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Almodôvar recebe Feira de Artes e Cultura entre 3 e 5 de julho

A vila de Almodôvar vai receber, nos dias 3, 4 e 5 de julho de 2026, mais uma edição da FACAL — Feira de Artes e Cultura de Almodôvar, um evento que volta a afirmar-se como um dos momentos de destaque da agenda cultural do concelho e da região.

Ao longo de três dias, a iniciativa promete levar ao público um programa diversificado, centrado na animação, cultura, património, gastronomia e artesanato, reunindo diferentes expressões artísticas e valorizando a identidade local e regional.

O cartaz musical da edição de 2026 conta, no dia 3 de julho, com a atuação de Nininho Vaz Maia, acompanhado por American House Party e DJ Sotto, seguindo-se, no dia 4, Bárbara Bandeira, Cromos da Noite e DJ Zarra. O encerramento, no dia 5 de julho, estará a cargo de Jorge Belchior.

A FACAL volta assim a apostar numa programação capaz de atrair públicos de várias gerações, conjugando nomes bem conhecidos do panorama musical nacional com uma oferta cultural mais ampla, num ambiente de convívio e celebração. Com esta proposta, Almodôvar reforça a sua aposta na dinamização cultural do território, promovendo o encontro entre tradição e contemporaneidade e convidando residentes e visitantes a participar numa iniciativa marcada pela diversidade e pela valorização do património local.

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1.º Torneio de Reguengos de Monsaraz – Capital da Natação Master

As Piscinas Municipais Victor Martelo, em Reguengos de Monsaraz, vão receber no dia 20 de junho o 1.º Torneio de Reguengos de Monsaraz – Capital da Natação Master.

A competição é promovida numa parceria que inclui o Município de Reguengos de Monsaraz, a Federação Portuguesa de Natação, a Associação de Natação do Alentejo e o Instituto Português do Desporto e Juventude.

De acordo coma nota de imprensa emitida pelo Município, o torneio decorrerá em duas sessões, com a primeira a ter início às 10:00 horas e a segunda às 16:30 horas, reunindo nadadores masters de várias regiões do país numa jornada dedicada à modalidade.

A nota da autarquia recorda que as Piscinas Municipais Victor Martelo recebem há mais de uma década diversas provas de natação master, reunindo algumas centenas de atletas, como aconteceu no Campeonato Nacional Master de Verão e no Open Internacional Master de Verão.

A autarquia de Reguengos de Monsaraz recorda que a natação masters é aberta a qualquer pessoa a partir dos 25 anos de idade, independentemente do seu nível de experiência desportiva, desde que esteja inscrita numa entidade ou clube federado. As competições são organizadas por escalões etários de cinco em cinco anos, permitindo a participação de nadadores recreativos e de antigos atletas de competição.

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Aproveitamento Hidroagrícola do Mira vai ter novo modelo de distribuição de água

O Aproveitamento Hidroagrícola do Mira, que abrange os concelhos de Odemira e Aljezur, vai ter um novo modelo de distribuição de água na campanha de 2026, por a albufeira de Santa Clara estar praticamente cheia.

De acordo com o boletim mensal de maio da Associação de Beneficiários do Mira (ABM), com sede em Odemira e responsável pela gestão do aproveitamento, «o atual contexto de maior disponibilidade hídrica deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar práticas eficientes, não para as abandonar».

No documento, consultado pela agência Lusa, a ABM indicou que a albufeira de Santa Clara «encontra-se perto do pleno armazenamento», o que leva a que o Aproveitamento Hidroagrícola do Mira (AHM) «deixe formalmente de estar em situação de contingência por seca» e sejam levantadas «as restrições à rega que vigoraram nos últimos anos».

Nesse âmbito, adiantou a Associação, os beneficiários que já fizeram inscrições na primeira fase, cujo prazo terminou a 27 de fevereiro deste ano, «podem agora inscrever áreas adicionais ou alterar as culturas declaradas anteriormente».

Ainda assim, acrescentou, «nas culturas permanentes e protegidas, as novas inscrições ficam sujeitas a aprovação prévia pela ABM e Autoridade Nacional do Regadio», só podendo ser inscrita a área «que está efetivamente em produção e sujeita a rega».

O novo modelo de distribuição de água no AHM «prevê um reforço significativo das ações de controlo», pelo que a ABM «irá verificar no terreno as áreas e culturas instaladas, recorrendo a inspeções presenciais, imagens de satélite e drones».

