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Queriam aumentos? Temos pena, mas o dinheiro vai ser investido em IA

A inteligência artificial não está a chegar apenas para tirar o emprego. Está aí para lhe roubar também o salário. A tecnológica norte-americana Teradata informou os seus 5100 trabalhadores de que não deverão contar com aumentos salariais anuais em 2026, numa altura em que a empresa está a redireccionar orçamento para investimentos em inteligência artificial. A decisão foi comunicada em Janeiro através de um memorando interno do presidente executivo, Steve McMillan, conta o Business Insider. No documento, McMillan afirma que a prioridade da empresa para este ano é “vencer no mercado com IA” e que, para isso, a empresa vai

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YouTube ultrapassa a Netflix no tempo médio de consumo diário em todo o mundo

“O YouTube é televisão”. A evolução da plataforma detida pela Alphabet é uma das transformações mais marcantes da década no setor dos media, dizem analistas do setor. O YouTube ultrapassou a Netflix no tempo médio de visionamento diário entre os utilizadores de todo o mundo, segundo uma análise citada pelo The Guardian, que revela o crescente peso mediático da plataforma digital. A forte transição para o consumo de YouTube na televisão que se registou nos últimos anos alimentou uma rivalidade cada vez maior entre as principais plataformas digitais e de streaming do mundo, diz o jornal britânico. “O YouTube já

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Vai a esta cidade algarvia no verão? Novas regras já entraram em vigor e não agradam a todos

Mais de 400 negócios em Albufeira estão a ser afetados por novas regras municipais para a vida noturna, que entraram em vigor no domingo. A Associação Comercial de Albufeira questiona a legalidade das medidas, critica a falta de consulta aos empresários e alerta para possíveis consequências na economia local.

De acordo com o The Portugal News, as restrições foram introduzidas pela Câmara Municipal de Albufeira com o objetivo de reduzir o ruído em zonas classificadas como áreas especiais de prevenção de ruído e nas zonas envolventes, num raio de cinco quilómetros.

As novas regras alteram horários de funcionamento e impõem limites mais apertados ao som. Lojas de conveniência, garrafeiras e minimercados passam a encerrar às 23h00, em vez de meia-noite, enquanto os bares devem fechar às 03h00, uma hora mais cedo do que anteriormente.

Discotecas também fecham mais cedo

As discotecas passam a encerrar às 05h00, quando antes podiam funcionar até às 06h00. A autarquia impôs ainda controlos mais rigorosos ao ruído, incluindo um limite máximo de 74 decibéis no exterior.

A Associação Comercial de Albufeira, conhecida como ACALB, diz que os empresários têm contactado a associação para pedir esclarecimentos desde que as medidas foram anunciadas. Segundo o presidente da estrutura, Sérgio Brito, existem muitas dúvidas sobre o conteúdo do despacho municipal.

O responsável defende que é necessário avaliar o verdadeiro impacto das restrições na economia local. A associação receia que a redução de horários prejudique não só bares e discotecas, mas também outros negócios ligados ao turismo e à animação noturna.

Empresários dizem que não foram ouvidos

Uma das principais críticas da ACALB prende-se com a alegada falta de consulta prévia. Sérgio Brito afirma que a comunidade empresarial foi surpreendida pelas reduções de horário e considera que a decisão foi tomada de forma unilateral pela autarquia.

Para a associação, a ausência de diálogo torna mais difícil encontrar soluções equilibradas para um problema que envolve moradores, turistas, empresários e autoridades. A ACALB garante estar disponível para colaborar com o município, mas lamenta que os comerciantes não tenham sido chamados antes da entrada em vigor das medidas.

A associação recorda ainda que já tinha sido apresentado anteriormente um plano de mitigação de ruído. Ainda assim, segundo os empresários, as novas regras avançaram sem uma avaliação partilhada dos seus efeitos práticos e económicos.

Limite de ruído gera dúvidas

O limite máximo de 74 decibéis no exterior está a gerar preocupação entre restaurantes, bares e estabelecimentos com esplanadas. Sérgio Brito alertou que até uma conversa normal entre pessoas sentadas numa esplanada pode, em determinadas circunstâncias, aproximar-se desse valor.

Esta situação cria incerteza para os empresários, que temem dificuldades no cumprimento das novas regras. A dúvida está em saber como será feita a medição, em que condições e de que forma serão avaliados ruídos provenientes dos clientes, da rua ou de outros espaços públicos.

A ACALB sublinha que muitos estabelecimentos já funcionam com limitadores de som certificados. Ainda assim, a aplicação dos novos controlos poderá obrigar a equipamentos adicionais, custos técnicos e adaptações que nem todos os negócios estavam preparados para suportar.

Medidas abrangem mais do que bares

Segundo a associação, mais de 400 negócios estão dentro do âmbito das medidas. O impacto vai muito além das zonas tradicionalmente associadas à vida noturna e ao turismo jovem, uma vez que as regras se aplicam também a áreas envolventes num raio de cinco quilómetros.

Isto significa que estabelecimentos que não estão diretamente ligados à animação noturna intensa podem ser afetados. Para a ACALB, esta abrangência levanta dúvidas sobre proporcionalidade e eficácia.

Sérgio Brito considera que não está em causa apenas o custo financeiro, mas também a dificuldade técnica de implementar novas obrigações. A associação está a analisar a base legal das medidas e não exclui avançar com outras ações.

Ruído continuou nas ruas

Outro ponto levantado pelos comerciantes é a eficácia das restrições. Segundo o presidente da ACALB, na primeira noite de aplicação das novas regras, os bares encerraram às 03h00, mas muitas pessoas permaneceram nas ruas a falar em voz alta e sem controlo.

Para a associação, este exemplo mostra que o problema do ruído não se resolve apenas com o encerramento mais cedo dos estabelecimentos. Parte do incómodo sentido por moradores pode resultar da permanência de grupos no espaço público depois do fecho dos bares.

A ACALB defende que é necessário atuar também na rua, com fiscalização adequada, gestão de fluxos de pessoas e medidas que evitem concentrações desordenadas após o encerramento dos espaços de diversão.

Turismo e economia local em causa

Albufeira é uma das cidades mais dependentes do turismo no Algarve, com forte presença de restauração, bares, discotecas, lojas, alojamento e serviços associados à animação noturna. A redução de horários pode afetar receitas numa fase de aproximação à época alta.

