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Família de nómadas é impedida de estacionar as caravanas no próprio terreno: câmara municipal alega que o solo é agrícola

Ser proprietário de um terreno não garante, por si só, o direito de o utilizar para habitação. É essa a base do conflito que envolve uma família de nómadas em Vigneux‑de‑Bretagne, a norte de Nantes, impedida pela câmara municipal de manter no local soluções de habitação móvel, por a parcela estar enquadrada como área agrícola/natural no plano urbanístico.

Segundo o Le Figaro, jornal diário generalista francês, trata‑se de um casal e dos seus quatro filhos, que vivem no terreno há cerca de nove anos e que, no local, mantinham estruturas associadas à habitação e uma atividade ligada ao reaproveitamento/recolha de sucata.

Câmara invoca regras do plano urbanístico

Em julho de 2024, a autarquia aprovou um ‘arrêté municipal’ (ordem municipal) que proíbe o estacionamento de caravanas e outras residências móveis no território comunal. O ato é identificado no processo como o ‘arrêté’ n.º 2024P‑018, de 1 de julho de 2024.

A presidente da câmara, Gwënola Franco, afirma que a medida resulta do cumprimento do PLUi e que “não é por alguém ser proprietário que pode fazer o que quiser com o terreno”, defendendo que a regra é igual para todos.

Argumentos ambientais reforçam a decisão

A autarquia invocou ainda preocupações ambientais associadas à permanência prolongada e à atividade no local, referindo descargas/escorrências de óleos e metais para o solo. A presidente da câmara reconheceu, no entanto, que o terreno está hoje “quase totalmente limpo”.

Família recusa soluções alternativas e associação avança para tribunal

A câmara diz ter proposto alternativas dentro da comunidade intermunicipal, mas a família de nómadas recusou abandonar o local. O caso motivou um recurso da Associação Departamental Gens du Voyage – Citoyens de Loire‑Atlantique (ADGVC 44), que considera a medida demasiado ampla e potencialmente geradora de insegurança jurídica.

No plano judicial, o Tribunal Administrativo de Nantes, em 19 de maio de 2025, recusou suspender o arrêté no âmbito de um pedido urgente (référé‑suspension), mantendo a ordem municipal em vigor enquanto o litígio prossegue.

Associação e deputada falam em discriminação

A deputada Ségolène Amiot (LFI) criticou o caráter “discriminatório” da medida. O Le Figaro referiu ainda que uma versão inicial do texto municipal foi retirada por ser considerada excessiva, após críticas.

Casos semelhantes já ocorreram no município

O município não considera este episódio isolado: a autarca recorda que, em maio de 2023, outras famílias foram alvo de intervenção municipal e que o ‘Défenseur des droits’ acabou por arquivar o caso sem irregularidades, segundo a própria.

O caso reacende o debate sobre os limites do direito de propriedade, o enquadramento legal das comunidades itinerantes e o peso das regras urbanísticas locais, mostrando que, mesmo em terreno próprio, o uso habitacional pode depender mais do plano municipal do que da escritura.

E em Portugal?

Em Portugal, um cenário semelhante também pode acontecer: o uso do solo depende da classificação prevista nos instrumentos de gestão territorial e a lei distingue solo urbano e solo rústico (não existindo hoje, como categoria operativa, “solo urbanizável”). A classificação do solo é fixada nos planos municipais/intermunicipais e separa o destino básico do território em urbano e rústico.

Se a permanência de caravanas/residências móveis configurar um acampamento fora de locais próprios, a regra é objetiva: o Decreto‑Lei n.º 310/2002, no artigo 18.º, determina que os acampamentos ocasionais fora dos locais adequados à prática do campismo e caravanismo ficam sujeitos a licença da câmara municipal.

E quando existam obras, instalações ou outras operações urbanísticas sem controlo prévio (por exemplo, trabalhos e infraestruturas fixas associadas à permanência no terreno), a câmara tem dever de atuar: o RJUE (Decreto‑Lei n.º 555/99) prevê a reposição da legalidade urbanística (artigo 102.º) e permite ao presidente da câmara ordenar a reposição do terreno nas condições anteriores (artigo 106.º).

Na prática, isto significa que, mesmo em propriedade privada, a autarquia pode travar a utilização se contrariar o PDM/regimes aplicáveis e, quando haja ilegalidade urbanística, pode ordenar a reposição do estado original, com possibilidade de contestação em tribunal.

Leia também: Já é mesmo oficial: União Europeia vai proibir pagamentos em dinheiro acima deste valor já a partir desta data

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“1.790€ de pensão não chegam”: auxiliar de enfermagem reformada considera o valor da sua pensão “injusto”

As pensões de quem trabalhou durante anos nos cuidados de saúde continuam a levantar dúvidas sobre o reconhecimento dado a profissões exigentes, marcadas por esforço físico, horários pesados e grande responsabilidade. Entre hospitais, lares e turnos sucessivos, muitos profissionais chegam à reforma com a sensação de que o valor recebido não acompanha uma vida inteira dedicada aos outros.

Sylvie, identificada pelo jornal digital francês Le Figaro como uma antiga auxiliar de enfermagem em França, reformou-se aos 62 anos depois de mais de duas décadas a cuidar de doentes em hospitais e lares. Hoje, recebe 1.790 euros brutos por mês, cerca de 1.625 euros líquidos, valor que considera insuficiente face à dureza da profissão.

Ao longo de cerca de 25 anos, passou por várias unidades de saúde no oeste de França. Ao mesmo jornal, contou que acompanhava as mudanças profissionais do marido, vendedor que mudava frequentemente de empresa, o que a levou a trabalhar em diferentes hospitais públicos, algumas unidades privadas e residências para idosos.

Uma carreira dedicada aos cuidados intensivos

Natural de Sarthe, Sylvie trabalhou em hospitais de Le Mans, Laval, Angers e Rennes. Apesar da instabilidade, explicou que a mobilidade lhe trouxe experiência e novos métodos de trabalho, considerando que uma carreira inteira no mesmo local poderia tê-la desgastado mais rapidamente.

Durante três anos, integrou o serviço de neonatologia de um hospital privado em Rennes. Foi nesse período que sentiu de forma mais evidente a importância do seu trabalho, por acompanhar bebés prematuros numa fase particularmente sensível, uma experiência que recorda como uma das mais marcantes da carreira.

Apesar das mudanças de cidade e de serviço, nunca lhe faltou trabalho. Chegava muitas vezes a equipas com falta de pessoal e era bem recebida, precisamente porque os colegas sabiam que podiam contar com a sua experiência, disponibilidade e capacidade de adaptação.

No último cargo, numa residência pública para idosos em Angers, recebia cerca de 2.300 euros brutos por mês, aproximadamente 1.900 euros líquidos. Reformou-se em outubro de 2020, antes da entrada em vigor da mais recente reforma francesa das pensões, e contou que recebeu essa nova fase com entusiasmo, por finalmente poder dedicar mais tempo a si própria, de acordo com a fonte anteriormente citada.

“A minha pensão é insuficiente”

Atualmente, a antiga auxiliar recebe uma pensão de 1.790 euros brutos mensais, cerca de 1.625 euros líquidos. Por ter trabalhado sob diferentes estatutos, é multipensionista, recebendo prestações de várias caixas, entre elas a AGIRC-ARRCO e a Caixa Nacional de Reformas dos Empregados de Governos Locais, a CNRACL.

