Reading view

Jota Gonçalves deixa Vizela

O defesa-central Jota Gonçalves vai deixar o Vizela após duas épocas e meia ao serviço dos minhotos, terminando contrato no final da temporada e encerrando uma passagem marcada por 58 jogos e pela braçadeira de capitão.

O clube vizelense anunciou hoje a saída do jogador, de 25 anos, que não renovou o vínculo que o ligava à equipa que vai disputar a I Liga em 2026/27.

Jota Gonçalves chegou a assumir um papel de relevo no plantel, afirmando-se como uma das referências do grupo e envergando inclusivamente a braçadeira de capitão durante a sua passagem pelo emblema minhoto.

Na última temporada, contudo, perdeu algum espaço nas opções da equipa, num contexto marcado pela alteração do sistema tático de uma linha de três defesas-centrais para um eixo defensivo composto por apenas dois elementos, além da concorrência de Luís Rocha, Hristov, Jean-Pierre Rhyner e José Sampaio.

Na mensagem de despedida publicada nas redes sociais, o defesa agradeceu ao clube e aos adeptos, considerando que o Vizela representou muito mais do que uma etapa da sua carreira.

“Nem sempre é fácil encontrar as palavras certas para fechar um ciclo tão importante na minha vida. O Vizela foi muito mais do que um clube para mim. Foi o lugar que me voltou a abrir as portas da Primeira Liga, que me deu a oportunidade de continuar a crescer, de voltar a ser feliz e de viver momentos dentro e fora do campo que vou guardar para sempre”, escreveu.

O jogador recordou ainda os momentos vividos ao serviço dos vizelenses e salientou o vínculo criado com o clube.

“Passámos juntos por momentos difíceis, batalhas duras e momentos que me marcaram. Deixei sempre tudo em campo e fora dele por este símbolo, pela história e pela rainha. Levo comigo amizades, aprendizagens e memórias que vão ficar para a vida. Porque há clubes por onde passamos e há clubes que passam a fazer parte de nós”, acrescentou.

Na nota de despedida, o Vizela desejou “as maiores felicidades” a Jota Gonçalves para o futuro da carreira.

O conteúdo Jota Gonçalves deixa Vizela aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Novo reforço do SC Braga chega a custo zero e fica blindado por cláusula de 40 milhões

O médio Denis Huseinbasic, ex-Colónia, da Alemanha, é o novo reforço do SC Braga, tendo assinado um contrato por cinco temporadas, informou hoje o clube minhoto da I Liga de futebol.

O jogador de 24 anos, internacional pela Bósnia-Herzegovina, chega ao Sporting de Braga a custo zero, com o clube germânico a preservar 20 por cento de uma futura transferência, ficando blindado por uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros.

Com formação no futebol alemão, Denis Huseinbasic cumpriu 107 jogos na Bundesliga em quatro épocas ao serviço do Colónia (oito golos e sete assistências).

Internacional sub-21 pela Alemanha por cinco ocasiões, o médio optou pela seleção AA da Bósnia-Herzegovina, pela qual soma sete internacionalizações.

O conteúdo Novo reforço do SC Braga chega a custo zero e fica blindado por cláusula de 40 milhões aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Trabalhadores de ‘call center’ protestam em Fafe

Mais de 50 trabalhadores do ‘call center’ da Intelcia, uma empresa prestadora de serviços, concentraram-se hoje diante da Câmara de Fafe para pedir ao executivo que prolongue até 31 de dezembro o aluguer do edifício no qual trabalham.

A porta-voz dos cerca de 220 trabalhadores da empresa, Inês Silva, explicou à Lusa que “o espaço onde a empresa está instalada em Fafe é da autarquia que, após o ter cedido há uns anos para garantir a fixação dos postos de trabalho, decidiu agora instalar ali a Proteção Civil local, bem como a Polícia Municipal”.

Questionada sobre o facto de apenas 50 dos 220 trabalhadores participarem no protesto, a também chefe de equipa explicou que a empresa se divide em “projetos portugueses e franceses e que o serviço francês está a trabalhar, enquanto o português cumpre o feriado de 10 de junho”.

“Todavia, temos aqui algumas pessoas do serviço francês”, revelou Inês Silva.

Segundo a porta-voz, a empresa recebeu em janeiro a indicação da autarquia para sair até 31 de julho, alegando que precisa das instalações para albergar os dois serviços, prazo que a empresa e os trabalhadores “constataram ser curto para encontrar uma solução”, pelo que pedem que esse prazo seja dilatado até 31 de dezembro.

“Foram encontradas alternativas pela empresa (…), mas não é de um dia para o outro que um edifício com o tamanho do atual se consegue”, insistiu a representante dos trabalhadores.

Inês Silva revelou que a empresa pediu ao presidente da Câmara, por carta, que se prolongue o prazo, pelo menos até 31 de dezembro, para dar mais hipóteses à empresa, que já tem negociações com outro concelho, evitando, dessa forma, o recurso ao teletrabalho”.

“A preocupação da empresa é a manutenção de todos os postos de trabalho, mas o teletrabalho pode ser inevitável”, admitiu a trabalhadora, preocupada como o facto de existirem colegas que “não conseguirão trabalhar nessa versão e que podem acabar no desemprego”.

Inês Silva lembrou ainda que a empresa está no concelho há 10 anos e que a sua chegada foi destacada pelo então presidente da Câmara “porque trazia emprego a Fafe e, agora, o atual, de um momento para o outro, decide que, afinal, esse sítio passa para a Proteção Civil e para a Polícia Municipal”.

A Lusa tentou uma reação da autarquia e recebeu como resposta que o presidente da Câmara Municipal, Antero Barbosa (PS), “falará amanhã do assunto durante a reunião do executivo”.

O conteúdo Trabalhadores de ‘call center’ protestam em Fafe aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Viana do Castelo vai ter novo festival de cinema para documentário e não-ficção

A associação Ao Norte criou um novo festival de cinema em Viana do Castelo, o DOC[iN], dedicado ao documentário e à não-ficção, cuja primeira edição está marcada para março de 2027, foi hoje anunciado.

Daniel Maciel, da direção do festival, explicou à Lusa que o DOC[iN] estará centrado numa mostra competitiva internacional, na linguagem da não ficção, com aposta na ligação à comunidade local e aos estudantes de cinema.

Além do DOC[iN], que tem já em curso a submissão de filmes e terá prémios atribuídos por um júri internacional, é o segundo festival de cinema organizado pela associação Ao Norte, além dos Encontros de Viana.

“O DOC[iN] tem um perfil de indústria que não se verifica no Encontros, que é mais voltado para a pedagogia e educação. Este é mais focado na exibição de filmes em competição. Está na génese que seja um ponto de encontro entre estudantes de cursos de cinema, sobretudo apontados para o norte, e a indústria”, explicou.

A primeira edição do o DOC[iN] – Festival Internacional de Documentário de Viana vai decorrer de 02 a 07 de março de 2027 no Teatro Municipal Sá de Miranda, mas a organização ambiciona ocupar outros espaços da cidade, nomeadamente com oficinas e ‘masterclasses’.