A associação comercial alerta que todo o ecossistema turístico dependente da atividade dos visitantes pode ser prejudicado. Além dos bares e discotecas, podem sentir impacto setores como táxis, transporte privado, restauração tardia, alojamento e comércio.

Ao mesmo tempo, a autarquia procura responder às queixas de ruído e melhorar a qualidade de vida dos residentes. O desafio passa por encontrar um equilíbrio entre o direito ao descanso, a imagem turística da cidade e a sustentabilidade económica dos negócios.

Associação quer soluções equilibradas

Sérgio Brito afirmou que a ACALB continuará a tentar dialogar com a Câmara Municipal de Albufeira. O objetivo, segundo a associação, é encontrar soluções que protejam os moradores sem comprometer um setor turístico e de entretenimento que faz parte da identidade local há mais de quatro décadas.

Os empresários defendem que as medidas devem ser ajustadas à realidade do terreno, tendo em conta as diferenças entre zonas, tipos de estabelecimento e origem efetiva do ruído. Para a associação, fechar mais cedo pode não resolver o problema se a perturbação continuar no espaço público.

Com as novas regras já em vigor, os próximos dias deverão ser decisivos para perceber o impacto real da medida. Em plena entrada no período forte do turismo, Albufeira enfrenta agora um debate sensível entre descanso, diversão e economia local.

Leia também: Vai ‘bater com o nariz na porta’: este Lidl no Algarve está fechado para obras e só reabre nesta data

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Port Cyber Arena concluiu novas formações no âmbito da Cibersegurança

A Port Cyber Arena, no Porto de Sines, acolheu entre os dias 26 a 28 de maio, um ciclo de três formações dedicadas ao reforço da ciber-resiliência no setor marítimo-portuário, cujas ações incidiram sobre os temas ‘Ciber Táticas’, ‘Noções Essenciais de Cibersegurança’ e ‘Desenvolvimento de Código Seguro’, combinando conteúdos de uma vertente teórica com uma forte componente prática.

Estas formações visam capacitar os formandos com conhecimentos fundamentais de cibersegurança, dotando-os de competências para prevenir, responder e mitigar os impactos de potenciais ciberataques nas respetivas organizações.

A iniciativa contou com a participação de um grupo heterogéneo de profissionais pertencentes a uma autoridade portuária nacional, a um operador de terminal e a uma empresa tecnológica de referência no setor da mobilidade, transportes, logística e defesa.

A diversidade dos participantes reflete o propósito central da Port Cyber Arena, que disponibiliza uma oferta formativa de excelência, visando contribuir para o reforço da resiliência digital de toda a cadeia logística.

A Port Cyber Arena, promovida pelo Porto de Sines, é uma entidade formadora certificada pela DGERT nas áreas de educação e formação: Enquadramento na organização/empresa (347), Ciências Informáticas (481) e Serviços de transporte (840).

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Nucleare in Italia, la Camera vota sì. Cosa cambia

I 14 miliardi frutto della flessibilità concessa dall’Europa ai Paesi membri, lo 0,3% del Pil per due anni, devono ancora essere smobilitati e messi al servizio di nuove misure contro il caro energia. Nelle more, però, l’Italia fa un altro passo verso il ritorno dell’energia nucleare, a quasi 40 anni dal referendum che pose fine all’esperienza atomica dello Stivale. Non è certo un mistero che l’Italia non possa più permettersi di comprare gas e petrolio da fornitori terzi, specialmente con i mercati costantemente infiammati dalla chiusura dello stretto di Hormuz. E le rinnovabili, da sole, non bastano a coprire il fabbisogno, come, invece, avviene in Spagna. Per questo il governo italiano continua a battere la strada del nucleare. E in queste ore è stato aggiunto un altro tassello.

La Camera dei deputati ha infatti approvato il disegno di legge delega Pichetto sul nucleare. Con 155 favorevoli, 8 astenuti e 86 contrari, il provvedimento passa ora al Senato, con la speranza, da parte del governo, dell’approvazione definitiva prima della pausa estiva, per emanare i decreti attuativi entro la fine dell’anno, come è nei piani del ministro per l’Ambiente, Gilberto Pichetto Fratin. La legge delega ha lo scopo di ridare all’Italia una normativa sul nucleare. Una volta approvata dai due rami del Parlamento, tramite essa, le Camere conferiranno al governo una delega, da esercitare entro un anno, per disciplinare la produzione di energia da fonte nucleare sostenibile, la ricerca sulla fusione e la gestione dei rifiuti radioattivi.

Nel testo si definiscono i campi d’intervento dei futuri decreti governativi, tra cui la disciplina per la costruzione e l’esercizio di impianti nucleari (micro-reattori), la produzione di idrogeno tramite energia nucleare, la gestione del combustibile esaurito e la sicurezza nucleare, la riorganizzazione della governance, con il riordino delle funzioni degli enti competenti. Inoltre, vengono stabili i criteri direttivi che l’esecutivo deve seguire nel redigere i decreti tra cui garantire i massimi standard di sicurezza e protezione della salute; semplificare i procedimenti autorizzativi; prevedere misure di compensazione e beneficio per i territori ospitanti gli impianti; assicurare la partecipazione dell’industria italiana alla filiera tecnologica.

“Con l’approvazione alla Camera della legge delega sul nucleare sostenibile compiamo un passo importante per il futuro energetico dell’Italia. Oggi abbiamo iniziato a porre le condizioni affinché il Paese sia pronto ad adottare il nucleare sostenibile quando le nuove tecnologie, alle quali puntiamo, saranno mature e disponibili all’inizio del prossimo decennio”, ha rivendicato lo stesso Pichetto Fratin. “Il nucleare sostenibile significa più sicurezza energetica, più decarbonizzazione, più indipendenza. In un mondo in cui la domanda di energia è destinata a crescere rapidamente, anche per effetto dell’intelligenza artificiale, dei data center, dell’elettrificazione industriale e civile, chi sarà in grado di produrre energia sarà più libero, più forte e più sicuro. Vogliamo un’Italia meno dipendente dall’estero, con energia più accessibile per famiglie e imprese”, ha aggiunto il ministro. Quanto al numero degli impianti, il ministro ha spiegato che “è una valutazione ancora abbastanza difficile, abbiamo definito un quantitativo a grandi linee, 11-22% ma è proprio una forbice molto larga”, viste le valutazioni da fare sulle tecnologie.

