associação KIPT, CCDR Algarve, Região de Turismo do Algarve, Tertúlia Algarvia e Universidade do Algarve, no âmbito do Projeto Inova Algarve 3.0, cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030 | Portugal 2030.

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A "tortuosa" e "exorbitante" compra de bilhetes para Mundial

O processo não é fácil e é tudo menos barato. O Mundial 2026 vai custar (muito) dinheiro a quem for assistir. Os preços dispararam, mas isso pode não significar que todos os estádios estejam lotados.

© BONNIE CASH

Donald Trump, Presidente dos EUA, com Gianni Infantino, presidente da FIFA.
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“Nenhum empreendedor se constrói sozinho. O sucesso nunca é um monólogo”. Domingos Vieira de Matos recebe Prémio Carreira FEP 2026

Domingos Vieira de Matos, economista e presidente do Conselho de Administração do Grupo Medialivre, foi distinguido na edição deste ano do Prémio Carreira FEP.

Aquando da entrega do prémio, o empresário e alumnus da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto (FEP) afirmou que “estar associado” à “história” da instituição “não alimenta vaidades”. “Aumenta a responsabilidade”, continuou.

“É um daqueles momentos raros em que somos obrigados a parar, olhar para trás e refletir sobre a velocidade com que o tempo passa — e sobre o peso da responsabilidade que este “casaco” que vestimos, com o selo FEP, transporta. Quando olho para a galeria de ilustres galardoados que me antecederam — homens e mulheres que ajudaram a desenhar as linhas mestras da nossa economia, que marcaram decisivamente a gestão, a política e o tecido empresarial português — sinto uma humildade profunda e muito genuína e, naturalmente, uma grande honra”, afirmou Domingos Vieira de Matos, num discurso em que percorreu o seu percurso pessoal, académico e profissional.

“Nenhum empreendedor se constrói sozinho. O sucesso nunca é um monólogo. É sempre um diálogo constante: com as nossas origens, com os erros cometidos, com o contexto histórico que atravessamos, com as pessoas que nos desafiam e com as instituições que nos formam”, refletiu.

A propósito da distinção, a family office refere em comunicado que a distinção de Domingos Vieira de Matos “reconhece um percurso empresarial de várias décadas marcado pela recuperação, transformação e desenvolvimento de empresas em diversos setores da economia portuguesa, bem como o seu contributo para o empreendedorismo, inovação e criação de valor”.

O prémio foi entregue na sessão solene do Dia da FEP 2026, no dia 27 de maio. O júri constituído para a escolha do vencedor foi composto pelo Diretor da FEP, Óscar Afonso, que preside sem direito a voto, pela presidente do Conselho de Representantes da FEP, Catarina Roseira, pelo Presidente da Associação dos Antigos Alunos da FEP, Carlos Nunes, e pelos Alumni Eduardo Rocha, Helena Freitas, José Manuel Fonseca, Maria Miguel Leitão e Ricardo Rio.

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Nova Alfândega de Sines entra em funcionamento em Janeiro de 2027

A Alfândega de Sines entra em funcionamento em janeiro de 2027, anunciou na sexta-feira, dia 9 de Junho, o ministro das Finanças, que salientou a mudança importante para o principal porto do país.

«De facto foram muitos anos, um certo imobilismo não efetuou esta alteração [que] pode parecer, sobretudo aos olhos de quem está de fora, cirúrgica e se calhar com menos impacto, mas para quem está aqui era de facto uma alteração muito relevante», referiu Joaquim Miranda Sarmento.  

O governante falava na cerimónia de lançamento da Alfândega de Sines, que se realizou ontem no auditório da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS).

«Esta decisão que tomámos é de facto muito importante para ajudar no dinamismo desta região e com isso no dinamismo do país», realçou.

Em comunicado, o Governo revelou que a nova Alfândega, que funciona atualmente como uma delegação aduaneira de Setúbal, irá funcionar nas instalações do Porto de Sines, na Zona de Atividades Logísticas, a partir de 1 de Janeiro de 2027.

A decisão de transformar a atual delegação aduaneira numa Alfândega deve-se à «evolução da atividade aduaneira» devido «à crescente relevância estratégica do Porto de Sines no contexto do comércio internacional e das cadeias logísticas globais», sublinhou.

Segundo o ministério das Finanças, o reforço desta estrutura da Autoridade Tributária permitirá igualmente «assegurar uma gestão mais eficiente e especializada das operações aduaneiras» neste complexo portuário.

Por seu lado, a secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, também presente na cerimónia, referiu que a futura alfândega permitirá prestar um melhor serviço à comunidade, às empresas e ao país. 

«A facilitação do comércio internacional legítimo passa pela simplificação e digitalização de processos. Cada minuto poupado num terminal, cada documento eliminado, representa ganhos de competitividade reais para as empresas e para a economia nacional», salientou.

Já para o presidente do conselho de administração da APS, Pedro do Ó Ramos, tratou-se de um «dia histórico» e de um «ato de justiça» para o maior porto nacional.

«Não se percebia como o maior porto nacional, o Porto de Sines, que movimenta mais de 50% da carga marítima de todo o país, não tinha uma alfândega. E é, neste momento ainda, uma delegação de Setúbal», sublinhou. 

No seu entender, a nova estrutura vai permitir maior celeridade, proximidade e capacidade de decisão no apoio aos operadores económicos, reforçando a competitividade do porto. 