Ainda assim, Sylvie entende que o valor não corresponde ao peso da carreira que teve. A reformada aponta jornadas longas, esforço físico, permanência prolongada de pé, falta de margem para erro e pouco reconhecimento como fatores que tornam a pensão difícil de aceitar face ao trabalho realizado.

Apesar dessa crítica, encara a reforma com serenidade, de acordo com o Le Figaro. Depois de muitos anos a cuidar dos outros, diz querer aproveitar melhor o tempo livre, viajar e cuidar de si, mantendo a ideia de que o descanso chegou, mas sem apagar a sensação de que a profissão continua pouco valorizada.

Quanto ganham auxiliares de enfermagem em Portugal?

Em Portugal, o enquadramento já mudou face ao que existia há poucos anos. No Serviço Nacional de Saúde, a carreira especial de técnico auxiliar de saúde foi aprovada pelo Decreto-Lei n.º 120/2023, com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2024, abrangendo trabalhadores que antes estavam muitas vezes enquadrados como assistentes operacionais na área da prestação de cuidados de saúde.

A remuneração base de entrada da carreira especial de técnico auxiliar de saúde corresponde ao nível 6 da Tabela Remuneratória Única, fixado em 983,00 euros brutos mensais. Esse valor surge também em avisos de recrutamento de 2026 no SNS, como o da ULS do Médio Tejo, que indicava 983,00 euros mensais para técnico auxiliar de saúde.

Tal como em França, também em Portugal esta profissão continua associada a esforço físico, horários por turnos e contacto permanente com situações exigentes nos serviços de saúde. Mesmo sendo uma função essencial no apoio aos doentes e às equipas clínicas, a discussão sobre valorização salarial, progressão na carreira e futuro valor da reforma continua longe de estar encerrada.

Leia também: Banco de Portugal ‘avisa’: é proibido fazer pagamentos em dinheiro acima deste valor em Portugal

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Aos 51 anos, Rosiane Pinheiro recria capa da Playboy que marcou a Copa de 1998

A dançarina e atriz Rosiane Pinheiro, de 51 anos, voltou a reviver um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira. Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, a artista reproduziu a icônica capa da revista Playboy lançada em junho de 1998, ensaio que a consolidou nacionalmente como Musa da Copa.

As novas imagens foram compartilhadas nas redes sociais da artista, que apareceu usando um biquíni com as cores do Brasil em referência ao ensaio realizado durante o Mundial da França. Na publicação, Rosiane destacou o significado da homenagem e relembrou o reconhecimento conquistado há quase três décadas.

Segundo ela, foi a única mulher a receber o título de Musa da Copa do Mundo na história do torneio por meio de uma votação que envolveu jogadores e o público, representando a beleza da mulher brasileira.

Foto: @rosianepinheiro

Além de recordar a projeção alcançada naquele período, Rosiane também ressaltou a importância de sua participação na história da revista. Em 486 edições publicadas, apenas nove mulheres negras estamparam a capa da Playboy, e ela afirma ter sido a quarta negra a alcançar esse espaço.

A artista destacou ainda que, nos anos 1990, posar para a publicação era considerado um dos maiores símbolos de reconhecimento para modelos e celebridades brasileiras, representando o auge da visibilidade no meio artístico.

Foto: @rosianepinheiro

Quase três décadas depois, Rosiane afirmou que a experiência de recriar o ensaio foi marcada pela emoção e pelo orgulho. Para ela, apesar da passagem do tempo, permanecem características que marcaram sua trajetória, como autoestima, alegria, humildade e autenticidade.

A homenagem também celebrou uma coincidência simbólica de datas. A capa original foi lançada em 12 de junho de 1998. Exatamente 28 anos depois, em 12 de junho de 2026, a artista reproduziu o ensaio para entrar no clima da Copa do Mundo e demonstrar o mesmo orgulho de representar a essência da mulher brasileira.

A publicação rapidamente repercutiu entre seguidores, que compararam os registros feitos com quase três décadas de diferença e elogiaram a iniciativa da artista de revisitar um dos capítulos mais marcantes de sua carreira.

Capa da PalyBoy de 1998 | Foto: @thomassusemihl

Foto: @ @samuelwsanchez_ 

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Iran, Trump mette all’angolo l’Ue: “Abbiamo vinto da soli, Europa irrilevante”. Axios: “Accordo a Ginevra entro domenica”

Netanyahu: “L’Iran non avrà armi nucleari, pieno accordo con Trump su questo”

“Finché sarò primo ministro di Israele, l’Iran non avrà armi nucleari. Il presidente Trump e io siamo in pieno accordo su questo punto. Da oltre 30 anni sono in prima linea nella lotta internazionale contro il programma nucleare iraniano. Se non fosse per questa lotta, l’Iran avrebbe avuto bombe atomiche per distruggere Israele molto tempo fa. L’Iran sta lavorando per distruggere lo Stato ebraico e io dedico la mia vita a impedirglielo e finché sarò premier di Israele, questo non accadrà”. Lo riferisce il premier israeliano Benjamin Netanyahu in una nota.

Iran, Trump a La7: “Abbiamo vinto la guerra, Europa irrilevante”

“Non avevamo bisogno del loro sostegno. Abbiamo vinto la guerra. Era in qualche modo irrilevante! Devo andare, ho una grande riunione in corso, ma abbiamo vinto la guerra in Iran. Non avevamo bisogno del loro aiuto. Grazie mille”: così il presidente Usa, Donald Trump, al telefono con Daniele Compatangelo, riportata questa mattina a Omnibus di La7, rispondendo a una domanda sul ruolo dei leader europei e del G7 rispetto alla crisi con l’Iran. Trump ha sostenuto inoltre che il sostegno degli alleati europei fosse “irrilevante”, rivendicando che gli Usa hanno raggiunto gli obiettivi senza il loro contributo.

Axios: “La firma dell’intesa Usa-Iran potrebbe avvenire a Ginevra”

La possibile cerimonia di firma di un “memorandum di intesa” tra Washington e Teheran potrebbe avvenire “nei prossimi giorni” a Ginevra: lo riporta Axios, spiegando che ieri quattro aerei C-17 statunitensi sono decollati per l’Europa nella giornata di iera, trasportando “materiale per un possibile viaggio” del vicepresidente Usa J.D. Vance, che Donald Trump ha indicato come la figura incaricata di firmare l’accordo preliminare, verso la città svizzera.

Iran, i dettagli dell’accordo con gli Usa

L’agenzia di stampa iraniana Mehr ha rivelato nuovi dettagli di una bozza di memorandum d’intesa in 14 punti tra Iran e Stati Uniti, citando una fonte vicina al team negoziale iraniano. Secondo l’agenzia, la bozza include la cessazione permanente e immediata delle ostilità su tutti i fronti, Libano compreso; l’impegno degli Stati Uniti a non interferire negli affari interni dell’Iran e a rispettare la sovranità della Repubblica Islamica; Revoca completa del blocco navale entro 30 giorni; Impegno degli Stati Uniti a ritirare le proprie forze dalle zone limitrofe all’Iran; Riapertura dello Stretto di Hormuz entro 30 giorni, secondo gli accordi iraniani; Sospensione delle sanzioni imposte sulle esportazioni di petrolio, prodotti petrolchimici e loro derivati, e garanzia del pieno accesso dell’Iran alle proprie risorse finanziarie; La presentazione da parte degli Stati Uniti e dei loro alleati di piani di ricostruzione per l’Iran, del valore di almeno 300 miliardi di dollari.

