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Música, cultura e património marcam 555 anos de Moncarapacho

Moncarapacho prepara-se para celebrar os seus 555 anos de existência, entre os dias 19 e 21 de Junho, com comemorações que reunirão cultura, música, património, etnografia, história e participação comunitária.

Para Jorge Pereira, presidente da Freguesia de Moncarapacho, «celebrar 555 anos de Moncarapacho é celebrar gerações de homens e mulheres que construíram esta terra, preservaram a sua identidade e transmitiram o seu legado».

Estas comemorações pretendem ser um momento de encontro entre a história e o futuro, envolvendo toda a comunidade numa homenagem ao património, às coletividades e às pessoas que fazem de Moncarapacho uma terra única.

Mais do que assinalar uma data, estas festividades pretendem, de acordo com a freguesia, «afirmar o orgulho de ser moncarapachense e reforçar a valorização da história, identidade e património, de uma das mais antigas freguesias do Algarve».

Organizadas pela Freguesia de Moncarapacho com o apoio do Município de Olhão, as festividades começam às 18h00 de sexta-feira (dia 19) com a abertura, no edifício antigo da Junta de Freguesia, de uma exposição dedicada ao Rancho Folclórico de Moncarapacho, e prosseguem com atos solenes na Praça Major João Xavier de Castanheda (Largo da Junta de Freguesia).

Haverá hastear da bandeira ao som do Hino Nacional, pela Branda Filarmónica 1º Dezembro de Moncarapacho e pelas vozes de Pedro Viola e Teresa Viola, uma homenagem a antigos presidentes e cidadãos da freguesia, e a leitura do histórico discurso de Cristóvão Norte no Parlamento em 20 de Junho de 1991 sobre a elevação de Moncarapacho a vila.

O dia termina com um concerto (21h45) da Banda Filarmónica 1º de Dezembro de Moncarapacho.

No sábado, dia 20, honra-se o património e a tradição, com o foco na riqueza cultural local, iniciando-se no Mercado com uma demonstração etnográfica do Rancho Folclórico de Moncarapacho.

Um dos pontos altos será a reabertura da Casa-Museu Dr. José Fernandes Mascarenhas, seguida de um roteiro por vários espaços religiosos e culturais da vila.

O programa inclui ainda a apresentação da obra “Moncarapacho – História e Património”, de Francisco Lameira e Martina Del Rio, na Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho, com início às 17h30.

Na Praça Major João Xavier de Castanheda, a noite traz o som clássico e angelical da harpa de Helena Madeira (21h45) e a energia do rock da Beira Mar Band (23h15).

Domingo, dia 21, arranca com o 5º Passeio de Carros Clássicos de Moncarapacho (9h30) e após uma Missa de Ação de Graças (12h00) na Igreja Matriz, a tarde será dedicada a um debate sobre os desafios e oportunidades do património local (16h00), em colaboração com a APOS, e ao teatro com o grupo AlmaMonca (17h30), na Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho.

O encerramento das festividades estará a cargo do Agrupamento de Música de Câmara da Orquestra do Algarve, num concerto (19h00) na Igreja Matriz, integrado no Ciclo APOS e no âmbito do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão.

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Emblemático Puente de Los Esclavos en Guatemala pide conservación

Ciudad de Guatemala, 14 jun (Prensa Latina) A pesar de que le llaman “indestructible”, el emblemático Puente de Los Esclavos, en el municipio Culiapa, departamento de Santa Rosa, Guatemala, pide hoy conservación, tras más de 430 años de existencia.

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Trás-os-Montes em força nas finais das Novas 7 Maravilhas de Portugal

VTM

Os resultados da região norte foram conhecidos esta tarde, em Monção, com os distritos de Bragança e Vila Real a serem os mais representados na competição, com diferentes monumentos e equipamentos culturais a conquistarem a preferência do público.

Na categoria Castelos, o vencedor foi o Castelo de Bragança e na categoria História foram distinguidos a Domus Municipalis de Bragança e as Termas Romanas de Aquae Flaviae, em Chaves.