Na ligação à comunidade local, estão previstas iniciativas como o programa “DOC’s à solta”, com sessões em freguesias do concelho, e a exposição fotográfica “Cartografias Afetivas”, construída a partir de álbuns familiares de freguesias de Viana do Castelo.

Daniel Maciel considera que Viana do Castelo “é uma cidade muito bem posicionada para um evento destes”, ainda que a exibição de cinema na cidade – capital de distrito – esteja dependente da programação municipal, no Teatro Sá de Miranda, e do cineclube da associação Ao Norte, no Cinema Verde Viana.

Viana do Castelo é uma das cinco capitais de distrito – a par de Beja, Bragança, Guarda e Portalegre – que não dispõem de exibição regular comercial de cinema, depois de, em janeiro passado, terem fechado as salas no Estação Viana Shopping.

“A nós parece-nos que uma capital de distrito merece mais em termos de cinema e de oferta para um público cinéfilo e para um público geral”, concordou Daniel Maciel, sublinhando ainda o trabalho de promoção e divulgação de cinema que a associação Ao Norte tem feito na cidade.

O DOC[iN] – Festival Internacional de Documentário de Viana é organizada pela associação Ao Norte, em colaboração com a câmara municipal de Viana do Castelo.

Anteriormente, a associação Ao Norte também organizava o MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço, mas este deixou de ter continuidade devido à falta de apoio financeiro da autarquia.

O conteúdo Viana do Castelo vai ter novo festival de cinema para documentário e não-ficção aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Época balnear arranca sábado. Esposende e Viana recuperam praias após tempestades

O município de Esposende avançou com “operações de reperfilamento e movimentação de areias” em várias praias, para salvaguardar a época balnear, após os efeitos das tempestades em várias praias, em particular a de Ofir.

Os efeitos das intempéries de janeiro e fevereiro “são particularmente visíveis no litoral de Esposende”, explica à Lusa a autarquia, numa resposta por escrito, e causaram “acentuada erosão costeira e significativa redução do areal em várias praias”, com a necessidade de alimentação artificial ou reposição sedimentar “evidente”, em particular em Suave Mar, Ofir e Pedrinhas/Cedovém, naquele concelho.

“Importa referir que, até ao momento, não existe qualquer intervenção prevista ou financiada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para esse efeito. Perante esta realidade, o município avança, por iniciativa própria, com operações de reperfilamento e movimentação de areias, procurando minimizar os impactos mais severos e salvaguardar as condições de utilização das praias durante a época balnear”, que arranca no sábado, pode ler-se na resposta do executivo liderado pelo independente Carlos Silva (Movimento Mudança).

Num relatório de ocorrências relacionadas com as tempestades de janeiro e fevereiro, no caso Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta, a APA definiu as intervenções em toda a costa a serem realizadas de forma urgente, bem como a curto e médio prazo, além de fazer um balanço dos estragos.

Aí, estão previstas ações de curto e médio prazo, da reposição sedimentar em Ofir, até ao final de 2027, a estabilização dunar e reforço sedimentar em Cedovém/Pedrinhas e Bonança, que são para executar a partir de janeiro de 2028, quando também arrancará o trabalho de recuperação e estabilização da restinga em Ofir.

Para o imediato, o foco da autarquia têm sido os passadiços e acessos, bem como o reperfilamento dos areais, pela “necessidade acrescida de intervenção” que o mau tempo apresentou.

“É notória a diminuição da extensão útil dos areais em diversas praias do concelho, o que obrigou a um esforço adicional de adaptação e requalificação dos espaços balneares. (…) A preparação da presente época balnear revelou-se mais exigente do que em anos anteriores”, admite o município.

Em Esposende, uma das obras previstas pela APA no relatório é uma intervenção de reconstrução e reforço estrutural do muro da Marginal da Praia da Couve, financiada por esta agência, estando já concluído o projeto, feito pelo município, que avança que os trabalhos podem “arrancar ainda durante o mês de junho”, mas não adiantou o investimento previsto.

Apesar das limitações, é possível garantir condições de segurança e funcionamento para que o verão decorra “com normalidade”, mesmo que os efeitos sejam ainda visíveis em Suave Mar e Ofir, com menos areal.

Os investimentos “estruturantes” serão guardados para depois do verão, “como é o caso das intervenções de contenção e reforço do cordão dunar junto à rampa dos pescadores”, que visam não só salvaguardar o presente mas também “a resiliência futura do litoral esposendense”, refere ainda a autarquia.

Em Viana do Castelo, as saídas para as praias foram quase todas destruídas

Em Viana do Castelo, o início do ano “foi particularmente difícil”, com “vários problemas” e algumas situações ainda a ser repostas, como a erosão e a perda de areia, além de um problema comum pela costa portuguesa, a “destruição de inúmeros passadiços”, conta à Lusa o chefe da Divisão do Ambiente e Alterações Climáticas da autarquia, José Paulo Vieira.

“A reposição de areias é uma competência da APA, e nos passadiços pedimos-lhes apoio, mas até ao momento não tenho nenhuma informação sobre isso, e é a Câmara que está a suportar o investimento”, afirma o responsável deste município liderado por Luís Nobre (PS).

As saídas para as praias foram quase todas destruídas, lamenta, estando a ser repostas para garantir a época balnear, tendo já sido reportadas as necessidades à agência nacional, como na Praia da Ínsua, em Afife, de Carreço, com “erosão na estrutura aderente”, e a “grande perda de areia e erosão dunar” na Amorosa, uma situação que se arrasta há vários anos.

É ali que se concentram os “problemas maiores” da costa de Viana do Castelo, e a Amorosa, em particular, configura “uma situação muito grave, porque a duna foi cortada, numa grande extensão, e ficou praticamente uma escarpa”.

“Para se fazer um acesso ao areal, que está a ser feito neste momento, é muito complicado, com uma altura de 15 metros. Tem de se fazer ali uma obra complicada”, acrescenta.

O conteúdo Época balnear arranca sábado. Esposende e Viana recuperam praias após tempestades aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Rui Rodrigues enaltece “mística vitoriana” e conhecimento de Fernando Meira

O candidato da lista D às eleições do Vitória SC, Rui Rodrigues, acredita que a escolha do ex-jogador Fernando Meira para diretor desportivo vai conferir “mística vitoriana” no seio do futebol e conhecimento do ‘mercado’.

O ainda vice-presidente na direção demissionária liderada por António Miguel Cardoso crê que o antigo internacional português, que, em Portugal, jogou no Vitória e no Benfica, vai transmitir a “mística” desde os benjamins à equipa principal, caso a candidatura ‘Conquistar o futuro’ vença o sufrágio de sábado.

“Sabe como o Vitória funciona, conhece perfeitamente a mística vitoriana. É a personificação do que queremos para o projeto, porque é aquela pessoa que veio da base até à equipa A do Vitória, incorporando todo o conhecimento desportivo do futebol moderno e do ‘mercado’. Estou muito feliz por ter o Fernando Meira ao nosso lado”, realçou, em entrevista à Lusa.

A contratação do antigo defesa de 48 anos, hoje agente de jogadores, visa “potenciar os valores da formação”, que Rui Rodrigues quer ver responsável por cerca de 50% das futuras equipas e também reconhecer a experiência necessária para completar os plantéis.