Gli iraniani chiedono anche un periodo di 60 giorni per i negoziati al fine di raggiungere un accordo definitivo sulla questione nucleare e la revoca completa delle sanzioni primarie e secondarie statunitensi, nonché delle risoluzioni del Consiglio di Sicurezza delle Nazioni Unite e del Consiglio dei Governatori dell’AIEA. Infine si chiede da part degli Usa il rinnovato impegno dell’Iran a rispettare il Trattato di Non Proliferazione Nucleare (TNP) e a non produrre armi nucleari. Si assicura anche l’impegno degli Stati Uniti, durante il periodo di negoziazione, a non aumentare la propria presenza militare nella regione e a non imporre nuove sanzioni e lo sblocco di 24 miliardi di dollari di beni iraniani congelati durante il periodo di negoziazione finale di 60 giorni, di cui la metà messa a disposizione dell’IRAN prima dell’inizio dei negoziati. Si parla anche dell’istituzione di un meccanismo di monitoraggio per l’attuazione dell’accordo e dell’adozione dell’ACCORDO finale tramite una risoluzione del Consiglio di Sicurezza delle Nazioni Unite.

Gli iraniani chiedono anche un periodo di 60 giorni per i negoziati al fine di raggiungere un accordo definitivo sulla questione nucleare e la revoca completa delle sanzioni primarie e secondarie statunitensi, nonché delle risoluzioni del Consiglio di Sicurezza delle Nazioni Unite e del Consiglio dei Governatori dell’AIEA. Infine si chiede da part degli USA il rinnovato impegno dell’Iran a rispettare il Trattato di Non Proliferazione Nucleare (TNP) e a non produrre armi nucleari. Si assicura anche l’impegno degli Stati Uniti, durante il periodo di negoziazione, a non aumentare la propria presenza militare nella regione e a non imporre nuove sanzioni e lo sblocco di 24 miliardi di dollari di beni iraniani congelati durante il periodo di negoziazione finale di 60 giorni, di cui la metà messa a disposizione dell’Iran prima dell’inizio dei negoziati. Si parla anche dell’istituzione di un meccanismo di monitoraggio per l’attuazione dell’accordo e dell’adozione dell’accordo finale tramite una risoluzione del Consiglio di Sicurezza delle Nazioni Unite.

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Pacto sobre Migração e Asilo entra em vigor na União Europeia

Três em cada quatro migrantes irregulares a quem foi emitida uma decisão de regresso na UE continuam a permanecer no espaço europeu — uma situação que as novas regras pretendem corrigir. Entra esta sexta-feira em vigor, em todo os Estados-membros da União Europeia, o Pacto sobre Migração e Asilo. Adotado em maio de 2024, o pacto reformula o quadro europeu em matéria de migração e asilo, tornando-se o elemento central da nova abordagem da UE. “As migrações são um desafio europeu que deve ser enfrentado com uma solução europeia. Uma solução que seja eficaz, justa e firme. É isso que

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Nyt: “Gli Usa pensano a un drastico ritiro di caccia e navi a disposizione della Nato in Europa”

Il ritiro dell’appartato militare statunitense dall’Europa è già una realtà: a maggio la Casa Bianca aveva annunciato un importante disimpegno in Germania, superiore ai 5mila soldati già annunciati, aggiungendo che i Paesi europei devono assumersi maggiori responsabilità per la loro difesa. E qualche giorno prima, aveva minacciato un parziale ritiro delle truppe Usa anche da Italia e Spagna per il mancato supporto nella guerra all’Iran e nel controllo dello Stretto di Hormuz. Ora, secondo quanto riporta il New York Times, gli Usa pianificano un drastico taglio del numero di caccia e navi militari a disposizione delle operazioni Nato in Europa: secondo il quotidiano americano sono previsti in particolare la riduzione da 150 a 100 degli F-16 e degli F-15E in territorio europeo e da 26 a 15 degli aerei da ricognizione, il ritiro di tutti e otto gli aerei da cisterna e il “ricollocamento di un sottomarino lanciamissili, di una portaerei e di “diverse navi da guerra”.

Tali intenzioni, aggiunge il Ny Times citando due alti funzionari europei, sono state comunicate agli alleati all’inizio di giugno in un documento. Il Pentagono aggiunge il Ny Times ha “rifiutato di commentare le cifre specifiche contenute nel documento” citato, facendo riferimento a una più generica dichiarazione del suo Comando Europeo sull’intenzione di ridurre l’impegno militare Usa in Europa. Alcuni dettagli di questo programma di disimpegno erano invece stati anticipati da Die Welt. Funzionari statunitensi hanno indicato che il taglio dei mezzi militari statunitensi in Europa verrà attuato “molto presto”, ben prima di quando previsto dagli alleati europei, scrive ancora il giornale Usa. Tale improvvisa riduzione delle forze disponibili, aggiunge, può avere conseguenze su aspetti come capacità Nato di monitorare il traffico dei sottomarini russi o di lanciare missili Tomahawk a lungo raggio in profondità nel territorio russo.

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“Temos de estar prontos para lutar”, diz o chefe do Exército alemão

O chefe do Exército alemão alerta que a Rússia poderá estar em condições de atacar a NATO até 2029 e defende que a Alemanha deve acelerar o rearmamento. Os aliados da NATO concordam que a Rússia poderá estar em condições de atacar um país-membro da aliança atlântica até 2029, ou mesmo antes, disse ao Politico o tenente-general Christian Freuding. Segundo o chefe do Exército alemão, há um consenso alargado entre os aliados de que a Rússia poderá atacar território da NATO antes do final da década, e a Alemanha tem de se preparar para um ataque russo. “2029 não é

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Trump chiude la guerra in Iran e “lascia” l’Europa. Armi spuntate per la Nato (soprattutto sul lungo raggio)

Gli Stati Uniti intendono ridurre significativamente il numero di aerei e navi da guerra messi a disposizione per le operazioni Nato in Europa. Secondo quanto riporta il New York Times, che cita due alti funzionari europei, il piano prevede la riduzione del numero di caccia e aerei da ricognizione marittima, nonché la riallocazione di un sottomarino lanciamissili e di una portaerei. Riduzioni, riferisce il quotidiano, che limiteranno le capacità di sorveglianza dell’Alleanza e la sua capacità di lanciare attacchi a lungo raggio.

Non so se lo sapete, ma oggi abbiamo posto fine alla guerra con l’Iran“. Lo ha detto il presidente Usa Donald Trump durante un comizio telefonico a sostegno di Burt Jones a governatore della Georgia. Teheran, ha aggiunto, ha “concordato di non dotarsi mai di armi nucleari, cosa su cui abbiamo insistito. Questo era l’obiettivo principale. Rappresentava il 95% della questione”. In precedenza il capo della Casa Bianca aveva annunciato di aver annullato ulteriori attacchi contro la Repubblica islamica, suggerendo che fosse stato raggiunto un accordo, senza però specificarne i termini. Teheran da parte sua ha fatto sapere che l’intesa è quasi pronta ma non è stata ancora finalizzata.