Na categoria Religião foi selecionado o Santuário de Nossa Senhora da Graça, em Mondim de Basto, e na categoria Turismo a escolha recaiu sobre a Casa de Mateus, em Vila Real.

Por fim, na categoria Século XX passaram à final o Parque Termal de Pedras Salgadas, em Vila Pouca de Aguiar, e o projeto Picote – Moderno Escondido, em Miranda do Douro.

A final da zona norte está marcada para dia 8 de agosto, em Amarante. Quem vencer na segunda fase passa à meia final nacional, agendada para 5 de setembro, onde serão selecionados os 21 finalistas.

As novas 7 Maravilhas de Portugal serão conhecidas a 12 de setembro, em Sintra.

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Fortaleza do Pico: da caiação ou pintura necessárias, ao anunciado baloiço panorâmico

Rui Marote A Fortaleza do Pico (oficialmente conhecida como Fortaleza de São João Baptista do Pico)  foi cedida definitiva à Região Autónoma da Madeira pelo ministro da defesa José Aguiar Branco (hoje Presidente da Assembleia da República) em Julho de 2014. A entrega do imóvel histórico envolveu contrapartidas focadas no reforço de infraestruturas estatais. O […]
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JPP lança repto ao Governo Regional e à CMF para a preservação do património

O Juntos Pelo Povo (JPP) alertou este sábado a Câmara Municipal do Funchal e o Governo Regional para a degradação do património cultural da cidade, exortando-os a preservar os edifícios que contam a história do Funchal. Numa acção de rua que começou no Mercado dos Lavradores e passou por algumas localidades da freguesia de Santa […]
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La investigación a Zapatero por posible delito fiscal con las joyas limita cualquier regularización ante Hacienda

La apertura de una pieza separada para investigar un posible delito fiscal relacionado con las joyas halladas en el despacho de José Luis Rodríguez Zapatero cambia por completo el escenario tributario del caso. Hasta ahora, el debate se centraba en determinar el origen de las piezas, tasadas en alrededor de 1,3 millones de euros, y en las consecuencias fiscales que podría tener una falta de justificación ante la Agencia Tributaria. Sin embargo, la decisión del juez José Luis Calama introduce un elemento nuevo y determinante: la vía de regularización que habría permitido evitar la responsabilidad penal parece haberse esfumado tras la apertura formal de diligencias por posibles delitos contra la Hacienda Pública, que todavía tienen que esclarecerse.

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Joyas encontradas en la oficina de Zapatero, en imagenes del acta de entrada y registro.
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Cerca de 30.000 ricos en España declaran joyas y bienes de lujo, con un valor medio de 41.500 euros

El hallazgo de unas joyas en la caja fuerte del despacho de José Luis Rodríguez Zapatero, tasadas en alrededor de 1,3 millones de euros, ha puesto el foco sobre un tipo de patrimonio que suele permanecer alejado de los grandes debates económicos y financieros. Las joyas, los relojes y otros bienes de lujo representan una porción relativamente reducida de la riqueza declarada por los españoles más acaudalados, pero su distribución está fuertemente concentrada en las grandes fortunas.

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© Álvaro García

Joyas empeñadas en una casa de subastas de Madrid.
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Governo federal e Caixa lançam fundo de R$ 1,1 bilhão para gestão de imóveis da União

Em iniciativa voltada para modernizar a gestão do patrimônio imobiliário federal e ampliar seu aproveitamento econômico, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), finalizou a modelagem do Fundo de Investimento Imobiliário Imóveis da União (FII Imóveis da União). Desenvolvido em parceria com a Caixa Econômica Federal, 

O aporte inicial do fundo será composto pela integralização de 55 bens da União localizados no Distrito Federal, incluindo terrenos em áreas valorizadas, prédios destinados a reforma e lotes para desenvolvimento imobiliário, segundo o governo. Avaliado em R$ 1,1 bilhão, esse patrimônio inicial não demandará recursos do Tesouro Nacional, uma vez que a operação consiste na troca dos imóveis por cotas do fundo. O governo federal figurará como cotista único, o que garante o controle estratégico sobre a carteira de ativos e as decisões de investimento.

