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Bancos do Irã foram alvos de possível ataque cibernético, diz mídia local

Diversos bancos no Irã têm apresentado “problemas”, aumentando a possibilidade de um “ataque cibernético”, segundo a mídia local, que alertou que “nenhuma autoridade oficial confirmou ou negou o ocorrido”.

Diversas redes bancárias — incluindo o Bank Melli, o Bank Tejarat e o Bank Saderat — foram afetadas por atrasos em serviços bancários móveis, internet banking, caixas eletrônicos e leitores de cartão, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars neste sábado (13).

“Algumas fontes relataram a possibilidade de um ataque cibernético, mas até o momento, nenhuma autoridade oficial confirmou ou negou o ocorrido, e não há informações suficientes para uma declaração definitiva”, acrescentou a agência.

 

No Irã, vários moradores disseram à CNN que estão enfrentando desemprego desenfreado e hiperinflação, enquanto o custo dos combates se agrava com as sanções econômicas impostas pelos EUA.

A violência desencadeada pelos ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã em fevereiro, os ataques retaliatórios de Teerã e os bloqueios paralelos EUA-Irã contra embarcações não aliadas no Estreito de Ormuz, lançaram grande parte da região em um caos econômico marcado pelo aumento dos preços do petróleo e pela insegurança alimentar.

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Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

Logo Agência Brasil

Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial. 

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

Notícias relacionadas:

A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta. 

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo. 

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação

Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: 'eu pintei a minha rua para a Copa'. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou. 

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte. 

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o "Meu Beco na Copa", e decidiu unir o "útil ao agradável" ao inscrever a Alameda Manoel Costa. 

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação
Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”. 

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas. 

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação

Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil. 

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos. Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse. 

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira. 

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

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Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

Logo Agência Brasil

Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial. 

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

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A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta. 

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo. 

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Thiago Nunes/Divulgação

Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: 'eu pintei a minha rua para a Copa'. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou. 

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte. 

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o "Meu Beco na Copa", e decidiu unir o "útil ao agradável" ao inscrever a Alameda Manoel Costa. 

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação
Moradores fazem pintura no Morro do Turano para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Sílvio Rosa/Divulgação

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”. 

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas. 

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 12/06/2026 - Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação
Moradores fazem pintura na Rua Capiberibe para os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tatiana Chain/Divulgação

Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil. 

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos. Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rodrigo Habbib, desenhista e Celso Mendes, organizador da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse. 

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira. 

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 09/06/2026 - Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Rodrigo Habbib, desenhista da pintura da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, zona norte da cidade, pintada e enfeitada para a Copa do Mundo de Futebol 2026. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

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Surpresas em reta final de ciclo estão na história do Brasil em Copas

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Chegar ao último ano de um ciclo de Copa do Mundo com poucas oportunidades ou mesmo sem ter sido chamado à seleção brasileira não significa o fim do sonho. Prova disso é que oito dos 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para o Mundial nos Estados Unidos, no México e Canadá têm menos de dez jogos com a Amarelinha. E quatro estrearam somente em 2026.

O zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago foram a campo vestindo a camisa brasileira pela primeira vez nos amistosos contra França e Croácia, em março deste ano. Foi o suficiente para convencer Ancelotti. Deles, somente Danilo Santos já havia sido convocado anteriormente em junho de 2022, mas sequer atuou nos jogos com Japão e Coreia do Sul, que antecederam a Copa do Mundo do Catar, sob comando de Tite.

Notícias relacionadas:

O lateral Douglas Santos, que tem sete partidas pelo Brasil e disputa o posto de titular do lado esquerdo da defesa com Alex Sandro, estreou pela seleção principal em 2016, na Copa América, com Tite, após ser campeão olímpico no Rio de Janeiro. Foram nove anos de espera até receber nova chance, já com Ancelotti, e se firmar de vez no time em 2026.

Os zagueiros Bremer e Ibañez chegaram juntos à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, também sob comando de Tite. O primeiro foi à Copa do Catar, mesmo com um jogo apenas pela Amarelinha. Ausentes em boa parte do ciclo atual, eles recuperaram lugar no grupo após os amistosos com França e Croácia. Bremer acumula oito jogos pelo Brasil, um a mais que Ibañez.

 

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Ibañez chegou à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto - CAEAN COUTO

Convocado para o lugar do lateral Wesley, contundido, o volante Éderson foi convocado com apenas três jogos pela equipe verde e amarela - nenhum sob comando de Ancelotti, apesar de observado pelo italiano. A última partida dele foi a derrota por 4 a 1 para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias da Copa, que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior.

Desde a Copa de 1986, no México, o Brasil não tinha tantos convocados com dez jogos ou menos pela seleção principal. Na ocasião, dez dos 22 nomes chamados por Telê Santana atendiam à estatística. Inclusive, dois deles sequer tinham estreado com a Amarelinha: o lateral Josimar e o meia Valdo.

Algo que se repetiria em 1998, na França. O grupo tinha apenas três jogadores com dez jogos ou menos pelo Brasil entre os 23 convocados: o goleiro Carlos Germano, o volante Emerson - convocado para o lugar do atacante Romário, cortado por lesão - e o lateral Zé Carlos. Este último, que nunca havia atuado pela seleção brasileira, estreou logo na semifinal da Copa, diante da Holanda, já que o titular Cafu estava suspenso.

Em 1994 e 2002, edições em que o Brasil saiu campeão, o número de atletas com no máximo dez partidas pela seleção foi semelhante ao de 2026. No time do penta, inclusive, jogadores com pouca rodagem com a Amarelinha, como os volantes Gilberto Silva (seis jogos) e Kleberson (cinco), ganharam o posto de titulares e foram importante no título.

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Surpresas em reta final de ciclo estão na história do Brasil em Copas

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Chegar ao último ano de um ciclo de Copa do Mundo com poucas oportunidades ou mesmo sem ter sido chamado à seleção brasileira não significa o fim do sonho. Prova disso é que oito dos 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para o Mundial nos Estados Unidos, no México e Canadá têm menos de dez jogos com a Amarelinha. E quatro estrearam somente em 2026.

O zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago foram a campo vestindo a camisa brasileira pela primeira vez nos amistosos contra França e Croácia, em março deste ano. Foi o suficiente para convencer Ancelotti. Deles, somente Danilo Santos já havia sido convocado anteriormente em junho de 2022, mas sequer atuou nos jogos com Japão e Coreia do Sul, que antecederam a Copa do Mundo do Catar, sob comando de Tite.