«Sempre que se verifique uma discrepância entre o que foi declarado e o que existe no terreno, o volume de água atribuído será ajustado em conformidade», explicou a associação.

A ABM acrescentou que, «após a atribuição dos volumes, os regantes receberão semanalmente, por correio eletrónico, um relatório com o volume total atribuído, o consumo acumulado, o consumo da semana anterior e a percentagem de volume disponível».

«Serão também enviados avisos quando forem atingidos 50%, 90% e 120% do volume atribuído», sendo que, neste último caso, «o fornecimento será suspenso».

Para a ABM, «a maior disponibilidade hídrica não dispensa o compromisso com uma utilização racional e responsável da água».

Por isso, a associação «propõe reduzir perdas na rede coletiva do perímetro, investir em sistemas de rega mais precisos e gerir os consumos com rigor», uma vez que «a variabilidade climática é uma realidade com que o setor agrícola tem de contar».

«Aí serão os agricultores que já tiverem adotado práticas mais eficientes os que estarão em melhor posição para continuar a produzir», sustentou.

O Aproveitamento Hidroagrícola do Mira tem como origem a albufeira de Santa Clara, no concelho de Odemira, e é gerido pela ABM.

O seu perímetro de rega possui uma área equipada de 15.200 hectares (ha), com uma área beneficiada de 12.000 ha, nos municípios de Odemira e de Aljezur.

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Homem de 23 anos detido por tráfico de droga em Grândola

Um homem de 23 anos foi detido na terça-feira pela GNR por suspeitas de tráfico de droga, no concelho de Grândola, tendo-lhe sido apreendidas 192 doses de canábis resina, segundo esta força de segurança.

O Comando Territorial Setúbal indicou, em comunicado, que o suspeito foi detido durante uma fiscalização rodoviária, depois de os militares terem detetado a existência de droga no veículo.

Além do canábis resina, a guarda apreendeu 33 euros em dinheiro e uma faca alegadamente utilizada no corte da droga.

O suspeito foi detido e constituído arguido, e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Grândola.

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Alentejo 2030 apoia com 4,5 milhões de euros economia circular e infraestruturas tecnológicas

O programa Alentejo 2030 abriu dois concursos, com uma dotação global de 4,5 milhões de euros, para apoiar a economia circular e infraestruturas tecnológicas na região, anunciou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Em comunicado, a CCDR do Alentejo indicou que os avisos de concurso, com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), foram lançados no âmbito do Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas da Paisagem.

Um dos avisos, denominado “Economia Circular (SI) – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, dispõe de uma dotação de um milhão de euros, com uma taxa máxima de cofinanciamento de 60%, e dirige-se às pequenas e médias empresas (PME) do Alentejo.

Este apoio, segundo a CCDR do Alentejo, visa promover a transição para modelos produtivos mais eficientes e sustentáveis, incentivando “a circularidade dos recursos e redução do consumo de matérias-primas”.

O desenvolvimento de novos produtos com base em subprodutos, a adoção de soluções de ecodesign e novos modelos de negócio sustentáveis e a circularidade da água nas empresas são outras das ações incentivadas.

Neste caso, o período para apresentação de candidaturas decorre até 30 de novembro deste ano.

Já o outro aviso, intitulado “Infraestruturas e Equipamentos Tecnológicos – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, conta com uma dotação de 3,5 milhões de euros e uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%.

Este destina-se a apoiar projetos de instituições de ensino superior, entidades sem fins lucrativos e outras em cooperação que visem a criação, qualificação ou expansão de infraestruturas tecnológicas, especialmente na área da bioeconomia sustentável.

Com o período de candidaturas a decorrer até 30 de outubro, o aviso pretende reforçar a capacidade regional de transferência e valorização do conhecimento, apoio ao ciclo de inovação e maturidade tecnológica e resposta às prioridades das Estratégias de Especialização Inteligente.

“Ambos os avisos incidem sobre a região Alentejo, no âmbito do ITI Água e Ecossistemas da Paisagem, reforçando o compromisso com uma gestão mais sustentável dos recursos naturais e com o desenvolvimento económico baseado na inovação”, acrescentou.