Segundo um comunicado da administração portuária, a criação da nova Alfândega de Sines vai implicar o reforço de sete trabalhadores, assim como a expansão das instalações.

A nova estrutura passará a «contar com 33 efetivos e uma estrutura orgânica reforçada, contando com um diretor e um diretor adjunto, Núcleo de Procedimentos Fiscais e Núcleo de Impostos sobre Veículos», indicou. 

Segundo o Governo, no âmbito da reorganização territorial dos serviços aduaneiros desconcentrados, proceder-se-á à eliminação da Alfândega do Jardim do Tabaco, prevendo-se a sua reconfiguração como delegação aduaneira.

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Festival Air Invictus ainda sem autorização da ANAC para a sua realização

A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ainda não autorizou a realização do Air Invictus, agendado para 19, 20 e 21 de junho no Porto, Gaia, Maia e Matosinhos, acrescentando que o promotor apresentou alterações no início desta semana.

“A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) ainda não proferiu decisão sobre o pedido de realização do evento aeronáutico em apreço, encontrando-se o mesmo em fase de avaliação técnica. Salienta-se que o promotor do evento apresentou alterações, no início desta semana, que abrangem diversos domínios”, explica o regulador da aviação civil, em resposta enviada hoje à agência Lusa, quando faltam nove dias para o início do festival.

Segundo a ANAC, “a avaliação em curso incide sobre as diversas atividades que o requerente [promotor] pretende integrar no evento aeronáutico”.

“A decisão final será proferida após a conclusão da análise dos novos elementos apresentados e terá por base critérios exclusivamente relacionados com a segurança operacional, a proteção de terceiros (no solo e no ar) e o cumprimento do enquadramento legal e regulamentar aplicável ao evento e a cada uma das operações nele integradas”, salienta o regulador.

A ANAC lembra que a sua atuação visa a “prossecução do interesse público na salvaguarda da segurança de pessoas e bens”, sublinhando que o princípio da segurança é “o seu objetivo primordial e orientador em todas as vertentes da sua ação regulatória e de supervisão, encontrando-se empenhada na concretização e garantia efetiva desse desígnio”.

Em 08 de maio, a Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD), após uma reunião com a organização do Air Invictus e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), revelou, em comunicado, que o evento ainda “não tinha a autorização definitiva para a sua realização”, por parte da ANAC.

No comunicado, emitido há um mês, a AAMTD adiantou que, de acordo com a informação transmitida pela organização, o regulador da aviação civil “apenas emitiria o seu parecer cerca de 15 dias antes da data do evento, agendado para 19, 20 e 21 de junho”.

Na ocasião, esta associação exigiu respostas e soluções, sublinhando que o facto de a ANAC vir a pronunciar-se cerca de 15 dias antes do evento era “estruturalmente inviável para operadores que planeiam a dois e três anos de antecedência”.

A AAMTD adiantou que a paragem total da navegação no Rio Douro durante os três dias do evento implicaria “perdas de milhões de euros para os operadores marítimo-turísticos, sem qualquer mecanismo de compensação definido”, acrescentando “não existirem locais alternativos para recolocar as embarcações, pois o encerramento do rio não tem solução logística conhecida”.

Fundada em 2018, a AAMTD representa 33 operadores do turismo fluvial na Via Navegável do Douro, entre navios-hotéis, cruzeiros diários, embarcações de animação turística e navegação local e tem como missão defender os interesses do setor, promover a sustentabilidade da atividade e assegurar um diálogo institucional permanente com as autoridades competentes.

Em comunicado já divulgado pelos promotores do Air invictus lê-se que “está a chegar o maior evento aéreo e aeroespacial alguma vez organizado em Portugal”.

“O Air Invictus traz aos céus do Porto, Gaia, Maia e Matosinhos uma animação ímpar. A adrenalina vai estar ao máximo com acrobacias e corridas onde estarão os melhores pilotos do mundo, mas há também espaço para o desfile de modelos clássicos e contemporâneos civis e militares, muita música e animação com o Revenge of The 90’S e a espetacularidade de um show de drones que pode fazer história em Matosinhos, logo no primeiro dia do evento”, adiantou a organização.

Segundo os promotores, “muito mais do que uma corrida, a primeira edição do Air Invictus em Portugal contempla uma vasta oferta em terra e no ar, com um total de 15 eventos distribuídos” pelas cidades do Porto, de Gaia, da Maia e de Matosinhos.

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Devolvidas 10 milhões de embalagens em 2 meses do Sistema de Depósito e Reembolso

O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) recolheu mais de 10 milhões de embalagens desde que entrou em funcionamento, há dois meses, nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ distribuídos por todo o país, anunciou hoje a entidade gestora.

Em comunicado, a SDR Portugal – associação sem fins lucrativos responsável pela implementação e gestão do sistema, operacional desde 10 abril, – considera que “este marco, alcançado ainda na fase de transição da operação, demonstra a efetiva adesão inicial dos cidadãos à ‘Volta’”.

“10 de junho, 10 milhões de habitantes, 10 milhões de embalagens devolvidas: uma coincidência simbólica que assinala a adesão dos consumidores à ‘Volta’”, enfatiza.

O sistema permite aos consumidores recuperarem o valor de depósito de 10 cêntimos por embalagem pago no ato da compra de garrafas e latas de uso único, de plástico, metal e alumínio e inferiores a três litros, mediante a sua devolução nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ existentes em Portugal continental, Açores e Madeira, número que deverá aumentar para mais de 3.000 nos próximos meses.