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Os zagueiros Bremer e Ibañez chegaram juntos à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, também sob comando de Tite. O primeiro foi à Copa do Catar, mesmo com um jogo apenas pela Amarelinha. Ausentes em boa parte do ciclo atual, eles recuperaram lugar no grupo após os amistosos com França e Croácia. Bremer acumula oito jogos pelo Brasil, um a mais que Ibañez.

 

Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Brazil Training - Columbia Park Training Facility, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Ibañez chegou à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, Morristown, New Jersey, U.S. - June 12, 2026 Brazil's Roger Ibanez during training IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto - CAEAN COUTO

Convocado para o lugar do lateral Wesley, contundido, o volante Éderson foi convocado com apenas três jogos pela equipe verde e amarela - nenhum sob comando de Ancelotti, apesar de observado pelo italiano. A última partida dele foi a derrota por 4 a 1 para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias da Copa, que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior.

Desde a Copa de 1986, no México, o Brasil não tinha tantos convocados com dez jogos ou menos pela seleção principal. Na ocasião, dez dos 22 nomes chamados por Telê Santana atendiam à estatística. Inclusive, dois deles sequer tinham estreado com a Amarelinha: o lateral Josimar e o meia Valdo.

Algo que se repetiria em 1998, na França. O grupo tinha apenas três jogadores com dez jogos ou menos pelo Brasil entre os 23 convocados: o goleiro Carlos Germano, o volante Emerson - convocado para o lugar do atacante Romário, cortado por lesão - e o lateral Zé Carlos. Este último, que nunca havia atuado pela seleção brasileira, estreou logo na semifinal da Copa, diante da Holanda, já que o titular Cafu estava suspenso.

Em 1994 e 2002, edições em que o Brasil saiu campeão, o número de atletas com no máximo dez partidas pela seleção foi semelhante ao de 2026. No time do penta, inclusive, jogadores com pouca rodagem com a Amarelinha, como os volantes Gilberto Silva (seis jogos) e Kleberson (cinco), ganharam o posto de titulares e foram importante no título.

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Todas as vezes que o Brasil foi campeão e teve o Bola de Ouro da Fifa

O Brasil se habituou a ser campeão com os melhores jogadores do mundo no elenco, e em 1994 e 2002, a situação foi literal. O país levou para a casa a Copa do Mundo e os reconhecimentos da Fifa.

A primeira dobradinha brasileira foi em 1994, ano do tetracampeonato nos Estados Unidos liderado pela genialidade de Romário. O jogador foi eleito o melhor jogador do torneio e levou para casa o Fifa The Best.

Na seleção, foram sete jogos – todos como titular, e cinco gols. Romário foi vice-artilheiro do Mundial e marcou em todas as fases.

No Barcelona a fase também foi excepcional. Na temporada 1993/1994 Romário fez 33 jogos e marcou 30 gols. Recebeu um prêmio como maior goleador do país e somou cinco hat-tricks na temporada, um deles contra o Real Madrid.

A história se repetiu em 2002, no penta. Mesmo desacreditado, Ronaldo calou a boca dos críticos que o questionavam após suas graves lesões. Foram dele os dois gols que sacramentaam o título na grande final contra a Alemanha, quando se tornou o maior artilheiro da história das Copas até então.

Ao todo, Ronaldo marcou oito gols na Copa, em quase todas as fases  – só passou em branco nas quartas. Do Mundial brilhante, foi diretamente para o histórico time dos Galáticos no Real Madrid,

Por que demorou tanto?

O fato de um jogador brasileiro só ter sido reconhecido como melhor do mundo após a década de 1990 acende questionamentos: por que a demora, já que tivemos os melhores do Mundo nas campanhas de 1958, 1962 e 1970? A explicação é puramente burocrática.

No período em que o Rei do Futebol desfilava toda sua genialidade nos campos do Brasil e do mundo, apenas jogadores europeus concorriam à Bola de Ouro. Ou seja, a France Football “ignorava” jogadores de outros continentes entre 1956 e 1995. Pelé se despediu dos gramados em outubro de 1977.

Por conta disso, nomes históricos do futebol não tiveram a oportunidade de concorrer ao prêmio, como Maradona, Garrincha e Zico.

Já o The Best foi criado após esses títulos, em 1991.

Bola de Ouro “reconhece” Pelé

Em 2015, a tradicional revista francesa aproveitou a edição de 60 anos para revisar toda a lista de campeões e, com as regras atuais, passou a reconhecer antigos atletas também como campeões.

Com isso, Pelé, que nos deixou em 2022 aos 82 anos, foi reconhecido como vencedor em sete oportunidades: 1958, 1959, 1960, 1961, 1963, 1964 e 1970. Além de Pelé, a France Football também reconheceu que Garrincha, em 1962, e Romário, em 1994, teriam levado a premiação.

Fifa The Best x Bola de Ouro

Os prêmios confundem, mas não são iguais. Criado em 1956 pela revista francesa France Football, o Bola de Ouro é o prêmio individual mais antigo, tradicional e prestigioso do futebol. Considera a temporada europeia, de agosto a julho.

Já o The Best foi criado pela Fifa em 1991. Antigamente chamado de “Jogador do Ano”, foi rebatizado em 2016, e analisa o desempenho em um ano de janeiro a dezembro.

Vale lembrar que, entre 2010 e 2015, ambas as premiações foram unificadas, passando a se chamar Fifa Ballon d’Or. No entanto, a parceria foi encerrada em 2016, quando voltaram a ser realizadas separadamente.

Com a 10 para Neymar, Seleção Brasileira divulga numeração para Copa 2026

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Acordo entre EUA e Irã pode ser assinado em 24 horas, diz Paquistão

Os termos de um possível acordo que poderia pôr fim à guerra entre os Estados Unidos e Irã ainda estão sendo definidos, mas um de seus principais mediadores sinalizou hoje que um acordo poderia ser finalizado nas “próximas 24 horas”.

“Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca”, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, em uma publicação no X na manhã deste sábado (13), acrescentando que, se o acordo for finalizado, será assinado eletronicamente de imediato.

Caso o acordo seja assinado, serão realizadas “conversas em nível técnico na próxima semana”, disse Sharif.

A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um comentário.

