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Setor elétrico vive crise com quebradeira das empresas comercializadoras que não conseguem preços competitivos para honrar contratos

Acredite. Para dezenas de grandes empresas conseguirem comprar energia elétrica no mercado livre, mecanismo criado pelo governo com o objetivo de aumentar a competitividade, já está mais caro do que conseguem no mercado regulado fornecido, por exemplo, para os consumidores residenciais.

O cenário fica mais inusitado num país onde as autoridades do setor elétrico destacam a capacidade instalada de 252 gigawatts (que será 275 GW em 2030), dos quais 41,7% provêm de fontes como solar, eólica e geração distribuída, além de 42,9% de usinas hidrelétricas, e que, efetivamente, o mercado não consome metade de tudo o que pode gerar.

Grandes consumidores

E isso se tornou tão real que um grupo de quase 100 grandes empresas publicou, no começo desta semana, um manifesto para registrar sua preocupação com a atual dinâmica de formação de preços no mercado livre de energia elétrica que, segundo elas, expõe um cenário de preços elevados que não guarda proporcionalidade com as condições eletroenergéticas verificadas no sistema.

O que gigantes industriais como Ambev, MBRF, Acelen, Sabesp e Schulz entre outros estão dizendo é que como empresas expostas ao ambiente competitivo global elas estão encontrando severas dificuldades para repassar custos pela adoção de parâmetros excessivamente conservadores que, na prática, implica uma transferência de riqueza que favorece agentes geradores descontratados que preferem colocar sua energia no mercado de curtíssimo prazo onde as empresas precisam comprar a energia por valores muito acima dos praticados em contratos de longo prazo firmados junto a comercializadoras que não conseguem honrar os contratos.

Energia livre

Dito de uma forma direta. Em 1988, o Brasil implantou o Ambiente Livre de Contratação (ACL), cujo conceito era o de permitir a redução dos preços aos grandes consumidores desde que precisassem recebê-la em alta tensão. Surgiram as comercializadoras que compram a energia das distribuidoras e vendem para as empresas.

Em 2022, o Mercado Livre passou a atender 100% dos consumidores pessoa jurídica de alta e média tensão que passaram a poder escolher seu fornecedor de energia. O mercado explodiu, as comercializadoras passaram a oferecer a energia das fontes como solar e eólica até que, ano passado, a Lei 15.269/2025 determinou que as empresas com contratos firmes são obrigadas a comprar a energia de que precisam. Mas as geradoras não são obrigadas a vender.

ALEXANDRE GONDIM/ACERVO JC IMAGEM
Um próximo passo crucial é alinhar esses investimentos com a agenda de descarbonização do Brasil - ALEXANDRE GONDIM/ACERVO JC IMAGEM

Curtailment

O setor que já enfrentava a questão do curtailment (quando o ONS não recebe a energia dos parques solares e eólicos) entrou em parafuso com os preços no chamado PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), que passou a ter valores de referência com amplas oscilações, levando várias empresas a pedir Recuperação Judicial.

Desde janeiro, as empresas Elétron, 2W Ecobank, Tradener, Electra Comercializadora, Gold Energia, America Energia e Máxima Energia, além da Raízen Comercializadora, controlada por Cosan e Shell, pediram ao RJ para acender a luz sobre uma nova crise dentro do setor elétrico.

Sem entregar

O problema para as empresas que compram energia de uma comercializadora é que , sem recebê-la, precisam encontrar outro fornecedor para não parar. Elas podem judicializar a questão. Mas precisa receber a energia de alguma forma.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) , Rodrigo Ferreira, a crise de liquidez que atinge atualmente o mercado de comercialização de energia elétrica brasileira é “a maior em 20 anos”.

Divulgação
Suestação da Axia Energia. - Divulgação

Maior crise

“Vivemos no setor uma crise física, financeira e que poderá ocasionar uma crise judicial”, disse, ao explicar que há muitos problemas estruturais no setor elétrico, como os derivados do curtailment na geração de energia renovável, o risco hidrológico e os impactos da micro e minigeração distribuídas”, disse o dirigente.

O problema é que houve uma enorme irresponsabilidade de alguns agentes, que deram “passo maior que a perna”. Houve imprudência com a instalação de centenas de parques autorizados pela Aneel que não raro conseguiram contratar 20% de sua capacidade e tentavam vender os 80% no Ambiente Livre de Contratação (ACL).

Eletrobras

Para completar, com a privatização da Eletrobrás, em 2022, um total de 20,1% da capacidade instalada nacional está concentrada no principal gerador do setor, enquanto 35 % da capacidade é distribuída entre os demais grandes geradores.

Ou seja: a disponibilidade real competitiva representada pelos outros produtores de energia caiu para 45%. Assim, se a atual Axia e os grandes produtores não colocarem sua energia na prateleira, o preço tende a subir, explodindo o chamado PLD.

Governo sabendo

A crise das comercializadoras já preocupa o governo, com o Ministério de Minas e Energia temendo a judicialização da questão, como já aconteceu com os produtores de renováveis donos de quase 42% com os prejuízos do curtailment. E mais ainda com a pressão das empresas consumidoras cada vez mais pressionadas pela falta de previsibilidade dos custos da energia elétrica de que precisam.

