Os Sabores de Portugal



© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) recolheu mais de 10 milhões de embalagens desde que entrou em funcionamento, há dois meses, nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ distribuídos por todo o país, anunciou hoje a entidade gestora.
Em comunicado, a SDR Portugal – associação sem fins lucrativos responsável pela implementação e gestão do sistema, operacional desde 10 abril, – considera que “este marco, alcançado ainda na fase de transição da operação, demonstra a efetiva adesão inicial dos cidadãos à ‘Volta’”.
“10 de junho, 10 milhões de habitantes, 10 milhões de embalagens devolvidas: uma coincidência simbólica que assinala a adesão dos consumidores à ‘Volta’”, enfatiza.
O sistema permite aos consumidores recuperarem o valor de depósito de 10 cêntimos por embalagem pago no ato da compra de garrafas e latas de uso único, de plástico, metal e alumínio e inferiores a três litros, mediante a sua devolução nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ existentes em Portugal continental, Açores e Madeira, número que deverá aumentar para mais de 3.000 nos próximos meses.
A estes, juntam-se 50 quiosques ‘Volta’, sobretudo em zonas com forte presença do setor da hotelaria, restauração e cafetaria.
Para a SDR Portugal, este resultado “assume particular relevância tendo em conta que o sistema se encontra ainda numa fase de transição, com a entrada progressiva no mercado de embalagens identificadas com o símbolo ‘Volta’”.
“O valor alcançado – 10.006.067 embalagens recolhidas em apenas dois meses – reflete a participação expressiva dos consumidores e o compromisso das entidades aderentes ao SDR na estabilização de uma rede de recolha nacional, operacional e eficiente”, sustenta.
Citado no comunicado, o presidente da SDR Portugal destaca que este número “corresponde, em média, a uma embalagem devolvida por cada cidadão, mas representa muito mais do que um marco estatístico”.
“Estamos a assistir ao início de uma mudança de comportamentos e confiantes de que Portugal seguirá o percurso dos sistemas de depósito e reembolso mais bem-sucedidos da Europa, contribuindo para o cumprimento das exigentes metas europeias de circularidade e sustentabilidade”, afirma Leonardo Mathias.
Os dados de operação hoje divulgados indicam que as devoluções acontecem com maior frequência ao fim de semana, em especial aos domingos, no que a SDR Portugal diz evidenciar “a adaptação progressiva do sistema às rotinas da população”.
Até 09 de agosto, o sistema encontra-se num período de transição, em que coexistem no mercado embalagens com e sem o símbolo ‘Volta’, à medida que os produtos disponíveis vão sendo progressivamente substituídos pelas novas embalagens integradas na operação.
Assim, a aquisição de embalagens sem o símbolo ‘Volta’ não envolve o pagamento do valor de depósito associado, pelo que estas também não são aceites pelo sistema, devendo antes ser encaminhadas para os respetivos ecopontos.
Os pontos automáticos ‘Volta’ existentes nos supermercados e hipermercados e os quiosques reconhecem as embalagens elegíveis e permitem a devolução do valor de depósito sob diversas formas: vale convertível em numerário, vale de desconto no ponto de venda, carregado num cartão de fidelização ou através de outras soluções digitais, ainda em desenvolvimento. É também possível optar pela doação a instituições de cariz social.
As embalagens podem ser devolvidas em qualquer ponto ou quiosque, independentemente do local de compra, podendo também as embalagens adquiridas em estabelecimentos como cafés, restaurantes ou bares ser entregues nesses locais.
Para serem abrangidas, as garrafas e latas devem conter o símbolo ‘Volta’, o código de barras legível, estar vazias, não amolgadas ou amachucadas e, no caso das garrafas, com tampa.
Segundo destaca a entidade gestora, o SDR é “essencial para que Portugal cumpra as metas europeias de recolha seletiva e reciclagem de embalagens de bebidas de uso único, incluindo o objetivo de atingir 90% de recolha até 2029”.

VTM
A Goldenergy, comercializadora de eletricidade e gás natural, e a Panike, líder no setor da panificação e pastelaria ultracongelada, formalizaram uma parceria estratégica. O objetivo é reforçar a transição energética da indústria de panificação em Portugal através do fornecimento de biometano com garantias de origem certificadas.
Este acordo marca a expansão da Goldenergy na introdução de gases renováveis no tecido industrial português, uma vez que a empresa já fornece biometano a setores como a cerâmica e o têxtil, além do turismo. O fornecimento à Panike foi reforçado em junho de 2026, com um aumento dos volumes adquiridos, representando atualmente cerca de 2% do consumo total de gás da empresa.
Henrique Soares, CEO e fundador da Panike, afirmou que “esta incorporação ecológica será implementada nas três unidades industriais da PANIKE – Maia, Santo Tirso e Tondela – e constitui mais um passo na estratégia de sustentabilidade da empresa.” Ele acrescentou que a utilização de biometano complementa os investimentos em eficiência energética e eletrificação, permitindo a descarbonização de processos produtivos que ainda dependem de energia térmica.
Miguel Checa, General Manager da Goldenergy, expressou o seu orgulho em apoiar a Panike na sua jornada rumo à neutralidade carbónica, destacando que a empresa já descarbonizou 15 empresas em Portugal através do biometano. Esta parceria representa a estreia da Goldenergy no abastecimento de biometano ao setor alimentar, alargando a sua quota de descarbonização industrial.
O biometano utilizado garante compatibilidade com as redes de transporte existentes, permitindo à Panike complementar a descarbonização do seu processo de fabrico sem a necessidade de investimentos adicionais em novos equipamentos ou alterações estruturais nas suas linhas de produção atuais.
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O Município de Lagoa promove, no próximo dia 6 de junho, pelas 17h00, no Convento de S. José, mais uma edição das Lagoa Wine Talks, uma conferência integrada no Lagoa Wine Show, dedicada à reflexão e partilha de conhecimento sobre o setor vitivinícola. Sob o tema “Sustentabilidade na produção da vinha e do vinho”, o […]