“Poderá haver alterações na forma de recrutamento dos atletas. Vamos definir uma estratégia com procedimentos e regras para a contratação de um atleta. Eu e o Fernando Meira teremos a palavra final depois de recolhermos todas as informações do ‘scouting’”, completa.

Ligado aos órgãos sociais do Vitória nos últimos quatro anos, primeiro como vice-presidente do conselho fiscal e, a partir de 2024, como vice-presidente do clube, além de administrador da SAD, confessa que a demissão de António Miguel Cardoso, anunciada em 14 de abril, foi “um choque muito grande”.

“O meu pior dia como dirigente foi a conferência de imprensa da demissão e da não recandidatura. Como é óbvio, isso cria-nos um período difícil em que ainda estamos a assimilar a decisão. No momento da conferência de imprensa, mal saí da sala, comecei logo a ser abordado porque seria uma oportunidade e eu poderia ser uma pessoa com capacidades para me candidatar”, recorda.

Responsável pela área financeira na SAD, o candidato realça que o emblema vimaranense se confronta com um passivo elevado desde 2021, que advém da presidência de Miguel Pinto Lisboa – era de 61,7 milhões de euros (ME) no final de 2020/21 – mas que, apesar desse fardo, está mais forte no futebol profissional e na formação.

Ciente de que o passivo da SAD ronda os 75 ME, após contabilizado o valor da transferência do médio Diogo Sousa para os franceses do Estrasburgo, selada por 11 ME, Rui Rodrigues estima que esse passivo tenha subido ao longo da época pela opção da administração em não vender em janeiro de 2026, e projeta “contas no verde” em 30 de junho.

O ‘rosto’ da lista D estima igualmente que o passivo de curto prazo, que tem de ser pago num prazo de 12 meses, se encontra em cerca de 47 ME, afirma estar prevista uma restruturação de cerca de 25 ME de dívida para um prazo entre seis e sete anos e esclarece que o empréstimo contraído junto do grupo norte-americano MSD, com juros de 11%, vai ser pago com dinheiro oriundo das transferências, a partir de 01 de julho.

Presente em todo o processo que liga o Vitória de Guimarães e o fundo V Sports, desde a aquisição de 46% da SAD pelo proprietário do Aston Villa em março de 2023 à redução da sua participação para 29% em junho de 2023, por imposição da UEFA, Rui Rodrigues considera possível aprofundar a parceria.

“Se ganharmos as eleições, vamos ter uma participação completamente diferente com eles. Não queremos dinheiro. O único aporte financeiro é um aporte que nos possa ajudar a reter algum valor, para potenciá-lo mais e não ter necessidade de o vender, tendo em conta as necessidades correntes do Vitória”, antecipa, considerando “inegociável” a venda da maioria da SAD pelo emblema vitoriano.

Essa parceria também pode abarcar a futura academia do clube a oeste da cidade, com Rui Rodrigues a avisar que é difícil estimar prazos para a sua construção, face à incerteza em torno da data em que os terrenos estarão disponíveis.

Sem revelar a posição quanto à continuidade de Gil Lameiras no comando técnico do plantel principal do Vitória, o ‘rosto’ da lista D ambiciona uma equipa que lutar sempre pelos cinco primeiros lugares da I Liga e ambicione sempre as finais, da Taça de Portugal ou da Taça da Liga.

Rui Rodrigues promete ainda apostar no alto rendimento dos jogadores, com otimização “da ’performance’, da medicina, do ‘scouting’, dos metadados, da nutrição e da psicologia”, trabalhar para o Vitória atingir os 40 mil sócios e investir cerca de cinco milhões de euros na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, em parceria com uma instituição financeira.

O conteúdo Rui Rodrigues enaltece “mística vitoriana” e conhecimento de Fernando Meira aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Viriato vê em Diogo Boa Alma poder de “gerir bem emoções e conflitos” no Vitória

O candidato da lista C às eleições do Vitória SC, Viriato Sampaio, realça a capacidade de Diogo Boa Alma, nome que propõe para diretor desportivo da equipa da I Liga portuguesa de futebol, “gerir emoções e conflitos”.

O líder da candidatura ‘Vencer, sentir, crescer’ defende que a gestão do emblema da I Liga portuguesa de futebol tem de ser “muito mais profissional” e “menos em cima do joelho” e crê que o regresso do lisboeta, de 44 anos, a Guimarães, onde trabalhou entre março e maio de 2022, sob o agora presidente demissionário, António Miguel Cardoso, vai valorizar o futebol vitoriano.

“Trabalha muito bem e tem uma componente humana de gerir bem as emoções e os conflitos. Além disso, identificou vários casos de sucesso de jogadores a custo zero, que foram rentabilizados, tanto no Santa Clara, como no Casa Pia. Está identificado com a questão da formação e com o momento complexo do Vitória”, descreveu o candidato às eleições de sábado, em entrevista à Lusa.

Viriato Sampaio crê ainda que Diogo Boa Alma pode ajudar o emblema minhoto “a identificar jogadores de qualidade” a preços comportáveis, sobretudo no ‘mercado’ brasileiro, com o qual os vimaranenses se têm dado historicamente “muito bem”.

Adverso a “refazer plantéis de um ano para o outro”, o ‘rosto’ da lista B ambiciona ver o clube vitoriano disputar as competições europeias todas as épocas, pelo que vai insistir na Taça de Portugal como a competição em que tem de se “pôr as ‘fichas’ todas”, já que a sua conquista vale o acesso direto à fase de grupos da Liga Europa.

“Na minha administração, vou fazer questão que, na Taça, cada jogo seja uma final. É como se fosse uma final do Jamor. É o caminho que o Vitória tem para ganhar títulos nesta fase. Não pode haver facilidade em termos de Taça. (…) Na Taça, é para ir com tudo”, promete.

O candidato reconhece, porém, que o Vitória se debate com um défice entre receitas e despesas operacionais, apenas compensado pelas verbas arrecadadas com vendas de jogadores, e com um passivo de 75 milhões de euros na SAD, que motiva várias transferências a acontecerem “sob pressão”.

Disposto a reduzir o passivo, o líder da lista B propõe, como via para o “equilíbrio económico-financeiro”, um empréstimo obrigacionista entre 75 e 100 milhões de euros, a ser pago num prazo entre 20 e 30 anos, contraído junto de uma instituição não europeia, que recusou nomear, a uma taxa de juro entre os 5 e os 7%.

Viriato Sampaio realça que a verba contraída junto da instituição financeira vai ser aplicada na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, até porque a garantia do empréstimo advém precisamente das receitas operacionais com o recinto vitoriano, cujo valor anual pretende ver crescer dos atuais 5,4 ME para 8,9 ME em 2029.

“Com o ‘merchandising’, perspetivamos subida para um milhão, com os patrocínios para dois ME, com lugares anuais para 1,8 ME, com a bilhética para 950 mil, com os novos camarotes na Bancada Nascente para 750 mil, com a comida para 500 mil, com o nome do estádio associado a um patrocínio para 750 mil euros, com novos ecrãs no exterior para 150 mil, com museu para 50 mil e com eventos desportivos e de entretenimento para 925 mil”, enumerou.