A estes, juntam-se 50 quiosques ‘Volta’, sobretudo em zonas com forte presença do setor da hotelaria, restauração e cafetaria.

Para a SDR Portugal, este resultado “assume particular relevância tendo em conta que o sistema se encontra ainda numa fase de transição, com a entrada progressiva no mercado de embalagens identificadas com o símbolo ‘Volta’”.

“O valor alcançado – 10.006.067 embalagens recolhidas em apenas dois meses – reflete a participação expressiva dos consumidores e o compromisso das entidades aderentes ao SDR na estabilização de uma rede de recolha nacional, operacional e eficiente”, sustenta.

Citado no comunicado, o presidente da SDR Portugal destaca que este número “corresponde, em média, a uma embalagem devolvida por cada cidadão, mas representa muito mais do que um marco estatístico”.

“Estamos a assistir ao início de uma mudança de comportamentos e confiantes de que Portugal seguirá o percurso dos sistemas de depósito e reembolso mais bem-sucedidos da Europa, contribuindo para o cumprimento das exigentes metas europeias de circularidade e sustentabilidade”, afirma Leonardo Mathias.

Os dados de operação hoje divulgados indicam que as devoluções acontecem com maior frequência ao fim de semana, em especial aos domingos, no que a SDR Portugal diz evidenciar “a adaptação progressiva do sistema às rotinas da população”.

Até 09 de agosto, o sistema encontra-se num período de transição, em que coexistem no mercado embalagens com e sem o símbolo ‘Volta’, à medida que os produtos disponíveis vão sendo progressivamente substituídos pelas novas embalagens integradas na operação.

Assim, a aquisição de embalagens sem o símbolo ‘Volta’ não envolve o pagamento do valor de depósito associado, pelo que estas também não são aceites pelo sistema, devendo antes ser encaminhadas para os respetivos ecopontos.

Os pontos automáticos ‘Volta’ existentes nos supermercados e hipermercados e os quiosques reconhecem as embalagens elegíveis e permitem a devolução do valor de depósito sob diversas formas: vale convertível em numerário, vale de desconto no ponto de venda, carregado num cartão de fidelização ou através de outras soluções digitais, ainda em desenvolvimento. É também possível optar pela doação a instituições de cariz social.

As embalagens podem ser devolvidas em qualquer ponto ou quiosque, independentemente do local de compra, podendo também as embalagens adquiridas em estabelecimentos como cafés, restaurantes ou bares ser entregues nesses locais.

Para serem abrangidas, as garrafas e latas devem conter o símbolo ‘Volta’, o código de barras legível, estar vazias, não amolgadas ou amachucadas e, no caso das garrafas, com tampa.

Segundo destaca a entidade gestora, o SDR é “essencial para que Portugal cumpra as metas europeias de recolha seletiva e reciclagem de embalagens de bebidas de uso único, incluindo o objetivo de atingir 90% de recolha até 2029”.

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Nokia afronta su centenario en España con un giro radical: de los móviles a los data centers y la defensa

Nokia, la histórica tecnológica finlandesa, celebra este año su centenario en España con un negocio muy distinto al que le alzó al trono mundial de los fabricantes de teléfonos móviles a comienzos de los 2000. La compañía ha consumado un giro de 180 grados que le aleja definitivamente de la telefonía móvil tradicional en favor del desarrollo de infraestructura crítica para inteligencia artificial, las redes ópticas de última generación y, en última instancia, la seguridad y la defensa. El resultado, a juzgar por la reacción del mercado, ha sido un éxito: ya es la cotizada más valiosa de Finlandia tras dispararse más de un 110% en bolsa en lo que va de año.

"La curva de valor refleja que los inversores confían en nuestra estrategia" ha reconocido este miércoles su presidente en España, Ignacio Gallego, durante un desayuno organizado por la Confederación Española de Directivos y Ejecutivos (CEDE). Esta estrategia, ha detallado, se articula en una "simplificación" de su negocio. "Hemos creado dos grandes divisiones, una centrada en redes, orientada sobre todo al mundo de los grandes centros de datos. Y otra orientada a la infraestructura móvil para adecuar las redes móviles que venimos desplegando los últimos años a los retos y a las necesidades que la llegada de este gran volumen de información y la inteligencia artificial demanda" ha explicado sobre la estrategia que arrancó con la adquisición en febrero del año pasado de la empresa estadounidense Infinera, especializada en soluciones de fibra óptica.

Junto a esta apuesta por la infraestructura digital, Nokia ha decidido reforzar su presencia en un ámbito que considera cada vez más estratégico: la defensa. "Hemos creado también una unidad orientada a la seguridad y a la defensa porque entendemos el papel clave de este aspecto. Cada vez más nuestros clientes demandan tecnología en este ámbito", ha afirmado Gallego, consciente de la oportunidad que ha abierto el auge de inversiones militares en Europa. Su apuesta se enmarca en el viraje del sector de las telecomunicaciones, que ha acelerado su apuesta por crecer en defensa, tejer alianzas con la industria militar y ofrecer su catálogo de soluciones a las fuerzas armadas.