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Beja inaugura escultura de homenagem ao rei e poeta Al-Mu’tamid

A escultura dedicada ao rei e poeta Al-Mu’tamid, da autoria do escultor Silvestre Raposo, vai ser inaugurada no sábado, 13 de Junho, às 18h00, no Largo das Portas de Mértola, junto à Caixa Geral de Depósitos, em Beja.

Esta iniciativa, e para assinalar o momento, conta com a participação do músico Paulo Ribeiro, para interpretar canções inspiradas nos poemas de Al-Mu’tamid, nascido em Beja, no ano de 1040.

«Com esta escultura é prestada homenagem a uma das figuras que marca a história da cidade», salienta a Câmara Municipal de Beja.

Na composição escultórica, o autor, Silvestre Raposo, evoca momentos e símbolos da vida de Al-Mu’tamid: o castelo erguido sobre o rochedo, a lágrima da saudade, a chave da casa perdida, o jardim da infância, o coração ferido, a coroa deixada para trás e a permanência da palavra poética como legado intemporal.

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Esboço da escultura

Com um percurso artístico reconhecido nacional e internacionalmente, Silvestre Raposo é autor de diversos monumentos de arte pública e de uma obra marcada por dois valores fundamentais: a paz e a cultura.

Silvestre Raposo dedica esta escultura a um poeta que nasceu em Beja há cerca de mil anos. «Quis o destino que fosse rei, mas a sua arma não foi a espada, mas a palavra escrita, a poesia. É na sua obra poética que os diferentes elementos da composição», explica o escultor.

Al-Mu’tamid referia-se ao seu reino como sendo ele próprio «uma enorme montanha». Durante o cativeiro, evocava com saudade a sua casa e a cidade da sua infância, onde existiam jardins. No final da vida, afirmava ter perdido tudo, exceto a palavra e a sua poesia.

Assim, Silvestre Raposo ergue um castelo no rochedo, com uma lágrima derramada na frente, aos lados, a chave, símbolo da sua casa, e o jardim.

Na parede de trás, um coração ferido, uma coroa que tinha ficado no passado e uma máscara fúnebre numa campa rasa.

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Local onde será inaugurada a escultura – Foto: Elisabete Rodrigues | Sul Informação (foto de arquivo)

Quem é Silvestre Raposo?

Formou-se na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde foi também membro do Conselho Pedagógico. Foi professor de Design no Instituto Superior D. Afonso III, em Loulé;

Autor de cinco monumentos de arte pública e de mais 22 obras presentes em museus e espaços públicos. Os seus monumentos e esculturas têm sempre dois elementos comuns: a paz e a cultura.

Possui uma Casa-Museu com o seu nome;

Autor de várias obras de poesia, duas das quais editadas em Pontevedra, na Galiza.

Quem era Al-Mu’tamid?

Al-Mu’tamid (1040–1095), nascido na cidade de Beja (então no Gharb al-Andalus), foi o terceiro e último rei da dinastia Abádida da Taifa de Sevilha e um dos mais célebres poetas de Al-Andalus. Conhecido historicamente como o “rei-poeta”, a sua vida cruzou a governação política, o requinte cultural e um trágico exílio final.

Na sua juventude, governou a cidade algarvia de Silves em nome do seu pai. Herdou o trono da Taifa de Sevilha, controlando vastos territórios no sul da Península Ibérica.

Perante o avanço das forças cristãs, aliou-se aos Almorávidas do Norte de África, que mais tarde o destronaram e exilaram em Marrocos, onde morreu na pobreza.

A sua poesia é considerada como um dos maiores monumentos literários do período do Al-Andalus, possuindo uma relevância histórica, estética e biográfica profunda para as culturas árabe e ibérica

Apesar de ter morrido na pobreza, o poeta e rei está hoje sepultado no Mausoléu de Al-Mu’tamid, localizado na antiga cidade medieval de Aghmat, em Marrocos, monumento construído em 1970 e que serve como local de peregrinação para amantes da literatura e da história.

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Águas do Alentejo vai construir 15 unidades de produção de energia elétrica

A empresa Águas Públicas do Alentejo (AgdA), sediada em Beja, vai investir quase 1,8 milhões de euros na construção de 15 unidades de produção de energia elétrica de fonte fotovoltaica, para autoconsumo, foi hoje anunciado.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a empresa explicou que o investimento permitirá, «de forma gradual, reduzir a dependência da rede elétrica, os custos e o impacto ambiental».