A Marina de Vilamoura volta a receber, entre os dias 6 e 14 de junho, a 29ª edição do Vilamoura Boat Show, um dos mais emblemáticos eventos náuticos realizados em Portugal. Ao longo de nove dias, visitantes, profissionais do setor e entusiastas da náutica poderão conhecer as mais recentes novidades do mercado, experimentar soluções inovadoras […]
O Município de Olhão assinalou este domingo, 31 de maio, o Dia do Pescador, com uma cerimónia de homenagem aos profissionais ligados ao mar, numa iniciativa que decorreu no Auditório Municipal Maria Barroso e que reuniu pescadores, armadores, aquicultores, representantes do setor e população em geral.
A celebração teve início com a palestra “Valorização e Sustentabilidade de Recursos Marinhos Partilhados – O Caso do Atum em Portugal”, dedicada à reflexão sobre a preservação dos recursos marinhos e a sustentabilidade da atividade piscatória.
Seguiu-se a cerimónia de entrega de distinções, que reconheceu o contributo de homens e mulheres que diariamente ajudam a afirmar Olhão como uma referência nacional da economia do mar.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, destacou a importância estratégica do setor para o concelho e os desafios que enfrenta atualmente.
“O setor enfrenta hoje desafios concretos: alterações climáticas, custos de operação elevados, pressão sobre os recursos e uma renovação geracional que tarda. Mas a capacidade de adaptação e a resiliência sempre foram marcas dos olhanenses e é com essa convicção que o Município tem trabalhado para que a pesca e a aquacultura tenham futuro, competitividade e capacidade de atrair novas gerações, criando oportunidades e investimento”, afirmou.
O autarca sublinhou, ainda, que “Olhão continua a afirmar-se como referência nacional na economia azul, o que, para nós, é um orgulho”. Ricardo Calé aproveitou, igualmente, a ocasião para reforçar a necessidade de intervenção urgente nas infraestruturas do Porto de Pesca de Olhão.
“Continuaremos a lutar e exigir, quer da tutela, quer da Docapesca, que sejam efetuadas as reabilitações dos pontões de acesso às embarcações e do cais de combustível, fundamentais à segurança dos profissionais do setor que diariamente utilizam estas infraestruturas”, afirmou, acrescentando que o Município já manifestou disponibilidade para colaborar na requalificação dos acessos e no processo de renovação e modernização do porto, que completou recentemente 70 anos.
Os distinguidos na edição de 2026 do Dia do Pescador foram:
– Arrasto – Novo Peixe de Ouro;
– Cerco – Selma;
– Polivalente Local – VIP, Até Já, Vencedor e Mãezinha;
– Polivalente Costeira – Mar Bravo e André Sousa;
– Armação – Tunipex e Real Atunara;
– Aquicultura e Moluscicultura – Relíquias da Paisagem e José Manuel Prata;
– Mariscador Apeado – José da Cruz de Brito Amador;
– Mulher na Pesca – Alcina Sousa;
– Mulher na Aquicultura – Anabela Maria Arrais Pereira;
– Pescador Mais Antigo – Manuel Bruno Gouveia Carrada;
– Pescador Mais Novo – Tiago Fernando Pereira Sousa;
– Pescador em Progressão – Dinis Gonçalves Matos;
– Homem na Indústria Conserveira – Mário Rodrigues Soares;
– Mulher na Indústria Conserveira – Maria Fátima Sousa dos Santos;
– Prémio Mérito – Maria Alexandra Anica Teodósio;
– Prémio Carreira – António Valeriano Picoito Rolão.
As comemorações terminaram com uma demonstração de ronqueio de atum e uma degustação, proporcionando aos participantes uma experiência ligada às tradições marítimas e gastronómicas que fazem parte da identidade de Olhão.
Com esta iniciativa, o Município voltou a prestar homenagem aos profissionais do mar e a reafirmar o seu compromisso com um setor que continua a desempenhar um papel fundamental na economia, cultura e identidade do concelho.
O conteúdo Município de Olhão voltou a homenagear profissionais do mar nas comemorações do Dia do Pescador aparece primeiro em Sempre à Mão.

A Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A e a Empresa Portuária de Luanda assinaram, no dia 01 de junho, um novo Protocolo de Cooperação que reforça a parceria estratégica entre os portos de Sines e Luanda, com foco na transformação digital, sustentabilidade ambiental, cibersegurança e capacitação de recursos humanos no domínio logístico‑portuário. […]