Embora os termos do possível acordo não tenham sido divulgados oficialmente, um alto funcionário do governo dos EUA disse na sexta-feira (13) à CNN que a estrutura incluirá a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos.

O possível acordo também prevê o fim de diversas pressões econômicas sobre o Irã, disse o funcionário, bem como o desmantelamento do programa nuclear de Teerã.

Os detalhes técnicos de como remover o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã ainda precisam ser definidos, informou também à CNN ontem um alto funcionário do governo dos EUA.

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Brasil estreia hoje na Copa do Mundo em jogo contra o Marrocos

Logo Agência Brasil

Quatro jogos estão agendados para este sábado (13) pela Copa do Mundo de 2026.

O destaque é o confronto entre Brasil e Marrocos, às 19h em Nova Jersey, pela primeira rodada do Grupo C.

Notícias relacionadas:

Completando a mesma chave, Haiti e Escócia se enfrentarão às 22h, em Boston.

Mais cedo, às 16h, Catar e Suíça fecham a primeira rodada do Grupo B, iniciada com a partida entre Canadá e Bósnia e Herzegovina, que empataram em 1 a 1 nesta sexta-feira (12). 

A última partida será entre Austrália e Turquia, na madrugada de domingo (14), à 1h. A partida é válida pelo Grupo D, que tem também Estados Unidos e Paraguai, equipes que também já se enfrentaram ontem.

Brasil x Marrocos

A seleção brasileira entra em campo sendo comandada pela primeira vez em uma Copa do Mundo por um técnico estrangeiro: o italiano Carlo Ancelotti.

Caso se confirmem as expectativas de escalar, para as laterais, Danilo e Alex Sandro, o Brasil tenderá a adotar um estilo de jogo que lembra o da escola italiana, com estes jogadores priorizando o papel defensivo.

Dessa forma, Ancelotti terá condições de dar liberdade ao meio de campo para fazer ligações rápidas, explorando a velocidade dos atacantes Raphinha e Vinícius Júnior.

Marrocos tem uma equipe bastante organizada e de grande disciplina tática. A equipe consagrou-se campeã da Copa Africana de Nações em 2025: o mais importante título do continente. No mesmo ano foi campeão mundial pela equipe sub-20.

Foi também semifinalista na Copa de 2022, torneio em que terminou ocupando o 4º lugar – algo inédito para uma seleção africana; e medalha de bronze nas Olimpíadas de Paris 2024.

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Brasil estreia hoje na Copa do Mundo em jogo contra o Marrocos

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Quatro jogos estão agendados para este sábado (13) pela Copa do Mundo de 2026.

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Brasil x Marrocos

A seleção brasileira entra em campo sendo comandada pela primeira vez em uma Copa do Mundo por um técnico estrangeiro: o italiano Carlo Ancelotti.

Caso se confirmem as expectativas de escalar, para as laterais, Danilo e Alex Sandro, o Brasil tenderá a adotar um estilo de jogo que lembra o da escola italiana, com estes jogadores priorizando o papel defensivo.

Dessa forma, Ancelotti terá condições de dar liberdade ao meio de campo para fazer ligações rápidas, explorando a velocidade dos atacantes Raphinha e Vinícius Júnior.

Marrocos tem uma equipe bastante organizada e de grande disciplina tática. A equipe consagrou-se campeã da Copa Africana de Nações em 2025: o mais importante título do continente. No mesmo ano foi campeão mundial pela equipe sub-20.

Foi também semifinalista na Copa de 2022, torneio em que terminou ocupando o 4º lugar – algo inédito para uma seleção africana; e medalha de bronze nas Olimpíadas de Paris 2024.

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Copa do Mundo: Marrocos mantém base de time carrasco do Brasil em 2023

A seleção brasileira ainda juntava os cacos da eliminação para a Croácia na Copa do Mundo do Catar quando enfrentou o Marrocos em um amisto realizado em Tânger, três meses após o fim do Mundial.

O 2 a 1 marcou a primeira derrota do Brasil para o Marrocos na história. Antes disso, apenas vitórias, em 1997 e 1998.

De lá para cá, enquanto o Brasil passou por diversos testes com muitos nomes convocados e quatro treinadores, Marrocos manteve sua base mesmo trocando de comando – oito jogadores que estiveram em campo foram convocados para o Mundial, e sete deles jogaram como titulares.

Escalação de Brasil x Marrocos em 2023

Naquele 25 de março, o Brasil começou a partida melhor, mas Marrocos conseguiu equilibrar o jogo e abrir o placar com Boufal em uma falha coletiva de Rony e Emerson Royal.

Casemiro empatou no segundo tempo. O jogador teve chances de colocar a Amarelinha em vantagem no placar, mas os marroquinos acabaram levando a melhor no final do jogo com um gol de Sabiri em mais um erro defensivo.

Marrocos foi a campo com Bono, Hakimi, Saiss, Aguerd e Mazraoui; Amrabat, Ounahi e El Khannouss; Ziyech, Boufal e En-Nesyri no time titular.

Bono, Mazraoui, Amrabat, Ounahi e El Khannouss estão no grupo que enfrenta o Brasil no sábado. Ezzalzouli e Aguerd também entraram em campo na ocasião, mas acabaram cortados nas vésperas da estreia por lesão. Marwane Saadane e Amine Sbai foram incluídos na lista nos seus lugares.

O time titular do Brasil tinha Weverton, Emerson Royal, Éder Militão, Ibañez e Alex Telles; Casemiro e Andrey Santos; Rony , Lucas Paquetá, Vinicius Jr e Rodrygo.

Raphael Veiga, Antony, Yuri Alberto e Vitor Roque saíram do banco de reservas ao longo da partida.

Troca polêmica de treinador no Marrocos…

Na época, Walid Regragui era o treinador da seleção marroquina. O treinador deixou o cargo a três meses da Copa alegando exaustão após levar a seleção à final da Copa Africana de Nações.

Mesmo com resultados expressivos, o técnico de 50 anos vinha sendo alvo de críticas de torcedores. Durante toda a sua passagem, de setembro de 2022 a março de 2026, somou 36 vitórias em 49 partidas, além de oito empates e cinco derrotas.

… Diversas trocas no Brasil

Desde aquela derrota, a Seleção Brasileira também teve uma dança dos técnicos, e três nomes ocuparam o cargo da saída de Tite a chegada de Carlo Ancelotti.

