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Espanha: abandono de projeto de caça europeu preocupante

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Trump está a perder autoridade como presidente dos EUA?

Costa: "NATO mais forte é indispensável para a Europa"

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Filmados a fazer sexo e usar dados bancários. UE estuda proibição aos óculos com câmaras da Meta
Suíça discute limitar população a 10 milhões de habitantes

A Suíça discute limitar a população a 10 milhões de habitantes. O tema vai ser votado num referendo considerado o “Brexit suíço”. A iniciativa é do partido de direita nacionalista Partido Popular Suíço (SVP), maior força política do país.
“No fim das contas, o que queremos é proteger aquilo que amamos, garantir que a Suíça continue a ser um lugar maravilhoso para se viver. Não vamos acabar com os congestionamentos da noite para o dia, mas isso permitir-nos-á adaptar a infraestrutura rodoviária e ferroviária e construir moradias. Mas não a um ritmo que acabaria por nos impedir de absorver esse enorme fluxo de pessoas”, diz o parlamentar Yvan Pahud, do SVP.
“Essa iniciativa é extremamente perigosa. É perigosa porque, em primeiro lugar, é absolutamente xenófoba. No fundo, transforma os estrangeiros em bodes expiatórios, como se fossem a resposta para todos os males da sociedade. É perigosa porque é enganosa. Não resolverá a questão da sustentabilidade, como o seu nome afirma, ostensivamente. Pelo contrário, corre o risco de empobrecer a Suíça e de enfraquecer fundamentalmente os acordos que atualmente temos com a União Europeia, que são mais importantes do que nunca”, afirma, por sua vez, Delphine Klopfenstein, do Partido Verde.
Atualmente, a Suíça tem pouco mais de nove milhões de habitantes. E os estrangeiros representam quase 28% da população.
Segunda a proposta, se a população ultrapassar 9,5 milhões, o governo seria obrigado a tomar medidas para impedir que chegue a 10 milhões.
Ou seja, encerrar acordos que incentivam o crescimento populacional, incluindo a livre circulação com a União Europeia.
As empresas temem que um “sim” limite o acesso à mão de obra qualificada e prejudique as relações com o principal mercado de exportação da Suíça.
“Na Suíça, por exemplo, mais de 50% da nossa equipa hoteleira são estrangeiros. Se não tivermos mais acesso a esses trabalhadores qualificados, seria muito difícil continuar a operar o setor de hotelaria e gastronomia na Suíça no nível atual”, diz Martin von Moos, da associação do setor hoteleiro da Suíça.
A população está dividida. A pesquisa mais recente indica 47% a favor do limite e 52% contra.
“Bem, digamos apenas que, considerando o tamanho do país, já temos mais do que suficiente. Quero dizer, com mais de 10 milhões [de habitantes], o que vamos fazer? Onde vamos colocar todas essas pessoas? É muito bonito acolhê-las, mas o que elas vão fazer? Ficar na rua?”, afirma um morador de Orbe.
“As pessoas estão a ser bombardeadas com esse medo de imigrantes e da imigração, quando na realidade sabemos muito bem que a economia suíça não pode sobreviver sem a imigração. E admito que gostaria de ver mais gente na Suíça, porque, quando eu me aposentar, precisaremos de pessoas a trabalhar para sustentar o sistema de previdência [segurança social]”, diz, por outro lado, uma moradora de Genebra.
Assim como outros países europeus, a Suíça também enfrenta o envelhecimento da população. Até 2055, a proporção de pessoas em idade ativa (entre 20 e 64 anos) deve cair de 60% para 56%.
Ao mesmo tempo, a parcela de idosos com mais de 65 anos deve aumentar significativamente, de 21% para 27%, segundo o Escritório Federal de Estatísticas da Suíça.
Referendos são um pilar da política suíça, com os eleitores a ir às urnas cerca de quatro vezes por ano para decidir sobre diferentes questões nacionais e regionais.
O referendo sobre limitar a população do país será realizado no dia 14 de junho.
Merkel sobre o efeito dos refugiados e no que concorda com Trump
Topo da Agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta terça-feira