I dettagli, alcuni dei quali riportati per la prima volta dal quotidiano tedesco Die Welt, forniscono il quadro più chiaro delle intenzioni dell’amministrazione Trump di ridurre il proprio impegno nell’Alleanza. Il Pentagono non ha ancora reso pubblica la tempistica del ritiro, ma secondo funzionari americani avverrà molto presto, ben prima di quanto previsto dalle controparti europee. L’improvviso ritiro delle forze americane comprometterebbe la capacità della Nato, ad esempio, di monitorare il traffico sottomarino russo o di lanciare missili Tomahawk a lungo raggio in profondità nel territorio russo.

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Bilancio Ue: spunta l’idea di 134 miliardi di prestiti per coesione e agricoltura

Nel documento della presidenza cipriota per l’avvio dei negoziati in Consiglio europeo compare la proposta di finanziare a debito una quota dei nuovi Piani di partenariato nazionali e regionali che comprenderanno i fondi per le regioni e per l’agricoltura, sul modello del Pnrr. Le richieste dell’Italia nel negoziato sulle categorie di regioni, la spesa sociale e gli anticipi

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Guerre e crisi energetica, i treni notturni da opportunità a occasione mancata: pesano pedaggi, sussidi insufficienti e troppi aiuti al traffico aereo

La guerra di Israele e Stati Uniti all’Iran, le tensioni nello Stretto di Hormuz e il caro carburante ricordano quanto il trasporto europeo resti legato a filiere energetiche esposte a crisi e shock di prezzo. I treni notturni e la lunga percorrenza ferroviaria sarebbero una delle risposte già disponibili: meno dipendenza dal trasporto aereo, meno combustibili fossili, partenze dal centro delle città e arrivi al mattino. Il mercato negli ultimi anni è cresciuto, spinto dall’aumento dei costi dei voli, dall’attenzione all’impatto ambientale dei trasporti e dall’ingresso di nuovi operatori. Ma in un sistema ferroviario frammentato le contraddizioni restano.

La nuova mappa europea dei treni notturni, pubblicata a giugno da Back on Track, censisce 205 collegamenti regolari con carrozze letto e cuccette. Nel 2026 compaiono cinque nuove linee, tra cui la Parigi-Berlino rilanciata da European Sleeper dopo lo stop di ÖBB, e nuove tratte polacche verso Praga e Monaco. Ma l’elenco delle linee rimosse o ridotte è più lungo: spariscono o vengono accorciati collegamenti in Bulgaria, Romania, Croazia, Svezia e diverse tratte ÖBB Nightjet, comprese Parigi-Vienna, Monaco-La Spezia e Vienna-La Spezia. “La domanda c’è”, dice Juri Maier, presidente di Back on Track. Il collo di bottiglia, per l’associazione, non sono i passeggeri ma gli investimenti: senza nuove carrozze letto e cuccette, le linee restano annunci, prove stagionali o servizi troppo fragili per competere con l’aereo. Le carrozze letto sono poche, costose e difficili da sostituire. Molti convogli hanno decenni di servizio alle spalle e produrne di nuovi richiede anni. Il principale operatore europeo del settore, ÖBB, ha ridotto l’ordine di nuovi Nightjet da 33 a 24 convogli.

I tagli riguardano anche l’Italia. Nella mappa 2026 non compaiono più i Nightjet Monaco-La Spezia e Vienna-La Spezia, che passavano da Milano e Genova. Dal 9 settembre, invece, European Sleeper collegherà Milano Porta Garibaldi a Bruxelles tre volte alla settimana, con fermate a Como, Colonia, Aquisgrana e Liegi. I collegamenti internazionali continuano però a scontrarsi con uno dei principali ostacoli della ferrovia europea: ogni Paese ha regole, autorizzazioni e operatori diversi. Per questo la trazione dei convogli in Italia sarà affidata ad Arenaways. Da metà dicembre la linea sarà estesa anche ad Anversa, Breda ed Eindhoven. Restano poi gli Intercity Notte di Trenitalia, sostenuti dal contratto di servizio, che collegano il Nord e il Centro con Sicilia, Calabria, Puglia e Alto Adige. Sono tratte usate non solo da turisti, ma anche da lavoratori, studenti fuori sede, famiglie e persone che attraversano l’Italia per necessità.

La geografia dei treni notturni europei non è uniforme

A Est e nell’Europa centrale la lunga percorrenza notturna affonda radici più profonde. Ucraina, Romania, Polonia, Ungheria, Repubblica Ceca, Slovacchia e Austria mantengono diversi collegamenti nazionali e internazionali: tra Budapest e Bucarest, per esempio, il treno resta un mezzo ordinario per coprire grandi distanze. Nonostante gli attacchi russi alla rete ferroviaria, l’Ucraina conserva oggi un’estesa rete interna di lunga percorrenza, essenziale anche per la sospensione del traffico aereo civile. Prima della guerra, una linea diretta collegava Mosca a Kiev in 12 ore. Fuori dalla mappa di Back on Track, la Russia conserva una rete vastissima: dalla Transiberiana alle tratte verso Caucaso e Mar Nero, i viaggi di una o più notti restano mobilità ordinaria.

A Ovest e nel Nord Europa il quadro è più discontinuo. Germania, Austria e Repubblica Ceca restano snodi importanti della rete continentale, ma molte tratte internazionali sono state ricostruite dopo anni di tagli dovuti alla concorrenza di alta velocità ferroviaria e voli low cost. In Scandinavia resistono collegamenti notturni sulle lunghe distanze interne, soprattutto in Svezia, Norvegia e Finlandia, mentre le linee internazionali verso Germania e Danimarca dipendono spesso da stagionalità, sussidi pubblici e disponibilità di convogli. È il caso del Berlino-Amburgo-Malmö-Stoccolma: la Svezia interromperà il sostegno pubblico alla tratta alla fine di agosto e la continuità del collegamento avverrà solo grazie al subentro dell’operatore privato RDC Deutschland.

Un altro ostacolo alla riaffermazione dei treni notturni è rappresentato dai pedaggi ferroviari. Ogni compagnia paga ai gestori delle infrastrutture una tariffa per usare binari, stazioni e altre strutture della rete. Molti pedaggi sono calcolati in base ai chilometri percorsi: un treno da Madrid a Parigi, da Barcellona a Lisbona o da Bruxelles a Milano accumula costi lungo tutta la tratta e in ogni Paese attraversato. Così i collegamenti più lunghi, quelli più utili per sostituire una parte dei voli europei a corto e medio raggio, finiscono penalizzati proprio perché percorrono più chilometri. Il dibattito è particolarmente acceso in Spagna, dove il gestore Adif ha commissionato a Deloitte una revisione dei pedaggi anche in risposta alla pressione dei nuovi operatori. La proposta è distinguere tra servizi diurni e notturni, invece di applicare automaticamente una tariffa al chilometro. Nel 2009 Renfe operava una decina di linee notturne tra Trenhotel nazionali e internazionali. Oggi non ha più servizi notturni regolari. Se i treni notte verranno riconosciuti come segmento specifico, tratte come Madrid-Parigi o Barcellona-Francoforte potranno tornare realisticamente sul tavolo. Altrimenti, nell’Europa occidentale, resteranno soprattutto i collegamenti diurni. Anche il Portogallo ha perso i suoi treni notte: dal 2020 non circolano più il Lusitânia Madrid-Lisbona e il Sud Expresso Lisbona-Hendaye.