A questo punto, “presenteremo i decreti attuativi alle commissioni parlamentari entro l’anno, entro Natale, questa è una scelta energetica di sicurezza per il futuro e questo vuol dire responsabilità verso il Paese”. Sulla stessa lunghezza d’onda anche il vicepremier Antonio Tajani. “La Camera approva, grazie a Forza Italia e al centrodestra, la legge sul nucleare compiendo un primo passo storico verso l’indipendenza energetica dell’Italia. Il nucleare di nuova generazione non è una scelta ideologica, ma uno strumento necessario per garantire alle prossime generazioni energia pulita, prezzi competitivi per famiglie e imprese e maggiore sicurezza per il Sistema Paese. Anche coloro che dicono NO a tutto si dovranno arrendere, ne vale il futuro dell’Italia”.

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Uber demite 23% da equipe de RH em reestruturação global

A empresa de mobilidade Uber anunciou, nesta quinta-feira (4), a demissão de 23% de seus funcionários das áreas de recursos humanos, recrutamento e cultura, que inclui também o relacionamento com os motoristas.

O gigante do transporte por aplicativo disse que os cortes devem afetar cerca de 1% de seus 35 mil empregados, segundo memorando interno visto pela emissora americana CNBC. A companhia ainda mobiliza o trabalho de cerca de 10 milhões de motoristas parceiros.

Procurada, a Uber não esclareceu se os cortes vão afetar a sede da empresa no Brasil.

Reestruturação e cortes

A demissão em massa, focada principalmente em cargos seniores, faz parte de uma reestruturação comandada por Jill Hazelbaker, diretora de assuntos corporativos recém-promovida a presidente da empresa de transporte por aplicativo. O objetivo é simplificar a gestão das equipes.

Diferentemente de grandes dispensas recentes em empresas de tecnologia, a Uber afirmou em entrevista à Bloomberg que os cortes não estão ligados ao uso de inteligência artificial generativa.

Expansão no Brasil

A empresa tem um centro de tecnologia na capital paulista, com cerca de 500 engenheiros. Em entrevista à Folha, o CEO da empresa Dara Khosrowshahi anunciou uma expansão para o Rio, investindo mais de R$ 2 bilhões em tecnologia.

Apenas no Brasil, são mais de 2 milhões de motoristas que trabalham com a Uber. “Estimamos que mais de 85% da população brasileira já usou a Uber de alguma forma”, disse Khosrowshahi. (Pedro S. Teixeira/FOLHAPRESS)

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Musk porta lo spazio in Borsa. SpaceX e l’Ipo dei record

Si può portare lo spazio in Borsa? Sì. E anche in grande stile. Conoscendo Elon Musk il mondo era forse un po’ preparato alla più grande Ipo della storia. Però, a guardare i numeri, fa comunque un certo effetto. SpaceX ha fissato un prezzo di 135 dollari per azione in vista del lancio della quotazione, secondo quanto depositato alla Sec, la Consob Usa.

La società dello spazio vuole collocare 555,6 milioni di azioni, utile a raccogliere fondi per 75 miliardi di dollari totali, con un’opzione ai sottoscrittori di ulteriori 83,33 milioni di titoli del valore di 11,2 miliardi. Coi suoi 86,2 miliardi sarebbe nei fatti l’Ipo maggiore della storia, bruciando i 29 miliardi raccolti da Aramco nel 2019. Mentre la capitalizzazione di SpaceX schizzerebbe a 1.770 miliardi con Musk a cui farà capo una quota di controllo con diritto di voto superiore all’82%.

Adesso c’è da portare a termine il roadshow presso gli investitori, con la pubblicazione del prezzo prevista per l’11 giugno e l’avvio delle negoziazioni sul Nasdaq di New York il 12 giugno. La decisione di Musk di offrire azioni a un prezzo fisso prima dell’inizio della raccolta ordini è quasi senza precedenti per le Ipo di grandi dimensioni negli Stati Uniti. La maggior parte delle aziende solitamente annuncia, infatti, una fascia di prezzo prima di commercializzare le azioni durante le presentazioni agli investitori.

Attenzione per, ci potrebbero essere dei passaggi delicati. A far riflettere gli esperti, per esempio, sono una serie di questioni in tema di corporate governance, in particolare l’ipotesi di conflitti di interesse riguardanti Musk e le sue aziende, cui si aggiunge una limitazione quasi totale della capacità degli azionisti di influenzare la società in cui stanno investendo. Un primo tema sotto i riflettori riguarda le due classi di azioni della società. In base al documento di registrazione, SpaceX disporrà di diritti di voto privilegiati attraverso strutture di Classe A e Classe B, simili a quelle impiegate da Meta Platforms e Alphabet. Alla luce di ciò, SpaceX sarà una società controllata esente da determinati requisiti di corporate governance, tra i quali la costituzione di comitati incaricati di nominare gli amministratori o di stabilire i compensi, composti interamente da amministratori indipendenti”.

Incerto, poi, è anche se il consiglio di amministrazione di SpaceX stabilirà effettivamente delle linee guida per la dirigenza. Nel board, attualmente, figurano Musk, la presidente e Coo Gwynne Shotwell e il cfo Bret Johnsen. Tra gli amministratori non esecutivi vi sono, invece, il venture capitalist Ira Ehrenpreis, alleato di lunga data di Musk e amministratore di Tesla, Randy Glein, Antonio Gracias, il dirigente di Google Donald Harrison, e un altro venture capitalist Steve Jurvetson. Ora non resta che aspettare il lancio.