Para concretizar as 15 unidades de produção de energia elétrica de fonte fotovoltaica destinadas ao autoconsumo, a AgdA lançou, no dia 03 deste mês, o concurso público para a conceção-construção destas infraestruturas, «com um preço base de cerca de 1,76 milhões de euros» e um prazo de execução de 40 meses.

As novas unidades serão instaladas nas estações de tratamento de água (ETA) de Alvito e do Roxo (concelho de Aljustrel), nas estações de tratamento de águas residuais (ETAR) de Almodôvar, Beja, Serpa, Vidigueira e Vila Nova de Milfontes, e nas estações elevatórias de Corte Vicente Anes (Aljustrel), Cerro Ruivo (Castro Verde), Fonte da Telha (Moura), todas no distrito de Beja.

Estão igualmente previstas unidades nas ETAR de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, de Grândola e Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, assim como nas estações elevatórias de Ameira 1 e 2, ambas no concelho de Alcácer do Sal.

De acordo com a empresa, «cerca de 80% da energia» produzida anualmente pelas novas unidades para autoconsumo poderá «ser utilizada internamente nas infraestruturas de abastecimento de água e saneamento de águas residuais».

A AgdA frisou ainda que continua a investir «na produção de energia limpa», devidamente enquadrada nos seus planos de eficiência energética e de descarbonização, em que «o aumento da produção de energia renovável constitui um dos principais vetores para a redução das emissões de gases com efeito de estufa».

O objetivo é «atingir a autossuficiência energética até 2030, assegurando que a energia consumida nas suas operações é totalmente proveniente de fontes renováveis», lê-se no comunicado.

A AgdA foi constituída em 25 de setembro de 2009, tendo por acionistas o grupo Águas de Portugal e a Associação de Municípios para a Gestão da Água Pública do Alentejo, constituída por 20 câmaras municipais dos distritos de Beja, Évora e Setúbal.

A empresa gere o Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo, criado em 2009, numa parceria entre o Estado e as autarquias.

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Piscinas Exteriores de redondo já estão abertas

No passado dia 6 de junho abriram oficialmente das Piscinas Exteriores de Redondo.

Para o primeiro mergulho do ano, as equipas da autarquia realizaram uma manutenção e limpeza profunda em todo o complexo balnear.

As ações de manutenção regular integraram o corte de ervas e a limpeza de bermas, de ruas, de parques de estacionamento e espaços públicos.

As equipas procederam ainda à pintura e renovação de passadeiras, reforçando a segurança rodoviária de forma contínua.

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Histórica Feira de S. Tiago renasce e volta à Vidigueira em Julho

A histórica Feira de S. Tiago, conhecida em tempos como “Feira dos Queijinhos”, está de regresso à Vidigueira entre 10 e 12 de Julho, renascendo como «uma plataforma de afirmação económica, cultural e turística» do concelho, anunciou o município alentejano.

«Mais do que recuperar uma memória coletiva profundamente enraizada no concelho, esta nova vida da Feira de S. Tiago pretende afirmar uma nova visão para um dos mais emblemáticos eventos da Vidigueira», refere a autarquia, em comunicado.

O evento «renasce com um conceito contemporâneo, pensado para valorizar aquilo que o território produz, aquilo que representa e aquilo que ambiciona ser», lê-se.

A Feira de S. Tiago quer «cruzar tradição, inovação, gastronomia, enoturismo, cultura e experiência», transformando a Praça Vasco da Gama «num espaço vivo e dinâmico, organizado em diferentes áreas temáticas».

O evento vai ter uma mostra económica e empresarial, espaços gastronómicos, experiências vínicas, programação cultural, zonas de convívio e um fórum dedicado à reflexão sobre território, turismo e desenvolvimento.

A identidade histórica da “Feira dos Queijinhos” estará «particularmente presente» na valorização dos produtos endógenos, das práticas tradicionais e da ligação da comunidade à sua história, «mas numa abordagem contemporânea, capaz de atrair novos públicos e projetar a Vidigueira para o futuro», assinala a autarquia.

Na zona contígua à Praça Vasco da Gama será igualmente recuperada a vertente mais tradicional e popular da Feira de S. Tiago, com a instalação de um espaço dedicado à habitual feira de levante, áreas de divertimentos e animação, recriando o ambiente característico que marcou durante décadas este certame.

A programação integrará ainda a recuperação da tradição taurina associada à feira, através da realização de uma Corrida de Toiros, reforçando a ligação do evento às suas raízes culturais e à memória coletiva do concelho.