La crisi dei carburanti rende lo squilibrio più evidente. L’aereo resta esposto al costo del cherosene, ma continua a beneficiare di esenzioni fiscali che ne proteggono la competitività. I treni internazionali pagano invece tariffe per ogni tratto di rete attraversato. Il conto finisce per penalizzare il mezzo meno dipendente dai combustibili fossili e dalle oscillazioni del mercato energetico. Sul fronte dei sussidi, anche la Francia ha fatto un passo indietro: i collegamenti Parigi-Berlino e Parigi-Vienna sono stati fermati dopo la fine dei sostegni francesi. In Svizzera, il collegamento Basilea-Copenaghen-Malmö previsto per il 2026 è stato cancellato dopo il taglio dei fondi federali. A questo si aggiungono le difficoltà pratiche nella prenotazione. Due anni fa Ursula von der Leyen aveva promesso una biglietteria digitale unica. Il 13 maggio la Commissione ha presentato le proposte legislative su prenotazioni multimodali, biglietti ferroviari e tutele per i passeggeri con biglietto unico. Il punto, però, resta aperto: per chi compra oggi un viaggio internazionale con più operatori, il percorso è ancora spezzato tra piattaforme, condizioni e responsabilità diverse.

Piccoli segnali in controtendenza arrivano dalla Polonia, dove vengono attivate nuove tratte transfrontaliere, e da European Sleeper, società ferroviaria belga-olandese a proprietà diffusa, nata nel 2021 grazie a campagne di crowdfunding e a centinaia di piccoli investitori, senza il sostegno dei grandi operatori ferroviari nazionali. Sono iniziative ancora isolate, ma indicano uno spazio di mercato che le compagnie tradizionali hanno lasciato scoperto. La crisi petrolifera potrebbe spingere l’Europa ad accelerare sulle alternative meno esposte a ricatti energetici e speculazioni. I treni notturni possono sostituire una parte dei voli sulle medie distanze, ma solo se vengono trattati come un servizio regolare, accessibile e affidabile per chi viaggia per lavoro, studio o famiglia. Per ora il sistema sembra andare in direzione contraria: l’aereo resta protetto da esenzioni fiscali, il treno internazionale paga pedaggi al chilometro, i sussidi arrivano a singhiozzo. Manca la scelta politica di trattare i treni notturni come infrastrutture da sviluppare, anziché prodotti di nicchia lasciati alle logiche di mercato.

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México vence África do Sul por 2 a 0 na abertura da Copa, e Wilton Pereira Sampaio ganha destaque com três expulsões

O México começou a Copa do Mundo de 2026 com vitória diante da África do Sul por 2 a 0 em um Estádio Azteca lotado, na tarde desta quinta-feira (10/06). A equipe mexicana controlou boa parte das ações e aproveitou a superioridade numérica construída no segundo tempo para encaminhar resultado importante na abertura do torneio. O confronto teve primeiro tempo equilibrado, mas ganhou intensidade após o intervalo, quando os lances decisivos passaram a definir o rumo da partida.

A seleção sul-africana viu suas chances diminuírem drasticamente depois de ficar com um jogador a menos logo nos primeiros minutos da etapa final. Mais tarde, uma segunda expulsão complicou ainda mais a reação da equipe, que passou a enfrentar forte pressão mexicana. Mesmo com o cenário desfavorável, o confronto seguiu movimentado até os acréscimos, quando mais um cartão vermelho elevou a tensão dentro de campo.

O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio foi um dos protagonistas da partida ao tomar três decisões disciplinares de grande impacto. Ele expulsou Sithole por impedir uma oportunidade clara de gol, aplicou cartão vermelho a Zwane após revisão do VAR por agressão e também expulsou o mexicano Montes nos acréscimos por interromper uma jogada promissora de ataque. A última marcação gerou debate, mas a atuação do brasileiro foi marcada por firmeza, personalidade e controle da partida em momentos de alta pressão.

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Unidades do Sesc em SP têm programação especial para a Copa do Mundo

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Para celebrar a Copa do Mundo, o Sesc decidiu oferecer uma programação diversificada e gratuita em suas unidades do estado de São Paulo, toda relacionada ao universo futebolístico. Chamada de Sesc na Copa, a programação prevê vivências esportivas, aulas, debates, exposições, encontros com especialistas e transmissões de partidas do Mundial, como a realizada na tarde desta quinta-feira (11) no Sesc Pompeia, na zona oeste da capital paulista.

"A gente quer que as pessoas consumam o esporte de uma maneira mais equilibrada, que tenha conteúdo e mais conhecimento sobre a modalidade. Queremos ampliar a cultura esportiva não só a respeito dos jogos, mas também dos nossos ídolos, das nossas conquistas, das nossas derrotas, falando um pouco sobre essas histórias todas e, de alguma maneira, fazer com que mais pessoas integrem esse meio esportivo, seja jogando, seja consumindo conteúdos esportivos", disse o assessor técnico da Gerência de Esportes do Sesc São Paulo Mário Augusto Silveira.

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Em entrevista à Agência Brasil, ele contou que a programação do Sesc na Copa foi dividida em três eixos temáticos, com o primeiro deles tratando sobre o futebol como uma linguagem social e uma manifestação simbólica. "A primeira área é Cultura, Memória e Arquibancada, que fala um pouco dessa relação das grandes equipes que passaram e que jogaram uma Copa do Mundo. Quando a gente fala de memória, não é só a memória dos vencedores, porque é muito fácil falar das cinco copas que nós ganhamos, mas também sobre quantas pessoas e personagens deixamos para trás e que não ganharam uma Copa", disse Silveira.
 
11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil 11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil

O segundo eixo fala sobre gênero, destacando experiências que desafiam os padrões tradicionais. Já o terceiro eixo convida o público a vivenciar o esporte na prática. "A segunda parte, a gente vai falar um pouco sobre a diversidade no esporte. Então, é uma forma de valorizar e de alguma de alguma maneira garantir um espaço para que outras masculinidades possam tomar parte desse esporte. E a terceira parte do Sesc na Copa é a parte prática. Vamos ter festivais esportivos, jogos. É o Sesc na prática", explicou Silveira.

A programação é bastante diversificada. O Sesc 24 de Maio, por exemplo, localizado no centro da capital paulista, vai transmitir dois jogos da seleção brasileira na primeira fase da Copa do Mundo: Brasil x Marrocos, no dia 13 de junho, e Brasil x Escócia, no dia 24 de junho. As transmissões vão contar com narração, comentarista e DJ tanto para os jogos do Brasil, quanto para jogos de seleções africanas. Também haverá transmissão de alguns jogos no Sesc Pinheiros.

Além disso algumas unidades do Sesc também vão promover cursos de locução, cinema, intervenções, torneios de futebol e até um bate-papo com as ex-jogadoras Fran Alves e Roseli de Belo, que vão falar sobre as expectativas para a próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil. "Nós temos 44 unidades [no estado] e cada uma delas puxa esse recorte e desenvolve as suas programações. São mais de 200 programações que vão acontecer nas unidades neste período", contou o assessor técnico do Sesc.