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Nucleare, la Camera approva la legge delega. Pichetto: “Scelta di concretezza, non ideologica”. Opposizioni di traverso

La Camera approva la legge delega sul nucleare con 155 voti favorevoli, 86 contrari e 8 astenuti. Come da cronoprogramma annunciato settimane fa dal ministro dell’Ambiente, Gilberto Pichetto Fratin, il testo passa ora al Senato. Il governo conta nell’approvazione definitiva prima della pausa estiva e sull’emanazione dei decreti delegati entro il 2026. Perché il Governo Meloni portasse l’Italia fino a questo punto, è accaduto di tutto. Fino alla fine, alla vigilia del voto. Mercoledì, infatti, la maggioranza ha deciso di cambiare l’ordine dei lavori della Camera contro il parere delle opposizioni, imponendo la discussione sulla legge delega per il nucleare, invece che quella su una mozione che riguarda il gioco d’azzardo. Poi, l’Aula della Camera ha bocciato con 74 voti favorevoli e 116 contrari le pregiudiziali di costituzionalità di Avs ed M5s sulla legge delega sul nucleare. Anche Azione ha votato contro, insieme alla maggioranza. E così si è arrivati al voto finale della Camera, che non ha svelato nulla di nuovo sul fronte delle posizioni. Tramite la legge le camere conferiranno al governo una delega, da esercitare entro un anno, per disciplinare la produzione di energia da ‘fonte nucleare sostenibile’, la ricerca sulla fusione e la gestione dei rifiuti radioattivi. Il testo definisce i campi d’intervento dei futuri decreti governativi tra cui la disciplina per la costruzione e l’esercizio di impianti nucleari (SMR, AMR e micro-reattori), la produzione di idrogeno tramite energia nucleare, la gestione del combustibile esaurito, la sicurezza nucleare e la riorganizzazione della governance, con il riordino delle funzioni degli enti competenti. Per gli esponenti di maggioranza – in questo caso appoggiati da Azione – la legge è il primo passo verso l’indipendenza energetica, per le altre forze politiche questa legge è una forzatura. E ci sono una serie di perplessità sull’iter seguito, sull’utilità e anche sul nodo del nucleare a scopi militari. Su cui il Governo Meloni si lascia la porta aperta. Anche se il ministro ha precisato che il ddl “riguarda solo il nucleare civile”.

Il ministro Pichetto Fratin: “Una scelta di concretezza, non di ideologia”

“Con l’approvazione compiamo un passo importante per il futuro energetico dell’Italia. Oggi abbiamo iniziato a porre le condizioni affinché il Paese sia pronto ad adottare il nucleare sostenibile quando le nuove tecnologie, alle quali puntiamo, saranno mature e disponibili all’inizio del prossimo decennio” ha commentato Pichetto Fratin. E ancora: “Il nucleare sostenibile significa più sicurezza energetica, più decarbonizzazione, più indipendenza. In un mondo in cui la domanda di energia è destinata a crescere rapidamente, anche per effetto dell’intelligenza artificiale, dei data center, dell’elettrificazione industriale e civile, chi sarà in grado di produrre energia sarà più libero, più forte e più sicuro”. Per il ministro il nucleare “non è una bandiera politica o ecologica: è uno strumento da valutare con serietà, fiducia nella ricerca e responsabilità verso le prossime generazioni”. Insomma, si parla di sostenibilità e sicurezza ma, intanto, il testo stabilisce anche i criteri direttivi che l’esecutivo deve seguire nel redigere i decreti: garantire sì i massimi standard di sicurezza e la protezione della salute, oltre a prevedere misure di compensazione e beneficio per i territori ospitanti gli impianti, ma anche semplificare i procedimenti autorizzativi. E, ovviamente, assicurare la partecipazione dell’industria italiana alla filiera tecnologica. “Se mi si dice quando pensi di vedere l’energia da fonte nucleare, da fissione, vi dico 2034-2035 perché poi diventerà molto più veloce. Se noi seguiamo quella che che è l’evoluzione della scienza nella ricerca – ha aggiunto il ministro – e quindi della tecnologia, l’accelerazione è notevole ed è sta avvenendo in tutto il mondo”.

Esultano gli esponenti del Governo. E puntano sulle “bollette delle famiglie”

“Sono assolutamente soddisfatto. L’Italia non può fare a meno dell’energia nucleare. È la cosa più urgente e importante per abbassare in prospettiva le bollette per le famiglie e le imprese, però dobbiamo partire con i progetti entro la fine della legislatura” ha detto il ministro delle Infrastrutture e dei Trasporti, Matteo Salvini, a margine del question time alla Camera. Anche se diversi studi indicano che l’energia da fissione nucleare non abbassa e non abbasserà le bollette. Per il viceministro dell’Ambiente e della Sicurezza Energetica, la leghista Vannia Gava “l’approvazione rappresenta un passo importante per costruire un sistema energetico più sicuro, sostenibile e competitivo. L’Italia sceglie di guardare avanti con pragmatismo, puntando su tutte le tecnologie disponibili per garantire energia stabile a famiglie e imprese, ridurre la dipendenza dall’estero e accompagnare il percorso di decarbonizzazione”. Soddisfatto anche il ministro degli esteri e vicepresidente del Consiglio dei Ministri, Antonio Tajani: “Una scelta fondamentale per la nostra economia, per le politiche energetiche nucleare di ultima generazione, ci permetterà di fare un salto di grande qualità e finalmente garantire la nostra libertà da condizionamenti esterni”. Anche la ministra dell’Università, Anna Maria Bernini, non manca di mostrare il suo sostegno alla causa: “Una scelta strategica e di visione per il futuro”. Ha votato a favore anche Azione. E Carlo Calenda lo rivendica: “Era nel nostro programma e Azione ha fatto una grande campagna per il nucleare. È l’unica energia che ci consente di essere indipendenti, di pagare poco e di emettere nulla. Un passo avanti importante per l’Italia”.