Sem revelar a sua posição quanto ao futuro de Gil Lameiras, treinador do Vitória, com contrato até 2027, o candidato preconiza um técnico que inclua “jovens no projeto” e, ao mesmo tempo, consiga “gerir um grupo de trabalho que tenha uma ‘espinha dorsal’ de jogadores com mais experiência”.

O sócio número 1.994 diz ainda ter em vista uma parceria com um promotor imobiliário para iniciar até 2029 a futura academia para as equipas principal, B e feminina, numa área de 19 hectares capaz de albergar oito a 10 campos e espaços comerciais, seja aquela que se prevê cedida pela Câmara Municipal a oeste da cidade, seja uma outra que esteja disponível no concelho de Guimarães.

Aberto a falar com o fundo V Sports, detentor de 29% da SAD, sobre a futura academia e a relação que pretende ter com a administração vitoriana, Viriato considera exequível ter as obras no terreno em 2029, embora o processo dependa muito de “questões legais de expropriação ou aquisição dos terrenos”.

O candidato advoga ainda a mudança dos estatutos do Vitória, para que os futuros atos eleitorais passem a contemplar segundas voltas e a votação de sócios-atletas, neste momento proibida, e para que os mandatos dos órgãos sociais se estendam de três para quatro anos.

Viriato Sampaio ambiciona também lançar o projeto ‘Vitória Olímpico’, que garanta especial apoio a atletas do clube que hipótese de participarem em Jogos Olímpicos, situação que vale “um prestígio muito grande”, mas também pode garantir “apoios financeiros” ao clube minhoto.

O conteúdo Viriato vê em Diogo Boa Alma poder de “gerir bem emoções e conflitos” no Vitória aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Júlio Vieira de Castro quer um Vitória “muito mais certeiro nas contratações”

O candidato da lista B às eleições do Vitória SC, Júlio Vieira de Castro, quer mais acerto nas contratações para a equipa da I Liga portuguesa de futebol e aprofundar parceria com o fundo V Sports.

Na antecâmara do escrutínio de sábado, o líder da candidatura intitulada ‘Só Vitória’ considera que a SAD que tutela o futebol profissional está “cada vez mais dependente da venda de jogadores” e de qualificações europeias, que não conseguiu em 2025/26, face ao nono lugar, para ‘sobreviver’, face ao défice entre receitas e custos, que pretende ver diminuídos.

“Estamos sempre a vender de forma apertada. Estamos sempre sujeitos à contingência do momento, de ter de pagar salários, de ter de pagar prémios, de ter de pagar a fornecedores. Não queremos vender sob essa contingência. Queremos um Vitória muito mais estruturado, um Vitória muito mais certeiro nas contratações. Se temos dentro de ‘portas’, não vamos buscar fora. Não queremos desperdício de dinheiro”, realça, em entrevista à Lusa.

Candidato à presidência pela segunda vez, depois de ter perdido as eleições mais equilibradas na história do clube para Júlio Mendes, em 2018 – obteve 47,6% -, o sócio número 1.447 dos vimaranenses realça que a situação financeira está pior, com o passivo do clube e da SAD em mais do triplo – na altura, rondava os 23 ME e agora é de 81.

Vieira de Castro crê que o recente campeonato mostrou que o Vitória está a “gastar mal”, já que se classificou abaixo do Famalicão, do Gil Vicente, do Moreirense e do Arouca, equipas que, a seu ver, gastam menos, e considera adequado diminuir os gastos operacionais para o patamar dos 20 ME, numa altura em que as receitas ordinárias, excluindo transferências, se aproximam dos 15 ME.

Pronto a impor uma mentalidade vencedora no seio do clube, com o “equilíbrio financeiro” a coabitar com a “ambição desportiva”, o candidato da lista B considera descabido projetar o crescimento do futebol sem o envolvimento do V Sports, fundo que é proprietário dos ingleses do Aston Villa e que detém 29% da SAD vitoriana.

“É evidente que temos as nossas ideias para o Vitória e que vamos ouvir as ideias do V Sports. Temos a informação de que o V Sports também quer participar mais, embora em condições diferentes. Temos de perceber quais são, como são. Este ‘casamento’ tem tudo para dar certo”, refere.

Uma das áreas em que o fundo detido pelo egípcio Nassef Sawiris e o norte-americano Wes Edens pode contribuir para o futebol vitoriano na constituição do departamento de ‘performance’, que visa otimizar o rendimento da equipa sénior e das equipas de formação.

Questionado sobre a hipótese de o V Sports aumentar a sua participação no capital social ou até pretender a maioria da SAD, Júlio Vieira de Castro reitera que qualquer decisão cabe aos sócios, em assembleia-geral.

O ‘rosto’ da lista B salienta ainda que “o respeito a Gil Lameiras é inegociável”, recusando confirmar se o treinador, de 32 anos, com contrato válido até 2027, é a sua opção para liderar a equipa principal em 2026/27 e disse já ter identificadas as características para o exercício dos cargos de diretor desportivo e diretor do futebol profissional, embora rejeite adiantar nomes.

Convencido de que o Vitória não tem condições financeiras para avançar com a futura academia para o futebol profissional no imediato, embora não seja um objetivo descartado até ao final do mandato, Júlio Vieira de Castro defende ainda que a aposta na formação tem de deixar de se fazer “por necessidade”, quando não há recursos.

O candidato promete acompanhamento personalizado dos futebolistas das camadas jovens, com “planos de desenvolvimento individuais”, e um acompanhamento especial quando são chamados às seleções nacionais, ocasiões em que são “assediados pelos empresários” para mudarem de rumo na carreira.

O ‘rosto’ da lista B confessa ainda que, em caso de eleição, deseja constituir uma fundação para fins sociais e abrir o museu, com saída junto à loja do clube no Estádio D. Afonso Henriques.

“O Vitória não faz dos ‘tours’ ao estádio uma fonte de receita. O Vitória, por exemplo, não se integra com as agências de viagens por forma a que quando os turistas vêm a Guimarães, o Estádio D. Afonso Henriques possa ser um ponto de visita”, lamenta.

O conteúdo Júlio Vieira de Castro quer um Vitória “muito mais certeiro nas contratações” aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Belmiro quer reduzir gastos até 40% na estrutura de apoio ao futebol do Vitória

O candidato da lista A às eleições do Vitória SC, Belmiro Pinto dos Santos, crê que é preciso reduzir até 40% os gastos na estrutura de apoio ao futebol profissional e aumentar o investimento no plantel.

Rosto da candidatura ‘Unidos por uma paixão única’ ao sufrágio de sábado, o sócio número 4.995 dos vimaranenses alega que a SAD, responsável pela equipa da I Liga portuguesa de futebol, vive com “um défice crónico anual de 20 milhões de euros (ME)”, fruto de uma receita média anual de 15 ME e gastos médios que superaram os 35 ME na época 2025/26, prestes a terminar.

Presidente da mesa da assembleia-geral no primeiro mandato do presidente demissionário, António Miguel Cardoso, entre 2022 e 2025, Belmiro Pinto dos Santos realça que cerca de cinco milhões de euros se destinam ao pagamento de juros, com os restantes gastos a repartirem-se pelo plantel e a estrutura em seu redor.