Para Gallego, la receta de la competitividad para que Nokia siga creciendo en España, cien años después de su llegada, pasa por la colaboración publico-privada, la visión, la innovación y un modelo de cocreación con sus principales clientes como Telefónica. "Ellos son los que ofrecen los servicios que facilitan nuestras tecnologías. Recogemos sus necesidades y juntos creamos la tecnología que va a satisfacer esa necesidad" ha detallado. En este aspecto, siguiendo la línea del presidente de su cliente, Marc Murtra, ha instado a las autoridades a facilitar la consolidación de los operadores. "Competimos con otras áreas geográficas que han ido por delante de nosotros y han consolidado sus mercados con dos o tres operadores como China o Estados Unidos. En Europa, en cambio, no tenemos dedos para contar los que hay; el mercado está muy fragmentado y la situación actual exige competidores fuertes" ha defendido.

Pide agilizar los permisos para implantar data centers

Por otro lado, Gallego ha aprovechado los focos para advertir de que el auge de la inteligencia artificial no será posible sin una profunda modernización de las infraestructuras de conectividad que sostienen el tráfico de datos. "Hemos leído cifras mareantes de inversión por parte de los grandes actores tecnológicos en centros de datos. En Europa se habla ya de gigafactorías, centros de datos gigantescos, pero para que todo eso funcione también es necesaria una conectividad avanzada y muy segura", ha señalado. "Hoy esas redes no están preparadas para que esto funcione a escala. La conectividad necesita evolucionar y por eso se explica en parte el cambio de estrategia de la compañía. Hemos entendido esa necesidad y estamos desarrollando la tecnología necesaria para adaptarnos a esa demanda" ha argumentado.

En este contexto, Gallego ha sostenido que España cuenta con una oportunidad estratégica para convertirse en uno de los grandes polos digitales del mundo gracias a su posición geográfica como "punto de convergencia" entre América, Europa y África, una amplia red de infraestructuras de telecomunicaciones y una capacidad de generación renovable "envidiable" frente a otros países europeos. No obstante, ha avisado de que para aprovechar esa ventaja será necesario facilitar el acceso de las empresas a la energía limpia, simplificar los procesos regulatorios para evitar que la construcción de nuevos centros de datos se prolongue durante años y acelerar la modernización de las redes. "Con esos activos estamos en una posición única para convertirnos en un 'hub' digital mundial, pero tenemos que seguir apostando por la infraestructura y la conectividad" ha concluido.

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BCE colocou restrições à Revolut devido à rapidez de aprovação de novos produtos financeiros

BCE

O Banco Central Europeu (BCE) tomou medidas para restringir as operações da fintech Revolut no ano passado, avançou esta quarta-feira o Financial Times. Estas limitações à filial europeia da fintech, com sede no Reino Unido, deveu-se às preocupações sobre a rapidez com que a empresa aprovava novos produtos financeiros.

De acordo com fontes consultadas pela publicação britânica estas restrições temporárias, que foram aplicadas no verão passado, continuariam em vigor até que fossem corrigidas as “deficiências” nos processos de aprovação. A Revolut foi obrigada a realizar uma revisão por terceiros das suas funções de risco, conformidade e jurídicas que regem os lançamentos de novos produtos na Europa.

O Financial Times adianta também que as restrições foram ainda mais apertadas fora do bloco para a filial europeia da Revolut, impedindo-a de fazer aquisições ou de conquistar novos clientes fora do continente.

A publicação britânica referiu que o conselho europeu da Revolut foi informado das restrições em julho de 2025. Uma fonte referiu ao Financial Times que, desde o verão passado, a Revolut melhorou o seu processo interno de lançamento de produtos, com análises mais rigorosas de novas iniciativas por parte de especialistas internos.

A Revolut citada pela publicação britânica referiu que mantém um “diálogo contínuo e construtivo” com os seus reguladores, incluindo o Banco Central Europeu, como parte das suas operações normais enquanto banco totalmente licenciado. “A Revolut está empenhada nos mais elevados padrões de governação e gestão de riscos. Em conformidade com as expectativas de supervisão, reforçamos regularmente o nosso ambiente de controlo interno e os nossos processos operacionais”, acrescentou a fintech.

Já o BCE não prestou comentários.

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Risco digital começa antes do impacto: KPMG defende antecipação como fator crítico para as empresas

A cibersegurança deixou de ser apenas uma preocupação tecnológica para assumir um papel central na competitividade, na confiança e no crescimento das organizações. Esta é uma das principais conclusões do relatório Cybersecurity Considerations 2026, da KPMG, que alerta para a necessidade de uma abordagem mais preventiva e integrada face ao aumento das ameaças digitais.

Segundo o estudo, que reúne contributos de mais de duas dezenas de especialistas internacionais, 79% dos CEOs globais consideram o cibercrime e a insegurança digital como a maior ameaça aos seus negócios, ultrapassando fatores como a pressão regulamentar (69%) e os conflitos geopolíticos (57%).

A consultora  destaca que os ciberataques começam muito antes do seu impacto se tornar visível, explorando vulnerabilidades que servem de porta de entrada para operações cada vez mais sofisticadas. Neste contexto, a antecipação surge como um elemento-chave para reforçar a resiliência das organizações, numa altura em que a inteligência artificial (IA), a fragmentação geopolítica e a evolução da regulamentação estão a transformar o panorama do risco digital.