Ramon Menezes ficou de forma interina por pouco mais de 120 dias, de março a julho de 2024. Fernando Diniz, também interino, dividiu o posto de treinador da Seleção com o de treinador do Fluminense de julho de 2023 a janeiro de 2024.

Quem mais teve tempo de trabalho foi Dorival Jr, este, realmente contratado. De janeiro de 2024 a março de 2025, o técnico acumulou marcas negativas e foi demitido após a goleada por 4 a 1 para a Argentina.

Onde assistir a Brasil x Marrocos

  • TV: Globo, SBT, SporTV e N Sports
  • Streaming: Ge TV (apenas no Globoplay) e CazéTV (YouTube)
  • Tempo real: CNN Esportes

Ficha técnica de Brasil x Marrocos

  • Data: 13/06/2026
  • Horário: 19h30
  • Local: Estádio de Nova Jersey, Estados Unidos
  • Fase: 1ª rodada do grupo A da Copa do Mundo

Marquinhos cita dor das eliminações como combustível para 2026

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Análise: Líderes do Irã apostam em riscos evitados por seus antecessores

Os ataques do Irã contra Israel nesta semana foram algumas de suas iniciativas mais ousadas até agora para redefinir os limites de um confronto que, durante décadas, foi travado principalmente por meio de grupos aliados, operações encobertas e retaliações cuidadosamente calculadas.

Ao atingir Israel em resposta a ataques no Líbano, Teerã pareceu sinalizar que suas linhas vermelhas já não se limitam às próprias fronteiras — e que seus líderes estão dispostos a assumir riscos maiores.

Desde o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, firmado em 8 de abril, Teerã tem acusado repetidamente Israel e os EUA de enfraquecerem a trégua por meio de ações militares.

Os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos iranianos mesmo enquanto negociações indiretas continuavam. Israel, por sua vez, lançou quase 3.500 ataques no Líbano, segundo o primeiro-ministro do país, incluindo ações na capital, Beirute, apesar das restrições impostas pelo acordo de cessar-fogo.

O Irã respondeu com uma série de ataques retaliatórios cuidadosamente calculados contra alvos dos Estados Unidos e de países do Golfo, ao mesmo tempo em que alertou que, caso a diplomacia fracassasse, estaria preparado para retomar a guerra e ampliá-la para além do Golfo Pérsico, potencialmente ameaçando rotas marítimas que se estendem do Oceano Índico ao Mar Vermelho e ao Mediterrâneo.

Entre a noite de terça-feira (9) e a madrugada de quarta-feira (10), ocorreram novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã após a derrubada de um helicóptero do Exército americano no início da semana, evidenciando a persistente instabilidade na região.

Ataques iranianos a Israel sinalizam mudança mais ampla

Os ataques desta semana contra Israel, no entanto, pareceram representar um passo além.

Teerã sinalizou que ações militares israelenses contra seus aliados regionais também podem provocar uma resposta direta do Irã.

O objetivo seria romper o impasse diplomático nas negociações para alcançar um acordo de paz provisório e apoiar o grupo Hezbollah.

“Revertemos a lógica do cessar-fogo que existia no papel, mas que vinha sendo repetidamente violada na prática, em campo”, afirmou na segunda-feira (8) Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano nas conversações. “Enquanto não houver uma disposição genuína para construir confiança, a resposta do Irã continuará a mesma.”

O Irã tem insistido que não permitirá que Israel e os Estados Unidos continuem realizando ataques enquanto afirmam permanecer comprometidos com um cessar-fogo que, segundo Teerã, vem sendo repetidamente desrespeitado. “Sob nenhuma circunstância” o país aceitaria tal situação, declarou na segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei.

O movimento sugere uma mudança mais ampla em Teerã, onde uma nova geração de líderes está abandonando cada vez mais a postura cautelosa e reativa que por muito tempo definiu a estratégia da República Islâmica diante de seus adversários.

Em vez de depender principalmente da dissuasão e da paciência estratégica, esses dirigentes parecem mais dispostos a assumir riscos e a utilizar o poder militar, econômico e a influência regional do Irã para moldar os acontecimentos no Oriente Médio.

É também essa mesma liderança iraniana que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu como “mais racional” e “bastante razoável”.

“Os iranianos colocaram tanto os israelenses quanto os Estados Unidos contra a parede agora”, afirmou Aaron David Miller à jornalista Jessica Dean, da CNN. “Eles estão dispostos a correr riscos. Acreditam que estão vencendo. Não acham que o cessar-fogo esteja servindo aos seus interesses.”

Em 2020, o primeiro governo de Donald Trump rompeu um tabu de longa data ao ordenar o assassinato de Qasem Soleimani, a mais alta autoridade iraniana morta pelos Estados Unidos até então.

A resposta de Teerã, sob a liderança do então líder supremo Ali Khamenei, refletiu sua preferência por uma retaliação calculada em vez de uma escalada descontrolada: o Irã lançou um ataque com mísseis contra uma base aérea americana no Iraque após transmitir avisos prévios que deram às forças dos EUA tempo para buscar abrigo.

Em junho de 2025, quando os Estados Unidos se juntaram a Israel em ataques contra o Irã, Teerã voltou a optar por uma resposta proporcional, sinalizando que, apesar da retórica agressiva, ainda considerava necessário administrar cuidadosamente o risco de uma escalada do conflito.

Os ataques desta semana contra Israel sugerem que esse cálculo pode estar mudando. “Esta é a primeira vez em décadas que uma potência regional possui os meios, a capacidade e a disposição para empregar poder militar direto contra manobras militares israelenses ou atos de agressão contra um terceiro ator”, afirmou Trita Parsi, do Quincy Institute.

Após o ataque, o Irã alertou que estava preparado para “elevar o nível de tensão” a fim de desafiar o que descreveu como pressupostos israelenses e americanos sobre os limites de sua resposta.

“Se os israelenses e os americanos imaginam que, por meio de uma ‘tensão controlada’, podem tornar o Irã e o chamado Eixo da Resistência (rede de aliados e grupos apoiados por Teerã) previsíveis diante de seus crimes, ou limitar o tipo de resposta iraniana, estão cometendo um erro tolo”, afirmou uma fonte militar não identificada, citada pela agência de notícias Tasnim News Agency, considerada próxima à IRGC (Guarda Revolucionária do Irã).