JAILTON JR./JC IMAGEM
JC Recall de Marcas 2026 promove noite de reconhecimento em evento na próxima segunda (8) - JAILTON JR./JC IMAGEM

Recall de Marcas

Nesta segunda-feira (8), no Restaurante Famiglia Giuliano, tem a entrega dos vencedores do JC Recall de Marcas 2026 com a presença de empresários, publicitários e representantes das empresas selecionadas em parceria entre o JC e a Cenário Inteligência, o que reforça a credibilidade e confiança entre as duas empresas.

Na terça-feira (9), o Jornal do Commercio publicará um caderno especial com conteúdo exclusivo sobre os destaques de Marcas 2026. Nas redes sociais, o público poderá conferir os bastidores da premiação e conteúdos digitais das marcas parceiras.

Beira-mar de Piedade

A Pernambuco Construtora realiza, neste sábado (6), o lançamento do Beira Mar Piedade Prince, novo home-resort localizado à beira-mar de Piedade. O evento acontece no Entre Vinhos, das 9h às 14h, para clientes, amigos e convidados e marca também o início das comemorações de 60 anos da Pernambuco Construtora. O projeto tem condições especiais de lançamento e informações sobre o conceito arquitetônico e os diferenciais do Beira Mar Piedade Prince.

IA amplia desafios

O avanço da inteligência artificial está mudando a forma como as empresas tomam decisões, lideram equipes e executam estratégias. O tema estará no centro das discussões do CEO Fórum 2026, promovido pela Amcham Brasil em Pernambuco. O tema central é “O Desafio da Execução”. Um dos destaques da programação será a participação da executiva global Dafna Blaschkauer, ex-Nike, Microsoft e Apple, autora do best-seller do livro “Power Skills” e referência internacional em liderança.

Datas comemorativas

O Dia dos Namorados no Kais Ø, no Novotel Recife Marina, terá menu exclusivo assinado pelo chef Fernando Cita para atrair casais em busca de experiências gastronômicas diferenciadas. Oferecendo uma experiência completa, combinando gastronomia, ambiente e atendimento personalizado.

Selo

A MRV, do Grupo MRV&CO, celebrou a conquista do Selo Casa Azul + CAIXA em 38 empreendimentos da região no Nordeste. O volume representa aproximadamente 40% do total nacional. Em Pernambuco, três obtiveram a certificação.

© Divulgação

Empresas comerciaslizadoras de energia vivem grave crise de liquidez e ameaça de fechamento dos negócios.
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Porque tratar o trabalho forçado por motivos competitivos atrapalha esforço em tratá-lo como imoral em vários países inclusive no Brasil

No meio do debate de classe internacional depois que o representante comercial dos Estados Unidos determinou, nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que eram razoáveis os atos, políticas e práticas de 60 economias relacionados à importação de bens produzidos com trabalho forçado tem um fato que vem motivando uma série de críticas pelo fato de, pela primeira vez na história de uma nação desenvolvida colocar o tema por motivos competitivos e não porque é imoral.

Em pelo menos 20 das nações relacionadas pelo embaixador Jamieson Greer, inclusive no Brasil, o tema do trabalho forçado está relacionado ao fato de ele aumentar a competitividade das empresas, embora possa ocorrer na medida em que condições de trabalho análogas à escravidão sejam um fator de redução de custos. O combate a essa prática tem sido desde o final do século XX uma questão de respeito à dignidade laboral do ser humano.

OIT e OMC contra

Daí porque da Organização Mundial do Comércio (OMC) nem da Organização Internacional do Trabalho (OIT) a União Européia cujo Regulamento sobre Trabalho Forçado, que começa a ser aplicado em dezembro de 2027 concordar com o argumento de Greer estimulando a que cada um dos nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não incentive e perpetue o trabalho forçado em nível global.”

Certo, embaixador, mas como falar desse assunto quando, segundo a ONG Walk Free, baseada na Austrália, os Estados Unidos, até pelo tamanho de sua população e economia, são os maiores escravizadores das Américas. E quando em 2023 um total de 1,091 milhão de pessoas vivia no país em condições análogas à escravidão, número superior aos 1,053 milhão do Brasil e aos cerca de 800 mil do México.

Mirando a China

Naturalmente, os motivos do relatório do USTR miram as condições de trabalho em várias regiões da China, condições, aliás, destacadas no Brasil, no embate relacionado às questões da cobrança da Taxa das Blusinhas, comparando as condições de um trabalhador no Brasil com carteira assinada com as de um trabalhador numa fábrica numa província chinesa.

Curiosamente, o relatório do USTR também critica o Regulamento sobre Trabalho Forçado da UE, que, segundo especialistas, estabelece um nível mais alto para a comprovação de violações do que as regras dos EUA e exige que as autoridades estabeleçam uma preocupação fundamentada antes de agir.

Dignidade do trabalho

Até porque nos países da União Europeia a discussão está centrada na questão da dignidade do trabalho, especialmente para os migrantes, já que a ideia de um nativo de países como Alemanha, Espanha, França, Itália, Noruega, Suíça e Reino Unido é impensável. E esse é um ponto importante: o Regulamento sobre Trabalho Forçado da EU foca na ameaça contra os imigrantes.