De acordo com o Ministério da Gestão, o fundo não concorrerá com o programa Imóvel da Gente — voltado para habitação, educação, saúde e assistência social —, pois é composto exclusivamente por imóveis sem vocação para políticas públicas sociais ou de infraestrutura. A ministra Esther Dweck destacou que os ativos selecionados para este primeiro momento atualmente não geram receitas e geram custos de conservação para os cofres públicos. Segundo ela, a criação do FII trará mais eficiência administrativa e permitirá reverter os resultados financeiros para políticas públicas prioritárias.

MENOS ALUGUÉIS E MANUTENÇÕES

O principal objetivo do FII Imóveis da União é qualificar os ativos imobiliários federais para atender as demandas da própria administração pública, reduzindo despesas com aluguéis e manutenção. A operação terá três frentes principais de atuação: a venda de imóveis sem vocação pública; a reforma e requalificação de prédios com potencial de uso administrativo; e o desenvolvimento imobiliário em grandes áreas para o benefício do Estado.

A secretária de Patrimônio da União, Carolina Stuchi, ressaltou que o fundo otimizará a venda do patrimônio inoperante, permitindo que a receita obtida com imóveis sem utilidade administrativa ou social seja reinvestida na própria qualificação patrimonial. Atualmente, a União possui mais de 3 mil imóveis sem uso e desprovidos de características para atender políticas públicas ou funções administrativas. Stuchi explicou que o projeto começa como uma experiência controlada e com segurança jurídica, visando ganhar escala e replicar o modelo para outros estados no futuro.

GESTÃO DA CARTEIRA

A administração do fundo e a gestão da carteira imobiliária ficarão a cargo da Caixa, seguindo o regulamento do FII e as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O presidente da instituição, Carlos Vieira, afirmou que o modelo combina a expertise de mercado do banco com uma visão de política pública para gerar desenvolvimento e benefícios à sociedade.

O modelo de operação já foi apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU) em reunião entre a ministra Esther Dweck e o presidente da corte de contas, ministro Vital do Rêgo Filho. Por se tratar de uma operação puramente patrimonial, a constituição do fundo não exige dotação orçamentária, em conformidade com um acórdão do próprio TCU de 2022. Autorizado por lei desde 2015, o fundo agora será regulamentado por uma portaria da SPU, etapa que precede a assinatura do contrato com a Caixa, a aprovação do regulamento e a formação do Comitê de Investimento.

© FABIO RODRIGUEZ POZZEBOM

Avaliado em R$ 1,1 bilhão, esse patrimônio inicial não demandará recursos do Tesouro Nacional, uma vez que a operação consiste na troca dos imóveis por cotas do fundo
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Museu da Abolição reabre após reforma com duas exposições sobre memória, resistência e herança afro-brasileira

Um dos equipamentos culturais mais relevantes do Recife vai reabrir ao público nesta segunda-feira (15). O Museu da Abolição (MAB), na Madalena, Zona Oeste da capital pernambucana, inaugura duas exposições concebidas especialmente para seu espaço e acervo.

A reabertura ocorre após a restauração do sobrado que abriga a instituição, realizada entre 2020 e 2022, e um período de retomada gradual das atividades. As mostras “Que herança você vai poder?” e “Restituir o Possível” integram um novo projeto museográfico que reúne o trabalho de 29 artistas e múltiplas narrativas.

Com entrada gratuita, a visitação poderá ser feita a partir de 16 de junho, de segunda a sexta, das 9h às 17h, e sábado, das 13h às 17h.

“Este novo momento do MAB marca não apenas a abertura física, mas a retomada de nosso diálogo com os públicos e o fortalecimento do compromisso com a participação social e com a valorização das memórias, histórias e culturas afro-brasileiras”, destaca a museóloga Daiane Silva Carvalho.