Per la maggioranza si tratta di un passo storico

Il deputato e responsabile del dipartimento energia di Forza Italia, Luca Squeri, relatore del ddl sul nucleare parla di “una visione lucida e concreta: quella di costruire un vero mix energetico. È in questa integrazione tra fonti che si gioca la sicurezza energetica nazionale – aggiunge – e in questo quadro oggi manca un elemento strategico come il nucleare”. Per Squeri “l’Italia ha già una forte base rinnovabile” (anche se è lontana dagli obiettivi al 2030, ndr), ma resta ancora esposta a una dipendenza significativa dal gas nella produzione elettrica”. “Nessuna fonte, da sola, è in grado di risolvere rapidamente il fabbisogno energetico nazionale. In questo quadro – aggiunge – il ritorno al nucleare rappresenta una scelta di realismo e di prospettiva industriale”. Il deputato di Fratelli d’Italia Massimo Milani, segretario della commissione Ambiente, Territorio e Lavori pubblici della Camera dei deputati sottolinea la differenza con il nucleare a cui gli italiani hanno detto no con il referendum: “Mettiamo un primo tassello verso una futura indipendenza energetica. Il testo della legge delega è molto chiaro: il nuovo nucleare non è tecnologicamente comparabile con quello a cui l’Italia rinunciò in passato con i due referendum, perché parliamo di nucleare di nuova generazione”. Soddisfatto anche il deputato della Lega e capogruppo in Commissione Ambiente della Camera, Gianpiero Zinzi. “Abbiamo il dovere di mettere cittadini e imprese al riparo da choc energetici come quelli provocati negli ultimi anni dalle crisi internazionali e dalle tensioni geopolitiche. Quando ne parlavamo tempo fa eravamo considerati pazzi visionari” commenta. Anche il senatore del Carroccio, Manfredi Potenti, ribadisce: “Una notizia storica e un passaggio fondamentale per il futuro energetico dell’Italia. La Lega lo dice da sempre, anche quando altri non ci credevano, perché senza nucleare non può esserci vera autonomia energetica, né bollette più leggere per famiglie e imprese”.

Le opposizioni: “Parlamento marginalizzato. Voto su delega in bianco”

Ma il dibattito è tutt’altro che chiuso. Al ministro Pichetto Fratin si rivolge in un post sui social il vicepresidente M5S Stefano Patuanelli: “A parte le grafiche sui social in cui rilancia il nucleare, ci potrebbe dire dove intendete realizzare il deposito nazionale delle scorie radioattive? Grazie”. Molto critica Chiara Braga, capogruppo Pd alla Camera dei Deputati, intervenendo a Rainews: “Ora ci impongono una legge delega sul nucleare spacciando tecnologie inesistenti sul mercato e soluzioni a 15 – 20 anni mentre ogni giorno i cittadini si chiedono quanto ancora aumenterà un litro di benzina. Hanno sempre la solita ricetta: propaganda e vittimismo, l’unica che hanno imparato a praticare bene”. A parlare dell’iter è stato il capogruppo Pd in commissione Attività produttive alla Camera, Alberto Pandolfo, intervenendo in Aula per annunciare il voto contrario del gruppo al Ddl delega sul nucleare. “Il Parlamento è stato marginalizzato su una delle scelte di politica energetica più rilevanti degli ultimi cinquant’anni. Oggi non votiamo su una scelta di politica energetica, ma su una delega in bianco. C’è una differenza netta tra la ricerca e la propaganda che fa il governo, tra una prospettiva scientifica di lungo periodo e la pretesa di presentare ipotesi di lavoro come soluzioni cantierabili, tra una politica energetica e un’illusione da conferenza stampa”. E non si placa neppure la polemica sulla questione degli scopi militari, nonostante le parole di Pichetto Fratin. “In Parlamento è successo un fatto di una gravità inaudita” denunciano Angelo Bonelli e Nicola Fratoianni, deputati Avs. Al centro, ancora una volta, l’emendamento che avrebbe impegnato il governo, all’articolo 2 della legge delega sul nucleare, a prevedere il divieto di utilizzare il nucleare per scopi militari sia nella ricerca che nell’applicazione. Solo che il Governo ha dato parere negativo determinandone la bocciatura. “Una scelta che indica l’ambiguità di Giorgia Meloni su un aspetto così importante. Si tiene aperta la porta all’uso militare del nucleare in Italia? Il voto di ieri, che ha bocciato il nostro emendamento, dice chiaramente che si è aperto un problema serio nel nostro Paese” sottolineano Bonelli e Fratoianni.

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Grande e movimentado supermercado de Portimão reabriu portas (com fotos)

Embora ainda há poucos dias, as obras parecessem estar para lavar e durar, a verdade é que já foram concluídas e o supermercado Pingo Doce da Recomar, de Portimão, voltou a estar de portas abertas.

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Quel gran bluff cinese sul libero mercato

La svolta, allora, fu epocale. Sei anni fa la Cina apriva al mondo il suo mercato del risparmio, spalancando le porte ai grandi gestori patrimoniali d’Occidente. L’operazione fu strombazzata a dovere dallo stesso governo, segno di una progressiva liberalizzazione del sistema economico cinese. Da quel momento di acqua sotto i ponti ne è passata parecchia. Giganti del risparmio come BlackRock, Fidelity, Neuberger, Allianz, AllianceBernstein e Schroders, tanto per citarne alcuni, hanno costituito società di fondi comuni, affrettandosi nell’accaparrarsi cospicue fette di patrimonio privato. Tutto bello, tutto giusto, la vittoria del libero mercato su decenni di statalismo e di controllo asfissiante del partito sull’economia.

Nemmeno per sogno, le cose sono andate diversamente. E molto. A sei anni dall’apertura del mercato cinese dei fondi comuni, il bilancio per i grandi asset manager internazionali resta infatti molto distante dalle aspettative. Tanto che le società globali che hanno scelto di operare autonomamente in Cina hanno conquistato appena lo 0,1% del mercato locale. Praticamente nulla.

Secondo i dati di Z-Ben Advisors, citati dal Financial Times, gli operatori occidentali hanno investito complessivamente circa 800 milioni di dollari, ma ad oggi sono riusciti ad attrarre solo 34 miliardi di yuan, pari a circa 5 miliardi di dollari. E questo a fronte di asset complessivi per 36.500 miliardi di yuan. Una quota minima, che mostra quanto sia complesso per le istituzioni finanziarie straniere trasformare l’apertura regolamentare decisa da Pechino in una presenza significativa sul mercato.

Il caso di Schroders è uno degli esempi più evidenti delle difficoltà incontrate. Tanto che il gestore sarebbe addirittura in uscita dall’attività nei fondi comuni nella Cina continentale. E si parla di un asset management che a livello globale gestisce circa mille miliardi di dollari. Non è finita. Un altro caso è quello di JPMorgan, ma anche di Manulife e Morgan Stanley, che hanno accumulato complessivamente circa 373 miliardi di yuan di masse in gestione, pari a circa l’1% del mercato totale. Insomma, la Cina ha aperto il mercato. Ma solo a parole. D’altronde, cosa ci si può aspettare da un Paese dove, dati dell’Ocse, tra il 2005 e il 2024 le imprese cinesi dei grandi settori manifatturieri hanno ricevuto, in media, sostegni pubblici da tre a otto volte superiori rispetto alle aziende basate negli stessi Paesi Ocse?