Sesc Pompeia

Na tarde desta quinta-feira (11), a reportagem da Agência Brasil esteve na unidade do Sesc Pompeia para acompanhar a transmissão da cerimônia de abertura da Copa do Mundo e também do primeiro jogo do Mundial, entre as seleções do México e África do Sul.

A cerimônia de abertura, na Cidade do México, contou com a participação da cantora Shakira, responsável pela música oficial do evento, o hit Dai Dai. Ao lado do nigeriano Burna Boy, a colombiana levantou o enorme público presente ao Estádio Azteca. O evento também contou com as presenças de artistas como Alejandro Fernández, Maná, Belinda, Los Ángeles Azules, Danny Ocean, J Balvin e Ryan Castro.

Mesmo distantes do evento – que neste ano tem como países-sede o México, Canadá e os Estados Unidos –, alguns brasileiros decidiram assistir à cerimônia e ao jogo entre México e África do Sul no espaço gratuito montado no Sesc Pompeia.

Embora o espaço não estivesse lotado, muita gente decidiu ir ao local para acompanhar as transmissões. Foi o caso, por exemplo, do músico Bonfim, de 79 anos. Frequentador do Sesc, ele decidiu aproveitar para esticar sua passagem pela unidade do Pompeia para assistir à cerimônia de abertura. "Eu moro aqui perto e faço a academia aqui [no Sesc]. E também venho almoçar aqui. Eu gosto do Sesc. E hoje vim assistir à abertura da Copa."

Bonfim disse que pretende voltar ao Sesc Pompeia para assistir a outros jogos da Copa. E que vai torcer bastante para a seleção brasileira ser campeã. "Olha, eu espero que ela chegue à final, né? Ela está um pouco desacreditada, com jogadores diferentes. Mas eu acredito que nós vamos ser campeões."
 

11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil 11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
Programação especial para a Copa do Mundo nas unidades do Sesc em São Paulo -  Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil

Já a aposentadora Bárbara Clara, de 67 anos, foi ao Sesc Pompéia já toda caracterizada para torcer pelo Brasil. Com camisa nas cores do Brasil e uma tiara verde e amarela, ela se sentou na miniarquibancada montada no Galpão do Sesc Pompeia para assistir à cerimônia de abertura. "Ah, é muito legal [torcer aqui], mais divertido do que [assistir] sozinha, né? Dá para vibrar todo mundo junto", disse.

Bárbara elogiou a abertura da Copa do Mundo e a presença da cultura local na cerimônia. E disse que vai torcer muito para o Brasil conquistar o hexacampeonato. "Faço atividade física aqui também. Então, vou aproveitar para já ficar por aqui. Venho mais cedo e já fico por aqui mesmo", contou.

Quem também aproveitou um momento de descanso rápido no trabalho para assistir à abertura da Copa foi a funcionária do Sesc Laura Rocha. "A gente estava esperando a abertura desse espaço [do Sesc Pompeia] com bastante ansiedade porque é um projeto bem especial. E aí eu dei uma paradinha para ver aqui."

"Achei bem legal a abertura da Copa, achei bem bonita. Tinha os figurinos, a troca de artistas. Acho bem bonito quando tem essa valorização da cultura regional", disse ela.

Um grupo de amigas que também frequentam o Sesc Pompeia para atividades físicas escolheu o espaço para assistir à partida entre México e África do Sul. Elas vibraram bastante com o jogo, principalmente em um momento de quase gol, em que a seleção mexicana chutou a bola na trave.

“Eu gostei bastante [desse espaço do Sesc]. Vem gente de todas as categorias daqui de dentro, então tem convivência de todo mundo, o pessoal participa. Achei bem legal”, contou a aposentada Sandra Regina Monteiro, de 62 anos.

Amiga de Sandra, a aposentada Cleusa Aparecida de Oliveira também gostou do espaço. “Eu particularmente mesmo não sou muito chegada em futebol, mas torço quando tem a seleção”, disse. “A gente tem uma galera. Se os jogos acontecerem quando a gente estiver aqui [no Sesc], a gente vai assistir aqui, senão a gente vai para outros lugares [para ver o jogo]”, acrescentou

Ambas disseram que vão assistir aos jogos do Brasil e torcer muito, embora suas expectativas sejam bastante diferentes em relação à seleção brasileira. Enquanto Sandra está bem otimista com o hexacampeonato, Cleusa disse não acreditar que o Brasil vá disputar a final. “Para te dizer a verdade, não sou positiva não. Estou sendo sincera, mas a gente torce”, disse Cleusa.

Já Sandra acredita em mais um título: “Minha expectativa é a melhor possível. Ah, eu quero que seja [campeão].Não sei se vai, mas eu torço. A esperança tem que ter, né? São 24 anos sem ganhar, temos que ganhar. A gente merece. E estou com fé no Endrick.” 

Ativações no Sesc Pompeia

A ativação montada no Sesc Pompeia é composta por um imenso telão para transmissão dos jogos, uma miniarquibancada e mesas para jogos e trocas de figurinhas. Além da transmissão dos jogos, o espaço apresenta também uma pequena mostra chamada Colecionadores de Copas.
 

11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil 11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
 Mostra Colecionadores de Copas, montada no Sesc Pompeia - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil

Com curadoria de Marcelo Duarte, o espaço expositivo reúne objetos de entusiastas e colecionadores e apresenta a história da Copa do Mundo por meio de peças cheias de significado, como camisetas, pôsteres e mascotes.

No espaço, o público terá a oportunidade de ver peças autênticas e que carregam histórias reais como camisas oficiais usadas por jogadores em Copas do Mundo. Entre elas, a utilizada por Ronaldo Fenômeno em 1994 e a de Lionel Messi, na Copa de 2018. Há também álbuns de figurinhas, ingressos de jogos, livros, brinquedos e outros objetos relacionados ao mundo do futebol.

“Tem mais de 300 itens aqui, que são raros e que fazem parte das coleções de pessoas que vêm acumulando, guardando e tendo cuidado com essa memorabilia do esporte, desde os anos 50. Tem camisas, tampinhas, figurinhas, uniformes antigos, livros sobre esporte. Enfim, essa é uma história muito interessante que a gente está apresentando para as novas gerações”, contou o assessor técnico da Gerência de Esportes do Sesc São Paulo Mário Augusto Silveira.

A programação completa do Sesc na Copa pode ser consultada aqui.

Matéria ampliada às 19h39

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Unidades do Sesc em SP têm programação especial para a Copa do Mundo

Logo Agência Brasil

Para celebrar a Copa do Mundo, o Sesc decidiu oferecer uma programação diversificada e gratuita em suas unidades do estado de São Paulo, toda relacionada ao universo futebolístico. Chamada de Sesc na Copa, a programação prevê vivências esportivas, aulas, debates, exposições, encontros com especialistas e transmissões de partidas do Mundial, como a realizada na tarde desta quinta-feira (11) no Sesc Pompeia, na zona oeste da capital paulista.

"A gente quer que as pessoas consumam o esporte de uma maneira mais equilibrada, que tenha conteúdo e mais conhecimento sobre a modalidade. Queremos ampliar a cultura esportiva não só a respeito dos jogos, mas também dos nossos ídolos, das nossas conquistas, das nossas derrotas, falando um pouco sobre essas histórias todas e, de alguma maneira, fazer com que mais pessoas integrem esse meio esportivo, seja jogando, seja consumindo conteúdos esportivos", disse o assessor técnico da Gerência de Esportes do Sesc São Paulo Mário Augusto Silveira.