O projeto foi financiado com recursos do FDD (Fundo de Defesa de Direitos Difusos, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e gerido pela Secretaria Nacional do Consumidor), e recursos do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) para firmar parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que realizou o trabalho curatorial.

Legados da abolição

Gê Viana
Mostra "Que herança você vai poder?" reflete sobre os legados da abolição no Brasil - Gê Viana

Ocupando o primeiro piso do sobrado, “Que herança você vai poder?”, com curadoria de Alex de Jesus, reúne 29 artistas em torno de uma questão central: “o que restou, de fato, após 1888?”.

No texto curatorial, Alex argumenta que a abolição da escravatura, formalizada pela Lei Áurea, teve caráter mais simbólico do que efetivo, diante da ausência de políticas de reparação, inclusão social ou acesso à terra, educação e trabalho para a população negra libertada.

“O que parte da arte brasileira escancara é o fracasso da abolição como projeto de cidadania. Através de performances, instalações, vídeos e objetos, artistas contemporâneos reencenam essa história inacabada, convidando o espectador a uma tomada de consciência crítica. Uma libertação na qual o gozo seja possível”, escreve o curador.

A exposição é organizada em três eixos: passado, presente e futuro. O primeiro evidencia que a abolição não representou uma ruptura, mas uma transformação das formas de violência. O segundo aborda a persistência do racismo estrutural. Já o terceiro apresenta a abolição como um processo ainda em construção.

Entre os participantes estão Gê Viana, biarritzzz, Tiago Sant’Ana, Jeff Alan, Caetano Dias, Yane Mendes, Trojany, Tiganá Santana e o coletivo Frente 3 de Fevereiro, entre outros artistas que questionam narrativas tradicionais sobre a abolição e a experiência negra no Brasil contemporâneo.

O vídeo é um suporte central na mostra, presente em trabalhos de Izidoro Cavalcanti, Bisoro, Rodrigo Ribeiro Andrade, Samuel Brasileiro e Natália Maia, que exploram as fronteiras entre arte e cinema, entre a galeria e o espaço urbano.

Na música, os maracatus captados por Lula Cardoso Ayres e as cosmologias africanas de Tiganá Santana se unem ao funk do Baile da Paz, pelo Dynamite Som, por Nekinho e pelo Lamento Negro, e aos arquivos fotográficos e documentais de personalidades negras do Recife.

Acervo africano

Mandume Cultural/Divulgação
Exposição "Restituir o Possível" tem curadoria de Isabelle de Oliveira Ferreira e Wellington Ricardo da Silva - Mandume Cultural/Divulgação

No térreo, nas salas destinadas às exposições temporárias, o museu apresenta “Restituir o Possível”, com curadoria de Isabelle de Oliveira Ferreira e Wellington Ricardo da Silva, do coletivo Mandume Cultural.

A mostra reúne uma seleção do Acervo de Cultura Material Africana, formada por 109 peças — entre esculturas, máscaras e regalias — provenientes de 12 países africanos e mais de 20 grupos étnicos.

Restituídos por meio de legislação federal, os objetos propõem reconhecer que aquilo que foi deslocado e ressignificado pelo colonialismo permanece vivo nas práticas culturais, nos corpos e nas produções negras contemporâneas.

Cada peça é apresentada não apenas como objeto estético, mas como testemunho de cosmologias, saberes e tecnologias que o olhar colonial procurou enquadrar em categorias fixas.

Patrimônio restaurado

As obras de restauração do Museu da Abolição incluíram a recuperação estrutural do casarão tombado como patrimônio nacional em 1966, a implantação de um novo projeto paisagístico e a construção de um anexo destinado a lojas e café.

“O museu, desde sua reabertura após a reforma, seguiu ativo, sendo palco de diversas mostras e atividades diversas. O que celebramos agora é um momento em que lançamos o nosso novo projeto museográfico pensado e trabalhado especialmente para a instituição, com um olhar atento para o seu acervo e para a sua missão enquanto equipamento cultural”, pontua a diretora substituta do MAB, Fabiana de Lima Sales.