A Feira de S. Tiago encerra a “Semana do Empreendedorismo”, com atividades em todas as freguesias, tendo como objetivo o incremento da coesão concelhia enquanto fator de desenvolvimento sustentável.

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Neurocientista lembra que a ciência é antídoto contra a desinformação

O neurocientista norte-americano Steve Ramirez, investigador da Universidade de Boston, vai liderar em Lisboa e Porto o primeiro evento europeu National Geographic Live, durante o qual irá explicar como é possível ativar, implantar e apagar memórias. 

Intitulado “Untangling the Mind” (“Desembaraçando a mente”), o evento passa por Lisboa a 16 de junho e vai até ao Porto no dia 18, com ambas as sessões esgotadas.

O neurocientista vai falar da estrutura do cérebro, como funcionam as suas conexões e químicos, como produz música e algumas das coisas mais extraordinárias que consegue fazer, com foco na memória.  

“Vou falar da investigação contemporânea sobre a memória, que inclui como visualizar memórias, como ativar ou apagar memórias, e até como mudar ou implantar memórias no cérebro”, disse à Lusa o neurocientista, alertando para a necessidade de definir objetivos do conhecimento, já que a ciência é por si mesma “o melhor antídoto” contra a desinformação.

Ramirez explicou que há um benefício terapêutico na ativação de boas memórias. “Sabemos que, quando recordamos uma memória positiva e refletimos sobre ela, isso ativa os sistemas de dopamina do cérebro”, apontou. Coloca-nos de bom humor, expande a criatividade e a flexibilidade cognitiva durante algumas horas, estabiliza o ritmo cardíaco e pode inundar o corpo com hormonas que dão a sensação de euforia, descreveu.

O estudo biológico do funcionamento da memória pode ajudar a aumentar o volume nas memórias boas e reduzi-lo nas memórias más. É uma pesquisa que poderá ter resultados em contextos médicos, como no tratamento de Alzheimers ou de depressão. 

Mas não só. Ramirez, que inclui uma sessão de perguntas e respostas com a audiência no evento, espera que as pessoas retirem ideias práticas para a sua vida. “Podemos ver a memória como uma ferramenta que se pode usar para o nosso próprio bem-estar”, afirmou, chamando-lhe um canivete suíço. 

“A mensagem não é apenas de que a memória é poderosa, mas de que pode trabalhar para si”. 

No entanto, isso significa também que há um risco de manipulação e implantação de memórias falsas. Steve Ramirez comparou a memória a um Lamborghini que vai parar à era dos Flintstones e por isso precisa de cautela, cintos de segurança e ‘airbags’. 

“O marketing e a psicologia já perceberam todas as formas de implantar ideias e decisões na nossa cabeça. Queremos que este trabalho nos explique como isso funciona e porquê”, adiantou Ramirez. “E se nos podemos proteger contra isso”.

O neurocientista apontou que todos temos memórias implantadas e nos lembramos de coisas que não aconteceram exatamente dessa maneira. “Conseguimos fazer coisas incríveis com a neurociência moderna, como ativar ou apagar memórias. Mas qual é a ética? Qual o objetivo?”

Isso, referiu, é importante definir para evitar, por exemplo, a eficácia de sistemas de manipulação em massa. “A ciência é o melhor antídoto para a desinformação”, realçou. 

Para o especialista norte-americano, este campo é tão vasto que um dia poderemos ter uma tecnologia que permita descarregar e ver memórias como se fosse um filme. 

“Isso não quebra nenhuma lei da física”, declarou, frisando que através de elétrodos é possível registar num computador o que um rato está a ver. “Tendemos a ter cenários visuais nos nossos sonhos e essa atividade aparece no córtex visual. Por isso, é descodificar o campo visual”. 

Precisamos de ferramentas que consigam fazer a descodificação, mas Ramirez pensa que é possível, talvez nos próximos vinte anos. “Não é magia. É só ciência complexa que pode parecer magia”. 

Ramirez será acompanhado pelo biólogo e etólogo português Eduardo Sampaio, investigador do Instituto de Comportamento Animal Max Planck, na Alemanha, que falará sobre a diversidade de cérebros e processos cognitivos no meio animal.