Parece claro que, embora liste países da América Latina, inclusive o Brasil, que desenvolveu uma legislação específica para a questão, notadamente a questão do trabalho infantil na Amazônia e no Nordeste, embora tenham sido localizados casos no Sul e Sudeste com imigrantes latino-americanos.

Países asiáticos

Também parece claro que um dos objetivos centrais são as condições de trabalho na China, embora liste quase todos os países; é um mecanismo de cooperação que reúne os 11 países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) mais três potências do Nordeste Asiático: China, Japão e Coreia do Sul.

Analistas de vários países têm identificado uma motivação apenas política em relação às decisões contrárias ao Governo na Suprema Corte. Até porque os Estados Unidos não podem garantir que 100% de suas importações estejam livres de itens produzidos por trabalho forçado.

Países aleatórios

Mas a cobrança de taxas de 10% para o Canadá, o Equador, a União Europeia, a Indonésia, o México e o Paquistão já indica uma opção política. Assim como cobrar 12,5% das demais 54 economias. Por que não estão na lista sancionada com taxa de 10% a Noruega, Suíça, Japão e Reino Unido ?

Os Estados Unidos não estão interessados nas estimativas globais mais recentes da OIT (Organização Internacional do Trabalho); há 27,6 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado — um aumento de cerca de 2,7 milhões desde 2016. Embora saibam que o trabalho forçado é encontrado em setores relacionados à exportação: manufatura, construção, agricultura e pesca, e mineração que dependendo do interesse americano, é importado sem muitos questionamentos.

Lição ao Brasil

Mas isso pode ser útil ao Brasil. O Brasil ocupa o 11º lugar no ranking mundial dos países com maior número absoluto de vítimas, com um total estimado de 1,05 milhão de pessoas.

Em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), revelou que foram resgatados 2.772 trabalhadores e trabalhadoras em 1.594 ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão, com a garantia do pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias às vítimas.

Resgate urbano

Também segundo o documento, 68% das pessoas identificadas em condição análoga à escravidão no Brasil foram resgatadas no meio urbano, superando o número de ocorrências no meio rural, cenário distinto do observado em anos anteriores.

Esse fato revela que após 30 anos do reconhecimento da existência do trabalho semelhante à escravidão pelo Estado brasileiro, o número de pessoas resgatadas desse tipo de violação continua alto. O relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) pode ser inadequado ao relacionar o trabalho forçado por motivos competitivos, mas isso não impede que o Brasil deva aperfeiçoar sua vigilância porque esse crime é imoral.

GUGA MATOS/JC IMAGEM
MISTO Estande de Brejo da Madre de Deus trouxe de frutas a chapéus - GUGA MATOS/JC IMAGEM

Agrinordeste

A Agrinordeste chega a sua 33ª edição, nos dias 04 a 06 de setembro. O tradicional evento gratuito estará aberto ao público das 10h às 21h, no Pernambuco Centro de Convenções. A mostra, que contará com mais de 300 estandes, deverá receber mais de 35 mil visitantes, superando os resultados da edição passada.

Equidade

A Iron House, desenvolvedora de destinos do Grupo Cornélio Brennand, comemora o marco de presença feminina em cargos de liderança. Oitenta por cento dessas posições estratégicas são ocupadas por mulheres.

Expansão

O Shopping Costa Dourada anunciou nesta quinta um plano de expansão de R$ 22 milhões que prevê a abertura de 31 novas operações comerciais e a ampliação de 5.200 m² de Área Bruta Locável (ABL). A principal novidade é a chegada da Renner, que abrirá sua primeira unidade no Litoral Sul de Pernambuco

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A Iron House, desenvolvedora de destinos do Grupo Cornélio Brennand, comemora o marco de presença feminina em cargos de liderança. Oitenta por cento dessas posições estratégicas são ocupadas por mulheres.

DIVUGAÇÃO
Espaçolaser acelera expansão no Nordeste e mira cidades do interior de Pernambuco - DIVUGAÇÃO

Espaçolaser NE

A Espaçolaser, maior rede de depilação a laser do mundo, está intensificando sua estratégia de crescimento em Pernambuco, em cidades do interior do estado, com foco na abertura de novas unidades franqueadas e na atração de empreendedores locais. A marca está presente no Nordeste desde 2015 e registrou crescimento de novas unidades superior a 20% na região nos últimos cinco anos. Com essa e outras iniciativas, a expectativa é ampliar a participação no NE em 37 novos municípios nos próximos 3 anos. 

 

 

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Trabalho Forçado
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Parcerias e Negócios anuncia parceria com a Diáspora Lusa para aproximar empresários portugueses no mundo

A Convenção Anual da Parcerias e Negócios realizou-se no dia 23 de Maio, no SDivine Fátima Hotel, reunindo empresários, empreendedores, oradores, dirigentes e profissionais de diferentes sectores de actividade. O encontro ficou marcado pela partilha de experiências, pela apresentação de…

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