A trajetória do sobrado que abriga o museu e a criação da instituição estão apresentados em um novo espaço do equipamento, a sala memorial.

O Museu da Abolição foi criado em 1957 pelo então presidente Juscelino Kubitschek em homenagem aos abolicionistas João Alfredo e Joaquim Nabuco. A inauguração oficial ocorreu em 13 de maio de 1983.

Conhecido como Sobrado Grande da Madalena, o imóvel tombado possui uma história diretamente relacionada ao movimento abolicionista. A residência pertenceu a João Alfredo Corrêa, primeiro-ministro de Dom Pedro II, responsável por conduzir a aprovação parlamentar da Lei Áurea e por sua atuação na promulgação da Lei do Ventre Livre.

Serviço

Que herança você vai poder? | Restituir o possível
Abertura: 15 de junho, 18h
Visitação: a partir de 16 de junho; segunda a sexta, das 9h às 17h, e sábado, das 13h às 17h
Entrada gratuita
Local: Museu da Abolição – Rua Benfica, 1150 - Madalena, Recife

© Divulgação

Museu da Abolição
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Mais de 5 mil itens do acervo de Capiba são tombados pelo Governo de Pernambuco

Documentos, partituras, fotografias, pinturas, discos de vinil, livros, gravações e instrumentos de um dos maiores compositores de Pernambuco são oficialmente tombados pelo Governo do Estado.

O acervo de Lourenço da Fonseca Barbosa, Capiba (1904–1997), será preservado como patrimônio cultural de Pernambuco após aprovação de tombamento pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

O processo para a proteção do bem teve início em 2013 e foi finalizado apenas na última quinta-feira (11), após 13 anos. Desde 2015, a preservação da obra do compositor foi feita pelo Instituto Capiba, formado por musicólogos, restauradores, antropólogos, advogados e produtores culturais.

Ao todo, são mais de 5.400 itens que, com o tombamento, devem continuar acessíveis, valorizados e preservados pelo Governo de Pernambuco. Além disso, as coleções não poderão ser comercializadas e devem ser difundidas por meio de pesquisas, exposições e iniciativas educativas.

A presidente da Fundarpe, Renata Borba, destacou a importância do músico para a música popular e falou sobre a preservação de sua memória.

“Capiba é um símbolo da música pernambucana e brasileira. Ao reconhecer oficialmente seu acervo como patrimônio do Estado, garantimos não apenas a proteção de documentos e registros, mas também a preservação da obra de um artista que ajudou a definir nossa identidade cultural”, disse.

Natural de Surubim, no Agreste, Capiba foi um dos mestres da música brasileira e referência pernambucana, com composições em frevos, maracatus, sambas, valsas, cirandas e choros. Ele integrou o movimento Armorial, transitando entre o popular e o erudito.

O parecer técnico elaborado pela DPPC/Fundarpe concluiu que o acervo de Capiba constitui patrimônio de inestimável valor cultural para o Brasil, e em especial para Pernambuco.

“O acervo de Capiba é um verdadeiro tesouro. Ele não se limita a partituras ou fotografias, é um testemunho vivo da formação do nosso cancioneiro e de como o frevo e outros gêneros se consolidaram como símbolos da nossa cultura. Preservá-lo significa garantir que futuras gerações possam compreender e se inspirar nessa trajetória”, pontuou a superintendente de Patrimônio Material da Fundarpe, Cristiane Feitosa.

Casa Capiba

Janaína Pepeu/Secom
Localizada na Rua Barão de Itamaracá, no Espinheiro, Casa Capiba é usada pelo Conservatório Pernambucano de Música - Janaína Pepeu/Secom

Em 2025, a Casa Capiba, onde viveu o músico pernambucano, no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife, foi reinaugurada como novo espaço do Conservatório Pernambucano de Música (CPM), após reformas realizadas pelo Governo do Estado.

O equipamento enfrentava anos de abandono e promessas. Construída em 1948, a casa foi herdada após a morte de Capiba pela viúva, Maria José Barbosa, a "Dona Zezita", que voltou a morar em Surubim. Na época, ela alugou o imóvel à empresa de consultoria TGI, que o transformou em uma espécie de memorial.