O National Geographic Live é um formato de conferências em que os oradores são Exploradores National Geographic (National Geographic Exploreres). Esta é a estreia do formato na Europa e a primeira parte de cada sessão ficará a cargo do biólogo e etólogo português Eduardo Sampaio.

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Projetos âncora para mobilizar investimento e inovação no Alentejo vão ser apresentados em Sines

Projetos âncora que visam mobilizar investimento e inovação no Alentejo vão ser apresentados na próxima segunda-feira, 15 de Junho, em Sines, durante o evento “Da Ideia à Ação: Construir Soluções para o Alentejo”.

Este será o evento final da PlaCaPRe – Plataforma para o Reforço das Cadeias Produtivas Regionais, instrumento criado para apoiar a operacionalização da Estratégia Regional de Especialização Inteligente (EREI) do Alentejo 2030.

A sessão, a realizar no Hotel Sines Sea View, em Sines, reunirá empresas, entidades públicas, instituições do sistema científico e tecnológico, associações e parceiros regionais.

Estes Projetos Âncora para o Alentejo estão a ser desenvolvidos no âmbito da EREI Alentejo 2030, visando «gerar investimento, estimular a inovação e reforçar a competitividade do território».

Entre os temas em destaque, estarão a valorização dos recursos minerais, o hidrogénio verde, a defesa, a bioeconomia, a digitalização, a circularidade da economia, a inovação em saúde e os serviços de turismo e hospitalidade, «desenvolvidos a partir do trabalho colaborativo, promovido pela PlaCaPRe, e alinhados com os desafios e oportunidades» identificados para o Alentejo.

Mais do que um momento de apresentação, o evento pretende «criar condições para que as entidades conheçam oportunidades concretas de colaboração e possam manifestar interesse em integrar futuras parcerias e consórcios».

Como oradores participarão especialistas, investigadores e representantes de entidades de referência nacional.

O programa completo está disponível aqui.

O evento encerra com uma reflexão sobre os próximos passos necessários para transformar ideias e oportunidades em projetos concretos para o território, sobre o tema “Do Roadmap à Execução – O Futuro dos Projetos Estruturantes no Alentejo”.

A intervenção está a cargo de Tiago Teotónio Pereira, vogal executivo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e membro da comissão diretiva do Programa Regional Alentejo 2030.

As inscrições para o evento podem ser efetuadas através do formulário disponível aqui.

A PlaCaPRe é uma iniciativa da CCDR Alentejo, coordenada pelo Sines Tecnopolo – Business Innovation Center do Alentejo e pela ACPMR – Associação Cluster Portugal Mineral Resources.

Contou com um investimento global na ordem dos 217 mil euros, financiado em 85% por fundos europeus.

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Fogo em Odemira foi dado como dominado ao final da noite de quarta-feira

O incêndio que deflagrou esta quarta-feira, dia 10 de Junho, numa zona de mato do concelho de Odemira foi dado como dominado ao final da noite, de acordo com o site da Proteção Civil.

O fogo que lavrou mais de 11 horas na freguesia de São Luís está em fase de resolução desde as 23h45, depois de uma segunda frente, que estava em direção a sul, também ter sido debelada.

Durante a tarde, os bombeiros tiveram de defender das chamas, que lavravam desde as 11h49, um monte onde residem dois homens.

«Não ofereceu qualquer perigo, nem para os habitantes nem para os animais», porque, graças à intervenção dos bombeiros, «o incêndio contornou o monte», adiantou à Lusa o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Cerca das 00h30, continuavam no terreno 138 operacionais, com o apoio de 54 meios terrestres.

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Fogo continua a lavrar em Odemira com uma frente ativa

O incêndio numa zona de mato que deflagrou esta quarta-feira no concelho de Odemira continuava, às 20h00, a lavrar com uma frente ativa, mobilizando 143 operacionais e quatro meios aéreos, revelou a Proteção Civil.

Em declarações à agência Lusa, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, indicou que «uma das duas frentes foi debelada», estando a outra, em direção a sul e junto a uma linha de água, a oferecer mais resistência ao combate.

Durante esta tarde, referiu o responsável, os bombeiros tiveram que defender das chamas um monte onde residem dois homens.

«Não ofereceu qualquer perigo, nem para os habitantes nem para os animais», porque, graças à intervenção dos bombeiros, «o incêndio contornou o monte», adiantou.

Tiago Bugio previu que o incêndio seja controlado nas próximas horas, antevendo «muito trabalho» durante a noite.