“A confiança digital é hoje um diferencial competitivo. À medida que a IA amplia capacidades – tanto de atacantes como de defensores – é essencial gerir o risco associado a identidades não humanas em toda a cadeia de valor. Segurança e compliance não têm de ser um travão à inovação; pelo contrário, podem ser um catalisador, ao garantirem resiliência digital”, afirma Sérgio Martins, Cybersecurity Partner da KPMG Portugal.

O relatório identifica a inteligência artificial como o principal motor de transformação do ciberespaço. Se, por um lado, os atacantes recorrem à automação, à IA generativa e a agentes autónomos para escalar ataques, por outro, as empresas utilizam estas mesmas tecnologias para detetar ameaças em tempo real e responder com maior rapidez a incidentes.

De acordo com os dados apresentados, 92% dos executivos do setor tecnológico acreditam que a gestão de agentes autónomos de IA será uma competência essencial nos próximos cinco anos. Ainda assim, a confiança pública continua a ser um desafio: mais de metade da população mundial (54%) afirma desconfiar da utilização desta tecnologia, reforçando a necessidade de mecanismos robustos de segurança e governação.

Entre as principais tendências destacadas pela KPMG está o crescimento exponencial das chamadas identidades não humanas – contas de serviço, máquinas, aplicações e agentes de IA –, que já superam largamente o número de utilizadores humanos nas organizações.

Esta realidade está a ampliar a superfície de ataque. O estudo revela que 59% das empresas foram vítimas, no último ano, de uma violação de segurança provocada por terceiros, frequentemente através da exploração de credenciais de máquinas com permissões excessivas. A consultora alerta mesmo que a próxima grande falha de segurança poderá resultar não de um erro humano, mas de uma máquina a operar sem controlo adequado.

Geopolítica, regulação e cadeia de abastecimento redefinem a segurança

A crescente tensão geopolítica e o reforço do quadro regulatório estão também a obrigar empresas e entidades públicas a repensarem as suas infraestruturas tecnológicas, a relação com fornecedores e a localização dos dados.

Na União Europeia, diretivas como a NIS2, a DORA e a CER estão a deslocar o foco da simples proteção da informação para a resiliência operacional, exigindo que as organizações demonstrem capacidade para resistir, responder e recuperar de incidentes cibernéticos, especialmente em setores críticos como energia, telecomunicações, saúde e banca.

Ao mesmo tempo, a cadeia de abastecimento está a transformar-se numa verdadeira “attack chain”. A dependência de fornecedores de serviços cloud, software, inteligência artificial e serviços digitais faz com que o risco cibernético se estenda a todo o ecossistema empresarial. Segundo a KPMG, a resiliência da supply chain é atualmente o principal fator a influenciar as decisões de negócio a curto prazo, enquanto 45% das organizações admitem que o risco regulamentar associado a terceiros aumentou significativamente.

Perante este cenário, o papel do Chief Information Security Officer (CISO) está também a evoluir. O responsável pela segurança da informação deixa de ser apenas um gestor técnico para assumir uma função estratégica, contribuindo para integrar a segurança nos processos de inovação, na adoção da inteligência artificial e no crescimento sustentável das empresas.

A mensagem do relatório é clara: num contexto marcado pela incerteza tecnológica e geopolítica, a cibersegurança já não é apenas uma questão de defesa. É um ativo económico, um fator de diferenciação competitiva e uma condição essencial para reforçar a confiança digital.

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Plataforma de financiamento colaborativo imobiliário lança primeiro projeto residencial em Turim

A Wecity, plataforma digital de financiamento colaborativo imobiliário, anunciou a sua entrada no mercado italiano, no que é considerado mais um passo na estratégia de expansão internacional da empresa. A operação arranca com um projeto de desenvolvimento residencial em Turim, uma das principais cidades económicas da região do Piemonte, no norte de Itália.

Através do seu modelo de financiamento alternativo e participativo, a plataforma vai permitir que investidores particulares e institucionais participem na aquisição, remodelação e posterior venda de 12 apartamentos localizados no edifício da Via Sacchi 16, numa operação desenvolvida em parceria com o promotor imobiliário LoBa Invest.

O projeto prevê um financiamento total de 1,45 milhões de euros, estruturado em duas fases. A primeira tranche, de 1 milhão de euros, destina-se a suportar parte da aquisição do imóvel e o arranque das obras, enquanto a segunda, de 450 mil euros, financiará a conclusão da intervenção.

Segundo a empresa, o promotor assegura um investimento próprio de 570 mil euros, reforçando a robustez da operação. Para os investidores da plataforma, o projeto oferece uma taxa de juro anual de 11%, com um prazo estimado de nove meses, acrescido de uma eventual prorrogação de três meses, estando ainda garantido por uma hipoteca de primeiro grau sobre a totalidade das habitações.

A entrada em Itália surge num contexto de crescente necessidade de soluções alternativas de financiamento para o setor residencial. A Wecity considera que o mercado italiano apresenta características semelhantes às de Portugal e Espanha, nomeadamente um défice estrutural de oferta habitacional e uma procura crescente por mecanismos de financiamento mais ágeis e flexíveis.

“A Itália reúne características semelhantes às de Portugal e Espanha: forte procura habitacional, interesse dos investidores e necessidade de novas soluções de financiamento. Acreditamos que a experiência acumulada pela Wecity nestes mercados nos permitirá contribuir para o desenvolvimento de novos projetos residenciais e oferecer oportunidades atrativas aos investidores”, afirma Antonio Mañas, CEO da Wecity.