Em 2017, o imóvel foi desapropriado pelo Governo de Pernambuco para ser destinado à preservação e conservação da memória artística estadual.

Mas, em 2021, a residência foi fechada por tapumes após apresentar janelas quebradas, infiltrações e ter a porta arrancada. Em 2024, o espaço foi ocupado pelo Movimento Casarão de Mulheres (MTCM/PE), em um ato que reuniu mais de 50 famílias de diversas regiões do Estado.

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Acervo de Capiba, um dos maiores nomes da música pernambucana, foi tombado pelo Governo de Pernambuco
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Blocos do templo romano de Milreu vão ser deslocados após 40 anos

Ruínas Romanas de Milreu, em Estoi, recebem obras financiadas pelo PRR para melhorar acessos, percurso e valorizar elementos do templo.

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Visitas guiadas dão a conhecer a “Silves Subterrânea” no sábado

Visitas guiadas vão dar a conhecer, no sábado, 13 de Junho, alguns dos mais importantes espaços arqueológicos e estruturas históricas existentes sob a cidade de Silves.

Trata-se de uma iniciativa da autarquia local, no âmbito das Jornadas Europeias de Arqueologia 2026, que pretende proporcionar ao público «uma perspetiva única sobre o património escondido de Silves».

«Reconhecida pela riqueza do seu legado histórico e arqueológico, Silves guarda sob as suas ruas edifícios e monumentos testemunhos de diferentes épocas que ajudam a compreender a evolução da cidade ao longo dos séculos», assinala o município, em comunicado.

Através desta iniciativa, residentes e visitantes terão a oportunidade de explorar locais habitualmente inacessíveis ou pouco conhecidos, acompanhados por técnicos especializados.

O programa inclui visitas guiadas às ruínas arqueológicas localizadas sob a Biblioteca Municipal de Silves, à Couraça Islâmica, ao Poço-Cisterna, à Cisterna da Rua do Castelo e às Ruínas Arqueológicas da Arrochela.

Estas visitas terão lugar às 10h00 e às 16h00, com ponto de encontro na Biblioteca Municipal de Silves.

Ao longo do dia, será ainda possível visitar o Poço-Cisterna, integrado no Museu Municipal de Arqueologia, e a Cisterna da Rua do Castelo, situada a norte da Sé Catedral, entre as 10h00 e as 13h00 e das 15h00 às 18h00, através de visitas acompanhadas.

Sul Informação

A iniciativa pretende aproximar a comunidade do património arqueológico local, «sensibilizando para a sua importância histórica, científica e cultural», ao mesmo tempo que promove a valorização e salvaguarda deste legado para as gerações futuras.

Integradas nas Jornadas Europeias de Arqueologia, estas atividades associam Silves a uma rede de centenas de cidades europeias que, anualmente, abrem as portas dos seus sítios arqueológicos e promovem o conhecimento da arqueologia junto do grande público.

A participação é gratuita. Para mais informações, pode contactar o sector de Património/Arqueologia através do número 282440800 ou pelo email arqueologia@cm-silves.pt.

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Ministra da Gestão anuncia lançamento de fundo imobiliário da União, administrado pela Caixa

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, anunciou nesta quinta-feira, 11, o lançamento de um fundo imobiliário da União. O fundo será administrado pela Caixa Econômica Federal. A ideia é que imóveis públicos sem potencial de uso para políticas públicas possam alavancar investimentos.

"Vai ter um potencial enorme", não só para a venda de patrimônio da União como para a modernização nos prédios, disse a ministra, durante um evento no Palácio do Planalto com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Dweck deu poucos detalhes sobre o funcionamento do novo fundo.

Segundo a ministra, na fase inicial, serão usados apenas imóveis da União localizados no Distrito Federal (DF).

Depois, quando o fundo estiver em plena operação, vai ser possível estudar o uso de propriedades em outras áreas do País.