Notícias relacionadas:

Em entrevista à Agência Brasil, ele contou que a programação do Sesc na Copa foi dividida em três eixos temáticos, com o primeiro deles tratando sobre o futebol como uma linguagem social e uma manifestação simbólica. "A primeira área é Cultura, Memória e Arquibancada, que fala um pouco dessa relação das grandes equipes que passaram e que jogaram uma Copa do Mundo. Quando a gente fala de memória, não é só a memória dos vencedores, porque é muito fácil falar das cinco copas que nós ganhamos, mas também sobre quantas pessoas e personagens deixamos para trás e que não ganharam uma Copa", disse Silveira.
 
11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil 11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil

O segundo eixo fala sobre gênero, destacando experiências que desafiam os padrões tradicionais. Já o terceiro eixo convida o público a vivenciar o esporte na prática. "A segunda parte, a gente vai falar um pouco sobre a diversidade no esporte. Então, é uma forma de valorizar e de alguma de alguma maneira garantir um espaço para que outras masculinidades possam tomar parte desse esporte. E a terceira parte do Sesc na Copa é a parte prática. Vamos ter festivais esportivos, jogos. É o Sesc na prática", explicou Silveira.

A programação é bastante diversificada. O Sesc 24 de Maio, por exemplo, localizado no centro da capital paulista, vai transmitir dois jogos da seleção brasileira na primeira fase da Copa do Mundo: Brasil x Marrocos, no dia 13 de junho, e Brasil x Escócia, no dia 24 de junho. As transmissões vão contar com narração, comentarista e DJ tanto para os jogos do Brasil, quanto para jogos de seleções africanas. Também haverá transmissão de alguns jogos no Sesc Pinheiros.

Além disso algumas unidades do Sesc também vão promover cursos de locução, cinema, intervenções, torneios de futebol e até um bate-papo com as ex-jogadoras Fran Alves e Roseli de Belo, que vão falar sobre as expectativas para a próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil. "Nós temos 44 unidades [no estado] e cada uma delas puxa esse recorte e desenvolve as suas programações. São mais de 200 programações que vão acontecer nas unidades neste período", contou o assessor técnico do Sesc.

Sesc Pompeia

Na tarde desta quinta-feira (11), a reportagem da Agência Brasil esteve na unidade do Sesc Pompeia para acompanhar a transmissão da cerimônia de abertura da Copa do Mundo e também do primeiro jogo do Mundial, entre as seleções do México e África do Sul.

A cerimônia de abertura, na Cidade do México, contou com a participação da cantora Shakira, responsável pela música oficial do evento, o hit Dai Dai. Ao lado do nigeriano Burna Boy, a colombiana levantou o enorme público presente ao Estádio Azteca. O evento também contou com as presenças de artistas como Alejandro Fernández, Maná, Belinda, Los Ángeles Azules, Danny Ocean, J Balvin e Ryan Castro.

Mesmo distantes do evento – que neste ano tem como países-sede o México, Canadá e os Estados Unidos –, alguns brasileiros decidiram assistir à cerimônia e ao jogo entre México e África do Sul no espaço gratuito montado no Sesc Pompeia.

Embora o espaço não estivesse lotado, muita gente decidiu ir ao local para acompanhar as transmissões. Foi o caso, por exemplo, do músico Bonfim, de 79 anos. Frequentador do Sesc, ele decidiu aproveitar para esticar sua passagem pela unidade do Pompeia para assistir à cerimônia de abertura. "Eu moro aqui perto e faço a academia aqui [no Sesc]. E também venho almoçar aqui. Eu gosto do Sesc. E hoje vim assistir à abertura da Copa."

Bonfim disse que pretende voltar ao Sesc Pompeia para assistir a outros jogos da Copa. E que vai torcer bastante para a seleção brasileira ser campeã. "Olha, eu espero que ela chegue à final, né? Ela está um pouco desacreditada, com jogadores diferentes. Mas eu acredito que nós vamos ser campeões."
 

11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil 11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
Programação especial para a Copa do Mundo nas unidades do Sesc em São Paulo -  Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil

Já a aposentadora Bárbara Clara, de 67 anos, foi ao Sesc Pompéia já toda caracterizada para torcer pelo Brasil. Com camisa nas cores do Brasil e uma tiara verde e amarela, ela se sentou na miniarquibancada montada no Galpão do Sesc Pompeia para assistir à cerimônia de abertura. "Ah, é muito legal [torcer aqui], mais divertido do que [assistir] sozinha, né? Dá para vibrar todo mundo junto", disse.

Bárbara elogiou a abertura da Copa do Mundo e a presença da cultura local na cerimônia. E disse que vai torcer muito para o Brasil conquistar o hexacampeonato. "Faço atividade física aqui também. Então, vou aproveitar para já ficar por aqui. Venho mais cedo e já fico por aqui mesmo", contou.

Quem também aproveitou um momento de descanso rápido no trabalho para assistir à abertura da Copa foi a funcionária do Sesc Laura Rocha. "A gente estava esperando a abertura desse espaço [do Sesc Pompeia] com bastante ansiedade porque é um projeto bem especial. E aí eu dei uma paradinha para ver aqui."

"Achei bem legal a abertura da Copa, achei bem bonita. Tinha os figurinos, a troca de artistas. Acho bem bonito quando tem essa valorização da cultura regional", disse ela.

Um grupo de amigas que também frequentam o Sesc Pompeia para atividades físicas escolheu o espaço para assistir à partida entre México e África do Sul. Elas vibraram bastante com o jogo, principalmente em um momento de quase gol, em que a seleção mexicana chutou a bola na trave.

“Eu gostei bastante [desse espaço do Sesc]. Vem gente de todas as categorias daqui de dentro, então tem convivência de todo mundo, o pessoal participa. Achei bem legal”, contou a aposentada Sandra Regina Monteiro, de 62 anos.

Amiga de Sandra, a aposentada Cleusa Aparecida de Oliveira também gostou do espaço. “Eu particularmente mesmo não sou muito chegada em futebol, mas torço quando tem a seleção”, disse. “A gente tem uma galera. Se os jogos acontecerem quando a gente estiver aqui [no Sesc], a gente vai assistir aqui, senão a gente vai para outros lugares [para ver o jogo]”, acrescentou

Ambas disseram que vão assistir aos jogos do Brasil e torcer muito, embora suas expectativas sejam bastante diferentes em relação à seleção brasileira. Enquanto Sandra está bem otimista com o hexacampeonato, Cleusa disse não acreditar que o Brasil vá disputar a final. “Para te dizer a verdade, não sou positiva não. Estou sendo sincera, mas a gente torce”, disse Cleusa.

Já Sandra acredita em mais um título: “Minha expectativa é a melhor possível. Ah, eu quero que seja [campeão].Não sei se vai, mas eu torço. A esperança tem que ter, né? São 24 anos sem ganhar, temos que ganhar. A gente merece. E estou com fé no Endrick.” 

Ativações no Sesc Pompeia

A ativação montada no Sesc Pompeia é composta por um imenso telão para transmissão dos jogos, uma miniarquibancada e mesas para jogos e trocas de figurinhas. Além da transmissão dos jogos, o espaço apresenta também uma pequena mostra chamada Colecionadores de Copas.
 