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É a Economia, Putin. O custo crescente da guerra na Ucrânia “é insustentável”

Vladimir Putin foi avisado de que não pode permitir-se manter a sua guerra na Ucrânia ao ritmo atual, ao mesmo tempo que Kiev continua a somar vitórias na linha da frente e a devastar infraestruturas energéticas no interior profundo da Rússia. Altos responsáveis das finanças e o banco central russo terão instado o Kremlin a travar a escalada das despesas com a defesa, numa altura em que ambas as partes intensificam dispendiosos ataques aéreos contra infraestruturas vitais. Na sequência da vaga de ataques contra cidades de toda a Ucrânia durante a noite que de segunda-feira, matou pelo menos 22 pessoas,

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La grande redistribuzione: il piano globale per smantellare la plutocrazia e fermare il collasso climatico. Lavorando (molto) meno e tassando i ricchi

Un mondo senza miliardari, con tasse fino al 20% sui super-ricchi e un’imposta sul reddito con aliquote del 90% per chi è in cima alla piramide, settimane lavorative dimezzate, 5mila euro al mese di reddito per tutti e un fondo globale che redistribuisce il 10% del Pil globale ogni anno consentendo a tutti i Paesi di finanziare investimenti senza precedenti in transizione ecologica, istruzione e sanità. Non è il libro dei sogni di una forza politica radicale, ma il piano di un gruppo di economisti del World Inequality Lab della Paris School of Economics, coordinati tra gli altri da Thomas Piketty, per salvare il pianeta dal collasso climatico e garantire benessere condiviso. Le 136 pagine del Global Justice Report, diffuso il 4 giugno in occasione dell’inizio della World Inequality Conference 2026, sono ben lontane dalla fredda analisi accademica: disegnano una proposta organica di trasformazione dell’ordine economico mondiale di qui al 2100. Vasto programma, a dir poco.

Ridurre le disuguaglianze “condizione necessaria” per evitare il collasso

La tesi centrale, supportata da anni di studi sull’allargamento delle disuguaglianze, è che le politiche neoliberiste e i divari di ricchezza senza precedenti che hanno propiziato sono incompatibili con la stabilità climatica. E senza una drastica redistribuzione non sarà possibile evitare la catastrofe ambientale. “La compressione delle disuguaglianze globali non è solo compatibile con una profonda decarbonizzazione“, scrivono gli autori. “È condizione necessaria per una prosperità condivisa su un pianeta limitato”. Tradotto: per garantirci la sopravvivenza, fermandoci sotto i 2 gradi di aumento della temperatura rispetto all’era pre-industriale, non basta puntare su rinnovabili e auto elettriche. Serve ridurre il peso economico – e politico – dell’ultra-ricchezza globale, produrre e consumare meno, redistribuire il lavoro e riequilibrare i redditi di Nord e Sud del mondo. Per arrivarci, come evidente, le regioni più povere dovrebbero crescere molto (3-4% l’anno) e quelle già ricche rallentare drasticamente (0-0,5% l’anno). Non significherebbe una vita peggiore, secondo il rapporto, ma meno ore lavorate, meno danni climatici, più salute e più tempo libero. E pure più servizi pubblici. Il punto, evidentemente, è chi paga.

Il Fondo globale per la giustizia e un nuovo fondo sovrano mondiale

Al centro del piano c’è dunque la creazione di un Fondo globale per la giustizia, nuova istituzione internazionale “dedicata alla convergenza socioeconomica e al finanziamento dello sviluppo sostenibile e della transizione energetica su scala globale”, a cui dovrebbe destinare ogni anno fino al 2060 l’equivalente del 10,3% del pil globale: più di venticinque volte la somma degli attuali aiuti internazionali e dei budget di Onu, Fondo monetario e Banca mondiale. Risorse provenienti dal fondo sovrano mondiale che il Global justice fund sarebbe chiamato a gestire. Ad alimentarlo sarebbe, inizialmente (vedi grafico), soprattutto la tassazione globale dei grandi patrimoni, con aliquote dall’1% sopra i 2,2 milioni di euro al 20% per chi ha oltre 553 milioni (il 5000% della media mondiale), accompagnata da una tassa mondiale sui redditi con aliquote fino al 90% ai vertici della distribuzione. Un livello che oggi può apparire estremo ma è simile a quelli applicati negli Stati Uniti e nel Regno Unito nel secondo dopoguerra. In questo modo, in linea con le proposte di alcuni degli autori – tra cui i grandi teorici di un’imposta minima sulle grande fortune Emmanuel Saez e Gabriel Zucman -si raggiungerebbe anche l’obiettivo ridurre in maniera sostanziale la quota di ricchezza detenuta dalla classe dei miliardari: dall’attuale 6,4% del totale mondiale allo 0,05% entro il 2100. In altre parole: si smantellerebbe la plutocrazia globale per spostare risorse dal vertice della piramide verso investimenti pubblici globali in clima, sanità e istruzione.

A ogni Paese dividendi in base alla popolazione

Con il passare del tempo gli asset in pancia al fondo sovrano, che si stabilizzerebbero a un livello pari al 60% del pil globale, genererebbero sufficienti rendimenti da alimentarlo costantemente. I dividendi verrebbero distribuiti ai singoli Paesi in base alla popolazione e con forti condizionalità sul rispetto di obiettivi climatici, di sviluppo umano e di riduzione delle disuguaglianze. I Paesi poveri, rispetto a quelli ricchi, riceverebbero ovviamente di più in proporzione al pil. Se si considera anche che i miliardari oggetto delle nuove imposte sono più numerosi nel Nord del mondo, è evidente che il meccanismo comporterebbe un trasferimento di risorse dal Nord al Sud. Il rapporto lo quantifica pari nello 0,8% del pil mondiale ogni anno. Una cifra comunque “significativamente inferiore”, sottolineano gli autori, a quel che servirebbe per compensare i danni cumulativi causati dal colonialismo e dai cambiamenti climatici inflitti da Europa e Nord America/Oceania tra il 1800 e il 2025.