A plataforma chega a Itália depois de consolidar a sua atividade em Espanha e em Portugal, onde opera há cerca de três anos. O mercado italiano representa, assim, o segundo grande passo da expansão internacional da empresa, que sublinha ainda o seu compromisso com a transparência e com o enquadramento regulamentar europeu, operando ao abrigo do regime ECSP (European Crowdfunding Service Providers).

Até ao momento, a Wecity já financiou mais de 255 milhões de euros através de 192 projetos imobiliários. Em Portugal, o volume financiado atingiu 11,9 milhões de euros em 2025 e, apenas nos primeiros cinco meses deste ano, a plataforma já ultrapassou esse valor, com 12,7 milhões de euros financiados, superando o total registado durante todo o ano anterior.

Fundada em Espanha e com presença em Portugal, a Wecity atua como uma plataforma digital que liga promotores imobiliários e investidores num ecossistema colaborativo. Nos últimos cinco anos, financiou cerca de 250 milhões de euros em projetos imobiliários e afirma liderar, no mercado europeu de financiamento colaborativo, o rácio de reembolso de empréstimos. Enquanto Prestador de Serviços de Financiamento Colaborativo autorizado, a empresa está habilitada a prestar serviços em Portugal.

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Era Agêntica: 80% das pesquisas já incluem IA e obrigam marcas a reinventar estratégias

A crescente integração da Inteligência Artificial (IA) nos motores de pesquisa está a transformar profundamente o marketing digital, obrigando as marcas a competir não apenas pela atenção dos consumidores, mas também pela recomendação dos próprios sistemas de IA. A conclusão foi destacada no evento “What’s Next in the Agentic Era: Disrupção no Marketing, Media e Medição”, promovido pela Incubeta em parceria com a Google, que reuniu em Lisboa profissionais das áreas de marketing, media, dados e tecnologia.

Segundo Michael Ossendrijver, Group Chief Solutions Officer da Incubeta Global, “o manual tradicional do marketing digital foi reescrito”, sublinhando que os consumidores procuram cada vez mais respostas diretas, em vez de navegarem por múltiplos resultados. “Mindshare is becoming Model Share”, afirmou, sintetizando a mudança de paradigma.

De acordo com o responsável, cerca de 80% das pesquisas já apresentam respostas geradas por IA, tendência que deverá intensificar-se nos próximos anos. Em paralelo, o tráfego proveniente de sistemas de IA para plataformas de comércio eletrónico registou um crescimento de 393% face ao ano anterior, com taxas de conversão 42% superiores às do tráfego digital tradicional.

Este novo contexto está a alterar o papel dos agentes digitais, que passam a mediar a relação entre consumidores e marcas. O tradicional funil de marketing — baseado em pesquisas, cliques e navegação em websites — dá lugar a um modelo em que a decisão é cada vez mais influenciada por recomendações automatizadas.

Apesar da rápida evolução, a maioria das empresas ainda não está preparada para esta transformação. Dados da Incubeta indicam que 81% dos profissionais de marketing admitem não ter uma estratégia clara para interpretar e operacionalizar métricas relacionadas com IA.

Também Patrícia Nabeto, country manager da Incubeta em Portugal, alertou para a ausência de uma abordagem estruturada à adoção da tecnologia. “A verdade é que não há uma estratégia para o uso de Inteligência Artificial nas empresas”, afirmou.

Um estudo da empresa junto de líderes de marketing e executivos dos setores do retalho e comércio eletrónico revela ainda inconsistências na perceção de desempenho: embora 70,4% considerem eficaz a aplicação dos orçamentos, apenas 41,6% reconhecem que uma parte significativa do investimento não gera o retorno esperado.

A responsável destaca ainda o chamado “Imposto da Ineficiência”, apontando que muitas organizações continuam a aumentar os seus orçamentos — 73,6% fazem-no anualmente — sem resolver falhas estruturais, o que resulta na amplificação de ineficiências operacionais.

No plano estratégico, a adoção de IA é amplamente reconhecida como crítica: 77% dos líderes acreditam no seu impacto positivo no desempenho, mas apenas 55% dizem ter capacidade para a implementar eficazmente. Além disso, 12% das empresas ainda não utilizam IA nas suas operações de marketing.

O evento evidenciou também a emergência do conceito de “Agentic Commerce”, em que agentes de IA passam a intermediar a descoberta e recomendação de produtos. Neste cenário, a visibilidade baseada em SEO perde relevância, sendo substituída pela capacidade das marcas de comunicarem eficazmente com os algoritmos que orientam as decisões de compra.

A mudança implica uma revisão das estratégias de conteúdo, com menor foco em palavras-chave e maior aposta em descrições semânticas e informativas que facilitem a interpretação por modelos de linguagem.

Com a participação de empresas como Farfetch, Google, Sonae MC, Vodafone e Worten, o encontro reforçou a ideia de que a chamada Era Agêntica representa uma transformação estrutural na forma como as marcas criam valor e competem num ecossistema digital cada vez mais mediado por inteligência artificial.

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Mundial 2026: turismo, hotelaria, publicidade e apostas entre os setores mais bem posicionados para lucrar

O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, que será coorganizado pelos Estados Unidos, Canadá e México, está a ser apontado como um marco histórico não apenas no plano desportivo, mas também no económico.