A ministra aproveitou, ainda, para criticar o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao dizer que administrações anteriores prometeram montar um fundo com até R$ 1 trilhão em imóveis da União - uma ideia que foi mencionada diversas vezes pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes.

"Esse fundo tem como objetivo valorizar o patrimônio, não vender a qualquer custo", disse a ministra da Gestão.

 

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Segundo a ministra, na fase inicial, serão usados apenas imóveis da União localizados no Distrito Federal (DF)
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Alcalá de Henares se queda sin su mural cervantino por decisión del ayuntamiento: “Lo estaban dejando deteriorar a propósito”

Miguel Rep frente al mural cervantino de Alcalá de Henares, en 2011. Actualmente, ya no existe.

Hasta hace unos días, Alcalá de Henares y Azul, una ciudad argentina a casi 10.500 kilómetros de distancia, eran localidades hermanas cuya unión se consumaba en dos pinturas murales a un lado y otro del océano. El dibujante y caricaturista argentino Miguel Rep fue el responsable de materializar el vínculo entre estas dos tierras lejanas que se habían acercado, por casualidad, a través de la figura de Miguel de Cervantes: la primera vio nacer al escritor y en la segunda se conserva una de las colecciones de ejemplares de El Quijote más importantes de América y la más grande de Argentina. En julio de 2011 se inauguró el primero de los murales, el de Alcalá, que Rep pintó durante semanas bajo el sol del verano en la pared lateral de la Casa Tapón y pocos meses después, en noviembre, hizo lo mismo bajo el cielo encapotado de la primavera argentina. Mientras el de Azul se conserva, el de Alcalá ya no existe por decisión del ayuntamiento.

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Vela votiva usada por mordomas de Viana já é Património Cultural Imaterial

A Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial face à sua “importância enquanto símbolo identitário da população”, foi hoje revelado.

Segundo o anúncio hoje publicado em Diário da República, consultado pela agência Lusa, a Vela Votiva é importante, “em particular para os grupos de mordomas que a utilizam em contextos festivos e religiosos, transcendendo atualmente o contexto da romaria de Santa Marta de Portuzelo”.

“Os processos sociais e culturais nos quais teve origem, destacando-se o papel do artesão e armador Álvaro do Rego Sales na sua criação na década de 1950, detentor e herdeiro de um saber-fazer das artes decorativas em papel, transmitido no seio familiar desde o século XIX”, lê-se no documento.

O despacho do presidente do conselho diretivo Departamento de Bens Culturais do Património Cultural, I. P. destaca ainda “os modos em que se processa a transmissão intergeracional do saber-fazer associado à produção da Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, a qual se tem centrado na família Sales, indo já na terceira geração de artesãos”.

A inscrição da Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial esteve em consulta pública durante 30 dias, desde 16 de fevereiro.

Segundo a página na Internet Vela Votiva de Santa Marta (VVSM), aquele adereço empunhado pelas mordomas foi criado na década de 50 do século passado, por Álvaro Sales Gomes.

O artesão, natural de Santa Marta de Portuzelo, criou a vela votiva de Santa Marta para figurar no cortejo da Mordomia da Romaria de Santa Marta.

A vela “tem cera, mede 55 centímetros (cm) de comprimento e 1,5 cm de diâmetro, rondando os 200 gramas de peso”.

É “constituída por uma armação de madeira para manter direita e segura a fim de engrinaldar. A armação de madeira dá mais cinco centímetros à altura da vela. Desta forma fica com 60 cm de comprimento, dos quais 15 cm pertencem à cera nua, 35 cm às grinaldas e, por fim, os restantes 10 cm à base ou punho da vela”.