Cinquemila euro al mese per tutti

Gli investimenti realizzati grazie alle nuove risorse aprirebbero la strada alla convergenza del reddito medio mensile di tutti gli Stati a circa 5mila euro, pari a 60mila euro l’anno, cancellando l’attuale divario di 16 volte tra Africa subsahariana e Nord America. Meglio chiarirlo: non si tratta di una sorta di assegno universale pagato dagli Stati, ma del livello di reddito che deriverebbe soprattutto dalla crescita del Sud globale e dalla forte redistribuzione della ricchezza sostenuta dall’espansione di sanità, istruzione e investimenti pubblici. La metà più povera della popolazione mondiale, che oggi ha in mano solo il 2% della ricchezza, arriverebbe al 30%. Ed entro il 2100 quasi il 90% dell’umanità vedrebbe raddoppiare il proprio reddito. In contemporanea il gender pay gap scomparirebbe. I costi, come detto, sarebbero sopportati dai più ricchi di tutti i Paesi. Il 95-98% degli abitanti Sud globale e l’85-95% di quelli del Nord beneficerebbe della transizione. A livello globale, l’89% della popolazione vedrebbe il proprio reddito più che raddoppiare mentre meno del 2% subirebbe un calo. Nelle regioni più ricche i guadagni sarebbero inferiori, ma la maggioranza vedrebbe comunque migliorare le proprie condizioni.

Da 2100 a 1000 ore di lavoro all’anno: arriva la settimana cortissima

Il tutto non lavorando di più, ma di meno. Perché per una reale transizione ecologica occorre rovesciare la prospettiva della crescita “costi quel che costi”. Per dirla con Bob Kennedy, “il pil comprende l’inquinamento dell’aria e la pubblicità delle sigarette, le ambulanze per sgombrare le autostrade dalle carneficine, la distruzione delle sequoie e la scomparsa delle nostre bellezze naturali”, eccetera. Ma non misura salute, relazioni sociali e tutto “quello che rende la vita degna di essere vissuta”. Se vogliamo che il pianeta resti abitabile bisogna ora puntare su quella che il report definisce “sufficiency”, ovvero “una drastica riduzione delle ore lavorative e dell’impronta materiale, nonché grandi cambiamenti nei modelli di consumo, nelle abitudini alimentari, nell’uso del suolo e nella copertura forestale”. Le ore lavorate per occupato, in particolare, complice l’aumento della produttività e dell’istruzione potrebbero scendere da circa 2100 a 1000 all’anno. In pratica una settimana lavorativa dimezzata.

La camera di compensazione sognata da Keynes

Il piano è dichiaratamente influenzato e ispirato dalle richieste di riforma in arrivo dal Sud globale in ascesa, dal dibattito sulle riparazioni climatiche e coloniali e dalle iniziative lanciate negli ultimi anni da Brasile e Sudafrica sulla tassazione dei super-ricchi. Non stupisce quindi che la piattaforma comprenda anche un ripensamento radicale del sistema economico e monetario internazionale. Oggi Europa e Nord America hanno, nelle istituzioni finanziarie globali, un peso politico enormemente superiore alla loro quota di popolazione. La proposta è di voltare radicalmente pagina passando a un sistema “una persona, un voto”. E creando una nuova valuta internazionale e una “International Clearing Union”, una camera di compensazione globale come quella immaginata da John Maynard Keynes a Bretton Woods per ridurre gli squilibri commerciali e i privilegi finanziari delle economie ricche.

Utopia o scelta politica?

Utopia? Tutt’altro secondo Piketty e colleghi, secondo cui anzi “l’insieme delle trasformazioni istituzionali e dei cambiamenti di policy inclusi nella Global Justice Platform corrisponde a una strategia relativamente moderata e gradualista“. Altra storia, si intende, è l’effettiva realizzabilità. Tradurre in pratica il piano, riconoscono, significherebbe affrontare “una feroce opposizione politica, e non soltanto da parte degli ultra-ricchi”: anche quella parte delle classi medie del Nord del mondo che rischia di rimetterci qualcosa sarà incline a rifiutare l’idea di una società fondata su minori consumi materiali, più tempo libero, maggiore redistribuzione. Anche se in ballo c’è l’abitabilità del pianeta. La storia però offre diversi precedenti di trasformazioni radicali – dall’ascesa del suffragio universale alla riduzione degli orari di lavoro grazie alle lotte sindacali fino all’universalizzazione di sanità e istruzione – che grazie a forti mobilitazioni collettive sono diventate conquiste consolidate.

“Ciò che ostacola il percorso non è un’impossibilità tecnica, ma la scelta politica e il difficile ma cruciale lavoro necessario per costruire una coalizione a suo sostegno”. Con il sostegno di sindacati, partiti e società civile, sostengono, coagulare consenso intorno alla proposta non sarebbe proibitivo. Il progetto potrebbe partire anche da una ‘coalizione dei volenterosi’ che comprenda almeno i più ricchi tra i Paesi europei, dell’Asia orientale e del Sud del mondo. Chi non aderisse – e non è un caso se il report fa l’esempio di Stati Uniti e Cina – dovrebbe essere colpito da dazi correttivi per compensare i suoi danni climatici.

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La patrimoniale fa vincere la destra, e non sistema il fisco

Da qualche giorno la patrimoniale è di nuovo al centro del dibattito. La segretaria del Partito democratico ne ha riaperto il dossier, immaginandola sui grandissimi patrimoni e coordinata a livello europeo; più a sinistra, una proposta di legge di iniziativa popolare chiede un prelievo dall’uno al tre e mezzo per cento sui patrimoni oltre i due milioni di euro, prima casa esclusa. Dalla maggioranza la risposta è arrivata in poche ore e sempre uguale: «vogliono mettere le mani nelle tasche degli italiani». Due slogan speculari, e in mezzo il vuoto.

Ed è tutto qui. La patrimoniale, così com’è agitata, è una misura che lavora sul sentimento più che sul gettito. Una parte dei grandi patrimoni è immobilizzata – immobili, partecipazioni, beni non liquidi – e un’imposta sul valore costringerebbe molti a smobilizzare per pagarla, con effetti distorsivi sul mercato e un incasso reale assai più modesto del clamore che la circonda. Ma il danno più sottile è un altro: brandita come bandiera, la patrimoniale consegna al governo l’arma perfetta. Quella del «partito delle tasse». E così copre il dato che la maggioranza non racconta volentieri: nel corso di questa legislatura la pressione fiscale ha toccato il 43,1 per cento del Pil, il livello più alto dal 2014. Era stata promessa la riduzione delle tasse. È arrivato il record.