Esta edição será a maior de sempre da FIFA, contando pela primeira vez com 48 seleções participantes e jogos distribuídos por 16 cidades da América do Norte. O evento ganha ainda um forte simbolismo especial por representar, previsivelmente, a última participação de figuras como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Luka Modrić e Neymar no maior palco do futebol mundial.

De acordo com uma análise divulgada pela corretora Freedom24, as projeções financeiras associadas à competição superam largamente os registos anteriores.

A FIFA estima arrecadar entre 11 mil milhões e 13 mil milhões de dólares em receitas durante o ciclo de 2023–2026, uma subida expressiva face aos 7,5 mil milhões de dólares gerados no ciclo do Mundial do Catar, em 2022. Espera-se que a venda de bilhetes e os pacotes de hospitalidade atinjam os 3,1 mil milhões de dólares, enquanto os direitos televisivos deverão render cerca de 4,26 mil milhões de dólares. O campeonato prevê atrair perto de 6,5 milhões de espectadores aos estádios, estabelecendo um recorde absoluto.

No que toca ao impacto macroeconómico, estima-se que a contribuição total para o PIB dos três países anfitriões seja de 40,9 mil milhões de dólares, com a atividade económica global associada ao torneio a poder alcançar os 80,1 mil milhões de dólares.

Especialistas da Freedom24 sublinham que este fluxo de capital cria oportunidades táticas para investidores em múltiplos setores económicos, embora ressalvem que o efeito de um Mundial raramente constitui um motor de crescimento sustentável a longo prazo por si só.

O turismo e a hotelaria surgem como os principais beneficiários diretos, com a FIFA a estimar que mais de metade das despesas previstas estará ligada a gastos turísticos.

Grandes cadeias hoteleiras como Marriott International, Hilton Worldwide e Hyatt Hotels, além da plataforma Airbnb e de agências de reservas online como Expedia, Booking Holdings e Trip.com, deverão registar aumentos de procura. De resto, após o sorteio da fase de grupos em janeiro de 2026, os preços dos hotéis nas cidades anfitriãs subiram, em média, 14,75%, com picos notáveis em Guadalajara (385%) e Vancouver, onde alguns quartos atingiram os 1.455 dólares por noite.

O segmento da mobilidade urbana e entrega de refeições, onde operam empresas como Uber, Lyft, DoorDash e Uber Eats, também antecipa um forte acréscimo de atividade.

No retalho e marketing, as marcas de vestuário desportivo são apontadas como fortes candidatas a retornos financeiros. A Adidas, enquanto parceira oficial da FIFA e fabricante da bola da competição, é vista por muitos investidores como a empresa com maior potencial de benefício relativo, embora concorrentes como a Nike e a Puma também mereçam atenção devido aos seus patrocínios de seleções e vendas de vestuário casual associado ao futebol.

Paralelamente, o setor dos media e da publicidade digital — liderado nos EUA por operadoras como a Fox Corporation e a Comcast, e globalmente por plataformas como a Meta e a Alphabet — deverá capturar uma fatia significativa do reforço dos investimentos publicitários das marcas.

A análise indica ainda que a Netflix poderá beneficiar caso continue a expandir a sua aposta em documentários e conteúdos ligados ao futebol. Por fim, as apostas desportivas surgem como um setor de elevado potencial de rentabilidade, mas igualmente de alta volatilidade. Projeta-se que o volume global de apostas durante as semanas do campeonato ultrapasse os 150 mil milhões de dólares.

A Freedom24 cita um estudo da Paysafe que indica que 62% dos adeptos nos Estados Unidos planeiam apostar durante o evento (sendo que 29% o farão pela primeira vez), enquanto no México essa percentagem sobe para os 68%. Operadores consolidados no mercado norte-americano, como a DraftKings e a Flutter Entertainment (detentora da FanDuel), posicionam-se na linha da frente para capitalizar esta tendência, num cenário onde a concorrência de mercados de previsão alternativos como a Kalshi e a Polymarket poderá aumentar.

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Goparity canaliza mais de 20 milhões de euros para energia limpa em Portugal

No âmbito da Semana Europeia da Energia Sustentável, a plataforma portuguesa de investimento sustentável Goparity revelou que já canalizou mais de 20 milhões de euros para projetos de energia limpa, destacando-se como uma alternativa ao financiamento tradicional para acelerar a transição energética no país.

A empresa alerta para os persistentes bloqueios no acesso a financiamento por parte de pequenas e médias empresas (PMEs), comunidades de energia e promotores locais, num momento em que a Europa enfrenta tensões geopolíticas e pressões sobre os preços dos combustíveis fósseis. “Portugal tem os recursos naturais e a visão política. O que falta, por vezes, é financiamento que chegue a quem realmente precisa. A Goparity existe para cobrir essa lacuna – de forma regulada, transparente e com impacto mensurável”, afirmou Nuno Brito Jorge, CEO e cofundador da Goparity.

Regulada pela CMVM ao abrigo do Regulamento Europeu de Crowdfunding e certificada como B Corp, a plataforma tem mais de 70% do seu portefólio em Portugal. Até ao momento, foram efetuados quase 500 empréstimos, dos quais 150 já totalmente reembolsados, devolvendo 19,3 milhões de euros aos investidores. Mais de metade deste valor (mais de 10 milhões de euros) provém de projetos nacionais.