Teerã busca criar uma “nova equação” com o objetivo de impedir que Israel atue não apenas contra o próprio Irã, mas também contra sua rede de aliados e grupos parceiros na região, afirmou Danny Citrinowicz à jornalista Becky Anderson.

“Os acontecimentos das últimas 24 horas demonstraram mais uma vez que a atual liderança iraniana acredita cada vez mais que aquilo que não pode ser alcançado por meio da diplomacia pode, em última instância, ser obtido pelo uso da força”, escreveu ele na rede social X.

Explorando fissuras na relação entre EUA e Israel

O Irã também parece estar testando a aliança entre Estados Unidos e Israel e explorando as crescentes divergências entre os dois países sobre o desfecho do conflito.

Nas últimas semanas, o presidente americano Donald Trump se distanciou publicamente em diversas ocasiões do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, insistindo que um acordo diplomático com Teerã está ao alcance e afirmando que Israel “não terá outra escolha” a não ser aceitá-lo.

Essa estratégia pode estar produzindo resultados.

Depois que o Irã atacou Israel na segunda-feira, o presidente americano Donald Trump agiu rapidamente para evitar uma nova escalada, conversando duas vezes com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em poucas horas, numa tentativa de convencê-lo a não retaliar.

Esmaeil Baghaei, porta-voz da diplomacia iraniana, afirmou que Washington “tem responsabilidade” pelas ações de Israel e advertiu que elas “inevitavelmente” afetariam o processo diplomático.

Enquanto isso, uma autoridade militar israelense ressaltou que as forças dos Estados Unidos não participaram dos ataques contra o Irã, embora tenham ajudado a interceptar os mísseis iranianos lançados em direção a Israel.

O Irã pode ter conseguido forçar Washington a escolher entre apoiar a liberdade de ação militar de Israel ou preservar o caminho diplomático com Teerã.

A pressão exercida por Trump sobre Netanyahu “acrescentou mais uma ficha à mesa” para o Irã, afirmou Aaron David Miller, referindo-se ao novo poder de barganha conquistado por Teerã. “Isso levará à criação de uma nova norma.”

Entenda como tensão em Ormuz afeta cessar-fogo entre EUA e Irã

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Seleção Brasileira vale quase o dobro do elenco do Marrocos, aponta estudo

A seleção brasileira tem valor de mercado quase duas vezes maior que o de Marrocos, segundo levantamento divulgado pela plataforma TransferRoom. O estudo estima o elenco do Brasil em € 928,7 milhões (R$ 5,94 bilhões), enquanto a seleção marroquina está avaliada em € 498,3 milhões (R$ 3,18 bilhões).

A diferença entre as duas equipes é de € 430,4 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2,75 bilhões. Apesar da distância, Marrocos possui um dos elencos mais valiosos entre as seleções fora da Europa e da América do Sul.

O jogador mais valioso da Seleção é Vinicius Júnior, avaliado em € 128,2 milhões (R$ 819 milhões). Na equipe marroquina, o líder é Achraf Hakimi, com valor estimado em € 71,4 milhões (R$ 456 milhões).

O levantamento considera o chamado “Expected Transfer Value” (xTV), indicador que estima o valor econômico dos atletas no mercado de transferências. A métrica leva em conta fatores como idade, desempenho, contrato e potencial de negociação.

Os jogadores mais valiosos de cada seleção

Brasil

  1. Vinicius Júnior — € 128,2 milhões (R$ 819 milhões)
  2. Matheus Cunha — € 80,4 milhões (R$ 514 milhões)
  3. Endrick — € 78,8 milhões (R$ 504 milhões)
  4. Raphinha — € 75,4 milhões (R$ 482 milhões)
  5. Bruno Guimarães — € 66,2 milhões (R$ 423 milhões)

Marrocos

  1. Achraf Hakimi — € 71,4 milhões (R$ 456 milhões)
  2. Ayyoub Bouaddi — € 60,2 milhões (R$ 385 milhões)
  3. Ismael Saibari — € 35,6 milhões (R$ 227 milhões)
  4. Chemsdine Talbi — € 28 milhões (R$ 179 milhões)
  5. Brahim Díaz — € 27,7 milhões (R$ 177 milhões)

O confronto entre Brasil e Marrocos é apontado como um dos mais equilibrados entre seleções de continentes diferentes quando o critério é valor de mercado. A equipe africana soma mais da metade do valor do elenco brasileiro e conta com oito jogadores avaliados acima de € 20 milhões.

Em ranking da TransferRoom, o Brasil aparece como o sexto elenco mais valioso da Copa do Mundo de 2026. Marrocos não integra o top 10, mas supera seleções tradicionais como México, África do Sul e Iraque.

Apesar da diferença nos valores de mercado, as estimativas da TransferRoom não representam uma previsão de desempenho esportivo na Copa. O índice busca medir o valor econômico dos atletas e dos elencos no mercado de transferências.

Veja o ranking dos elencos mais valiosos da Copa do Mundo

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Vendas e-commerce de produtos da seleção sobem 20 vezes pré-jogo do Brasil

A seleção brasileira joga pela primeira vez na Copa do Mundo neste sábado (13) contra o Marrocos. Na expectativa do hexa, assistir ao jogo do Brasil exige um amuleto da sorte. Seja vestindo a camisa amarela ou com a bandeira enrolada ao corpo, é difícil que algum brasileiro veja a partida sem seu produto da seleção preferido.

Segundo levantamento realizado pela Nuvemshop, às vésperas da estreia do Brasil, as vendas de artigos relacionados ao torneio cresceram mais de 20 vezes no e-commerce em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os produtos, estão as camisas oficiais, os itens temáticos e produtos personalizados.

Não foram só as vendas que avançaram. O número de empresas que entraram para a disputa pela atenção dos torcedores cresceu quase seis vezes ante maio de 2025.

O ticket médio, por sua vez,  alcançou R$ 189 por venda, uma alta de 12% sobre os R$ 169 registrados no mesmo período do ano passado. As camisetas oficiais foram o principal motor dessa temporada, correspondendo a 73,8% do faturamento gerado.

Em seguida, aparecem outros itens temáticos (13,8%), álbuns e figurinhas (6,8%), insumos e produtos para impressão 3D (3,4%), artigos de decoração e torcida (2,1%) e bolas (0,2%).

De acordo com o presidente da plataforma, em eventos como esse é comum que esses dados sejam impulsionados. “Eles concentram um pico de consumo em poucas semanas; quem tem loja própria consegue responder rapidamente à demanda”, afirma.