“O Vitória tem hoje uma despesa para a equipa técnica e para os jogadores que anda à volta dos 15 ME. Depois, gasta 15 ME para a estrutura à volta do futebol. Falo em departamentos relacionados com o futebol e de custos com a administração e com pessoal, de custos relacionados com viagens, hotéis e toda a logística relacionada com o futebol”, afirmou, em entrevista à Lusa.

Embora considere difícil reduzir drasticamente os custos com essa “estrutura paralela” no primeiro dos três anos de mandato, o candidato realça a intenção de os diminuir cerca de um terço “a médio prazo”.

“Há o objetivo de diminuir os custos em 30 a 40% a médio prazo. (…) Se conseguirmos isso, já é uma vantagem muito grande do ponto de vista financeiro, para conseguimos investir mais no fundamental, a equipa de futebol”, completou.

Esse défice anual, aliado ao passivo global de 81 ME – 75 na SAD e seis no clube – e ao capital próprio negativo da SAD, que, no final da época 2024/25, era de 24 ME, pressiona o Vitória a obter “receitas extraordinárias nas transferências de jogadores”, algo que, a seu ver, exige “boa performance desportiva” de forma constante.

Disposto a garantir uma das cinco primeiras posições da I Liga época após época e acesso às competições da UEFA, o líder da lista A prevê aumentar o investimento na equipa principal com o apoio de uma ‘holding’ norte-americana, o SR Investments Group, que detém participações em setores como o imobiliário e energia.

Contactado pela ‘holding’ no outono de 2025, com vista à elaboração de um projeto com horizonte em 2028, data inicialmente prevista para o próximo ato eleitoral dos vitorianos, Belmiro Pinto dos Santos realça que esse grupo norte-americano pretende adquirir 17% das ações da SAD com maioria do Vitória, que detém 67,84% do capital.

O candidato está ainda disponível a ceder dois dos cinco lugares do conselho de administração da SAD ao SR Investments Group, referentes à gestão desportiva e à gestão financeira, mas a sociedade conta ainda com outro acionista, o V Sports, detentor de 29% das ações.

Belmiro Pinto dos Santos diz aceitar um maior envolvimento do fundo que é proprietário dos ingleses do Aston Villa, ligado à SAD do Vitória desde 2023, se garantir um investimento superior ao da ‘holding’ que o apoia, mas também se diz confortável com a ‘saída de cena’ do V Sports.

“A existir algum direito de preferência, abstemo-nos de exercer o respetivo direito. Permitimos que eles negoceiem diretamente com o V Sports a aquisição desses 29%. Se eles assim o entenderem, não nos é indiferente, porque se as coisas estiverem a correr bem com o investidor, quanto mais percentagem tiverem, melhor”, argumenta.

Disposto a ver construídos até 2029 três relvados da academia projetada para o Vitória a oeste da cidade, para servir as equipas principal, B e sub-19, o candidato salientou que o SR Investments Group pode investir na infraestrutura, mediante a criação de um espaço comercial que lhe possibilite retorno financeiro.

Disposto a conversar com o atual treinador do Vitória, Gil Lameiras, após as eleições, para perceber se se quer “manter na equipa A, regressar à equipa B ou rescindir contrato”, o ‘rosto’ da lista A traça ainda a diferença entre Ricardo Pimenta Machado, candidato a vice-presidente para o futebol, e o antigo treinador Manuel Machado, nome escolhido para diretor técnico.

“O Ricardo Pimenta será o vice-presidente para a área do futebol e terá funções próximas daquilo que é o chefe do departamento de futebol. Relativamente ao Manuel Machado é diferente. Um diretor técnico terá um trabalho muito específico na ligação entre as estruturas do futebol: a equipa A, a equipa B, a formação. Fará uma supervisão dos departamentos”, descreve.

Belmiro Pinto dos Santos também promete investir na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, em parceria com “uma empresa especialista na gestão de estádios de futebol”, para aumentar as receitas com as infraestruturas e defende a alteração dos estatutos do clube, para incluir a hipótese de uma segunda volta nas eleições e para alargar os mandatos dos órgãos sociais de três para quatro anos.

O conteúdo Belmiro quer reduzir gastos até 40% na estrutura de apoio ao futebol do Vitória aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Vitória SC vai a eleições com recorde de candidatos

A discussão da situação financeira do Vitória SC tem dominado a campanha rumo às eleições de sábado, que reúnem quatro listas, número recorde entre todos os escrutínios já realizados no clube da I Liga portuguesa de futebol.

A discussão dos valores do passivo, que ronda os 75 milhões de euros (ME), e do capital próprio da SAD, que era negativo em 24 ME no final da época 2024/25, bem como as possíveis soluções para mitigar o défice crónico entre receitas e despesas, apenas compensado pelas vendas de jogadores, é transversal aos quatro candidatos à sucessão de António Miguel Cardoso.

Eleito pela primeira vez em 2022, com 62,5% dos votos perante Miguel Pinto Lisboa e Alex Costa, e reeleito no ano passado, com 89,4% frente a Luís Cirilo Carvalho, António Miguel Cardoso demitiu-se da presidência em 14 de abril, no final de uma época em que prometera sair caso a equipa se classificasse abaixo do quinto posto no campeonato, o que veio a suceder, com o nono lugar.

A decisão antecipou uma ‘corrida’ eleitoral que estava prevista para março de 2028, com Belmiro Pinto dos Santos (lista A), Júlio Vieira de Castro (lista B), Viriato Sampaio (lista C) e Rui Rodrigues (lista D) a encabeçarem as candidaturas entregues à mesa da assembleia-geral em 14 de maio e validadas no dia seguinte.

Marcadas para o Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, com as urnas abertas entre as 09:00 e as 19:00, as eleições vitorianas congregam pela primeira vez quatro listas, número que supera os ‘trios’ de 2007, quando Emílio Macedo da Silva venceu Manuel Rodrigues e André Pereira, de 2019, em que Miguel Pinto Lisboa foi eleito frente a António Miguel Cardoso e Daniel Rodrigues, e de 2022.

Belmiro defende maior investimento no plantel

Presidente da mesa da assembleia-geral entre 2022 e 2025, Belmiro Pinto dos Santos defende maior investimento no plantel, com o apoio de uma ‘holding’ norte-americana e a redução de custos na estrutura que apoia o futebol, que estará a cargo de Ricardo Pimenta Machado, candidato a vice-presidente, e do ex-treinador Manuel Machado, a diretor técnico.

Vieira de Castro quer aprofundar pareceria com o fundo V Sports

Um dos protagonistas das eleições mais equilibradas da história do Vitória, ao perder para Júlio Mendes após recolher 47,6% dos votos, em 2018, Júlio Vieira de Castro regressa às urnas com a intenção de aprofundar a parceria com o fundo V Sports, proprietário dos ingleses do Aston Villa e detentor de 29% da SAD, e de apostar na formação.