O impacto ambiental é significativo: os projetos financiados geram ou poupam anualmente 6,7 GWh de energia e evitam a emissão de 14 mil toneladas de CO₂ por ano – o equivalente à absorção de mais de 600 mil árvores. Na categoria de energia sustentável, que representa cerca de 50% dos projetos da plataforma, foram já emprestados 20,7 milhões de euros, prevendo-se a geração de 36,4 GWh de energia limpa por ano.

A Goparity tem financiado sistemas solares de autoconsumo, projetos de eficiência energética, mobilidade elétrica e comunidades de energia renovável em várias regiões do país, do Alentejo aos Açores. Do lado dos investidores, a plataforma oferece um retorno médio anual de 5,4%. Cada 1.000 euros investidos evitam, em média, 1,6 toneladas de CO₂ por ano e impactam positivamente 14 pessoas.

Nuno Brito Jorge, que trabalhou no Parlamento Europeu acompanhando as comissões de Energia, Indústria e Ambiente durante o período do pacote “20-20-20”, sublinha a importância de mecanismos de financiamento ágeis e transparentes para cumprir a meta de neutralidade carbónica em 2050.

Fundada com o objetivo de democratizar o acesso ao financiamento sustentável, a Goparity já apoiou mais de 400 projetos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em três continentes, num total superior a 50 milhões de euros investidos. Estes projetos beneficiaram mais de 100 mil pessoas, criaram mais de 4 mil empregos e contribuem para evitar anualmente mais de 30 mil toneladas de CO₂.

A plataforma surge, assim, como parte da solução para ligar capital privado e cidadão a projetos com impacto real, num contexto em que a velocidade do financiamento precisa de acompanhar a ambição climática europeia.

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La EMT relanza el nuevo centro de autobuses eléctricos de La Elipa tras quedar desierta la concesión

La Empresa Municipal de Transportes (EMT) de Madrid ha relanzado el concurso para desarrollar el futuro Centro de Operaciones de La Elipa (Ciudad Lineal), uno de los grandes proyectos de infraestructuras sobre la mesa del Ayuntamiento de Madrid. Cuatro meses después de quedar desierta la licitación del contrato valorado en 439 millones de euros en régimen de concesión, la empresa municipal ha activado la maquinaria para retomar el concurso de las obras, sin concesión, con un nuevo valor de 161 millones.

Según figura en las actas a las que ha tenido acceso este medio, EMT ha optado ahora por una fórmula contractual distinta al modelo concesional a 20 años que lanzó el pasado noviembre y que fracasó tras quedar desierto por falta de ofertas. En este sentido, desde la propia empresa municipal se defendía inicialmente el modelo concesional, avalado por la Oficina Nacional de Evaluación (ONE), por su capacidad para distribuir los costes a lo largo de toda la duración del contrato -que abarca desde el inicio de la explotación hasta el año 2045-, facilitando así la necesaria inversión en infraestructuras y minimizando el impacto en la estabilidad presupuestaria de la empresa municipal. Así, el nuevo concurso se centra en la redacción del proyecto constructivo y la ejecución de las obras necesarias para levantar el futuro centro que, según constatan fuentes conocedoras, será explotado, gestionado y conservado, por el ente que pende del Ayuntamiento de Madrid.

Los pliegos conceden un mes a las constructoras para presentar sus propuestas con el próximo 9 de julio como deadline y fija un plazo máximo de ejecución de 32 meses a contar desde la formalización del contrato. La adjudicataria será responsable de la redacción del proyecto de ejecución, la tramitación de autorizaciones y la construcción de las instalaciones sobre los terrenos del antiguo centro para operar una flota de autobuses 100 % eléctricos. A la espera de definir el interés de las empresas por este nuevo contrato de obras, constructoras como FCC, Sacyr, Acciona o Ferrovial forjaron alianzas con diversas eléctricas para postularse al primer concurso, según avanzó elEconomista.

Las obras del futuro centro mantienen intacta su complejidad técnica. La memoria define la actuación como la implantación de un centro de operaciones de alta especialización para una flota completamente eléctrica, con instalaciones de media y baja tensión, una nueva subestación eléctrica, sistemas de recarga inteligente, comunicaciones, energía solar fotovoltaica y sistemas específicos de protección contra incendios. De hecho, la EMT justifica la exigencia de clasificaciones empresariales específicas por el peso que tienen las instalaciones eléctricas y por las singularidades asociadas a la recarga de autobuses eléctricos y a la protección frente a incidentes relacionados con baterías.

Hasta 300 autobuses en las antiguas cocheras de La Elipa

El proyecto permitirá transformar las actuales instalaciones de La Elipa en el primer centro de operaciones de nueva construcción concebido íntegramente para una flota eléctrica de EMT. Situado en el distrito de Ciudad Lineal, donde la empresa municipal opera desde 1971, el complejo ocupará una parcela de cerca de 40.000 metros cuadrados y dispondrá de espacio para más de 300 autobuses cero emisiones. El diseño prevé una superficie de 32.000 metros cuadrados destinada al estacionamiento de vehículos y más de 6.000 metros cuadrados para talleres y dependencias técnicas dedicadas a labores de mantenimiento, limpieza y reparación. La actuación se completa con una gran planta fotovoltaica sobre cubierta, integrada por más de 7.200 paneles solares, llamada a convertirse en uno de los elementos clave de una infraestructura estratégica para avanzar en la electrificación de la flota y la descarbonización del transporte público madrileño.

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