Produtos mais vendidos

Fora do e-commerce, a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) também identificou as tendências de consumo dos torcedores. Segundo a federação, eletrônicos, alimentos, bebidas e artigos esportivos devem concentrar a maior parte das vendas durante o torneio.

Entre os itens mais procurados estão TVs, soundbars e cabos. Outros destaques são os itens de vestuário como camisas, bonés e bandeiras, além de alimentos, itens para churrasco e artigos de decoração.

Dados da Scanntech apontam que, em edições anteriores da Copa, algumas dessas categorias chegaram a apresentar aumento de até 200% no volume comercializado, enquanto as vendas de churrasqueiras cresceram 227%.

Outro produto que já demonstra forte desempenho é o álbum oficial da Copa do Mundo. A pedido do CNN Money, o professor da FGV-EESP e Portfolio Manager do Bradesco, Osvaldo Assunção, realizou um levantamento para estimar quanto um colecionador gastaria para completar o novo modelo do álbum.

Em simulações feitas pelo especialista, o custo mínimo, levando em consideração repetições de figurinhas, ficou próximo de R$ 4.298, enquanto o máximo ultrapassou R$ 18 mil.

Mesmo com o custo necessário para completar a coleção, um levantamento do Itaú Unibanco mostrou que as vendas em bancas de jornais e revistas do estado de São Paulo cresceram 140% em maio, impulsionadas pela comercialização de figurinhas e álbuns das seleções que disputarão a competição.

*Com informações de Beatriz Oliveira, da CNN Brasil

Copa 26: 51% dos brasileiros pretendem gastar mais com comida e bebida

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Copa: Brasil estreia com desafio mais duro do grupo C e atrás do time ideal

Chegou o grande dia. Neste sábado (13), a Seleção Brasileira inicia mais uma busca pelo hexacampeonato mundial enfrentando uma pedreira, logo na estreia do grupo C da Copa do Mundo de 2026: o Marrocos.

A partida no Estádio de Nova York e Nova Jersey, que também será palco da final do Mundial, começa às 19h (de Brasília) — saiba onde assistir — e terá narração do CNN Esportes em TEMPO REAL.

O outro jogo da primeira rodada do grupo C também está marcada para este sábado. Às 22h, Escócia e Haiti medem forças em Boston.

Brasil estreia com um time ainda indefinido

Diferentemente do que aconteceu em outros ciclos recentes, a Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti estreia na Copa do Mundo de 2026 com uma cara ainda indefinida, em meio a testes e poucas vagas garantidas.

O lateral-direito Wesley, que vinha sendo titular, acabou cortado por lesão. Com isso, Ancelotti testou o experiente Danilo e o improvisado Ibañez. O jogador do Flamengo deve ficar com a vaga.

Do outro lado, Alex Sandro, também do Flamengo, é o favorito para começar na lateral-esquerda, mas vê a sombra de Douglas Santos. O trio rubro-negro seria completado por Lucas Paquetá, o que reforçaria o meio de campo, no lugar do ponta Luiz Henrique.

Na frente, mais indefinições. Matheus Cunha tem tudo para começar a partida contra Marrocos como “9”, mas se vê pressionado por Igor Thiago e Endrick, que se destacaram nos amistosos contra Panamá e Egito, respectivamente. Em recuperação de lesão, Neymar ainda não treinou.

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    Neymar, atacante da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Neyma posa para ensaio da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Vinicius Jr., atacante da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Raphinha, atacante da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Bruno Guimarães, volante da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Marquinhos, zagueiro da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Endrick, atacante da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Gabriel Martinelli, atacante da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Gabriel Magalhães, zagueiro da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Alisson, goleiro da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Casemiro, volante da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Bremer, zagueiro da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Lucas Paquetá, meia da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Douglas Santos, lateral da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Igor Thiago, atacante da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Danilo, volante da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Ibañez, zagueiro da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Weverton, goleiro da Seleção • FIFA via Getty Images

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    Carlo Ancelotti, técnico da Seleção • FIFA via Getty Images

Marrocos: de azarão a páreo duro

Além das dúvidas internas, a Seleção Brasileira se vê diante de um cenário inusitado em sua história: estrear na Copa do Mundo contra uma seleção que foi mais longe do que ela na edição anterior.

O Marrocos foi a grande surpresa do Mundial do Catar, em 2022, caindo apenas na semifinal para a vice-campeã França e tornando-se a primeira seleção africana semifinalista na história das Copas.

Quatro anos depois, os Leões do Atlas chegam tão ou mais fortes, pelo menos no papel e no ciclo. Em janeiro, Marrocos fez a final da Copa Africana de Nações (CAN). Perdeu no campo, mas foi campeão no tribunal — relembre.

O time, que já era eficiente taticamente e aguerrido, ganhou o “reforço” do meia Brahim Díaz, do Real Madrid, protagonista negativo da final da CAN, apesar de ter feito uma ótima campanha. Por outro lado, perdeu dois prováveis titulares às vésperas da Copa: o zagueiro Aguerd e o ponta Ezzalzouli.

Prováveis escalações de Brasil x Marrocos

  • Brasil: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vinicius Jr. e Matheus Cunha. Técnico: Carlo Ancelotti.
  • Marrocos: Bounou; Hakimi, Diop, Riad e Mazraoui; El Aynaoui, Bouaddi e Ounahi; Brahim Díaz, Talbi e Saibari. Técnico: Mohamed Ouahbi.

Equipe de arbitragem de Brasil x Marrocos

  • Árbitro: Slavko Vincic (Eslovênia)
  • Assistente 1: Tomaz Klancnik (Eslovênia)
  • Assistente 2: Andraz Kovacic (Eslovênia)
  • 4º árbitro: Sandro Schaerer (Suíça)
  • Árbitro assistente reserva: Stephane de Almeida (Suíça)

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Acordo entre EUA e Irã pode ser assinado neste fim de semana; entenda

Autoridades dos EUA e do Irã afirmaram na sexta-feira (12) que um memorando de entendimento para encerrar o atual conflito está próximo de ser concluído, aumentando a expectativa de que o documento seja assinado nos próximos dias.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo “nunca esteve tão próximo” e disse que o memorando poderá ser assinado remotamente após a conclusão das negociações finais.

Segundo autoridades americanas e iranianas, o documento serviria como uma etapa preliminar para um acordo mais amplo e abriria um período de 60 dias de negociações técnicas entre os dois países.