“As grinaldas são de papel metalizado prateado e vermelho. De papel prateado são as flores de imitação de malmequeres e vermelho são os botões de rosa, símbolos que caracterizam a freguesia como uma sociedade agrícola. Os botões são azuis para a vela empunhada pela mordoma que de luto esteja. As grinaldas são colocadas de forma a criar um tronco de cone com aproximadamente 15 cm de diâmetro, prendem-se na base com galão e forra-se com papel metalizado prateado. Seguidamente, cobre-se as grinaldas com trena [fita decorativa] e coloca-se a bobeche [peça do castiçal que apara a cera derretida] sobre as grinaldas. Na base, dá-se um laço em fita de seda com 5 cm de largo e 200 cm de comprimento”, lê-se na publicação.

Há ainda uma lenda associada à vela votiva, segundo a página criada para divulgar esta peça de artesanato tradicional, que versa que “as mordomas são raparigas que, formando grupos, têm a responsabilidade de ajudar e promover a romaria da festa do Santo venerado na terra em que vivem”.

São “solteiras e a condição exige que sejam donzelas”. “O tempo de duração da missa é para elas angustiante pelo receio de que a vela se possa apagar”, refere, acrescentando que, “se por alguma corrente de ar ou sopro maldoso a vela se apaga durante a missa, tal acontecimento dava azo a uma interpretação que em nada abonava a mordoma portadora de tal vela”.

“Apagá-la é castigo de Santo que não aceita o embuste de quem já não sendo virgem por ela quer passar”, reza a lenda. 

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História da Vela Votiva de Santa Marta.Candidatura a Património Cultural Imaterial.
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"Parece que o Sousa Tavares vem antes do Martim"

Martim Sousa Tavares escondia o apelido para provar o seu valor, agora está em paz com a herança familiar. O diretor artístico do Festival de Sintra elogia a descentralização das escolas artísticas.

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Evento em Aracelis junta cultura, inovação e património de Alentejo e Andaluzia

A cultura, tradição e inovação territorial de Alentejo e Andaluzia vão estar em destaque num evento marcado para a Ermida de Nossa Senhora de Aracelis, na fronteira entre os concelhos de Castro Verde e Mértola, na quarta-feira, dia 10 de Junho.

O evento “O Que Move as Pessoas – Aracelis | Evento Satélite NEB Festival 2026” é promovido pela Incubadora de Inovação Social do Baixo Alentejo (IISBA) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

Integra também a programação oficial do New European Bauhaus Festival 2026, organizado pela Comissão Europeia.

Em comunicado, a IISBA explicou que o evento «convida a refletir sobre aquilo que (…) faz partir, regressar, permanecer, cuidar e criar pertença aos territórios».

Também em comunicado, a Câmara de Castro Verde, parceira da iniciativa, juntamente com o município de Mértola, frisou que esta «procura lançar uma reflexão contemporânea sobre os territórios do interior».

Nesse âmbito, o programa do evento vai cruzar «três grandes dimensões», incluindo uma feira para dar «a conhecer projetos, artesãos, produtores e iniciativas territoriais do Alentejo e da Andaluzia».

Estão igualmente previstos os colóquios “Territórios Vivos”, às 11:00, e “T(i)erras de Futuro”, às 15:30, «dedicados aos desafios dos territórios rurais, à sustentabilidade, à inovação, à cooperação e às novas formas de habitar e valorizar estes lugares», acrescentou a IISB.

O programa inclui também a performance “(L)Leva Aracelis no Coração”, que reunirá artistas, comunidades e expressões culturais do território, e um espetáculo do grupo Bandidos do Cante, ambos com transmissão em direto no âmbito do NEB Festival, em Bruxelas, na Bélgica.

«Esta ligação internacional levará a identidade, a paisagem e a energia de Aracelis até ao palco europeu», lê-se no comunicado da IISBA.

A programação cultural do evento contará também com a atuação de grupos tradicionais de Puebla de Guzmán (Espanha), assim como do grupo coral Os Ganhões de Castro Verde e de alunos dos agrupamentos de escolas de Castro Verde e Mértola que frequentam aulas de cante alentejano.

«Mais do que um evento, ‘O Que Move as Pessoas’ afirma Aracelis como um laboratório vivo de celebração, reflexão e cooperação sobre o futuro dos territórios de baixa densidade», concluiu a IISBA.

Foto de destaque: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

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