Viriato diz que é preciso reestruturar passivo da SAD

Viriato Sampaio considera, por seu turno, que é preciso reestruturar o passivo da SAD e diferi-lo no tempo, através de um empréstimo obrigacionista entre 75 a 100 milhões de euros, a ser pago num horizonte de 20 a 30 anos, e aposta em Diogo Boa Alma para o cargo de diretor desportivo.

Rui Rodrigues quer prolongar o prazo de pagamento de parte das dívidas

Ainda em funções na direção demissionária, como vice-presidente para a área financeira, Rui Rodrigues quer aprofundar a ligação ao fundo V Sports, reforçar a presença da formação no plantel principal de futebol, entregar o cargo de diretor desportivo ao ex-jogador Fernando Meira e prolongar o prazo de pagamento de parte das dívidas.

Num clube em que cada sócio tem direito a um voto, o recorde de afluência às urnas data de 24 de março de 2018, com 7.274 associados a exercerem o seu direito nas eleições que opuseram Júlio Mendes a Júlio Vieira de Castro.

O conteúdo Vitória SC vai a eleições com recorde de candidatos aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Associação interpõe ação judicial contra avaliação ambiental da mina em Montalegre

A associação Povo e Natureza do Barroso anunciou hoje que intentou, há dois meses, uma ação relacionada com a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) para o projeto da mina da Borralha, em Montalegre, no distrito de Vila Real.

Segundo um comunicado enviado hoje à Lusa, “a iniciativa surge em representação de populações e entidades locais preocupadas com os riscos ambientais e hídricos associados ao projeto mineiro, entre as quais o Movimento Não às Minas – Montalegre, Conselho Diretivo dos Baldios de Caniçó, Conselho Diretivo dos Baldios de Linharelhos, Conselho Diretivo dos Baldios de Campos, a Iris – Associação Nacional de Ambiente e a APIFC – Associação de Preservação da Identidade da Freguesia de Campos”.

A mina da Borralha obteve em janeiro um parecer favorável condicionado, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e a concessão está a cargo da empresa Minerália.

Em causa está o que a associação considera “um território ambientalmente sensível, localizado em plena Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, a apenas seis quilómetros do Parque Nacional da Peneda-Gerês, integrado no Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (FAO) e numa das mais importantes áreas de recursos hídricos do Norte do país”.

“Acrescem ainda preocupações de saúde pública, dado que a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rabagão se encontra imediatamente a jusante do projeto”, referem, sobretudo quanto aos “impactos sobre as linhas de água, aquíferos, ecossistemas”.

A associação alerta ainda para o “historial de contaminação associado à antiga exploração mineira da Borralha, cujo passivo ambiental continua por resolver quatro décadas após o encerramento da mina”, bem como “preocupações relativas à estabilidade e segurança estrutural da área mineira histórica, nomeadamente devido à existência de antigas galerias subterrâneas que se estendem no subsolo de várias aldeias da envolvente”.

A Povo e Natureza do Barroso recorda ainda que uma queixa por episódios de poluição na Ribeira de Amiar, apresentada em fevereiro, “continua sem resposta”, dizendo respeito a “arrastamentos de sedimentos e escoamentos anómalos”.

“Acresce que, desde 2023, decorrem trabalhos de prospeção e movimentações em antigas escombreiras mineiras, com impactes já sentidos pelas populações locais. Até à data não foi tornado público qualquer esclarecimento técnico ou resposta por parte da APA relativamente à situação denunciada”, aponta, referindo também que a denúncia foi enviada a várias entidades públicas.

Segundo a associação, a APA “indicou que irá proceder a uma ação de fiscalização, contudo, até à data não foram disponibilizados os documentos administrativos solicitados no âmbito da denúncia, encontrando-se já ultrapassado o prazo limite que terminava a 29 de maio de 2026”.

“As associações sublinham ainda que deverá ser dado maior ênfase à captação de água na aldeia de Cambedo”, que “assegura o abastecimento de água para consumo humano precisamente na zona onde a Ribeira de Amiar desagua, sendo considerada um ponto crítico em termos de segurança hídrica e de proteção da população”, alertando ainda para uma linha de alta tensão prevista sobre as aldeias de Campos e Lamalonga.

A captação para abastecimento público existente na barragem da Venda Nova, localizada a jusante da mina, foi uma das principais preocupações mencionadas nas exposições submetidas no período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da mina da Borralha, que decorreu entre 07 de outubro e 17 de novembro de 2025 e obteve 653 participações.

A Minerália garantiu que o “tungsténio da mina da Borralha será explorado com água 100% reciclada e sem captação” em rios, barragens ou aquíferos ou outros recursos hídricos naturais, e “não terá descargas de água industrial para o ambiente”, reutilizando a água da chuva “acumulada ao longo de décadas nas galerias subterrâneas”.

O conteúdo Associação interpõe ação judicial contra avaliação ambiental da mina em Montalegre aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Melgaço lança arquivo de vídeo

A Câmara de Melgaço assinalou o Dia Internacional dos Arquivos com o lançamento de videoteca municipal.

Em comunicado, a autarquia explica que a criação da videoteca municipal “é um novo projeto do Arquivo Municipal dedicado à preservação, valorização e divulgação da memória audiovisual do concelho”, e “apela à participação de toda a comunidade para a recolha, preservação e partilha de memórias em vídeo que documentem a história e as tradições do concelho”.

Esta nova valência “tem como principal objetivo reunir, organizar e conservar registos em vídeo que documentem a história, as tradições, os acontecimentos e as atividades culturais, desportivas, sociais e familiares que marcaram a vida da comunidade melgacense ao longo dos tempos”.

Os “materiais cedidos serão devidamente digitalizados e preservados pelos serviços do município, sendo posteriormente devolvidos aos seus proprietários, com a garantia da sua total integridade e salvaguarda”, acrescenta.

O conteúdo Melgaço lança arquivo de vídeo aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Marco Silva é o novo treinador do Benfica

O português Marco Silva é o novo treinador do Benfica, tendo assinado um contrato de dois anos, com opção por mais um, anunciou hoje o clube que terminou na terceira posição da I Liga de futebol 2025/26.

“A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que chegou a acordo com o treinador Marco Alexandre Saraiva da Silva (Marco Silva) para a celebração de um contrato de trabalho desportivo para vigorar até ao final da época desportiva 2027/2028, extensível até 2028/2029”, informou a SAD ‘encarnada’, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Marco Silva, de 48 anos, sucede no cargo a José Mourinho, que vai rumar ao Real Madrid após ter liderado o Benfica durante cerca de oito meses, que se saldaram num terceiro lugar na I Liga, sem qualquer derrota, mas a oito pontos do campeão FC Porto e a dois do segundo classificado, Sporting, ou seja fora dos lugares de acesso à próxima edição da Liga dos Campeões.

Após cinco temporadas ao serviço do Fulham, Marco Silva encerra um percurso de uma década no futebol inglês, que começou ao serviço do Hull City (2016/17), prosseguiu no Watford (2017/18) e no Everton (2018 a 2019), antes de rumar aos ‘cottagers’, em 2021/22, naquela que foi a única temporada em que o técnico não disputou a Premier League.