Entenda os pontos do acordo

De acordo com uma autoridade do governo dos Estados Unidos, o memorando inclui:

  • Reabertura do Estreito de Ormuz;
  • Fim do bloqueio americano aos portos iranianos;
  • Desmantelamento do programa nuclear iraniano;
  • Transferência do material nuclear enriquecido do Irã para os Estados Unidos, onde seria destruído;
  • Possível alívio gradual das sanções econômicas impostas a Teerã.

O governo americano afirma que qualquer benefício econômico só seria concedido após o cumprimento das obrigações por parte do Irã.

“Os iranianos não recebem nada no momento da assinatura”, afirmou uma autoridade americana. Segundo a fonte, cada etapa cumprida pelo regime iraniano resultaria em contrapartidas econômicas específicas.

Divergências

Apesar do avanço das negociações, Washington e Teerã seguem apresentando versões distintas sobre os termos do entendimento.

Enquanto os Estados Unidos destacam concessões iranianas relacionadas ao programa nuclear, o governo iraniano tem enfatizado pontos como o alívio das sanções, o respeito à soberania do país e o encerramento dos conflitos regionais.

Araghchi afirmou que o memorando incluirá não apenas questões nucleares e econômicas, mas também uma solução para os confrontos no Líbano e em “todas as outras frentes” do conflito regional.

O chanceler iraniano também declarou que o Irã está preparado para retomar a guerra caso os termos negociados não sejam cumpridos.

Israel mantém posição

Em meio às negociações, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país não pretende se retirar das áreas que ocupa no Líbano, na Síria e em Gaza.

Segundo Katz, Israel continuará atuando contra ameaças ligadas ao Irã e aos grupos armados apoiados por Teerã na região.

Tensão em Ormuz

No fim da noite de sexta-feira, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou ter interceptado diversos drones iranianos próximos ao Estreito de Ormuz.

Segundo os militares americanos, as aeronaves buscavam interromper o tráfego marítimo comercial na região. O CENTCOM afirmou que todos os drones foram abatidos e que a navegação no corredor marítimo segue sem restrições.

(Com informações de Kevin Liptak, Sophia Saifi, Mitchell McCluskey, Alayna Treene, Oren Liebermann e Michael Williams, da CNN)

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

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Exclusivo: Irã sela estoque de urânio após temor de ação dos EUA

Nas últimas semanas, o Irã intensificou drasticamente seus esforços para isolar seu estoque de urânio enriquecido próximo ao nível necessário para uma bomba nuclear, provocando deliberadamente o desabamento de túneis e armando entradas com minas explosivas, segundo cinco fontes familiarizadas com informações de inteligência dos Estados Unidos.

Chegar ao estoque de meia tonelada de urânio altamente enriquecido agora é muito mais difícil, perigoso e demorado do que era há apenas um mês, quando o presidente americano, Donald Trump, sinalizava publicamente que poderia ordenar que as Forças Armadas americanas apreendessem o material, disseram as fontes.

As novas fortificações erguidas pelos iranianos acrescentam uma camada extra de complexidade ao acordo proposto pelo governo Trump com Teerã para remover e destruir o urânio do país, além de levantar dúvidas sobre quem assumirá a perigosa tarefa de escavá-lo.

A missão diplomática iraniana junto à ONU não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, e a Casa Branca também não respondeu de imediato aos questionamentos da CNN.

Trump afirmou repetidamente que garantir o controle desse material é uma prioridade dos EUA nas negociações em andamento para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, que o Irã fechou de fato.

Segundo uma autoridade de alto escalão do governo que conversou com jornalistas na sexta-feira, os dois lados estariam se aproximando de um acordo que exigiria que o Irã entregasse seu urânio enriquecido aos Estados Unidos. O material seria destruído no local e depois retirado do país, afirmou a autoridade.

No entanto, autoridades americanas e iranianas apresentaram versões conflitantes sobre o acordo preliminar, e seus termos exatos permanecem obscuros. O suposto texto de uma minuta do acordo vazou para uma agência semioficial iraniana na sexta-feira (12), provocando uma reação furiosa de Trump nas redes sociais.

Mesmo para os próprios iranianos, segundo várias das fontes, remover o material enriquecido agora seria difícil e perigoso. A operação exigiria equipamentos pesados de escavação e trabalhos de desminagem, procedimentos complexos e arriscados.

“Se essas informações forem verdadeiras, isso certamente complicaria a recuperação do urânio altamente enriquecido”, disse Scott Roecker, que chefiou o Escritório de Remoção de Material Nuclear da Administração Nacional de Segurança Nuclear dos EUA entre 2017 e 2021.

A situação também poderia abrir espaço para que o Irã dificultasse a verificação de seu cumprimento do acordo.

Caso os negociadores “exijam que o Irã leve todo o estoque para um local central para verificação e eventual remoção ou diluição do material”, caberia a Teerã acessar e “fornecer o inventário completo” do urânio enriquecido, afirmou Roecker.

“Mas, nesse cenário, eu me preocuparia que o Irã alegasse que parte do urânio altamente enriquecido é irrecuperável”, disse. “Não teríamos plena confiança de que o Irã não poderia voltar a ter acesso a esse material no futuro.”

A comunidade internacional acredita que a maior parte do estoque esteja em túneis desabados no complexo nuclear de Isfahan, no centro do Irã, com quantidades adicionais armazenadas em outros locais.

Em maio, os militares americanos estavam preparados para realizar uma operação para apreender o material nuclear, mas ela acabou sendo considerada arriscada demais, segundo informou anteriormente a CNN.

Desde então, o Irã reforçou ainda mais as instalações onde se acredita que seu urânio altamente enriquecido esteja enterrado no subsolo.

Trump já reconheceu anteriormente os riscos envolvidos em recuperar o urânio pela força e afirmou, em entrevista à Fox News em maio, duvidar que os iranianos conseguissem acessar e retirar o material enterrado sem serem detectados pela inteligência americana.

“Sabemos exatamente o que está acontecendo”, disse Trump ao apresentador Sean Hannity sobre o local. “Ninguém sequer chegou perto dele.”

Mas, ao discutir publicamente o urânio como possível alvo, observam duas das fontes, o presidente pode ter dado ao Irã um incentivo para reforçar a proteção de seus ativos.