«O objetivo é evitar que esta frente em direção a sul progrida, seguidamente é consolidar todo o perímetro com máquina de rasto e também fazer um rescaldo de forma a evitar reativações», acrescentou.

O fogo, para o qual foi dado alerta às 11h49, consome uma área de mato na freguesia de São Luís.

Às 20h00, as chamas eram combatidas por 143 operacionais, apoiados por 52 veículos, dois aviões e dois helicópteros.

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Fogo em Odemira combatido por mais de 160 operacionais

Mais de 160 operacionais, com o apoio de três meios aéreos, combatiam às 17h30 de hoje um incêndio em mato no concelho de Odemira, havendo casas em perigo, de acordo com as autoridades.

A fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral indicou à agência Lusa que o fogo, para o qual foi dado alerta às 11h49, consome uma área de mato na freguesia de São Luís, no concelho de Odemira.

Contactado pela Lusa, o comandante dos bombeiros de Odemira, Luís Oliveira, limitou-se a adiantar que as chamas estão próximas de algumas casas.

O combate às chamas mobilizava, às 17h30, um total de 161 operacionais, com o apoio de 56 meios terrestres e três meios aéreos, segundo o site da Proteção Civil.

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Incêndio rural mobiliza mais de 160 operacionais em São Luís, Odemira

Um incêndio rural deflagrou na manhã desta quarta-feira, na localidade de São Luís, concelho de Odemira, distrito de Beja, mobilizando um forte dispositivo de combate por parte dos meios de emergência e proteção civil. O alerta foi dado às 11h49, na zona de São Luís – M532, Lameiros, segundo dados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Ao início da tarde, o incêndio encontrava-se ainda em curso, sendo combatido por 163 operacionais, apoiados por 56 viaturas terrestres e cinco meios aéreos, numa operação coordenada para evitar a propagação das chamas numa área de mato e vegetação rural.

As condições meteorológicas, frequentemente marcadas por temperaturas elevadas e vento no Alentejo nesta altura do ano, podem representar um desafio acrescido às operações no terreno, dificultando o controlo do incêndio e aumentando o risco de propagação para zonas envolventes. Até ao momento, não há indicação oficial de habitações ameaçadas ou vítimas associadas ao fogo.

Os bombeiros e restantes forças de proteção civil continuam a acompanhar a evolução da situação, enquanto os meios aéreos realizam descargas estratégicas para conter as frentes ativas do incêndio. As autoridades apelam à população para evitar deslocações desnecessárias à zona afetada e manter-se atenta às informações oficiais.

Este incêndio ocorre numa altura de maior vigilância devido ao aumento do risco de incêndio rural em várias regiões do país, reforçando a importância da prevenção e da rápida mobilização de meios de socorro.

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Odemira: Incêndio em São Luís combatido por 140 operacionais

O incêndio que teve início esta manhã na zona de São Luís, concelho de Odemira, está a ser combatido por 140 operacionais dos bombeiros, de acordo com fonte da Proteção Civil.

O incêndio em São Luís, está a consumir uma área de mato e teve início às 11h49, altura em que foi dado o alerta à Proteção civil.

No local estão envolvidos 140 elementos dos bombeiros apoiados por 47 viaturas.

No combate às chamas estão envolvidos sete meios aéreos.

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Atraso na linha do Algarve bloqueia reafetação de comboios para Alentejo

A reafetação de material circulante ferroviário diesel para fazer face a necessidades na Linha do Alentejo está bloqueada pelo atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve, indicou o Governo.

Este é um dos argumentos do gabinete do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, na resposta à pergunta que o deputado do Bloco de Esquerda Fabian Figueiredo lhe dirigiu há um mês, consultada hoje pela agência Lusa no site do parlamento.

Assinalando ter conhecimento da «existência de constrangimentos na disponibilidade de material circulante ferroviário» no país, a tutela diz que a situação resulta de «um prolongado período de desinvestimento na renovação da frota».

E isso faz com que seja utilizado «material com elevada antiguidade, o qual exige níveis acrescidos de manutenção e, consequentemente, condiciona a sua disponibilidade operacional», adiantou.

No caso da Linha do Alentejo, o ministério de Pinto Luz explica que «o atraso no processo de certificação da modernização da Linha do Algarve tem vindo a impedir a reafetação de material circulante diesel atualmente afeto àquela linha».