Nesse ano, liderou os londrinos ao título de campeão do Championship, o segundo escalão em Inglaterra, e respetiva promoção à Premier League, em que alcançou, consecutivamente, um 10.º lugar (2022/23), um 13.º (2023/24), um 11.º (2024/25) e novamente um 11.º (2025/26), sempre com registos na ordem dos 50 pontos (52 em 2022/23, 47 em 2023/24, 54 em 2024/25 e 52 em 2025/26).

Com uma carreira de treinador iniciada no Estoril Praia – clube em que se despediu como jogador e no qual também foi diretor-desportivo por breves meses -, conquistou o título da II Liga com os estorilistas logo na primeira época, em 2011/12, e nas duas seguintes conduziu-os, respetivamente, ao quinto e ao quarto lugares do principal escalão, bem como à qualificação para a Liga Europa em ambas.

Posteriormente, rumou ao Sporting e, na única temporada ao comando dos ‘leões’, ficou no terceiro lugar da I Liga e venceu a Taça de Portugal, numa final diante do SC Braga, em 2014/15.

Entre a saída dos ‘verdes e brancos’ e a ida para Inglaterra, orientou os gregos do Olympiacos, pelos quais ergeu o troféu de campeão helénico (2015/16).

Marco Silva é o sexto treinador do Benfica desde que Rui Costa assumiu a presidência do clube, em 2021, sendo que, neste periodo, as ‘águias’ foram lideradas por Jorge Jesus, Nélson Veríssimo, Roger Schmidt, Bruno Lage e José Mourinho, mas apenas alcançaram um título de campeão, sob o comando do alemão, em 2022/23.

O conteúdo Marco Silva é o novo treinador do Benfica aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Viana do Castelo vai criar rota com três miradouros

A Câmara de Viana do Castelo abriu hoje um concurso público, pelo valor base de 347.251,68 euros, mais IVA, para criar uma rota dos Miradouros do concelho – Senhora do Crasto, Monte Galeão e da Senhora do Minho.

De acordo com o procedimento hoje publicado em Diário da República tem um prazo de execução do contrato de 300 dias.

Os interessados podem apresentar propostas até às 17:00 do dia 09 de julho, sendo que os concorrentes são obrigados a manter as respetivas propostas durante 66 dias a contar do termo daquela data.

Segundo a autarquia da capital do Alto Minho, a criação da rota dos miradouros resulta de “uma candidatura ao programa “Produtos turísticos sub-regionais e locais (IT), Aviso nº NORTE2030-2024-06 – Programa Regional do Norte 2021-2027 (NORTE2030)”.

A Rota dos Miradouros do concelho de Viana do Castelo”, formada pelos Miradouros Senhora do Crasto, do Monte Galeão e da Senhora do Minho, “enquanto pontos que têm uma envolvência muito díspar, tornando-os apetecíveis de visitação e com uma forte vertente paisagística”.

Os três locais em causa “necessitam da implementação de uma estrutura apta para o utilizador usufruir da paisagem de forma segura”.

O “concurso público prevê, assim, uma empreitada cujas despesas serão suportadas em partes iguais pelos orçamentos municipais de 2026 e 2027”.

“Entre o verde das serras e o azul do Atlântico, o concelho de Viana do Castelo revela-se através de paisagens naturais de enorme beleza. Os seus miradouros são autênticas janelas naturais que convidam à contemplação, oferecendo vistas privilegiadas sobre o rio Lima, o mar, os vales e as aldeias que preservam a identidade minhota”, explica o município.

O Miradouro Senhora do Crasto situa-se na freguesia de Deocriste, o Miradouro do Monte Galeão situa-se na vila de Darque e o e Miradouro da Senhora do Minho localiza-se na Montaria.

O conteúdo Viana do Castelo vai criar rota com três miradouros aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Moreirense vai estrear equipa sub-23 e já tem treinador

O Moreirense, da I Liga portuguesa de futebol, confirmou hoje, através de uma publicação nas redes sociais, a criação de uma equipa de sub-23 para competir na Liga Revelação, sob o comando do treinador Henrique Abreu.

O emblema do concelho de Guimarães vai estrear-se na competição de sub-23, adicionando esse escalão às equipas de formação que já detém, desde os sub-7 aos sub-19.

Após cinco épocas seguidas no clube ‘verde e branco’, as duas últimas como analista da equipa principal, o treinador de 28 anos, natural da vila de Moreira de Cónegos, aceitou ser o primeiro ‘timoneiro’ do Moreirense na Liga Revelação.

O conteúdo Moreirense vai estrear equipa sub-23 e já tem treinador aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Empresa acata providência cautelar e suspende trabalhos em mina de lítio em Trás-os-Montes

A empresa Savannah disse ter sido hoje notificada da ordem de suspensão temporária dos trabalhos associados à exploração de lítio na mina do Barroso, em Boticas, após providência cautelar admitida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela.

“Tal como antecipado, a Savannah foi hoje notificada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela de uma ordem de suspensão temporária dos trabalhos de geotecnia que temos vindo a desenvolver, na sequência da receção de uma providência cautelar”, pode ler-se em comunicado hoje divulgado pela Savannah.

Segundo a empresa, a notificação “foi entregue hoje” e, no seu entender, “tem efeitos apenas a partir de hoje”, o que “comprova o caráter ilegal do bloqueio feito na semana passada aos trabalhos”, criticando os promotores da ação.

“A Savannah lamenta mais uma tentativa por parte da direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB [Unidos em Defesa de Covas do Barroso] de atrasar o processo de desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso, sendo esta a terceira vez que submetem providências cautelares aos tribunais”, acrescenta.

Vai agora, “com tranquilidade, esperar pelo desenvolvimento do processo de apreciação dos méritos da referida providência cautelar”, e promete “retomar os trabalhos” assim que as autoridades competentes o autorizarem, lembrando que o mesmo aconteceu no ano passado.

Em 01 de junho, a empresa tinha dito que atuava sem incumprir a lei, uma vez que não tinha sido notificada de qualquer providência cautelar.

Em comunicado dessa altura, o Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso indicou que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela admitiu a providência cautelar apresentada a 27 de maio para “suspender os efeitos da servidão administrativa e dos trabalhos dela decorrentes até que seja apreciada a sua legalidade”, acrescentando que a Savannah está “obrigada a parar os trabalhos”.

Segundo o despacho de 29 de maio, a providência cautelar foi apresentada pela Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso contra o Ministério do Ambiente e da Energia, dando 10 dias para os interessados se pronunciarem.

A comunidade dos baldios de Covas do Barroso entende que a “servidão administrativa permite à empresa ocupar terrenos comunitários e privados à revelia da vontade dos proprietários e compartes, repetindo um padrão de imposição coerciva já denunciado durante a primeira servidão administrativa associada ao projeto mineiro”.

O Ministério do Ambiente já tinha autorizado uma primeira servidão em dezembro de 2024, que originou a apresentação de uma providência cautelar, por parte de proprietários de terreno, levando à suspensão dos trabalhos de prospeção durante 15 dias em fevereiro de 2025.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

O conteúdo Empresa acata providência cautelar e suspende trabalhos em mina de lítio em Trás-os-Montes aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Enfermeira em Ponte de Lima integra conselho de administração da ULSAM

A enfermeira Mónica de Morais iniciou hoje funções no conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), foi hoje anunciado.