Agora, mesmo que o acordo entre Teerã e Washington seja assinado na próxima semana, são esperadas negociações técnicas adicionais para definir os detalhes do futuro programa nuclear iraniano.

A retirada do urânio do país provavelmente exigiria o envio de uma instalação móvel especializada em processamento de urânio, vinculada à Administração Nacional de Segurança Nuclear e sediada no Laboratório Nacional de Oak Ridge, no Tennessee. A CNN informou anteriormente que os principais negociadores americanos, Jared Kushner e Steve Witkoff, visitaram o laboratório neste mês.

Mas mesmo os maiores especialistas do mundo em remoção de material nuclear precisariam de um tempo considerável para concluir a tarefa. Trump afirmou a jornalistas neste mês que a operação levaria pelo menos duas semanas para ser concluída.

O que é o urânio enriquecido?

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Perda de apoio dos EUA é maior risco para Israel, diz professor ao WW

A possível perda do apoio dos Estados Unidos representa o principal risco estratégico para Israel no cenário internacional, segundo avaliação de Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Economia da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) e de Relações Internacionais da FGV (Fundação Getulio Vargas), em entrevista ao WW Especial, da CNN Brasil.

Ao analisar os desafios enfrentados pelo Estado israelense, Vieira, que também leciona no IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), afirmou que questões internas, como as mudanças demográficas em curso no país, são relevantes, mas não suficientes, isoladamente, para ameaçar sua continuidade.

“O grande risco está do outro lado do Atlântico Norte”, afirmou. Segundo ele, uma eventual mudança no ambiente político americano pode reduzir significativamente o apoio histórico dado a Israel por Washington.

Vieira destacou que pesquisas apontam uma crescente resistência entre eleitores democratas ao apoio irrestrito dos Estados Unidos ao governo israelense. “Até três quartos dos eleitores democratas são contra, não vou dizer absolutamente, mas têm, no mínimo, um apoio crítico em relação aos Estados Unidos continuarem a apoiar Israel”, disse.

O professor também chamou atenção para transformações dentro da base republicana ligada ao Maga (Make America Great Again, sigla em inglês para “Faça a América Grande Novamente”), movimento político fundado por Trump.

Segundo ele, há um componente identitário relevante nesse grupo, associado à ideia de retorno a uma América definida por valores brancos, anglo-saxões e protestantes.

“Tem todo esse debate sobre os judeus serem considerados brancos ou não no contexto americano. Até 1945, eles eram super excluídos das universidades, não podiam entrar nas instituições de maior prestígio e estavam totalmente isolados do mainstream americano”, explicou.

Na avaliação do especialista, tanto democratas quanto republicanos podem, por razões distintas, representar desafios para a relação entre Washington e Tel Aviv no futuro.

“Caso os democratas voltem ao poder, haverá essa oposição por outro caminho. A ideia de que Israel não é mais um aliado confiável porque quer, em primeiro lugar, satisfazer interesses extremamente ideológicos e religiosos”, destacou.

Ao mesmo tempo, ele argumentou que setores do movimento conservador americano também podem rever sua posição em relação a Israel a partir de uma agenda política cada vez mais voltada para questões identitárias internas.

“O risco é de ambos os lados. Tanto o caminho republicano quanto o caminho democrata são pouco promissores para Israel, caso o país continue nessa toada”, avaliou.

Por fim, Vieira ressaltou que as mudanças demográficas em Israel ampliam os incentivos para a manutenção da atual trajetória política do país. Segundo ele, a população ortodoxa israelense cresceu de forma acelerada nas últimas décadas.

“Hoje a população ortodoxa seria de 14% a 15%, sendo que, no começo do século, era 7%. Ou seja, duplicou em 25 anos e continua aumentando”, concluiu.

WW Especial

Apresentado por William Waack, o programa é exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.

Conheça o Clube de Membros da CNN Brasil no YouTube. Ao se cadastrar, você garante acesso antecipado à íntegra da edição já às sextas-feiras, além de cortes exclusivos e conteúdos de bastidores do programa.

Análise: Trump diz que guerra com o Irã acabou

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Autoridade do Irã diz que Trump concordou em liberar recursos congelados

Enquanto Estados Unidos e Irã dão sinais de que estão próximos de um acordo, uma importante autoridade iraniana afirmou que Washington concordou em liberar parte dos ativos congelados do país, apesar de o governo Trump ter negado anteriormente qualquer entendimento nesse sentido.

“Trump concordou com a liberação de parte dos ativos congelados do Irã, mas não está disposto a anunciar isso publicamente”, disse Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, segundo a agência semioficial iraniana Tasnim, neste sábado (13).

Após diferentes relatos da imprensa sobre o que estaria incluído na proposta de acordo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, criticou na sexta-feira (12) o que classificou como “informações falsas sobre um possível acordo”, afirmando que benefícios econômicos só serão concedidos ao Irã se o país “cumprir suas obrigações”.

“Os iranianos não estão recebendo dinheiro, e nenhum recurso está sendo liberado simplesmente por assinar um acordo ou participar de uma reunião”, escreveu Vance na rede social X.

I’m seeing a lot of fake information about a potential deal to reopen the Strait and end Iran’s nuclear weapons program. First, the Iranians are not receiving any cash, and no funds are being released for simply signing a deal or attending a meeting. The deal is structured to…

— JD Vance (@JDVance) June 12, 2026


“Este acordo tem o potencial de refazer a região e levar a uma paz duradoura”, afirmou Vance na publicação.

Contexto

Segundo relatos da imprensa, o Irã exigiu a liberação de US$ 12 bilhões em recursos congelados assim que um acordo provisório for assinado com os Estados Unidos, além de outros US$ 12 bilhões em uma etapa posterior.

Mas autoridades americanas temem que o desbloqueio de recursos neste momento elimine uma importante ferramenta de pressão sobre o regime iraniano.

Trump tem exigido que qualquer acordo pareça substancialmente mais robusto do que o pacto nuclear firmado em 2015 e evite qualquer medida que possa ser interpretada como a entrega de “paletes de dinheiro” ao Irã.

Em uma rara entrevista à CNN neste mês, Rezaei afirmou que “se ele (Trump) quiser chegar a um acordo com o Irã, esses US$ 24 bilhões são um teste de confiança que o Irã quer estabelecer com Trump — é um teste que os Estados Unidos precisam superar, e então o caminho estará aberto (…) Esse dinheiro é nosso, não dos Estados Unidos.”

Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro

 

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