Terça-feira, 9 de junho
Evento em destaque: Maputo recebe esta terça e quarta-feira o 2º Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia. Portugal é um dos parceiros europeus deste evento sendo que este fórum coloca o foco em temas como a transição energética, industrialização verde e agroindústria.
Outros eventos em foco:
- Presidente da República nos Açores no âmbito do Dia da Região Autónoma dos Açores e do Dia de Portugal;
- Comissão Parlamentar da Cultura visita cidade de Aveiro e reúne com responsáveis municipais da área da cultura. 08h30 – Aveiro;
- Visita da Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas à Feira Nacional da Agricultura. 10h;
- INE divulga: Estatísticas do Comercio Internacional de Bens/abril26; Índice de Custos de Construção Habitação Nova/abril26; Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria/abril26;
- Oxfam/França: Publicação do relatório sobre 100 maiores empresas europeias que fomentam desigualdade;
- AIEA: Prossegue reunião trimestral do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica, até dia 12 de junho
Evento em Aracelis junta cultura, inovação e património de Alentejo e Andaluzia
A cultura, tradição e inovação territorial de Alentejo e Andaluzia vão estar em destaque num evento marcado para a Ermida de Nossa Senhora de Aracelis, na fronteira entre os concelhos de Castro Verde e Mértola, na quarta-feira, dia 10 de Junho.
O evento “O Que Move as Pessoas – Aracelis | Evento Satélite NEB Festival 2026” é promovido pela Incubadora de Inovação Social do Baixo Alentejo (IISBA) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.
Integra também a programação oficial do New European Bauhaus Festival 2026, organizado pela Comissão Europeia.
Em comunicado, a IISBA explicou que o evento «convida a refletir sobre aquilo que (…) faz partir, regressar, permanecer, cuidar e criar pertença aos territórios».
Também em comunicado, a Câmara de Castro Verde, parceira da iniciativa, juntamente com o município de Mértola, frisou que esta «procura lançar uma reflexão contemporânea sobre os territórios do interior».
Nesse âmbito, o programa do evento vai cruzar «três grandes dimensões», incluindo uma feira para dar «a conhecer projetos, artesãos, produtores e iniciativas territoriais do Alentejo e da Andaluzia».
Estão igualmente previstos os colóquios “Territórios Vivos”, às 11:00, e “T(i)erras de Futuro”, às 15:30, «dedicados aos desafios dos territórios rurais, à sustentabilidade, à inovação, à cooperação e às novas formas de habitar e valorizar estes lugares», acrescentou a IISB.
O programa inclui também a performance “(L)Leva Aracelis no Coração”, que reunirá artistas, comunidades e expressões culturais do território, e um espetáculo do grupo Bandidos do Cante, ambos com transmissão em direto no âmbito do NEB Festival, em Bruxelas, na Bélgica.
«Esta ligação internacional levará a identidade, a paisagem e a energia de Aracelis até ao palco europeu», lê-se no comunicado da IISBA.
A programação cultural do evento contará também com a atuação de grupos tradicionais de Puebla de Guzmán (Espanha), assim como do grupo coral Os Ganhões de Castro Verde e de alunos dos agrupamentos de escolas de Castro Verde e Mértola que frequentam aulas de cante alentejano.
«Mais do que um evento, ‘O Que Move as Pessoas’ afirma Aracelis como um laboratório vivo de celebração, reflexão e cooperação sobre o futuro dos territórios de baixa densidade», concluiu a IISBA.
Foto de destaque: Elisabete Rodrigues | Sul Informação
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Exposição fotográfica e conferência em Castro Marim sobre a rota literária de Saramago no Algarve
No âmbito das comemorações dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, o Mercado Local de Castro Marim recebe uma exposição fotográfica e uma conferência sobre a rota literária do escritor José Saramago no Algarve, que vai decorrer no dia 5 de junho, pelas 18h00.
A exposição, intitulada “Viagem Fotográfica ao Algarve”, tem a assinatura da ¼ Escuro – Associação de Fotógrafos Amadores de Vila Real de Santo António, que pretende demonstrar o Algarve atual, comparado com a região que José Saramago encontrou em 1980.
Para este desafio, os fotógrafos participantes visitaram os concelhos do Algarve onde esteve o escritor, inspirando-se nos textos escritos naquela época. A exposição encontra-se patente até ao dia 7 de junho.
No mesmo dia decorre uma conferência com o mesmo tema, dinamizada pela professora da Universidade do Algarve, Adriana Freire Nogueira.
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Despachos do oceano sem lei: Liberdade ou morte