11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil 11/06/2026 - São Paulo - Unidades do Sesc em SP fazem programação especial para a Copa do Mundo. Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil
 Mostra Colecionadores de Copas, montada no Sesc Pompeia - Foto: Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil

Com curadoria de Marcelo Duarte, o espaço expositivo reúne objetos de entusiastas e colecionadores e apresenta a história da Copa do Mundo por meio de peças cheias de significado, como camisetas, pôsteres e mascotes.

No espaço, o público terá a oportunidade de ver peças autênticas e que carregam histórias reais como camisas oficiais usadas por jogadores em Copas do Mundo. Entre elas, a utilizada por Ronaldo Fenômeno em 1994 e a de Lionel Messi, na Copa de 2018. Há também álbuns de figurinhas, ingressos de jogos, livros, brinquedos e outros objetos relacionados ao mundo do futebol.

“Tem mais de 300 itens aqui, que são raros e que fazem parte das coleções de pessoas que vêm acumulando, guardando e tendo cuidado com essa memorabilia do esporte, desde os anos 50. Tem camisas, tampinhas, figurinhas, uniformes antigos, livros sobre esporte. Enfim, essa é uma história muito interessante que a gente está apresentando para as novas gerações”, contou o assessor técnico da Gerência de Esportes do Sesc São Paulo Mário Augusto Silveira.

A programação completa do Sesc na Copa pode ser consultada aqui.

Matéria ampliada às 19h39

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El comisario de Migraciones de la UE alerta del efecto llamada de la regularización de inmigrantes el día de la visita del papa a Canarias: "La señal no es buena"

El comisario europeo de Interior y Migraciones, el austríaco Magnus Brunner, ha expresado sus reservas ante la regularización de cerca de medio millón de migrantes indocumentados aprobada el pasado mes de enero por el Gobierno español. En un encuentro con un grupo de medios, entre ellos la agencia EFE, Brunner ha advertido que, a nivel general, "la señal no es buena", si bien ha reconocido las particularidades del caso de España.

"Entiendo la situación particular de España, ya que el 80% de esas personas proceden, de hecho, de América Latina. Hablan el mismo idioma y comparten parte de su cultura", ha matizado el comisario, recordando que esta política recae bajo el ámbito de competencia exclusivo de los Estados miembros. Sin embargo, el responsable comunitario ha subrayado la necesidad de vigilar que la medida no provoque un 'efecto llamada' o trasvase de flujos dentro de la Unión Europea. "Mi tarea es proteger a los demás Estados miembros de que haya repercusiones" en el territorio común, ha apostillado.

Entrada en vigor del Pacto de Asilo y Migración

Estas declaraciones coinciden con un momento clave para la política migratoria europea. Mañana viernes concluye el periodo transitorio de dos años y arranca la aplicación obligatoria del nuevo Pacto de Asilo y Migración, aprobado en junio de 2024.

Respecto a la preparación de España para este nuevo marco legal, Brunner ha calificado el nivel de implementación de "muy bueno". En concreto, ha destacado que el país ya se encuentra trabajando en la adaptación legislativa de Eurodac, el sistema biométrico de registro que, a partir de este viernes, ampliará la recogida de datos de los migrantes irregulares, sumando fotografías y otra información de control a las ya habituales huellas dactilares.

Sintonía con el papa León XIV tras su visita a Canarias

Durante la entrevista, el comisario también se ha pronunciado sobre el discurso que el papa León XIV ha pronunciado hoy desde el puerto de Arguineguín, en las islas Canarias. El pontífice ha lanzado un duro reproche a la comunidad internacional y a Europa, afeando que "no se puede hablar de dignidad y dejar que los mares sean cementerios". "Estoy de acuerdo con el papa. Hace unos meses mantuve una conversación bilateral muy fructífera con él y coincidimos", ha asegurado Brunner.

El político austríaco ha defendido que el "enfoque global" del nuevo pacto busca, precisamente, evitar que las personas arriesguen sus vidas en las rutas del Atlántico o del Mediterráneo. Ante las críticas del papa respecto a que la política migratoria no debe limitarse a "gestionar llegadas, distribuir cifras y reforzar fronteras", Brunner ha argumentado que frenar las llegadas irregulares es una vía humanitaria. "Reducir el número significa también salvar vidas. Solo si combatimos la parte ilegal tendremos espacio para la migración legal y la protección de quienes sufren un peligro real en sus países de origen", ha concluido.

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Praia na Europa cobra 10€ à entrada e os banhistas entre 10 e 65 anos não podem levar chapéu-de-sol

Uma praia na Sardenha, em Itália, está no centro da polémica depois de ter introduzido uma taxa de entrada de 10 euros e regras invulgares que limitam o uso de chapéus-de-sol no areal. A situação ocorre em Punta Molentis, onde as autoridades locais justificam as medidas com a proteção ambiental, mas a decisão está a gerar contestação pública.

De acordo com o jornal The Guardian, o acesso à praia passou a estar condicionado ao pagamento de uma taxa de 10 euros por visitante, numa medida enquadrada na reabertura do espaço após um incêndio florestal ocorrido no ano anterior. A mesma publicação refere que foram ainda impostas restrições ao uso de sombra no areal.

Apenas crianças com menos de 10 anos podem utilizar chapéus-de-sol, e apenas um por grupo familiar, ficando a maioria dos banhistas entre os 10 e os 65 anos impedida de recorrer a este tipo de proteção individual. A proibição inclui ainda estruturas, como tendas e pérgolas.

Justificação ambiental e contestação

A Câmara Municipal de Villasimìus justifica as medidas com a necessidade de proteger uma área de conservação afetada por incêndios e fenómenos meteorológicos extremos. Num comunicado citado pelo The Guardian, a autarquia refere que “é necessário limitar o impacto [humano] e assegurar a proteção desta herança para as gerações futuras”.

Conforme a mesma fonte, as regras estarão em vigor até ao final de outubro e pretendem reduzir a pressão sobre o ecossistema local. No entanto, a decisão tem gerado críticas nas redes sociais, com vários utilizadores a questionarem a lógica das restrições e a apontarem riscos associados à exposição solar.

Outras medidas em praias italianas

Outras praias em Itália têm vindo a adotar limitações semelhantes para controlar a afluência turística. Em Jesolo, na região de Veneza, foram impostas restrições ao número de chapéus de praia, numa tentativa de aumentar o espaço disponível no areal.

Estas medidas surgem num contexto em que várias praias públicas italianas enfrentam forte procura durante o verão, em parte devido ao custo elevado dos clubes privados e do aluguer de equipamentos balneares.

Procura por destinos alternativos

A crescente pressão turística tem levado também à divulgação de destinos menos congestionados. A revista Condé Nast Traveler destacou recentemente várias localidades italianas fora dos grandes centros urbanos, como Maratea, Portofino, Carloforte e Taormina, sugerindo alternativas mais tranquilas para visitantes.

O caso de Punta Molentis mantém-se, entretanto, no centro do debate sobre o equilíbrio entre preservação ambiental e acesso livre a espaços naturais.

Leia também: “Movem-se com arrogância pela cidade”: estrangeiros são cada vez menos bem-vindos nesta cidade portuguesa

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