Em comunicado, a ULSAM destaca a profissional “com um percurso ligado à prestação e organização de cuidados de saúde”, acrescentando que “a sua nomeação representa um momento de particular relevância, passando a ficar completa a equipa do conselho de administração”.

“O conselho de administração manifesta a sua satisfação pelo início destas funções, certo de que a experiência, o conhecimento da instituição e o seu compromisso constituirão um importante contributo para o reforço do trabalho desenvolvido, em prol da melhoria contínua dos cuidados de saúde prestados à população do Alto Minho”, adianta a nota.

Reside em Ponte de Lima há 31 anos

Mónica Angélica de Oliveira Costa Mimoso de Morais, de 55 anos, é natural de São João da Madeira, distrito de Aveiro, e reside em Ponte de Lima desde 1995.

Em dezembro de 1993 iniciou funções no centro de saúde de Ponte de Lima, onde se mantém até hoje.

Segundo a publicação, entre outras funções, integrou a EPVA (Equipa de Prevenção Violência em Adultos) do concelho de Ponte de Lima.

Em 2015 integrou a Equipa Local de Intervenção (ELI) de Ponte de Lima, como representante do Ministério da Saúde, e em 2017 foi nomeada coordenadora da mesma equipa, funções que exerce até ao momento.

Em 2020 concluiu a pós-graduação em administração e gestão de unidades de saúde e pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos.

O conteúdo Enfermeira em Ponte de Lima integra conselho de administração da ULSAM aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Viana entrega 60 casas: “Mais do que minorias, o bairro vai ser habitado por famílias vianenses”

O presidente da Câmara de Viana do Castelo anunciou hoje a entrega das chaves das 60 frações da urbanização do Carvalhal, em Darque, e adiantou que há ainda casas a disponibilizar a quem “cumprir os critérios” de admissão.

O autarca socialista, que falava aos jornalistas no final da reunião ordinária da Câmara, respondia a uma interpelação do vereador do Chega, José Belo, que, entre outras questões, “levantou dúvidas sobre os critérios utilizados, os valores efetivamente praticados e a sustentabilidade financeira deste investimento”.

O presidente da autarquia, Luís Nobre, disse que “todos os habitantes vão pagar renda conforme as possibilidades de cada agregado familiar”.

“Criou-se a ideia que a Câmara ia doar casas. Nós celebramos contratos de arrendamento, não damos casas a ninguém. Aumentámos o património municipal e foram celebrados contratos de arrendamento para que os inquilinos possam ocupar as frações com o pagamento de rendas, com a necessidade de contratos de abastecimento de energia, água, ligação à rede de saneamento, recolha de resíduos urbanos e serviço de telecomunicações para quem o desejar”, especificou.

Luís Nobre adiantou que as chaves das frações foram entregues, na sexta-feira, a 60 agregados familiares.

“Não tínhamos um bairro, tínhamos um espaço que era um degredo. Devolvemos a Viana do Castelo e à vila de Darque um espaço com todas as condições visuais e de funcionalidade. Mais do que minorias, o bairro vai ser habitado por famílias vianenses”, afirmou Luís Nobre.

Luís Nobre adiantou que “o espaço anteriormente ocupado pelo acampamento vai ser reabilitado ambientalmente para poderem ser realizadas outras atividades”.

“Acabámos com um acampamento dentro da área urbana. Acabámos com uma cortina arbórea que ninguém sabia o que acontecia lá dentro”, destacou.

Em outubro de 2023, o executivo municipal aprovou a adjudicação e minuta de contrato da empreitada de construção da Urbanização do Carvalhal, por um valor de cerca de 7,9 milhões. 

A obra de “Programa de apoio ao acesso à habitação – Urbanização do Carvalhal – Darque” foi alvo de um concurso público internacional e surgiu no âmbito da Estratégia Local de Habitação (ELH) de Viana do Castelo, contando com um prazo de execução de 720 dias e permitindo a transformação das construções abarracadas do Acampamento das Alminhas.

O conteúdo Viana entrega 60 casas: “Mais do que minorias, o bairro vai ser habitado por famílias vianenses” aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Trabalhador morre em Trás-os-Montes após queda de 8 metros

Um homem de 44 anos morreu hoje em Torre do Pinhão, concelho de Sabrosa, após uma queda de cerca de oito metros no seu local de trabalho, revelou à Lusa fonte da GNR de Vila Real.

O alerta foi dado pelas 15:25, acrescentou a fonte que não soube precisar o local em causa.

Para o local foram mobilizados meios do Instituto Nacional de Emergência Médica, Bombeiros de Sabrosa e de Vila Real – Cruz Verde, indicou fonte do Comando Sub-Regional do Douro.

A GNR tomou conta da ocorrência.

O conteúdo Trabalhador morre em Trás-os-Montes após queda de 8 metros aparece primeiro em O MINHO.

  •  

Misericórdia de Santo Tirso alvo de ciberataque no fim de semana

A Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso foi alvo de um ciberataque no fim de semana que foi detetado na segunda-feira de manhã, revelou hoje à Lusa o provedor, Ricardo Baptista.

Segundo o responsável, os efeitos do ataque informático estão a fazer-se sentir, sobretudo no atendimento nas “unidades médicas de trabalho externo”.

Ricardo Baptista deu como exemplo o imperativo de terem de cancelar as marcações na “clínica de gastroenterite”.

Sem implicações, garantiu, continua o cuidado que prestam aos utentes das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e permanentes.

O ataque foi sinalizado à Polícia Judiciária, confirmou Ricardo Baptista, acrescentando que, entretanto, “fecharam o sistema de forma hermética ao exterior, estando já uma equipa externa a tentar detetar de onde partiu o ataque e o que foi afetado”.

O ataque foi detetado na segunda-feira de manhã, referiu o provedor da Santa Casa, admitindo que tenha ocorrido durante o fim de semana.

Questionado sobre o tempo que vai demorar a repor a normalidade, o responsável referiu que depende do ‘feedback’ que receber sobre “o que foi afetado e onde está o problema”, bem como descobrir ”a vulnerabilidade que permitiu o ataque”.

“Enquanto não tivermos essa informação, é impossível em inconsciência dizer que vai demorar A, B, ou C ou D, porque depende muito da quantidade de serviços que tiverem sido afetados”, disse.

Ricardo Baptista revelou não ter recebido qualquer pedido de resgate até ao momento.

“Demos conhecimento às entidades competentes e responsáveis e aguardamos as indicações”, concluiu.

Num ‘email’ enviado esta manhã pela diretora de Recursos Financeiros e Tecnologia de Informação da misericórdia, Susana Freitas, a que a Lusa teve acesso, é pedido aos colaboradores que adotem comportamentos de segurança.

Na missiva, a Santa Casa pede aos colaboradores para “não ligar, desligar ou reiniciar ou tentar reparar qualquer equipamento por iniciava própria”. Pede também para não abrirem ‘emails’, anexos ou ligações suspeitas.

Os colaboradores não devem ainda inserir pens/dispositivos USB nos computadores até indicação em contrário.

O conteúdo Misericórdia de Santo Tirso alvo de ciberataque no fim de semana aparece primeiro em O MINHO.

  •  
❌