«Essa circunstância limita a flexibilidade na gestão da frota e na programação das intervenções de manutenção, com impacto na oferta disponível», salienta.

De acordo com o gabinete do ministro, a conclusão da eletrificação da Linha do Algarve está prevista para Julho, o que vai permitir «uma gestão mais eficiente da frota diesel da CP» e o reforço dos serviços ferroviários não eletrificados.

A tutela diz que há um acompanhamento do cumprimento das obrigações de serviço público, revelando estarem «em curso ações de monitorização e fiscalização, através das quais se avaliam os níveis de serviço prestado e se identificam medidas corretivas».

Segundo o Governo, a CP «dispõe de mecanismos operacionais para mitigar situações de rutura de oferta, incluindo a reafetação de material circulante entre linhas, adaptação de horários e, sempre que possível, reforço de meios alternativos de transporte».

O gabinete do ministro admite que o aluguer de material circulante é «uma solução que tem vindo a ser analisada no contexto da gestão global da frota, tendo em consideração as limitações técnicas, operacionais e financeiras associadas».

Nesta resposta, a tutela destaca ainda a compra de 22 automotoras da Stadler e de 153 da Alstom para reforço e substituição gradual do material circulante existente.

«Prevê-se que as primeiras três automotoras bimodo [diesel e elétrica] da Stadler entrem ao serviço no primeiro trimestre de 2027, estando prevista a sua alocação à Linha do Alentejo», acrescentou.

Em meados de Maio, o deputado Fabian Figueiredo questionou o Governo sobre o que dizia ser a «degradação do serviço ferroviário na Linha do Alentejo», alertando para dois incidentes ocorridos no troço Beja-Casa Branca, no dia 5 daquele mês.

Um dos episódios está relacionado com uma automotora, que, devido a uma avaria, ficou parada com os passageiros no seu interior, a cerca de cinco quilómetros da estação ferroviária de Casa Branca, referia então o parlamentar.

O outro diz respeito ao transporte rodoviário substituto de uma automotora avariada, que, por causa de uma estrada cortada devido a obras, «acabou por se desviar para um caminho de terra batida», quando seguia para Casa Branca.

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Incêndio na área de Odemira consome zona de mato

Um incêndio em São Luís, concelho de Odemira, distrito de Beja, está neste momento a consumir uma área de mato.

O incêndio teve início às 11h49, altura em que foi dado o alerta à Proteção civil.

No combate às chamas estão envolvidos 44 operacionais dos bombeiros apoiados por 12 viaturas.

No local, numa intervenção inicial, estão empenhados três meios aéreos.

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Quercus é parceira do primeiro filme português comcertificação ambiental internacional Green Film

A Quercus associou-se à produtora Wonder Maria no apoio à divulgação da longa-metragem “18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, o primeiro filme português a obter a certificação ambiental internacional Green Film, que estreia no
feriado do dia de Portugal dia 10 de junho, nas salas NOS.

Esta parceria nasce do reconhecimento de um projeto cinematográfico que, para além de abordar na sua narrativa a relação entre o ser humano, o território e as alterações climáticas, integrou práticas concretas de sustentabilidade ao longo de todo o processo de
produção, desde a conceção até à rodagem.

Além disso, parte da receita de bilheteira ajudará a Quercus na reflorestação de áreas afetadas pelos incêndios, com 1% dos lucros da produtora Wonder Maria a reverter para o projeto Criar Bosques.

Para a Quercus, este filme constitui um exemplo relevante de como a criação artística pode contribuir para a sensibilização ambiental, promovendo o debate público sobre os impactos das alterações climáticas, a transformação do território e a forma como as comunidades se relacionam com os lugares que habitam.

Esta colaboração aproxima a cultura, o cinema e a ação ambiental, reconhecendo o papel da arte enquanto ferramenta de reflexão,
mobilização e transformação social.

“18 Buracos para o Paraíso”, de João Nuno Pinto, é uma coprodução entre Portugal, Itália e Argentina e integrou seleções oficiais de festivais internacionais como Tallinn e Mar del Plata, estando igualmente confirmado na seleção oficial do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara.

É o primeiro filme português a obter a certificação ambiental internacional Green Film, distinção que reconhece práticas sustentáveis implementadas em produções audiovisuais. Este reconhecimento foi destacado pela Portugal Film Commission, no âmbito do programa PIC Portugal.

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