Perché il punto vero non è chi pagherebbe troppo poco in un’imposta che non esiste. È che tassiamo male il reddito che esiste già. Il fisco italiano tratta in modo diverso redditi di pari ammontare: chi lavora paga l’imposta progressiva, chi rientra nella flat tax delle partite Iva paga un’aliquota fissa e più bassa. Due persone che guadagnano la stessa cifra versano somme diverse a seconda della casella in cui finiscono. È un’asimmetria orizzontale che viola il principio più semplice della giustizia fiscale – a parità di capacità contributiva, parità di prelievo – e che produce un secondo effetto perverso: la soglia oltre la quale il regime agevolato scade scoraggia la crescita. In un Paese di imprese troppo piccole, in un momento che impone maggiori dimensioni d’impresa, finiamo per premiare chi resta minuscolo.

Lo paga il dipendente che, a parità di reddito col vicino di scrivania diventato partita Ivs, versa di più. Lo paga il professionista onesto che concorre con chi sta sottosoglia per scelta fiscale e non produttiva. Lo paga l’impresa che non cresce per non perdere il vantaggio. E lo pagano, alla fine, i servizi: perché ogni distorsione che lascia sfuggire gettito è una corsia d’ospedale in meno, un asilo che non apre, una pensione che non sale.

C’è una terza via tra la patrimoniale-simbolo e lo slogan del «mai più tasse» che nasconde il 43,1 per cento. Si chiama riforma fiscale, ed è esattamente ciò che il Pnrr chiedeva e che questa legislatura non ha realizzato: la delega è passata, ma la sostanza – il riequilibrio strutturale del prelievo – si è dissolta in piccoli aggiustamenti, lasciando intatte le asimmetrie. Una riforma seria tassa il reddito nel momento in cui si forma, evitando di trattare le rendite con aliquote proporzionali e il lavoro con la progressività; riconduce a unità ciò che oggi è frammentato; restituisce verità al principio della capacità contributiva. E ha un alleato che la patrimoniale non avrà mai: la lotta all’evasione. Gli strumenti d’indagine di cui oggi disponiamo – fatturazione elettronica, tracciabilità, incrocio delle banche dati – permettono di aggredire un sommerso che vale ancora tra i novantotto e i centodue miliardi di euro, di cui oltre trentacinque miliardi annui concentrati nell’Irpef di autonomi e imprese individuali, dove la propensione all’evasione resta particolarmente elevata. Lì c’è il gettito. Non in una nuova imposta sugli umori.

Ed è qui che il fisco smette di essere una questione tecnica. Un prelievo ingiusto non perde solo entrate: disincentiva la crescita, mette l’onesto in concorrenza col protetto, e affama le riforme che dovrebbe finanziare. Welfare, lavoro, sanità, crescita: non sono capitoli separati, e nemmeno il fisco lo è. Tassare bene è la condizione perché il resto regga. Tutto si tiene, o niente regge.

La patrimoniale fa sentire qualcuno più giusto per una stagione. Una riforma fiscale ben congegnata fa funzionare un Paese per una generazione. Non è la stessa cosa – e non è nemmeno vicina.

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Le pensioni dovrebbero essere una leva di crescita, non una fonte di gettito

In Europa, e in Italia soprattutto, c’è molto risparmio che non viene investito in imprese europee, e italiane. Parte di questo risparmio è coatto: quel poco o quel tanto dei contributi versati dai lavoratori per la loro pensione che finiscono non a finanziare le pensioni in essere, ma ai fondi. I fondi pensione li impiegano per garantire un certo rendimento, compatibilmente con un basso profilo di rischio: proprio perché stanno maneggiando quella che sarà, passata una certa soglia di età, la fonte di reddito di molte persone.

Dovunque questo secondo pilastro contributivo – che si affianca e in alcuni casi può sostituire quello pubblico – è stato stimolato, esso ha contribuito a mobilitare risparmi a favore dell’economia reale e dell’innovazione, a beneficio dei risparmiatori e dei futuri pensionati. Negli Stati Uniti i piani 401k hanno trasformato i lavoratori in capitalisti, che beneficiano dell’andamento del mercato azionario e del boom delle imprese innovative. Il risparmio previdenziale investito negli Stati Uniti corrisponde al centocinquanta per cento del Pil, in Europa solo al venticinque per cento e soltanto tre Paesi dell’Unione europea (Danimarca, Svezia e Paesi Bassi) hanno fatto del sistema previdenziale una leva per la crescita (si veda l’approfondimento di Nicolas Marques nello studio Ibl-Epicenter sul nuovo bilancio europeo).

Tuttavia, perché questo meccanismo funzioni è necessario, da un lato, rendere pienamente responsabili i gestori dei fondi pensione verso i lavoratori: i loro risparmi devono essere gestiti nel loro interesse, non concepiti come una forma di finanziamento a basso costo per le imprese (o per alcune di esse). Dall’altro lato, è necessario rimuovere i disincentivi che frenano l’utilizzo del risparmio privato in asset produttivi: per esempio, la fiscalità oggi favorisce i titoli di stato, i cui rendimenti sono tassati al 12,5 per cento, contro tutte le altre rendite finanziarie che sono tassate al ventisei per cento (parificare l’aliquota è una delle riforme che abbiamo proposto per la prossima legge di bilancio). Peggio ancora, pur prevedendo modesti incentivi (quali il lieve incremento della soglia di deducibilità negli investimenti nei fondi pensione), il governo ha recentemente aumentato il carico fiscale su tali impieghi, incrementando i contributi annuali dovuti alla Covip.

Tutto questo mal si accorda con lo sbandierato obiettivo di mobilitare il risparmio per le imprese. In realtà il risparmio andrebbe mobilitato soprattutto per i risparmiatori e per i futuri pensionati: è a loro che deve garantire prestazioni più dignitose. Se quello è l’obiettivo, bisogna mettere i fondi in condizione di investire il più liberamente possibile. Immaginare eventuali corsie preferenziali a vantaggio dell’investimento “nazionale” è controproducente e anche un po’ folle, dal momento che l’autostrada ancora proprio non esiste.

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